Capítulo 2
Alvo se sentou na cama de forro vermelho. Conseguiu. Entrara para a Grifinória.
O garoto começou a rir. Não sabia exatamente o porquê, mas estava feliz. E então se lembrou dos pais. Tinha que contar a eles. Saltou da cama direto para a mesa de cabeceira esperando encontrar um telefone, mas se lembrou que estava em Hogwarts agora. "Magia" suspirou. E pegou um pergaminho dentro da mochila de lona que a mãe lhe dera.
Queridos pai e mãe,
Vocês não vão acreditar! Fui para a Grifinória! E Rosa também, mas aposto como ela já escreveu para tio Rony e tia Hermione antes mesmo de ser selecionada. Pobrezinha, W de Weasley era uma das últimas letras... Claro que Potter também não foi rápido.
Tiago continua me atormentando e pedi para a Rosa me ajudar, o que ela fez mandando-o para madame Cleropa, a nova enfermeira. Espero que não fiquem bravos com ela, Tiago mereceu essa.
Ah, sim, eu adorei a comida do Salão, é ótima! Se já não tivessem experimentado, mandaria um pouco. Acho que tia Hermione teria que trabalhar mais, Penny McLanne me disse que visitou a cozinha e viu elfos ralando para fazer a comida.
Saudades,
Alvo
Alvo fechou e deu o envelope para a coruja negra que havia recebido do pai. Ele tinha a chamado de Edwiges. O garoto lembrava-se de como o pai rira quando lhe disse o nome da coruja. Ironicamente, a coruja homenageada, Edwiges, fora de Harry e era incrivelmente branca. Alvo deu um sorrisinho para Edwiges II, que lhe bicou o dedo carinhosamente e voou para a noite fechada.
Acordei. Não sei como nem por que, mas estava com um galo na cabeça e, para piorar, estava encharcado da cabeça ao peito. Tiago.
"Alvo, acorde! Vai se atrasar para Hogwarts!" ouvi a voz de mamãe chamar. O que ela fazia em Hogwarts e por que estava me chamando para ir lá?
Antes que pudesse ao menos começar a refletir, uma cabeça entrou no quarto.
"Alvo?", era papai. "Vamos, por que está com essa cara? Vai se atrasar e esperou tanto por isso..." Ele parou. Deve ter visto a minha cara, porque ficou completamente parado.
"Eu vou pra Sonserina", eu disse, arregalando os olhos que puxei da vovó Lilian.
Papai me olhou daquele jeito pela enésima vez. Aquele olhar lembrava o de mamãe quando Tiago perdeu o primeiro jogo de quadribol contra a Lufa-Lufa.
"Se disser isso de novo vou soltar O livro monstruoso dos monstros aqui", valeu pai, isso é um ótimo conselho.
Isso é Hogwarts? Juro que achei que fosse menor. Ou talvez Tiago tenha brincado comigo de novo.
"Ei, Alvo, veja, as velas suspensas... e o teto! Mamãe me disse que ele é encantado, embora eu já tivesse lido em Hogwarts, uma história...", Rosa tagarelava tanto às vezes...
Toda a fila de calouros estava tremendo de frio, menos Rosa, que tinha lançado um feitiço repelente que estava funcionando muito bem.
"Ei, Alvo!", Era Tiago de novo. Estava à mesa da Grifinória com seus amigos gigantes. "Estou torcendo por você!" Ele fez um sinal positivo e se virou novamente. Tiago me surpreende muito.
"Então... Aham, senhorita McLintrey, vire-se, por favor." Fez a Profª Lisel, que segurava o chapéu seletor. "Obrigada. Quando eu chamar seu nome, ponha o chapéu na cabeça e sente-se no banquinho." Ela apontou o pequeno assento de três pernas.
Demorou bastante para chegar "Potter, Alvo", mas finalmente ouvi meu nome e me sentei naquela banqueta.
"Hum... Potter, não?" Disse o chapéu, fazendo algumas pessoas sussurrar e apontar para mim. "Sei, coragem e orgulho, seria ótimo pô-lo na Grifinória, mas também uma grande burrice"
Burrice? Aquele chapéu já era mais velho que Merlin, e ele dizia que era burrice me pôr na Grifinória? Faça-me o favor.
"Não vou pra Sonserina", resmunguei só para o chapéu ouvir. "Não vai me forçar, não vou!"
"Não vai pra Sonserina? Hum... A escolha é uma grande virtude, Grifinória!"
