KAMEN RIDER ARILUS
Capítulo 1 – O Sol Negro
—Ahhh...se tem algo que eu sentia falta, eram as colegiais japonesas e seus uniformes!—Diz um lascivo Jinchu, enquanto caminhava pelas ruas de Tóquio. Já estava no Japão fazia alguns dias, e prontamente conseguiu um emprego de meio-período como motoboy de um modesto restaurante. Já estava quase na hora de seu turno, desse modo, o rapaz entra no restaurante, parcamente freqüentado, como de costume.
—Oe! Senhor Tachibana! Senhor Tachibana?—A ausência de uma resposta preocupa brevemente o rapaz, até que o seu empregador e dono do restaurante, Tobei Tachibana, sai da cozinha, acompanhado de outro homem, bem mais novo que ele, porém bem mais velho que Jinchu.—Ah, aí está você!
—Olá, Jinchu!—Tachibana, em seus 80 anos, era uma pessoa bastante agradável, diferente do que o rapaz estava acostumado. Jinchu já tinha se afeiçoado ao senhor, como se fosse um avô que nunca tinha conhecido.—Esse é meu velho amigo, Kazuya Taki.
—Muito prazer, Jinchu, espero que um dia possamos trabalhar juntos. Tachibana-san, foi um prazer revê-lo!—Jinchu espera o homem partir, para poder fazer seu comentário:
—Senhor Tachibana, ele não é meio velho para trabalhar como motoboy?—O senhor dá uma gargalhada, coçando a cabeça antes de responder:
—Ah sim, ele não é um motoboy, Jinchu. Ele...nos auxilia de vez em quando. Mas então, já procurou alguma escola pra se matricular?
—Ahn??? Aquele papo de me matricular era sério?
—Mas é claro! Eu vou contratar um vagabundo, por acaso?
—Fala sério, Senhor Tachibana! Eu mal freqüentava o colégio lá nos States...
—Isso não é desculpa para não freqüentar aqui! Nunca empreguei um iletrado, e essa não será uma exceção!
—Tsc...Tachibana-san é muito severo!
—Não venha de gracinhas, é para seu próprio bem!
—Certo...—O rapaz suspira, percebendo que não ganharia aquela discussão.—...certo, amanhã mesmo eu me matriculo no colégio mais próximo do trabalho.
—Por que não vai hoje à tarde? Eu mesmo já fiz todos os telefonemas e eles já estão esperando por sua presença.
—Argh! Fui ludibriado por um coroa!—Tachibana ri, vendo Jinchu dar um tapa na própria testa, de indignação.—Bem, alguma entrega que eu tenha que fazer?
—No momento não, ainda está bem cedo, mas você pode ir buscar umas roupas que eu deixei na lavanderia.
O rapaz sobe na moto que Tobei Tachibana tinha lhe confiado: uma bela Honda CBR600—predominantemente vermelha e com detalhes em preto—e parte para buscar a encomenda.
Ao chegar na lavanderia, é recebido por um rapaz apenas um pouco mais velho que ele, de cabelos pretos e espetados, com um sorriso fácil no rosto:
—Em que posso ajudá-lo, rapazinho?
—Você pode começar não me chamando dessa forma. Além disso, vim buscar uma encomenda em nome de Tachibana Tobei.
—Ah, me perdoe...—O rapaz ri levemente, meio sem graça pela possibilidade de ter ofendido Jinchu.—Eu já vou buscar as roupas que ele deixou com a gente.—O rapaz vai para os fundos da loja. Nesse momento, um outro homem entra na pequena lavanderia, com cabelos ruivos e um olhar de poucos amigos. Ele troca olhares rapidamente com Jinchu, que no mesmo momento, sente uma forte dor de cabeça, sentindo como se fosse perder os sentidos, ou mesmo o controle de seu corpo. O homem entra nos fundos da lavanderia também, bradando em voz alta:
—Oe! Keitaro! Tem cliente!
—Ah! Eu sei! Pare de gritar dentro da loja!–Keitaro retorna à recepção, vendo Jinchu apoiado sobre o balcão, ofegante.—Ah! Garoto, você está bem?
Jinchu normalmente mandaria quem quer que estivesse se preocupando com ele calar a boca, ou deixar de ser idiota, mas tinha percebido uma genuína preocupação, vinda de uma pessoa que nem conhecia ele. O rapaz então abre um singelo sorriso, que não poderia ser visto por Keitaro, já que estava voltado para o chão, ainda sentindo dores. Jinchu passa a mão no rosto, e percebe que seu nariz sangrava, como se a pressão tivesse variado abruptamente:
—Não foi nada, Keitaro, é esse seu nome?
—Sim, Keitaro Kikuchi.
—Pode me dizer uma coisa? Quem é esse cara que entrou aqui?
—Ah, é o novo rapaz de entregas, ele...—Keitaro vacila por um segundo, e depois se recompõe, atropelando as palavras.—Ele te ofendeu ou algo do tipo? Por favor, me desculpe senhor! Ele é assim mesmo, mas não quer dizer que ele seja má pessoa! Na verdade, ele tem um grande coração, apenas não sabe demonstrar isso para as pessoas.
—Ei!
—Eu o contratei porque ele já tinha sido mandando embora de vários empregos, e eu realmente acredito em dar chances para pessoas!
—Ei!
—Além do mais, todos nós poderíamos ser melhores se nos dessem uma segunda chance para certas coisas.
—EI! KEITARO!
—Hã?
—Ele não fez nada...é só que...eu tenho a impressão de que já o conhecia de algum lugar.—Jinchu pega as roupas das mãos de Keitaro, lhe entregando o recibo, e virando para a porta.—Ah, Keitaro, meu nome é Jinchu Ukematsu, qualquer coisa, pode me procurar no restaurante do senhor Tachibana.
—Ora...—O jovem dono da lavanderia diz, com um sorriso largo estampado em face.—Pode deixar, eu procuro sim, Jin-kun! Tenha um bom dia.—Jinchu apenas responde com um breve meneio de braço, deixando a loja, e subindo na moto:
—"Isso foi...realmente estranho"—O rapaz pensa, enquanto dava partida na moto. Além da forte dor de cabeça, sentia aquela mesma dor percorrendo o corpo que havia enfrentado durante sua transformação, ainda nos Estados Uniddos. Mas dessa vez, era como se seu corpo estivesse tentando se transformar por contra própria. Seria aquele rapaz uma ameaça? Lamentava-se por não ter perguntado seu nome a Keitaro, mas esperava que houvesse uma nova oportunidade.
Ele coloca o capacete, quando duas motos cortam o ar, logo em sua frente, sendo perseguidas por uma viatura da polícia:
—"Graças a deus!"—Pensa o rapaz, sorrindo por baixo de seu capacete.—"Quando achei que o tédio ia me matar, tinha que aparecer alguém pra me salvar!"—A Honda CBR600 arranca em perseguição aos supostos bandidos. Jinchu ultrapassa a viatura da polícia, acenando jocosamente para seus ocupantes, antes de se colocar entre as duas motos:
—E aí, moçada? Dia bonito pra fugir da polícia, hein?—Os dois não conseguem esconder seu espanto, eis que Jinchu aproveita, apoiando as mãos no console de sua moto e impulsionando-se para acertar um chute no motociclista à sua direita, que perde o equilíbrio e sobe no meio fio, acertando um canteiro que o projeta para frente, derrubando o primeiro motociclista.
—Um a menos!—Jinchu diz, olhando para seu próximo adversário, enquanto desciam em velocidade vertiginosa uma ladeira.—Já está pensando em desistir?—O homem dá um chute na moto de Jinchu, que quase perde o equilíbrio.—Woah! Era só dizer "Não"! Eu não ia me ofender!
As duas motos cortam o sinal vermelho, atravessando o cruzamento, intocadas. A moto perseguida subitamente faz uma curva fechada, entrando num beco. O tempo de reação de Jinchu é o suficiente para não perde-lo de vista, mas tinha cedido grande espaço para sua presa. No final do beco, um homem de jaqueta branca, com forro preto, calça também branca, na faixa dos quarenta anos, se postava em guarda, como se esperasse a moto:
—Ei!—Jinchu grita, em vão, pois o homem não reagia, nem se movia.—Vovô! Sai da frente! O cara não vai parar por nada!—Novamente sem sucesso, Jinchu tentava alcançar a outra moto, surpreendendo-se com a cena a seguir:
O homem salta, estendendo a perna numa voadora, que atinge o peitoral do motociclista. Este por sua vez, é arremessado da moto, dando um giro completo no ar, caindo de barriga no chão. Jinchu freia, descendo da moto e observando aquela misteriosa figura, de presença realmente imponente:
—Nada mal para um velho, hein?—Jinchu diz, provocando o misterioso homem.
—Você também pilota muito bem, só precisa usar mais a cabeça.—O homem de jaqueta branca se ajoelha, pegando uma sacola.—Se tivesse percebido que só esse carregava alguma coisa, não precisaria ter derrubado o outro e sua perseguição teria sido bem mais breve.
—Típico dos coroas...sempre querendo ensinar.—Jinchu leva as mãos na nuca, se aproximando.—Se eu o tivesse derrubado primeiro, não teria sido tão divertido...gaaahhh..—Jinchu sente aquela mesma dor pressionando toda a extensão de seu corpo. Em sua cintura principalmente, a dor era insuportável.
—Garoto...você está bem?
—Fique longe!—Jinchu arrisca um soco, que é esquivado prontamente pelo homem de jaqueta.—Eu vou acabar com você!—Em uma nova investida, Jinchu desfere um chute circular. O homem gira, seguindo a linha do chute, o aparando em seu momento de menor força e derrubando Jinchu.
—O que está te acontecendo garoto?
—Todos os Riders! Eu vou matar todos vocês!—Jinchu esbravejava, ao se levantar.
—O quê?
—Hã?—O rapaz parecia voltar ao seu normal, baixando a guarda. O homem de jaqueta apresa seu braço, lhe derrubando novamente numa chave.—Ei! Que que você tá fazendo?
—Eu posso lhe perguntar a mesma coisa...por que estava me atacando? Que história é essa de matar todos os Riders?
—Eu...eu não sei...—Dito isso, uma gargalhada ecoa pelo beco, espantando o rapaz, que é logo solto pelo homem de jaqueta.
—Quem está aí?—Jinchu diz, se colocando em guarda. Ele percebe uma movimentação pelas escadas de incêndio, sem conseguir distinguir o que era. Logo, no final do beco, vê uma silhueta humanóide, caminhando na direção dos dois. Quando se revela, é possível perceber que sua aparência em muito lembrava a de Jinchu quando transformado, embora o peitoral fosse num padrão diferente, parecendo uma placa de armadura com uma segunda placa por cima do peitoral, cobrindo até metade de seu pescoço. O elmo também tinha uma aparência de inseto, porém mais monstruosa, lembrando um distorcido louva-a-deus. Sua voz, alternando entre o gutural e o rasgado, mostra que ele era o detentor daquela risada macabra, quando diz:
—Arilus, Arilus...sabe, foi muito inteligente ter fugido para o Japão, mas nosso líder com certeza descobriria sua localização, apenas estudando sobre você!
—Você...Vocês! Eu já esperava que me perseguissem...mas me surpreendo que tenham me encontrado tão cedo.—O rapaz faz menção de partir para o ataque, quando vê o braço do homem de jaqueta estendido, para lhe impedir.—O que foi agora?
—Nunca achei que veria um Kaijin novamente.—A voz, outrora cheia de energia, agora tinha uma tristeza profunda, como se fosse o fim de suas esperanças.—Parece que meu destino será lutar eternamente.—Com essa frase, o homem junta os braços ao lado direito do corpo, um na vertical, outro na horizontal, cerrando os punhos, produzindo um característico som metálico. Um cinto branco, com uma jóia vermelha surge em sua cintura, emitindo uma grande energia. Com movimentos ágeis, ele estende um dos braços, revezando-o em seguida com o outro, terminando com o braço direito estendido para a direita, e o braço esquerdo voltado para a mesma direção. Sua voz parecia um trovão quando exclama uma palavra que há mais de 15 anos não se atrevera a pronunciar:
—HENSHIN!—O corpo do homem é coberto por uma luz de tom levemente azulado, sendo coberto por uma carapaça negra, com detalhes nos pulsos e tornozelos, assim como no colar da placa peitoral, na forma de listras vermelhas e amarelas. Um símbolo branco no lado esquerdo do peito, e o capacete negro, com grandes olhos vermelhos, revela aquele misterioso motoqueiro, que se apresenta em bom tom.—Kamen Rider BLACK!
—Kamen...Rider...—Jinchu diz, espantado.
—Black?—Completa o monstruoso adversário. Ele então ri, se recompondo.—Mas que coisa...minha missão não envolvia enfrentar você. Porém, não posso perder a chance de destruir um lendário Kamen Rider.
—Então não vou ficar fora dessa...—O primeiro homem a ser derrubado finalmente levanta-se, dando lugar a uma outra forma monstruosa. Usando roupas em verde escuro, tinha uma placa peitoral similar a de seu companheiro, no tom vermelho. Seu elmo lembrava um monstruoso besouro, com longas antenas.
—Sagra!—Diz o homem com elmo de louva-a-deus.—Você então enfrenta Arilus, eu quero muito enfrentar Black!
—Maldição, Papilon!—O besouro diz, injuriado.—Se eu acabar logo com o protótipo eu vou querer lutar também.
—Que seja...
—Calem a boca!—Jinchu diz.—Meu nome não é Arilus! E eu quero ver quem vai ser o infeliz que vai me enfrentar! GAAAAAAAAAHHHHHH—Com um urro, o rapaz dá lugar a sua forma transformada. Sua roupa negra, com a placa peitoral e as ombreiras no tom de verde claro, com as botas e o elmo combinando, dá lugar aos trajes comum que o rapaz utilizava. A transformação de Jinchu era notavelmente a mais dolorosa, como se seu corpo fosse dilacerado a cada pequena modificação que seu corpo sofria até chegar àquele estágio final—Vamos lá!—Diz um ofegante Jinchu, avançando em carga contra aquele que foi chamado de Sagra. Seu adversário por sua vez, dá um incrível salto por cima de Jinchu, parando em suas costas e desferindo um poderoso chute direto, derrubando o rapaz:
—Já caiu?—A voz o provocava, mas havia algo de familiar nela.—Você não deveria ser um pouco mais forte?
Jinchu apóia uma das mãos no chão, impulsionando-se para um chute em direção de seu adversário, que o esquiva com destreza. Parando de pé novamente, o rapaz apenas tem tempo de bloquear um novo chute direto de Sagra, para então tentar um contragolpe. Para sua surpresa, Sagra lança-se num salto para trás, fluído como a própria água, afastando-se quase dez metros sem fazer o menor esforço:
—Surpreso, Arilus? Minhas pernas tem força suficiente para um salto desses parecer brincadeira de criança.
—Se pular resolvesse qualquer briga, sapos seriam os bichos mais fortes do reino animal.—Jinchu avança contra seu adversário, desferindo um chute circular que é aparado sem dificuldade. Sagra tenta um novo contra-ataque, mas Jinchu tinha conseguido ser mais rápido que o movimento de perna de seu adversário. O rapaz tenta em seguida um par de socos, o primeiro passa batido, mas o segundo atinge com tudo o estômago de Sagra. O adversário de Jinchu cede, arqueando o corpo para a frente, tendo o rosto totalmente desprotegido para um chute direto do Kamen Rider, como se descontasse pelo primeiro ataque recebido.
Black não parecia ter muita dificuldade na luta. Embora visse que o seu adversário era mais rápido e talvez até mais forte, Black conseguia se manter pura e unicamente com sua experiência, desviando de mais uma sequência de ataques e parando ao lado de Jinchu:
—Arilus, vamos acabar com essa luta!
—Arilus é o seu passado, negão! Mas vambora nessa!—Os dois saltam, Jinchu ergue sua perna numa voadora, Black gira o corpo numa cambalhota, estendendo a perna também e gritando:
—RIDER KICK!—Jinchu acha graça ao ver o homem anunciando seu ataque, mas tenta gravar na mente o nome do ataque, bem sonoro, contagiante até.
Antes que os dois pudessem atingir seus alvos, são arremessados para trás por um duro golpe. Os dois vão ao chão, surpresos, e percebem uma movimentação estranha próxima aos dois adversários, também caídos. Logo, um terceiro aparece, vestindo trajes em um azul escuro, com placa peitoral e ombreiras similares aos de Jinchu, Sagra e Papilon, com o elmo lembrando um perigoso tigre:
—Idiotas! Quem mandou vocês enfrentarem Arilus?
—Peço perdão...—Sagra dizia, se levantando.—Mas a tentação foi grande, senhor.
—Essa voz...—Jinchu parecia reconhecer aquele homem.—Você é o cara do laboratório!
—Sim, modelo novo...que acha de mim agora? Aquela humilhação não vai mais acontecer! Mas não é para isso que viemos...—Chris abaixa-se, pegando a sacola e a arremessa em direção a Jinchu.—...você não pode ser um Kamen Rider sem um cinto, não acha?
—E quem diabos disse que eu quero ser um Kamen Rider? E o que diabos é um Kamen Rider?—Ele ouve a risada Chris, irritando-se com o escárnio.
—Arilus, você sente como seu corpo fosse ser estraçalhado toda vez que se transforma, não é? Além do mais, sempre que chega perto de outro como você, sua cabeça parece que vai explodir, não?
—E o que isso interessa a vocês?
—Não me entenda mal, eu gostaria muito de ver você morrendo por pura imbecilidade de não conseguir entender que sua transformação ainda não está completa. Mas o seu tio não gostaria de te ver morrendo a toa, e você ainda vai ser uma ferramenta útil para a gente.
—Vai sonhando!
—Eu não tenho mais a fraqueza conhecida como sonhar...até a próxima, Arilus! Depois de hoje, quando nos encontrarmos novamente, lutaremos até a sua morte!
Os três partem, deixando Black e Jinchu sozinhos naquele beco. Black volta a sua forma humana tranquilamente. Arilus, por sua vez, sente fortes dores, como se seu corpo fosse virado do avesso, antes de voltar ao normal. Ele estava ajoelhado, com aquela sacola em mãos, quando o homem lhe ajuda a se levantar:
—Seus amigos são estranhos, garoto. Mas eles parecem ter razão em uma coisa: se continuar se transformando dessa forma, seu corpo pode não resistir.
—Obrigado pela ajuda, velho. Eu...nem sei seu nome ainda.
—Eu sou Kotaro Minami.—Ele diz, sorrindo gentilmente.—Quanto ao cinto...
—Tem razão...ah, meu nome é Jinchu Ukematsu.—O rapaz abre a sacola, revelando um cinto branco, parecendo obra de uma avançada engenharia, com uma grande fivela de mesma cor, parecendo vazia de alguma forma. Jinchu hesita, mas logo o coloca em sua cintura. O cinto parece reagir ao entrar em contato com o corpo do rapaz, como se acendesse uma luz vermelha no centro da fivela. O rapaz cai novamente ao chão, sentindo uma dor insuportável ao perceber que o cinto estava penetrando em seu abdome. Ele chega a babar de tanta dor, contraindo e encolhendo-se tamanha era sua aflição. A absorção do cinto termina, mas Jinchu não parecia acordar:
—Garoto? Jinchu?—Kotaro ajoelha-se ao lado dele, preocupado com seu aliado de poucos instantes. Do alto de um prédio próximo, Chris—o único que não estava transformado—Sagra e Papilon observavam. Chris alcança um pequeno comunicador e diz, com um sorriso:
—Missão cumprida, senhor. Estaremos de olho no seu projeto...sim, parece que ele já entrou em contato com dois outros riders...mas só tem ciência de um deles...eliminarei eles quando for apropriado...
Continua no capítulo 2
