Naruto não me pertence.

Baderneiros

- Eu ODEIO matemática!

Ino resmungou pela milésima vez enquanto saiamos da escola.

- Estude e recuperara a nota! – Sakura a cutucou segurando o riso.

- EU ESTUDEI COMO UMA CONDENADA E TIREI DOIS! SE EU ESTUDAR MAIS VOU ENGOLIR AQUELE LIVRO! – Ela exclamou em cólera para a Sakura.

Ainda estamos no inicio do ano mais a nossa professora de matemática e geometria: Anko, disse que estava na hora de cortamos as brincadeiras e tomarmos vergonha na cara que no próximo ano será nosso ultimo aqui.

Ela não passará mais trabalhos e sim testes surpresas, ou seja: ela quer que estudemos mesmo não querendo por que se não estaremos perdidos.

- Acho que ela é assim por que além de ninguém gostar da matéria dela, que ela ama por sinal, ninguém liga para aprender então ela faz o que faz – Sakura iniciou em tom baixo.

- Para mim isso é falta de homem! – Ino exclamou com raiva

- Ino! – Eu e Sakura a repreendemos enquanto TenTen sorria.

- Acho que as duas tem razão. Por ela ser doidona assim nenhum cara vai querer arriscar.

De fato TenTen tem razão.

- Qual o problema dela me dar ao menos meio décimo? E olha que eu mereço!

- Não se preocupe Ino-chan, eu te ajudo a estudar.

Sorri gentilmente para ela que me retribuiu com um ainda maior.

- Obrigada Hina – Ela me ofereceu um sorriso doce para logo em seguida mudar a expressão para raiva - Mas seja como for ela é uma mal amada e quer descontar tudo em nos!

Ficamos em silencio.

Não sei muito sobre esses assuntos, mas o que tenho é suficiente para saber que no quesito amoroso a Anko-san não deve ser bem resolvida. Vez ou outra ela fica xingando os homens dizendo que são um bando de emprestáveis e que nenhum presta.

Hoje é sábado e tivemos que ir a escola para pegar nossas notas do teste surpresa que Anko-san passou para nos.

"Ou vocês pegam essas notas amanhã aqui ou só saberão no fim do ano!" Essas foram suas palavras.

Marcamos de ir ao Akimichi's para almoçar depois da escola e é exatamente o que estamos fazendo agora.

No meio do ano passado todos nos acabamos resolvendo estudar para as provas em na biblioteca, Shikamaru, um de nossos amigos, disse que tinha uma no atalho que se pega para ir à praia e que ela ficava enfrente a lanchonete de um amigo de infância dele. Resultado: Todos nos fomos para lá e não estudamos nada, passamos a tarde inteira batendo papo o que gerou em notas baixas, mas em boas lembranças e principalmente para mim: um novo amigo. Akimichi Chouji o amigo do Shikamaru.

- Chegamos! – Ino exclamou alegre quando estávamos enfrente a lanchonete.

O ambiente é grande, simples e aconchegante, tem portas de vidro que vive abertas e um ventilador no teto.

- Boa tarde – O senhor Akimichi desejou

- Boa tarde! – Cumprimentamos alegre

- Chouji suas amigas estão aqui! – Ele o chamou

Seguimos para a mesa de sempre e nos sentamos.

- Olá

Chouji é alto e corpulento com cabelos castanhos e olhos negros, tem uma alma gentil e doce, assim como seus pais, ele tem dezenove anos e está fazendo faculdade a noite de culinária.

- Olá – Falamos alegre

- Estão voltando da escola não é? O shikamaru me contou ontem.

- Estamos sim – TenTen respondeu

- Aquela professora é uma mal amada!

- Ino! – Eu e Sakura a repreendemos

Ela bufou e o Chouji sorriu.

- Vão querer o de sempre?

- Eu vou querer uma coca no lugar do suco – TenTen falou olhando o cardápio

- Mais alguma coisa?

Movemos nossas cabeças em negação.

Antes de ele sair me lançou um doce sorriso com sempre faz, eu retribui, corando.

Chouji é uma pessoa maravilhosa, mas de uns tempos para cá ele vem demonstrando um carinho estranho por mim e as meninas notaram e vez ou outra elas me cutuca dizendo que ele é será meu namorado e em resposta eu mudo de cor mais do que um camaleão.

- Pensando no futuro de vocês?

Olhei no mesmo instante para Ino.

- N-não! E-eu ap... - Não pude continuar já que o Chouji chegou.

- Aqui está! – Ele pos nossos pratos na mesa

- Obrigado Chouji

- É apenas meu trabalho Sakura – Ele deu um sorriso amarelo e passou a mão nos cabelos – Bem... Querem algo mais?

- Sua companhia – Ino deu um sorriso simpático que por trás tinha pura malicia. Ela lançou uma piscadela para mim.

Eu baixei a cabeça e pus um grande pedaço de carne na minha boca.

Chouji piscou algumas vezes e logo depois sorriu e olhou em volta.

- Acho que não tem problema parar um pouco

Ele puxou a cadeia para meu lado e se sentou.

Arrisquei uma olhada para frente e Ino me olhou maliciosa eu corei e voltei a baixar minha cabeça.

- Você está bem Hinata?

Engoli em seco e olhei para o Chouji e fiz que sim com a cabeça com um sorriso nervoso.

- Tem certeza?

Por favor, alguém, me ajude!

- Como andam as coisas por aqui?

Obrigado Sakura, muito obrigado.

- Até agora tudo bem

No mesmo instante olhamos para ele e no fundo agradeci pela conversa está tomando um rumo diferente.

- Como assim? – TenTen perguntou

Ele suspirou.

- O inicio das aulas está terminando o que significa que os baderneiros logo, logo vão aparecer.

E foi ai que o clima mudou, falar dos baderneiros e falar de pura encrenca.

- Até agora não vimos nenhum deles na escola – Iniciei

- Seria maravilhoso se eles não aparecessem mais

- Não Ino, seria maravilhoso se eles não aprontassem mais!

- A TenTen está certa, o problema não é eles aparecerem e sim o que eles farão ao aparecerem

Eu olhei para o Chouji e no mesmo instante um pensamento nada agradável veio em minha mente.

- Chouji-kun

- Hum?

- Alguma vez eles... "Mexeram" aqui?

Ele soltou um suspiro cansado e mexeu a cabeça em negativa, Sakura soltou uma exclamação e TenTen suspirou.

- Espera ai! Vocês estão pensando em...

-... Que eles podem querer e fazer alguma coisa aqui – Chouji completou cético

- Eles não podem continuar fazendo essas coisas!

- Ninguém pode fazer isso Ino, mas são filhos de pessoas influentes e acabam se dando bem no final.

É triste da razão a TenTen.

Os baderneiros são os anarquistas por aqui. Eles começaram a badernar de verdade no inicio do ano passado quando picharam toda uma fachada de uma loja de doces, era uma das melhores que tinha.

Eles são cinco no total: Uchiha Sasuke. Ele já namorou a Sakura e era amigo de infância do Naruto e apesar das abrigas se davam bem até ele fazer amizade com o Hozuki Suigetsu, que é o verdadeiro baderneiro. Sakura ameaçou terminar caso ele não se afastasse de Suigetsu e Naruto ficou ao lado dele tentando aconselha-lo o que resultou em inúmeras discurções. No fim das contas Sakura terminou o namoro e ele mesmo cortou relações com o Naruto, assim ele formou os baderneiros e levou consigo meu antigo melhor amigo, Inuzuka Kiba.

Esse fato me dói até hoje.

- Seja como for! Isso é errado! – Sakura falou em tom normal

- Com toda certeza é, mas não podemos fazer nada. Mesmo que os denunciemos eles continuaram em puni, o melhor é não dar brecha para eles – A expressão de Chouji é seria.

Eu olhei par a comida e não senti mais fome, pus na boca mais o gosto é amargo. Lembrar dos baderneiros é lembrar do Kiba e lembrar do Kiba é lembrar do meu antigo melhor amigo.

- Chouji vá atender os fregueses que chegaram, por favor.

- Certo pai – Ele se levantou – Qualquer coisa me chamem – Ele forçou um sorriso e saiu

Ficamos e silencio. TenTen e Ino ainda comiam, mas a Sakura estava com um olhar distante e com expressão séria.

Ela ainda gosto do Sasuke, mesmo que diga que não e tente força a si mesma disso da para ver em seus olhos que o que sentia por ele ainda está vivo dentro dela.

Quando finalmente fomos embora cada uma de nos deu um abraço no Chouji e para meu desespero o meu foi o ultimo e mais demorado. Eu o senti me apertar forte e soltar um longo suspiro de satisfação e isso me deixou com as pernas bambas e mais vermelha do que um tomate.

- Tchau Hinata

- T-tchau Cho-cho-chouji-kun – Eu o cumprimentei fazendo uma leve reverencia para que ele não visse meu estado.

Não estou assim por gostar dele e sim por não gostar dele, ao menos do jeito que desconfio que ele goste.

Ino ainda me lançou um olhar sacana, um sinal de que a revolta dela passou.

Seguimos em silencio e vez ou outra tocávamos algumas palavras até a Sakura cair de bunda ao chão e gargalhar como uma doida de si mesma ai nos contagiou e esquecemos tudo o que tínhamos em mente. Ino aproveitou e me cutucou o resto do caminho falando sobre o Chouji e logicamente as meninas a acompanhou.

Quando chegamos a certo ponto a Ino e a Sakura seguiram o caminho juntas, elas moram relativamente perto, a TenTen seguiu um e eu outro.

Minha casa é a mais longe de todas, mas prefiro ir a pé, andar é uma das coisas que mais gosto.

Moro em um condomínio de apartamentos na parte mais nobre da cidade, pertence a minha família, os Hyuuga, somos donos de uma das mais famosas e importantes redes de hotéis e resorts em todo o mundo.

Eu não me importo com todo esse prestigio e fortuna que minha família tem claro que sinto orgulho em saber que conseguimos chegar onde estamos com muito trabalho duro, temos o que temos hoje pelos nossos esforços.

Dou graças a Deus por nenhum de minha família ser corrompido pelo dinheiro.

Um som alto preencheu meus ouvidos.

Risadas.

Olhei para a direção do som e com um susto me deparei com eles: os baderneiros.

Estavam bebendo em cima de uma grande picape alaranjada.

Espera ai! O que eles estão fazendo aqui?

Aqui é um lugar restrito para as anarquias deles, nenhum deles mora por aqui, nenhum deles anda por aqui, ao menos que eu saiba. Não sabemos direito o porquê de não virem para cá mais desconfio que seja pelo fato de os mais ricos da cidade moram por aqui e os pais deles não devem querer ter pessoas como essa em cima deles. Isso seria declarar problemas para os pais deles e o fim de suas badernas.

Senti uma forte pontada em meu peito ao ver o Kiba conversando animadamente com eles.

Ele começou uma amizade com o Sasuke ainda quando esse namorava a Sakura. À medida que o namoro ia acabando Kiba ia andando mais com o Sasuke, ele se afastou de nos. Shino, que era seu melhor amigo e o considerava o mesmo, discutiu muito cm ele por causa da aproximação com o Uchiha. O mesmo que aconteceu entre o Sasuke e o Naruto. No fim o namoro terminou e aconteceu com o Kiba e o Shino o mesmo entre Sasuke e Naruto: Kiba se afastou de nos e rompeu seus laços com o Shino e até mudou-se de sala com o Sasuke.

Eu ainda me lembro como se fosse ontem o Kiba atravessando a porta da casa do Shino depois da ultima briga deles, ele não olhou para trás ou exitou, nem mesmo um "Tchau" nem um sinal de que ainda trocaria um mero "Bom dia". Ainda dói em mim e com toda certeza no Shino, foi à primeira vez que o vi derramar um lágrima. Isso pode parecer dramático e exagerado mais não é as coisas são bem mais graves e dolorosas quando se vive. Ainda tocávamos comprimentos e toda vez que ele olhava para mim vejo as lembranças de nos três assim como naquele momento.

Um sorriso tímido estava posto em seus lábios e eu lhe dei um doce sorriso.

Sasuke o mirou e seguiu seu olhar e arqueou a sobrancelha ao me ver e informou minha presença aos outros. Havia um olhar novo e sombrio no meio dos conhecidos, um olhar em coberto por óculos escuros.

Ele possuía cabelos de um vermelho sangue e a expressão séria, mas olhar era impossível definir.

De súbito Kiba pulou da picape e veio até mim, mas ele estava sozinho, Akamaru, seu cachorro e eterno companheiro, que sempre andava com ele não estava presente.

- Oi Hinata

Ele me ofereceu seu sorriso amarelo.

- Oi Kiba-kun. Onde está o Akamaru?

- Ah... – Ele sorriu e passou a mão pelo cabelo castanho – Está com minha irmã, com a cadela dela para ser mais especifico.

Sorri.

- Como vai a vida?

- Bem e a sua?

Ele arqueou as sobrancenhas e deu um sorriso irônico.

-Bem

- Você vai para a escola?

Ele pos as mãos nos bolsos da calça.

- Acho que apareço por lá no inicio da semana

- Hei Kiba!

Era a voz do Suigetsu. Kiba olhou de esguelha para eles e voltou sua atenção em mim.

- Eu vou indo. Vemos-nos por ai

Eu movi a cabeça em afirmação.

- Tchau Hinata

- Tchau

Ele virou-se e começou a andar ainda com as mãos no bolso.

De súbito me veio à vontade de dizer certa frase, algo que eu sabia que ele iria gostar de ouvir e juntando toda minha coragem eu engoli o nervosismo e abri minha boca.

- K-Kiba-kun

Ele parou e olhou para mim.

Eu sorri tímida e respirei fundo mirando seus olhos.

- Senti sua falta

Ele parou um momento e virou-se por completo para mim e me olhou estranho e com um sorriso apagado fez que sim com a cabeça para logo em seguida abrir a porta da picape e entrar, Suigetsu entrou no outro lado e ficou apenas Sasuke e o garoto de cabelos ruivos na parte de trás.

Quando a picape deu partida e virou eles ficaram de frente para mim, Sasuke me fitou com puro desdém para depois virar o rosto, mas ele o garoto de cabelos ruivos continuou a me olhar, meu rosto esquentou e como sempre fiquei vermelha como um tomate, mas senti uma sensação estranhamente agradável dele me olhar fixamente de forma descarada, ao menos eu acho já que seus olhos estavam escondidos. Fiquei como uma boba parada na rua o olhando sumir pela rua e em nenhum momento seus olhos se desviaram de mim até desaparecer.

Eu pisquei algumas vezes e balancei a cabeça a cabeça e tomei meu rumo para casa.

Nunca o vi antes, seja na escola ou falando com algum dos baderneiros nem mesmo andando por ai. Já que Konoha apesar de ser uma cidade conhecida e influente é pequena.

É pena que não deu para velo muito bem, pareceu ser bonito... Hinata pare com isso! Pare com esses pensamentos! Ele estava com os baderneiros, não deve ser uma companhia muito boa, mesmo que doa é preciso admitir que nem o próprio Kiba é boa companhia mais. No entanto não se deve julgar sem antes conhecer.

Respirei fundo e parei ao me deparar com o portão de entrada do condomínio, mas antes que eu pudesse pegar minha chave para abrir o portão de correr ele se abriu.

Pisquei.

- Olá Hinata-sama!

Olhei para cima e me deparei com o Akio, um dos nossos porteiros, no seu posto.

- Olá Akio-san – Sorri para ele

Entrei e o portão se fechou atrás de mim.

- Obrigado Akio-san

- Não foi nada Hinata-sama

- Sabe dizer se meu pai chegou?

- Sim, Hinata-sama, ele está aqui.

- Obrigado Akio-san

Ele me sorriu gentil como sempre e eu segui para "casa". É meio estranho chamar meu apartamento de casa mais já estou me acostumando.

Meu apartamento é um dos primeiros. Moro no ultimo andar com meu pai Hyuuga Hiashi, minha irmã mais nova Hyuuga Hanabi e meu primo, Hyuuga Neji. Minha mãe morreu no parto de Hanabi e meus tios, os pais de Neji, morreram em um acidente de carro.

Meu pai nunca foi um pai exemplar ou presente mesmo que na maioria das ocasiões ele passasse o dia em casa. A única coisa que ele fazia era me criticar o tempo inteiro dizendo que eu era imprestável e fraca, que não servia para comandar a nossa empresa, e nunca deixou de transparecer sua preferência pela Hanabi, dizendo que diferente de mim ela tinha grande potencial para comandar as empresas e que não era uma inútil.

Eu era do tipo que sempre fazia o que os outros queriam e nunca me importava comigo mesma tentando ser aceita. Meu sonho era ao menos uma vez ouvir que ele tinha orgulho de mim, que eu não era uma imprestável, mas isso não deu certo.

Quando vínhamos morar em Konoha e fui para minha nova escola, Senju encontrei pessoas maravilhosas e que me ensinaram grandes coisas e me ajudaram a descobrir quem eu sou, mas houve uma que mais do que outras me "inspirou".

No fim tomei a decisão mais importante de minha vida: comecei a mudar, a me transformar em mim mesma. Quando meu pai notou minha mudança fiquei feliz achando que ele ficaria feliz, mas isso não ocorreu já que comecei a bater de frente com opiniões dele, dizendo o que achava, queria, pensava. Quanto mais eu falava mais ele não gostava até que em um belo dia ele disse que me tiraria da escola, pois meus amigos estavam enchendo minha cabeça de bobagens. Nesse dia tivemos a pior discursam de todas.

Sai de casa transbordando em lágrimas e muito ferida com todos os horrores que ele me disse, sem nenhuma piedade. Acabe atropelada e em coma por uma semana. Lembro nitidamente que quando abri meus olhos o primeiro som que ouvi foi de um choro e quando olhei para meu lado meu pai estava sentado em uma cadeira segurando em minha mão e o choro vinha dele.

Ele não me pediu desculpas, mas sim perdão. Ele me permitiu mostrar quem sou e eu pude ver quem ele é. E não foi apenas comigo mais com a Hanabi e o Neji e será ele que quando atingir certa idade assumira a empresa.

- Cheguei! – Falei atravessando a porta

Yaeko, nossa criada apareceu na sala. Ela tem quase cinqüenta anos tem alguns fios brancos nos cabelos negros e profundos olhos verdes.

É uma pessoa simples e atenciosa.

- Hinata-sama

- Olá Yaeko, tem alguém em casa?

- Hiashi-sama está no escritório e me pediu para lhe dizer que fosse falar com ele quando chegasse. Neji-sama e Hanabi-sama ainda não chegaram.

- Certo

Nosso apartamento não é tão luxuoso assim digamos que é tradicional com moveis antigos e tudo organizado e limpo.

Atravessei a sala e segui o corredor que da no escritório e na biblioteca. Parei enfrente a porta do escritório ajeitei meu cabelo e tirei o sujo de minha roupa e bati na porta.

- Entre

Sua voz fria soou por entre a madeira que abri, espiei por um momento e entrei.

Ele estava sentado aparentemente concentrado olhando alguns documentos.

Caminhei lentamente até ficar de frente a ele que me fitou com seus olhos tão frios quanto sua voz.

- Faz tempo que chegou?

- Não. Cheguei agora.

- Neji me falou ontem que vocês iriam à escola para verificar suas notas de duas das matérias de cálculos.

- Sim

Ele mirou a hora no relógio de parede.

- São mais de três horas da tarde. Por que demorou?

- E-eu fui à lanchonete com umas amigas depois de pegara s notas e voltei andando para casa.

Mesmo com toda a mudança que passamos às vezes ainda gaguejo quando falo com ele simplesmente por causa da sua grande imponência.

- Andando? – Ele franziu o cenho

- Sim

Sua expressão não se modificou e ele permaneceu me olhando friamente. As coisas são engraçadas, antes eu estaria de cabeça baixa tremendo da cabeça aos pés, agora estou de frente para ele falando com ele o olhando nos olhos.

- Da próxima vez ligue para o Sasaki ir lhe buscar.

Movi a cabeça em afirmação.

- Diga-me suas notas

- Sete e meio em geometria e seis em matemática.

Ele se manteve em silencio olhando-me até escutarmos um bater na porta.

- Entre

Yaeko apareceu.

- Ligação para o Hiashi-sama

- Certo

Yaeko fez uma pequena mesura e saiu.

- Pode ir Hinata

- Sim pai.

Fiz uma pequena reverencia e me virei para ir mais uma coisa prendeu minha atenção. Em cima de sua mesa havia um porta-retrato com a foto da Hanabi, Neji e eu.

A sua família.

Fechei a porta com um sorriso nos lábios.

É provável que ele nunca mude sempre sério e frio, mas se fosse ao contrario não seria Hyuuga Hiashi.

Subi para meu quarto e tomei um bom banho.

Quando eu ia me jogar na cama para dormir um pouco batem na porta.

- Entre – Falei

Era o Neji-nii-san junto com a Hanabi.

Acho que não importa o que aconteça sempre vou considerar o Neji como meu irmão.

- Oi – Hanabi falou se jogando na minha cama

- Olá – Falei sorrindo

- Hinata

Uma das características do Neji é o fato de que ele costuma falar o seu nome em tom de uma determinada pergunta no lugar da pergunta, ou de um cumprimento, como agora, em vez de um "Oi" ou "Olá" ele disse meu nome. É algo estranho mais já me acostumei. Há muito tempo Hanabi me perguntou como se sabe o que ele está perguntando, respondi dizendo que dependia da situação, como agora.

Ela não se acostumou mais não gosta.

- Chegaram agora?

- Sim, o Sasaki foi nos buscar – Hanabi respondeu balançando suas pernas no ar.

- Falamos com Hiashi-ojisama e subimos – Neji completou com sua voz fria

- Pra onde você foi Hanabi?

- Cinema! Moegi me chamou para ir com ela, o Udon e o Konohamaru. Acabamos encontrando o Neji e os amigos de vocês já que assistimos ao mesmo filme.

Neji, Shikamaru, Naruto, Lee e Shino foram ao cinema depois da escola assistir um filme, nos só não fomos com eles por que o filme não fazia nosso gênero.

- Como foi o filme? – Perguntei a ambos

Ambos suspiraram de modo impaciente.

- O que houve?

- Naruto discutido com o vendedor de pipoca e quase nos expulsa dela! – Mesmo com a cara de raiva da Hanabi e irritação do Neji não consegui segurar meu riso

Isso era algo típico do Naruto.

Eles me lançaram olhares nada amigáveis e respirando fundo tentei segurar o riso.

- Por culpa dele perdemos quase todo o filme

E ele quase que deve te perdido a cabeça.

Eu quase ri novamente com esse pensamento, quase.

- Mas... - Respirei fundo – Pelo que assistiram gostaram?

- Sim! Vou assistir novamente – Hanabi exclamou

- Aceitável

Essa é a grande diferença entre o Neji-nii-san e a Hanabi. Ele sempre é sério e frio, tão parecido com meu pai, mas ao mesmo tempo tão diferente. Ela sempre agitada e alegre. Tão parecida com a nossa falecida mãe.

Neji pode amar uma coisa mais ele responde sempre responderá assim. Por isso que é tão difícil lhe escolher o que dar de presentes.

A Hanabi vive reclamando com ele por causa disso.

- Neji você poderia ser mais convincente sabia! – Ela, mais uma vez, ralhou para ele que apensas suspirou em resposta.

- Gostaria da minha ajuda nas matérias?

Como esperado ele tirou notas mais elevadas do que as minhas nos testes de matemática e geometria.

- Não precisa eu estou indo bem.

Ele moveu a cabeça em afirmação.

- Se quiser minha ajuda basta me pedir. Estarei em meu quarto.

Ele se virou e saiu.

- Se quiser minha ajuda basta m pedir. Estarei em meu quarto! – Hanabi imitava a voz melodiosa do Neji o que me fez sorrir.

- Hanabi – A repreendi sem sucesso

- Você já assistiu um filme com o Neji?

Movi a cabeça em negação.

- É horrível! – Ela exclamou rodando na cama – Ele não fala nada, não faz nada, nem mesmo come!

Soltei um riso involuntário.

- Quando chega a uma cena de suspense normalmente ficamos tensos e coisa do tipo, mas ele não demonstra nada! Quando chega a uma cena de terror às vezes até gritamos, mas ele...! – Ela terminou com uma expressão aflita.

A cada palavra dela era um riso meu.

- Eu vou pro meu quarto – Ela saiu arrastando os pés

Sinceramente? Amo minha família, amo o jeito calmo e frio do meu pai, a seriedade, o tédio e a impaciência do Neji, a agitação e espontaneidade da Hanabi.

Eu os amo.

No jantar Hanabi cutucava o Neji enquanto ele tentava ignora-la, papai olhava tudo de forma fria e calma e vez ou outra dizia algo que dava mais corda a Hanabi para aflição do Neji que no fundo estava amando aquilo.

Às vezes Neji me lançava olhares para eu ficar quieta mais eu simplesmente não conseguia. Era maravilhoso irritar o Neji, como a Hanabi dizia. E pela primeira vez percebi isso e ele pela sua expressão ele não gostou desse fato.

No final da noite dormi com a Hanabi em seu quarto, pegamos no sono enquanto ela me contava o filme, ao menos o que deu para ela assistir.

O primeiro e suado capitulo está ai!

Espero que gostem e deixem reviews.

Bjocas!