Naruto não me pertence.

Do Começo…

-… eu desconfiava que quando via ou ouvia algo que fez parte de um sonho meu automaticamente me lembrava, não dele, mas que sonhei, hoje quando vi aquele carro tive minha confirmação.

Shino-kun escutava tudo em silencio. Ele veio para cá, já que também faz um bom tempo que ele não me visitava, e também para fazermos o trabalho em dupla que o Kakashi-sensei mandou.

Ele estava bebericando do suco que Yaeko-san fez enquanto eu preparava o jantar.

Vez ou outra me batia uma vontade enorme de cozinhar e eu tomava o lugar da Yaeko na cozinha já aconteceu de eu cozinhar no lugar dela por um dia inteiro.

Neji-nii-san por vezes disse que tenho talento para comidas, Hanabi até mesmo já sugeriu que eu deveria abrir um restaurante, mas como é a Hanabi ela usou dessa artimanha para me zoar, dizendo que eu poderia fazer parceria com meu "namorado", é assim que ela chama o Chouji, em resposta eu fiquei vermelha como um tomate e tentei explicar, gaguejando, que ele não é meu namorado.

Sempre sinto um alivio em poder contar às coisas que me perturbam ao Shino-kun, ele é meu melhor amigo e se tenho algo para desabafar ele é a primeira pessoa a quem eu recorro e isso é algo recíproco.

Hoje é sábado e só agora que pude falar o acontecimento de segunda. Tivemos uma semana bastante agitada, entregamos vários relatórios de aulas e dois trabalhos, além de que eu tenho ajudado a Hanabi com suas tarefas de literatura e o Shino-kun estava ocupado ajudando o pai dele com algumas coisas da empresa já que vai assumi-la futuramente assim como o Neji-nii-san.

- Pode se lembrar de mais alguma coisa?

- Provavelmente não. Talvez se ao menos eu soubesse o que o carro quer dizer... Poderia ajudar. Esse é outro ponto que me atormenta, sei que sonhei e que faz parte do sonho, mas só não sei o significado dessa parte, nem mesmo o que ela fez, se foi importante ou não... – Suspirei longamente

- Se exigir só irá deixá-la mais frustrada.

Ele talvez não fale muito, no entanto quando fala é muito bom escutar...

Ele é uma grande pessoa e um grande amigo... Ainda não entendo como o Kiba pode agir daquele jeito com ele.

- Obrigado Shino-kun... – Lhe sorri de modo doce

Ele fitou o céu pela janela e virou-se para lavar o copo.

Mesmo que não pareça o Shino-kun é um pouco tímido, apesar de pouco ele é.

Eu fui terminando de ajeitar o jantar enquanto o Shino lavava as panelas.

Olhei pela janela e suspirei ao constatar que ainda chovia.

Provavelmente jantaria só eu, Shino-kun e Hanabi já que o papai e Neji estavam presos na empresa por causa do engarrafamento que a chuva estava causando.

Yaeko entrou na cozinha e foi ajudar o Shino a preparar a mesa enquanto eu fui tomar meu banho, subi as escadas correndo e em pouco tempo eu estava limpa e pronta com uma blusa de frio.

Desci e segui para a biblioteca, ela não é muito grande, mas tem espaço o suficiente para ter uma quantidade considerável de livros.

- Hanabi

Ela estava deitada no chão balançando as pernas pro ar e um livro aberto em sua frente.

- Oi – Ela falou sem desviar os olhos dele

- O jantar está quase pronto, é melhor ir tomar banho.

- Já tomei

- Deitada no chão?

- Ele está limpo

Novamente ela não me olhou.

- O que está lendo?

Então ela me olhou e levantou o livro me amostrando a capa.

Era o que eu tinha pegado na biblioteca, que por sinal é muito bom.

Algo engraçado é que ao contrario de mim Hanabi tem uma queda por romances, algo que pelo que ela demonstra, não parece.

- Está gostando dele? – Perguntei me sentando na cadeira a sua frente.

- Sim, mas até agora não vi romance algum... – Ela resmungou

- É um suspense

- Você disse que tinha romance

- Mas não mais que suspense

Ela me fitou com a sobrancelha erguida.

Eu corei e mirei o chão. Uma das coisas que faz parte de minha mudança é que quando me sinto a vontade em um dialogo posso até mesmo dizer certas coisas como está.

- Vamos – Ela falou levantando-se e pegando o livro

A conversa entre a Hanabi e o Shino-kun geralmente é parecida com a dela e do Neji-nii-san, ela perguntando e ele com suas respostas monossilábicas, mas a grande diferença é a provocação mútua. Quando estava na hora do Shino-kun ir o papai chegou com o Neji-nii-san, eram umas oito da noite.

- Precisa de mais alguma coisa Hiashi-oji-sama? – Neji perguntou ao meu pai

- Pode ir se deitar Neji

- Boa noite Hiashi-oji-sama

Meu pai fez um leve gesto de cabeça.

- Boa noite Neji-nii-san

- Boa noite Neji

- Boa noite. Shino.

Shino fez o mesmo gesto de cabeça que o meu pai e Neji subiu para seu quarto.

- Mandei o Sasaki lhe levar até sua casa

- Obrigado Hiashi-sama

Meu pai fez outro gesto de cabeça e saiu em direção ao seu escritório.

O Shino se despediu da Hanabi e quando eu estava saindo com ele meu pai saiu do escritório dizendo que nos acompanharia.

- Preciso entregar um documento aos novos inquilinos.

Na verdade quem geralmente faz isso é o Neji, mas como ele está dormindo, ou quase, meu pai é que vai.

Ele está se mostrando alguém muito gentil.

- Se quiser eu levo pai

Ele me fitou.

- O senhor está cansado e eu vou acompanhar o Shino até lá embaixo e a chuva já passou.

Ele permaneceu em silencio e por fim soltou um suspiro sem mudar a expressão e me entregou uma pasta na cor cinza.

- Décimo apartamento, penúltimo andar, número 45 o nome está escrito na pasta. Vista um casaco, calce algo melhor e leve um guarda chuva – Sua voz era repreensiva e autoritária, no entanto quando nos deu boa noite ela se suavizou.

- Boa noite pai – Eu e Hanabi falamos ao mesmo tempo enquanto o observávamos subir a escada a passos firmes e lentos

Yaeko-san apareceu com meu casaco nas mãos, eu peguei o guarda chuva e calcei minhas botas de chuva.

Quando eu estava na garagem com o Shino-kun, um pouco antes de ele entrar no carro me fitou.

- Dizem que nosso olhos são a janela de nossa alma, só alguém realmente "problemático" a esconderia. Boa noite Hinata.

Eu esperei até ele sumir da minha vista, dei uma ultima olhada para o céu, que por sinal estava nublado e refleti nas palavras dele e respirando o ar gélido da noite segui para o décimo apartamento. Antes eu ficava tentando descobrir o porque dele ficar dizendo essas coisas, mas aprendi que ficar se martirizando tanto não vale a pena e às vezes é melhor deixar as coisas escorrerem livremente.

As unicas pessoas que havia eram aquelas que estavam chegando em seus carros luxuosos e caros, eu cumprimentava ou era cumprimentada pelas pessoas que eu conhecia e vice-versa.

Cada apartamento tinha seu indefectível número gravado em cima da porta de entrada e quando me deparei com o décimo eu entrei e retirei meu casaco, pois dentro estava quente e não havia ninguém. Peguei o elevador e apertei no décimo quarto andar e assim que o elevador parou um som baixo preencheu meus ouvidos, era uma voz, feminina, parecia gritar.

Eu visualizei o número 45 ostentado encima da porta e me aproximei, era dela que vinha a voz.

Talvez seja melhor vir outra hora...

Olhei o documento. Sakaku no Kankuro.

- Sabaku... – Sussurrei o nome

Eu lembro-me dele de algum lugar, mas não sei onde.

Respirando fundo eu toquei a campainha passou-se um tempo considerável, mas não chamei novamente, a voz feminina, que tinha se silenciado, voltou.

Eu respirei fundo e me virei para ir embora quando a porta se entre abriu.

- Sim...?

É uma mulher, não sei dizer direito com ela é, já que está praticamente escondida atrás da porta, à voz é baixa e relutânte.

- B-boa noite, e - eu... -

- MATSURI!

A voz feminina, estranhamente conhecida, chamou um nome que pelo visto é o da empregada já que ela se virou no mesmo instante.

- Sim, senhora? – Sua voz ainda estava do mesmo modo

- Ligou para o Kankuro?

- S-sim senhora, mas ele não atendeu...

- Droga!

A voz estava alterada e carregada de raiva, dor e tristeza.

- Quem está ai?

Ela perguntou a empregada chamada Matsuri. No mesmo instante a porta foi aberta e pude vislumbrar a imagem da Temari-san virando seu rosto molhado pelas lágrimas e contorcido em emoções tristes para o alto de uma escada.

Todas as partes do meu corpo pararam e não tive como saber como ele reagiu aquela surpresa, pois eu não sentia nada.

- Por que não abriu a porta?

Ela aumentou a voz consideravelmente, mas ainda sim não gritava.

Pela porta ainda não estar toda aberta não pude ver quem era a pessoa.

Nenhuma voz foi ouvida, apenas um silencio terrível.

- ME RESPONDA!

Silencio.

Mais lágrimas caiu de seus olhos.

Depois daquele dia eu avistei a Temari-san poucas vezes e quando eu a avistava era apenas de longe, sozinha, mas mesmo de longe dava para se visualizar a tristeza que parece acompanha - lá de uma maneira estranha que desconfio que hoje eu descubra o porque.

- Onde você passou todo o dia? Saiu sem deixar noticia alguma! Tem ideia de como você... -

- Cala a boca

Rouca, quente, suave, arrastada, masculina, seu tom demonstrava unicamente irritação.

Um arrepio percorreu meu corpo.

Então percebi minha boca entre aberta e meus olhos arregalados.

- Cala a boca...? – Ela sussurrou derramando mais lágrimas – CALA A BOCA? É APENAS ISSO QUE VOCÊ TEM A DIZER PARA MIM?

Silencio.

- RESPONDA-ME!

Ela estava mais do que descontrolada, seu estado era de uma forma que chegava a ser palpável. Cá estou eu assistindo uma das pessoas mais incríveis, ao menos aparentemente, que já tive a oportunidade de conversar derramar rios de lágrimas e gritar palavras carregadas de desespero, dor e tristeza.

Ouvi passos ao descer a escada e quando, finalmente, vislumbrei o dono da voz eu me senti gelar.

É o garoto de cabelos cor de sangue.

A primeira coisa que percebi não foi o fato dele estar descalça ou a bermuda que ele usava ou o fato de estar sem camisa e sim seus olhos descobertos pelos óculos.

Eu observei admirada caminhar a passos lentos.

Eles são de um verde claro, lembram à água de um rio limpo e puro e ao redor há manchas profundas e negras, elas parecem ser marcas de algo tão profundo quanto o rio de seus olhos.

Ele é realmente bonito.

Há única coisa que me tirou da minha admiração foi à voz embargada da Temari-san gaguejando meu nome.

No mesmo instante eu fitei seu rosto abatido e engoli em seco.

- Hinata... – Ela sussurrou novamente me olhando fixamente atraindo a atenção dele - Hinata... O que?... – Ela tentava continuar.

Um silencio pesado se instalou no ambiente e me senti mais do que na obrigação de corta-lo até por que foi por minha culpa que ele se formou, eu engoli em seco e respirei fundo me preparando para falar .

Não gagueje!

- E-e-eu vim entrega-gar um docu-cumento que m-meu pai p-pediu.

Ela me fitou incrédula e quando eu ia continuar meu relato o som do telefone soou alto, a empregada de nome Matsuri andou a passos rápidos e conseguiu atende-lo ao quarto toque, me preparei para continuar meu relato quando ela reapareceu.

- É o Kankuro-sama.

Temari-san praticamente correu para atender a ligação enquanto Matsuri saiu porta adentro ficando apenas nos dois na sala.

Não sei dizer se ele está me olhando ou não já que estou mantendo minha cabeça baixa, pois o olhar dele me incomoda, mas não posso ficar assim, como também sei que já me meti o suficiente na vida particular deles então reunindo toda a força que tenho eu ergui minha cabeça em sua direção.

Sua face estava inexpressiva e seus olhos, tão claros como as águas de um rio, me olhavam de uma maneira tão frívola que parecia que eu nem ao menos existia.

Eu pensei em lhe estender o documento, no entanto o fato dele nem ao menos me olhar me fez simplesmente optar por deixa-lo no centro ao lado da porta.

- D-descupel-me p-pela intr-tromissão. B-boa noit-te – Ele não falou nem fez absolutamente nada. Eu lhe dei as costas e caminhei a passos lentos até o elevador e antes que a porta se fechasse eu o vi me olhando friamente com seus olhos tão claros como a água do rio.


Quando fechei a porta do meu quarto eu finalmente consegui respirar com traquilidade. Eu ainda estava me perguntando se tudo aquilo foi de fato real. Sabe quando você se depara com uma pessoa e a acha incrível, sem nem ao menos conhece - lá e quando a ver em um estado tão... Perturbador que parece irreal você não consegue absorver? É assim que me sinto.

Eles são irmãos, eles são irmãos, eles são ir-mã-os!

Eu sei, eu sinto que o grau de parentesco deles não é como o meu e do Neji-nii-san! De modo físico se tem apenas os olhos de mesma cor, mudando apenas o tom, mas de outra maneira que não sei explicar só poderia eles serem mesmo irmãos par se ter a imponência, a presença, o ser em si... E pelo que parece ainda há outra pessoa, outro irmão provavelmente, mas só saberei quando velo.

Fitei a lua pela janela.

Minha vida já foi bastante "problemática" como diz o Shikamaru e me parece que a deles é desse mesmo modo.

Ele é o motivo dos tristes olhos de Temari-san, mas ainda sim eu me recuso a tirar conclusões precipitadas apesar de que mesmo só tendo visto isso há pouco tempo e foi à primeira vez, e espero que ultima, tenho quase certeza que essas brigas são algo constante e analisando tudo agora sinto certa raiva dele.

Como uma pessoa pode ser tão fria? Como pode tratar uma pessoa daquele jeito? É horrível de mais! Eles são irmãos, irmãos e ele nem ao menos a olhou! Foi algo cruel, enquanto a pobre Temari-san se acabava em lágrimas e em desespero se preocupando com ele, a única coisa que ele lhe diz é para calar a boca e de um modo tão... Frio! O modo como ele me olhou foi tão inexpressivo e frívolo que nem parecia que eu estava ali, nem parecia que eu existia!

Mas seja como for não tenho direito algum de julgá-lo, principalmente por tudo que já passei afinal fazer isso a essa altura mesmo não sendo do meu feito, seria regredir. Todas as pessoas têm algo no intimo que o faz como é e com toda a certeza não é diferente com ele.

Com toda certeza há algo muito grande naquela "casa", entre eles. As olheiras em seu rosto parem marcas, como uma cicatriz de uma ferida muito grande.

De um modo que eu não consigo explicar sinto que essa não vai ser a ultima vez que vou presenciar cenas como aquelas, e esse pressentimento me causa arrepios.


Na segunda feira eu o vi chegar à escola em seu carro, que de acordo com o Naruto é um jipe stark na cor branco e preto, tão imponente e frio como sempre, ele me viu e me olhou e no mesmo instante lembrai-me das palavras do Shino-kun: "Dizem que nossos olhos são a janela de nossa alma, só alguém realmente "problemático" a esconderia".

Essas palavras rodearam minha mente junto com tudo o que eu vi durante todo o dia.

Como eu esperava não nos falamos em momento algum mesmo ele tendo sentado ao meu lado em todas as aulas que tivemos, mas algo realmente grande aconteceu algo que considero obra do destino... Na terça quando eu estava no metro voltava da casa da TenTen eu me deparei com ele sentado em um dos acentos, porém ele não me viu, levava consigo algo que fiquei em duvida se era um violão, guitarra ou baixo, mas o fato é que ele desceu em sua parada e o esqueceu lá, sem exitar eu o peguei e o levei para casa planejei devolve-lo no mesmo dia, mas não pude por que papai teve um jantar importante e foi necessária comparecer todos nós e no dia seguinte ele não foi a escola e não vi a Temari-san então fui no apartamento deles depois do almoço e quando cheguei me deparei com a mesma cena: Temari-san aos prantos berrando com ele que em por sua vez parecia, pela primeira vez que eu vi, irritado. Não... Foi algo mais profundo, enraizado dentro de seu ser, tão profundo quando a cor de seus olhos e havia uma outra pessoa, ele lembrava... Gaara. Era alto de cabelos castanhos e olhos negros seus cabelo parecia com o dele só mudando a cor, ele definitivamente era irmãos deles a imponência toda aquela força estava presente nele, mais como nos outros dois, de um modo próprio e totalmente diferente. Ele tentava acalmar a situação, mas não conseguia. Quando me viram ficaram em um silencio profundo e tenso, eu dei um passo à frente e me forcei a não gaguejar.

- E - eu vim devolver s-seu violão, você e - esqueceu no metro ontem à tarde.

Nesse mesmo instante os três agiram de um modo totalmente diferente. O homem alto fechou os olhos e suspirou silenciosamente numa forma de alivio enquanto pousou as mãos na cintura em um gesto de indignação, Temari-san chorou ainda mais só que em silencio e olhou para Gaara com uma tristeza tão grande que dava para ver seu coração machucado e no mesmo instante senti o meu se machucar e ele permaneceu em silencio me olhando do mesmo modo mais ainda sim havia algo nele, algo incrédulo e confuso.

Eu fiquei em sua frente e lhe estendi o objeto e o encarei de volta mesmo sabendo que eu estava vermelha como um tomate e ficamos assim até ele estender o braço e pega-lo para em seguida retira-lo da capa como um samurai tira sua espada da bainha para contemplá-la e pela primeira vez eu vi, era um violão, ele era lindo, na cor preta sem nada mais, estava em um estado que parecia que nem mesmo usado tinha sido.

- Ele é lindo... – Sussurrei admirando-o.

Ele me fitou no mesmo instante.

- E - eu não o tirei da capa u - uma vez se quer e - e c-cuidei dele o melhor q-que pude.

Ele permaneceu me fitando e pela primeira vez ele demonstrou algo em seus olhos, além da frieza, uma perturbação e confusão que parecia desnorteá-lo e quando ele percebeu que eu percebi de modo súbito, que não sei como, ele voltou a sua frieza e inexpressividade que me fez sentir um nada, eu engoli em seco e me virei para a Temari-san, lhe sorri docemente e fiz uma pequena mesura para ela.

- Boa noite... Temari

Ela me fitou de um estranho modo agradecido por sobe todas aquelas lágrimas e me deu um sorriso triste, em seguida guiei meus olhos para o homem alto e de um modo desconcertante ele me sorriu, um sorriso cansado mais verdadeiro.

- Kankuro

Ele me falou seu nome e foi impossível não rir do modo como ele se apresentou eu falei o meu e fiz uma pequena mesura para ele que a imitou e quando me fitou novamente sorriu, porém não estava cansado apenas aliviado e profundamente agradecido por algo que ainda não sei direito o que é.

Hoje novamente o destino pareceu se movimentar. Eu desci para me sentar no banco do jardim que fica dentre as arvores mais altas que formam uma bela clareira e ele estava lá, com suas mãos nos bolsos do casaco e sem os óculos no rosto e o mesmo virado para o céu. Ele ouviu minha aproximação e me fitou.

- P-posso me s-sentar?

Ele permaneceu me fitando para em seguida voltar seu rosto para o alto eu entendi como um sim e me sentei como ele comecei a olhar o céu vivido e pleno era algo tão grandiosamente maravilhoso que foi impossível não falar...

- Só um ser belo para criar algo belo, não acha?

Acho que ele se surpreendeu tanto quanto eu mesma pelo modo como minha voz saiu ou simplesmente me fitou, pois segurou o olhar por um tempo e eu lhe lancei um sorriso gentil e novamente olhei para o céu estrelado e a lua cheia e brilhante e sorri quando o vento soprou suave como uma carícia.

Não ouvi nada dele nem mesmo sua respiração ou senti seu olhar pelo resto do tempo que ficamos ali sentados, parados, em silencio. Quando ele estava indo embora eu lhe desejei uma boa noite e em resposta ele me fitou, e pela primeira vez não tinha frieza ou confusão nem mesmo agradecimento, era apenas um olhar limpo e silencioso e algo me dizia que era o primeiro de tempos...


Desculpas pela demora, mas meu tempo está bastante agitado e por este fato talvez eu demore a publicar, mas eu vou terminar esta fic!

O capitulo não está muito grande, mas acho que já enrolei de mais e minha inspiração me levou a escrever isto espero que gostem.

Beijos e por favor, deixem reviews.