4. Capítulo 4

Foi passando os minutos, Peter parou de rir e uma onda de calor atravessou o corpo de Isaac, deixando o menino imóvel enquanto Peter ainda o segurava em suas mãos. Com as narinas dilatadas, nem mesmo o alfa foi imune; Peter abaixou-se finalmente ao pescoço do adolescente, lambendo a pele com ternura e agarrando a cintura do ômega, esfregando sua ereção no garoto que já estava completamente duro. Isaac gemeu, afastando o pescoço e trancando suas pernas com Peter. Peter se sentia tão bêbado no menino que sequer sentiu suas presas alongarem e começarem a rasgar a carne.

— Reivindica-me... — Isaac pediu.

Bastou isso para Peter se afastar, não muito, mas o suficiente para fazer o ômega se lamentar e puxa-lo de volta. O olhar de dor no rosto do ômega estava seduzindo Peter, ele só tinha olhos para a boca extremamente vermelha pedindo por favor e os olhos azuis brilhantes. Peter abaixou-se e tomou a boca do menino, invadindo sua língua na cavidade molhada e apreciando com ardor a experiência daquele beijo, o garoto não era um virgem completo — ou qualquer um para o conhecimento do alfa. Foi pensando nisso que ele se afastou do menino, puxando-o para cima e de volta na cama.

De pé, mais uma vez ele viu Isaac tomar a iniciativa, jogando-o de volta para a cama e subindo no colo do alfa, voltando a beijar e a puxar a roupa de Peter fora. Assim que o alfa se afastou para deixar a blusa passar pela cabeça, ele segurou o rosto de Isaac, que insistia em mostrar os caninos protuberantes num sorriso travesso. Peter acariciou o cabelo, fazendo o ômega se acalmar um pouco e aproveitou a calmaria para puxar a camisa do menino fora também. O ômega, como Peter previu, tinha uma musculatura forte e bonita, o peito despido de pelos e a pele tão branca como leite.

Ele avançou a mão para a calça do garoto, continuando a encontrar os olhos da criança enquanto segurava-a pelo cabelo para que ela não se movesse. Passando o dedo pela entrada do menino, ele percebeu como molhada já estava, e o estímulo fez Isaac se contorcer em seu colo, jorrando um choro de lamentações. O alfa mandou o ômega se calar e em resposta ele voltou a tomar a boca do alfa. Peter beijou-o de volta, deslizando o dedo para dentro facilmente. Quando ele enfiou dois dedos, ele sentiu Isaac tremer em seu corpo, mordendo a língua de seu alfa e então Peter empurrou o menino para longe, vendo-o lamentar de novo.

— Se você continuar a ser impertinente, eu vou bater em você. — o alfa ameaçou com um olhar bravo.

— Não, por favor... Eu vou ser bom, muito bom... Por favor, alfa... — Isaac diz com extremo horror no rosto, mas rebolando de volta nos dedos de Peter.

Isso assustou Peter, tanto quanto ele gostava, aquele olhar não caía realmente bem no seu ômega, ele pensou. Ele pensou e parou, não era o seu ômega, ele lembrou-se. Mas ao mesmo tempo ele deixou de lado em favor do início de choro que Isaac estava tento. Ele retirou os dedos de dentro do menino, fazendo-o finalmente derramar o choro.

— Shh... Shh... — Peter diz, dando beijinhos sem eu rosto — Baste ser um bom menino, ok. Você pode fazer isso por mim?

— Eu posso! Eu posso! — Isaac respondeu, caindo a cabeça para o ombro do alfa — Você cheira tão bem, alfa...

— Obrigado, filhote... — Peter diz com carinho, fuçando um pouco no cabelo dele — Isaac, eu preciso saber de uma coisa. E eu preciso que você me responda honestamente.

— Qualquer coisa, alfa... — Isaac diz, deslizando as mãos para as calças de Peter e deixando beijos molhados pelo pescoço e ombros do alfa.

— Você já esteve com algum outro alfa antes? — Isaac acenou positivamente.

— Sim, eu o matei... — o ômega respondeu naturalmente, puxando o cinto fora.

— Sexualmente? — Peter questionou com um instinto ciumento.

— Não. Ele me prendia todas as noites... — Isaac diz, beijando o alfa mais uma vez.

— Portanto, você nunca teve sexo com um alfa? — Peter questionou assim que acabou o beijo.

— Não. — Isaac responde, se levantando do colo de Peter.

Por um momento, Peter pensou que devia ter pressionado demais e o menino estava fugindo. Mas então Isaac estava ajoelhado ao seu lado, desfazendo os nós de suas botas, estranhamente muito focado na sua tarefa. Peter volta a passar a mão pelo cabelo do menino e consegue perceber quando o ômega treme em suas mãos, recuando levemente. Peter sente um pouco de culpa, mas então o menino retira os seus sapatos e meias e começa a beijar o seu pé como em devoção.

— Hey, Isaac... — Peter chama e o ômega para, olhando atentamente para Peter — Suba aqui... — Peter bateu em na própria coxa.

O menino congelou no lugar, fazendo Peter rir.

— Está tudo bem, filhote. Eu só quero dar um pouco mais de atenção à você, venha cá.

Isaac olhou confuso, mas se levantou. Peter percebeu que ele parecia mais sóbrio, menos afetado pelo calor do cio. Provavelmente os supressores estavam fazendo o efeito de retardar o cio e Peter agradeceu e achou ruim em mesma quantidade.

— Tudo bem, nós vamos fazer isso... — Peter diz, dando um beijo rápido no garoto — Nós podemos fazer sexo, é o que você quer, não é? — Peter diz deixando beijos no pescoço do menino.

— Sim, por favor, sim...! — Isaac pediu, esfregando-se contra Peter.

— Mas eu não vou reivindica-lo... — Peter diz deitando o ômega na cama e chupando um dos mamilos dele.

— Po – Porque alfa...? E – Eu não sou um bom ômega? — Isaac pediu, procurando os olhos de Peter, mas nunca encontrando enquanto o homem ia descendo seus beijos.

— Você é muito novo e nós não podemos fazer isso aqui... — Peter responde, abaixando a calça do garoto e jogando-a pela cela. — Além do mais, nós precisamos de uma procuração do estado...

— Então, depois? — Isaac pediu, trazendo o rosto do alfa para cima para encará-lo.

Automaticamente as presas de Peter ficaram grandes, assim como as Isaac. A necessidade da marca de alegação puxando os dois fora de seu autocontrole. Peter sentia que Isaac estava pronto, em alguns momentos seria a hora perfeita para alegá-lo como seu companheiro e então eles seriam inseparáveis, uma dádiva destinada a apenas alfas e ômegas acoplados. A sensação era extasiante para Peter, ele tinha se casado antes com uma beta, ele já tinha presenciado o cio do marido de seu sobrinho, mas não estava nem perto dessa sensação. Ele não conseguia falar um não para Isaac. E ele respondeu com algo muito pior:

— É uma promessa. — Ele diz, tomando o pênis de Isaac nas mãos e subindo para beijá-lo. — Eu não vou deixa-lo.

Isaac não precisa ser masturbado por muito tempo, cerca de três minutos depois ele está vindo na mão e peito de Peter, ofegante e gritando. Peter sorri sentindo o cheiro almiscarado do seu ômega em seu corpo. Peter cai para o lado, olhando para o rosto de Isaac e repetindo para si mesmo que aquele garoto não era seu ômega. Mas então o ômega suspira exatamente vinte segundos depois e chega até o corpo de Peter, sussurrando em seu ouvido com uma voz sensual.

— O que você está esperando para me foder, meu alfa? — Insinuou-se o ômega.

Peter ruge, empurrando o ômega de bruços pelos ombros, observando o sorriso satisfeito de seu ômega e um "finalmente" saindo de seus lábios. Empurrando suas calças para baixo, ele ficou sobre o menino, guiando o próprio pênis para a entrada molhada e pulsante do garoto, pronto para ser levado.

— Você é uma puta... — Peter diz com carinho, beijando-lhe a nuca.

— Só para você, meu alfa... — Isaac responde, arrebatando um pouco mais e fazendo Peter grunhir. — Só para você...