5. Capítulo 5

No início Peter pensou que a lubrificação natural não seria suficiente e nesse momento ele não queria causar dor nenhuma ao seu ômega. Penetrando-o devagar, Peter se preocupou que seu ômega estava agarrado ao travesseiro fino, o rosto enfiado e abafando qualquer som que pudesse sair daquela boquinha vermelha bonita. Depois de enterrar-se profundamente no canal molhado e apertado, começou a distribuir beijos pelo pescoço do seu ômega, esperando ele se acostumar com a invasão o suficiente para aproveitar completamente.

Isaac não virou o rosto na hora, muito ocupado aproveitando a sensação maravilhosa de ser preenchido, toda a energia do seu corpo sendo lavada por alguns segundos, mas imediatamente depois os tremores voltaram. Sentia-se quente, dolorido e algumas partes do corpo completamente dormentes. Quando ele escutou a voz de seu alfa, decidiu que era o momento de olhar para ele, o ar já estava lhe faltando, na verdade.

— Filhote, está tudo bem?

— Sim... Muito bem... — Isaac não conseguiu conter o sorriso.

Peter pensou que ele estava olhando para a face de um anjo quando viu Isaac sorrindo, os olhos azuis brilhantes e a linda boca formando o sorriso mais adorável que ele já tinha visto. Peter não segurou a vontade de beijá-lo e o fez, acariciando a nuca e fazendo seu pequeno ômega choramingar. Peter se afastou e colocou Isaac um pouco de lado, a posição ficando mais confortável para Isaac e mais fácil para se mover. Ele sentiu as pernas de Isaac tremer e o desespero do menino quando Peter retirou completamente do buraco quente dele.

— Não, não, não! Por favor, não, alfa... — Isaac lamentou, as lagrimas voltando aos olhos.

— Shh... Eu vou cuidar de você filhote... — Peter respondeu, penetrando o menino novamente e não perdendo o suspiro de alivio que Isaac soltou.

Mas Peter já sentia necessidade de aumentar a velocidade, de transar loucamente com seu pequeno ômega até que ele ficasse inconsciente no seu nó. E como se ouvindo seus desejos, Isaac começou a estocar de volta no pênis de seu alfa, fazendo-o aumentar um pouco a velocidade. Peter decidiu não se segurar mais, agarrando a cintura de seu ômega, ele começou a puxar o quadril do menino, fechando os olhos. Quando os abriu, ficou completamente deliciado na visão de seu pênis sendo completamente engolido pelo buraco faminto de seu ômega, a lubrificação natural vazando até as pernas e deixando uma visão profundamente pecaminosa na mente de Peter. O alfa sentiu que não precisava de mais nada além daquele ômega, sua companheira.

Isaac estava confuso quando seu alfa parou, agarrando o corpo do ômega num abraço apertado e quase sufocante. Isaac tentou olhar para seu alfa, mas o homem tinha o rosto enterrado no ombro e respirando tão pesado que deixou o ômega preocupado. Foi com surpresa descrente que ele percebeu algo diferente em seu peito e não eram as mãos de Peter segurando-o. Era mais profundo, um sentimento de dor aguda e necessidade que o estava deixando desconfortável; foi só depois de um minuto que ele percebeu que aquela não era a sua dor e necessidade, mas a de seu alfa. Nunca em sua vida Isaac tinha experimentado isso, a empatia era uma pratica mal vista para os que não eram acoplados.

Mas Peter foi se acalmando ao enterrar o rosto no pescoço de seu ômega, o cheiro do rapaz tranquilizando-o para longe de seus pensamentos e fazendo-o focar de volta no exercício que ele estava atualmente tendo. Peter sorriu, virando a boca de Isaac na sua e beijando o ômega, que tinha em seu rosto uma expressão confusa e preocupada. Mas Peter voltou a se mover, observando com diversão os olhos de Isaac rolarem para cima e a boca abrir, puxando o ar. Era uma coisa boa que os supressores conseguiram pegar no corpo de seu ômega, caso contrário ele teria reivindicado Isaac naquele momento, a apresentação submissa mais linda que ele já tinha visto.

— Você é tão lindo, filhote... — Peter elogiou, observando o menino arregalar os olhos.

— O que?

— Você é lindo. — Peter repetiu, fazendo carinho no rosto de seu ômega — A criatura mais linda que eu já vi.

— Você está mentindo... — Isaac abaixou os olhos.

— Olhe para mim, Isaac. — Peter mandou, autoritário, e Isaac o fez, com medo — Eu nunca vou mentir. Eu odeio mentiras.

— Realmente? — Isaac perguntou, enganchando seus dedos nos do seu alfa.

— Que eu odeio mentiras ou que você é uma gracinha? — Peter sorriu brilhante quando o rosto de seu ômega se tornou ainda mais vermelho — Por que ambos são verdade.

— Obrigado alfa...

Peter deu um beijo em seu ômega e rebolou, fazendo o garoto gemer durante o beijo e se contorcer para fora, virando o rosto. Peter sorriu, afastando-se das costas de seu ômega e voltando a estocar duramente no buraco já abusado de seu pequeno ômega. Ele sentiu o inchaço na base de seu pênis e sua visão se tornar turva por um momento e se o gemido languido de Isaac foi qualquer coisa perto, mais uma onda de calor passou pelo corpo do ômega, mais forte que o normal. Peter continuou, percebendo que estava tendo um tempo um pouco difícil para encaixar-se completamente em seu ômega por causa do crescimento do nó. Isaac agarrou sua coxa, as unhas marcando com força a pele.

Isaac quase gritou quando Peter puxou sua cintura de volta, enterrando-se completamente dentro do ômega, e não conseguiu se segurar mais. Ele sentiu Peter crescendo dentro dele, maior que um punho já, e para o ômega não existia sensação melhor. Estar completamente preenchido e ligado ao seu alfa. Ele sente quando Peter finalmente vem dentro dele e sem pensar muito bem, com os olhos nublados de prazer, ele agarrou o braço mais perto de seu alfa e mordeu, as presas afundando na carne até sangrar. Isaac lambeu o sangue sem deixar nenhuma gota chegar ao colchão, ao mesmo tempo as presas de Peter eram longas e necessitadas, mordendo o próprio braço para não morder o corpo do pequeno ômega em baixo dele.

Mas ele não podia deixar sua mente nublada mais; com uma posição desconfortável que fez o seu ômega choramingar, ele pegou a maleta de remédios e começou a preparar uma seringa com sonífero. O garoto não tinha se alimentado ainda, mas ele não podia perder tempo agora. Peter sente Isaac esfregando o rosto no pescoço, abraçando-o mesmo que ainda de costas. Ele morde mais uma vez o braço de Peter, no mesmo lugar, fazendo uma dor aguda passar por todo o corpo do alfa a ponto dele quase deixar a seringa cair.

— Morda-me, alfa... — Isaac pede sussurrando e mostrando o pescoço — Quero ser seu...

— Filhote, você está no cio... — Peter resmunga para si mesmo, pegando o braço do menino — Dê-me seu braço... — ele diz, quando Isaac começa a lutar.

— Nu-hun... — O ômega responde, balançando a cabeça de um lado para o outro — Morda-me primeiro.

— Eu farei assim que me deixar aplicar o remédio.

— Promete? — Isaac pergunta com olhos dilatados ainda.

— O que eu disse sobre mentir, filhote? — Peter responde, tomando a boca do ômega em um beijo.

Ele aproveita para aplicar o remédio, foi mal feito, mas ele conseguiu pegar a veia e isso que era importante agora. Assim que eles se separam, Peter joga a seringa fora e abraça Isaac, deitando sua cabeça no travesseiro duro. Não é nem cinco minutos e Isaac já está inconsciente. Peter lambe o pescoço de seu ômega, mas presas raspando na pele sem machucar ainda; o nó ainda vai demorar vinte minutos para descer. Não é o seu ômega, ele tenta se lembrar.