6. Capítulo 6

Assim que o nó vai para baixo, ele volta a prender Isaac nas correntes da cela e vesti-lo adequadamente. Vestindo-se rapidamente também, ele dá uma ultima cheirada no pescoço do ômega antes de abandoná-lo na cela. Caminha rápido, ainda com o uniforme fora de lugar, em direção ao vestiário. Ele toma mais um banho, o cheiro do ômega continua impregnado em seu corpo e a marca de mordida em seu braço ainda não se curou. O banho frio acalma a mente de Peter, o suficiente para ele compreender a merda em que tinha se metido.

Ele veste seu uniforme reserva e caminha em passos pesados para a Central de Monitoramento onde ficam gravadas as imagens capturadas pelas câmeras de segurança; Peter tem um plano já e por mais que ele tenha que falar com seu sobrinho em primeiro lugar, não pode correr o risco de alguém descobrir o que ele fez. Os outros oficiais não se preocupam quando veem o alfa passando pelas instalações, não é incomum que eles caminhem dentro e fora. Peter olha de um lado para o outro antes de entrar na sala de monitoramento vazia. Ele não sabe onde o homem responsável pela sala está e não poderia se preocupar menos no momento.

Ele olha entre as diversas câmeras de seguranças gravando e começa a desativar as transmissões. Ele abre os registros de gravação no computador da sala, que salva arquivos de vídeo de hora em hora e começa a excluir permanentemente todas as gravações daquele dia em todas as áreas do presídio. Ele não demora muito nessa tarefa e deixa as gravações ainda desabilitadas. Saindo pela porta, ele toma o corredor como se nada tivesse acontecido e volta a sua ronda entre as celas.

Isaac está no mesmo lugar e estático e Peter sente-se um pouco preocupado. Mesmo inconsciente e com os supressores para acalmar o calor, o menino ainda sua e sua expressão não é exatamente agradável. Ele evita pensar nisso, se o menino está se sentindo bem, enquanto faz seu trabalho estafante, mas toda vez que ele consegue ter um vislumbre da cela dele automaticamente os pensamentos vêm de volta a ele.

Durante as próximas seis horas, ele não se sente perturbado de forma alguma. Mas Peter manteve um cronograma para saber quando o ômega iria acordar para poder alimentá-lo e dar a ele novamente os remédios. Peter vai até o refeitório e agarra a marmita preparada anteriormente para o ômega. Ela já está completamente fria e Peter não pode fazer nada, por isso ele só leva a comida para a cela do menino.

O ômega ainda está inconsciente quando ele chega, mas o efeito não poderia ser mais preciso. Assim que ele fecha a porta da cela e deixa a marmita na cama, o adolescente começa a abrir os olhos. Os movimentos parecem lentos e Peter deixa-se apreciar a expressão confusa do menino. Assim que a consciência volta completamente para o garoto, ele envergonha-se, ficando ainda mais vermelho no rosto. Peter ri.

— Coma. — Ele manda, esticando a marmita em direção ao menino.

Isaac primeiro senta-se, tremendo quando o faz. O menino fecha os olhos e toma algumas respirações profundas antes de abrir os olhos. Peter lembra-se desse olhar, o mesmo que o menino tinha no banheiro, e quando o ômega começa a avançar em sua direção Peter empurra-o de volta om a outra mão.

— Alfa... — Isaac choraminga.

— Coma primeiro. — Peter diz sentindo seu nariz formigar na vontade de sentir o cheiro delicioso de seu ômega.

— Eu não tenho fome... — Isaac responde, remexendo-se na cama.

— Não me faça repetir, garoto. — Peter diz bravo e Isaac arregala os olhos.

Peter suspira e abre a marmita de isopor, colocando um pouco de comida na colher e levando a boca do menino. Ele vira o rosto e Peter rosna, fazendo o ômega tremer na cama. Peter permanece por apenas dez segundos antes que ele volte a colher para a marmita e tire o capacete. Isaac tem os olhos grudados nele dessa vez e Peter com a mão esquerda faz carinho no rosto do menino.

— Você vai comer, porque eu estou mandando você comer. Se você não fizer isso eu vou enfiar essa colher tão fundo na sua goela que você vai vomitar suas tripas para fora... — Ele diz em um sorriso malvado e Isaac não parece perturbado em tudo — Agora, abra a sua boca.

E Isaac obedece. Peter se afasta para dar a comida na boca dele e Isaac mastiga devagar e com uma careta. Peter continua a alimentar o ômega, mas depois de dez pequenas colheradas, Isaac começa a sentir seu estoma embrulhar só de ver a comida. Peter percebe e fecha a tampa, colocando o recipiente no chão.

— Como você se sente? — Peter pergunta e bate-se mentalmente.

— Estufado... — Isaac responde devagar e volta a se aproximar, mas Peter afasta-o mais uma vez — Alfa...

— Você precisa descansar, filhote... — Peter responde e puxa os pés do menino, colocando-o deitado na cama.

— Eu não estou cansado... — Isaac responde agarrando o braço de Peter e puxando o oficial para baixo na cama.

Peter continua surpreso com a força do menino, mas na maior parte, deixa-se cair contra o ômega. Seu capacete rola no chão e Peter agarra o rosto do ômega, tomando os lábios dele em um beijo. Quando Isaac começa a tentar desfazer suas roupas, Peter se afasta, mordendo com força os lábios vermelhos de seu ômega. Isaac chia e Peter sorri, levantando-se.

— Durma, Isaac. Agora.

O ômega bufa, mas boceja e fecha os olhos, ainda agarrado ao braço de Peter. O alfa faz um pequeno carinho no pescoço do ômega até que ele esteja dormindo. Agarrando as duas seringas guardadas em seu equipamento, ele dá outra dose dos remédio para manter o menino inconsciente. Assim que ele termina, mais uma vez ele não pode resistir ao pescoço branquinho em sua frente.

Peter enterra seu rosto no pescoço, lambendo mais uma vez. Suas presas crescem e formigam na necessidade de morder a pele, mas Peter sabe que não pode fazer isso. Mas ele está tão inebriado no cheiro e gosto delicioso de seu ômega que nem percebe quando o ômega passa o braço em sua cabeça e pressiona as presas de Peter contra o próprio pescoço. O alfa afasta-se antes que a ferida seja profunda, mas ela já saiu sangue; quando ele vai retaliar o ômega, a mão cai inconsciente no colchão.

Peter olha na direção do filete de sangue caindo, tão vermelho... O alfa sabe que é uma péssima idéia, ele tem plena consciência disso. Mas o corpo move-se inconscientemente e ele lambe o sangue. Peter sente o gosto amargo do sangue em sua língua, mas sente-se tão bom que ele não pode deixar de morder mais uma vez, ainda superficial.

Ele sente um choque quando o sangue entra mais uma vez em contato com sua língua, mas só consegue focar na sensação extremamente prazerosa e quente que inunda seu corpo e pressiona um pouco mais suas pressas, fazendo o sangue sair em quantidade considerável agora. Ele não pode ligar menos quando o ômega, verdadeiramente inconsciente dessa vez, vira instintivamente o pescoço e Peter sente todo o seu peito inundando com orgulho e satisfação, ele está finalmente reivindicando o seu ômega.