- Priminho – gritei me jogando em seus braços. E que braços – que saudades – sussurrei em seu ouvido. E a reação foi instantânea, os pelinhos do seu pescoço se arrepiaram, e como eu não presto nem um pouco, arrastei meu nariz pelo seu pescoço suavemente, colocando um beijo em sua jugular para finalizar.
Queria gritar de tanta alegria, se possível ele ficou mais arrepiado. Rapidamente virei para Seth, não podia ser mal educada com meu novo amiguinho. Coloquei um sorriso bem cheio de segundas intenções antes de falar com ele.
- Obrigada gato, mas minha carona acabou de chegar. Quem sabe nos vemos por ai e não combinamos algo – falei, e para completar lancei um beijo para ele.
Serio, o garoto parecia meio aluado, ele não disse nada, apenas confirmou com a cabeça e continuou me secando. Como já tinha dito tudo o que queria olhei para o priminho que fazia uma careta bem estranha. Achei melhor tira-lo dali antes que implicasse com o gatinho. Segurei na sua mão e o sai arrastando junto com a mala.
Como se acordasse de um transe ele simplesmente parou e me puxou.
- Ficou maluca Isabella, como você fica de papinho com um completo desconhecido, e se ele fosse um assassino, psicopata... E ainda por cima pendurada no cara – começou dando um baita de um sermão, como não estava nem afim disso, me aproximei e tasquei um beijo naquela boca gostosa, e que boca, eu fantasio com ela a tanto tempo, a pena é que foi apenas um selinho, mas funcionou como eu queria, ele se calou na hora, e me olhava de olhos arregalados.
- Calma Ed, nesse fim de mundo todo mundo conhece todo mundo, nada ia acontecer – falei e pisquei pra ele – Alem do mais, a culpa é sua, quem mandou me esquecer aqui no aeroporto?
Falei fazendo bico, e não me passou despercebido seu breve olhar em minha boca.
- Não esqueci você, só sai mais tarde do plantão, por isso a demora – falou passando a mão nos cabelos – Não vou mais discutir com você sobre esse episodio, mas que ele não se repita dona Isabella, não quero ver esses caras secando a minha priminha.
Sorrindo marotamente retruquei.
- Fazer o que se eu sou tudo isso – dei um giro passando as mãos no corpo – pura gostosura.
E finalmente ele me percebeu, olhava todo o meu corpo, e fazia uma cara, que pelo amor de todos os santos, aquilo era cara de sexo.
Sorrindo mais ainda, me empinei um pouco, fazendo com que ele olhasse para os meus seios. A reação dele não podia ter sido melhor, uma pequena elevação nas calças, mas perceptível ao meu olhar conhecedor daquele monumento de homem. Como se quisesse clarear a mente, ele sacudiu um pouco a cabeça e olhou em meus olhos.
- Então vamos logo embora, rainha do ego – sorriu pra mim enquanto pegava a minha mala – É bom ter você aqui Bells, senti saudades – beijou minha testa e foi em direção a saída. Sai que nem uma retardada atrás dele.
Quando chegamos ao carro consegui me recuperar do momento, sério, eu estava a tanto tempo desejando esse homem que qualquer coisa vinda dele me deixava subindo pelas paredes.
Sorrindo entrei no carro, isso ia ser muito divertido. O priminho estava no papo.
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Quando chegamos à casa dele foi tudo tranqüilo, Tia Esme me recebeu de braços abertos, Tio Carl, como eu o chamava desde pequena, abraçou-me forte e beijou-me na bochecha, e depois disso fui levada para o meu novo quarto, que pra minha felicidade era em frente ao do priminho.
- Ai querida que coisa boa você vir morar esse tempo conosco – falou tia Esme enquanto me ajuda a colocar as coisas no closet – Fiquei tão feliz quando sua mãe me ligou. Nunca achei certo uma mocinha como você ficar indo de lugar em lugar, sem nunca se fixar, você precisa de uma rotina, e de amigos.
Concordei com a cabeça. Tia Esme tinha total razão, eu sentia falta de uma vida normal, principalmente agora no ensino médio, eu queria amigas, festas de colegial e todo aquele drama escolar, ser um pouco normal para variar, mas com os pais que eu tinha isso era meio impossível. Meus pais eram donos da Up, uma empresa especializada em tecnologia de ponta, os aparelhos eram requisitados em todos os cantos do mundo, e meus pais vivam em pesquisas, indo de lugar em lugar, eu acho que esse era o diferencial da empresa, mas infelizmente isso não me permitia ter uma vida normal. Tia Esme vivia perturbando a minha mãe para me deixar uns tempos com ela, mas dona Renné resistia, dizia que queria acompanhar meu crescimento, e bem, independente de todas essas andanças eles eram bons pais, um pouco relapsos, mas faziam o seu melhor. Então quando me senti pronta pedi a mamãe para terminar o ensino médio em Forks, verdadeiramente queria tudo isso, mas lógico, o meu objetivo principal é pegar o priminho. E aqui estamos, eu moraria aqui por no mínimo dois anos, super proveitosos se depender de mim. Sorrindo respondi.
- Que bom Tia, eu também estava super empolgada para vir morar com vocês.
- Eu tenho lá minhas duvidas, você passou tanto tempo sem vir passar as férias aqui, comecei a achar que não gostava mais da gente – falou me olhando. Largando tudo que tinha nas mãos fui abraçá-la.
- Que besteira Tia, a senhora sabe que amo você e o Tio Carl como pais, vocês sempre estiveram lá por mim, nunca colocaram dificuldades e sempre me trataram igual aos meus primos, nunca deixarei de amar vocês, isso é impossível – terminei beijando sua bochecha.
- Sua danadinha, olhe o que fez – falou secando os olhos marejados – Nós também amamos muito você. Agora vou deixar você descansar.
Depois que Tia Esme saiu do meu quarto terminei de arrumar as coisas e me deitei para pensar um pouco, organizar minhas estratégias, porem acabei pegando no sono. Quando acordei faltava pouco para o jantar, rapidamente me ajeitei e desci.
Não poderia ter sido mais normal, jantamos como uma família comum, falando do dia de cada um, das minhas futuras aulas, que graças a Tia Esme eu já estava devidamente matriculada na Forks High School, e como se os Deuses estivessem olhando por mim, o melhor presente de boas vindas do mundo. Tio Carl anunciou que ele e Tia Esme passariam vinte dias numa convenção médica em Seattle. Queria soltar fogos de artifício, assim seria muito mais fácil. Naquela noite dormi igual um anjo, não podia estar mais tranqüila com meus planos.
PRIMEIRO DIA
Despedimos-nos deles no jardim, depois de varias recomendações eles seguiram viagem. Olhando para o priminho lancei o meu sorriso mais inocente e perguntei.
- Então Ed, o que faremos hoje – pisquei para salientar minha cara de menininha.
- Sinto muito princesa, mas tenho trabalho hoje, tenho que estar no hospital daqui a pouco – falou com uma cara de pesar – podemos combinar algo mais tarde quando eu chegar, o que acha?
Isso era uma droga, teria que mudar meus planos.
- Tudo bem – falei meio cabisbaixa – Mas depois você é todo meu em?! Não quero saber de desculpas. – sorri largamente.
- Estamos combinados então, quando eu chegar nós vamos jantar fora, o que acha?
- Perfeito – falei me aproximando, ficando nas pontas dos pés o beijei no canto da boca – Mal posso esperar – falei antes de entrar correndo.
Rapidamente olhei pela janela do hall, e mentalmente fiz minha dancinha da vitoria, ele estava parado lá, com uma cara meio estranha tentando ajeitar meu sonho de consumo em suas calças, que pelo visto estava animadinho com meu desempenho.
Como aqueles desenhos animados, me veio uma idéia instantânea, faltava só a lâmpada acendendo em cima da minha cabeça. Subi correndo as escadas e corri para o banheiro, prestes a colocar a minha idéia em ação.
Meia hora depois abri a porta do quarto, tudo estava silencioso, o único barulho vinha do quarto de Edward, rapidamente me aproximei e bati na porta, a resposta não demorou a vir.
- Pode entrar Bella – falou mais alto, logo abri a porta e me aproximei. O quarto dele continuava igual, as diferenças eram mínimas, observei, ele estava de costas para portar guardando uns papeis em sua maleta, aproveitando a oportunidade fiquei bem perto dele, o espaço era mínimo, um palmo talvez.
- Preciso da sua ajuda – falei calmamente.
- Em que você... – parou de falar assim que olhou para mim de cima a baixo, não é pra menos, eu estava em sua frente de calcinha fio-dental branca de renda segurando um top na frente dos seios, mas claro deixando estrategicamente as laterais à mostra. Sorrindo falei o mais natural possível.
- Eu quero que feixe os botões pra mim, eu não alcanço – falei me virando, e como quem não quer nada passei a mão de leve na frente das suas calças.
Esperei um pouco até sentir suas mãos em mim, todo o meu corpo se arrepiou, a medida que ele fechava os botões seus dedos as vezes passavam suavemente pela minha pele, automaticamente fiquei molhada, oh praga de homem.
- Pronto, todos fechados – falou sua voz um tanto rouca, sem perder a oportunidade virei novamente passando a mão por suas calças, e qual a minha surpresa ao perceber um aumento de volume, minha vontade imediata foi de apertar, mas consegui me segurar e levar meu plano adiante. Olhando em seus olhos agradeci e logo segui para a porta. Assim que cheguei ao portal, virei apenas à cabeça, deixando toda a minha bunda ao seu maravilhoso olhar, perguntei.
- Será que você poderia me deixar na casa da Rosie? Não vejo à hora de matar as saudades – mordi o lábio inferior para finalizar meu desempenho.
O priminho mantinha as mãos em punho ao lado do corpo, podia ver a veia no pescoço pulsando loucamente, gotículas de suor se formavam em sua fronte, em outras palavras, ele continha a todo custo a excitação. Fazendo um esforço bem visível ele respondeu.
- Claro Bells, é caminho – arrastou a voz, parecia que ele estava fazendo um grande esforço, e eu estava adorando.
Sai rebolando do seu quarto, deixando meu bumbum em evidencia. Da porta do meu quarto ouvi um gemido abafado. Meu sorriso foi de um canto a outro.
Priminha sedução 1 x Priminho Deus Grego 0.
Se ainda tiver alguém acompanhando, olá. Quero me desculpar pela demora, estava sem nenhuma inspiração pra essa história, parece que simplesmente sumiu tudo da minha mente, agora finalmente estou conseguindo continuar, espero que não me abandonem. Deixem suas opiniões, beijos para todas e até a próxima, que será logo, garanto!
