Foi virando sua cabeça lentamente e olhou para o que estava em seu ombro. Viu uma mão branca e pálida, seguida por um braço decomposto, onde ela podia ver os ossos embaixo da carne perfurada. O rosto branco estava com a boca entreaberta e as órbitas ocas. Debaixo dos rasgos do uniforme se era possível ver as costelas quebradas e bichadas.

Gritou.

Sakura saiu correndo derrubando as carteiras que estavam a sua frente. Se jogou contra a parede e fechou seus olhos com força.

"O que é isso?!"

O corpo chegou perto de seu ouvido e abriu levemente a boca. Pôde sentir um hálito enjoativo.

Sakura: Saia de perto de mim... Onegai (por favor)...

Sua voz saiu trêmula. Lágrimas de desespero molhavam seu rosto alvo. Suas mãos estavam envolvendo seu rosto.

Ele continuou abrindo a boca e soltou uma palavra:

- Saia daqui, onegai.

Ela achou estranhas essas palavras e olhou para o corpo. Ele estava a menos de cinco centímetros dela, pôde ver o seu crânio fraturado.

Sakura: Você não... Vai me machucar?

- Saia daqui, salve sua vida deles...

Num baque o corpo caíra no chão. A jovem de cabelos róseos ficou parada rente a parede, olhando aquele monte de ossos jogados aos seus pés.

Suas pernas fraquejaram e caiu ao lado daquele singelo monte. Ouviu o barulho da porta abrindo e passos corridos até onde estava.

Viu dois orbes ônix perto de sua face. Estavam preocupados. Vozes se encheram pela sala, todos perguntando para ela se qual era seu estado.

Sasuke: SAKURA! Você está bem?!?!

Tenten: Sakura-chan, por favor, responda!

Sakura: Temos… que sair daqui...

Enzan: O que quer dizer com isso?

Sakura: Antes que seja tarde... Temos que sair daqui agora!

Gaara: Espere... Esses daqui não são os ossos daquele corpo que achamos?

Neji: Não faz sentido.

Sakura: Não importa! Vamos agora!

Ela se recompôs rapidamente e foi andando até a porta. Logo os outros se juntaram e concordaram em sair daquele lugar.

Saíram daquela sala amaldiçoada e procuraram a porta.

Ela estava fechada, nada conseguia quebra-la nem abri-la.

Sakura: Ino! Kiba! O que aconteceu aqui?!

Ino: E-eu não sei! Eu ouvi você gritando e fiquei atenta ao que acontecia na sala! Nunca vi essa porta se trancando... Alias ela não estava quebrada?!

Um vento frio e úmido veio de dentro do colégio. As luzes acenderam e uma outra rajada de vento deixou o colégio como era antes. As portas estavam intactas, as janelas limpas, as cinzas do chão desapareceram.

Setsuna: E-eu não e-estou gostando muito disso... #abraça Matsuda#

Matsuda: Calma... O que será que está acontecendo?

Sakura: Tarde demais.

As luzes se apagaram repentinamente e foram abandonados no escuro novamente.

Kiba se agarrou a Ino, tentando protegê-la do que pudesse vier. Muitos procuraram as mãos de outros, tentando não se separar. Quando a luz se acendeu de novo perceberam uma coisa diferente: haviam se separado de alguma forma.

Ino: Mas... O que?!

Kiba: O que está acontecendo... de novo?

Sakura: Tarde demais. Teremos que enfrentar isso até o final.

No hall estavam Sakura, Ino, Kiba, Shino e Naruto. Todos olharam para os lados procurando pelos outros companheiros, em vão. Não era possível se ver nenhum dos outros integrantes.

Naruto: Kuso... Cadê todo mundo?

Shino: O que aconteceu naquela sala, Sakura?

Com um suspiro, Sakura começou a explicar resumidamente o que acontecera, o corpo, o aviso.

Ino: Então... Aquele da sala não era de todo mal?

Sakura: Não. A verdadeira aventura vai começar AGORA.

---#---#---#(usarei isso para trocar de grupo)

Shouko, Murata, Mandyy, Sasuke e Kayume acordaram em uma sala circular, com várias cortinas vermelhas e instrumentos musicais danificados.

Sasuke: Nós fomos transportados para cá, pelo visto. levanta

Kayume: Como?

Murata: Kuso... Nos perdemos dos outros.

Shouko: Aqui deve ser a sala de musica.

Começaram a andar pela sala, analisando tudo. A sala era grande, com uma escadaria que dava para um grande órgão. Algumas guitarras estavam no canto direito, onde Kayume começou a tocar algumas notas nelas.

Kayume: Droga... Ta totalmente desafinado e velho.

Shouko: Nããão... Só ficou 11 anos parada ¬¬

A luz vinha de um lustre grande acima de suas cabeças. O chão tinha um tapete vinho cobrindo toda sua extensão. As janelas eram grandes e ocupavam quase toda a parede, parecendo de óperas.

Dó.

O som do órgão abalou a sala. Todos direcionaram suas cabeças para cima, onde as teclas se moviam sozinhas e compassadas, tocando uma melodia melancólica e fúnebre.

Um vento passou e como se fossem velas as lâmpadas tremularam. Suas sombras se contorciam de acordo com o vento, que soprava para onde a alma tocava.

Sasuke: Quem está ai?!

Sua voz saiu firme e dura. Uma risada sarcástica pôde ser ouvida, mas não se sabia de onde. Ela vinha de todos os cantos.

De repente, uma figura de terno preto apareceu no primeiro degrau da escadaria de mármore. Seu rosto era fino e branco, seus dedos ossudos, seus olhos opacos, vazios. Um sorriso pequeno e zombeteiro estava estampado em seus dentes sujos e podres.

Sasuke: Quem é você?

Por mais que ele tentasse mostrar-se corajoso, gotas de suor frio escorriam pela testa e sua voz estava tremula.

- Quem sou eu? Apenas Tanaka Mashida, o homem que matará vocês.

---#---#---#---#

Neji: Onde... Estamos? #massageia cabeça#

O garoto de olhos perolados olhou para o lado e viu uma garota com cabelos castanhos. Continuou girando seus olhos em volta e encontrou Hinata, Shikamaru e Temari.

Shika: Yare... Que dia problemático... Onde estamos?!

Logo perceberam que estavam em uma lanchonete dentro do prédio. As luzes eram coloridas, havia um balcão e varias mesinhas. De um lado uma maquina de refrigerantes cheia.

Hinata: E-eu es-estou co-com me-me-do...

Neji: Calma, prima. Vamos sair daqui.

Ele caminhou até a porta e a puxou. Estava trancada.

Tenten: Maldito dia...

Shika: E agora?

CRAC.

Hinata: O-o que foi i-isso?! #medo#

Tenten: Veio de trás do balcão.

Neji: Eu vou.

Pé ante pé, Neji afastou a portinhola que separava a cozinha da lanchonete. Olhou para o chão e viu uma espátula caída no chão, perto da chapa.

"O que isto está fazendo aqui?"

Abaixou-se para pegá-la.

- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

Um grito ecoou naquela sala e era a voz de Tenten.

Neji: Tenten!

Uma mão morta saía do chão, como se brotasse. Ela puxou a perna de Tenten e esta começou a ser "engolida" pelo piso.

Shika: Tenten!

Todos começaram a puxar seu corpo, mas logo outras mãos começaram a puxar seu membro inferior.

Tenten: Me soltem!

Ela tentava em vão desvencilhar, mas cada vez que fazia isso puxavam mais forte e sua perna já tinha marcas de sangue.

Shika: Pegue uma faca!

Neji cambaleou até a cozinha. Remexeu as gavetas incessantemente a procura de uma faca.

Achou uma de açougueiro afiada e grande. Correu atrapalhadamente, agachou. Com três movimentos perfeitos decepou aquelas mãos demoníacas. Gritos agonizantes e roucos de dor ecoaram pela escola. Um sangue escuro, quase preto, pintava o chão branco e polido daquela lanchonete assombrada.

Tenten: A-arigatou, Neji-kun.

Neji: Não há de que.

Shika: Acho que nossos problemas não acabam aqui.# aponta para o balcão#

Viraram suas cabeças no mesmo momento. Atrás do balcão, como um vendedor comum, uma mulher se postava. Sua pele era branca, seus cabelos vermelhos e bagunçados, chegando à sua cintura. Trajava um avental branco, ou parcialmente, se não estivesse sujo de sangue. Por seus braços alvos sangue escorria em pequenos rios. Um filete de sangue descia de sua boca até seu queixo.

Abriu seus olhos. Em vez de orbes opacos, dois buracos cheios de sangue, como se tivessem enfiado duas facas neles.

Abriu sua boca e algumas formigas saíram de dentro dela.

Levantou sua mão. Nela uma faca que pingava a sangue.

As garotas gritaram.

Os garotos apenas ficaram estáticos.

---#------#---------#

Gaara: Estamos no banheiro, pelo que vejo.

O ruivo falou para Kankurou, Matsuda, Hikari, Enzan e Deidara.

Kankurou: Isso é meio lógico, não?

Estavam sobre um piso úmido, azul. Espelhos quebrados percorriam toda a extensão da parede. As pias estavam cheias de sangue descendo pelos ralos. Algumas portas estavam arrombadas, quebradas,

PING.

A pia da extrema direita fora aberta.

Matsuda: Que estranho.

Hikari: Eu não estou gostando disso...

Enzan: Calma... A gente sai daqui vivo...

Um soluço veio detrás de uma das portas.

- Saiam daqui, almas pecadoras. Não me irritem mais...

Era a voz de uma garota. A porta se abriu e viram uma jovem de 14 anos chorando copiosamente, sentada no tampo do vaso sanitário. Água começou a escorrer pelo chão e molhava cada vez mais os tênis do grupo. Seu cabelo era negro como a noite. Cobria a parte direita de seu rosto. Varias cicatrizes eram visíveis em sua face. Suas roupas estavam rasgadas, ensangüentadas. Lágrimas molhavam seu rosto.

000000000000000000000000000000000

Arigatou a todos que comentaram.

Ultimamente eu to tendo crise de imaginação çç