[iUma figura de terno preto apareceu no primeiro degrau da escadaria de mármore. Seu rosto era fino e branco, seus dedos ossudos, seus olhos opacos, vazios. Um sorriso pequeno e zombeteiro estava estampado em seus dentes sujos e podres.
Sasuke: Quem é você?
Por mais que ele tentasse mostrar-se corajoso, gotas de suor frio escorriam pela testa e sua voz estava tremula.
- Quem sou eu? Apenas Tanaka Mashida, o homem que matará vocês. [/i
"MORRER?! Eu não quero morrer! E-eu sou muito nova..." Foi o que Mandyy pensava enquanto encarava seus amigos com olhos de medo.
Mashida: Por que não se mexem? Por acaso sou tão assustador assim?
Continuaram estáticos, olhando para aquela figura estranha e arrepiante postada à sua frente. Tanaka começou a andar na direção deles, calmamente como alguém que vai para a escola numa manhã de segunda.
"MEXA-SE! MEXA-SE AGORA! VAMOS, SAIA DAQUI, SALVE SUA VIDA" falava para si mesmo Sasuke, mas suas pernas estavam trêmulas.
Murata fechou os olhos. Seus dedos tremiam de medo, o suor frio molhava sua camiseta. Seu corpo tremia levemente. Queria esquecer tudo e voltar a 3 horas atrás, enquanto ria com seus amigos caminhando pela floresta úmida.
GRITOS.
Murata acordou de seus devaneios e olhou para frente. Tinha medo de ver à sua frente aquela estranha figura. Olhou para o lado e encontrou as garotas gritando, e se aproximando delas Tanaka Mashida.
Sasuke: NÃO! corre
O moreno de cabelos negros correu e se postou à frente delas, protegendo-as.
Kayume: Sai daí, Sasuke-kun! Saia daí e salve sua vida!
Sasuke: NÃO!
"Eu apenas consegui ficar parado, alheio ao que acontecia. Eu não pude fazer nada..."
Shouko: gritando SAI DAÍ AGORA, BAKA! SAI DAÍ!
Sasuke: NÃO!
Mashida: Yare, yare... O cavalheiro arriscará sua vida para salvar as damas? Não adianta nada. Depois de te matar você eu irei matá-las de qualquer maneira...
Mandyy: Corre, Sasuke! Vai!
Sasuke: Fujam vocês! Eu darei cobertura.
Kayume: Você não está entendendo a situação? Não iremos embora sem você!
Mashida: risada Vocês são divertidos... Parecem aqueles dois professores que matei aqui quando fui convocado...
Sasuke: Fujam agora!
Murata: Vamos! corre até a porta
Shouko/Mandyy/Kayume: Há-hai correm
Murata: Venha, Sasuke!
Mashida: Ora, parece que esqueci de fechar a porta estala o dedo. Instantaneamente a porta se fecha, deixando Sasuke sozinho na sala Agora, somos só eu e você, Sasuke.
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Shouko: Sasuke-kun! Abra a porta, encaveirado do caramba! Solte o Sasuke! batendo na porta com a mochila
Kayume: ele não te ouvir, Shouko, ou pelo menos irá fingir que não ouve.
Shouko: Sasuke... Ele se arriscou pela gente, agora...
Mandyy: Temos... temos que fazer alguma coisa!
Murata: E-eu não sei se há alguma coisa que possamos fazer...
Shouko: Sasuke-kun... O que acontecerá com você?
[iAtrás do balcão, como um vendedor comum, uma mulher se postava. Sua pele era branca, seus cabelos vermelhos e bagunçados, chegando à sua cintura. Trajava um avental branco, ou parcialmente, se não estivesse sujo de sangue. Por seus braços alvos sangue escorria em pequenos rios. Um filete de sangue descia de sua boca até seu queixo. Abriu seus olhos. Em vez de orbes opacos, dois buracos cheios de sangue, como se tivessem enfiado duas facas neles.
As garotas gritaram.
Os garotos apenas ficaram estáticos. [/i
Começou a andar vagarosamente, seus passos eram lentos e descompassados. Ao invés de parar no balcão, ela o ultrapassou como se não tivesse nada ali. Conseguiram olhar para os pés dela. Descalça, seus pés estavam esfaqueados e podres, negros. O sangue continuava pingando por todo seu corpo.
O chão já estava ficando de coloração vermelha, não exatamente vermelho vivo, mas vermelho vinho, que era a cor de sangue velho, ressecado.
Seus passos eram pesados.
Hinata: desmaia
Neji: Bela hora pra ela desmaiar.
Shika: pega ela no colo Para onde vamos agora?
A figura continuava se aproximando. Um rastro de sangue se via atrás dela.
Os quatro abriram caminho pelas mesas, deitaram Hinata em uma cadeira e olharam para a atendente. Ela andava muito devagar.
Neji: Não está nada bom... Nada bom...
Shika: O que iremos fazer, agora?
O Hyuuga ainda tinha a faca na mão. Olhou para ela e olhou para o espírito. Franziu seu semblante e decidiu. Avançou com a faca em riste.
Tenten: NEJI, NÃO! pega braço do Neji
Neji: Tem uma solução melhor?
Tenten: Er—
Neji: Então me deixe ir! desvencilha
Neji avançou correndo contra a alma. Ela parou.
Tentou desesperadamente encravar a faca no peito daquele espírito. Passou direto, ultrapassando-a como se ela fosse um ar.
Uma risada rouca pode ser ouvida. Aqueles orbes pérolas encararam o seu alvo e o viram rindo. Sua boca cheia de formigas se contorcia, sua pele frágil se rasgava ainda mais, abrindo mais e mais feridas.
- Você-ê a-acha que po-pode faze-er alguma-a coisa cont-tra mim?!
Tenten: Você fa-fala?
Shika: Que-quem é vo-você?!
- risada Eu so-sou a alma pe-perdida nas tre-vas, a ressurreição da-a vin-vingança...
Hinata: Mas o que... olha Ah... desmaia
Neji: Hinata... Pára de desmaiar... por favor...
- É melho-or ela na-não aco-cordar, pois assim e-ela não verá o qu-que a ma-matou...
Shika: Cala a boca! Nós não iremos morrer nas mãos de você!
- Na-não invente fan-tasias em sua cabe-ça, pois irá se arre-pender...
Tenten: O-o que fa-faremo-mos... chora
- levanta a faca Mo-orram...
[iGaara: Estamos no banheiro, pelo que vejo.
O ruivo falou para Kankurou, Matsuda, Hikari, Enzan e Deidara.
Um soluço veio detrás de uma das portas.
- Saiam daqui, almas pecadoras. Não me irritem mais...
Era a voz de uma garota. A porta se abriu e viram uma jovem de 14 anos chorando copiosamente, sentada no tampo do vaso sanitário. Água começou a escorrer pelo chão e molhava cada vez mais os tênis do grupo. Seu cabelo era negro como a noite. Cobria a parte direita de seu rosto. Varias cicatrizes eram visíveis em sua face. Suas roupas estavam rasgadas, ensangüentadas. Lágrimas molhavam seu rosto.[/i
Hikari: U-Urgh... Na-Nani?! (o-oque?!) cambaleia para trás
Enzan: Oo' O que está acontecendo??
- Vo-cês merecem a morte. Nada mais...
A água continuou subindo, agora molhando suas canelas. Ela era fria. Os seis jovens permaneceram parados. O único olho visível da garota amaldiçoada brilhava de excitação. Um sorriso macabro estava estampado em seu rosto. Incessantemente.
Gaara: O que está fazendo?!?!
- Shi-ne. (Mor-ram)
PING.
Uma gota de água bateu na cabeça de Deidara.
Deidara: Mas o quê...? olhando pra cima
Varias gotas de água agora caiam sobre as cabeças dos jovens. A água foi subindo rapidamente, chegando à altura do joelho deles.
Matsuda: Se não sairmos daqui vamos nos afogar!
Kankurou: Vamos! A porta ali!
Hikari chegou a porta. Puxava a maçaneta, mas ela não se movia.
Hikari: Me ajudem!!
Logo Enzan e Gaara chegaram.
Gaara: Um, dois, três e... PUXEM!
A porta continuava fechada. Agora já chegava na cintura. O frio infiltrava em seus corpos.
Hikari: AHHHHHHH!!!! puxada para baixo
Enzan: Hikari-chan! pega mão dela
Gaara: O que está acontecendo?!
Enzan: Me ajudem! Rápido!!!
Deidara, Gaara e Matsuda: Hai!
Kankurou: E-essa porta não quer abrir!!!! puxa a maçaneta com força
De repente, a figura da garota emergiu das águas gélidas. Ela se postava a frente de Kankurou, que por este ficou parado estático. Os olhos do Sabaku mais velho transmitiam medo. Um medo enorme. Seu corpo foi ficando trêmulo e foi largando a maçaneta.
- Como s-se atre-ve tenta-ar sair de-e me-us do-dominios?!!
Sua voz era fraca, cortante, morta, sem emoções.
O moreno foi sentindo seu corpo ficando mole. O frio invadiu seus músculos e não sentia mais nada. Sua vista embaçou-se. Afundou completamente na água, seguido da figura.
A porta se abriu e toda a água escoou para o corredor, descendo pela escada, ao lado. O restante escorregou e foram mandados para fora daquele banheiro amaldiçoado.
Gaara: KANKUROOOOOOOOOOOOOOOOOOU!
Kankurou: "Otouto..." ("Maninho...")
Desapareceu.
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Mais um capitulo pra vocês (:
Devem estar se perguntando onde foi parar o resto do povo, mas como são muitos personagens eu resolvi fazer um pouco de cada, sacas?!
Agradeçoo os reviews,
Arigatou, minna-san!
