N/A: Eu estou com problemas no computador, mas graças ao Roonilzinho eu não perdi essa fic. Assim, é claro que eu tinha mandado pro chall de slash, então dava pra recuperar, mas obrigada mesmo assim. Eu adoro esse capítulo! E, olha, finalmente vai acontecer alguma coisa! Como não sou boa em títulos, é ler aí embaixo pra presumir o que vai rolar. Espero comentários!


5. Uma mão amiga, ou talvez duas

Na próxima quinta-feira, aquela depois da confissão, fomos normalmente ao pub, caminhando lado a lado e falando besteira. O bar é bem perto do escritório, então nós vamos a pé, buscamos o carro na volta e ele me deixa em casa. É porque do meu apartamento pro trabalho são só cinco quarteirões. Mas voltar trançando as pernas por cinco quarteirões é uma tarefa complicada. Não custa nada Pontas me dar uma carona – apesar de o idiota viver dizendo que da próxima vai cobrar a gasolina.

- Vai querer carona hoje?

- Claro Pontas, que pergunta! – falei acendendo um cigarro. – Você sabe muito bem que eu só não pego carona quando arranjo uma garota. E, por Deus, como anda difícil. Sabe há quanto tempo eu não trepo?

- Por que eu deveria saber?

- O que me consola é saber que você está há mais tempo do que eu.

- O que? Por que você deveria saber?

- Bem, fora o histórico de o seu computador estar recheado de Space War IV e sites pornôs, você anda mais irritado que o normal e é casado, o que, acredite, diminui e muito sua soma de transas mensais.

- De novo invadindo minha privacidade? – ele perguntou, realmente irritado. – Olha, Sirius, sério, eu não gosto disso. Uma coisa é ver sem querer, mas você parece até uma porra de um detetive ou de uma garota apaixonada.

- Ok, foi mal.

- E, de qualquer forma, você está errado. É justamente porque estou casado que...

- Não vem, Pontas... As estatísticas estão aí pra quem quiser ver. Maridos quatro olhos transam menos do que solteiros bonitões – falei abrindo a porta do pub e deixando ele entrar. - E aposto que a Lily está toda receosa agora que o Harry aprendeu a andar até o quarto de vocês à noite.

- Que diferença isso faz pra você?

- Que eu estou certo e que você está mentindo pra mim.

- Joe, duas cervejas – ele disse pro barman. - E eu só minto porque você é um pé no saco. Você acha que Aluado e Rabicho vêm hoje?

- Aluado me mandou um e-mail dizendo que estaria ocupado com um novo software. Balela, claro, ele tem um encontro.

- Por que você sempre acha que nós mentimos pra você?

- Talvez por que eu não saiba guardar segredo... – Bebi um gole da minha cerveja. – Ainda bem que tenho minhas formas de descobrir as coisas, ou eu acharia que estão me excluindo.

- Sirius Black, você é um grande canalha. É por isso que eu adoro você – ele disse me abraçando pelos ombros.

Ótimo, aquilo nem ao menos tinha uma conotação sexual e eu já estava todo quente. Por mais que eu o tenha avisado que estava sem trepar há eras ele continuava agindo... Certo, ele estava agindo normalmente, mas o fator "sem transar" mais "descoberta que o seu amigo tem uma fantasia gay" somados à matéria sobre a próstata não ajudavam em nada. Ou será que ajudavam?

...

Sete canecos de cerveja e uma saída espontânea (para alívio de Joe, já cansado de nos expulsar) depois, Pontas e eu finalmente caminhávamos pelas ruas de Londres atrás de seu carro. (Rabicho não apareceu, pra variar). Não, não estávamos apoiados um no outro, nós conseguíamos mais ou menos andar. Só estávamos... sei lá. Estranhos ou que seja. Ele abriu o carro e nós entramos, mas ele não deu a partida. Na verdade ele sempre colocava o cinto, ligava o rádio, ajeitava o retrovisor, dava uma olhada no cabelo e só depois saía. Tudo bem metódico.

Dessa vez houve tudo, menos o cinto. Ficamos parados na vaga, os vidros embaçando aos pouquinhos. Tirei de vez a gravata, que já estava frouxa no pescoço, e abri mais uns botões da camisa. E então James pousou sua mão no meu joelho. Não, eu não estava preparado para aquilo e estava prestes a falar alguma besteira. Olhei para ele, mas ele continuava olhando o pára-brisa com fingido interesse. E sua mão pesando no meu joelho, como se tivesse vida própria e não quisesse sair de lá. Depois de um tempo, ele deu uma apertada de leve e subiu em direção a minha coxa.

- Acho melhor tirar sua mão daí – falei sem olhar pra ele. - Sabe como é perigoso, nós estamos...

Mas o safado sorriu. Simplesmente sorriu e continuou subindo a mão. Será que ele estava... me testando? Sabem, um desafio, pra provar que eu era gay, como ele suspeitava. Bem, ele deveria ter sabido que eu iria adivinhar e dar o troco. E foi justamente o que eu fiz. Coloquei minha mão na sua calça cinza e fiquei a deslizando, pra cima e pra baixo. "E agora, hein?" pensei comigo mesmo "Vamos ver quem vai ceder".

E, sinto muito desapontá-lo, mas eu fui o primeiro. O filho da mãe alcançou meu cinto e o tirou sem a mínima delicadeza. Do jeito que eu precisa. Sem aquelas frescurinhas de mulher, de preliminar e carinhos e elogios e essas babaquices. E eu fiz a mesma coisa com ele, porque o cara era meu amigo, e eu sabia que ele também precisava.

Até aí tudo tinha corrido bem. Nós nem havíamos tocado a pele um do outro. Mas quando ele enfiou a mão na minha cueca eu estranhei. Claro, tinha uma mão grande e máscula, ou seja lá o que define mãos de homens, pegando onde nenhuma outra mão masculina havia pegado. Ao menos não era o meu toque, o que já faz toda a diferença. Por que eu não sabia qual era o próximo passo, e isso deixava tudo mais excitante. Não sabia se ele ia simplesmente passar o polegar na cabeça ou ficar bombando freneticamente.

Eu não estava muito disposto a retribuir o favor, mas eu deveria. É um desses acordos não ditos entre amigos "Retribua os favores". Eu já estava quase gozando quando finalmente decidi por o pau dele pra fora e tocá-lo sem jeito. Mas eu queria fazer junto com ele, sabe, pra depois eu não ficar constrangido de terminar sozinho e... Ok, vocês devem estar pensando "Ahan, sei... Sirius Black constrangido?". Mas pensem só um pouco na situação.

Mas, de certa forma, eu sabia o que fazer, porque eu o vira se masturbando ao menos umas trinta vezes. E ele retribuía muito, muito bem. Oh, céus, só de lembrar... Seus gemidos ecoando roucos dentro do carro abafado, sua mão áspera na minha carne, seu membro duro na minha própria mão... Tudo parecia tão certo. Não houve nenhuma posição complicada, nudez, nem penetração, mas foi o início da minha nova experiência e uma pequena prévia do que estava por vir.

James tocou minha glande e me olhou por trás dos óculos antes de eu explodir. Ele esperou pacientemente eu terminar pra eu poder o ajudar a gozar também. Sabem, esse era o tipo de coisa bacana que rolava entre nós. Eu não precisava me privar de nada nem de pudor algum. Ele riu quando sujei o painel do seu carro, mas não se preocupou com aquilo na hora. Ao invés disso, se virou na minha direção, com o pau duro, chamando completamente minha atenção.

Fiquei olhando minha mão deslizar do jeito que eu gostava, e mal levantei a cabeça. Ele apertava com força minha coxa enquanto eu o tocava, olhando pro seu pênis. Somente quando ele pulsou sob meus dedos e rangeu os dentes foi que fiquei observando seu rosto. Com olhos fechados e um sorriso idiota, James me excitava de novo. Só com aquela cara de êxtase. E tudo pareceu mais certo ainda, pelo menos pra mim. Tirando, talvez, a porra na minha mão.

"E eu não estou envergonhado, mas a culpa vai matar você
Se ela não te pegar primeiro"