11:00 quando a autora simplesmente começa a escrever mais um pedaço de seu romance, eis que surge chutando a porta e se jogando na cama para um horário não marcado de Psicologia de Organizações: Sim ele mesmo, o leãozinho da montanha verde;

- Estou com problemas...

- Mentira... Eu não sabia.

- Mas é a mais pura verdade sabe, tudo começou quando... - E ele começa sua incrível viagem através da estrada de tijolos amarelos, onde você pode encontrar "leões e tigre e ursos, meu deus"

Enquanto ele fala sem parar vamos ao que interessa.

Caminhavam de mãos dadas entre aquelas pessoas que aos poucos reconhecia, aquelas palmas, aqueles abraços, aquelas lagrimas e até mesmo os beijos no rosto lhe deixava feliz, era como sair daquele estado de terror e medo, lhe dessas mais forças para tentar tudo aquilo novamente sem receio. Podia sentir as mãos pequenas e delicadas mesmo que calejadas, sempre seriam delicadas, e não obstante as mais belas que já pode tocar. A jovem lhe puxava o arrastando para todos os cantos a lhe exibir como um troféu recém adquirido, gritando por pessoas que ele não conhecia outros que raramente viu, todos deveriam vê-lo e serem vistos por ele. Sentia o corpo queimar e o rosto incendiar com o toque dela, mas sinceramente não conseguia tempo para absorver aquele prazer, sempre era puxado por um ou outro, e por fim, aquele toque não passaria de um doce passeio.

Avistou ao longe além da arena poucos jovens que assim como ele deram tudo de si e puderam assim receber aquela nova oportunidade, as poucas vezes em que viu os pupilos de seu vizinho de cima, estavam sempre a treinar, a meditar, e tão sério quanto o mestre. Sinceramente era bom ver os jovens sendo aquilo que deveriam ser: jovens. Do outro lado o jovem de melenas azuis, os entreterem com sua melodia triste e delicada, tentavam se acostumar ao fato de não te poder mais, abraça-la ou tão pouco sentir suas doces mãos. Orpheu com certeza era um exemplo a tomar logo uma iniciativa antes que se perde aquela que mais amava no mundo, mas de onde tirar coragem para tal ato...

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A vila estava deserta, caminhava a passos largos seguindo a amazona, o jovem virginiano desacordado sobre os ombros do amigo brasileiro ainda causava certo medo nos amigos, deveriam te levado direto para a sala de cura no 13º, mas a amazona parecia irritada de mais para ser contrariada por tão pouco, decidiram então segui-la pacientemente.

Logo que saíram da entrada da floresta e do deserto inicial que a vila oferecia como recepção uma nova onda de euforia correu o corpo dos jovens cavaleiros: crianças, mulheres, velhas e jovens andavam por entre as pequenas ruas da vila. Era como uma pequena cidade que se abria escondida entre as montadas e as árvores.

- Senhora Ruth, poderia, por favor, levar um pouco das ervas da amazona de Crater até a minha casa. - A amazona falava rapidamente com uma senhora, já em idade avançada e porque não dizer que em muito lembrava o velho ancião: deveria bater nas pernas da amazona com alguma ajuda do levantar da cabeça, grandes olhos amarelados, e o tom de pele parda e enrugada. A senhora usava uma capa simples que a ajudava com o vento fresco que insistia em soprar forte no inicio do verão. A mulher apenas acenou com a cabeça e o mais rápido que pode saiu dali levando consigo uma ou outra das jovens curiosas que apareciam para olhar os visitantes desconhecidos.

- Crater a taça, mas... - Lembrava-se bem da armadura de prata a muito guardada em uma das salas do 13º templo, mas naquela época seu guardião com toda certeza não era uma amazona.

Não ouviu resposta alguma, fora interrompida pela amazona que apenas parou bruscamente. Um suspiro pesado escapou de seus lábios a se manifestarem por de trás da máscara prateada. Ela continuou seu caminho e vez um sinal para que continuassem. Saindo da pequena praça em direção a uma parte mais densa da floresta.

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As pessoas poderiam ficar tonto ali, um vai e volta entre as árvores a fim de confundir, e até mesmo fazer-se perder aqueles que não tinham permissão de estarem ali. Sinceramente se perguntava como depois de tanto tempo ainda tinha capacidade de se lembrar daquele caminho.

A trilha que se seguia a partir do templo de Peixes levava para dentro de uma estrada de bambus, à esquerda, a direita, para cima da cabeça a perder de vista, não havia uma árvore se quer. Uma boa estratégia quando não se deseja permitir ver além do que sua visão alcança. Sem resistência ao peso do corpo humano, mesmo que flexível muito vulnerável a certos tipos de agressão, altamente eficientes no quesito de não permitir a luz ou a visão de longo alcance.

Lembrava-se da primeira vez que esteve ali, ainda inexperiente, ainda sem conseguir entender o que aquela gente falava, ainda sem entender o que ele próprio fazia ali. A mente perdia-se entre as folhas e os bambus na tentativa de reencontrar aquilo que procurava, mas como em todas as outras vezes era inútil, já se passaram vários anos, quantas pessoas realmente podem viver dois séculos, e se sentirem bem com isso. Balançou a cabeça voltando sua atenção ao fim da estrada, por um instante pode ter a certeza de sentir novamente aquele perfume, mas sinceramente em quantas acreditou realmente que fosse ela.

Logo mais a frente um campo esverdeado se abria com o céu azul, assim como os cavaleiros tinha sua área individual de treinamentos, as amazonas também o tinham. O vasto campo claro e limpo era muito bem cuidado pelas mesmas ocupantes oficiais, alguns poucos espaços em branco que eram as marcas dos treinos, outras partes da grama verde e alta levemente amassada o que significava que alguém havia deitado sobre elas há bem pouco tempo. Um corpo esguio e mediano, não deveria ter mais que 1, 65, nem tão pesado que chegasse aos 55 kg. Os poucos fios deixados no local era negros e brilhantes, carregavam um leve perfume de flores do campo. Flores amareladas decoravam o local próximo às árvores e arbustos onde se recostavam para descansar, ou na época de garoto espiavam as amazonas treinar para saber o que elas falavam que triste era saber que entre elas era o "esquisito do olho fechado". Riu-se ao tomar uma pequena e muito bem escondida estradinha à esquerda.

A estradinha levava terminava em um ponto muito conhecido dos cavaleiros e amazonas, a divisa real do território das amazonas e dos cavaleiros, uma floresta. A floresta assim como todo o espaço do santuário era protegida pelo sangue de Athena, assim qualquer um que não fosse um cavaleiro ou amazona de Athena, não poderia se quer chegar até ali. Na verdade as outras pessoas se quer sabiam da existência de tudo aquilo, para eles aquilo tudo não passava de uma mata densa e fechada, um labirinto de bambus, e um vasto campo vazio. Naquela manhã assim como nas poucas vezes em que estivera ali estava estranhamente escura. Os diversos galhos das árvores muito próximas umas das outras impediam que a luz do sol entrasse muito profundamente, o que dificultava a visão. Os poucos raios de sol que passavam por entre as folhas lá em cima davam ao lugar um aspecto espectral e enevoado. A cada passo que se dava um galho, um bicho, uma pedra que rolava despertava a atenção para uma possível emboscada ou coisa pior. Por um instante avistara um vulto à direita, longínquo e estranhamente familiar, suspirou cansado, um suspiro curto, cansado, magoado e solitário. Não seguiria o vulto, mesmo porque sabia que não havia nada ali para si.

Ao sair da parte mais fechada da floresta a pessoa se vê dentro de uma grande redoma de verde, onde o centro das atenções marca o fim do território dos cavaleiros, dali para frente às amazonas tinham total direito de atacar, ferir, matar e esquartejar todo ou qualquer intruso. O excesso é claro do grande mestre, em casos de extrema urgência. A queda de água deveria ter no máximo 5 metros de altura, desaguava dentro de um rio de águas frias e claras, que não passaria de 4 metros de profundidade. De um lado a floresta de onde viera à rocha formava uma ponte até o outro lado da floresta, onde naturalmente ficava a vila das amazonas. Ocultou o cosmo e continuou a passos lentos e calculados para não perder o equilíbrio com a água.

A segunda parte da floresta era ainda mais assustadora que a primeira, um grande, vasto e extenso campo de carvalhos, dríades, moravam em uma colônia nada pequena mais ao noroeste, e ao fundo de toda aquela paisagem paradisíaca podia-se ver as montanhas que separavam Athenas e o santuário. Paredes íngremes e rochosas, desalinhadas e juntas ao mesmo tempo. Ao longe algumas pequenas imperfeições podiam ser vistas, caminhos nas pedras feitos há anos para que se pudesse passar de um lado para o outro caso fosse necessário. Por ali também se podia chegar, com um pouco mais de custo e de experiência, a um lugar conhecido por poucos como a "cidade perdida", mas esperava sinceramente nunca mais botar os pés naquele lugar novamente.

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O sol aos poucos entrava pela cabana, entre as árvores de uma clareira na floresta, era pequena e confortável, dois andares e um porão, feita totalmente de madeira, a exceção dos vidros da janela, e dos canos da tubulação. Uma rede estendida na varanda simples, Macbeth e um marcador de penas azuis esverdeadas jaziam sobre uma pequena mesa de vidro próxima a mesma. As portas duplas também de madeira com pequenos ladrilhos de vidro permitiam as pessoas de fora ver diretamente a cozinha modesta de armários embutidos. As janelas decoradas com um cortinado claro e delicado, acolhedor e distintas. O telhado seguia o padrão da casa de madeira, mas era coberto por um manto verde, "tapete de folhas" que caiam das árvores e eram costuradas e encantadas uma a uma pelas aldeãs que eram acolhidas pelas amazonas.

A jovem abriu a porta, deixando o leve cheiro de incenso de maçã sair para dentro da floresta, a sala de estar demonstrava o quão grande era a cabana por dentro, duas poltronas e um sofá ficavam de frente para um aparelho de TV, e o mesmo conjunto ficava disposto às costas deste primeiro de frente a uma pequena mesa de centro onde estavam disposto um aparelho simples, mas delicado de chá. O que indicava que com certeza a amazona recebera visitas na noite anterior. Pequenas árvores decoravam os cantos da sala, e uma samambaia com suas folhas cascata, desciam simplesmente radiantes uma de cada lado de um arco, que levava a um corredor.

O quarto indicado pela jovem era visivelmente a parte mais simples e fria até ali, o chão em taboa corrida era envernizado, uma pequena mesa encostada na parede, formava um leve conjunto com duas cadeiras de mogno a combinar com a cama de casal. Algumas aberturas na parede cada uma continha um detalhe diferente, uma vela, um incenso, uma foto tirada com as amigas, a urna de sua armadura. Indicou a cama e saiu por uma outra porta, para o que deveria ser o banheiro, a cama forrada de lençóis claros em um leve tom de caramelo, quatro travesseiros, um deles visivelmente rasgado, devido sua fúria na noite anterior.

Depositaram o jovem por sobre a cama fofa, ouvindo o relaxar e retornar ao sono. A armadura a retirar-se para junto da urna prateada reluzia fracamente a deixar o local com uma iluminação bruxuleante. A jovem voltara novamente, sempre em completo silêncio, e a passos tão felinos que se o cosmo estivesse oculto, os mataria de infarto. Depositou a bacia sobre a mesa e torceu o pano molhado, sabia que aquele silêncio era insuportável, mas o leve choro por debaixo da mascara poderia revelar uma parte sua que não desejava mostrar a mais ninguém... Porque você é só uma garotinha fraca, e eu terei de dar a minha vida por gente como você...

A lembrança ainda doía lhe o peito, aquelas palavras, aquela noite, aqueles olhos azuis desprovidos de qualquer sentimento ou emoção. Naquela época eram apenas duas crianças de 7 e 8 anos, jogas em um mundo estranho desprovidas do carinho de uma família, obrigadas a conquistar o gloria das batalhas, enquanto guerras internas eram dia, pós dia perdidas sem grande esforço.

- Estou ficando cansado desse silêncio. - A voz do ex-grande mestre saiu irritada e melancólica a chamar-lhe a atenção.

- Eu não e importaria de lhe reencontrar no inferno, Gêmeos não se esqueça: aqui você não é ninguém, e não valem mais que um boneco de treino capaz de revidar golpes e se defender. Apenas isso; A resposta veio ferina ainda que visivelmente abalada. Ela se levantou indicando para que a seguissem começando novamente aquela onda de silêncio espectral.

A cozinha era clara, mas novamente com os mesmos tons amadeirados, que já começavam a irritá-lo. Os moceis embutidos na parede sobre um pequeno ressalto de mármore branco. Algumas flores decoravam a bancada: lavanda, rosas, margaridas. Um fogão abaixo da janela, a geladeira ao lado da porta dos fundos, que levava a um pequeno jardim, não era a mesma pela qual entraram.

Indicou a varanda lateral, pela porta que não conheciam as taboas corridas da varanda espaçosa, diferente da primeira que viram, longe ao fundo, um "joão bobo" arrebentado, lembraram se do que a jovem dissera, e respiraram lentamente. Da sacada da varanda podia ver-se um pequeno jardim japonês, uma espécie de lago com pequenos jatos de igual que irrigavam a vegetação externa. Uma ponte em leves tons de vermelho, coqueiros, palmeiras, almofadas, e mais ao longe quase a desaparecer por entre as árvores frondosas, uma outra cabana, também de madeira, com a mesma simplicidade exterior.

- Fiquei sabendo que nem mesmo chega perto do campo onde moram. - A jovem voltara, arrumava a mesa, a base de frutas e liquido algo que ao longe parecia uma torta, que vinha a se revelar pão de aveia, um vidro de mel pelas metades, e dois tipos de geléia diferentes.

Em bem verdade o campo em que os cavaleiros moravam não se comparava à simplicidade delicada daquela pequena cabana, cada qual recebia o toque pessoal de cada um de seus moradores, sendo o jardim dividido entre os desejos do anfitrião e do vizinho. Nem de longe a delicadeza em que as amazonas viviam poderia se comparar ao outro lado do santuário.

- Tudo de madeira. - O cavaleiro de escorpião já se cansava da "visão amadeirada". - Não se cansa?; A simplicidade como perguntava tal coisa era realmente irritante, em bem verdade que sua própria casa deveria ter tantos moceis amadeirados quanto aquela casa, mas a visão a marrom já lhe cansava as vistas.

- Nós usamos as árvores que morrem por causa das dríades para fazermos as nossas casas. - Novamente ela retirou a mascara, colocando-a em um prego na parede a sentou-se a mesa. - Sinceramente pergunto-me como podem fazer a casa de vocês com aqueles pilares de concreto, se os inimigos se infiltrassem no santuário poderiam ser confundidas com as escadarias perfeitamente.

- Como sab... - Não concluirá a frase, que morreu na garganta com a entrada de uma jovem arfante e de aparência cansada.

A jovem não deveria ter mais que 18 anos, os fios dourados do cabelo curto e cacheados, davam ao rosto fino e arredondado da jovem um ar infantil e delicado. O nariz fino e levemente arrebitado e a pele delicadamente branca. Os lábios tingidos de um tom coral. Olhos azuis diamante, eram tão brilhantes quanto à pedra rara. O vestido branco muito sujo das barras ao joelho, um laço acinzentado delicado amarrado à cintura. Carregava uma pequena cesta com as tais ervas que Shina pedira, o que significava que aquela com certeza deveria ser a amazona de taça.

Demorou mas saiu, outro cap. Apresentando neste a amazona de taça. Lembrando que não tenho muitos dotes com criação de pessoas, se alguém pudesse me dar uns toques eu agradeço de coração.

O cap. é dedicado a dois únicos passos, na vila das amazonas e um coração solitário, não, não são futuras fics, é só um nome para identificar mais ou menos o que está se passando na história e na cabeça dessa doida.

Alguém chuta a porta com vontade:

Aiolia para fora seu folgado, o horário já venceu. - Sim é o cavaleiro de Gêmeos, só não pergunte qual dos dois.

Mas eu ainda não terminei. E ainda nem falei nada com as minhas fãs.

Fã, e desde quando você tem fã aqui?

Você está é com inveja porque a taça não é de gêmeos então caí fora.

Enquanto a briga rola solta a autora vai saindo de fininho para não sobrar pra ela.