Capítulo 5
— Não só te desejo Sam.. Te quero bem, te quero pra mim.
Sam não esperava escutar aquilo, e sabia que Dean também não esperava dizer. Olhou no fundo de seus olhos verdes e disse com voz suave:
— Está tudo bem Dean... Não se preocupa; Eu pertenço a você...
E Dean finalmente sorriu. Queria beijar seu irmão, e sabia que tinha permissão pra isso, mas haviam pessoas em volta. Então, ficou inerte e Sam também. Um olhando no fundo dos olhos do outro, até que um grito os tirou de seus devaneios:
— Dean! O celular!
Jo gritou do carro.
—Vamos... Precisamos ir...
Sam disse, mesmo com toda a vontade do mundo de beijar seu irmão. Tomou a mão de Dean e caminharam sob a garoa até o carro.
Entraram e Dean atendeu o celular. Era Hellen, e queria falar com a filha. Dean deu partida e seguiram a estrada na direção da casa de Bobby.
Mais algumas horas e surgiu no horizonte uma cidade. Estavam chegando.
Não demorou para que Dean estacionasse o carro naquela casa onde ficariam durante a missão dos adultos.
— Éh. Bem-vindos à casa de Bobby. Mais precisamente, NOSSA CASA.
Dean desceu sendo seguido por seu irmão. Foi até a porta e abriu, dando passagem para Jo e Travis, que estavam com suas malas. Sam veio em seguida, logo após pegar o resto das coisas e trancar o carro. Olhou temeroso para Dean, com medo do que pudesse ocorrer enquanto os adultos estivessem fora. Deixou as malas no chão e se atirou no sofá, enquanto Dean trancava a porta e andava até ele. Deu espaço para o mais velho se assentar e olhou em volta. Jo e Travis já tinham sumido casa afora.
— Dean.. Tá sujo.. — e apontou pro próprio rosto; foi a única forma de fazer Dean se aproximar — Deixa eu...
E puxou o rosto de Dean, fazendo um encontrão. Seus lábios se chocaram com os de seu irmão e uma "corrente elétrica" cruzou seus corpos. Dean gemeu e tentou "aprofundar" o contato, cedendo o controle do jogo para seu irmão, porém ouviram passos e se separam tão rápido quanto se juntaram. Dean se sentou e Sam permaneceu deitado, estático. Ambos os rostos estavam em "vermelho-tomate".
— Dean.. Tem só um quarto.. O outro é escritório.
Disse a "pequena Jo", linda e loira no auge de seus treze anos. O mais velho dos Winchester se levantou e foi até ela, abraçando-a.
— Pode ficar com o Travis no quarto, que eu e o Sam ficamos aqui ou no escritório..
— Não vai ficar chato?
— Claro que não Jo... Pode ficar lá... Vai tomar um banho para descansar... Já são sete horas.
— Tá bom...
Disse ela, enquanto se afastava.
— Tem hora que você me encanta com seu instinto paternal Dean.
— Tá com ciúmes Sammy?
— Não! E é Sam!
Disse ele, pegando as malas e indo até o escritório.
Dean foi procurar algo para comer na cozinha.
Quando Sam entrou e se trancou, nada percebeu, e logo foi encantoado por alguém que não era seu irmão, muito menos Jo: Era Travis. Sam sentiu seu corpo ser prensado sobre a porta e automaticamente suas mãos soltaram as malas. Seu sangue gelou e pensou em gritar por Dean, mas a única coisa que saiu de boca foi um gemido. O peito desnudo de Travis se colou ao seu corpo. O garoto parecia uma vadia. Os cabelos loiros e bem compridos, bagunçados, os lábios avermelhados, e Sam se entregou. Deixou-se ser beijado, mordido... E gemeu; apenas gemeu. Estava inerte. Ao mesmo tempo gostando e temendo. Talvez estivesse assentido apavorado, mas talvez não. Talvez só quisesse "afogar" o desejo pelo próprio irmão nos lábios de alguém com quem não tivesse parentesco. Daí, a culpa não seria tanta...
— Sam... Sam!
Gritou Dean, batendo na porta. Travis se desvencilhou de Sam e disse:
— Quero falar com você mais tarde Sammy...
— T-tá!
E viu Travis sair pela janela. Sam se recompôs em três segundos e abriu a porta.
— O que foi... Dean?
Dean estranhou o comportamento do irmão e adentrou o quarto com um pote de sorvete e duas colheres na mão.
— Achei na geladeira... Quer?
— Aha...
Sam acenou com a cabeça e se assentou na "cama".
— O que tá acontecendo Sam? Você tá estranho...
— N-não foi nada...
— Não Sam... Eu sei o que foi.. Me desculpa... então... Come comigo?
Sam assentiu com a cabeça e pegou a colher. Começou a comer e não conseguiu se conter. Se aproximou de Dean e encostou seus lábios aos dele. O mais velho se assustou, porém correspondeu. Era um beijo molhado. Tinha gosto de sorvete de flocos. E pela primeira vez nas suas vidas, suas línguas se tocaram e se entrelaçaram como se suas vidas dependessem disso.
— Dean... — gemeu Sam — Isso é errado Dean...
Dean ao escutar os sussurros entre o beijo, se afastou de Sam.
— Eu sei que é errado, não precisa falar! Se não quiser é só dizer não Sam!
Se levantou e quando estava bem perto de abrir a porta e ir "embora", Sam o segurou pelo braço e disse com aparente desespero:
— Eu quero sim Dean! Só tenho medo do que o papai fará se souber...
— Você vai contar?
— N-não! Claro que não!!! Mas eu.. Sou homem e você também, além do fato de sermos irmãos...
— Sam.. Eu te quero. Se você me quiser, esqueça o papai, a moral, as regras do mundo e faça o que quer. Não estou te forçando. Apenas quero uma decisão...
— Tá bem Dean! Já sabe qual é a minha decisão!
O mau humor de Sam o revelou:
— Você não tá legal Sam... Alguém andou te desconcentrando? Foi inevitável?
— Para Dean!
— Eu vou matá-lo!
E quando Dean ia saindo do quarto, Sam o segurou. Estava com os olhos lacrimejando.
— Por favor! Pára! Eu não quero que briguem!
— Então me conta Sam! Só me conta! E eu largo pra lá!
— Tá bom! — se amassou ao peito de Dean. Ele já deduzia o que Sam queria dizer — E-ele.. E-eu entrei e ele estava aqui e.. me.. me.. me..
— Chega Sam... Chega.. Vem cá... — Disse Dean em baixo tom de voz, abraçando Sam e beijando seus cabelos. — Só me diz... Você correspondeu, não foi?
— Dean... E-eu queria que fosse você, que fossem seus lábios que eu pudesse beijar sem culpa..
Dean deixou-se lacrimejar...
— Você pode Sam... Basta não querer sentir culpa.
— Dean.. E-eu não sei.
E o mais velho levantou o rosto do irmão. Olhares chorosos se encontraram.
— Sim Sam... Você sabe...
E provou mais uma vez daquele pecado, daquela boca molhada, daquele ato incestuoso. As línguas se tocaram num pedido mudo de desculpas e de na me traia mais. Foram caminhando distraidamente até a "cama", a qual se traduzia em um sofá cama de casal aberto, com algumas almofadas em cima, bem gordo e bem cinza-grafite.
— Dean.. — sussurrou o mais novo entro o beijo — vamos cair...
Sentiu ser ainda mais "empurrado" para trás e deixou-se cair, ouvindo Dean sussurrar:
— Caímos...
Sam por baixo, Dean por cima, empurrão, inversão.
— Caímos mesmo Dean...
Disse Sam, sentado sobre os quadris de seu irmão, numa sutil forma de imobilizá-lo.
— E agora? Vou ter que te por "por baixo" de novo?
— Não.. Gosto de ficar por cima..
Disse Sam zombeteiro. Movimentou os quadris, o que deixou Dean em riste.
— Woah! — riu Sam — Tem alguém reagindo?
— Sai de cima Sam..
"Se esse garoto continuar aqui, eu sinto muito, mas não serei mais eu..."
— Não... Tá legal aqui!
— Samuel Winchester! Sai de cima ou eu não respondo por mim!
— Me tira então!
"Ok... Você quem pediu..!"
Dean usou uma parcela mínima da sua força para virar o jogo de novo.
— Woah! Tem alguém reagindo mais do que eu, Samantha!
— Tarado.
— Cadela.
E se abaixou sobre o mais novo atacando seu pescoço.
Sentiu Sam estremecer sob ele e isso enviou uma pontada direto ao seu "indivíduo"
— O que foi Sam?
Perguntou Dean, seduzindo o mais novo. Só obteve um "huh" como resposta. Entregou-se novamente à boca de Sam. As coisas se inverteram mais uma vez. O "quarto" estava quente, não pelo clima, e sim por eles, pelo seu "calor humano".
— Sam.. Pára.. por aí..
Disse Dean ao sentir o ombro ser mordido através da camisa, sem um pingo sequer de convicção. E Sam foi abaixando ao mesmo tempo em que subia a roupa de Dean, encontrando seu mamilo esquerdo e fazendo como havia visto em um filme: Passava a língua em volta e mordiscava de leve. Ouviu Dean gemer alto e chupou com vontade. Todos os pelos do mais velho se eriçaram como os de um gato, e ele "grunhiu" quando Sam saiu de cima dele. O mais novo disse:
— Quer? — passou a língua nos lábios como uma puta — vem pegar!
Saiu do "quarto" correndo. Dean foi atrás.
E lá estava o sorvete, se derretendo sobre a mesa do computador.
O garoto corria, muito. Estava com algo reluzente na mão, Dean podia ver mesmo de longe.
Do nada, o garoto sumiu.
Já na varanda, de olho em tudo, Dean chamou:
— Sam! Sammy... — começou à descer o pequeno lance de escadas e andar pela área externa da casa — Samantha! Onde se meteu?
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Continua...
Obrigada pelas reviews que estou recebendo...
São muito importantes.
Aquí vai um abraço do Dean para quem mandou... *-*
