Capítulo 7
— Oh. Meu. Deus!
Disse Sam se colando à parede. Dean lhe voltou às costas no intuito de protegê-lo; O mesmo que Travis fez com Jo. O que estava acontecendo não era mais óbvio porque não tinha como. Estava mais do que desenhado. Ambos inertes até Dean falar:
— Que diabos..?
— Não tá claro?
Respondeu Travis. Os olhos de Jo e de Sam competiam em tamanho e expressividade.
— Tudo bem.. Ninguém fala nada. Disse Sam, na tentativa falha de se acalmar.
— Você tava beijando o seu IRMÃO!
Gritou Jo, visivelmente aterrorizada.
— E você tava quase se pegando com o seu PRIMO.
Gritou Sam no mesmo estado.
— Tudo bem! É incesto do mesmo jeito!
Gritou Dean, mediando a situação.
— Você é homem e ele também!
Gritou Travis, tão chocado quanto os outros. Jo deu outro gritinho.
— Você não pode falar nada LOIRA! Você o beijou antes disso!
— Mas ele correspondeu!
— PAREM!!! — berrou Sam o mais alto que pôde — É só ninguém falar nada pra ninguém. Estamos no mesmo barco.
— Travis! Como pôde?!
Berrou Jo, quase chorando.
— Eu ainda não sabia que você me correspondia Jo!
Justificou-se. Dean entrou com sua voz majoritária de horas necessárias:
— Olha, eu não conto pra mãe da Jo se vocês não contarem pro meu pai. E o Sam não vai falar nada, porque não quer o papai com raiva e muito menos matando a gente. — pegou a toalha e jogou para Jo — se quiserem ficar aí não tem problema, mas prestem atenção para evitar "conseqüências".
Jogou um olhar nada santo sobre os dois. Tomou a mão de Sam e saíram do banheiro variando entre vermelho-raiva, azul-vergonha e branco-pavor.
— Dean.. E-eu..
— Não fala nada Sammy — o acolheu em seu peito — Você não precisa falar Sammy...
Beijou de leve seus lábios e do nada tudo se tornou um amasso em poucos segundos.
— Dean... Não... Aquí não...
— Porque?
— Logo vão sair e pegar a gente.
Num movimento rápido e voraz, levou o mais novo até a porta do "quarto" e abduziu-se com ele, fechando a porta por dentro e o pressionando a ela.
— Eu te quero Sammy...
Sam apenas gemeu como uma garota, assentindo que Dean fizesse o que bem lhe desse vontade. O amasso continuou e foram andando até a "cama", com lábios nos lábios, peito no peito, mãos correndo em corpos alheios, ofegos... Tombaram, como peças de xadrez. Dean por cima, Sam por baixo. Lábios atrevidos descendo pelo peito do mais novo, enquanto ele gemia o nome de Dean como se sua própria vida dependesse disso. E esse ato, deixava Dean ainda mais sedento por consumir seu irmão até a alma se fosse possível. Se queriam e se teriam da melhor maneira possível: Se amando.
Começou à chupar o pescoço do mais novo, sabendo que deixaria marcas, mas nem por isso se importando.
— Dean...
Sam murmurava. E sentiu seu coração falhar uma batida quando Dean começou a descer os beijos e mordidas. Dean sentiu o mais novo estremecer e o volume que tinha na parte baixa sobrar de tamanho; tanto quanto o seu próprio.
Continuou seu caminho de beijos enquanto desabotoava o jeans de Sam. Logo se consumiriam por inteiro.
No outro quarto, Travis e Jo já tinhas se resolvido. E agora cada um portava um anel prateado no dedo anelar da mão direita, jazendo na cama após uma "união de almas" mais que perfeita.
No "quarto" à frente...
— Vem Dean! Por favor...
E depois do pedido desesperado do mais novo enquanto era preparado, Dean não resistiu. O invadiu com tudo.
Sam sentiu a dor mais forte de toda a sua vida, mas em segundos, o maior prazer também. E queria que durasse para sempre. Sentiu seu corpo estremecer enquanto o irmão o tocava o ponto fraco. Depois de ser chupado, estava acordando com toda a disposição novamente.
E aquilo rendeu até que ambos estivessem satisfeitos e pertencentes um ao outro, de corpo e alma.
Sam acordou com um grito de Jo. Tateou a cama e Dean não estava lá. Se levantou num instante e saiu do quarto só de cueca. Topou com uma cena muito bizarra.. Jo estava afundada no pescoço de Travis tentado se esconder, dentro da banheira cheia. Provavelmente estava "sentada" nele. Dean estava enrolado num lençol da cintura para baixo, em pé com cara de choque.
— Oh. Meu. Deus!
Disse Sam boquiaberto. Dean deu um sorriso amarelo e andou de fasto, fechando a porta e se voltando à Sam.
Pela primeira vez, Sam viu o irmão com vergonha em sua vida. Dean abriu a boca para falar, mas sua voz o traiu. Deu outro sorriso amarelo.
— O que tava rolando Dean?
— Bacanal.
Saiu de cena e Sam foi atrás.
— Eu entrei, escovei os dentes, usei o banheiro e quando fui tomar banho, abri o Box e peguei os dois fazendo sauna lá dentro. Dei uns passos pra trás e fiquei inerte. Sam vestido apenas em uma boxer branca que ele não pôde identificar de quem era... Aquela visão fez Dean ficar babado apenas com alguns movimentos. O roçar de uma perna na outra, a voz rouca de sono, os músculos definidos...
— Sam... Cala a boca!
E o puxou bem se sabe pra que...
Horas depois, ouviram um barulho de carro bem familiar...
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Continua...
Beijinhos molhados do Dean
à quem está seguindo e
muito obrigada a todos que deixaram reviews...
