Nome
do autor:
Lucas Cefeu
Título:
Poète.
Capa:
Ship:
Fenrir/Astoria | Draco/Astoria.
Gênero:
Asgst/Romance
Classificação:
T
Spoiler:
7
Observação:
Fanfic em U.A.
Link
para a fic se ela já estiver publicada:
-
Tema: Traição.
Item:
#
Caneta
tinteiro
N/A: Fanfic em U.A. Só pelo fato do Fenrir não ser um lobisomem. Fic dedicada ao Leuh, pois foi ele que me fez escrevê-la.
Poète
La lumière et l'obscurité
Ses
lèvres.
Sa
peau.
Son erreur.
Chacun d'entre eux appartenaient I
Era
fácil cair no abismo dos olhos de Fenrir.
Era um negro sem fundo,
uma escuridão que eu mergulhava sabendo que seria impossível
voltar.
Ele sempre me deu escolhas, e eu sempre o escolhia.
Eu
gostava de ficar deitada na cama observando-o a escrever. Com a mesma
delicadeza que ele segurava a caneta, ele segurava o meu corpo. Ele
só era delicado comigo e com as palavras, uma delicadeza branca,
presente nas mãos e nas rimas dele.
Com os dedos manchados ele me
agarrava e desenhava involuntariamente pinturas abstratas que eu
ajudava a ilustrar, mexendo-me entre a delicadeza que só eu sabia
que ele tinha.
Era errado eu também
amar Fenrir. Eu amava Draco e todo o restante do poder que o nome
dele tinha, ele era o meu marido, seria para sempre, mas eu sabia que
Fenrir deixaria muitas mais marcas em mim do que as manchas de tinta.
-x-
Eu
não gostava de mergulhar nos olhos enevoados de Draco.
Era muito
claro, era raso. Eram os olhos do meu marido.
Não tinha como se
perder, nunca teria, pois eu já sabia o caminho de volta. Tinha
decorado, eram tão simples os olhos de Draco.
Com os de Fenrir
era diferente. Aquele abismo apareceu para mim de repente, em um dos
bailes de máscara que a família Malfoy dava para voltar à alta
sociedade.
Eram olhos tortos por detrás de uma máscara de seda
negra, uma falsa calmaria, uma tempestade que eu pensava que poderia
dominar. Eram olhos ambulantes, de quem tinha o mundo, mas nunca o
tinha visto. Transmitia tudo, mas não dizia absolutamente nada. Foi
fácil perder-me na escuridão do olhar de Fenrir.
-x-
Eu
o deixava desenhar no meu corpo.
Poucas vezes ele desenhava, mas
quando resolvia largar as palavras, era no meu corpo que criava os
desenhos.
Sentia a ponta da caneta percorrer a minah pele, e
pintar em mim a mais abstrata das pinturas. Sem nada concreto. Sem
pincéis. Sem ele ser propriamente um pintor. Somente eu ele e a
tinta escura como os olhos dele.
Traçava meu corpo sem me
machucar, impondo a força necessária. Transformando-se em um pintor
e me fazendo a tela mais perfeita para pintura. Eu era abstrata e a
única cor que transmitia toda a minha abstração era a escuridão
dos olhos dele.
-x-
Draco
encontrava
cores em mim.
Ele dizia que em mim tinha ouro, lavanda e
verde.
Ouro dos meus cabelos.
Lavanda dos meus beijos.
Verde
dos meus olhos.
Mas eu mesma não enxergava nenhuma dessas cores
no meu corpo. Via somente o negro da caneta de Fenrir e o branco das
palavras que ele rimava.
Quando Draco não estava em casa, eu
seguia com os dedos o caminho que a caneta de Fenrir tinha me
percorrido. Naquele momento, todas as cores descoloravam-se, restando
apenas as que verdadeiramente
eram minhas. O preto e o branco. As que Fenrir tinha me dado entre
rimas e escuridão.
Abyss,
L'obscurité et
Traction.
C'est ce que je faisais.
