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Capítulo três

Acordou cedo, gloriosamente relaxada. Sentia-se contente e tinha a cabeça leve. Saiu da cama, foi tomar um banho e só quando estava sob o chuveiro se lembrou. De repente, agarrou uma toalha e correu para o dormitório. A cama estava vazia. Não tinha nenhum cão enrodilhado em frente à lareira. Baixou as escadas e explorou a casa. A porta da cozinha estava aberta e deixava entrar o frio da manhã.

Saiu descalça e amaldiçoou enquanto olhava para o bosque.

Como ele teria saído? E para onde? Desde quando os cães pratas e gigantes sabiam abrir portas?

Não o tinha imaginado. Não, negava-se a admitir que tinham sido fantasias suas. Seria tanto como reconhecer que estava ficando louca, pensou com um sorriso intranqüilo enquanto voltava à cozinha.

O cão tinha estado em sua casa. Tinha se sentado a seu lado e tinha se deitado sobre a cama. Recordava perfeitamente o tato de sua pele, o calor que tinha experimentado ao apoiar o cão à cabeça sobre seu colo. Por estranho que tivesse sido tudo, tinha acontecido. E se tivesse funcionado um só neurônio do cérebro, teria agarrado uma câmara e tirado algumas fotografias. Mas, para que? Para quem as mostraria?

O cão era seu brinquedo, não queria compartilhá-lo com ninguém. Subiu as escadas e voltou ao chuveiro, perguntando-se quanto tempo demoraria para o cão regressar. Surpreendeu-se cantando e sorriu. Não recordava ter acordado tão contente e satisfeita em toda sua vida. Não era esse o objetivo desses três meses de tranqüilidade? Descobrir que a fazia feliz?

Então, o que mais dava do que a resposta fosse passar uma noite chuvosa em companhia de um cachorro?

Saiu do chuveiro, secou-se e limpou o vapor do espelho do banho. Depois olhou seu reflexo e perguntou-se se não tinha outro aspecto. Tinha em seus olhos uma luz que não tinha visto brilhar até então. O que os tinha acendido? Perguntou-se enquanto se contemplava com curiosidade.

Os sonhos. Uns sonhos ardentes e estremecedores. Sonhos eróticos. Recordava cores e formas, uma mão sobre seus seios... Fechou os olhos, afastou a toalha e se tocou nos seios, tratando de encontrar o caminho por onde tinham viajado as carícias da noite anterior. Nunca tinha sentido algo parecido. Como era possível, então, que o tivesse sentido em sonhos? E por que tinha deitado com um cão e sonhado com um homem? Com Sesshoumaru. Sabia que tinha sido Sesshoumaru. Quase podia notar a forma de sua boca sobre a dela. Mas, como era possível? Perguntou-se enquanto deslizava um dedo sobre seus lábios. Como podia estar tão segura do que sentiria se Sesshoumaru a beijasse?

- Porque o desejo - se respondeu - Porque desejo Sesshoumaru como nunca desejei nenhum homem. E porque sou tão boba que não tenho nem idéia de como realizar meus sonhos salvo, quando estou dormindo... precisamente em sonhos.

Rin se vestiu e desceu para preparar um café. Abriu as janelas e deixou entrar o ar fresco e limpo que a chuva tinha deixado.

Pensou em tomar café da manhã com cereais, torradas ou um iogurte. Eram oito da manhã e tinha um absurdo desejo de bolachas de chocolate. Abriu o armário dos cereais e, de repente, voltou a fechá-lo.

Se queria bolachas de chocolate, teria bolachas de chocolate. Assim, com um sorriso que lhe iluminava os olhos, pegou a farinha e açúcar, misturou-os, chupou-se os dedos sem que ninguém lhe recordasse que devia se limpar entre cada passo do processo.

- Vamos, vamos, quero uma bolacha - murmurou impaciente enquanto estas se esquentavam no forno - Bom trabalho. Muito bom trabalho – exclamou satisfeita quando por fim pôde abocanhar a primeira bolacha. Comeu uma dúzia antes de que saísse a segunda fornada. Pareceu-lhe decadente, infantil. E sensacional.

Quando o telefone soou, deixou a forma de lado e pegou o telefone com as mãos sujas.

- Diga?

- Bom dia, Rin.

À princípio não reconheceu a voz, mas, de repente, deu-se conta de que era Kohaku.

- Bom dia.

- Espero não ter te acordado.

- Não, já estava acordada. Estava... - Rin sorriu enquanto pegava outra bolacha - Estava tomando café da manhã.

- Fico feliz. Precisa se alimentar bem, você estava comendo muito pouco aqui.

- Desta vez não. Pode ser que o ar da montanha esteja abrindo meu apetite.

- Você parece diferente..

- Verdade? - contestou Rin.

- Sim, está tudo bem?

- Claro, maravilhosa - assegurou ela.

Como ia explicar para seu noivo, tão sério e sensato, que tinha preparado três fornadas de bolachas de chocolate às oito da manhã e que tinha passado a noite anterior com um cão incomum?

- Estou lendo muito, passeio, faço algum desenho. Está uma manhã linda. O céu está totalmente azul.

- A parte meteorológica disse que ontem à noite teve uma tempestade tremenda por aí. Tentei te ligar, mas não dava sinal.

- Sim, teve uma tormenta, mas...

- Estava preocupado, Rin – interrompeu ele - Se não tivesse conseguido falar contigo agora, teria ido te procurar.

Só pensar que Kohaku pudesse invadir seu pequeno mundo mágico entrou em pânico.

-Não precisa se preocupar, de verdade - assegurou ela - Estou bem. A tempestade foi muito emocionante. E tenho luzes de emergência.

- Não gosto de pensar que está sozinha numa cabana no meio do nada. O que aconteceria se ficasse doente ou com o pneu do carro furado?

A alegria se foi. Já tinha ouvido dizer essas palavras com o mesmo tom de voz mil vezes.

- Kohaku, aqui é um refúgio espaçoso, lindo e muito seguro; não um barraco. Estou a míseros cinco quilômetros de uma cidade, assim que não estou no meio do nada. Se ficar doente, irei ao médico. E se o pneu do carro furar, suponho que arrumarei outro para trocá-lo.

- Mas está isolada. Ontem à noite você ficou incomunicável.

- Por pouco tempo. O telefone já está funcionando - replicou Rin - E tenho um celular no carro. Fora isso, me considero uma mulher inteligente, estou perfeitamente de saúde, tenho vinte e um anos e o motivo de vir aqui era precisamente estar só.

Sobreveio um segundo de silêncio, o suficientemente longo para que Rin se desse conta de que tinha ferido os sentimentos de seu noivo.

- Kohaku... - tratou de desculpar-se.

- Esperava que quisesse voltar para casa, mas dá a sensação de que não é bem assim. Sinto, Rin. Sua família sente saudades. Só queria que você soubesse.

- Também sinto, e não pretendia ser brusca – disse - Suponho que estou um pouco na defensiva. Não, não estou preparada para voltar. Se falar com meus pais, diga a eles que ligarei esta noite, e que estou bem.

- Verei seu pai daqui a pouco - contestou Kohaku com voz seca - O avisarei.

- Obrigada. Fico feliz por ter ligado. Então... escreverei esta semana.

- Muito bem. Adeus, Rin.

Pendurou o telefone. A alegria que a tinha invadido ao acordar tinha se dissipado por completo. Olhou o desastre de pratos e vasilhas sujas e, como penitência, pôs-se a limpá-los todos.

- Não, me nego a acabar com o meu o dia - disse determinadamente.

E, de repente, lhe ocorreu que podia sair para dar uma volta. Colocou num pote parte das bolachas que tinham sobrado, pôs uma jaqueta e abriu a porta. Não tinha nem idéia de onde estaria a choupana de Sesshoumaru, mas este tinha comentado que estava perto do mar. Estava claro que ele se dispôs a auxiliá-la... se ela precisava sua ajuda em alguma emergência. Passeou entre as árvores, verdes e frondosos. Ouviu os trinos dos pássaros e aspirou a fragrância dos pinheiros. Quanto mais andava, mais voltavam a elevar seus ânimos. Deteve-se um segundo, só para fechar os olhos e deixar que o vento lhe acariciasse o rosto. Como ia explicar isso a um homem tão lógico e racional como Kohaku?

Como se fazer compreender o prazer que sentia ao escutar o atrito das copas das árvores, o gozo e a paz de ficar quieta no meio de tanta natureza?

- Não vou voltar - decidiu Rin de súbito - Não penso voltar. Nego-me. Não sei aonde irei, mas não vou voltar - repetiu.

Depois se colocou a rir. Seguiu caminhando, sorridente e feliz por sua resolução, até que, à volta de uma esquina, encontrou -se com uma gama branca que a deixou boquiaberta. Ficaram olhando-se nos olhos, como cativadas. Rin deu um passo adiante e, então, a gama se adentrou entre umas árvores. Sem hesitar , Rin cruzou o ribeiro que a separava do animal e correu atrás da elegante gama, mas sem conseguir alcançá-la. De repente, Rin se encontrou num descampado, rodeado por árvores majestosas. Dentro tinha um círculo de pedras cinzas, umas pequenas como um sapato e outras que lhe chegavam à cabeça.

Assombrada, estendeu um braço para tocar a pedra mais próxima. Teria jurado que viu uma vibração, como se tivesse roçado a corda de uma harpa. Levada pela curiosidade, começou a avançar entre duas pedras, mas em seguida retrocedeu. Parecia que o ar que tinha dentro do círculo tinha tremido.

A luz era diferente, mais intensa, e o som do mar se ouvia mais

-Próximo.

Disse a si mesma que era uma mulher racional, que as pedras não tinham vida e que o ar era o mesmo dentro do círculo e um passo afora. Mas, racional ou não, preferiu rodear as pedras, antes que passar entre elas e se lembrou da gama, a qual parecia ter estado esperando-a, pois seguia quieta num caminho sombrio, olhando-a com interesse.

Nessa ocasião, quando Rin a perseguiu, terminou perdendo por completo o sentido da orientação. Podia ouvir o mar, mas não sabia se à esquerda ou à direita. O caminho se estreitou e alargou até desaparecer bruscamente e deixá-la rodeada de árvores e arbustos.

Assim, decidiu desandar seus passos e se encontrou que o caminho tinha uma bifurcação.

Por mais que quisesse, não conseguia recordar por qual havia ido.

Então, à esquerda, reviu à gama branca, só um instante. Rin suspirou e foi atrás dela, passando através de umas moitas de folhas e espinhos, tentando de não se ferir e a viu.

A choupana estava colada ao alcantilado, flanqueada por árvores por três lados e por pedras pela parte de atrás. Rin afastou o cabelo do rosto e secou uma gota de sangue que do arranhão que tinha sofrido ao atravessar os arbustos. Era menor que a choupana de Kagome, o alpendre era largo, mas não tinha teto, e na segunda planta sobressaía uma pequena e linda sacada. Quando afastou à vista do balcão, viu Sesshoumaru na varanda. Tinha os polegares dentro dos bolsos das calças, vestia uma camiseta preta com a manga dobrada até os cotovelos... e não parecia especialmente contente de vê-la.

- Oi, Rin - a saudou de todos modos – Quer tomar um chá? -Entrou na choupana sem esperar a que ela respondesse. Ao aproximar-se, teve a impressão de ouvir uma melodia de gaitas e instrumentos de corda.

A choupana parecia mais espaçosa por dentro, ainda que supôs que se devia à escassez de móveis. No salão não tinha senão uma cadeira, um sofá e uma lareira sobre a que descansavam uma pedra verde do tamanho de um punho e uma estátua de mulher de alabastro, com os braços em alto e a cabeça para atrás, totalmente nua. Quis aproximar-se para ver-lhe a face, mas lhe pareceu uma indiscrição. Assim foi à cozinha, onde Sesshoumaru a esperava com a água já fervendo.

- Não estava certa de que ia te encontrar - arrancou Rin.

- Não? - perguntou ele, olhando-a com intensidade aos olhos.

- Não, tinha a esperança, mas... não estava certa - contestou ela com voz nervosa- Fiz bolachas. Trouxe algumas para lhe agradecer por ter-me ajudado ontem à noite.

- De que tipo? - perguntou ele, sorridente, enquanto vertia o água em um bule amarelo. Ainda que soubesse, porque as tinha farejado, como tinha farejado ela aproximando enquanto ainda estava no bosque.

- De chocolate, do que mais seriam? - replicou Rin enquanto oferecia as bolachas - Estão muito boas. Já comi um monte delas.

- Então sente-se. Vai ser bom comê-las com o chá - respondeu Sesshoumaru - Deve de ter ficado gelada passeando. Faz um vento muito frio esta manhã.

-A verdade é que não sei quanto tempo fiquei fora - respondeu ela, ao mesmo tempo em se sentava a mesa da cozinha – Me distraí com uma... - mas se calou quando Sesshoumaru acariciou sua bochecha.

- Fez um arranhão no rosto - disse com suavidade enquanto a gota de sangue caía cálida sobre o polegar dele.

- Me... enrosquei com uns arbustos - Rin estava perdida, podia perder-se nos olhos de Sesshoumaru. Estava desejando-o. Este voltou a acariciá-la e tirou o espinho que permanecia fincado em sua pele.

- Disse que se distraiu? - perguntou Sesshoumaru enquanto se sentava frente dela - Quando estava no bosque.

- Ah... sim. Distrai-me com uma gama branca.

- Uma gama branca? - Sesshoumaru ergueu uma sobrancelha enquanto servia o chá.

- Nunca viu?

- Sim, ainda que faça bastante tempo.

- Ela não é linda?

- Muito - concordou ele.

-O caso é que a vi, e não pude evitar seguí-la. Acabei num descampado com um círculo de pedras.

- Ela te conduziu até ali? –perguntou Sesshoumaru, interessado.

-Suponho que possa dizer que sim. Conhece o lugar? Jamais pensei encontrar algo assim por aí. Quando se pensa nesse tipo de monumentos pré-históricos, imagino-os na Irlanda, em Gales... mas não em Totturi.

- Entrou?

- Não, foi tolice, mas me assustei um pouco, assim dei a volta no círculo e me perdi.

- Não se perdeu, você está aqui.

- Mas parecia que eu estava perdida. O caminho desapareceu e não conseguia me orientar... O chá está estupendo - comentou Rin.

Estava quente, forte e suave ao mesmo tempo, e tinha algo doce que lhe dava um sabor muito rico.

- Obrigado - contestou ele, sorridente.

Depois provou uma das bolachas.

- Pois elas também estão deliciosas. Gosta de cozinhar?

- Sim, ainda que os resultados não sejam sempre bons - respondeu Rin, cujo ânimo crescia segundo a segundo - Gostei da sua casa -adicionou.

- É pequena, mas para mim basta.

- E tem cada vista... -Rin se levantou e se aproximou da janela -Espetaculares. Deve de ser impressionante ver daqui uma tempestade como a de ontem à noite.

- Conseguiu dormir bem?

Sentiu um calor sufocante. Não podia lhe dizer que tinha sonhado que fazia amor com ele.

-Não tenho recordação ter dormido melhor em toda minha vida - respondeu por fim.

- Fico feliz - afirmou Sesshoumaru, sorridente – De saber que minha companhia te acalmou - completou ao observar o gesto de estranheza dela.

-Sim... - disse Rin, a qual tinha a estranha impressão de que Sesshoumaru tinha adivinhado seus pensamentos - É seu escritório? - adicionou, para mudar de assunto, olhando para um parte do cômodo na qual tinha um computador ligado.

- Pode-se chamá-lo assim.

- Então o interrompi.

- Nada que não possa esperar –assegurou Sesshoumaru - Quer vê-lo?

- Sim... se não se importa.

Como resposta, limitou-se a convidá-la com um gesto e esperou a que Rin passasse antes que ele.

Era uma peça pequena, mas tinha uma janela que podia admirar os alcantilados. Perguntou-se como poderia concentrar-se no trabalho com essas vistas. Depois se jogou a rir ao ver o que tinha no monitor.

- Você estava jogando?

- Você não gosta de jogos? -contestou Sesshoumaru.

- Eles me dão nos nervos. Sobretudo, esses de aventuras. Cada movimento é vital, não agüento a tensão - Rin voltou a rir, aproximou-se da tela e reconheceu o jogo - Só cheguei ao terceiro nível. Sempre me matam ao chegar ao Portal Encantado.

- Sempre há armadilhas para chegar às coisas Encantadas - replicou Sesshoumaru - Se não, não haveria tanta satisfação ao atingi-las. Queres jogar uma partida?

-Não, minhas mãos vão ficar suadas e meus dedos trêmulos. É humilhante demais.

- O leva muito a sério – comentou Sesshoumaru.

- É que os jogos são uma coisa muito séria - respondeu ela, convicta. olhou a tela inicial e ficou assombrada ao ver a estrutura do Legado dos Donovan. - É o seu jogo?, Programa jogos de computador? - perguntou entusiasmada.

- É divertido.

- É muito mais do que divertido. Os gráficos são lindos. Mas a história é a melhor. É mágica. Um conto de fadas com desafios, recompensas e castigos.

- Em todos os contos de fadas há castigos e recompensas - disse ele. Depois chegou mais perto e deslizou os dedos pelo cabelo de Rin - Gosto quando deixa soltos os seus cabelos. Soltos e enrolados.

- Esqueci de prendê-los esta manhã - respondeu ela com voz rouca.

- E o vento o penteou - murmurou Sesshoumaru - Posso cheirar o vento e o mar em seu cabelo – adicionou enquanto lhe acariciava o rosto.

Afrouxaram-se os joelhos. O sangue corria tão rápido pelas veias que podia ouvir o rugido da corrente, palpitando-lhe nas têmporas. Não podia se mover, mal podia respirar. Assim que ficou quieta, de pé, olhando-o aos olhos e esperando.

- Rin Murray, quer que eu te toque? - perguntou, colocando uma mão sobre o peito dela, justo entre as curvas de seus seios - Assim? - adicionou enquanto estendia os dedos.

Suspirou, os olhos nublaram-se, a respiração se entrecortou. Notava o calor daqueles dedos, que estavam lhe abrasando a pele. Com tudo, seguiu sem mover-se, parada, sem se aproximar dele nem afastar.

- Só tem que dizer que não - murmurou Sesshoumaru, ao mesmo tempo em que posava os lábios sobre seu pescoço - Quero saborear o ar e o vento sobre sua pele. Não vai fazer nada para me impedir? O que aconteceria se eu te beijasse agora? - acrescentou com um nó na garganta.

Rin fechou os olhos, separou os lábios e, quando Sesshoumaru se apoderou de sua boca, perdeu o controle e a vontade. Ficou ofuscada pela paixão e emitiu um primeiro som que poderia ter interpretado como um protesto...e um segundo que foi, sem dúvida, um gemido de prazer.

Atuou com mais delicadeza do que ela tinha esperado, talvez mais do que ele mesmo queria. Estava-lhe lambendo, sugando e mordiscando os lábios. Por fim, jogou-se em seus braços, derrotada.

Sesshoumaru lhe acariciou a nuca, jogou para trás a cabeça para aprofundar o beijo e permitir que suas línguas se misturassem. Rin sentiu um arrepio, agarrou-lhe os ombros, primeiro para sujeitar-se e depois para desfrutar de seus músculos.

Depois lhe acariciou o cabelo. Veio à cabeça o cão, recordou todas as fantasias que tinham povoado seus sonhos nas últimas noites, na cama... e explodiu. Procurou a boca de Sesshoumaru com avidez e firmeza. Exigiu-lhe que a abraçasse mais forte, que convertesse o beijo numa mordida selvagem.

-Não está preparada para mim - sussurrou Sesshoumaru, temeroso de fincar-lhe os dentes - Nem eu estou para você. Pode ser que chegue um momento em que isso não importe e então queiramos nos arriscar. Mas agora, sim importa. Volte para casa. Lá estará a salvo - afirmou, separando-se de Rin.

-Ninguém fez sentir-me assim, nunca -confessou esta, ainda embriagada- Não pensei que fosse possível.

Algo brilhou nos olhos de Sesshoumaru, que a fez tremer de desejo. Depois murmurou umas palavras numa língua que ela não compreendeu e apoiou sua frente na de Rin.

- A sinceridade pode ser perigosa - disse ele - Quero ser justo com você. Tenha cuidado com o que me oferece, porque é provável que te peça mais. Volte para casa, mas não por onde veio. Siga o caminho que há em frente que ele te levará direto para casa - adicionou.

- Sesshoumaru, eu quero...

- Sei bem o que quer - a interrompeu ele enquanto a guiava para fora, atirando-a de um braço - Se fosse tão simples como subir ao dormitório e darmos uma revolução na cama, já estaríamos lá. Mas é mais complicado, assim que volte para casa - insistiu ele. Praticamente a estava empurrando, o qual fez acordar o gênio de Rin.

- Está bem, porque não quero que seja simples! - replicou com faíscas saindo dos olhos - Não volte a pôr as suas mãos em cima se não está disposto a complicar as coisas!

Depois deu meia volta e se dirigiu para o caminho que Sesshoumaru tinha lhe dito, enquanto ele permaneceu no alpendre olhando-a. Seguiu observando-a muito depois de tê-la perdido de vista e sorriu quando a viu entrar em casa, fechando a porta rudemente.


PESSOAL!!!

10000 PERDO~ES POR EU TER DEMORADO A POSTAR, MAIS ESSA SEMANA PRÉ-NATAL E ANO NOVO ANDA ME DEIXANDO TODA ATARANTADA!!

AGRADEÇO AOS QUE LERAM E EM ESPECIAL ÀQUELES QUE ME DEIXARAM REVIEWS!!!

Naia-chan- kkkkkkkkkkkkkkk, eu sei que vc deve tar querendo me matar pq ontem eu lhe prometi postar, mais aquele dia de bate-perna no shopping me deixou mt cansada!!Mais tá ai, espero que vc goste! AMEI A CAPA E COLOCA LOGO NO MEU PROFILE! bjs

Ana Spizziolli- Que bom que vc achou interessante, a esse cap? O que vc achou, ele não é irresistível? bjs e espero que vc continue acompanhando!!

Meyllin- Ôba!!! Que bom que vc se sentiu a fim de deixar uma review!!! Sesshy já é um sonho... e misterioso então.... Pode ter certeza que a história vai ficar ainda mais legal! bjs e continue acompanhando!!!

Individual do mal- Voce percebeu que agora quem deu pra trás foi ele, num foi?? Vamo dá um crédito a ela, aquele Deus tá provocando mt!!! kkkkkkkkkkkkk Mais vamo ver o que vem por ai...

Rin Taisho sama- kkkkkkkkkkkkkkkk e olhe que é pq as partes mais picantes ainda não vinheram, mais também Sesshy já é um arrazo!! Espero que vc continue curtindo, mts bjs!

Kuchiki Rin- Pois é, eu tb queria um bichinho desses se bem que ele vê ela em todoas as situações digamos que, embaraçosas! Mais ela é linda tb, então fica tudo mt bom!!! bjs e curtiu essa cap?

Hachi-chan 2 - Obrigada!!! Pois é, a história ainda ta meio confusa!! Mais eu posso te adiantar que ele tem a capacidade de invadir os sonhos dela, e no caso, foi lá que ele fez ela sentir, ele não chegou a tocar nela.... humhumuhumuhum, que ser maravilhoso kkkkkkk Espero que vc continue acompanhando e bjs!

Gheisinha Kinomoto- Eu tb queria ter um desses pra mim, mais pode deixar que agente encontra não é??? O que me deixa feliz é que sesshy e rin são faitos um para o outro, vc não acha!? E ai, gostou desse cap? bjs!!

PS: HOJE EU AINDA POSTO OUTRO CAP!! BJ PARA TODOS