Disclaimer: ah .. como eu queria um Roy ...

A/N: Sim...Ficou pronto, nem eu acredito ...primeiramente eu gostaria de pedir desculpas pelo imenso atraso deste tema ( e do próximo consequentemente), eu estava em provas e não consegui tempo para escrever. Agora que ele finalmente ficou pronto, vou começar a tabalhar no próximo...então esperem duas fics para essa semana \o! Spoilers: do livro Razão e Sensibilidade da Jane Austen; eu fiz um breve resumo no decorrer da história, mas eu recomendo ler a obra (que é muito boa) ou ver o filme , ambos são muito bons ! Espero que gostem ! Eu tentei fazer algo diferente com esse tema !


# 8 - Store-Lined Streets

Era o primeiro dia de outono na cidade central, segundo os habitantes locais, a estação mais bonita e agradável de todas, as árvores adquiriam aquele tom dourado que de certa forma combinava com o perfil da cidade, os dias eram longos, nem muito quentes, nem muito frios ...simplesmente um clima agradável; e para Roy Mustang o melhor ainda estava por vir, no outono raramente chovia e era esse o motivo pelo qual esta era sua estação preferida.

Sem dúvidas que Maes tinha escolhido essa época do ano para seu casamento, afinal tudo para aquele homem tinha que ser perfeito, e segundo o próprio, as cores do outono combinavam com Gracia e isso era motivo suficiente para realizar o casamento nesta data.

Era este também o motivo que todos os anos arrastava Roy pra a cidade Central, comemorar o casamento dos Hughes em uma festa que seu amigo fazia questão de promover em sua casa. Citando as palavras de Maes - Ai de você se faltar a uma das comemorações. Maes fazia de tudo para conseguir um fim de semana de folga para o Coronel durante os festejos, e também fazia o mesmo por Riza, uma companhia que Roy nunca recusou-se a levar.

E apesar de toda a euforia de Maes durante os dois ou três dias que ficavam hospedados em sua casa, Roy ansiava por essa data durante o ano inteiro; Era sua chance de passar um tempo com a única família que ele possuía - Riza, Maes e Gracia- e aproveitar os poucos dias de folga...mesmo sabendo da tonelada de relatórios que o esperava quando voltasse, argumento que Hawkeye fazia questão de trazer a tona todas as vezes que ele reclamava de algo durante sua estadia.

Ficar hospedado nos Hughes era sua parte favorita das "férias", na casa de Maes ele podia dividir um quarto com Riza sem problema nenhum; Diferente de hotéis, os quais eles sempre tinham que se registrar com nomes falsos e continuar a rotina de "esconde-esconde" como faziam na Cidade do Leste. Seu melhor amigo e Gracia eram as únicas pessoas que sabiam sobre eles, desde o começo, Hughes foi o primeiro a saber, e grande parte do que ambos tinham hoje era devido aos esforços do Tenente Coronel, que desde o começo foi o grande incentivador, sempre arranjando encontros secretos e dando cobertura para o casal.

Mas este ano a festa seria especial, não somente era o aniversário de casamento de Hughes como também a festa de 1 ano da filha dele, Elisia, que o Tenente decidiu comemorar propositalmente na mesma data.

Riza estava animada com a viagem, a última vez que eles tinham visto a filha de Maes, ela era apenas um bebê, e apesar das reclamações de Roy, dizendo que ele havia visto fotos suficientes da menina para os próximos vinte anos, ele também estava animado em conhece-la, afinal, ela era sua afilhada.

A viagem foi tranquila e logo o casal se encontrava hospedado na casa dos Hughes, como haviam chegado um dia antes da festa, tentar ajudar Gracia com os preparativos era inútil. A esposa do Tenente não queria saber de nenhum dos dois perto da cozinha, a solução foi despacha-los para comprar presentes e outras coisas necessárias para a festa.

E foi por isso que Maes largou os dois em uma rua repleta de lojas antes de seguir para o quartel e terminar o serviço daquela sexta-feira a tarde.

Faziam anos que Roy não visitava a Central. Todas as outras vezes, eles simplesmente passavam um tempo na casa de Maes e logo cedo iam embora, nunca havia tempo para passear ou conhecer a cidade, mas agora, eles tinham tempo de sobra, era começo de tarde e até o jantar nos Hughes eles tinham um bom tempo para andar e fazer compras. Não que este fosse um hobby para os dois, ao contrário, eles mal sabiam por onde começar, mas de vez em quando, era bom fingir ser pessoas normais, passeando em um dia normal, e apesar de não poderem andar como um casal de mãos dadas e tudo mais, ainda era bom ter a companhia um do outro e sentir-se livre dos opressores uniformes azuis.

Riza vestia uma saia preta com um jaqueta vermelha e botas, o cabelo solto ondulava com o vento, enquanto ela olhava as vitrines sem prestar muita atenção, apenas caminhando e vendo as milhões de lojas que adornavam cada lado da rua lotada, aparentemente esse lugar era repleto de lojas dos mais diferentes tipos, desde vendas e relojoarias até casas de construção.

Roy olhava as vitrines com a mesma expressão que Riza, não prestando muito atenção a nada além dela e no papel em suas mãos.

Segundo a "pequena" lista que Maes lhe dera ele deveria:

# Comprar MUITOS presentes para Elisia-chan

# Pegar uma encomenda que ele havia deixado na relojoaria

# Aproveitar o dia com a sua Elizabeth

E por ser Maes o criador de tal lista o último item não causou o espanto que deveria se ela fosse feita por qualquer outra pessoa., no final do papel, escrito com letras vermelhas e sublinhado estava escrito:

# Pedir logo Ellizabeth em casamento e arranjar finalmente uma boa esposa !!!

Com um suspiro, ele guardou o papel antes que os olhos de falcão de sua Tenente pudessem espiar o que estava escrito e falou:

"Que tal se começássemos pela encomenda de Maes, acho que a loja é aquela ali "

Apontando para um lojinha de esquina onde vários anéis, colares e brincos estavam dispostos na vitrine

"Por mim tudo bem " respondeu a Tenente. "Ele falou o que nós teríamos que pegar ?"

"Parece que é algum presente de casamento para Gracia" ele respondeu indiferente, mas não pode deixar de notar a mudança que se passava nos olhos de Riza, algo como um olhar de desejo e encantamento, que sumiu na mesma velocidade com que apareceu.

O percurso até a loja foi feito em um instante, enquanto eles conversavam sobre coisas triviais e sem muita importância. Ao entrarem no estabelecimento um senhor muito idoso veio logo ao auxilio de Roy, e após uma breve explicação sobre a encomenda ele partiu para busca-lá nos fundos da loja.

Enquanto esperavam pela volta do dono, ambos observavam as diversas jóias que estavam dispostas no balcão, a maioria delas anéis de noivado, casamento, bodas, todos com declarações ou mensagem. Parecia que Hughes tinham planejado tudo nos mínimos detalhes, traze-los a este lugar era um tanto maldoso, pois por mais que o Tenente Coronel quisesse, Ele e Riza não podiam simplesmente casar e pronto, as coisas eram bem mais complicadas que isso e manter a relação deles segura por essa barreira era um lembrete aos dois: Que eles tinham um ideal a cumprir e que este ideal era uma prioridade para ambos. Casar escondido somente tornaria as coisas mais difíceis e dolorosas. Estar juntos era o suficiente por agora, permitia que eles fossem íntimos e distantes ao mesmo tempo. e na atual situação deixar que algo escapasse era um deslize fatal. Por essa razão ele continuava a pensar no seu objetivo em primeiro lugar.

Mas como era difícil pensar nisso quando ele via os olhos coloridos dela olhando a vitrine e os dedos inconscientemente traçando uma linha invisível sobre o dedo onde um anel deveria repousar, certamente sendo atormentada pelos mesmos pensamentos que ele.

"Aqui está senhor" o velho voltava dos fundos da loja com uma caixinha preta nas mãos "O senhor Hughes pediu para que eu mostrasse a vocês antes de embrulhar"

Dentro da caixa repousava um colar dourado e um pingente com uma data gravada, a do dia do casamento de Maes.

"É muito bonito, tenho certeza que Gracia vai adorar" Riza afirmou enquanto o senhor começava a embrulhar a caixinha, Roy apenas concordou com um aceno de cabeça

"Pronto, aqui está, é só levar para o senhor Hughes, já está tudo pago." o velho entregou a caixinha em uma sacola para Roy e continuou "E para o casal, o que eu posso oferecer ? Vi que vocês se interessaram muito pelos anéis da minha vitrine, já são casados ? "

Pegos de surpresa com a afirmação ingênua do velho eles encararam um ao outro até que o senso de Riza voltou e ela esplicou já a caminho da porta.

"Não muito obrigado, mas nós não somos um casal, apenas companheiros de trabalho, tenha um bom dia , até logo" e saiu as pressas da loja, Roy no seu encalço, deixando um senhor muito confuso do lado de dentro, pensando se havia dito algo de errado.

Assim que se encontravam novamente passeando nas ruas o casal começou a rir, aquela não seria a primeira e provavelmente nem a última vez que isso acontecia, mas ao invés de se preocupar eles deixariam passar, afinal eles estavam de folga.

"Bom, Sra. Mustang" Roy brincou "Qual dos anéis você mais gostou ?"

Riza lhe lançou um olhar duvidoso, pensando se ele estava ou não falando sério, provavelmente brincando ela concluiu e respondeu

"Sr Mustang, honestamente de nenhum deles, um anel provavelmente atrapalharia meu serviço, assim como qualquer outro tipo de jóia" Ela o olhou nos olhos, um sorriso meio triste e escondido e completou "E eu não preciso de um para me lembrar de algo que eu já sei " Um sorriso maroto no rosto enquanto puxava-o para a loja de brinquedos do outro lado da rua.

Essa reação foi inesperada para Roy, ele havia brincado lógico, a resposta tinha sido exatamente a que ele esperava, mas o que era aquele tom de tristeza na voz ? Pensando bem , ele sabia o que era aquilo tudo, era a mesma coisa que ele sentia quando eles se despediam dos Hughes para voltar para casa. Aquilo era inveja.

Não no mal sentido é claro, mas eles não podiam deixar de pensar em si mesmos no lugar de Maes e Gracia, se as coisas tivessem sido diferentes talvez eles fossem iguais aos dois, mas elas não foram, mas ele não se arrependia por ter escolhido continuar no exército, e tinha certeza que ela também não. Aqueles momentos eram coisas inevitáveis mas machucavam mesmo assim.

Falando em presentes, ele não se lembrava da última vez que havia comprado algo para ela, não era um costume para eles trocar presentes, não no sentido físico da palavra pelo menos, eles não tinham uma data especial nem nada do tipo, os anos simplesmente passavam e eles somente comemoravam entre os dois, sem dias certos ou presentes como o que Maes mandara fazer. Era triste notar isso em pleno aniversário de casamento de um amigo, se por um acaso eles tivessem seguido o exemplo de Maes estariam fazendo o mesmo número de anos ou até mais de casados.

Há quantos anos eles estavam ali um ao lado do outro... muitos ...muitos anos que eram passados em branco todas as vezes.

De repente ele sentia uma necessidade tremenda de comemorar, de agradecer, de comprar algo que significasse tanto quanto o colar de Maes. Mas o quê ? O que poderia significar tanto quanto uma mensagem como a da corrente ? Uma jóia ? Não .. Ela certamente não usaria uma, muito menos um anel ou corrente, era muito arriscado. Uma roupa? Algum enfeite ? Flores ?

Não, não e não... A primeiro opção não fazia o menor sentido, já que ela raramente poderia usar algo diferente que o uniforme padrão, a segunda era algo que não combinava com Riza, e Flores ... elas eram comuns ...comuns demais. Ele queria algo que durasse, que significasse algo; mas a melhor idéia até agora eram flores, mas as estas morriam, eram diferentes ao tempo, elas envelheciam e eram esquecidas.

Indiferente a batalha que acontecia na cabeça do alquimista ao seu lado, Riza continuava a olhar os diferentes tipos de bonecas e ursinhos tentado decidir de qual Elicia iria gostar mais, ou qual deles Maes iria gostar mais, já que Elicia no alto de seus 12 meses de vida ainda não tinha uma opinião forte sobre o assunto. Decidindo-se por uma boneca de pano com cabelos Rosa e macacão que não era a mais comum das escolhas, mas satisfazia o gosto de Riza e certamente seria algo que ela compraria para sua própria filha.

Filha ? Riza mentalmente se repreendeu pelo pensamento, há tempos esse tipo de imaginação tinha sido deixado de lado, fazer planos para o futuro era algo perigoso e ela não estava disposta a imaginar uma vida que não poderia virar realidade, mas convivendo com bebê dos Hughes era impossivel deixar de pensar em um bebê dela...um bebê deles.

Enquanto caminhava na direção do caixa para pagar a boneca, a idéia de uma criança não soava tão mal assim, talvez fosse permitido sonhar, nem que fosse só por alguns dias.

A loja estava lotada, provavelmente demoraria um tempo até que Riza conseguisse pagar o presente, aquele era o momento perfeito para sair e achar algo para ela, Roy rapidamente inventou uma desculpa dizendo que tinha que comprar mais umas coisas para Hughes e dizendo que voltaria o mais rápido possível. Dando um beijo na bochecha de Hawkeye e fazendo com que ela corasse, Roy saiu antes que ela pudesse repreênde-lo pela atitude.

Olhando para a rua a sua frente e procurando algum lugar onde ele acharia um bom presente, Mustang chegou a conclusão que não havia nenhum...Nem uma loja sequer que seria útil para ele...Somente a floricultura. E era para lá que ele estava se dirigindo - afinal, melhor flores do que nada - quando uma portinha chamou sua atenção, uma portinha onde lia-se "Livraria".

Sem pensar duas vezes ele entrou no lugar, era uma livraria pequena e empoeirada mas que continha mais livros do que poderia ser possível; Certamente aquele livro deveria estar por ali perdido entre as muitas estantes e mesas, no fundo da loja havia uma senhora, provavelmente a dona do lugar, ela o ajudaria com certeza se ele perguntasse, isso se, ele lembrasse do nome do livro.

Para ser sincero, Roy não gostava muito de romances ou dramas, quando começou a treinar com o pai de Riza a única coisa que o interessava na imensa biblioteca eram os muitos livros sobre alquimia, mas o Sensei havia imposto um regra para que ele tivesse livre acesso a preciosa coleção, o garoto só poderia pegar um novo livro de alquimia se antes lesse um outro livro que não falasse sobre transmutações e formulas químicas. Para sua surpresa todos os outros livros eram romances, e pertenciam a filha do dono da casa. Hawkeye-sensei sempre argumentava dizendo que ler sobre outros assuntos o transformaria em um homem melhor, e Roy sempre achou uma tremenda besteira, mas mesmo assim seguiu a regra e durante toda sua adolescência os romances fizeram parte da sua educação.

Nada como uma mulher para fazê-lo mudar de opinião sobre o caso.

Mesmo após anos sem ler um romance sequer ele tinha certeza que havia um com aquela história, com um pouco de pesquisa o alquimista achou a área de romances.

Os dedos traçavam os diversos livros que haviam murmurando seus títulos e tentando recordar se este ou aquele livro era o procurado.

Após algum tempo, ele havia encontrado livros que também poderiam servir mas não eram exatamente o que ele gostaria; Não importavam quantas vezes ele havia lido "Romeu e Julieta" ele ainda achava-o um livro terrível, nenhum dos personagens alcançava seu objetivo, para ainda morrer tragicamente no final ! Não esse definitivamente estava fora.

Roy pegava os títulos que lhe vinham a cabeça como familiares, "O morro dos ventos uivantes" ?...Não...Não era este..."Orgulho e Preconceito" ?...Não também não era..Mas o título parecia-lhe familiar..." Razão e Sensibilidade" ?...Uma olhada rápida no conteúdo...Uma força para puxar da memória se era este realmente o livro...Mais uma folheada pela páginas amareladas...É era este mesmo. Satisfeito com o resultado ele rapidamente dirigiu-se a senhora para pagar o livro, Riza provavelmente já havia lido e talvez até tivesse guardado a cópia que existia na biblioteca de seu pai, mas mesmo assim o livro seria perfeito. Tudo que eles viveram estava ali escrito.

Um casal que passa por muitas privações e anos separados até que conseguem finalmente ficar juntos. Mesmo que as condições fossem outras, e que nada além do fato da separação e de uma relação proibida os aproximava dos personagens, não havia presente melhor.

"O senhor gostaria que eu embrulhasse o livro...Creio que seja um presente ?"

A senhora perguntou gentilmente.

"Eu adoraria senhora, mas antes poderia me emprestar uma caneta ?"

Leva-lo embrulhado seria ótimo, mas antes ele precisava escrever algo dentro do livro que faria toda a diferença. Após uns minutos ele rabiscou algumas palavras e entregou o livro para que a senhora o guardasse. Cinco minutos depois ele estava a caminhos da loja de brinquedos onde havia deixado a Primeira Tenente. O livro seguro dentro de uma sacola, escondido por uma camada grossa de papel vermelho.

"Você demorou Coronel"

"Sinceras Desculpas, mas as coisas que Hughes pediu foram difíceis de achar" Roy sorriu enquanto estendia o braço, que Riza aceitou imediatamente enquanto terminavam de descer a rua na direção da casa dos Hughes. "O que você acha de caminhar ?" Ele perguntou enquanto desvencilhava as mãos para passar o braço ao redor dos ombros da Tenente abraçando-a.

A noite já começava a cair e as ruas que levavam até a casa de Maes eram praticamente desertas, ninguém iria reparar e eles mereciam uns momentos sozinhos.

"Eu adoraria "

Foi assim que, meia hora depois, eles chegaram a casa dos Hughes.

Os dias que se passaram foram rápidos e alegres, o aniversário de Elicia durou um dia inteiro para felicidade do Pai coruja que no final da festa - Roy constatou - tinha tirado fotos suficientes para todos os dias do ano sem que precisasse repetir nenhuma. Durante o jantar onde Maes e Gracia comemoravam as bodas, o amigo fez questão de fazer um brinde aos dois, afirmando que Roy ainda estava em divida com ele por não ter realizado seu pedido.

O domingo veio rápido e a partida era sempre difícil. Maes e Gracia eram como um suporte, as pessoas com quem eles podiam contar para que lembrassem que o que havia entre eles significava muito mais que encontros secretos e palavras sussurradas.

Dar adeus a Elicia foi difícil também, ela havia conquistado-os com suas mãozinhas e sorrisos ingênuos. Deixando plantado lá no fundo um desejo por uma criança só deles.

A rotina no Quartel General do leste continuava sempre a mesma: Papelada, inspeção, hora extra, encontros escondidos. A vida fluia nos mesmos moldes que antes. Nada mudava, nunca. Durante as longas tardes observando o Coronel assinar os relatórios, brigar com o Fullmetal alchemist, gritar com o Tenente Coronel no telefone entre outras coisas, Riza pegava-se pensando em como seria uma vida diferente... uma vida mais normal; Um pensamento ridículo, ainda mais vindo dela. Mesmo assim a mente era um coisa fácil de se enganar, e que nas horas mais inusitadas gostava de pregar peças na nossa cabeça, plantar dúvidas onde não existia o que duvidar. Isso além de confuso era irritante e cada vez mais ela desejava ter algo maior que lembranças para confirmar que eles existiam de fato.

Em uma manhã, algumas semanas após o retorno da Cidade Central, Riza chegou ao escritório e para sua surpresa o Coronel já se encontrava por lá. Não que ele se atrasasse, ele somente nunca era o primeiro a chegar. Assim que ela entrou na sala ele levantou-se, perguntou se ela queria um chá e saiu apressado, fechando a porta atrás de si.

Ainda encantada com a atitude estranha de Mustang ela continuou sua rotina de sempre, mas a parou ao ver que em cima de sua mesa repousava um embrulho vermelho, não era surpresa quem havia posto o pacote lá, mas o que poderia haver dentro era o que a fascinava mais.

As mãos hábeis da atiradora rapidamente desfizeram o pacote e um livro antigo apareceu diante de seus olhos. Um livro que ela conhecia muito bem.

Uma rápida olhada no título e um sorriso meio tímido achou o caminho para seus lábios. Ela conhecia aquela história, mas será que fora aquela mesma a intenção dele ? Ou será que era simplesmente uma coincidência ? Antes que mais conclusões precipitadas se formassem ela abriu o livro e as palavras ques estavam escritas fizeram o sorriso crescer e um leve tom de rosa subir ao seu rosto.

Dentro do livro, em uma escrita fina e elegante lia-se:

Riza

Não importa quantas vezes se conte uma história,

o final dela sempre será igual.

Esta é a nossa história,

e o final, apesar de distante

também não pode ser mudado.

Até que nos alcancemos o nosso final

lembre-se deste aqui, por que ele será o nosso.

Até esse dia, espere por mim.

Amor

Roy.

Dentro havia uma data, o dia em que ele havia chegado pela primeira vez na casa dos Hawkeyes.

A porta do escritório bateu e ela encontrou Roy olhando-a intensamente do outro lado da sala, um sorriso apreensivo no rosto.

Ela sorriu, enquanto fechava o livro e segurava-o de modo que ele pudesse ver. Antes que ele pudesse perguntar qualquer coisa ela disse:

"Obrigada ...é o meu favorito"

Ele ficou parado lá...Será que ela não havia entendido ? Será que ele tinha sido sutil demais ?

Ou pior ... Será que ela tinha recusado ?

Antes que o pânico tomasse controle total o telefone tocou, camuflando a resposta.

"Roy... Eu aceito"

Uma onde de alivio invadiu o espirito do Coronel que parecia ter esquecido do telefone quando Riza avisou:

"Senhor, é o Tenente Coronel Hughes na linha"

Maes ... aquele desgraçado, sempre ligando nas piores horas. Pelo menos agora ele podia dizer que finalmente a divida estava paga.

Com um sorriso Roy pegou o telefone:

"Maes ... eu tenho uma ótima noticia..."

Fim !


Reviews serão muito apreciadas ! Criticas, comentários, elogios e sugestões também !

Não fiquei muito satisfeita com esse tema ... talvez mais para frente eu melhore a história. Devido ao atraso do tema, vou passar a deixar recados sobre as fanfics no meu livejournal, o link é aquele que está no meu profile onde está escrito Homepage.

Muito Obrigado Pink-chan2, Miluka, Barbara Lee Hawkeye, Priscila, Luh Norton, Dead Lady, Nielita, Fabi Washu, Carol Elric, Dóris Bennington, Lady Mary e a todos que leram !!!!

proximo tema : Unknow past / before we know each other