Disclaimer: Mesmo após dez temas, Roy e Riza não me pertencem !

A/N: Primeiro eu gostaria de agradecer todas as pessoas que tem deixado reviews ! Muito obrigado mesmo, chegar ao tema 10 não seria possivel sem o apoio de vocês ! também gostaria de justificar a demora, a vida tem sido meio caótica esses meses e por mais que eu queira largar tudo e escrever fics não dá..mas que fique claro que os 100 temas são meu objetivo e eu não vou desisitir deles não! espero que gostem, a música inserida é "Save the last dance for me" a versão que eu usei é do Michael Blubleé.


# 10 – Promise

Eles eram como um código de guerra. Crus e Óbvios a primeira vista.

Um emaranhado de significados para quem os decifrava.

Entre eles sempre fora assim.

Escondidos onde todos pudessem ver. Apenas mascarados por intermináveis entrelinhas que se mesclavam em sistemas tão complexos onde a simplicidade do olhar era suficiente.

You can dance-every dance with the guy
Who gives you the eye,let him hold you tight
You can smile-every smile for the man
Who held your hand neath the pale moon light
But don´t forget who´s takin´ you home
And in whose arms you´re gonna be
So darlin´ save the last dance for me

Todos os anos eles eram os primeiros a chegar. Sempre no horário correto, nem um minuto a mais, nem um a menos.

Impecavelmente vestidos. Ele sempre elegante, o smoking preto fazendo par com os cabelos penteados para trás, a postura altiva e poderosa. Ela, modesta, sempre disposta a chamar pouca atenção. A maquiagem simples, o vestido simples, os cabelos arrumados em um coque solto, caindo em volta dos ombros em pequenas mechas douradas.

Ele sempre chamando atenção, Ela sempre evitando.

Durante essa ocasião, e somente essa, ele era o motorista. Não por causa do longo vestido Bordô ou do salto alto; Não por que era educado fazê-lo; Simplesmente por que era assim, desde sempre. Ela nunca havia pedido, ele nunca havia oferecido. Durante aquela noite, ela nunca argumentava sobre quem deveria dirigir, quando o carro estacionava a porta do prédio antigo, era mais um dos acordos silenciosos. Entre tantos outros.

Outros, como, assim que o prédio majestoso onde o tradicional baile militar estava sendo realizado, cheio de luzes e carros luxuosos, era avistado ele trocavam olhares e sorrisos reservados, uma conversa silenciosa, as mãos entrelaçadas trocavam o último contato aquela noite e então eles desciam do carro, prontos para encarar o salão cheio de Generais, Tenentes e acompanhantes, em sua maioria esposas, filhas e namoradas. Raramente um outro militar.

Assim que as apresentações fossem devidamente terminadas, o casal seria acompanhado a mesa, que era sempre divida por eles com o Tenete Coronel Hughes, e mais recentemente pelos Tenentes Havoc e Breda, já que, somente eram permitidos a oficiais com a patente igual ou superior a de Tenente fossem convidados para o baile.

Hughes sempre acompanhado por sua esposa, enquanto os subordinados do Coronel preferiam frequentar a comemoração sozinhos. Durante a primeira hora, eles somente conversavam e aproveitavam o jantar que era servido. O Coronel levanta-se quando o final do jantar se aproximava, era o momento crucial para fazer novos contatos, novas alianças e talvez, novas investigações. Tirar a filha ou esposa de algum General para dançar era perfeito para começar alguma conversa com o tal General, e após uma ou duas danças ele era absorvido em um grupo onde planos e elogios eram discutidos.

Nunca, após o momento em que eles entravam no salão, o Coronel dirigia-se a sua Tenente especificamente; E assim que a música começava a tocar e a pista desaparecia sob dezenas de casais, a Primeira Tenente era convidada a dançar, algumas vezes por um jovem Tenente em seu primeiro baile, outras por um General idoso em um de seus últimos. Todos fascinados pela beleza dela.

Riza sempre aceitava os convites, e com uma graça e leveza que deixava espantado aqueles que a conheciam como a 'sombra de Mustang' ou a famosa 'Hawkeye' da guerra de Ishbal. Ela sorria, dançava e conversava trivialidades, aceitando elogios e oferecendo-os também.

Oh I know that the musics fine
Like sparklin´ wine, go and have your fun
Laugh and sing, but while we´re apart
Don´t give your heart to anyone
And don´t forget who´s takin´ you home
And in whose arms you´re gonna be
So darlin´ save the last dance for me

E assim a noite fluía tranquila, o Coronel requisitado por muitas mocinhas e senhoras, abandonava as rodas de conversa assim que os assuntos ali discutidos deixavam de ter a influência militar e passavam a ter a influência dos excelentes e caros espumantes servidos a vontade durante a noite. Ele passava a maior parte da festa dançando, distribuindo elogios e cordialidades, sempre atento a sua volta, evitando damas que a muito haviam passado de sua hora de dormir, ou senhoras que há muito haviam cansado de seus poderosos maridos. Bailes militares eram um prato cheio para algum incidente e ele certamente não desejava causar nenhum.

Enquanto os seus olhos vagavam pelo salão, eles nunca deixavam de notar uma única dama, sempre discretos e reservados e nunca encarando abertamente, mas sempre memorizando cada cavalheiro que solicitava uma dança, a qual ela concedia com prazer, cuidadosamente evitando também causar algum distúrbio, preferindo manter-se sempre ofuscada, e sempre falhando miseravelmente (como não só ele podia afirmar, mas todos os outros homens do baile também).

A festa entrava noite adentro, os casais deixando o baile aos poucos, o salão esvaziando a cada musica, até o momento onde o maestro anunciava que aquela seria a última.

Roy educadamente pedia licença ao seu par e dirigia-se para o lugar onde, ela, recusava polidamente outro convite para a última dança.

"Hawkeye, você me honraria com essa dança?" .

Ela não responderia, ao invés disso, estenderia a mão direita para que ele a segurasse contra a sua enquanto delicadamente permitia que a mão esquerda dele envolvesse sua cintura e repousa-se a sua própria nos ombros dele.

A música era lenta, e por ser a última sempre durava mais, mas nenhum dos dois parecia perceber, eles apenas dançavam. Deslizando pelo chão polido e brilhante, como se tudo fosse ensaiado; Não haviam movimentos fora de lugar ou ritmos descompassados, havia apenas dança. Tão formal ao ponto de não levantar suspeitas. Tão intima ao ponto de tirar um grande "Oh" de entendimento dos lábios de Havoc, e um sorriso feliz do rosto de Hughes, que não via mais necessidade de explicar se - o Coronel não iria dançar nenhuma vez com a primeira tenente?- para um insistente Havoc, que ainda não havia se contentado com a sua simples resposta - você pretende ficar até o final Jean ?-

Baby don´t you know I love you so
Can´t you feel it when we touch
I will never never let you go
I love you oh so much

E apesar de estarem afastados, em meio a uma multidão de militares, em frente a uma horda de desconhecidos. A dança dizia tudo. O toque das mãos e os olhares eram suficientes.

You can dance, go and carry on
Till the night is gone
And it´s time to go
If he asks if you´re all alone
Can he walk you home,you must tell him no
´Cause don´t forget who´s taking you home
And in whose arms you´re gonna be
Save the last dance for me

Quando o último acorde acabava de ser executado e as palmas morriam, Sempre havia um rapaz, um senhor, alguém que se aproximava de Riza e oferecia-se para levá-la para casa; Dizendo que estava frio e que uma dama como ela, mesmo sendo uma atiradora exemplar não deveria voltar para casa sozinha à esta hora da noite.

Ela declinaria a oferta, agradecendo, mas explicando que já havia uma outra pessoa para levá-la para casa, e que ela não estaria indo embora sozinha. Apesar dos protestos e pedidos querendo saber quem era essa pessoa, Riza nunca respondia.

Na saida do prédio, ele estaria esperando por ela, segurando a bolsa que ela propositalmente havia esquecido na mesa, e quando o carro parasse para que ele entrasse, ela o faria também.

Novamente ele estaria ao volante, levando o carro devagar pelas ruas desertas da cidade, estacionaria perto do apartamento dela, e ofereceria-se para levá-la até porta de casa.

Eles subiriam as escadas em silêncio, e quando a porta fosse destrancada, ela ofereceria uma xicara de chá, ele aceitaria. As mãos dela puxariam as dele para dentro, a porta batendo logo depois.

E então eles finalmente terminariam aquela dança começada antes mesmo do final do baile. Os lábios dela tocariam os dele, e o chá seria deixado para a manhã seguinte.

Assim como em todos os bailes, assim como em todas as noites, na manhã seguinte, quando ele teria que partir.

So don´t forget who´s taking you home
And in whose arms you´re gonna be
So darling,save the last dance for me
Oh baby you want save the last dance for me
Oh you make want to sthg save, the last dance for me.
Save the last dance the very last dance for me

Era acordos silenciosos, mas, talvez fosse muito mais que isso...

Fim !


Obrigado Madam Spooky, Luh Norton, Lee007, Fabi Washu, Pinky-chan2, Lady Mary, Nielita, Dead Lady, Chiuu, SuperOverPower, Riza Potter, Ged Roy Mustang, Priscila, RenatoMik, Dóris Bennington e a todos que leram !

Obrigado e a todos que leram !

Reviews, criticas, comentarios, elogios, sugestões e etc são muito apreciados !!!

Proximo tema (e eu sinto em informar que só vai sair na outra semana) : Liar