Miracles

The Secret Saturdays © Jay Stephens.Mas o Doyle não precisa saber disso.

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Sua cabeça latejava. Ela se sentia cansada, mas sabia que precisava reagir. Ao abrir os olhos, a claridade obrigou-a a fechá-los novamente. É, havia sido bem pior do que havia imaginado.

Lentamente, ela abriu os olhos, esperando sua visão se normalizar. Quando isso aconteceu, fitou um teto cinza. Ou seria preto? No momento, ela não saberia responder.

Claro que, na hora, fora um choque. Afinal, desmaiar num pântano escuro e acordar em um local totalmente diferente não era normal. Nem um pouco normal.

- Ei, você está bem? – Ela escutou alguém a chamar.

Virou a cabeça para o lado e viu um garoto, aparentemente, da mesma altura e idade dela. Notou que o cabelo dele não era normal: preto atrás e um pedaço branco na frente. Os olhos eram negros como ônix. Ela desviou o olhar.

- Acho que já estive melhor... – Ele riu. – Onde...onde eu estou?

- Na aeronave da minha família. Encontrei você num pântano, perto de uma fábrica em chamas. O que você estava fazendo lá?

- Ah, hã...É uma longa história... – Ela se sentou na cama. – Qual seu nome?

- Zak. Zak Saturday.

- Nome legal. Eu sou --... – Ela hesitou por um momento. E se ele fosse uma farsa? Não, não poderia ser. Não alguém com o sobrenome Saturday. – Karen Fox.

- Fox? – Drew entrou no quarto. Já fazia alguns dias que Zak vinha com freqüência àquele quarto, e era, no mínimo, estranho. Desde quando seu filho gostava de observar pessoas desacordadas?

- Hm...é.

- Ah, oi mãe. Karen, essa é a minha mãe, Drew Saturday.

- Hã, prazer em conhecê-la, Sra. Saturday. – Ela corou levemente e sorriu. Não que isso tenha passado despercebido pelos dois.

- Por favor, me chame apenas de Drew. – Ela sorriu. – Então, Karen, quantos anos você tem?

- Onze.

- Bom, se você não se importar, posso saber o que você fazia naquele pântano?

- Bem, longa história. – Karen fitou a janela alguns instantes, com alguns fios negros e lisos caindo sobre seus olhos. Ela arrumou o cabelo, que batiam-lhe na altura dos ombros. – E, pelo visto, vocês também estão atrás de Argost, não é? – Os olhos verdes dela fitaram por alguns segundos os de Zak.

- Digamos que sim. – Foi Drew quem respondera. – Mas, então, o que houve com seus pais?

Continua...

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É, capítulo curtinho e tongo. Lol.

Obrigada aos seres que respiram por deixarem uma review, e, bom...o próximo capítulo é pura "chaticie", mas não me abandonem por isso, ok? *-*