Miracles
The Secret Saturdays © Jay Stephens. Pra variar. ¬¬'
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Karen desviou o olhar, fitando o teto por alguns momentos. Aquilo não poderia ser muito difícil. Afinal, ela já havia superado seu passado.
Não é?
Fechou os olhos e suspirou.
- Eu... nunca conheci meu pai, para ser sincera. Pelo que me lembro, minha mãe me criou sozinha, enquanto estudava as espécies de cryptids ainda desconhecidas.
Foi uma época meio difícil. – Ela sorriu, abrindo os olhos e olhando a parede à sua frente. – Na primeira vez em que ela me levou para o local onde trabalhava, eu tinha 7 anos. Foi até divertido. Pelo menos, até um chupacabra tentar me morder. – Zak riu, imaginando a cena. – Depois de algum tempo, ela foi enviada ao Alasca, e eu fiquei em casa, com um "cryptid-guardião", que era um dragão-de-komodo. Eu sabia que não deveria me apegar demais a ele, mas foi... impossível, digamos assim. Quando minha mãe chegou em casa, eu já havia até dado um nome a ele. – Ela olhou para cima e sorriu, com um ar meio melancólico. – Espero que Ruby esteja bem agora.
- Sinto muito. – Drew falou, meio comovida. Karen apenas olhou para ela e sorriu, com uma lágrima no canto do olho.
Ela passou a mão no local e continuou.
- Quando fiz 10 anos, minha mãe abandonou aquele serviço e trabalhou para Argost. Eu não sei por que, era algo relacionado à Kur. – Karen levou a mão ao colar, inconscientemente. Zak acompanhou o ato com o olhar. – Depois de quase um ano, ela fugiu, levando com ela uma das peças para abrir a tumba. Ela retornou ao antigo emprego, e, alguns meses depois, Argost atacou nossa casa, e sequestrou Ruby. Então, nós o seguimos até a fábrica. O resto, vocês podem imaginar.
- Então... aquele cadáver era... – Drew perguntou, um pouco incrédula.
Karen fez que sim com a cabeça. Seus olhos ardiam, enquanto ela se esforçava para não chorar. Zak resolveu aliviar um pouco a situação.
- Mas... como foi que você escapou?
- Eu corri até os fundos da fábrica, em meio a toda aquela fumaça, e quebrei uma janela. Foi a minha única saída. Consegui andar para um pouco mais longe e, depois, eu não me lembro de nada.
- Sinto muito, Karen. – Zak olhou-a com um pouco de pena. Sabia que a vida de pessoas que estudavam cryptids era difícil, mas nunca imaginou que chegaria a esse ponto.
Karen apenas sorriu, e, então, seu estômago fez um fraco barulho. Ela corou.
- Desculpem. – Ela disse, enquanto abraça seu abdômen.
- Não se preocupe. Bem, acho que vou para a cozinha preparar o jantar. – Drew disse, enquanto saía pela porta. – Zak, venha me ajudar! – Ela gritou do corredor.
- Já vou, mãe! – Ele gritou de volta, e, com um último sorriso, saiu atrás da mãe.
Karen ficou com seus devaneios, e sorriu.
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Capítulo curto, e eu finalmente acabei!
Tive que reescrever ele. Inteiro.
Bem, queria agradecer á ShayeraElektra por deixar as reviews. E aos leitores fantasmas também, mesmo que tenham odiado. Pelo menos leram, não é?
Tudo bem que ficou meio tosco, mas eu tive que escrever a história da garota, certo?
E, como eu digo: Reviews não doem e fazem bem ao coração do autor. E são "de grátis". :D
Ok, parei.
