Miracles

The Secret Saturdays © Jay Stephens. Não é minha culpa, certo?

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Karen se levantou, subitamente.

O colar emitia um barulho estranho. Ela sabia o que aquilo significava.

- Zak, vamos voltar. Tenho um mau pressentimento.

O garoto apenas concordou com a cabeça, e ambos correram para uma espécie de "abertura" no topo da aeronave.

Karen parou e olhou para trás mais uma vez, antes de entrar.

Ele continuava ali. Observando.

Ela entrou.

Ele sorriu.

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Uma semana havia se passado desde a chegada da garota. Ela e Zak haviam se tornado grandes amigos.

Karen dormia no quarto de Zak, em uma 'cama' improvisada no chão. Na verdade, era apenas um colchão, mas para ela servia, por enquanto. Eles já haviam feito demais, na opinião dela.

As duas crianças iam dormir consideravelmente tarde. Ficavam conversando, cada qual em sua respectiva cama, se é que podemos chamar assim. Karen geralmente ficava sentada no colchão, enquanto Zak ficava deitado, olhando o teto.

Geralmente ele se pegava pensando nela.

"Tudo bem, Zak, pense em outra coisa. Qualquer coisa. Mas o que, por exemplo?" – Então ele sacudia a cabeça, sabendo que ia dar em nada. – "Idiota.", ele se xingava mentalmente.

Certa noite, Karen se levantou suando frio.

Lembranças.

Uma lágrima escorreu, solitária e silenciosa, pelo rosto.

Ela se levantou e foi até o criado-mudo ao lado da cama de Zak, tentando não fazer barulho. Não funcionou; Zak pegou o braço dela, obrigando-a a abafar um grito.

- Karen? – A voz dele denunciava que ele ainda estava sonolento.

"Não, minha avó, Zak.", ela ficou tentada a responder, mas preferiu engolir essa frase. – Você me assustou, Saturday. – Karen alcançou o relógio. Quatro e quarenta e cinco da manhã. – Eu, definitivamente, não acredito nisso – Sussurrou para si mesma.

- Ei, o que você está fazendo? – Zak estava, agora, bem acordado. Ao sentir que ainda segurava o braço frio dela, soltou-o.

- Bem, eu estava pensando em ir tomar um copo de água. Quer vir? – Mesmo no escuro, ela sorriu.

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Já era o terceiro copo de água – com açúcar – que Karen bebia. E a curiosidade estava corroendo Zak por dentro.

"Calminha, você não vai querer irritá-la. Não é uma boa ideia. Você não sabe o que ela é capaz de fazer quando se irrita." , Zak pensava, enquanto mordia o lábio inferior diante da vontade de perguntar.

Silêncio.

Seguido de uma frase.

- Você pode perguntar, Zak.

- Beleza! – Ela olhou-o com o cenho franzido. – Digo, hm... qual o problema?

Karen respirou fundo e deixou o copo na pia.

- O problema é... ele. Ele conseguiu escapar de algum jeito daquele lugar, e agora está atrás de mim.

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Mais um capítulo feito, uhul.

Legal.

A preguiça e a falta de tempo somadas resultam numa coisa linda.

E uma decepção amorosa também. Oh, desgosto.

Mas, tá. Sem lamentos.

Espero que tenham gostado.

Eu tive que parir um filho pra esse capítulo sair.

(: