Miracles

The Secret Saturdays © Jay Stephens, caso contrário seria uma droga, e Zak Monday apareceria mais vezes. Parei, parei.

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No último capítulo:

" (...)Ela voltou para dentro da aeronave, e parou na porta da cozinha, se escondendo.

Drew, Doc e Doyle estavam conversando com Zak. Ela se esforçou para não ouvir o que diziam.

Era sobre ela, ela sabia.

- Zak... acho que é hora de você saber a verdade sobre Karen. – A voz de Drew soou doce e penosa ao mesmo tempo. – Ela... ela é...

Karen não poderia suportar aquilo por mais tempo. [...] "

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Karen deu um passo para trás, pisando em alguma coisa.

Komodo deu um leve urro de dor, trazendo sua cauda para perto de si, o que alertou Doyle.

- Não façam nenhum barulho.

Ele se aproximou lentamente, não fazendo nenhum ruído, e viu Karen pedindo desculpas à Komodo, que parecia realmente ofendido.

Doyle segurou Karen pela touca da jaqueta, o que a surpreendeu muito. Ele facilmente conseguiu tirá-la do chão, e a peça de roupa que ela usava levantou um pouco, deixando à mostra um pouco de sua barriga.

Ela odiava aquilo.

Ao entrarem na cozinha, ela virou o rosto para o lado. Sua expressão era de quem fora pego em flagrante.

Vergonhoso, ela diria.

Ao sentir seus pés tocarem o chão e a mão de Doyle soltá-la, ela puxou a jaqueta para baixo.

Doc pigarreou.

- Então?

Karen cruzou os braços, mantendo a cabeça baixa, mas a voz firme.

- Então o que? Você espera um "sinto muito", ou que eu mesma conte a ele o que eu sou? - Ela encarou-o, descruzando os braços.

Tudo aconteceu de um modo rápido.

Um estalo foi ouvido no ar. Karen sentiu o lado esquerdo de seu rosto esquentar enquanto cambaleava para trás. Lágrimas se formaram em seus olhos, mas ela se recusou a deixá-las sair. Doyle ajudou-a a se equilibrar, colocando uma mão em suas costas.

- Tudo bem? - Ele sussurrou, preocupado. Ela murmurou um sim, enquanto olhava para Doc.

Drew tentava acalmá-lo.

Então seus olhos vagaram para Zak. Ele olhava para o pai com uma expressão mista de surpresa e incredulidade.

Ela baixou os olhos.

- Sinto muito.

O silêncio pairou no cômodo. Karen manteve os olhos baixos.

- A verdade é que... uma parte do meu DNA possui o DNA de Kur. O que você viu hoje, Zak, foi uma demonstração do que é capaz de acontecer caso eu esteja sem a pedra. É por isso que Argost, Zak Monday e mais alguns estão atrás de mim. Quando minha mãe fugiu de Argost, foi pelo simples motivo de que ele pensou que eu era Kur. - Ela cerrou os punhos. - Ele tentou me controlar. Zak Monday quase conseguiu. - Karen se virou para a porta da cozinha, e, ao cruzá-la, disse uma última frase. - Essa é a realidade que eu tento evitar. Mas, talvez agora, seja hora de encará-la.

Karen se virou para Doyle, acenando com a cabeça para que ele a seguisse.

Ela apenas parou quando estava na "porta". Sem olhar para trás, ela murmurou algo que mudaria seu futuro - se é que ela possuía um.

- Me tire daqui, Doyle.

- Para onde você quer ir?

Ela ficou muda. Doyle a pegou no colo e saiu voando. A última coisa que ela ouviu foi a voz de Zak, gritando seu nome.

E, então, apenas o barulho de um motor, e a respiração de Doyle.

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N/A: Eu, literalmente, acabei com o enredo todo. A falta de criatividade acaba comigo. Bem, eu é que não vou me dar ao trabalho de reescrever esse capítulo. Ele vai colaborar com os capítulos futuros. Não, eu não espero que vocês tenham gostado dele, afinal está uma droga. Doc batendo em Karen. Pra acabar.

Nossa, a própria autora reclamando da estória. Decadência. XD

E, sim, eu mudei meu apelido no site de novo. Matem-me por isso.

Ah, sim. Avisinho básico: eu vou demorar um pouco pra atualizar a fic, então paciência. É que eu estou com outros projetos na cabeça, tanto de fics como de um livro. Será que alguma editora publicaria, caso eu realmente escrevesse?