Capítulo dez: Final

Por Kami-chan

Com as mãos na fina cintura Sasori virou Kamui de costas para si, alisando a pele dos braços. O carinho subiu das mãos aos ombros enquanto sorvia o perfume penetrante das mechas onduladas, levando uma das mãos para se perder em meio aquela floresta de fios castanhos enquanto os levava como um todo para o lado, liberando o ombro a mostra da kunoichi.

Havia tantas coisas que ansiava fazer com aquele corpo; cobrir Kamui completamente de carinhos, sentir o gosto de toda superfície de seu corpo e percorrer por este caminho várias e várias vezes.

Sabia que não seria capaz de saciar seu desejo em fazer todas as coisas que sonhava com a morena naquele dia. Mas sabia também que aquele era apenas o começo e teria muitos dias para amá-la.

Suas mãos e seus lábios trabalharam juntos e enquanto seus lábios tocaram de forma delicada o pescoço recém-descoberto. Os braços que cercavam novamente sua cintura a procura do laço de fita vermelha que fora amarrada sobre o minúsculo macaquinho cor de vinho, destacando a fina cintura sob o tecido solto, sem deixar de percorrer com seus lábios toda a circunferência do pescoço até que a morena de costas para si, virasse de frente.

Sasori deixou o objeto cair no chão e levou a mão aos cabelos dela novamente, dessa para esconder as mechas picadas para trás da orelha que foi brevemente tomada antes que a atenção do ruivo se voltasse novamente para a boca de Kamui. Com toda paciência do mundo, como um pesquisador que acabara de descobrir sua mais importante teoria ou um artesão que lapidava com todo cuidado o mais precioso diamante, Sasori não tinha pressa para tomar posse do que já era seu. Estava apenas começando.

Primeiro um beijo superior, depois um inferior nos lábios que lhe sorriam, ansiosos para receber o beijo do ruivo que permanecera de olhos fechados até ali. Agora ele podia ver o sorriso que brincava em seu rosto e ficou o admirando por breves segundos antes de contemplá-la com o beijo esperado.

Após toda delicadeza com que lhe tocava Kamui estava se acostumando com tamanha atenção e foi surpreendida quando o contato que esperava foi feito de forma profunda, invadindo sua boca com um beijo voluptuoso e dominador, porém não menos apaixonado. Completamente diferente do que ele vinha fazendo até ali.

O novo contato fez Kamui sucumbir em um gemido dentre o beijo e sentir suas pernas enfraquecerem enquanto a menina se empenha em acompanhar o ritmo que Sasori lhe propunha. O ruivo a segurou, mas não impediu que o corpo tão pequeno quanto o seu tombasse e sem se separar de sua boca deixou Kamui cair sobre os próprios joelhos enquanto ele tranquilo ficou em sua frente igualmente ajoelhado, mas com esse minúsculo detalhe conseguindo ficar alguns centímetros mais alto que a morena fazendo-a erguer a cabeça para poder continua com aquela batalha desenfreada entre suas línguas que se buscavam e se tocavam incansavelmente.

O beijo terminou com um estralo acompanhado de um suspiro profundo vindo dela que já não tinha mais sentia o ar em seu peito. Ainda não satisfeito Sasori decidiu procurar o ar que lhe faltava enquanto seus lábios massageavam o pescoço da menina mulher que tinha completamente derretida entre seus braços, arrancando assim ainda mais suspiros e gemidos da mesma.

Com o completo descontrole que tinha sobre seu corpo, Kamui flexionou seus ombros instintivamente entre as mãos de Sasori que a mantinha firme pelos braços, fazendo as alças da peça única de malha vinho escorregarem por seus ombros formando assim a angulação que ampliava a dimensão do decote da roupa agora solta em seu corpo. Sasori estava distribuindo beijos por seu pescoço deixando a lateral para lhe deixar uma mordida leve na garganta e descer com um beijo estralado na incisura em seu peito.

Seguiu reto com uma lambida pelo abismo profundo que se formava pela união de seus seios e lá se acomodou por longos minutos entre o mamilo e as curvas acentuadas. O ruivo mudou a forma de segurá-la, laçando firmemente o corpo ante o seu pelas costas dando assim liberdade à outra mão que formigava ante ao desejo de tocá-la cada vez mais.

O corpo do ruivo já latejava ansiosamente para tê-la em si e sabia a cada novo e mais intenso gemido, que Kamui desejava o mesmo. Paciência não é uma virtude do clan de Suna, mas Akasuna no Sasori estava se empenhando ao máximo aquela noite era especial demais para acabar tão cedo.

A mão passou sinuosa pelo pescoço de Kamui e seguiu um caminho contínuo pelo ombro, seios, abdome, lateral de seu glúteo até se fixarem gananciosas nas coxas fartas da morena que tinha o corpo totalmente feito para seduzir. Retomando um pouco de sua consciência, a morena vendada lavou a mão para brincar entre os fios ruivos que ainda trabalhava na altura de seus seios dando-lhe prazer suficiente para arrancar gemidos que cismavam em sair de sua garganta involuntariamente, o que levou sua outra mão até a altura da boca levando a ponta do dedo para dentro da mesma, fazendo a morena morder as falanges do indicador esquerdo em uma tentativa falha de conter os gemidos que chegavam aos ouvidos de seu amante com tanto ardor.

Nesta altura ambos já estavam deitados sobre o chão sem mesmo perceberem quando tinham feito isso. Sasori passou a mover languidamente seu quadril sobre o corpo dela, exibindo-lhe de maneira delirante a ereção que se apertava sob os panos. E como que em comum necessidade dois pares de mãos pareceram acordar para o trabalho de se despir.

As mãos de Kamui foram as primeiras a se mover assim que ela sentiu seu ventre ser maldosamente acariciado pelo membro de Sasori. Os dedos que se enroscavam nos cabelos ruivos desceram abeis em uma caricia arranhada pelo tecido que cobria as costas de Sasori até mergulharem através do elástico do cós da calça de moletom.

A peça foi descida junto com a peça íntima do ruivo, primeiro até onde suas mãos alcançavam e depois terminando o serviço com os pés que levaram as peças abaixo completamente e depois voltaram a subir pelas laterais do corpo sobre si até finalmente enroscar suas pernas na cintura do ruivo, arrancando um suspiro profundo do mesmo como ato. Sasori não via mais meios de conter sua ansiedade em ver Kamui fora daquela roupa que por menor que fosse ainda lhe cobria boa parte do corpo que ele queria a sua disposição por inteiro.

Aproveitando-se da forma como ela havia se enroscado em sua cintura a segurou firme e se sentou trazendo a morena junto consigo, fazendo-a ficar em seu colo. Sem a largar, uma de suas mãos fez o macaquinho que já lhe deixava os seios à mostra ceder ainda mais, até chegar ao ponto em que suas posições não colaboravam para o término da ação.

O ruivo se ergueu levando a morena para a cama e lá sim, se ajoelhou entre as pernas da jovem que fora deixada confortavelmente deitada sobre o colchão e terminou de puxar o tecido por seu corpo lentamente. Sob o efeito da venda que a cegava, Kamui sentiu o tecido macio deslizar por sua pele fazendo-a se arrepiar inteira.

– Ah Sasori-kun não seja tão maldoso comigo. – Disse após passar a língua pelos lábios a fim de umedecê-los, pois cada rufada de ar que puxava ante aos gemidos haviam o secado completamente.

– Não estou sendo maldoso com você. – Disse calmo.

Aproveitando-se do breve tempo para admirar o corpo completamente arrepiado, os mamilos ouriçados e a boca entreaberta por onde saiam as palavras chorosas e os gemidos tão gostosos de se ouvir. Uma intolerável dúvida sobre qual dessas partes queria sentir o gosto sob seus lábios mais uma vez recaiu sobre si, mas não resistiu aos mamilos bicudos que apontavam em sua direção.

Kamui gemeu mais uma vez ao sentir os dentes puxar a delicada estrutura e logo a envolver entre o calor de seus lábios:

– Está sim. Está me torturando, eu quero você agora.

O ruivo riu entre o carinho que lhe proporcionava, conhecia Kamui bem demais pra saber que a prima não tinha paciência pra nada. Na verdade nem mesmo ele podia compreender de onde vinha toda paciência que estava tendo.

Esperar; este era o verbo que dava ênfase ao que se resumiu sua vida. Esperou cada dia que se seguiu após a morte de seus pais. Não sabia ao certo pelo o que esperava, era novo, mas não era simplório. Tinha entendido quando a avó tinha dito que seus pais não voltariam.

Mesmo assim ele esperou, talvez a avó estivesse errada. Mas ela não estava, seus pais nunca voltaram, as a espera também não foi em vão. Pois após anos de espera, fora agraciado com uma companhia; a companhia de Kamui.

E depois de se apegar à menina que não era sua prima, mas fora rotulada como tal, se viu novamente em um estado de espera. Esperar para reencontrar Kamui e trazê-la novamente para o conforto de sua proteção. Esperar pelo reencontro com a prima desaparecida.

Esperar se tornou mais uma vez uma coisa que resumia tudo o que o incomodava: a solidão.

Mas agora ele tinha certeza, não ficaria mais sozinho. Nunca mais.

Talvez viesse daí a paciência em tomá-la, admitir o que sentia por Kamui fez com que esperar não se tornasse mais algo ruim. Na verdade, estava sendo muito prazeroso. Ainda assim adorou ouvir aquelas palavras da boca da morena, teria o resto da vida para saciar seus desejos mais insanos com ela, não precisava se afobar agora.

– E você vai me pedir com jeitinho? – Perguntou tirando e jogando longe sua camiseta e guiando sua ereção pela virilha de Kamui para então seguir ao órgão íntimo, circundando o delicado clitóris com a glande de seu pênis.

– Ah – Aa reação ao toque foi imediata, arrancando não apenas os sentidos de Kamui, mas os de Sasori também. – Onegai Sasori-kun, eu preciso de você em mim.

Era muito gostoso ver Kamui rendida daquela forma quando sempre era apenas ele quem caía arrebatadoramente em mundo onde sentidos e bom senso estavam perdidos. O estado da morena deixava impossível a ele seguir outro rumo que não fosse seu interior, e Sasori a penetrou de forma charmosamente lenta para poder ver e sentir todas as reações de seu corpo.

Passando logo a se mover dentro da morena trazendo a tona os gemidos já conhecidos e deixando os seus acompanharem os dela enquanto os corpos se chocavam. Kamui movia seu quadril em reboladas ousadas que pareciam lavar Sasori para longe do mundo real e fizeram as estocadas do Akasuna mais velho se intensificar.

Ele desceu um pouco mais seu corpo em busca de estabilidade para se investir contra ela com mais velocidade e Kamui jogou a cabeça pra frente, arqueando o corpo ao sentir as novas sensações que a movimentação lhe dava. Roubou os lábios do ruivo enquanto ambos os corpos e moviam sem controle em movimentos descompassados.

O ruivo levou as mãos para o quadril que se movia incessantemente lhe fazendo perder o controle a fim de imobilizá-lo erguendo um pouco o corpo de Kamui sob o seu. A morena se postou apoiada nos cotovelos e quebrou o contato criado pelo beijo quando por espasmo jogou a cabeça para traz dentro de um gemido arrastado.

As mãos do ruivo deslizavam do quadril para as coxas e das coxas de volta para o quadril apalpando e marcando a pele com o toque pesado, até que as sensações em seu corpo pareciam mudar. Ele sabia que estava próximo e cravou fundos os dedos no quadril de Kamui.

Girou seus corpos no colchão deixando a morena sobre si, o movimento reduzindo as estocadas em breves instantes, o suficiente para retardar o fim do que seria apenas o começo da noite. A pele dos corpos já coberta pela fina camada cintilante de suor, as pontinhas dos cabelos morenos por vezes colavam em suas costas e pelo ombro a ponta da fita em seus olhos dançava com os movimentos de seus corpos.

Uma mão da morena foi parar na guarda da cama enquanto a outra pousava espalmada no peito do ruivo dando-lhe estabilidade. Seus movimentos foram intercalados entre estocadas e reboladas com o intensificar de seus movimentos os gemidos passaram a ser gritos.

Kamui ainda os fez mudar de posição mais uma vez, puxando o corpo do ruivo para que sentasse e sem parar com os movimentos se apoiou às mãos que espalmaram o colchão atrás de seu corpo e suas pernas não mais laçava o corpo daquele a quem tanto amava, mas assim como os braços, suas pernas estavam ao lado do corpo fletidas e firmes permitindo que o ruivo puxasse seu corpo contra o dele por pouco tempo antes Sasori a puxar com força e coloca-la novamente na posição inicial com seus braços em torno dos ombros de Kamui, apertando-a firme em seu abraço intensificando de vez suas estocadas lavando ambos até o fim com Kamui colada em seu corpo, agarrando o tórax do ruivo com as pernas e os ombros com os braços.

Retirando-se de dentro dela por necessidade e não por vontade. Sem soltar o corpo que era ainda menor que o seu apenas os virou na cama, trazendo a morena para dentro do abraço aconchegante para o breve descanso antes que começassem tudo de novo. O ruivo se restringiu a ficar alisando as mechas chocolate com os lábios encostados na lateral do rosto perfeito, deixando ali alguns beijos cansados.

– Descanse. – Disse sereno.

– Eu não quero dormir. – Ela respondeu com o cansaço claramente expresso em sua voz.

– Não se preocupe, se você dormir eu vou te acordar. – Ele disse com malícia fazendo um fino sorriso aparecer pelo corpo que se deixou levar pelo sono ainda sem tirar o pano que lhe deixava cega.

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– Cara eu não acredito, você gosta de ser usado mesmo né? – Hidan havia saído do quarto e o flagrara ali em pé diante da porta de Sasori – O que faz do lado de fora? Agora ele não deixa você usar nem o banheiro dele?

– O que? Do que você está falando un? – Perguntou ao outro sem entender nada.

– Da sacanagem espalhafatosa de vocês. Hoje você se passou tanto nos gemidos que eu quase visualizei a coisa toda. É sério Deidara, ou vocês começam a controlar o volume ou eu vou ter que reclamar com o Pain, o meu quarto é o meu templo à Jashin, não dá para adorá-lo ouvindo vocês gemerem aí do lado.

– Hidan eu acabei de chegar, estava em missão un – Justificou.

– Ah não era vocês! Então a Kamui deve ter "catado" o Uchiha finalmente. – Disse e seguiu escada abaixo.

– Kamui e Itachi? – Disse para o corredor vazio – Mas eu vi Itachi-dana seguindo com Kisame-dana pela trilha oeste.

Deidara sentiu o medo e curiosidade pelo o que poderia encontrar do outro lado daquela porta. Deu um passo à frente já com a palma da mão encostada na porta, precisava saber quem fizera toda aquela algazarra que Hidan tinha se queixado.

– Senpai – Ouviu a voz aguda atrás de si – Não entre aí.

– Quem está aqui Tobi un? – Ele sentiu a mão do garoto que era mais alto o puxar pelo ombro.

– Tobi não sabe senpai. – Mentiu – Mas esse não é mais o seu quarto senpai, não pode entrar assim sem ser convidado.

O loiro se deixou levar pelo mascarado e saiu de perto da porta de Sasori. Era muito difícil admitir que houvesse o perdido de vez, mesmo sabendo que o ruivo não via nele nada além de um meio de suprir suas necessidades. Suspirou fundo abaixando a cabeça sem perceber.

– Senpai está triste?

– É claro que estou mala, mas você não entenderia antes de eu explodir sua cabeça un

– Por que não tenta?

– Porque você é o idiota un.

– Mas quero ouvir você. Por que ele é tão importante?

– Cala a boca Tobi, antes que eu faça você virar sete un!

– Senpai... – Reclamou emburrado.

– O que foi agora? – Disse cansado.

– Tobi está tentando, seja pelo menos mais respeitoso!

– Ah Tobi é o que me faltava un, você de terapeuta. – O loiro suspirou e rolou os olhos – Ele..ele viu potencial em mim, tem uma péssima visão artística e sempre briga comigo, mas sempre cuidou de mim e me ajudou a desenvolver. Eu me sentia completamente satisfeito só de andar ao seu lado e... – O loiro falava tanto que não percebeu como o mascarado se aproximava – É muito difícil saber que não é nada pra ele além de...

O mais alto havia se aproximado o suficiente e num movimento rápido moveu a máscara um pouquinho pro lado, alcançando os lábios do loiro em um beijo breve e delicado que pegou Deidara de surpresa. Não respondeu, não recuou, não fez absolutamente nada além de arregalar os olhos com o susto, deixando que o moreno terminasse o que fazia e recuasse, deixando o menor completamente confuso.

– Você estava errado senpai, eu entendo sim. Eu fico feliz até por poder correr para alcançar você mesmo depois que você tenta me explodir, me xinga e bate feio em mim – Disse simples e empurrou a mascara para a posição original e deixando o loiro pra trás, ainda paralisado.

– Tobi.. – Finalmente disse quando o garoto já tinha descido cerca de meia dúzia de degraus e apenas parou e olhou para trás para ouvir o loiro – Não pare de comer doces un... tem um gosto bom – Deu de ombros ao moreno e foi para seu quarto enquanto o outro continuou descendo seus degraus, rindo por baixo da máscara.

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Kamui acordou lentamente sentindo que seu corpo ainda era fortemente abraçado por Sasori e lembrou que tinha os olhos vendados apenas quando tentou abri-los. Levou a mão até a faixa e finalmente a removeu, vendo surpresa o par de olhos que a admiravam divertidos. Ao se deparar com Sasori a observando daquela forma, sentiu o calor subir por sua face, desta vez, não por vontade sua.

– Akasuna no Kamui também cora! – Disse divertido enroscando o dedo no queixo da morena.

– Isso é estranho, eu me sinto exposta.

– Mas quem se expôs aqui fui eu. – Ele riu.

– E o que muda agora? – Ela perguntou se aconchegando mais nos braços do ruivo.

– Como assim?

– Você admitiu que me deseja, eu nunca escondi isso. Mas o que muda na nossa história sendo que de alguma forma nós sempre ficamos juntos?

– Eu acho que você ainda não entendeu a gravidade da situação.

– Hum?

– Eu te amo Kamui, quero ter você completa e só pra mim. – Ao ouvi-lo ela apenas enterrou o rosto em seu peito sorrindo.

– Isso você sempre teve e só você teve.

– E é só isso que tem pra me dizer? – Perguntou sentindo falta do complemento óbvio, um detalhe que poderia parecer tão bobo, mas esperado depois de anos amando em silêncio.

Kamui sorriu com o rosto no peito de Sasori, aproveitando-se de suas nudezas empurrou o ruivo pulando para seu colo e subindo a face enterrada em seu peito até o pescoço sentindo o cheiro gerado pela mistura de seus aromas.

– Não houve um único dia da minha vida em que não amasse você Sasori-kun.

Declarou em seu ouvido para então mergulhar nos lábios do Akasuna, agora que não tinha mais seus olhos vendados, poderia voltar a brincar com os sentidos do mestre das marionetes.

– Etto... – Ele sorriu já rendido ao brilho intenso no olhar daquela fera indomada.

{...}

Por que Kamui tinha que enfiar essas porcarias de dangos na conversa?Itachi-san vamos embora já estamos aqui há horas – Choramingou o peixe.

Não reclame e coma. – Disse sério esticando mais um palito com três bolinhas doces e coloridas no mesmo, mas logo olhou para o azulado com um ar indagador – Acha que devíamos levar alguns para Kamui?

Hnf... maldita Kamui.