Capitulo 06

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Seu nome é Travolta!

oOo

- Kátia? – Draco perguntou franzindo o cenho.

Virginia estava linda enquanto descia as escadas, o salto alto deixava suas curvas mais expostas, a confiança a mil. A calça jeans azul marinho colava como uma segunda pele, a camisa em estilo podrinho tinha a estampa de um tigre e o tecido solto apenas revelava o volume de seus seios, o cabelo estava liso e caia quase até a cintura, a franja reta descia até os olhos azuis, intensos devido à maquiagem escura que os contornavam. A boca estava pintada com um batom de tom rosado e discreto.

- Você quer que eu te chame de Kátia? – Draco repetiu incrédulo. – Weasley, de onde você tirou isso?

- Você obviamente não vai sair por ai me chamado de Virginia. – Ela falou enquanto terminava de descer as escadas. – Eu não estou parecendo uma daquelas russas chiques? Com saltos e roupas bonitas, além dos cabelos negros e olhos fatais...

- Você quer que eu diga o que uma russa linda e bem arrumada chamada Kátia me faz lembrar? – Draco perguntou sarcástico, um sorriso atravessado ocupando seu rosto ao vê-la bufar.

- Não estraga o momento! – Virginia bateu o salto alto no chão de mármore, fazendo um som seco dar ênfase ao seu protesto. – Por Merlin, será que você tem que levar tudo pro mau exemplo?

- Você que é muito ingênua... – Malfoy deu de ombros.

- Não vou deixar você estragar meu humor... agora vamos, criei essa chave-de-portal. – Virginia apontou para ele uma pequena caneta prateada. – Vamos para a Londres trouxa.

- Que cisma é essa de ir atrás de um animal trouxa? – Draco resmungou enquanto segurava a caneta.

- O preconceituoso aqui é você. – Virginia torceu o nariz. – Um cão não mágico vai trazer uma boa imagem pra você, vai quebrar um dos estigmas dos Malfoy. "Malfoys e o mundo trouxa não se mesclam". Você vai ver...

Malfoy ia retrucar quando foi impedido pela chave-de-portal que se ativou. O mundo girou após a costumeira fisgada no umbigo, parando de girar apenas depois que eles se encontravam em um beco Londrino.

- Eu odeio viajar assim... – Draco suspirou apertando o estomago, grato pelo enjôo ter sido rápido. – Nunca sei quando vou ficar enjoado.

- Acontece... – Virginia ajeitava a pequena bolsa. No fim do beco onde estavam Virginia podia ver o movimento intenso da rua principal. – Pronto pra encarar uma avenida de trouxas antes de chegarmos a loja? – Brincou.

- Eu ainda estou tentando me lembrar do motivo de tudo isso... – Draco olhou com desgosto para as pessoas que passavam.

- Vamos logo! – Virginia o pegou pelo braço, arrastando em direção a saída do beco. – Lembre-se, evite cara de nojo e tente ser educado! Nunca se sabe quando haverá um fotografo espiando... não entendo essa cisma por pessoas ricas...

Virginia se segurava para não gargalhar enquanto caminhavam entre as pessoas. Malfoy tentava a todo custo evitar esbarrões, mas era impossível devido ao grande fluxo de pessoas no caminho. Entre resmungos e cotoveladas da ruiva para que ele se contivesse eles chegaram em uma rua menos movimentada. Virginia sorria ao ver que ele parecia mais relaxado.

- Olhe pras pessoas Malfoy... são só pessoas... como nós... esqueça as coisas que escutou e tire suas próprias conclusões...

A contragosto Malfoy obedeceu. Estavam em uma rua cheia de lojas, o que lembrava muito o Beco Diagonal, a única diferencia eram as pessoas, Draco percebeu inicialmente. Usavam roupas diferentes das vestes bruxas e só. Cada uma estava ocupada demais com seus próprios problemas para ligar para o seu redor. Cada um seguia seu caminho, alguns falando ao celular, ignorando um pedinte, outro lendo um jornal e resmungando coisas dentro de uma barbearia. Mas o mais importante, Draco Malfoy era completamente ignorado. Uma ou outra mulher quando passava o olhava, mas admirando sua aparência, não o olhando da forma como os bruxos faziam, julgando por uma vida que ele não escolheu.

- São trouxas, né? Completamente ignorantes quando ao que acontece no mundo bruxo. – Virginia comentou enquanto caminhavam.

- É bom não ser reconhecido pra variar... – Draco se limitou a responder.

- Bom, é aqui... – Virginia parou em frente a uma pequena lojinha. Em sua vitrine se viam vários animais entre coelhos, passarinhos, cobras e gatos. – Lembre-se, tente ser educado com quem nos atender...

Virginia ficou surpresa quando Draco se adiantou para abriu a porta e passou por ele com um sorriso divertido no rosto. Com exceção dos animais a única pessoa na loja era a balconista, uma garota de aproximadamente dezoitos anos, a pele morena, o sorriso amigável. Não era linda, mas seus cabelos encaracolados davam uma graça aos traços do rosto, parecia encantada ao vir atender os novos fregueses.

- Olá, bom dia. – Cumprimentou com um sorriso amável, os olhos se demorando um pouquinho a mais no loiro a sua frente.

- Bom dia. – Virginia cumprimentou.

- Bom dia... – A voz dele soou tensa e Virginia apertou seu braço em um protesto silencioso, obrigando-o a tentar ser mais educado. – Sou Draco Malfoy e essa é... minha amiga Kátia... - A entonação ambígua sugeria muito mais e Virginia corou até a raiz dos cabelos agora morenos.

- Claro, homens bonitos sempre tem amigas... – A atendente falou com pesar. – Sou Anne. Em que posso ajudá-los.

- Viemos comprar um cachorrinho... – Virginia respondeu não tão animada quanto antes, soltando-se com um safanão discreto do loiro ao lado. "Babaca, realmente me fez parecer uma fútil e olhe lá! Eu deveria ter usado um feitiço pra ele ficar em silencio e dizer que ele era mudo..."

- Os filhotes estão aqui atrás. – A mulher apontou em uma direção e Virginia já partiu em disparada, deixando os dois para trás.

- Ela detesta quando a apresento como amiga... – Draco comentou em um tom que Virginia escutasse. – Faço isso só de provocação, ela não fica linda quando esta nervosa?

- Homens não prestam... – Anne respondeu divertida. – Namorada então?

- Pretendo usar esse cachorrinho para pedi-la em casamento. – Finalizou a conversa se apressando para alcançar a outra.

- O que foi aquilo??? – Virginia sussurrou, o rosto vermelho. – Eu escutei o que disse a ela!

- Relaxa, Kátia... – Draco voltou a provocar. – Eu apenas estava salvando sua reputação... Você esta aqui por minha causa certo? Minha mãe me ensinou a não ser mal-agradecido...

- As vezes eu esqueço... – Virginia resmungou. A frente deles havia quatro cercadinhos, cada um ocupado por vários filhotes. Com um aceno ela indicou pra ele se aproximar e olhar os animais. – Seu cão, sua escolha...

- Tanto faz... – Respondeu não tão animado.

Os cãezinhos ficaram animados com as pessoas que se aproximavam e começaram a latir e uivar, clamando por atenção. O som estridente as vezes incomodava e o loiro se continha para não xingar.

Virginia apenas observava divertida ele olhar com nojo os cãezinhos. Em um ponto o rosto enojado ganhou um ar melancólico e ela voltou sua atenção para o cercadinho que ele observava. Dentro havia uma ninhada que tentava se alimentar na mãe que parecia dormir. Os pequenos cãezinhos se empurravam tentando alcançar os bicos para mamar mas havia um cãozinho em especial que não conseguia, sendo empurrado pelos outros filhotes até cair pra longe, seu choro de fome não passava de um gemido fino. Desistindo de tentar se alimentar o cãozinho caminho ate a grade e se deitou, o ar desanimado.

- Acho que escolhi um. – Virginia se abaixou e ergueu o pequeno filhotinho nos braços, os olhos dela brilhando quando ela o aproximou do rosto e foi recebida com pequenas lambidas. – O que acha desse aqui?

- Pode ser... – Draco respondeu tentando demonstrar descaso mas ela pode perceber que ela estava certa. Aquele filhotinho sem duvido havia sido a escolha dele.

"Um cãozinho excluído do meio... ele podia ser menos obvio, lê-lo é tão fácil..." Pensou divertindo com o cãozinho que havia adorado lamber sua maquiagem.

- É um belo beagle né? – Anne comentou.

- Uhum... – Draco comentou sem entender o que a atendente dizia, a visão completamente focada na mulher a sua frente. Virginia estava encantadora, o nariz era lambido pelo cachorro frenético e as sardas que ela tanto escondia começavam a aparecer, a risada dela parecia invadir o ambiente, os olhos brilhando enquanto brincava com o animalzinho. O olhar se desviou do cachorro e se voltou para o loiro, o sorriso ainda ali. O coração dele falhou uma batida antes de se acelerar inexplicavelmente.

- Vamos então? – Virginia perguntou ainda rindo.

- Vamos até o balcão para o pagamento. – Anne falou já se dirigindo para ele.

- Quanto custa o cachorro? – Draco se adiantou, retirando um pequeno saco do bolso.

- Cada filhote custa duzentos e cinqüenta dólares, Sr Malfoy. – Anne falou já tirando um talão para anotar a compra.

- Duzentos e cinqüenta dólares... – o loiro resmungou sem fazer idéia do que ela se referia. – Cinco moedas de ouro cobrem esse valor? – Perguntou jogando os galeões no balcão.

- Moedas de ouro? – Anne perguntou espantada. Olhando as moedas que brilhavam no balcão. – Me dão um minuto para conferir? – Perguntou e ao receber uma resposta afirmativa retirou as moedas do balcão e saiu por uma porta lateral.

- Você não anda com dinheiro trouxa? – Virginia perguntou depois que Anne sumiu.

- Eu nem sabia que havia diferenças... – Deu de ombros.

- Tudo bem... – Virginia riu divertida. – Lá fora me lembre de te contar uma coisinha...

Não demorou muito para uma Anne muito feliz voltar e rapidamente expedir o comprovante da compra. Como cortesia da casa ela ainda ofereceu rações, uma coleira e potinhos para o filhote se alimentar. Do lado de fora Virginia gargalhava enquanto Draco carregava as sacolas, o filhotinho aninhado no colo dela.

- Ok, já se divertiu demais as minhas custas... – Draco a cortou, o rosto nada amigável. – Posso saber o porquê de tanta risada?

- Sabem o que dizem né? Conhecimento é poder... – Virginia mordiscava o lábio inferior para não rir. – Lição número um da vida Sr. Malfoy: saiba um pouquinho de tudo, não foque apenas naquilo que te agrada. Isso pode impedir que te passem a perna.

- E quem passou a perna em mim? – Draco perguntou, a boca uma linha fina enquanto se controlava para não estuporá-la, detestava quando o enrolavam e ainda se divertiam as suas custas.

- Na petshop... – Virginia se segurava mais ainda para não rir na irritação do outro. – Ora, Malfoy, se você não tivesse matado todas as aulas de Estudos dos Trouxas em Hogwarts saberia que grande parte do ouro do mundo é usado por bruxos por isso para os trouxas é artigo de luxo...

- Ou seja?

- Cinco galeões pra você pode não ser nada... mas teria sido o bastante para comprar todos os animais ali... – Virginia levou a mão a boca, o riso alto escapando por seus dedos.

- E você me viu bancar o babaca e não fez nada? - O olhar era perigoso.

- Olha um beco ali! – Virginia saiu correndo gargalhando, um Draco furioso vinha logo atrás. – Se segura bonitinho... – Falou com o cãozinho aninhado em seus braços segundos antes de aparatar de volta para a mansão Malfoy.

- Muito engraçadinha. – Draco falou aparatando logo ao seu lado.

- O que vale é o aprendizado. – Falou esticando o animal para ele.

- O que quer que eu faça com isso? – Perguntou erguendo o cachorro desajeitadamente no ar, a posição não parecia nada confortável pois o cachorrinho começou a chorar.

- Segura ele assim... – Com cuidado ela segurou a mão dele, levantado-a ate seu peito para depois depositar o animal na curva formada, as patas sustentadas pelo braço enquanto a mão segurava seu corpinho. Alegre ele começou a lamber a mão dele, fazendo-o morder a boca para não rir e ceder aos encantos do animal. – Eles gostam de se sentir seguros... – Comentou com um sorriso ao ver o cãozinho bem ajeitado.

- E ele se sente seguro? – Perguntou desconfiado, o pequeno cão parecia contente e Draco não conseguiu evitar sorrir.

- Claro, olha o tamanhinho dele... deve se sentir seguro com uma coisa desse tamanho o segurando... – O sorriso dela se propagou ao vê-lo estreitar os olhos, o sorriso ainda ali. – Bom, vou deixar vocês se conhecerem melhor...

- Aonde vai?? – Draco perguntou já se desesperando.

- Preciso escrever uma carta... – Respondeu desanimada já caminhando para dentro do castelo. – Cuide bem dele... eu volto assim que terminar!

Ignorando os protestos ela correu para seu quarto. Havia gostado do pequeno passeio. Malfoy era ranzinza e sem humor, mas surpreendentemente a divertia. Depois de tudo que aconteceu ela mal se lembrava de ter rido tanto como agora. Não queria demorar muito pois tinha medo do que ele poderia fazer sozinho com o cachorro, assim ela correu para sua mala e retirou um pergaminho e uma pena, sentando-se na escrivaninha do quarto para escrever sua carta.

"Querido Harry...

Sei que minha ultima carta não explicou muita coisa por isso estou escrevendo novamente. Mil desculpas não são necessárias ne? Sei que fui uma covarde em sumir... mas depois de ver sua alegria eu não tive coragem de arruiná-la e assistir...

A verdade Harry, sabe que é tudo que posso oferecer... a verdade é que sempre te amei meu querido, ainda amo. Mas depois de tudo que vivemos eu não sei como aconteceu, esse amor apenas se transformou... te amei como uma garota ama um garoto, não como uma mulher deve amar um homem...

Meu amor por você sempre ira existir, Harry, mas é o mesmo amor que tenho por Rony e minha família... Eu sei que deveria ter tido isso pessoalmente, acho que se tivesse metade da sua coragem eu o teria feito... antes que fosse tarde demais... Me perdoe Harry, não posso me casar com você, acho que merece alguém melhor que eu, mais corajosa sem duvidas...

O que o Profeta Diário disse é mentira, eu não fugi com ninguém, apenas quero ficar sozinha, sempre achei que minha vida estava completa e por isso demorei a entender que o vazio que eu sentia ao longo dos dias era porque havia algo faltando... quero encontrar isso Harry, você me entende? É por isso que eu não posso voltar pra casa agora... não me procure... só vai complicar mais a situação... juro que estou bem... apenas quero esse tempo pra mim...

Com carinho, Virginia."

Virginia não estava completamente satisfeita com o que havia escrito, havia tanto mais que ela queria falar. Mas por hora iria servir, com cuidado dobrou o envelope e abriu a janela do quarto, assobiando para sua coruja Ackles aparecer. Suspirando ela amarrou o envelope na pata do animal, fazendo um carinho em seu bico antes de solta-la.

- Não espere resposta, ok? - Sussurrou antes que a ave saísse em disparada.

Não resistindo ela correu e se jogou na cama de casal macia de seu quarto, gemendo de frustração com o caminhar das coisas. Ela tinha certeza que Harry respeitaria sua decisão, mas não tinha muita certeza quanto seus irmãos, principalmente Rony. Não queria nem pensar na bagunça que seria quando descobrissem...

Virginia mal percebeu quando o sono a atingiu, a cama era tão macia, a seda dos lençóis a envolviam enquanto sonhava, a cabeça afundada nos travesseiros. Só despertou quando sentiu um pequeno dedo puxar seu pé insistentemente, obrigando-a a se sentar. No pé da cama estava um miúdo elfo-doméstico, encarando-a com ar culpado.

- Desculpe por acordá-la senhorita... – Falou torcendo o nariz, a voz subindo um décimo enquanto em nervosismo se desculpava.

- Esta tudo bem... – Virginia rapidamente falou, como medo que o animal começasse a se punir na sua frente, odiava quando os elfos faziam isso. – E porque esta aqui?

- Amo Malfoy pediu que a chamasse... – O elfo se prontificou a respostar, dando um bulo para trás ao ver que ela pretendia se levantar. – Devo acrescentar que o amo estava muito perturbado...

- Perturbado?? – Virginia se preocupou. – Aconteceu alguma coisa?

- não saberia dizer, senhorita... – O elfo ajeitava a cama enquanto ela se olhava no espelho da cômoda, uma careta tomando seu rosto ao constatar que estava toda amassada. – Acho que aquela criatura miudinha esta dando trabalho.... o mestre Malfoy estava correndo pelos jardins da senhora Narcisa atrás dela quando gritou para que eu a chamasse...

- Oh... – Virginia gemeu antes de sair em disparada. Tinha dito que iria ajudá-lo com o cachorro assim que terminasse de escrever a carta mas adormecera, pela imagem do céu se pondo percebeu que por um longo tempo. Tinha medo do que aconteceria com o pobre animal nas mãos do antigo sonserino.

- Eu não queria fazer isso mas... – Virginia chegou no momento em que Draco apontava a varinha para um pequeno bolo de pelos encolhidos entre a grama.

- Draco Malfoy! – Virginia gritou o impedindo de fazer alguma coisa e correu para o animalzinho, que assim que a viu correu para seus braços, tremendo enquanto ela o erguia, abraçando-o com carinho. – O que você pensa que esta fazendo?

- Eu ia dar um fim a esse pequeno mostro! – Malfoy sibilou enquanto tentava se acalmar. – Primeiro estragou os tapetes da sala, ai tentou roer o pé da mesa do escritório! Resolvi trazê-lo para o jardim e olha o que ele fez com as flores da minha mãe!

Virginia olhou com curiosidade para onde ele apontava e percebeu que estavam em um ambiente cheio de flores pelo chão, as flores se estendiam por uma pequena colina, terminando onde começava uma pequena floresta. As flores possuíam varias cores, iluminando o ambiente e desanimada percebeu que uma pequena porção dessas flores havia sido vandalizada, havia marca de pegadas, mordidas e muitos galhos quebrados estavam espalhados, além de inúmeras pétalas que ainda voavam pelo ar. Tentando esconder o divertimento ela voltou seus olhos para o rapaz, pela primeira vez na vida ela via Draco Malfoy completamente descomposto. A roupa estava amassada, com terra manchando a camiseta social bege, o cabelo estava bagunçado, algumas pétalas azuis se viam entre os fios, o rosto de cara amarrada estava sujo de terra, a bochechas sempre pálidas possuíam uma tonalidade rosada devido ao exercício de correr atrás do pequeno cão.

Sem se importar em danificar ainda mais o jardim Virginia sentou-se encima das flores, cruzando as pernas enquanto ajeitava o animalzinho agitado nos braços. Ela podia afirmar com sinceridade que havia tentado, tentado e falhado pois segundos depois de ter se sentado o silencio tenso do ambiente deu lugar a uma risada alta, divertida.

Draco estava furioso sem duvidas, mas ao escutá-la rindo novamente seu coração se acelerou, a raiva irritantemente passando. Ainda de cara fechada ele sentou-se ao lado dela, fechando os olhos enquanto a escutava rir, o som era contagiante e Draco se viu sorrindo. A risada aos poucos cessou e Draco abriu os olhos, vendo que ela o observava, o riso ainda esboçado em sua boca.

- Essa praga só não tem tamanho... – Draco torceu o nariz para o cachorro que parecia estar adormecendo no colo dela.

- Temos um vencedor aqui... – Virginia riu. – Parece que Draco Malfoy perdeu para um pequeno cachorro...

- Muito engraçado... – Draco resmungou sem conseguir tirar o sorriso do rosto. – Olha o que esse demônio fez... a culpa é toda sua...

- Minha? – Virginia disse divertida. – Deixa eu te contar um segredinho... Se você não tivesse corrido pra lá e pra cá atrás dele o estrago nas flores da sua mãe teriam sido bem menores... afinal, olha o tamanho dele... não ia conseguir fazer toda essa bagunça sem ajuda... – Virginia acariciou o pequeno cão em seu colo.

- Droga... – Draco observou as flores e constatou que ela estava certa, havia mais marcas suas do que do animal ali. – Essa coisa é de enlouquecer... a idéia foi sua, onde diabos estava?

- Desculpa... – Falou culpada. – Eu cochilei...

- Simples assim, né? – Resmungou retirando algumas pétalas das roupas. – Duvido que eu fosse reconhecido assim, olha pra mim, parece um...

- Não esqueça que estamos em trégua... – Virginia o impediu de continuar. – Não estrague tudo ofendendo minha família...

- Eu não ia ofender sua família. – Draco respondeu. – Eu ia dizer que estou parecendo um elfo-doméstico!

- Erro meu... – Virginia falou ao perceber que ele era sincero. – Então, posso fazer uma pergunta?

- Diga... – Draco afundou-se nas flores, deitando-se, estava cansado depois do dia agitado que tivera correndo atrás do pequeno cão, admitindo ou não aquele cansaço era gostoso de sentir, relembrando o dia tinha até vontade de rir como Virginia havia rido.

- O que te mudou tanto? Quero dizer, mesmo que tenhamos entrado nessa trégua estranha eu esperava mais discussões vindas de você, é estranho eu estar te ajudando e você aceitando tão facilmente meus conselhos... eu esperava realmente mais discussões e batidas de pé da sua parte até atingirmos um consenso...

- Eu amadureci. – Draco murmurou após alguns segundos pensando. – Hogwarts já faz anos... naquela época eu era um tolo influenciado por meu pai. Se ele dizia que vocês eram escoria então pra mim tudo bem... tanto fazia. Eu também achei que iríamos discutir bastante até chegarmos a um consenso, mas pra ser sincero a sua idéia inicial de comprar um cão parecia fazer sentido... enquanto fizer sentido eu não vejo problemas... em digamos, ouvir você.

- Tão orgulhoso. – Virginia brincou. – Ei Draco... – Comentou estranhando ter dito tão facilmente o nome do outro. – Esquecemos de algo importante...

- O que? – Falou tentando demonstrar descaso,ainda atordoado com a forte impressão que tivera ao escutar seu nome ser tido tão facilmente, nunca gostara do nome que havia ganho ao nascer mas ouvi-lo da boca dela tinha lhe feito quase resfolegar ao sentir um calor estranho em seu corpo.

- Não demos um nome para nosso pequeno destruidor aqui... – Virginia apontou para o cachorro em seu colo.

- Um nome? – Draco se tocou do fato. – Meio obvio...

- Sim... idéias?

- Nenhuma... Pode escolher... – Draco respondeu após pensar, estava curioso para saber que nome ela escolheria.

- Bom, vejamos... – Virginia ergueu o filhote no ar, o rostinho sonolento a encarava manhosamente enquanto ela refletia que nome dar.

- Pretende fazê-lo falar o nome que ele quer? – Draco falou impaciente, não agüentando mais vê-la encarar o animal como se ele tivesse as respostas para todas as perguntas do universo.

- Não seja impaciente... estou pensando no que mais combina... – Draco estava pronto para opinar idéias quando o rosto dela se iluminou, um nome finalmente surgindo. – Já sei!

- E??

- Travolta! – O cachorro deu um pequeno latido, como se aprovasse a escolha. – Acho que ele gostou!

- Você quer que ele se chame Travolta? – Draco torceu o nariz. – De onde tirou isso?

- De um filme trouxa! Não é perfeito? – Virginia agitou o cãozinho no ar, que latia e abanava a calda. – Gosta disso não é Travolta?

- Quantos parafusos você perdeu? – Draco falou franzindo o cenho. – Chama ele de chinelo, sei lá, mas Travolta? Não tinha uma opção menos feia?

- Foi você quem disse que eu poderia escolher, vai dar pra trás agora? – Virginia mostrou a língua.

- Eu deveria! – Draco falou irritado, vendo que ela parecia não ligar a mínima pra ele. – Que seja, Travolta ahn? – O filhote ficou contente ao vê-lo chamá-lo por seu novo nome e pulou do colo de Virginia para a barriga do outro, que se sentou com o susto. Ele tentou afastar o cão mas tudo que conseguiu foi ganhar lambidas na mão. – Que nojo!

- Olha só! Mesmo depois de você quase estuporá-lo ele ainda gosta de você... que cachorro fácil... – Virginia riu.

- Tse. – um resmungou escapou dos lábios dele enquanto observava o cãozinho brincar com seus dedos. – É... quero ver se vai continuar gostando de mim se ele continuar a destruir tudo... imagina quando estiver maior...

- Não seja dramático... – Virginia acariciou o bichinho. – É só um filhote, com o tempo ele aprende o que pode ou não fazer, é só ter paciência...

- Ta pedindo muito. – Draco prontamente respondeu porem uma mordiscada em seu dedo fez sua voz soar risonha ao invés de ameaçadora, fazendo-o bufar e Virginia rir.

Virginia ainda ria quando foi tomada de susto. Sem aviso Draco se inclinou sobre ela, assustando-a ao manter o rosto tão perto do dela. Instintivamente ela tentou afastar o tronco, mas foi impedida por ele que a puxou pela cintura, mantendo-a perto dele.

- O que pensa que esta fazendo? – Virginia balbuciou atônita.

- Calma, Virginia. – Draco sussurrou, o ar quente de sua boca a arrepiando. – Estou te escondendo... – Enquanto falava Draco emaranhou seus dedos nos cabelos dela, puxando-os para frente enquanto os acariciava.

- Me escondendo do que?? – Virginia conseguiu perguntar.

- Tem alguém na cerca da mansão. – Draco segurou o queixo dela quando ela fez menção de olhar atrás dele. – Acho que vi um flash... olha, seu rosto esta quase sem maquiagem e seus cabelos não serão o bastante pra te esconder se tirarem uma foto sua.

- Achei que havia proteção mágica aqui... – Virginia respondeu seu fôlego.

- Minha mãe achou que seria bom retirar os feitiços, mostrar que não estamos escondendo nada...

- Que hora inoportuna pra me avisar... – Gemeu.

- Falha minha, faz tempos que ninguém vem bisbilhotar... – Draco falou irritado. – Agora ouça, eles já bateram uma foto, se seu rosto esta nela ou não é impossível dizer agora. Minha idéia é dar uma foto melhor pra eles, algo que supere seja lá qual foi a outra foto batida...

- Mas... se meu rosto aparece não há foto melhor, afinal, sou eu Virginia Weasley em uma foto com Draco Malfoy após ter fugido de Harry Potter!! – Virginia estava quase ficando histérica, a mão que acariciava seu cabelo começou a deslizar por sua bochecha em movimentos circulares, tentando acalmá-la.

- Não se desespere... já anoiteceu e a luz é parca, a essa distancia ele ou ela não deve ter pego nada tão interessante... – Draco se tranqüilizou ao vê-la se acalmar. – Agora escuta, vou acender a iluminação aqui fora e você vai se inclinar sobre mim, como se estivéssemos nos beijando...

- mas... – Virginia protestou no ato, o coração acelerado, seus olhos não conseguiam se desviar dos dele, que estavam tão próximos, nariz colado com nariz, o pânico se mesclou com a expectativa, seus olhos expressando pânico.

- É obvio que eu não vou te beijar. – Draco respondeu irritando-se. – Boa luz, uma boa foto. Quando você se inclinar faça seu cabelo cobrir nossos rostos...

- Isso não é uma boa idéia... – Virginia constatou com um frio na barriga.

- Vamos lá... a gente precisa se mexer... – Draco remexeu a varinha dentro do bolso e Virginia pode ver a luz na mansão aumentar. O loiro a puxou pela cintura enquanto ia para trás, Virginia então tomou impulso e ergueu o tronco, olhando Draco um pouco de cima, os cabelos negros caindo em cascata com o movimento, tampando o rosto de ambos. – Agora você me beija pra dar realismo a cena. – Draco provocou com um sorriso maroto, fazendo-a relaxar.

- idiota. – Falou sem estar brava. – Você precisa me apalpar?

- A gente esta se beijando, certo? – A voz soou estranhamente rouca, a mão dele subia pelo contorno de suas costas. – ninguém se beija parado!

- Isso é uma péssima idéia! – Virginia repetiu apoiando a mão nos ombros dele para se equilibrar, a posição era incomoda e tentando se ajeitar ela deslizou a perna entre as dele, pode sentir o corpo dele se retesar e parou o movimento, sua face tão ruborizada quanto seus antigos cabelos.

- Vejo que esta entrando no clima. – Draco zombou, a voz baixa. Ambos se encaravam, os olhos azuis dela encarando os acinzentados dele. Por segundos nenhum deles falou, o lado masculino e ávido de Draco gritava para ele beijá-la de verdade, ele não era de ferro e ela era linda, ali em seu colo.

Enquanto encarava o rosto salpicado pelas sardas a sensação de estar sendo observado se dissipou. Como se tivesse percebido isso também o cachorro latiu lambendo a mão dele que se apoiava na grama. Escondendo o pesar Draco rolou na grama com ela, se levantando num pulo, encarando a cerca de entrada, nenhuma sombra ou vulto por perto.

- Seja lá quem for já foi... – Draco murmurou.

- Você podia ser mais delicado... – Virginia reclamou tirando a terra dos braços. – Mas obrigada... eu jamais iria notar alguém espiando...

- Me tornei um pouco paranóico com os anos... – Draco estendeu a mão, ajudando-a a se levantar. – Peguei aquela mania chata de sentir quando estou sendo observado...

- Você fala chata, eu falo útil... – Virginia sorriu. – Obrigada...

- Bom... – Draco deu de ombros. – Eu vou tomar banho, tirar essa terra... como você sumiu durante o dia ele é todo seu agora a noite...

Sem esperar resposta Draco voltou para a mansão. Virginia não tinha pressa em alcançá-lo, então se levantou e só após bater a grama e terra do corpo que ela pegou o pequeno cachorro e disparou para dentro de casa, ficou contente ao entrar no quarto e constar que o jantar havia sido depositado a mesa perto da janela. Com cuidado ela depositou o cachorro, que saiu explorando o quarto, e se dirigiu para o jantar, o estomago roncando.

"Ele quase me beijou..." Constatou enquanto comia. "Não foi imaginação não... ele chegou tão perto!" Virginia ainda via as feições dele, o olhar desejoso voltado para seus lábios. Seu apetite se esvaiu ao sentir que talvez não tivesse achado tão ruim ser beijada. A mente se manifestou, a imagem de Harry aparecendo para fazê-la sentir-se culpada.

"O que vem depois que nossa vida vira de cabeça pra baixo?" Se lamentou pegando o cachorro deitado em seu pé e indo para a cama, deitando-se de lado, ele aninhado ao lado de seu ventre. Virginia sentia um frio no estomago só de imaginar o que veria no jornal no dia seguinte. Não sabia se gostaria de encarar o amanhã. Parecia que a cada passo que dava se afundava ainda mais em seus problemas.

E naquele momento seu maior problema era a felicidade que sentira ao lado de Draco Malfoy. Ria, fazia piadas, se divertia. Quando estava com ele sentia-se bloqueada a pensar nos problemas. Mas ali, sozinha, ela revivia o que vivera durante o dia e sentia-se culpada. Harry sofria enquanto ela se divertia... nada parecia pior que aquela culpa...

O Profeta Diário

Matéria de Capa

Por Lilly Warford

Quem diz que o amor não esta no ar?

Há poucos dias Harry Potter, o herói do reino bruxo foi abandonado vergonhosamente no altar. Difícil não sentir-se triste por ele, afinal, é nosso grande herói! E se um homem tão bom e incrível como ele não consegue manter uma garota então o que restam aos outros?O que há de errado com eles?

A resposta é clara, meus queridos leitores!Homens gentis, bonitos, amigos e companheiros, no final só servem para serem nossos amigos, irmãos. Na escala do desejo quanto mais negro maior é a atração! Mulheres querem o proibido, a adrenalina de estar em perigo. Querem melhor exemplo desses que lhe traz esse artigo?

Após a queda de Voce-Sabe-Quem e da morte de eu braço direito, o temível Lucius Malfoy, o herdeiro de uma das cinco maiores fortunas do mundo tornou-se um recluso. Perspicazmente impedindo que nós, do jornal mais aclamado do mundo bruxo, tragamos pra todos noticias sobre sua vida e como se segue após a queda de seu mestre. Afinal, o publico quer saber se o filho ainda segue os caminhos do pai.

É de conhecimento de todos que Draco Malfoy se voltou contra Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, aliando-se ao grupo vencedor. Mas sua participação na guerra nunca foi citada. E agora, depois de tanto tempo sem dar noticias trago em primeira mão essa bomba pra vocês.

E essa bomba vem em nome de mulher. Segundo Anne, uma adorável trouxa que nos atendeu, o nome dessa mulher é Kátia! Choquem-se tanto quando eu me choquei meus amados leitores, Draco Malfoy, após tempos de reclusão foi ocasionalmente visto andando na parte trouxa de Londres, se divertindo e até comprando animaizinhos sem poderes mágicos.

Muitos ex-alunos de Hogwarts são taxativos ao falar de Draco Malfoy; arrogante, mimado, orgulhoso cegamente de seu sangue-puro, jamais se misturaria com o mundo trouxa, desalmado, insensível, incapaz de amar. O mundo sem duvidas da voltas e estamos presenciando uma grande! Anne, nossa querida trouxa, dando ênfase ao trouxa, nos contou que apesar de não falar muito ele não a destratou ou ofendeu, além de ser muito generoso na hora de pagar pelo animal que comprou, um pequeno filhote de beagle! Quem imaginou Malfoy com um rottweiler esta no mínimo desapontado.

O melhor esta por vir! Quando achamos que Anne iria terminar sua narrativa ela nos comoveu ao dizer que ele não tinha olhos para mais nada além de sua garota, que segundo Anne não era só bonita mas também muito simpática e de sorriso fácil. E o melhor, segundo o próprio Malfoy o pequeno beagle era o presente para o que seria um futuro noivado!

Quem disse que ele é incapaz de amar?

Mas como sabem, nós, do profeta diário, não somos guiados pelas coisas que ouvimos, não trazemos fofocas pra vocês e por isso euzinha, Lilly Warford, fui pessoalmente a mansão Malfoy ver o que descobria. Imaginem minha surpresa ao me deparar com cena tão romântica? O amor pode não estar para todos para sem duvidas estar para Draco Malfoy!

Não se preocupem, eu volto com mais noticias sobre nossa misteriosa Kátia, a mulher que foi capaz de derreter um dos corações mais duros do mundo bruxo!Imagino que todos devem querer saber o que leva uma doce mulher a se interessar por alguém de tamanha personalidade!

No topo da matéria uma foto se sobressaia. Era dia, Draco Malfoy estava parado na entrada da mansão, o pequeno beagle sendo segurado no ar de forma desajeitada, havia uma mulher na foto, porém estava de costas, o que impedia seu rosto de aparecer. Ela parecia estar ajudando Draco a segurar o animal, encaixando-o direito. Draco então sorria, seus olhos brilhando ao encarar a jovem misteriosa. Era uma foto simples, mas que dizia muito...

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Continua...

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Oi gente linda! Ta ai, mais um cap pra vcs ;D

Toda vez que eu termino um capitulo eu vejo que a fic ta seguindo um caminho diferente ao planejado xD até eu já não sei mais o que vai acontecer rsrsrs fic com vida própria rsrsrsrsrs mas espero que estejam gostando^^ é feita com carinho ;D

E eu tenho surpresa pra vcs =D sabem como é, feriado prolongado, nada pra fazer um dia, ai fiz uma capa pra fic ;D atualizei meu perfil e aproveitei pra postar ela ;D

Comentem please =D me deixam muito feliz pra postar mais rápido ;D

Agradecimentos:

Tweedy Sylvester: Obrigada pelo review linda, espero que tenha gostado desse cap tbm ;D e realmente, eu não consigo ver o Draco cuidando de um cachorro rsrsrs uma hora eu consigo escrever isso rsrsrs bjuss linda^^

Layh Malfoy: Que bom que esta gostando da fic moça, espero que tenha gostado desse cap tbm ;D eu sempre tenho a impressão que viajei demais quando termino um capitulo rsrs muito obrigada pelo coment fofa ;D volte sempre rsrs =** =]

Princesa Chi: Oi lindaaaa, pois é, promessa de fim de ano é fogo rsrsrsrs e então, gostou do cap?? Eu não consegui imaginar o Draco cuidando de um poodle rsrsrsrs ohh racinha de cão xD mas gostei do beagle ;D viu ele na capa da fic? Não resisti e coloquei rsrsrsrs espero não ter demorado pra atualizar, as outras fics já tão com os capítulos prontos, so to esperando a betagem pra postar, me aguarde ;D =***

oOo

Ahh, uma previa do próximo capitulo:

Blaise olhava com visível interesse para o corpo esbelto que nadava na piscina coberta ao lado do casarão. Sem duvidas era uma mulher bonita que nadava e sua natureza masculina pedia para que ele se apresentasse devidamente a bela mulher. Com um sorriso maroto o moreno se despiu, ficando apenas de sunga antes de pular na água refrescante. Embaixo d'água podia ver perfeitamente seu alvo se distanciar e com braçadas fortes ele a alcançou. Sentindo que havia alguém na água ela se virou, os olhos azuis encarando-o com espanto. Blaise nunca vira mulher tão bela...

- Ola... – O moreno falou se aproximando mais, encantado com a mulher a sua frente. –os elfos disseram que a convidada do Draco estava aqui, meu lado bem educado disse que eu deveria vir me apresentar pessoalmente... – Blaise esticou a mão enquanto ficava em pé. A parte em que estavam da piscina era rasa, a água batendo um pouco acima da cintura do moreno, deixando seu tórax bem trabalho a mostra. ele sorria internamente ao vê-la olhá-lo com admiração...

Gostaram? Comentem que eu posto mais rápido rsrsrsrsrs

Bjusss gente bonita =*