Revelações parte II:
Capítulo anterior:
Ana acaba a conversa com a rapariga da sombra e fala sobre algo que aconteceu enquanto estava com Boris. Entretanto os bladebreakers tentam decidir uma maneira de perguntar a Ana o que se passa e acabam por decidir rodear o assunto, mas Ana fica revoltada. O avô de Tyson aparece e diz que Voltaire chegou e quer falar com Ana e Kai, e todos decidem ir com ela.
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ANA- "É agora. Vou saber a verdade."- diz enquanto se dirige para a grande limusina à sua frente, de onde saia agora um homem de porte altivo, embora já tivesse alguma (ok, muita)idade.
VOLTAIRE- Olá. Então criança, o que se passou para me abandonares?
KAI- " Como é que ele pode? É tão falso! Ele só está a usá-la, mas…parece tão verdadeiro…Ele nunca foi assim para mim…- disse sentindo uma dor no coração - ciúmes? Será isso? Tenho ciúmes de uma menina? Ela deve ser uns três ou quatro anos mais nova do que eu, e está assustada, e eu só penso em mim… mas não devia? De todos os anos que estive com ele, nem carinho recebi, fui usado! Como ela também será! Está a ser enganada, como eu já fui. Está a afeiçoar-se, tal como eu fiz, até ao dia em que descobrir que não passa de um peão nas mãos de um homem sem sentimentos."
ANA- Olá- disse timidamente enquanto se dirigia para o homem à sua frente, e sem se conter, começou a chorar, enquanto tentava abafar os soluços –"É mentira! Tudo o que aconteceu,…ele não sabia. Ele salvou-me, foi o único que tratou de mim. Ele não me iria usar, não ia! É o único que gosta de mim!"
Enquanto isso, Kai sentiu uma dor forte. Não conseguia perceber, não conseguia aceitar, e tentava controlar-se para não chorar de raiva por ter sido abandonado e por se sentir trocado, ao ver o brilho de carinho nos olhos daquele homem, ao qual chamavam "Ditador"; aquele a quem ele tinha depositado o seu carinho e que o tinha usado. Não melhor estavam os restantes. Os bladebreakers que não conseguiam entender o que se passava. Eles que tinham conhecido aquele homem duro que tentara dominar o Mundo, a abraçar aquela rapariguinha de aspecto frágil que à pouco estava assustada, só de pensar em voltar a vê-lo, e que agora chorava.
ANA- Então não sabias? Não sabias que me batiam? Prometes-te tomar conta de mim, disseste te que gostavas de mim! -disse entre soluços, afastando-se um pouco - Deixaste-me outra vez só!
TYSON- Bater? - disse baixo para os outros - Será que ouvi bem? Aquele velho psicopata mandou bater-lhe e ela está abraçada a ele?
RAY encolhendo os ombros e a falar no mesmo tom - Não sei Tyson. Mas já viste o Kai? Está com uma cara esquisita.
MAX- Acho que são ciúmes, pelo menos é o que parece.
TYSON- Ciúmes? Estás a gozar? O Kai não tem sentimentos!
VOLTAIRE- Bater? Eu nunca faria isso, tu sabe-lo. Temos de falar sozinhos.
KAI- Eu não vou a lado nenhum
TYSON- Nem eu!
AVÔ- Meninos, venham. Acho que precisam de conversar, mas Ana, se precisares de alguma coisa é só chamar, e quero que saibas que gostava que cá ficasses.
TYSON- Mas avô!
AVÔ- Nem mas nem meio mas Tyson! Estamos fora do assunto, por enquanto…
KENNY- Acho que o teu avô tem razão Tyson.
TYSON- Oh, está bem.
ANA- Muito obrigada- diz enquanto enxuga as lágrimas com as palmas da mão.
AVÔ- Andem.
KAI- Eu não vou!
ANA diz segurando-lhe as mãos- Kai, por favor. É muito importante para mim!
KAI- " Como te posso dizer não? Mas, que se passa? Há bocado odiava-a tanto, e agora… "Tudo bem.
VOLTAIRE- Também preciso de falar contigo Kai.
KAI- …
Assim saem todos menos Voltaire e Ana que se afastam e vão para um canto do Jardim do Dojo.
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VOLTAIRE- Que história é essa sobre baterem-te?
ANA- Fazia parte do treino. Tinha que superar a dor. Boris dizia que…
VOLTAIRE- Boris? Então foi por isso…
ANA- Então não teve nada a ver com isto? Que bom! O senhor ajudou-me tanto! Foi buscar-me e contou-me a verdade. Fui tão tola! Mas tive tanto medo… Medo de ter sido atraiçoada… de novo.
VOLTAIRE- Anina, eu nunca o faria. És a filha de Serena, e consegues ser quase um reflexo da sua imagem, não fossem os olhos…
ANA- Esse nome é-me tão estranho… "Passei mais de 14 anos a ser chamada de Ana, a viver uma identidade que não era a minha. E depois saber que não tinha ninguém, que tudo o que tinha vivido era uma ilusão." Eu não me lembro dela… nunca percebi porquê. Deve ter sido horrível saber do acidente de carro… o senhor gostava dela.
VOLTAIRE-" Acidente? Sim, fora o que lhe tinham contado, uma mentira cruel, mas melhor que a verdade.O que farias tu Serena? Parecias saber sempre o que fazer. Deste-me motivos para viver…"
FLASHBACK
VOZ 1-Ei! Serena, espera por mim! - Gritava uma rapariguinha de uns catorze anos com uns olhos violeta e cabelos em dois tons de azul.
SERENA- Não me apanhas Kath! – exclamou outra, com olhos negros assim como os cabelos.
VOLTAIRE- Katherine! Serena! Comportem-se.
SERENA- Olá senhor Voltaire! A viagem correu bem?
KATHERINE- Pai! Que bom! Voltaste! - Disse a rapariguinha atirando-se para o seu colo.- Eu e a Serena preparámos tudo para a festa! Mas ela teve a ajuda da Serenety!
SERENA- Anda lá Kath! Não tenhas ciúmes! Apanhei-te!
KATHERINE- Ei! É batota!
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Nove anos mais tarde
KATHERINE- Pai! Vou indo. Tomem conta do Kai. Por falar nisso, onde é que ele está?
SERENA- Deve estar a brincar com a Anina. E então senhor Voltaire, também vai?
VOLTAIRE- Que é isso Serena! Tantas formalidades! És como uma filha para mim! Receio que não possa ir. Tenho uma viagem de negócios!
KATHERINE- O pai anda sempre tão ocupado! Bem, vou indo. O Hioshi está à minha espera. Toma conta do Kai por mim, está bem amiga?
SERENA- Não te preocupes! Eles vão divertir-se. Por mais que discutam, tenho a certeza de que se adoram.
KATHERINE- É verdade! Lembras-te quando tentaram descobrir quem conseguia saltar mais alto? Foi tão engraçado! Eles pareciam umas bolas voadoras!
SERENA- É! Ainda me lembro da coitada da ama a tentar apanhar a Anina! Ela não suporta que o Kai a supere, acho que é por ter apenas três anos e o Kai não a levar a sério…Mas Kath, tem cuidado. Estou com um mau pressentimento. Diz ao Hioshi para ver se está tudo bem no avião.
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Três horas depois
EMPREGADO- Senhor Voltaire, desculpe interromper a sua reunião, mas está um senhor ao telefone. Parece urgente.
VOLTAIRE- Pode passar.
Sim, quem fala? Alexei? Que se passa?
ALEXEI- Não sei como lhe dizer isto senhor… a sua filha teve um acidente… no avião. Faleceu imediatamente.
VOLTAIRE- Como? Não é possível! Não! Katherine! Hioshi! Não!
ALEXEI- Lamento muito. A Serena também está muito mal. Não dissemos nada ao pequeno Kai, senhor. A minha mulher não aceita o que aconteceu, mas diz que quer cuidar do menino, e para mim, é como se fosse um filho…
Para ele o Mundo tinha acabado. A pessoa que mais amava tinha morrido, e justamente, quando estava a cair do abismo, Serena apareceu, segurando-o, dando-lhe a mão e motivos de viver. Amara-a como amara Katherine e afeiçoou-se aos seus dois "netos", pois agora, era isso que a pequena menina era. Sem Serena, não sabia o que teria sido da sua vida, tendo nas suas mãos uma criança de seis anos. Fora por isso e pelo acumular de raiva que enviara Kai para a Abadia quando mais uma vez ficara sem ninguém, e injustamente culpara o seu neto.
FIM DO FLASHBACK
ANA- Gostava muito de me poder lembrar dela.
VOLTAIRE- " Tenho tanta pena! Eu não tinha o direito de te apagar as memórias nem de te levar para longe, mas era perigoso para ti… Ninguém merece o que te fizemos, viver uma nova vida, apagar uma outra" Sabes, ela teria orgulho de ti. "Tenho a certeza".
ANA- Senhor Voltaire, está tudo bem? Parece mais deprimido que o usual...
VOLTAIRE- Não se passa nada. São só memórias, fantasmas do passado. Bem, prepara-te para partir, agora que já esclarecemos tudo.
ANA- P-pa-partir? Senhor Voltaire, eu…eu não quero parecer ingrata, mas gostaria de ficar…
VOLTAIRE- E o treino? Sabes que o tens de completar…
ANA- Eu sei…dê-me um tempo. É tudo o que peço.
VOLTAIRE- Muito bem. Assim seja. Chama o Kai por favor.
ANA- Muito obrigada! Vou já chamá-lo!
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Dentro do dojo
TYSON- Eu já não aguento mais isto! O que é que eles tanto falam?
KENNY- Tem calma Tyson! Embora ela esteja a falar com um psicopata que quer dominar o mundo - sem ofensa Kai- este continuou como se nada fosse- e que possivelmente quer roubar os bit-bichos - sem ofensa Kai- e que pelos vistos está envolvido num plano de sequestro e maus tratos a uma criança- sem…
KAI- Não te atrevas a dizer isso! O.Ó- diz enquanto se dirige para a porta
KENNY- "Glup"
AVÔ para Kenny- Não te esqueças de que estás a falar do avô dele…
Nesse momento uma coisa que lembrava vagamente um furacão atravessa a porta e "atropela" o Kai.
ANA- Ah! Desculpa Kai!- diz enquanto sai de cima do Kai muito vermelha- Não era minha intenção chocar contigo! .'
KAI- "Mau era se fosse."
ANA- Ah! É verdade! O teu avô quer falar contigo.
KAI- ….- e sai.
ANA- Pelo menos podia dizer obrigada. Espero que os dois se entendam. - Acrescentando enquanto dá uma palmada na testa- Tyson! A proposta de aqui ficar ainda está de pé?
TYSON meio confuso com a mudança repentina de humor- Er, está, não é avô?
AVÔ- Podes crer! Bem meninos, vou ter de sair. Tyson, porta-te bem e tenta não devorar a comida toda.
TYSON- Que graça! Eu como tão pouco, não é malta?
MAX- Queres mesmo que responda?
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VOLTAIRE- Olá Kai.
KAI- O que está a fazer aqui? Não estava de férias?
VOLTAIRE- Quem te ouvir até pensa que não gostaste de me ver- mas recebeu um olhar frio e cortante de Kai que demonstrava que não estava longe da verdade- mas vamos ao que interessa. Já que me viste aqui, penso que tens algumas perguntas a fazer, portanto fala.
KAI- Porque está a fazer isto. Iludir uma rapariguinha e fazê-la pensar que é um inocente?
VOLTAIRE- E quem te disse que estou a iludi-la?
KAI- Não está á espera que eu acredite que gosta dela. Está apenas a aproveitar-se dela. Qual é o plano desta vez?
VOLTAIRE- Com certeza também não estás à espera que eu te responda a isso, pois não? Diz-me Kai, não te lembras de nada?
KAI- ? O que quer dizer?
VOLTAIRE- Nada. Toma conta dela.
KAI- Não lhe vou fazer as vontades. Mas garanto que não o vou deixar vencer.
VOLTAIRE- É claro que vais. " Apenas ainda não o sabes "- e vai-se embora.
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Na mansão Hiwatari
VOLTAIRE- Mandem chamar Boris. Digam que é urgente. E preparem as coisas da lady Anina e entreguem-nas na "casa" dos Granger.
Poucos minutos depois….
BORIS- Mandou chamar senhor? " Será que descobriu?"
VOLTAIRE- Mandei sim. Tenho uma nova missão, especialmente para si… considere a paga do seu recente trabalho.
BORIS- "Uma missão especial? Será que quer dizer que vou ser aumentado?" Muitoobrigada senhor. E qual é?
VOLTAIRE- É tão secreta que só vais saber quando chegares ao teu destino. Neste momento está um jacto à tua espera.- diz com um sorriso de arrepiar.
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Muitas horas depois, dentro de um jacto no Pólo Norte…
BORIS- Tem a certeza de que não se enganou?
PILOTO- Não senhor. Estamos a chegar - diz enquanto aterra - está aqui uma carta do mestre Voltaire. Pode sair. - diz entregando-lhe a carta e uma mala.
BORIS- Deixa-me ler: " Há boatos de que há cangurus no Pólo Norte. Descubra tudo. Iremos buscá-lo daqui a alguns meses, ou talvez anos." Comoassim, vêmbuscar-me…mas se o jacto está - mas interrompe-se ao ver que o avião está a partir e que o piloto lhe acena com um sorriso trocista - VOLTAIRE!
Desculpem a demora, mas tive muito trabalho para fazer este capítulo, porque ficava sempre muito dramático, e sinceramente só o consegui acabar graças á Kaina que me ajudou a ter "coragem" e que me deu a sua opinião. Sinceramente, acho que ficou um pouco chato, mas não encontrei outra maneira de o fazer. Peço desculpa se desiludi alguém.
Pois é , agora já se sabe que é a Serena e já comecei a dar alguns dados sobre a Anina (Ana) e Kai. Nesta fic Voltaire vai ser um homem amargurado por ter perdido tudo, e incapaz de perceber e perdoar o neto. No entanto, isso não quer dizer que ele vá ser um dos bons personagens, a verdade é que o seu futuro ainda não está decidido.
Agora os reviews:
Sophie Asakura - Oi! Obrigada pela review! Bem, a Anina consegue ter o máximo do seu poder quando fica com raiva, ódio, ou esse tipo de emoções, assim como o seu bit-bicho, como se poderá perceber durante as lutas ou durante momentos de tensão. Se ela libertasse toda a sua raiva, poderia ter causado muitos feridos, ou ter destruído parte do centro de treinos, e não era isso que ela queria! Quanto ao resto, bem, o mais normal é que fosse o Voltaire a tentar convencê-la, porque o Boris não tinha conseguido e não se ia arriscar a enfrenta-la, principalmente com o Kai por perto…(como eu odeio Boris! Bem feita ir para o Pólo Norte! Espero que encontre os cangurus! lol.
Kaina Granger – Que seria de mim sem ti! Lol! Além de dicionário e enciclopédia, tens de me aturar no MSN! Sem ti, não sei como iria publicar este capítulo! Já estou a pensar num papel para ti, mas preciso que me mandes uma review com os teus dados físicos e psicológicos. Xau e MUITO OBRIGADA!
Arale- Obrigada! Bem, quase que acertas-te! Mas não, não é uma fera bit, se bem que não estejas longe da verdade… mas acho que acabaste de dar uma boa ideia… Pois é, o Voltaire não é um amor de pessoa, mas na minha fic ele é assim poeque passou muitos desgostos, se bem que não seja desculpa para mandar o pobrezinho do Kai para a Abadia. Espero que tenhas gostado, se bem que esteja um pouco pessimista.
FireKai- Bem, nem imaginas como quero dizer logo quem é a sombra, mas nunca consigo! XD. Acabo sempre por não ter espaço nem ocasião para o dizer… Espero que não fiques tão desiludido como e com o capítulo.
Sora Takenouchi Ishida- Muito obrigada pelo review! Não imaginas o quanto fiquei contente! Adeus!
Não se esqueçam, mandem-me um review e façam-me feliz!
