Oi! Em primeiro lugar queria agradecer à Xia que postou o último capítulo por mim, já que eu estava com os problemas para gravar o documento na Fanfiction. Muito obrigada! Agora, vamos ao que interessa!
Flashbacks e memórias
Capítulo anterior:
O grupo vai a praia e depois de Anina ter invocado Serenety, Viktor, Yumi e Otaki acabam por aparecer e aproveitando-se de Anina estar cansada, desafiam-na. Anina aceita na esperança de se os derrotar, eles a deixarem em paz, mas o combate é mais difícil do que ela pensava. Anina deixa-se levar pelo ódio, e consegue vencer, embora fique com um aspecto um pouco estranho. As raparigas decidem ir com Anina às compras para a ajudarem a descontrair. Kai vai atrás do avô à procura de respostas. Boris tem outra aventura, desta vez com uma baleia.
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Continuou a correr até ver os jardins da maior mansão da cidade. Sem hesitar, procurou os enormes portões, e tal como tinha previsto, conseguiu ver a agitação que tomava conta da casa. Quando todas as criadas estavam em tal agitação e o mordomo com cara de enterro, era óbvio que o senhor Voltaire tinha voltado.
KAI: "Avô, chegou a hora."
EMPREGADO: Senhor Kai? O seu avô chegou ontem…devo avisá-lo da sua presença?
KAI: Não. "Ele já deve estar a minha espera."
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Já tinha procurado o avô no escritório e nas salas onde seria mais provável encontrá-lo, mas nada e parecia que ninguém sabia dele. Se procurasse em todas as divisões da mansão, demoraria séculos a encontrá-lo, e claro, também havia a probabilidade de o avô estar no jardim.
KAI: "Onde é que tu estás? Será que…" Havia um lugar onde não o tinha procurado. Na verdade, não se lembrava de lá ter algum dia entrado, mas não por falta de tentativas. Quando era pequeno, o seu maior desafio era entrar dentro de uma sala. Não sabia o que é que aquela sala tinha de especial, mas NINGUÉM tinha autorização para lá entrar, e só Voltaire tinha a chave.
Decidido, Kai subiu as escadas que levavam a um velho sótão, e tentou a fazer o mínimo barulho possível, até encontrar a porta à prova de balas (e beyblades em chama, como consequência de uma das suas tentativas de invasão, em que, quando estava quase a conseguir entrar, fora apanhado pelo avô) e viu que estava entreaberta.
Sem pensar duas vezes, entrou, e o que viu, deixou-o sem sangue. Embora não tivesse medo de nada, era difícil não sentir a pressão daquele lugar: parecia-se com os quartos que apareciam nos maçadores livros que Anina tanto gostava que lhe lessem, mas o que conseguia arrepiar qualquer um era a ausência de luz. Aquele quarto estaria na mais profunda escuridão se não fossem algumas velas acesas. As paredes estavam cobertas de teias de aranha, e …Kai ficou quase em pânico quando viu o que estava nas paredes: Centenas de quadros e fotografias; imagens da sua avó, mas principalmente da sua mãe e de outras pessoas. Kai não teve coragem para olhar mais, e parou quando viu uma fotografia de Se rena com ele e Anina ao colo.
VOLTAIRE: Já voltaste Kai?
KAI revoltado: O avô é um monstro! Nunca me deixou ver uma única imagem da minha mãe…e aqui…tinha tudo isto…conseguiu transformar estas fotografias em fotografias de terror!
VOLTAIRE: NÃO TE ATREVAS A FALAR-ME ASSIM!
KAI: E como havia de falar? O avô não presta! É um monstro!
VOLTAIRE dando-lhe um estalo que fez Kai recuar: Cala-te! Vieste aqui para falar comigo de assuntos mais sérios que isto! Isto são todas as coisasque me importam! Tu não sabes nada!
KAI: Claro que não! Aposto em como o senhor preferia mil vezes que fosse eu em vez dos meus pais que tivesse morrido! Sempre me odiou por isso… mandou-me para a Abadia, não só para me tornar mais forte, mas para me castigar…e se não tivesse sido a Serena, há muito tempo que já lá estava.
VOLTAIRE: E como é que tu agradeceste, neto ingrato? Foste o responsável da morte da Serena, e atraiçoaste-me quando eu ia dominar o mundo!
KAI: Então é verdade…eles morreram…por minha culpa…
VOLTAIRE: Não vale a pena negá-lo. Se tu não tivesses desafiado a Anina, a Serena estaria viva. Ela era como uma filha para mim…e era tão parecida com a minha filha…
KAI: O que é que o avô quer? O que quer da Anina? Vingar-se dela também?
VOLTAIRE: Não! A Anina é diferente! Ela é igual à mãe…tão parecidas…ela vai ficar do meu lado…
KAI: NEM tentes avô! Podes ter-me manipulado; podes ter-me feito gostar de ti e confiar em ti, mas não vou deixar que o faças com ela! Não vou!
VOLTAIRE: Acho que é tarde de mais, Kai. A Anina confia em mim e vai fazer tudo o que eu lhe pedi. Com o poder da Serenety nas minhas mãos, vou ser invencível! Vou conseguir trazer a Serena e a minha filha de volta…- com ar de louco
KAI: Isso é impossível! O avô está completamente louco! Ninguém pode ressuscitá-las!
VOLTAIRE: E porque não? Se a Serenety levou a vida da Serena e do Alexei, porque não os poderá trazer de volta?
KAI: Será que o avô não percebe? Ela morreu!- virando-se- Pensava que podia ter uma conversa consigo, mas enganei-me. O melhor é ir-me embora.
VOLTAIRE: Pensei que quisesses saber exactamente o que aconteceu…Não me parece que te lembres de tudo…ou não virias procurar-me.
KAI parou. Tinha a certeza de que o avô tinha algum plano que não podia realizar sem a sua ajuda, mas as informações poderiam ser-lhe muito úteis. No íntimo, ainda tinha a esperança de que tivesse sido tudo um pesadelo: Avô, conte-me o que aconteceu.
VOLTAIRE: Desde que a Anina nasceu, vocês sempre competiram. Mas quando a minha filha morreu e tu começaste a ficar mais ligado à Serena, vocês estavam sempre a tentar ter a atenção dela só para um de vocês. A Anina sempre foi uma menina orgulhosa e até mimada, e não gostava de ser superada em nada, e viu, ingenuamente, a tua ligação com a mãe como uma ameaça, tentando vencer-te cada vez mais. No entanto, sempre vimos isso como uma brincadeira, e até nos divertíamos com algumas situações, e acho que foi por isso que não vimos a verdadeira dimensão que o vosso orgulho tinha tomado.
FLASHBACK:
VOLTAIRE: Serena, o que se passa? Ouvi gritos!
SERENA a chorar: Senhor Voltaire! O Kai caiu no lago e está quase gelado!(lembram-se dos pensamentos da Serenety? Isto passa-se no dia em que o Kai caiu à água gelada)
VOLTAIRE: O meu neto!
SERENA: A Anina tentou ajudá-lo mas não conseguiu! O Alexei está a tentar aquecê-lo.
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VOLTAIRE: Kai, estás bem? Em que é que estavas a pensar para ires fazer corridas no lago?
KAI a chorar: Onde está a Anina? Eu quero a Anina! A Anina está mal! Tenho de ir ter com ela, deixem-me sair!- começando a debater-se furiosamente
ALEXEI admirado: Calma, Kai, a Anina já vem. Deve estar a aquecer-se, afinal, ela também caiu à água. Não percebo porque estás tão preocupado.
KAI: Vocês não percebem! Ela está a chamar-me! Ela está a chamar-me, não ouvem?
VOLTAIRE: Calma, Kai. –para Alexei- Deve ser da febre. Está a ter delírios.
SERENETY preocupada: Serena, eu não vi a Anina em lado nenhum…
SERENA: Não te preocupes. A minha filha está bem. Deve estar no quarto. Deixa-me só ter a certeza de que está tudo bem com o Kai que já vou procurá-la.
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ALEXEI muito preocupado: Senhor Voltaire, viu a minha filha?
VOLTAIRE: Não…não a vi…Passa-se alguma coisa?
ALEXEI: Não sei…tenho um mau pressentimento, e tudo aquilo que o Kai disse fez-me ficar preocupado, por isso resolvi procurá-la e nada. Ninguém sabe dela.
SERENETY aparecendo: Não há sinais dela.
SERENA começando a ficar preocupada: Não sentiste frio, Alexei?- pergunta tremendo
SERENETY: Deve ser alguma janela aberta- indo até uma das grandes janelas da mansão, mas parando de repente
SERENA que se tinha aproximado: Oh não!
VOLTAIRE: O que se passa?
SERENA: Está a nevar muito! E a Anina pode estar lá fora, gelada!- começando a soluçar
ALEXEI: Eu vou procurá-la - abraçando a esposa - Serenety, conto contigo.
FIM DO FLASHBACK
KAI: Sim, eu lembro-me disso…ninguém a encontrou…a Anina só apareceu no dia seguinte, e não disse nada a ninguém sobre o que se tinha passado…e mesmo a mim…só veio ver se eu estava bem. Mas nunca mais foi a mesma…desaparecia e não dizia nada a ninguém, e parecia ter perdido o brilho que tinha…
VOLTAIRE: Até ao dia em que te desafiou…
FLASHBACK
Voltaire estava sentado a apreciar a ler um jornal, quando ouviu Serena chamar por Serenety.
VOLTAIRE: Passa-se alguma coisa, minha querida?
SERENA: ASerenety desapareceu…que estranho…ela tinha-me dito que já vinha…
Foi nessa altura que sentiu a terra tremer, e o céu ficar escuro, seguindo-se gritos e o barulho de um edifício a ruir.
VOLTAIRE: Maso que é que se passa?
SERENA: Oh não! É o poder da Serenety! O que é que está a acontecer?- correndo em direcção a um pequeno edifício, destinado ao beyblade- A Serenety nunca iria usar os seus poderes…a não ser que…
VOLTAIRE: A não ser que?
SERENA: Que eu ou alguém que a tivesse poder para a controlar…mas não faz sentido!
Quando entraram no edifício, já Alexei e alguns empregados tentavam entrar.
ALEXEI: Serena, a porta não abre! Porque é que a Serenety usou a sua força?
SERENA tentando entrar em contacto mental com a Serenety: Alex…a Anina está a comandá-la! Conseguiu passar todas as barreiras que eu e a Serenety tínhamos! Ela está no comando…e a combater com o Kai!-assustada
VOLTAIRE: Mas o que é que o meu neto tem a ver com isto?
SERENA: Não sei…não consigo perceber…a Anina está no comando…estou a tentar impedi-la, mas não consigo! A Anina está muito poderosa.- admirada - Ainda mais do que eu! "Mas como?"
ALEXEI: Só a força do ódio pode fazer a Serenety ficar tão forte. E acho que todo esse ódio é contra o Kai.
VOLTAIRE: Contra o meu neto?Mas porquê?
SERENA: Ela nunca iria odiar o Kai! Alexei, tu estás enganado!Eles adoram-se!
ALEXEI: Então como explicas todo esse poder? A Anina nunca se importou com o beyblade, mas, de um momento para o outro, começa a desaparecer e a fazer perguntas sobre estratégias. E o comportamento dela nos últimos dias?A Anina tem parecido distante…não me digas que não reparaste, Serena!
SERENA: Eu…eu não sei…-confusa
A terra começa a tremer outra vez, e o edifício começa a cair.
AMA DE ANINA:Menina Anina!
SERENA:A minha filha!- correndo e conseguindo entrar, sendo seguida por todos os outros
FIM FLASHBACK
VOLTAIRE:Quando entrámos, tanto tu como a Anina estavam esgotados, mas quando a Serena tentou chamar a Anina à razão e voltar a comandar a Serenety…ela ficou ainda com mais raiva e acabou por perder o controlo, fazendo todo o edifício cair, e acabou por ficar debaixo dos escombros.
KAI: Eu lembro-me da confusão e da Serena a chamar a Anina…
FLASHBACK:
SERENA:Anina, para já com isso! O que é que estás a fazer? Não vês que é perigoso?
KAI:A Anina olhou para mim com tanta raiva…e depois fez um novo ataque. Mas ela ficou assustada!- lembrando-se de repente e olhando espantado para o avô- Ela ficou confusa quando viu que me estava a magoar, e tentou proteger-me das pedras que estavam a cair! Mas ela não se protegeu, e quando me vieram ajudar, eu não a vi! A Serena e o Alexei estavam a tentar encontrá-la no meio dos escombros, mas eu só consegui vê-la cheia de sangue, a ser levada. (nesta altura o Kai fica muito perturbado)
Depois levaram-me e mandaram-me ficar quieto, para descansar…mas ninguém me olhava nos olhos.
Quando me deixaram sair, eu fui procurá-la. A Serena estava a chorar com o Alexei à porta do quarto, e disse-me que a culpa não era minha e não me queria deixar entrar…
KAI: Culpa? Mas culpa de quê?Tia Serena, de que é que estás a falar? Porque é que estão a chorar?
SERENA chorando ainda mais: Não é justo! Porquê?-abraçada ao marido – Temos de o fazer, amor.
KAI: Mas fazer o quê?
A Anina estava na cama, e eu sentia cada dor dela em mim…a Serenety estava ao lado, mas parecia que não via nada e depois começou a discutir com a Serena…Mas a Anina falou comigo…pediu-me desculpas…mas estava tão fraca…no dia seguinte, não estava ninguém em casa…e o avô levou a Anina consigo.
VOLTAIRE: Nessa noite, a Anina piorou. Os médicos disseram que ela estava muito fraca e ferida e que não ia aguentar…que era impossível salvarem-na. Então, a Serena e o Alexei mandaram todos os médicos embora e pediram-me para tomar conta da Anina. A discussão da Serena e da Serenety foi por causa disso: eles sabiam que a única maneira de a salvarem era dando-lhe a energia suficiente. Por isso sacrificaram-se naquela noite, dando toda a sua energia e parte da da Serenety à Anina. Embora a Anina tenha recuperado, mesmo com a minha Serena morta, isso teve consequências. A Anina recusava-se a aceitar o que tinha acontecido e tinha delírios constantes. Na altura, o Boris já tinha desenvolvido uma técnica que permitia apagar as memórias. Levei a Anina até lá e encontrei uma família para ela. Mas depois do tratamento, quando a entreguei à nova família, eles desapareceram e nunca mais tive notícias deles.
Por tua culpa, a Serena estava morta e a Anina desaparecida! Se tu não a tivesses desafiado, se não a tivesses feito odiar-te, nada disto teria acontecido!
KAI deixando-se cair e controlando-se para não chorar: A culpa…é toda minha…
VOLTAIRE: Mas agora, estou a dar-te uma nova oportunidade…e se não me ajudares, a Anina vai saber de tudo…eu próprio me vou encarregar disso…e tu não ias aguentar se ela te odiasse, pois não?
KAI ficando furioso: Talvez seja verdade, mas eu nunca o vou ajudar!
VOLTAIRE: Mesmo sabendo que a Serenety é capaz de canalizar energia e fazer as pessoas viverem, não me vais ajudar?
KAI:Para isso acontecer, era preciso alguém morrer em troca, e eu não vou deixar que a Anina se magoe. E o avô não tem provas de que isso resulte!Eu vou defender Anina. Como é que o avô pode descer tão baixo a ponto de mandar alguém roubar a Serenety?
VOLTAIRE surpreso: Mas o que estás a dizer Kai? Eu não mandei ninguém…
KAI: E espera que eu acredite em si?
VOLTAIRE: Porque iria eu roubá-la, se o poder da Serenety só funciona com ela?
KAI desconfiado: Não? Mas se não foi o senhor, quem foi?
VOLTAIRE: Esses ataques podem prejudicar-me. Preciso de fazer alguma coisa. A Kaina e o Tala devem ter servido para alguma coisa, espero.(pensando alto)
KAI: Eles não puderam intervir porque a Anina não deixou "típico dela…sempre orgulhosa"
VOLTAIRE: Vou deixar-te pensar na minha proposta Kai…convences a Anina a ajudar-me, e eu não conto toda a verdade…
KAI: É escusado tentar avô. Eu prefiro mil vezes que ela me odeie, do que enganá-la e ser o responsável pelas consequências. Se o avô gostasse mesmo dela, saberia que isso é demasiado perigoso.
VOLTAIRE: Pensa bem, Kai…poderias juntar-te a ela; todos nós seríamos uma família de novo.
KAI abanando a cabeça: O avô não consegue entender, pois não? A Anina não é e nunca será um objecto nas suas mãos. Eu não vou deixar que o senhor brinque com ela como brincou comigo. Os sentimentos não podem ser manipulados, nem pelo senhor. Se quer mesmo a amizade dela, tente merecê-la. E se o avô não para com tudo isto, sou eu que lhe conto a verdade. – indo-se embora, mas parando um pouco quando vê uma fotografia: duas jovens raparigas, uma com cabelos e olhos negros, e outra com uns cabelos de um azul como o seu; com duas crianças. O rapazinho estava a puxar uma madeixa de cabelo negro de uma rapariguinha ainda muito pequena, que o olhava ameaçadoramente, com os seus olhos verdes muito abertos. Kai não conseguiu evitar um pequenos sorriso.
TYSON: A sobremesa estava muito boa! É uma pena que a Hilary não cozinhe tão bem como tu, Anina!
HILARY furiosa: O que é que estás a dizer, Tyson?
SOPHIE rindo-se: Vocês são muito engraçados!
TYSON com um grande galo na cabeça: Eu não acho graça nenhuma…
TALA: Porque é que as mulheres têm de ser tão violentas?
KAINA: Dissestealguma coisa, Tala?
TALA abraçando a noiva: Não. Absolutamente nada.- aproximando-se, dando a entender que a ia beijar, quando Kaina se afasta de repente, parecendo ter apanhado um escaldão e faz Tala dar com a cara no chão.- x.x
KAINA vermelha: Er…eu vou buscar um copo de água….
MARIAH: Quem diria…que a Kaina que é sempre tão forte e fria se atrapalhasse tanto com um abraço?
SERENETY olhando directamente para a Mariah: Talvez por não ser uma vadia como certas raparigas…
MARIAH com uma onda de fogo: O que é que queres dizer com isso, assombração?
SERENETY: O que foi? Incomodou-te, aberração cor-de-rosa?
MARIAH/SERENETY: Grrr!
TODOS:⌐⌐⌐''
MARIAM: Passa-se alguma coisa, Anina?
Anina tinha passado todo o dia melancólica, e estava sempre a olhar para a janela.
ANINA: Não…nada…vocês não sabem o que se passa com o Kai?
MAX: Não te preocupes. O Kai é mesmo assim, vai e volta quando quer, sem dar satisfações a ninguém.
ANINA: É. O Kai nunca gostou que o controlassem.
KENNY: o.O Quem te ouvir falar assim, pensa que já o conheces a muito tempo…
KYOU interrompendo já que Serenety estava tão concentrada na sua discussão que nem notara o tema da conversa: Anina, queres mais alguma coisa?
ANINA: Não. Vou dar uma volta. E quero ir SOZINHA.
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Kai estava a caminhar lentamente, mas o seu cérebro funcionava com toda a rapidez, e estava concentrado num único problema: Anina Bazhedief.
O que sentia verdadeiramente por ela?
Agora que sabia que fora o responsável por todos os anos de solidão de Anina, pensara que os seus sentimentos se modificariam, mas estavam lá: tão intensos como antes.
Mas não podia pensar num futuro com ela sabendo da verdade; como iria olhar para ela sabendo que quase a matara e que lhe estava a mentir? Por outro lado, se contasse, era ela que nunca mais iria querer olhar para a cara dele. Bem, não que isso importasse realmente, afinal de contas, a Anina devia gostar de algum rapaz que ela tivesse conhecido. Bonita como era, não haviam de faltar pretendentes, e porque iria ela interessar-se logo por ele, que era considerado frio e egoísta?
Estava tão concentrado, que nem viu alguém aproximar-se.
KAI: "Como é que eu lhe vou dizer isto? Não posso dizer-lhe: olá, sabes, matei a tua família, mas isso não importa, pois não? Ah, e já agora, o meu avô quer usar-te para ressuscitar a tua mãe…só que o mais provável é que isso nem resulte…"
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Anina estava a caminhar preocupada. Desde que vira Kai sentira algo de estranho: uma espécie de formigueiro, que parecia querer alertá-la para algum perigo. Serenety rira-se, mas a sensação continuava, principalmente quando pensava em Kai. O que teria ele de tão especial? Quando ele estava longe, não conseguia evitar pensar nele e nas desconfianças que tinha, assim como nos pesadelos de que se esquecia; mas quando estava perto, tanto sentia uma alegria tão grande, como uma raiva pela sua arrogância.
De tanto pensar, acabou por se enervar,e, sacudindo a cabeça, e ficando furiosa consigo mesmo começou a correr.
ANINA: AH! Mas porque é que não consigo deixar de pensar nele? Vou dar em doida!
Como corria de olhos fechados, não viu que havia mais alguém a pensar, e acabou por chocar com a última pessoa que a sua cabeça confusa precisava encontrar…Kai Hiwatari.
ANINA depois do choque dando um salto com o susto e acabando por aterrar em cima de uma árvore: Ah! Será que não vê por onde anda?
KAI olhando sarcástico para cima da árvore: Se eu bem me lembro, tu é que vinhas a correr…
ANINA caindo da árvore com o susto: Ah, és tu, Kai! Onde foste? "Porque é que, com tantas pessoas no mundo tinha logo de chocar com ele?"
KAI: Fui ter com o meu avô. "É agora. Vou contar-lhe" Anina…
ANINA :o.õ O que se passa Kai? A conversa não correu bem?
KAI: Anina, tenho de te dizer uma coisa muito importante... "Não consigo…não consigo dizer-lhe…mas tenho de o fazer" Anina, fui eu que…
ANINA: Foste tu que…
KAI: Fui eu…que fui o culpado pela…-mas quando ia começar a falar, uma chuva intensa começou a cair, fazendo-os ficar ensopados
ANINA+.+ Tu dás-me azar Kai…A Serenety vai matar-me quando eu chegar a casa ensopada…
KAI: "Será que até o tempo está contra mim?" – indo abrigar-se com Anina
ANINA: Amanhã vens connosco ao shopping, não vens?
KAI: Eu? Hnf, não gosto muito de ir às compras…mas vou.
ANINA: A sério?
KAI: Sim…para ter a certeza de que vocês não destroem nada…
ANINA: Bem…a chuva parou…foi a chuva mais estranha que eu já vi! "Até parece que veio no momento certo…não estava a gostar mesmo nada do caminho que a conversa estava a levar…parecia que ele me ia dizer alguma coisa mesmo má."
KAI: Vamos indo?
ANINA: Sim, claro.
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SOPHIE: Bem, então fica combinado! Amanhã vamos todos às compras! Até podíamos ir ao cinema, não acham?
HILARY: Sim! É uma óptima ideia! Há um filme de terror mesmo giro no cinema!
MARIAH entre dentes: Não sei para que queres ver um filme de terror…tens uma assombração a viver nesta casa…
SERENETY: O que é que disseste?
MARIAM: Nada…ela não disse nada… pois não, Mariah?
MARIAH: Nadinha.
ANINA saindo do banho: Passa-se alguma coisa Serenety?
SERENETY: Nada. Mariah, não devias pensar em ir ao cinema…acho que lá não aceitam animais, e não podemos deixar ninguém lá fora…
MARIAH: AHHH! Eu vou-me a ela!- sendo agarrada pela Hilary e pela Mariam
KYOU: Amanhã o dia vai ser muito longo…⌐'
TYSON: Podes crer…é milagre se nenhuma se matar…
RAY: Eu só espero que elas não se lembrem de mim…é duro ser tão irresistível…
MAX: Estás a gozar, não estás?
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VIKTOR: Yumi, quero esse ataque perfeito! Não te estás a esforçar!
YUMI: Mas é claro que estou! Tem calma, Viktor!
OTAKI: Sim, não achas que estás a exagerar?
VIKTOR: Exagerar? Aquela miúda venceu-nos aos três, e achas que estou a exagerar?
OTAKI: Mas nós não demos o nosso melhor.
YUMI: E estão a esquecer-se da minha arma secreta.
OTAKI sarcástico: Tão secreta que tu nem sabes o que é. Acorda, Yumi, o que é que pode ser tão importante que nos faça ganhar?
YUMI: Podes rir, Otaki, mas eu tenho a certeza de que é alguma coisa muito importante. Se não, porque é que o sr Vladimir não nos dizia pelo telefone?
OTAKI parecendo pensar no assunto: Talvez porque a chamada é muito cara?
VIKTOR: MENOS CONVERSA!
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Entretanto, no Pólo Norte…
BORIS:AHHHHHHHHHHH! SOCORRO!- nadando o mais depressa que conseguia, e extraordinariamente, sem congelar
BALEIA: Mhammaham…- nadando atrás de Boris
BORIS: Por favor! Alguém me ajude! Suplico!
Mas foi tarde de mais, porque a Baleia engoliu-o.
BALEIA:Mham…-parando- o.o nhac!- cospindo Boris que foi atirado para um iceberg
(tradução do pensamento da baleia) Que nojo! Devo ter comido alguma coisa muito estragada! É melhor ir ter com algum tratador…posso ficar doente…
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Finalmente!
Este capítulo não era para existir (não desta maneira) mas achei que devia dar mais algumas informações sobre a morte da Serena e do Alexei, mas mais para a frente (quando não houver mais mistérios)vai haver um capítulo inteiro sobre isto, mas com TODAS as informações. As aventuras do Boris vão começar a ser baseadas nas ideias que me deram e que estão muito boas! OBRIGADA e se tiverem mais ideias, é só dizerem!
(Esta aventura do Boris foi baseada numa das ideias do FireKai)
Obrigada a xia-thebladergirl(gostei da ideia!bjx); Hakubi Washu; KnucklesGirl (obrigada! O Boris ainda vai sofrer…u.u); Kaina H. Granger (Casamento? Talvez ainda seja um pouco cedo…mas não é má ideia…) ; Arale (oi!Que bom que está acabando! Espero que tenha gostado desse, e sim, a Yumi vai fazer a vida da Anina num inferno!eheh Você não consegue imaginar as informações dela?Bjx);
Parallel Goddesses (o Boris é mau de mais…a coitada da baleia até ficou doente!);FireKai (como já tinha dito, ADOREI as ideias! O Boris vai sofrer tanto tanto!O Boris já foi comido, mas não precisou de tentar sair…a baleia encarregou-se de lhe mostrar a saída… Espero que não tenhas ficado desiludido com a conversa dos dois); James Hiwatari (oi! Tanto review! Assim é que eu gosto!n.n A Serenety e a Mariah se adoram;e o homem de medabots, acho que vendia várias coisas…mas desta vez deu para flores! JAMES HIWATARI, QUE É QUE VOCÊ QUIS DEIZER COM ISSO? "Quero só ver essas compras... Sou da mesma opinião que o Tala, ainda mais porque eu conheço quem é que decide o que vai acontecer …"Você está-me chamando de mazinha? Snifsnif…magoou…)
Obrigada a todos os que estão a ler a fic e não se esqueçam dos reviews!
É tão fácil, escrevam um e deixem-me feliz!
