Bem vinda à Rússia, senhorita Bazhedief

Capítulo anterior:

Anina e Kai falam um com o outro. Anina confessa ter medo da profecia que Esmeralda fez. Sophie diz que é possível Anina não se querer lembrar do passado.

Yumi, Viktor e Otaki descobrem a verdade através dos dossiers que Vladimir enviou.

Nota: Este capítulo está um bocado grande, quase que se poderia dividir, em dois, mas como demorei muito para actualizar, resolvi fazer assim.

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Japão, 1 da manhã

Viktor levantou-se incomodado. Yumi tinha-lhe pedido para deixar tudo nas suas mãos, ao que parecia, ela odiava mesmo a miúda. "Hnp" pensou. Desde que conseguissem o beat-bicho não havia problema nenhum. Para ele até era melhor, não queria sujar as mãos numa menina daquelas. Deitou-se outra vez, mas não adiantou. Continuava a sentir-se desconfortável.

" Bolas, assim não vou conseguir dormir."- Afastou-se um pouco de Yumi, que tinha os seus longos cabelos castanho claros com as duas das madeixas azuis sobre o seu rosto. Até parecia inofensiva.

"Mas ela é tudo menos inofensiva"

YUMI: Hm…ainda é cedo. Treinamos muito. Ahah- voltando a adormecer

Viktor vestiu-se e foi até ao telefone. Aquela música toda estava a incomodá-lo, também, depois de tanto tempo de treinos e alguns copos de vodka a mais, não era de estranhar. Marcou o número e esperou.

VLADIMIR: Viktor…

VIKTOR: Como sabia que era eu?

VLADIMIR: És o único a ter coragem de me ligar à uma da manhã. O que queres?

VIKTOR: "Então ele está no Japão? Não interessa" Porque só agora é que enviou as informações sobre Bazhedief? Se já sabia tudo isto porque não disse antes? Podíamos ter evitado aquela derrota humilhante.

VLADIMIR dando uma risada seca: Viktor, Viktor! Esperava que não precisassem disso para vencer. De qualquer maneira, espero que a Yumi saiba o que fazer com elas. Não quero ter de ver a Bazhedief à minha frente.

VIKTOR: Não se preocupe. Vai dar tudo certo. Vamos atacá-la dentro de alguns dias e …

VLADIMIR: NÃO. Vão atacá-la hoje.

VIKTOR: Hoje?

VLADIMIR: Sim. O Voltaire quer levá-la de volta para casa e isso não pode acontecer. Se ela voltar, vai ser muito difícil apanhá-la. Por isso, quando voltar a falar contigo, espero que tenhas o beat-bicho das trevas contigo.- desligando o telefone

VIKTOR: Gostava de saber o porquê de ele não querer ver a Bazhedief em pessoa. Nem fotografia quis dela. – disse para si próprio

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Escuridão…tanto frio. E medo, muito medo.

"Não, estou presa! Eu sei que estou presa. Presa e sozinha…Kai! Kai, onde estás? Mamã? Papá? Onde estão vocês? Não me deixem aqui sozinha. Porquê? Porque me estão a trair? Porquê? O que é que eu fiz? Eu juro que vou ser melhor…vou deixar de pensar só em mim, mas não me abandonem. Outra vez não! Vai acontecer de novo."

"Onde estás? Anina? Anina, onde é que te meteste? Está tanto frio aqui…como naquele lago…Lago? A Anina estava no lago. Tenho de lhes dizer, mas não consigo falar. Anina, não te vou deixar sozinha. Não tenhas medo, eu vou buscar-te. Porque não me ouvem? Ela não pode ficar lá sozinha, não pode…"

KAI/ ANINA:NÃO!

TYSON: Ah! Kai, Kai, acorda! Estás gelado, o que aconteceu?

RAY: A Anina também gritou, é melhor irmos ter com ela.

KYOU saindo a correr: ANINA!

TALA: -.-U Exagerado. Eu vou atrás dele.

MAX: Vocês não acham estranho eles terem gritado ao mesmo tempo?

KENNY: Eu acho. Até parece coisa de f-f-fantasmas.

KAI: Anina. Temos de ir ver como ela está.

No quarto das raparigas, todas tentavam ajudar Anina.

KAINA: Anina, estás bem? Oh não, estás ensopada em suor.

SOPHIIE: Estás com febre?

MARIAH: É melhor ir buscar alguma coisa para beberes.

HILARY: Tem calma, foi só um pesadelo, vai ficar tudo bem.

MARIAM: Umas cobertas, é melhor vestires alguma coisa quente, estás gelada!

ANINA sorrindo um pouco ao ver a preocupação das amigas: Obrigada, mas eu estou bem. Só estou um pouco tonta e com frio, mas nada de mais.

KYOU arfando da corrida: A-Anina! Está tudo bem?

ANINA: Tudo, foi só um pesadelo. Eu já vou dormir.

KAI aproximando-se dela: Tens a certeza? Então dorme e vê se descansas. - afagando-lhe a cabeça como quando eram crianças, fazendo-a ficar vermelha

ANINA: "Parece-me tão familiar…" –abraçando o Kai sem saber bem porquê. "Eu só sei que o quero ter aqui, comigo. Não sei porquê mas tenho medo que ele me deixe"

KYOU: Grr.- Saem todos

TYSON para Kai: Ei Kai, o que foi quilo?

KAI: Aquilo o quê, Tyson? - com um olhar mortal

TYSON: Tu sabes, o abraço e isso.- olhando para ele de forma estranha e imitando a voz do Kai- Dorme bem querida Anina, meu amor…

RAY vendo a cara assassina de Kai: Andem lá, deixem o Romeu descansar. Ele depois conta-nos o segredo dele.

KAI: "Rico amigo que me saiu." Hnp, não tenho nada a dizer.

KYOU tentando segurá-lo: Se tu andas a atirar-te à Anina eu…

KAI empurrando-o com força: Tu o quê?

KYOU: Grr. Não te esqueças que eu sempre protegi a Anina e eu não vou deixar que a magoes. Ela ainda é muito nova!- Kai já se tinha ido embora- Ei? Estás a ouvir?

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No quarto das raparigas:

MARIAH: Anda lá Anina, conta tudo!

ANINA: Tudo o quê?

SOPHIE: Entre ti e o Kai! Ai, vocês fazem um casal tão fofinho! Já estou a imaginar o vestido de casamento - Anina engasga-se

KAINA: Menos Sophie, menos u.u''''

HILARY: Ele já se declarou? - desta vez Anina começa a sufocar de tão envergonhada

MARIAM: Aproveita que a Serenety não está aqui e conta tudo! E não digas que não há nada entre vocês. Tu ficaste muito corada e até o abraçaste.

ANINA: Isso não quer dizer nada! Eu gosto dele, mas daí a amá-lo…Embora eu me sita muito feliz quando estou com ele - com ar sonhador - Parece que o conheço à anos. Mas somos só amigos! Eu gosto dele como um irmão "Acho eu"

KAINA mudando de assunto: Pensas nisso mais tarde. Agora vais dormir porque logo não te vou dar descanso. Vai ter de treinar muito!

ANINA tremendo um pouco: Kaina, não está frio?

SOPHIE: Não, não está. Até parece que tiveste um mau pressentimento.

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Horas mais tarde:

Anina já se tinha vestido e preparava-se para ir treinar. Usava uma saia preta, pouco acima dos joelhos, com roda e uma blusa branca um pouco acima da cintura e trazia os seus cabelos cacheados soltos. Sorriu ao ver que já não tinha nem um dos arranhões causados por Boris. Como estariam os outros na Abadia?

Trimmm

TYSON: Eu atendo! Está? Avô? Onde é que tem estado? Nunca mais deu notícias. E já se passaram quase duas semanas.

Anina sorriu. Duas semana…Em menos de duas semanas tinha sido mais feliz do que em toda a sua vida. Tinha conhecido tantas pessoas maravilhosas. Era uma rapariga cheia de sorte e mesmo assim, ainda se queixava. Era uma egoísta mesmo, sempre tentara agradecer e nunca se queixar, mas às vezes era difícil. Ouviu Tyson gritar para o telefone e conseguiu perceber que o avô ia voltar para casa. "Ainda bem. Gosto muito dele. É diferente do "avô" Voltaire, mas tenho-lhe o mesmo carinho."

TYSON desligando e indo para o jardim: Pessoal, o meu avô chega hoje e tenho de o ir buscar ao aeroporto.

KAINA: Então vamos todos contigo! Tenho de agradecer ao sr. Granger mais uma vez por ter cuidado tão bem da nossa Anina!- abraçando-a e fazendo-a corar

ANINA: Kaina! Deixa-te disso, já não sou nenhum bebé!- fazendo todos rir. No entanto, de uma hora para a outra, ela fica séria

KAI preocupado: O que se passa contigo?

ANINA: Acho que vi alguma coisa (nota: ela está de frente para o muro)- e com uma graciosidade incrível, salta o muro como se não fosse nada, sendo seguida pelos outros- "Quem será? Bolas, se eu pudesse libertar a Serenety…mas não quero usar a força dela só por causa disto"

KAI: O que é que está a acontecer?- perguntou correndo ao mesmo ritmo que Anina

ANINA: Pareceu-me ver alguém. Ali, olha!- apontando para um vulto, que atirou alguma coisa em direcção de Anina. Novamente, esta fez um novo movimento e apanhou o objecto ainda no ar, pousando no chão como se estivesse a dançar. Kai olhava-a fascinado, assim como os outros. Ela sempre fora óptima em artes marciais, mas nunca tão…perfeita…cada gesto parecia divinal, fazia-o com a destreza de uma bailarina.

KAINA desviando o olhar de Anina: Desapareceu. O que foi que ele te atirou?

ANINA: Uma carta…do avô Voltaire. – olhando-a com um pequeno sorriso

TYSON: Será que ele não sabe o que é o Correio? Tinha logo de mandar alguém entregar uma carta desta maneira.

KAI: "Ela não devia ficar tão contente com aquela carta. Como é que a vou fazer perceber que o avô não gosta de ninguém?"

Depois desta confusão, voltaram ao dojo e treinaram durante várias horas. Anina esforçava-se muito, tentando receber elogios de Kaina.

KAINA: Muito bem, chega por hoje. Acho que já podemos ir buscar o teu avô.

ANINA espreguiçando-se: E eu ainda quero ler a carta. Vou subir e tomar um banho.

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Kai já se tinha trocado quando viu Anina a um canto. Ela estava um pouco pálida e mexia nervosamente num pedaço de papel, um pouco amarrotado. Sentiu o ódio dominá-lo e estava prestes a entrar no quarto quando Anina, sobressaltada, deu conta da sua presença.

ANINA: A-hum…Kai, estavas aí? - perguntou insegura, enquanto fazia a carta desaparecer rapidamente. Era óbvio que não a queria mostrar

KAI: "Maldito. Magoou-a, tenho a certeza." Se algum dia precisares de um conselho, eu vou estar pronto para te ouvir.- disse Kai um pouco rudemente. No entanto, Anina corou e abriu um sorriso. Sabia que Kai era solitário e que não gostava, ou não sabia, demonstrar as suas emoções.

ANINA: Obrigada por te preocupares comigo, Kai. Eu não me vou esquecer.

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No aeroporto…

TYSON: Olhem, ali vem o avô!

AVÔ: Então meninos! Há quanto tempo. Bem, acho que nunca tinha tido uma recepção tão numerosa! Espero que a casa esteja inteira. E tu Anina, como vais?

ANINA fazendo uma pequena vénia: Está tudo bem. Muito obrigada mais uma vez pela sua hospitalidade, avô.

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YUMI: Está na hora, façam tudo o que eu disser.

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O grupo andava calmamente pelo parque, dirigindo-se para o dojo. Anina ia um pouco mais adiantada que os outros, sendo observada por Kai, que estava atento caso acontecesse alguma coisa. E rapidamente alcançou Anina, puxando-a para si, quando viu três beyblades dirigirem-se perigosamente na sua direcção.

A s gargalhadas dos restantes cessaram e todos ficaram alerta.

KYOU: Quem esta aí? Apareçam e mostrem as vossas caras covardes.

YUMI: Não te irrites tanto, laranjinha…não é a ti que queremos. Espero que não te tenhas esquecido de nós, Anina

ANINA: Nunca me poderia esquecer de alguém tão mau beyblader com tu, Yami.

YUMI: É Y-U-M-I idiota! E vamos ver quem é mau blader já a seguir!

ANINA: Como queiras, Yumi… Talvez desta vez deixes de ser tão covarde e lutes sem as tuas amas de companhia. - com os seus olhos de um verde quase negro, e tão ou mais frios e distantes que os de Kai

OTAKI: "Por favor, Anina, para de a irritar! Eu não quero que te magoem…por favor, perde!"

VIKTOR: Veremos. Mas aviso-te, a beat-bicho vai ser nossa

ANINA: A Serenety não vai a lado nenhum! Se querem luta, preparem-se!- apontando o seu lançador. Mais uma vez, aquele arrepio, o frio intenso, depois sentia uma sensação de desconforto, como se estivesse a ser atravessada por uma corrente eléctrica, e finalmente aquela sensação de falsa euforia, em que se sentia poderosa e livre. O seu beyblade negro e prateado demonstrava claramente o seu poder.

Yumi, Otaki e Viktor também prepararam os seus lançadores e nem Anina nem os seus inimigos perderam tempo para se atacarem.

AVÔ: Mas o que é que se passa aqui? Não me digam que vão atacar uma rapariga indefesa, seus covardes!

TYSON: Isto é uma longa história, avô. Mas tem razão, eles estão a ir longe demais.

KAINA: Tala, Kyou, Sophie, ponham-se a postos e se houver problemas, não hesitem.

ANINA: Vai Serenety! Ataque Ilusão Negra!- fazendo uma névoa negra intensa

YUMI: Otaki, é a tua deixa.

OTAKI: Vai Dark Lupos!

ANINA rindo sarcástica: Achas que o teu lobinho me vai vencer tão facilmente?

OTAKI: E porque não? Já acabou com este truque antes.

ANINA: Eu não seria idiota ao ponto de usar o mesmo ataque. Este é a sua nova versão: diz olá às minhas criações! Ou melhor, diz antes adeus!- chamando o seu beyblade das brumas negras, vários outros apareceram, atacando os vários beyblades- Porque não desistem? Nunca vos vou entregar a Serenety.

VKTOR: Até podes ser forte, mas não tens a nossa experiência. Quantos anos tens? 13? És só uma miúda indefesa com um bom brinquedo e um bocado de talento, mas continuas a ser isso, uma criança.

ANINA com os olhos húmidos: Até posso ser mais nova do que tu, mas isso não quer dizer nada! Não sabes de metade das coisas que me já aconteceram, por isso, cala-te! Até estava a ser boazinha com vocês, mas só para não ter de ouvir a tu voz, vou acabar contigo já! SERENETY! -Serenety libertou-se e apareceu. Mesmo já a tendo visto assim, nunca iriam deixar de se surpreender com a beleza e imponência do beat-bicho da escuridão.- Serenety, ataque bola negra!- das mãos de Serenety, uma bola negra começou a formar-se. Enquanto os seus olhos se pareciam cada vez mais como duas gotas de sangue, contrastando com a sua pele clara, Anina respirava dificilmente. Sentia-se nervosa e prestes a perder o controlo. As palavras de Viktor tinham reacendido as feridas do seu coração. Por ironia do Destino, os olhares de Otaki e Anina cruzaram-se e ela assustou-se. Os olhos de Otaki tinham um ar de súplica, imploravam uma vitória. Parecia um presságio de horríveis coisas que lhe poderiam acontecer. Mas o quê ao certo? O que poderia temer?

YUMI: Então é assim que tudo acaba. Pensas em destruir os nossos beyblades com essa esfera? Pois eu tenho uma coisa a dizer-te, isso não vai acontecer! Vai Dragooliam! - o beyblade vermelho de Yumi empurrou o prateado e negro de Otaki, usando-o como escudo, no exacto momento em que Serenety lançava o seu ataque.

OTAKI: NÃO! DARK LUPOS!

ANINA gritando aflita: NÃO! Serenety, elimina o ataque! Não podemos destruir o beat-bicho dele! Recua!

SERENETY impassível: Tarde de mais, Anina.

ANINA: Não! – abrindo os seus braços- Guia da destruição!

KAINA: Mas que diabo estás tu a fazer! Não podes mudar a direcção do ataque!

ANINA: Posso sim!- fazendo o seu beyblade girar ao contrário, fazendo a esfera de energia ser ligeiramente alterada da sua rota. Mesmo assim, a explosão foi relativamente grande, fazendo o beyblade de Otaki em pedaços, mas salvando Dark Lúpus.- Como pudeste fazer isto a um companheiro? Traidora!

YUMI: O que foi? Estás a fazer-te de boazinha?- irritada- O Otaki sabia que isto podia acontecer. E a única bruxa má aqui, és tu.

KAI vendo Anina enfraquecer: Acaba com essa idiotice. Só fizeste isso para salvar o teu beyblade, se não, já estavas derrotada há muito tempo. E deviam agradecer à Anina por se preocupar com os beat-bichos.

YUMI rindo: Ora, ora, outro igual a ti! Estão mesmo bem um para o outro, Anina. A fazerem-se de santos… Não bastava terem tentado matar-se um ao outro e levares os teus pais para o Inferno, como anda tens a lata de viver com o teu cúmplice, assassina!

ANINA abrindo muito os olhos, ficando quase que paralisada: O…o que estás a dizer?- O dia antes tão bonito começou a escurecer anunciando uma tempestade

YUMI fazendo um discreto sinal a Viktor: Não te faças de santa! Sei de tudo!

KAI: CALA-TE SUA…

ANINA falando mais alto enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto, sem saber exactamente porquê: O que queres dizer com isso?- pequenas gostas de água, semelhantes a lágrimas caiam das nuvens que tinham coberto de forma tão estranha o céu.

OTAKI: YUMI! Para! Ela não sabe nada!

YUMI: Ai não, parar não paro! Sabes muito bem do que estou a falar, Anina Bazhedief! Mataste Serena e Alexei Bazhedief, os teus pais, com a ajuda dessa coisa a que chamas amiga, enquanto tentavas matar o Kai! Coitados, tenho pena deles! Sacrificarem-se e dar a sua energia vital para ti, que não mereces. E agora, será que tens assim tantos amigos? Quem o iria querer ser?

Anina deixou-se cair. Respirar…tinha de respirar, mas não conseguia. Tinha congelado. Flashes entravam e saiam da sua mente, a uma grande velocidade. Imagens e recordações iam e vinham, e sentia-se cada vez mais perdida. E o pior: sabia que ela tinha razão. Algo o afirmava, desde o fundo do seu coração. A palavra assassina não saia da sua cabeça. Confusa! Tanta confusão! Tudo girava a sua volta. Nem sequer conseguia assimilar o que diziam ou faziam à sua volta.

Mal percebera o que Yumi estava a fazer, Viktor aproveitou-se da inconsciência do que estava a acontecer de Anina, atacando e livrando-se das suas ilusões, aproximando-se por fim do beyblade indefeso de Anina. Serenety estava demasiado ocupada a tentar chamá-la à realidade, e tanto Dragooliam como Silverbuck atacavam. Felizmente, Kai teve o sangue frio de lançar Dranzer, sendo seguido por uma nervosa Kaina e por um furioso Kyou, vencendo facilmente.

VIKTOR: Raios! Estivemos tão perto! Falhamos! Vamos embora daqui.

Anina continuava no mesmo sítio. Vira o seu beyblade levar um forte ataque, mas não se importara. Tinha tanto medo de olhar à sua volta: de ver ódio nos olhos dos outros, de ver desprezo, rejeição.

HIILARY recuperando do choque: Oh não! Aquilo é verdade?

KYOU ameaçando-a: Não, não é! Não aconteceu nada daquela maneira! Tudo bem, os pais morreram sim, mas o primeiro que disser que a minha irmãzinha é uma assassina, é morto bem aqui!

MARIAH: Não sejas idiota! É claro que não! Tudo bem, é estranho, mas apesar de conhecer a Anina há pouco tempo, sei que ela é uma boa pessoa! Nunca faria mal a ninguém de propósito! E o Kai pode ter muitos defeitos, mas também não faria uma coisa dessas- todos concordaram

KAINA: Isso mesmo! E ela só tinha uns quatro anos quando isso aconteceu!

SERENETY aflita abanando Anina que tinha o olhar perdido: Parem com essa discussão e ajudem-me! A Anina está sem conseguir respirar!

ANINA: V…vocês sabiam de tudo, todo este tempo?- afastando Serenety- Todo este tempo mentiram-me?

SERENETY ficando numa forma humana mais adulta, parecendo ter pouco mais de 20 anos. Tinha os seus cabelos prateados cacheados e um vestido russo e tentava abraçar Anina: Anina, minha pequena, nós tínhamos medo da tua reacção!

ANINA: AFASTA-TE DE MIM! E acaba com essa aparência ridícula de como quando éramos pequenos! Acaba com essa maldita figura materna! - Fazendo Serenety ficar um pouco chocada - Durante estes anos sempre fui enganada! Primeiro com os meus pais, que afinal não eram meus pais! Depois toda esta estúpida história de que tinham morrido num acidente quando fui eu que os matei! Todos aqueles pesadelos, aquelas impressões, e vocês faziam-me de parva! E aquele inexplicável ódio que tinhas ao Kai e ao sr. Voltaire! Claro, agora lembro-me porquê. - Kai estremeceu ao ouvir o seu nome- Deixem-me em paz! ODEIO-VOS! ODEIO-VOS A TODOS!- Trovões e relâmpagos iluminaram o dia, que agora mais parecia noite, tal a escuridão, a chuva engrossou, e, se não fosse a situação, todos se iriam abrigar. Indiferente ao temporal, Anina atravessou o parque a correr, com os olhos turvos pelas lágrimas.

SERENETY: NÃO! ANINA!

AVÔ emocionado: Deixem-na ir, ela precisa de tempo. Tempo para pensar.

KAI: EU não a vou abandonar de novo. Não quando ela precisa de mim.- e dizendo isto, correu também. Só ouviu um murmurar de "boa sorte" de Serenety que aceitou o abraço de Mariah, onde chorou, pela antiga e amada mestra, e pela nova, seguido do grito furioso da mesma, em que amaldiçoava o destino injusto de todos os que amava.

A sua rapidez parecia inútil. Continuava a sentir-se encurralada, por mais que fugisse. A meio da sua corrida, viu uma senhora com um carrinho de bebé, e que tentava abrigar o seu filho da chuva, enquanto dizia algumas palavras carinhosas. O seu desespero aumentou ainda mais, e, sem reparar numa das raízes de uma solitária árvore, tropeçou, caindo ferida perto do lago. Quando Kai a conseguiu alcançar, ela já estava caída e a sangrar.

KAI: Anina, eu…

ANINA: Vai-te embora!

KAI: Anina, tens de me ouvir! Eu queria contar-te, lembras-te?

ANINA: Já disse para ires embora!- soluçando

KAI: Mas eu não vou!- firme- Eu compreendo o que tu estás a sentir, mas…- Anina levantou-se, tinha os seus olhos inchados e vermelhos e o cabelo desalinhado

ANINA: TU NÃO PODES COMPRRENDER! Por acaso sabes o que é viver durante anos com alguém que te odeia? EU SEI! Sei o que é ser rejeitada durante anos; tentar fazer tudo para me amarem, e ignorarem-me à mesma. Porque é que eu não pude ter uma família? Uma mãe que se preocupasse comigo…porque tinham de se ter sacrificado por mim, que não mereço? - batendo em Kai, que nem sequer se defendia – Eu devia ter morrido naquele dia!- Anina apenas sentiu a mão de Kai ir contra a sua face, num ruidoso estalo.

KAI furioso: Nunca mais te atrevas a dizer isso! Nunca mais, ouviste? Queres saber o que eu acho? Que estás a ser muito egoísta. Maltrataste todos aqueles que gostam de ti, só porque estás com raiva. Não vês que eles também estão a sofrer? Não podes acreditar no que a Yumi te disse, se os teus pais se sacrificaram por ti, é porque te amavam muito e não queriam que tu morresses.

Anina deixou de se debater e encarou Kai: Tu não me odeias? Mas, e os outros?

KAI: Não.Quando eu te vi naquele dia, senti-me estranho. Parecia que te conhecia desde há muito tempo, mas também não me conseguia lembrar. E quando me lembrei, não tinha coragem para te dizer. Tive medo que também me culpasses. E quanto aos outros, todos eles gostam muito de ti, especialmente a Serenety. E que tal pedires desculpas e acalmares-te um pouco?

ANINA: Serenety.Eu fui muito injusta com ela. Ela gostava muito da mamã, nunca a magoaria de propósito.Mas ainda estou muito confusa. Preciso de pensar melhor no que aconteceu.

KAI: Então vamos pensar juntos, em casa. Caso não tenhas reparado, ainda está a chover.

ANINA: Casa- com ar sonhador- Sim, eu vou para casa. – de forma misteriosa e não deixou Kai perguntar mais nada.

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No dojo, o Avô tinha preparado um chá e tentava acalmar Kyou e Kaina, enquanto Sophie e Tala contavam toda a história. Serenety tinha ficado calada, e parecia estar coma cabeça noutro lugar.

MARIAM: Temos de fazer alguma coisa. Espero que o Kai a tenha encontrado. Nem quero pensar no que lhe pode ter acontecido.

MARIAH: Ai, que vontade de esganar aquela Yumi e o resto da equipa! QUE ÓDIO!

HILARY: Irritarmo-nos não nos vai servir de nada. Temos de ter calma Mariah.

RAY: Sabem, eu também estou preocupado com o Kai. Pelo que o Tala disse, ele também se sente culpado.

TYSON: Isto é tudo muito complicado! Quer dizer, esta história de sacrifícios e raptos…

SERENETY: Eles vêm aí. – Levantando-se solenemente- Vou ter com a minha mestra. Acho que ela está mais calma.

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Quando chegaram, todos ficaram surpresos com a mudança de Anina. Sabiam que ela estava perturbada, o que era normal, mas ela vinha demasiado pálida e com os olhos febris.

SERENETY: Anina…

ANINA: Não se preocupem, eu estou bem.- sorriu para si própria. Bem…claro que não estava bem, mas o que é que podia dizer? A sua vida não significava nada para ela. Sentia o seu mundo a cair. Queria muito abraçar Serenety, mas tinha perdido a força. E pior que tudo, sabia que estava a fazer os outros sofrer. Era por isso que precisava de se afastar.

KAINA: Nós, bem…eu não sei o que dizer, mas…eu queria pedir-te desculpas Anina! Mas não te podíamos dizer nada, e eu sei que no fundo do teu coração tu compreendes isso.

Compreender? Ela não conseguia compreender nada.

KAINA: Estás a ouvir-me? Anina?

As lágrimas estavam a ser muito difíceis de conter. Não queria chorar daquela maneira. Não tinha direito a ter amigos. Não tinha. Muito menos direito a estar perto do Kai.

ANINA: Eu tomei uma decisão- silêncio absoluto- Vou para casa.

AVÔ: Então é aqui que vais ficar. Não estive aqui muito tempo, mas sei que é aqui que te sentes bem, e é por isso que neste momento esta é a tua casa.

ANINA negando: Não, sr Granger. Vou voltar. O sr Voltaire mandou-me uma carta, a dizer que podia voltar à Rússia quando quisesse. Eu estava indecisa, não me queria separar de vocês, mas agora… só quero ir embora.

KAI: Tu não podes ir para a Abadia!

ANINA: Não é para a Abadia que vou voltar. Vou para a casa onde vivi com os meus pais. Vou tentar compreender o que aconteceu, e quem sabe não me lembro de mais coisas sobre o meu passado?

KAI: Eu vou contigo.

ANINA: Não, eu quero ir sozinha. Preciso de tempo e de espaço Kai! Estar sossegada, sem ninguém. Não ia conseguir encará-los. Por favor, Tala, Kyou, Kaina, chamem o sr. Voltaire e digam-lhe a minha decisão.

TYSON: O meu avô tem razão! Não te podes ir embora assim, só por causa do que aconteceu. Vai ser muito pior para ti estar sozinha, sem nós.

RAY: Nós somos teus amigos e não te vamos abandonar quando mais precisas.

Uma dúvida instalou-se no coração de Anina. Era mesmo preciso afastar-se? Não tinha direito a ser feliz? Uma pequena luz chegou ao seu coração.Mas o medo de os por em perigo era maior. E se perdesse o controlo de novo? Se os magoasse quando estivesse com raiva?

SERENETY: Eu vou com ela. Não se preocupem, eu vou protegê-la com toda a minha força. - Anina olhou-a agradecida e abriu a sua mente a Serenety: "Obrigadapor tudo. Minha querida amiga."

Serenety olhou-a com ternura e respondeu do mesmo modo: " Eu sei tudo o que sentes e tu sabes tudo o que eu sinto. Sei que tiveste muita raiva de mim, mas eu compreendo. Também já me odiei tanto como tu".

ANINA :Antes de partir, quero pedir desculpas por tudo o que disse.

SOPHIE: Nós compreendemos. Acho que faria o mesmo no teu lugar.

KYOU: Não te esqueças de que nós nos preocupamos contigo.

TALA: Chegou a limusina.

ANINA: Obrigada por tudo, mas tenho de ir. Muito obrigada pelo tempo que passamos juntos. Nunca me irei esquecer. – abraçando todos fortemente. Meninas, bladebreakers, avô… vocês são muito importantes para mim. " Vou lembrar-me destas semanas sempre que me sentir só. Talvez um dia vocês me esqueçam. Até tu, Kai"- e seguiu em direcção ao motorista que a aguardava, sem olhar uma vez para trás.

TYSON: Não sei porquê, mas pareceu-me que ela falou como se achasse que nunca mais nos íamos ver.

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Ela tinha mesmo partido e ele não conseguira impedi-la.

RAY olhando o amigo: Kai, queres falar?

KAI: Hnp.

RAY: Porque não a impediste?

KAI: Eu conheço-a muito bem. Ela estava decidida.

RAY: Desististe?

KAI: Não. Apenas a vou deixar um pouco em paz. Vou esperar por ela. A Serenety não a vai deixar cometer nenhuma loucura. Confio nela.

RAY: E se ela não voltar?

KAI: Então vou eu ter com ela. Porque prometi protege-la e porque a amo.

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TYSON: E agora?Isto vai ficar muito calmo sem elas.

MARIAH: Não sei, Tyson. Talvez me vá embora.

MARIAM: Eu também. Se tiverem notícias delas, avisem-nos.

MAX: E vocês?

SOPHIE: Eu vou voltar para casa, sabem, matar saudade, pensar…

TALA: O sr. Voltaire não nos disse nada. Não sei quais são as intenções dele. Ele não estava à espera do que se passou.

AVÔ: Então fiquem cá. Pelo menos assim, se ela voltar, ficam todos juntos.

KAINA: Estás preocupado Kyou? A Serenety vai estar com ela.

KYOU: E se a Serenety não for suficiente?

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SERENETY: Anina, tens mesmo a certeza?- já estavam a voar sobre o Japão, num avião privado dos Bazhedief e Anina tinha-se enroscado no abraço de Serenety.

ANINA: Tenho, Serenety. Neste momento está tudo muito confuso para mim. O Viktor tem razão…eu sou apenas uma miúda. Acho que não ia aguentar olhar para eles e pensar: O que estou aqui a fazer? Posso magoá-los se me descontrolar… E não venhas dizer que a culpa é tua. É minha.

SERENETY: Não vais sentir saudades? Nem do Kai?

ANINA: Claro que vou. Mas eles vão esquecer-me.

SERENETY: OKai não. Nunca te vai esquecer. E tu nunca o vais esquecer a ele.

ANINA: Não sei. Vai ser diferente, não vai? Estar na Rússia, naquela casa enorme, sozinha…

SERENETY: Eles vão esperar muito de ti, como a próxima Bazhedief. Não vai ser fácil. – voltando à sua forma adolescente - Mas eu vou estar contigo para te ajudar! E não vou deixar que nada de mal te aconteça.

ANINA: Posso ir ver onde tudo aconteceu, Serenety? Deixas-me ir lá? Tentar lembrar-me?

Serenety estranhou o tom de voz de Anina. Parecia um teste.

SERENETY: Anina, é melhor não. Vai fazer-te mal. Tu viste o que te aconteceu hoje, ficaste cheia de dores ao lembrares-te.

ANINA suspirando: Já desconfiava de que não me irias deixar aproximar de lá, Serenety. Provavelmente irias tentar controlar-me. Tenho muita pena, mas não tenho alternativa. Sei que me ias impedir de fazer fosse o que fosse.

Serenety ficou em alerta: O que queres dizer?

Anina olhou fixamente para os olhos de Serenety e, com um gesto, fê-la cair desacordada- Tenho muita pena mesmo. Mas é para o teu bem. - Era a primeira das muitas vezes que iria controlar Serenety

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GOVERNANTA rodeada das empregadas que a olhavam com curiosidade: Bem vinda a casa, senhorita Bazhedief. Não sei se se lembra de mim, era a sua ama. O meu nome é Alexandra Marchevic. O senhor Igor Piotrovski está fora a tratar de negócios. Ele é o administrador dos bens desde que aquilo aconteceu.

ANINA: Muito bem. Vou para o meu quarto. Anda Serenety.

A jovem de cabelos lisos prateados e de olhos vermelhos sangue apareceu com um enorme sorriso, e saltou da limusina que os tinha ido buscar: Claro Anina! Vamos logo!

Anina deixou-se conduzir pelos corredores e escadas e tentava não ouvir os sussurros das jovens empregadas: "Olhem que bonita!" "Então é ela a senhorita Bazhedief! É mais bonita do que a antiga senhora" "Será que é simpática?" "Ouvi dizer que esteve num colégio interno para jovens da sociedade. Ai, que inveja" " Não sejas tola! A mim disseram que foi viver para a casa de uma parente no estrangeiro" "Já ouviram os rumores do que aconteceu aos pais?" . Aquele dia era o primeiro de muitos. Já não ia ter a companhia de todos quando acordasse, mas pelo menos ia ter a a Serenety do seu lado. Tentava não admitir o quão aterrorizada estava, só de pensar nas tarefas que teria de fazer, e lutava contra as más lembranças que vinham de cada canto da casa.

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No Pólo Norte…

MAMÃ BORIS: Ai, meu docinho! Estás tão magrinho!

BORIS: "Que humilhação!" É normal, estou no Pólo Norte, não há muito que comer por aqui, não achas?

MAMÃ BORIS: Tens razão, bombom da mamã! Eu vou preparar uma boa papinha para o meu bebé! Agora vai dar uma volta.

(horas mais tarde)

BORIS: Cheguei! AHHHHHHHHH!- Grita ao ver uma bola amarela a voar na sua direcção - O que é isto?

BOLA AMARELA: Olá! Eu sou o Grande, magnífico e poderoso Keroberus, mas podes tratar-me por Kero! n.n

BORIS: SOCORRO! HÁ UM MONSTRO NA COZINHA!

MAMÃ BORIS: Não sejas idiota! É o meu convidado. Ele eaqueles bichinhos fofinhos. (apontando para os pinguins, ursos polares e o Abominável Homens das Neves que queria ser cozinheiro, todos sentados à mesa de gelo que ele, Boris, tinha construído!)

BORIS: Glup, ahm…então, como vão?- apertando as barbatanas, patas e mãos peludas de todos os presentes. – "O que é que deu na cabeça da minha mãe? Ela quer que me matem ou quê?"

MAMÃ BORIS trazendo um bolo gigante feito de gelo com cobertura de neve : Toca a papar meninos!

KERO: COMIDA!- começando a devorar metade do bolo

PINGUIM 1: Pinguins, comam pelas vossas barbatanas! – atirando-se ao outro lado do bolo

URSO POLAR: HIAMI!

ABOMINAVEL HOMEM DAS NEVES: Granf.

BORIS: PAROU TUDO!- ficam todos parados- A mãe é MINHA, a casa é minha, a mesa é minha, por isso, o bolo é MEU!

KERO: Espera aí, seu doido, eu sou uma visita! Tenho os meus direitos!

MAMÃ BORIS: A quem é que tu estás a mandar esperar, sua bolinha amarela irritante?- batendo-lhe com uma colher de gelo na cabeça- Seu bando de mal educados! Tomem isto! (começa a bater em todos)

BORIS aproveitando a situação e pegando no bolo e fugindo devagar para ninguém perceber, mas de repente passa pelo urso que olha para ele : Já agora, seu urso mal cheiroso! – o urso olha ameaçadoramente para Boris- Sai-me da frente! Ese tu me voltas a perseguir, já sabes o que te acontece! E tu, sua coisa monstruosa, aberração de neve, vê se desistes da culinária! Preferia morrer de fome a voltar a comer um dos teus bolos. E vocês, seu bando de pinguins falhados, nem sabem lutar! Não passam de animais idiotas. E Kero és um minúsculo urso de peluche, como é que te podes chamar de grandioso? Ahahah, agora, se não querem apanhar mais, vão ser meus criados durante todo o dia! Vão levar-me a mim e à Mamã Boris a passear pelos mares gelados, construir uma casa maior… (enumerando tudo)

KERO: Ele paga-mas! Ai se não paga…deixa só livrar-me desta bruxa.

(no fim do dia)

MAMÃ BORIS com um lenço: Adeus meu filhinho, mas a Mamã tem de ir!

BORIS: Mas já? Tão cedo? "Já vais tarde" Não queres ficar para o chá? "Será que o avião demora muito?"

MAMÃ BORIS: Bem, chegaram. Adeus meu bebé!

Começa a tocar uma música calma e relaxante, e Boris salta pela neve: Ai, vida! Será que alguém tão sortudo como eu?- nesse momento, alguém lhe toca no ombro- Ahn? Quem é?- ao olhar para trás, vê um furioso Kero com um galo enorme na cabeça, um urso de muletas e gesso no braço, com um daqueles suportes que se usam no hospital para por o soro; os pinguins de bengalas e o abominável homem das neves de cadeira de rodas- Oh-oh. Algo e diz que estou tramado.

KERO voltando à sua forma original e cuspindo fogo: Quem é o peluche agora, hein, seu ranhoso gigante?

PINGUIM 1 de bengala na mão: ATACAR TROPAS!

URSO levantando o suporte do soro: GRANFHUNFGRRR!

ABOMINAVEL HOMEM DAS NEVES: GRANGONC!

BORIS correndo pela neve: Porque é que isto acaba sem pré assim? SOCORRRO!

Fim!

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Eu sei que o capítulo ficou enorme, mas tinha avisado!

E então, o que acharam? Demasiado dramático?

Só posso dizer que as surpresas ainda não acabaram! Obrigada a todos que têm acompanhado a fic e que me têm encorajado.

Fico à espera de reviews com a vossa opinião!

Obrigada à Aki Hiwatari (este está mais dramático que o outro…mas diz a tua opinião!); Dark Angel Diana; Kaina Hyngdou (gostaste desse também?); FireKai (e pronto, aqui está a reacção dela, que por sinal, não foi muito boa…Bem, veremos o que a Anina está a tramar. Bjx); xia-thebladergirl (saltando ao pescoço: mana! Que saudades!); Arale (espero que não tenhas odiado a Yumi, mas eu avisei que ela ia dar muitas dores de cabeça a Anina); nath-hiwatari (oi! Obrigada pelos elogios!); Maylene Angel (obrigada por todo o apoio!); Brunnekinha-chan.