Regresso à Rússia: dois meses de tristeza
Capítulo anterior:
Anina descobre toda a verdade da pior maneira, já que é Yumi que a conta. Anina fica chocada e decide ir-se embora para casa. Anina controla Serenety.
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Japão:
VIKTOR dando um murro na parede: IDOTAS! É O QUE VOCÊS SÃO! ESTOU RODEADO DE IMBECIS!
YUMI: Viktor eu…
VIKTOR: E TU CALA-TE YUMI! PARA O CASO DE NÃO TERES REPARADO PERDEMOS! P-E-R-D-E-M-O-S! O VLADIMIR TINHA DEIXADO BEM CLARO QUE NÃO ACEITAVA MAIS NENHUMA DERROTA!
YUMI enervando-se: POIS FICA A SABER QUE SEI MUITO BEM QUE PERDEMOS MAS NÃO FOI CULPA MINHA!
VIKTOR: FOI MINHA? EU NÃO TE DEVIA TER DADO OUVIDOS: "DEIXA TUDO COMIGO" POIS SIM! GRANDE PLANO!
YUMI: RESULTOU! NÓS PODÍAMOS TER GANHO SE NÃO FOSSEM AQUELES IMBECIS A INTERFERIREM!
OTAKI: Malta, não se importam de falar mais baixo? Ou querem que todos ouçam?
VIKTOR/YUMI agarrando Otaki pelo pescoço: E TU CALA-TE IDIOTA!
OTAKI tentando soltar-se: Já cá não está quem falou. "Bolas, eu é que fico com o beyblade destruído e eles é que se matam um ao outro"
RAPAZ entrando de repente: Chamada para Vik…ah, interrompi alguma coisa? - antes de perceber é atirado pela porta fora- Ai, eu já sabia que não devia trabalhar no meio de doidos. É melhor perder a demissão. Bolas.
VIKTOR largando finalmente Otaki: SIM?
VLADIMIR: É melhor não me falares nesse tom.
VIKTOR: S-s-senhor Vladimir? Er…tenho uma má notícia para lhe dar, nós p-
VLADIMIR: Perdemos? Pensavas que eu ainda não sabia? Sei muito bem que perderam.
VIKTOR: Mas não se preocupe senhor, eu mesmo vou acabar com ela, amanhã se quiser
VLADIMIR: A Bazhedief está a caminho da Rússia.- falou seco- O senhor Voltaire acaba de me dizer quase a cantrolar! Aquele velho insuportável! Ladrão! Vigarista! Já devia estar morto e enterrado à muito tempo… ainda por cima fez pouco do "bando de idiotas" que andava a tentar atacar alguém tão forte como a Bazhedief e o neto. "Juntos seriam invencíveis" Grr- ouvem-se barulhos parecidos com os de um copo a ser atirado contra uma parede- Bem, -tentando acalmar-se – É escusado estarem no Japão por mais tempo. Duvido que ela volte depois do que vocês fizeram.
VIKTOR: Quer que a ataquemos quando chegarmos senhor?
VLADIMIR: Não. Seria uma loucura. Neste momento a mansão Bazhedief é impenetrável, o Voltaire também está desconfiado e mandou alguns homens proteger a casa. Temos de ter paciência. Mas isso não quer dizer que tenham de estar parados POR ISSO MEXAM-SE E VÃO JÁ PARA O AEROPORTO que é para isso que vos pago.
VIKTOR: Temos mais uma oportunidade.
YUMI: Ainda bem. Quando ouvi os berros dele até me assustei.
OTAKI: É. O sr. Vladimir odeia mesmo o Voltaire. – rindo-se baixinho- Estão a imaginar a cara dele quando o Voltaire lhe disse ela ia voltar para casa?
YUMI: Não deve ser pior do que a que tinha quando disseram que a tinham encontrado depois de tanto trabalhos para a afastar.
OTAKI: Vocês não têm sentido de humor. Onde é que eu estava com a cabeça quando aceitei ficar na equipa?
VIKTOR preparando as malas: Vamos para a Rússia e quando chegarmos a única palavra que vocês vão conhecer é TREINO.
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Já se tinham passado dois meses desde que Anina tinha partido. Kyou tinha-se ido embora na mesma noite que Anina, de volta à aldeia onde a tinha encontrado da primeira vez e só tinha deixado um bilhete a dizer que precisava treinar. Sophie, Mariah e Mariam tinham-se ido embora no dia seguinte. Sophie estava muito abatida e disse que precisava de se distrair.
Kaina e Tala eram os únicos que ficaram mais algum tempo com os bladebreakers. A Kaina tinha andado muito nervosa durante a sua estadia e bastava um olhar ou uma palavra a mais que o coitado levava logo com uma Kaina assassina em cima. Quando o Tala, depois da centésima vez que tinha precisado de curativos decidiu levá-la de volta à Abadia, todos ficaram aliviados e nem sequer pensaram nos pobres russos da Abadia que iriam ter a vida negra.
Até o apetite de Tyson se tinha modificado (para pior) desde que a tragédia acontecera. Segundo ele, comer fazia-o deixar de pensar no que estaria a acontecer. Hilary tinha ficado no dojo e fazia de tudo para tentar alegrar os outros, mas todos sentiam a mesma coisa: em apenas algumas semanas, a russinha tinha deixado uma marca muito forte no coração de cada um.
Mas o que mais sofria, sem dúvida, era Kai, principalmente porque Anina não fizera uma única chamada, nem mandara nenhuma carta ou algo que se parecesse. Estavam sem notícias dela.
RAY: Já se passaram dois meses. Não acham estranho ela nem ligar para perguntar como estamos?
KENNY: Acham que lhe aconteceu alguma coisa?
HILARY: Espero que não. Mas de qualquer maneira há a Serenety. Ela não deixava que lhe acontecesse nada de mal.
MAX: Mas o Kyou não parecia estar muito descansado– calando-se ao ver a cara de Kai- Mas eu não quis dizer que ela possa estar em perigo…
KAI: Eu vou ligar-lhe.- levantando-se
TYSON: ESPERA AÍ! Tu tinhas o número dela este tempo todo e nunca lhe ligaste?
KAI gritando também para espanto de todos: É CLARO QUE LIGUEI SEU IDIOTA! MAS ELA NUNCA ATENDEU E DAVAM SEMPRE DESCULPAS ESFARRAPADAS! - dizendo isto, Kai saiu e bateu com a porta com tanta força que foi um milagre não a ter partido
AVÔ: Não devias ter dito isso. Sabes muito bem que o Kai é o que está mais preocupado de vocês todos.
HILARY batendo-lhe: Isso mesmo Tyson! És um idiota. Ai meu Deus, eu devia estar doida quando aceitei namorar contigo!
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Mansão Bazhedief, Rússia…
Anina estava sentada num enorme sofá, com um livro à frente e tentava concentrar-se na leitura, mas era quase impossível.
ANINA: "Como será que o Kai está? Estará a treinar, ou a pensar em mim? Bolas, onde é que eu estou com a cabeça! Fui EU quem me quis vir embora.- suspirando- É o melhor a fazer. Sou um estorvo, a Yumi tinha razão. Só lhes ia dar trabalho e podia pô-los em perigo."Ai! Assim não vou a lado nenhum!- atirando o livro para cima da mesa- Maldito livro! Por este andar nem daqui a mil anos o consigo acabar.- levantando-se de mau humor e indo para o corredor. Como ia com tanta raiva, nem vê uma empregada cheia de lençóis que caminhava na sua direcção, acabando por irem uma contra a outra.
EMPREGADA:Ah! Desculpe senhorita, desculpe! Está bem? Magoou-se? Talvez seja melhor chamar um médico, ou então…
ANINA: Está tudo bem, não te preocupes. Eu é que estava distraída.- pegando nalguns dos lençóis que tinham caído- Deixa estar, eu ajudo-te.
EMPREGADA muito corada: Mas não! A senhorita não pode…a madame podia zangar-se comigo! Está muito fraca!
ANINA: "Que tolice! Só por ter desmaiado algumas vezes não é razão para me tratarem como se fosse uma boneca de porcelana. Não me vou partir." Eu insisto. Agora diz-me onde é que eu ponho isto.
EMPREGADA pegando no resto da roupa: " Que menina tão simpática. Mas este comportamento não é permitido pela madame. É melhor ser rápida antes que ela a veja" Por aqui.
Anina tinha acabado de sair do quarto onde tinha ido guardar os lençóis quando repara que a empregada tinha deixado a porta dos criados aberta e ouve a voz de Alexandra.
GOVERNANTANão sei mais o que fazer! Aquela não é de maneira nenhuma a mesma Anina que eu criei! É tão…tão...diferente da mãe! Essa sim, era uma senhora.
ANINA saindo silenciosamente sem ouvir o resto da conversa: "Então é isto que todos pensam de mim. Que não estou à altura. Ai mãe, quem me dera que tu estivesses viva. Papá…" Não, eu não vou chorar aqui! Não posso. Eu vou esforçar-me por cumprir melhor as ordens dela.!- limpando as lágrimas e voltando à sala.
GOVERNANTA:Eu gostava que ela me desse uma ordem! Palavra, já tentei de tudo, mas mesmo quando a mandei lavar as escadas ela foi.Ela parece não ter vontade própria e passa a vida a ajudar as empregadas! No outro dia queria ajudar o jardineiro! Se quer dedicar-se à jardinagem é uma coisa, agora isto! Já não bastava o bey não sei das quantas. Há umas 30 empregadas só nesta casa e ela ainda ajuda! Não sei o que é que o sr. Voltaire fez à minha pobre menina. Era tão dona de si, dava ordens a todos e que tinha autoridade tinha.- limpando uma lágrima com um lenço enquanto olhava uma fotografia de Anina quando era pequena.-Já vos contei daquela vez em que ela decidiu ver quem era mais rápido a saltar o muro? Pregou-nos cá um susto aquela pestinha…snif
EMPREGADA1:Lá vamos nós outra vez…
EMPREGADA2Eu já sei as histórias de cor e salteado.
EMPREGADA:Sabem, eu gosto dela. Hoje ajudou-me.
EMPREGADA3:Eu também! No outro dia ajudou-me a levantar a mesa.
GOVERNANTA que tinha ouvido a última parte: ONDE FOI QUE EU ERREI?
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GOVERNANTA: Menina Anina! Está na hora de ir para a sua aula de piano.
ANINA: Aula de piano? Mas eu hoje ia…
GOVERNANTA: Lamento muito mas já está decidido. Tem 5 minutos para ir para a sala de música. "Anda lá! Manda-me cancelar a aula! Ameaça despedir-me…"
Anina baixa a cabeça e segue resignada para o seu quarto. Há dois meses que estava naquela casa e há dois meses que apenas seguia ordens. Sentia-se perdida, como se aquele não fosse o seu mundo, mas não tinha forças para resistir. Desde o dia em que chegara que a sua vida tinha sido aprender a ser uma boa dama. A senhora Marchevic era uma mulher antiquada e que se comportava claramente como se fosse ela a dona da casa. Lembrava-se bem dela. Tinha sido ela que a educara desde pequena, mas não se lembrava de ser tão rigorosa. Às vezes parecia que fazia de propósito para a irritar. Sentia-se uma fracassada. Não estava à altura do que exigiam dela. Todos esperavam uma nova Serena. A conversa que tinha ouvido provava-o.
GOVERNANTA: Buááá Não é possível! Levaram-me uma gata assanhada e 9 anos depois trazem-me um cordeirinho…Acho que estou a precisar de um copo de Vodka. Ou talvez dois…
SERENETY: Anina, ouvi a Alexandra. Não devias deixar que mandassem assim em ti!
ANINA olhando por uma das enormes janelas: Eu sei, mas ela sabe muito melhor do que eu o que preciso de fazer! Quem me dera ser uma rapariga normal. – começando a chorar silenciosamente
SERENETY aproximou-se e limpou-lhe as lágrimas do rosto: Anina, não te deixes ir abaixo! Tens andado tão estranha e fraca ultimamente. Mal comes…e não penses que eu não notei. E aqueles desmaios todos? No outro dia se uma das empregadas não chega a tempo caias das escadas abaixo.
ANINA: Serenety, vai à aula por mim. Eu vou sair descansar um pouco.
SERENETY: Mas Anina! Isso vai custar-te muita energia. É melhor não. Se não queres ir diz isso. Afinal quem é que manda?
ANINA deu um abraço a Serenety: Desculpa ter de fazer isto de novo, amiga. - ergueu a mão e Serenety caiu inconsciente sobre si. – "Isto está a tornar-se muito frequente, mas não me deixas alternativa"Não demorou muito até que Serenety abrisse os seus olhos vermelhos e sorrisse da infantilmente - "Com o mesmo sorriso que eu tinha"- pensou.- Serenety, adopta a minha imagem e vai à aula por mim.
SERENETY: Tudo bem!- e, ainda a sorrir, tornou-se numa cópia exacta de Anina, mas perdeu o sorriso que antes iluminava o seu rosto. Em passos decididos, desceu a longa escadaria que a iria levar até à sala de música.
Por sua vez, Anina caminhou para o lado oposto e entrou na biblioteca. Lá, tocou numa estante e uma passagem secreta abriu-se. Tinha-se lembrado daquela divisão alguns dias depois da sua chegada e contra as ordens de Serenety fora lá. Ninguém sabia como entrar dentro daquele quarto. A divisão escondida estava cheia de fotografias e alguns brinquedos e tinha uma pequena cama que a mãe tinha mandado por depois de descobrir o esconderijo da filha. Era naquele quarto que ela se escondia quando brincava com Kai às escondidas ou quando queria fugir de alguma coisa.
Anina aninhou-se na pequena cama, como costumava fazer quando estava triste. O seu olhar cruzou-se com o olhar que o seu espelho reflectia e lembrou-se da imagem que Serenety adoptara. Estava pálida e não havia vestígios de nenhum sorriso no seu rosto. Já não era a mesma.
"Então era disto que a Serenety tinha medo. Tinha medo que eu ficasse assim"
FLASHBACK
SERENETY: Anina, eu proíbo-te de ir até aquela sala! Tudo bem, eu compreendo que queiras lembrar-te dos teus pais, mas o que estás a fazer é diferente! Só vais sofrer ainda mais! O que é que estás a fazer?
FIM DO FLASHBACK
No dia em que tinha decidido voltar à Rússia, pensara na hipótese da Serenety a tentar impedir. Mas tinha tido uma ideia: se a conseguisse controlar de maneira a que ela não se lembrasse de nada, nunca ninguém iria descobrir que não comia ou que saia para os jardins durante a noite. Nem a Kaina iria desconfiar que ela tinha poder para tanto! O ódio que tinha de si mesma, o ódio de ter perdido os pais e até a raiva que sentia ao ver aquelas fotografias de tempos felizes tinham-na tornado mais forte. Sempre que queria controlava a Serenety e fazia-a esquecer-se do que fazia durante essa horas. Claro que ela às vezes desconfiava, mas a sua capacidade de mentir e representar mantinham-na segura.
ANINA ouviu passos na biblioteca e pôs-se alerta. Não queria que ninguém descobrisse o que andava a fazer. Podiam contar a Voltaire…ou pior: podiam contar ao Kai. Ele ia perceber tudo e iria ter com ela. E ela não ia conseguir voltar a vê-lo sabendo que não se podia aproximar.
EMPREGADA: Então ele ligou outra vez?
EMPREGADA2: Sim! Ele liga todos os dias a perguntar pela menina. Ai, custa-me tanto dizer que ela não está…Mas ordens são ordens.
Então Kai voltara a ligar? Sentiu-se ainda mais deprimida. A cada dia que passava era como se uma parte de si morresse. De que valia estar viva se nunca ia poder ser feliz? Não podia ser amiga de ninguém sem pôr essa pessoa em risco. Já não pegava no seu beyblade há muito tempo e tinha nojo de si própria. A dor e a mágoa de ser a responsável pela morte do seu papá, sempre tão alegre e carinhoso e da sua mãe, uma mulher tão bonita e segura! Olhou por uma das janelas. Estava na biblioteca do 3º andar.
Via as folhas serem sacudidas pelo vento e aquela paisagem coberta pela neve. Estava com muito frio, mas o seu corpo estava a arder. Sem se aperceber do que estava a fazer, abriu a janela e caminhou pela varanda, ficando no seu topo. Nem sequer ouviu o grito de aflição do motorista que a viu. Quando deu por si, já não estava na varanda. Sentia-se a cair. A única coisa que ouviu antes de cair foi o bater de duas asas e uma pena negra a roçar-lhe a face.
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SERENETY: ANINA! Anina! Oh meu Deus, Anina, acorda!
GOVERNANTA a chorar: Foi tudo culpa minha! Devia ter mandado por trancas nas janelas!
MÉDICO: Não se preocupem senhoras, ela não sofreu nada de grave. Está apenas fraca e com muita febre. Precisa de descansar. Sabem se ela se tem alimentado direito?
SERENETY: Ela não tem comido muito… E também tem andado a comportar-se de forma estranha.
MÉDICO: Tentem fazê-la sair, apanhar um pouco de ar. Ainda bem que não passou de um susto.
SERENETY: Ah, e é melhor ir ver também o coitado do professor de piano. Ele ia tendo um ataque cardíaco quando me viu voltar à minha aparência normal e aparecerem as asas.
MÉDICO: Fico muito feliz por voltar a ver a Anina. Mas é uma pena ter de a ver nestas condições. Foi milagre que a tenhas conseguido salvar Serenety.
SERENETY: Eu ainda não tenho a certeza de como isto aconteceu. Estava a conversar com a Anina, ela não queria ir à aula e de repente dou por mim a tocar piano com a aparência da Anina e com um pressentimento terrível. Só sabia que tinha de a encontrar e rápido.
MÉDICO: Já pensaste que ela te podia ter controlado?
SERENETY: Mas…ela não tinha poder suficiente…se bem que ultimamente me tenho sentido estranha.
MÉDICO: Supostamente ela também não tinha poderes para te fazer lutar naquele dia, não era? A Serena era muito perspicaz e mesmo assim nunca notou que se passava algo de estranho. Não cometas o mesmo erro que ela, Serenety. Bem, é melhor avisar o sr. Voltaire.
GOVERNANTA: Marcus Karanozoff, se tu te atreves a contar o que aqui se passou és um homem morto! O Voltaire já a levou por muito tempo e eu não vou deixar que ela se vá embora. E porque é que ela não acorda?
MÉDICO: Vocês é que sabem. Mas eu contava com uma visitinha dele. Eu vou ficar aqui para o caso de acontecer alguma emergência. A Anina deve acordar em breve.
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TYSON: E então? Ela atendeu?
KAI: Não. Estou com um péssimo pressentimento.
HILARY: Tem calma Kai, as más notícias chegam depressa. Se tivesse acontecido alguma coisa já sabíamos.
AVÔ: Telefone para ti Kai. Ei, eu disse Kai!- ao ver que todos se tinham levantado e corriam até ao telefone com ele e tentavam ouvir toda a conversa.- Se não os podes vencer…junta-te a eles.- disse para si mesmo tentando ouvir também
KAI: Sim?
KAINA: KAI PEGA EM TODAS AS TUAS COISAS E ESPERA!NÃO, NÃO PEGUES EM NADA! CORRE SÓ PARA A RUA E ESPERA QUE TE VÃO BUSCAR. Não há tempo para perguntas! Só sei que aconteceu alguma coisa grave aqui na Rússia. – deu uma pausa e acrescentou em voz baixa- Acho que tem a ver com a Anina.- Desligando. Mal Kaina desligou, Kai foi até ao quarto com uma decisão já tomada. Não interessava ele ter de ir para a Abadia sozinho, o que era importante era ver Anina de novo e perceber o que se passava.
TYSON: O que é que estás a fazer?
KAI: Tu ouviste a Kaina. Eu vou.
MAX: Ninguém duvida disso Kai.
KENNY: Nós já sabíamos que tu ias.
HILARY: Não percebes Kai?- ao ver o olhar interrogativo de Kai
RAY: Nós vamos contigo.
TYSON: Mais que uma equipa, nós somos amigos! E vamos todos juntos.
AVÔ: Então vão-se embora? Bem, não se esqueçam de mandar notícias. Não são os únicos preocupados com a Anina sabem?
HILARY: Avô, ligue às meninas e diga-lhes que vamos ter com a Anina e descobrir o que se passa. Se é que se passa alguma coisa.
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Os bladebreakers tinham ido até ao aeroporto numa limusina mandada pelo avô do Kai e seguiram até à Rússia num dos aviões militares da Abadia, que por sinal, eram bem mais rápidos do que o habitual. (ok, vamos imaginar que eles eram mesmo muuuuito rápidos já que eles demoraram só algumas horas a chegar)
TYSON: Nunca pensei voltar à Abadia. Olhem, está ali o Tala e a Kaina está a vir na nossa direcção!
Kaina parecia à beira de um ataque de nervos e ao que parecia já tinha tentado descarregar a sua fúria no noivo já que Tala estava cheio de arranhões.
KAI : O que se passa? " Por favor, que não seja nada de grave"
KAINA: É o Kyou…
TYSON: Mau! Afinal o problema é com a Anina ou com o Kyou?
KAINA quase esganando Tyson: SE TU ME DEIXARES ACABAR JÁ SABES! Bem, todos pensávamos que o Kyou estava na tal aldeia, mas afinal ele já voltou de lá há algumas semanas. Ele tinha tentado ver a Anina mas achou muito estranho não o deixarem entrar e por isso resolveu investigar. Só agora soube disto.
TALA: E só soubemos porque um de nós (daqui da Abadia) ouviu o Kyou dizer isso. Kai, o estranho é que mal chegou, o Kyou trancou-se com o Voltaire dentro do escritório onde o teu avô estava a ter uma reunião (ele pôs todos os homens para fora da sala a pontapé) e logo a seguir o teu avô manda irem buscar-te de emergência. Alguma coisa aconteceu, não achas?
RAY: Sim. E para o Kyou reagir assim deve ser muito grave.- comentou Ray enquanto se dirigiam para a sala onde estavam Voltaire e Kyou
KAINA: ARG! Eu daqui a bocado entro naquela sala nem que para isso tenha de partir aquela maldita porta em pedacinhos.
VOLTAIRE: Acho que não vai ser preciso, Molotov. Parece que temos mais visitas do que o esperado- disse ao ver os seus "ex-inimigos"
KAI entrando sem se importar: O que é que se está a passar?
KYOU estava com os seus olhos vermelhos de raiva e disse a custo: A Anina.
KAI impaciente: A Anina o quê? A única coisa que me sabem dizer aqui é " a Anina" Será que alguém me explica o que é que se está a passar? Começa do começo!
KYOU: Quando eu voltei e quis ver a Anina mandaram-me embora e disseram que ela tinha proibido visitas ou contactos. Achei muito estranho e por isso fiquei atento. Consegui perceber que ela estava adoentada e chegou a desmaiar várias vezes. Mas hoje…hoje quando estava de vigia vi a Anina ir até à varanda e de repente…ela…ela mandou-se de lá abaixo.
TODOS menos Voltaire: O QUÊ?
KAINA: Mas ela está bem?
KYOU: A Serenety chegou mesmo a tempo. Apanhou-a antes de ela chegar ao chão. Lembram-se de eu ter falado que não confiava na Serenety para a proteger? Eu tinha razão. A Serenety foi controlada pela Anina desde que pôs os pés na Rússia e só a conseguiu salvar porque o encantamento acabou quando a Anina se atirou.
TYSON: Ela estava estranha quando se foi embora. Terá sido por causa dos pais?
KYOU: É CLARO QUE SIM, OU ACHAS QUE ELA SE IA MANDAR DA JANELA DO 3º ANDAR SÓ PARA VER SE DOIA MUITO?
VOLTAIRE: A limusina já está pronta para nos levar até à Mansão Bazhedief. Alguma pergunta?
KAI: Sim. O que é que ainda estamos aqui a fazer? "Anina, o que é que te passou pela cabeça?"
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No Pólo Norte….
Boris cheio de ligaduras: Ai que dores!
KERO: É bem feito! Para a próxima não me chames peluche.Eheh, eu sou o maior!
VOZ: KERO! O QUE É QUE TU FIZESTE A ESSE SENHOR?
KERO: S-SAKURA? O que é que estás a fazer aqui? Não estavas na China com aquele ranhoso?- olhando para Sakura que estava a voar graças ao bastão e à carta Voo.
SAKURA: O Shaoran não é nenhum ranhoso! "Aiaiai Shaoran!" Bem, mas isso não importa. Só sei que o Yue me telefonou e disse que tu tinhas desaparecido e então eu vim procurar-te.Eu não posso virar as costas e tu foges logo para outra dimensão! Mas tu vais ver só o que eu te vou fazer!
BORIS olhando para a bela rapariga de uns 18 anos, com cabelos cor de mel e olhos verdes um pouco mais claros que os de Anina: " Esta rapariga deve ser muito poderosa!"
SAKURA: Pobre senhor! O meu nome é Sakura e sou a mestra das cartas de Sakura.
BORIS: O meu nome é Boris e fiquei perdido enquanto tentava salvar uma foca em perigo. Snif. E não consigo voltar para casa, para junto dos meus filhos…
SAKURA: ii Coitadinho! Tenho de te ajudar!
KERO: Ei, Sakura, não acredites no que ele está a dizer! Ele é um vilão e ai!
SAKURA: Não mintas Kero! Ai Aiaiaiai ai que eu já me estou a chatear com as tuas invenções!- caminhando na direcção de Kero, pronta a dar-lhe uma lição
BORIS: Parece um monstro!
SAKURA olhando para ele da mesma maneira que lha para Toya: Eu não sou nenhum monstro! JÁ VAIS VER! – pegando numa carta- LUTA! LIBERTA-O!
BORIS: Oh-oh Eu e a minha grande boca! Ahahahah
SAKURA: Já vais ver! Toma isto e isto!
(alguns minutos depois…)
KERO: O.O" Sakura, não achas que exageraste? Nem eu lhe bati tanto…
SAKURA: É claro que não. Ele chamou-me de monstro! Grr, ai que raiva que me dá quando me chamam assim…
KERO:Então quer dizer que me perdoas?
SAKURA: Claro que não! Interrompeste o meu fim-de-semana com o Shaoran por isso duas semanas sem doces e sem jogos!
KERO: NÃO!
BORIS rastejando pela neve: Meu Deus, diz-me : O que é que eu fiz de errado? – Caiem-lhe toneladas de papeis em cima com as suas más acções- Porque é que eu perguntei?
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E pronto, aqui está outro capítulo!
Bem, vamos às reviews: Obrigada à Maylene Angel (olá, minha revisora favorita XD); FireKai (ai, eu transformo a fic numa novela mexicana… bem, pelo menos o Kai já está na Rússia); xia-thebladergirl ( oi mana! Este já foi mais rapidinho! Bjx);Aki Hiwatari ( Ainda bem que gostaste!); Washu (oi menina! Gostaste deste também?bjx); Ketz Malfoy Hiwatari (com a maior cara de pau: eu quero ler a tua fic a séculos mas nunca arranjo tempo!eu já comecei a lê-la mas ainda vou atrasada…juro que me vou apressar!)
E POR FAVOR: NÃO SE ESQUEÇAM DAS REVIEWS! Em vez e ovinhos, comentem, está bem?
UMA BOA PÁSCOA!
