Luz no fundo do túnel: Fim ou novo começo?
Capítulo anterior:
Viktor fala com Vladimir e este diz que lhes vai dar mais uma oportunidade. Anina fica sem dar notícias durante dois meses e sente-se infeliz na Rússia. Quando estava numa varanda do terceiro andar tem um acidente e por pouco não morre. Kyou descobre e Voltaire manda chamar Kai que, juntamente com os bladebreakers regressam à Rússia.
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ANINA: Onde estou? – Estava confusa. Doía-lhe muito a cabeça e sentia-se esquisita além de ver tudo a andar à roda. Quando conseguiu ver melhor notou que no quarto estavam além de Alexandra um senhor já idoso que lhe parecia familiar. O quarto estava quase na escuridão já que as cortinas estavam fechadas e a pouca luz que entrava não era suficiente para iluminar a enorme divisão, o que até era bom já que não conseguia abrir muito os olhos e sentia-se como se a cabeça estivesse prestes a explodir.
MÉDICO: Já não te deves lembrar de mim, eu sou o …
ANINA: Dr.Marcus! Que saudades! - disse Anina feliz tentando levantar-se para o abraçar mas parando quando sentiu algumas dores.
MARCUS: Ahah, pareces muito melhor, minha filha, mas ainda não a suficiente para saíres da cama. Deixa-te estar aí.- disse o velho senhor amavelmente - Fico muito feliz que ainda te lembres de mim.
ANINA rindo: E como me podia esquecer? Não havia um dia em que não tivesse de vir até aqui quando eu era pequena!
MARCUS: É verdade. Muito trabalho me davas, tu e o Kai…- o entusiasmos de Anina diminuiu ao ouvir aquele nome, o que não passou despercebido - Arram, bem e como é que a princesinha se sente? - perguntou carinhosamente
ANINA fazendo uma careta: Cheia de dores. Ainda não percebo como é que vim parar a esta cama. A única coisa de que me lembro é de que estava a olhar pela janela e depois…é tudo muito confuso… senti-me estranha; como se não fosse eu que estava ali, e comecei a andar em direcção à varanda sem notar. Ah! E também me lembro de que tive uns arrepios mas sentia-me a ferver…
SERENETY: É normal. Estavas cheia de febre. - Anina sobressaltou-se. Não notara a presença de Serenety que estava oculta pelas sombras de um dos lados do quarto. – O que não explica o facto de me teres andado a controlar durante todo este tempo Anina!- repreendeu. Anina desviou os olhos e parecia estar à procura de uma boa explicação, mas como não parecia encontrar nenhuma apenas se encolheu um pouco mais na cama- Depois falamos, menina.
ALEXANDRA: Ai, ainda bem que está tudo bem! Ia-me matando do coração! Quando eu vi a Serenety passar a voar por cima da minha cabeça e apanhá-la a centímetros do chão…eu achei que morria! Mas agora…há umas pessoas que a querem ver- disse de forma misteriosa – Podem entrar!
Anina abriu os seus grandes olhos verdes com esperança: talvez fossem eles! Mas infelizmente quem tinha entrado eram algumas das empregadas da casa (já que não cabiam todas), e estavam um pouco envergonhadas
ANINA: "Claro que não podiam ser eles…muito menos ele. A esta hora estão no Japão…"
EMPREGADA1 ficando um pouco a frente das outras com um ramo de flores: Nós queríamos desejar-lhe umas boas melhoras senhorita Anina.
Anina corou e ficou comovida. Embora não fossem quem ela mais queria ver, era bom saber que se preocupavam com ela e que ainda tinha amigos na Rússia. Estava prestes a pegar no ramo de flores que lhe tinham dado quando a porta foi aberta com imensa força e várias pessoas caíram na sua cama tal a velocidade a que iam
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(alguns minutos antes)
Kai olhava pela janela da limusina com impaciência. Naquele momento só queria vê-la e não conseguia pensar em mais nada. Estaria magoada? Seria alguma coisa de grave? Teria saudades?
Por outro lado, os seus companheiros de equipa não conseguiam deixar de se entusiasmar com a bela paisagem.
VOLTAIRE (ele também estava ao lado deles): Estamos a chegar. – indicando com o olhar um enorme portão com aparência antiga e com uma placa trabalhada onde se podia ler o nome da família. A segurança também era óbvia: havia câmaras por todo o lado e também se viam alguns seguranças espalhados um pouco por toda a parte exterior da mansão.
TYSON: Vocês já viram as armas que aqueles seguranças têm?
RAY: É legal?
KAINA: O mais legal possível.
KENNY: Porque será que eu não acredito muito nisso? – perguntou à Hilary
TALA: De qualquer maneira é normal. A morte ou rapto de alguém com tanta influência nas corporações é sempre muito vantajosa. E os acidentes estão sempre a acontecer, é por isso que as pessoas com mais riscos têm uma segurança apertada, e como a Anina ainda é uma criança, eles têm de estar mais atentos.
KAI: " Espero que estas obrigações todas não a tenham feito sofrer. Ela sempre odiou isto…Anina, aguenta mais um pouco, eu estou a chegar"
Atravessaram os portões que foram abertos por um dos seguranças que tinha reconhecido o brasão da família Hiwatari gravado na limusina e os bladebreakers apenas soltaram algumas exclamações de surpresa: tudo era enorme! Podiam ver um enorme jardim que mais parecia uma quinta, cheio de flores e com árvores por todo o lado.
HILARY: Isto é lindo!
TYSON: Olhem para ali!- apontando para uma casa de estilo japonês- Afinal a casa da Anina é parecida com a minha! – não reparando no olhar escandalizado de Voltaire e Kaina e no olhar trocista de Kyou e Tala
RAY: Quem diria que íamos ver alguma coisa japonesa aqui
MAX: E que ainda por cima tão parecida com a do Tyson!
VOLTAIRE secamente: Aquilo é a cavalariça. (caiem todos)
TYSON: Aquilo tudo…é só para os cavalos? "E ainda por cima igual à minha casa?"
VOLTAIRE: Claro. Foi o pai da Anina que a desenhou. Ele gostava do Japão.
HILARY rindo-se: A tua casa é igual à cavalariça! AHAHAHAH
TYSON: Não tem graça!
KAINA: Sinceramente…como podiam achar que a Anina vivia ali?
KYOU: A verdadeira casa da Anina, é aquela ali
BLADEBREAKERS(menos Kai): O.O
HILARY: Parece um palácio…
MAX: Como é que ela não se perde lá dentro?
KAI saindo mal a limusina parou: Andem depressa. – disse enquanto "atropelava" o pobre mordomo.
TYSON: Kai! Fazer alguma ideia de onde a Anina está? Isto é enorme! – passando também por cima do mordomo (assim como todos os outros)
KAI: Por aqui. "Ela tem de estar no antigo quarto. Tenho a certeza"
KYOU: Corram! – e foi assim que eles foram parar ao quarto de Anina
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(as partes em Itálico são em Russo)
Anina olhava surpresa para as várias pessoas caídas na sua cama com a respiração ofegante e esfregou os seus olhos como para ter a certeza de que estava a ver bem. Era impossível confundir os cabelos de Kai que estavam pousados praticamente no seu colo, enquanto este estava com a cara virada para baixo tentando respirar calmamente.
EMPREGADAS: O.O'''''' "O que foi isto?"
ALEXANDRA:Mas que confusão vem a ser esta?
ANINAK-Kai? – Kai levantou a sua cabeça e olhou-a nos olhos. Anina sentiu-se corar quando viu aqueles olhos azuis acinzentados encararem-na e ficou mais vermelha que um tomate quando Kai a abraçou com força contra o seu peito.
KAI: Fiquei preocupado contigo.– tinha custado muito a Kai conseguir dizer isso a Anina, mas quando sentiu os braços da amada rodearem a sua cintura e abraçá-lo com igual força, sentiu que tinha valido a pena. Mas para sua infelicidade, Kaina empurrou Kai com toda a sua força e começou a sacudir Anina com um pouco de violência enquanto lhe gritava histericamente
KAINA:O QUE É QUE SE PASSOU PELA TUA CABEÇA SUA IDIOTA? IDIOTA! EU PENSEI QUE TINHAS MORRIDO! IAS-NOS MATANDO DE TANTA PREOCUPAÇÃO! FAZES IDEIA DO QUE TE PODIA TER ACONTECIDO? FAZES? – continuando a abaná-la fazendo com que ela desse com a cabeça na parede- Anina? Anina? Porque é que não me respondes? ANINA? Quem é que te fez isto? Estavas tão bem…
ANINA: x-x
SERENETY: ANINA! Sua doida! O que é que fizeste? Já que não morreu da queda quiseste matá-la agora?
TYSON: MATASTE-A! Com tantos abanões mataste-a!
ALEXANDRA: A minha bebé! A minha menina!– com uma autentica cascata a sair dos seus olhos- Sua assassina! Malditos! Ladrões! Guardas! GUARDAS!
KAINA com uma grande gota: Er…eu não fiz nada…Anina, querida, abre os olhos. Fala comigo…
HILARY: Malta…eu não percebo nada do que ela está a dizer, mas não estou a gostar… Vamos embora sim?
MARCUS em Japonês: Não se preocupem, ela está viva. Só desmaiou.
ALEXANDRA: Que alívio! Eu não devia ter chamado os guardas aqui para dentro, mas estava tão aflita que me descuidei com a segurança…e agora este bando de doidos entra-me pela casa dentro!
SERENETY: Não se preocupe Alexandra. Não reconhece o Kai?
ALEXANDRA : Kai? O Kai? O Hiwatari Kai?
EMPREGADAS: ♥♥ "Ele é lindo…"
ALEXANDRA: Então quer dizer que "ele" também veio? ii
VOLTAIRE: Por acaso esse "ele" sou eu?
ALEXANDRA: Você! – começam a sair faíscas dos olhos dos dois o que faz todos ficarem com uma grande gota na cabeça
VOLTAIRE: Não me lembrava da segurança ser tão má nesta casa…e porque não fui informado do incidente? Que eu me lembre ainda sou o tutor legal da Anina.
ALEXANDRA: Grrr! Seu velho babão! Desta casa cuido eu! E a Anina já voltou, por isso não precisamos mais de si!
MARCUS ignorando Alexandra e Voltaire: Se não se importam, podiam parar de gritar? Deixem-me cuidar da minha paciente em paz. – Empurrando todos para fora do quarto
ALEXANDRA: Hnp. E vocês para onde estão a olhar?- falando para as empregadas que ainda se babavam pelo Kai - Toca a trabalhar, andor! – Olhando de esguelha para os Bladebreakers – Hnp, japoneses…
VOLTAIRE: Eu vou descansar um pouco. Nesta casa já não se serve nada aos convidados?
ALEXANDRA indo atrás dele: E quem é que o convidou? …………………………………………………………………………………………….
Os bladebreakers e restantes estavam sentados numa sala com Serenety. Nenhum deles parecia conseguir fazer a pergunta que estava entalada na garganta. O primeiro a tomar coragem foi o Kai.
KAI: Como é que isto aconteceu Serenety? Nós pensámos que ias ser capaz de a proteger…Que ias fazê-la acalmar e superar o que aconteceu.
SERENETY na sua forma adulta: Eu sei. Eu também pensava assim mas…-suspirando- A Anina tem agido de forma estranha. Ela conseguiu poder suficiente para me controlar e não hesitou em fazê-lo. Eu não me apercebi de nada até agora.
TALA: Desde quando é que ela…
SERENETY: Desde que chegámos à Rússia. Ela manteve-me controlada desde o primeiro dia.
KAINA: E pensar que durante todo este tempo ela esteve aqui…infeliz e nós não podíamos fazer nada! Dá-me uma raiva tão grande! – perante a fúria de Kaina, todos se afastaram um pouco para evitarem ser usados como saco de pancadas
SERENETY voltando à sua forma habitual e sorrindo: Mas sabem? Mal vocês chegaram criaram muita confusão. E acho que é exactamente isso que esta casa e que a Anina precisão! De mais alegria e despreocupações! Estou a contar com vocês pessoal, para trazer a velha Anina de volta.
KAI: A velha Anina? – ficando com um meio sorriso muito suspeito no rosto- Não sei se todos vão quer velha Anina de volta…mas seria divertido se conseguíssemos. Durante todos estes anos ela esteve com uma sombra à sua volta mas pode ser que agora ela volte a brilhar.
TYSON: Bem falado Kai!Eheh, o amor faz-te bem!
KAI: Tyson…cala a boca.
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Algures no Japão…
VLADIMIR: O QUÊ? Ele está aí? Têm a certeza? É claro que é mau seus imbecis! Continuem a dar-me notícias. -desligando o telefone- Era só o que e faltava. O Voltaire apareceu lá também. Maldito, sempre a meter-se onde não é chamado. Tenho de ter cuidado…sim…muito cuidado.
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MARCUS: Já se foram embora. Podes abrir os olhos.
ANINA: Como é que sabia que eu…- mas o médico apenas sorriu
MARCUS: Não é fácil enganar um médico. Mas posso perguntar porque fingiste estar desmaiada?
ANINA: Precisava de tempo para pensar. Sabe, eu fiquei muito feliz por os ver de novo. Já tinha tantas saudades…mas…
MARCUS: Tens medo?
ANINA: Tenho! Muito medo. Medo de magoar alguém. O senhor sabe o que aconteceu…viu o que eu fiz aos meus pais – soluçando – Eu não quero que isso lhes aconteça. Nunca…
MARCUS olhando-a nos olhos: Talvez eles estejam dispostos a correr esse risco. Sabes Anina, a verdadeira razão que nos levou a apagar-te aquelas memórias foi o teu choque. Os teus pais não iam querer que tu te fechasses para o Mundo.
ANINA: Eu sei. "Mas eu tenho de os afastar de mim. Por amor a eles"
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MARCUS: Podem entrar. Ela já acordou.
KAINA : Anina, estás bem?
ANINA: O que estão a fazer aqui? – perguntou friamente.
KYOU: Como assim o que estamos a fazer aqui? Estávamos preocupados e queríamos saber se estavas bem!
ANINA: Já viram, por isso…podem ir-se embora.
TALA: Anina, mas o que é que se está a passar contigo? Nós estávamos super preocupados e tu tratas-nos assim?
TYSON: Nem parece teu! Olha, eu não sei o que se está a passar mas sei que a minha amiga não é assim.
ANINA: Disseram tudo o que tinham a dizer? Óptimo. Podem ir-se embora. – o seu tom de voz era mais frio do que o gelo e deixava bem claro que ela estava a falar a sério. Por momentos os bladebreakers ainda tiveram a impressão de estar a falar como Kai num mau dia, tal era a semelhança.
KAINA: Se é assim, óptimo. Não me devia ter preocupado. Vamos embora pessoal, não somos bem recebidos. – e dizendo isto foi-se embora, batendo com a porta e os outros seguiram-na. Ao contrário do que Anina esperava, Serenety também foi, o que a deixou nervosa. " Ela vai entender…eu sei que vai. E não vai contar nada."
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RAY: Mas o que se passa com ela? Ela estava tão feliz!
MAX: Se calhar foi por ter batido com a cabeça.
KAINA: Não sei nem quero saber. Se ela quer armar-se em snob e convencida, o problema é dela. Eu vou-me embora.
Kai tinha ficado calado enquanto Anina falava, mas estudava-a atentamente, a ela e a Serenety e não demorou até perceber o que se estava a passar.
KAI: Vocês não perceberam nada…hnp
KENNY: Tu sabes o que se passa? - mas Kai já tinha entrado novamente no quarto.
RAY: E agora?
TYSON: É fácil! Espiamos! – correndo para a porta e tentando ouvir o que se estava a passar lá dentro
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Quando Kai entrou no quarto viu Anina a chorar desesperada. Ao contrário da sua vontade, não a abraçou, sentando-se do seu lado.
ANINA: Não me ouviste? Vai-te embora! Já disse que não quero aqui ninguém! – mas Kai parecia nem ouvi-la. Mantinha-se sentado e olhava pela janela. Só passados alguns minutos é que falou
KAI: Quando é que te vais deixar de teatros?Desculpa mas não estou com paciência para as tuas mentiras.
ANINA: Kai, vai-te embora já! " Ele sabe…nunca o consegui enganar"
KAI: Eu vou. Mas só depois de me responder a uma pergunta: tu queres que eu me vá embora? – estudou Anina atentamente e viu que o seu palpite estava certo. Anina parou de chorar e olhava-o com medo
ANINA: Claro que tenho…
KAI: PARA COM ISSO! – assustando-a – Para de mentir. Estou farto das tuas criancices. Sabes, não é só a ti que te custa. Quer acredites quer não eu também não estou feliz pelo que aconteceu mas mesmo assim estou aqui, a lutar, enquanto tu à primeira dificuldade paras. A Anina que eu conhecia não era assim.
ANINA: A Anina que conhecias morreu a muitos anos. Estou farta de tudo isto! Tu não sabes o que me custou ir embora e vir para aqui sozinha!
KAI: Anina, eu nunca te poderei ajudar se tu não me disseres o que se passa. Uma vez disseste-me que era mau guardar-mos tudo para nós mesmos. Porque não segues o teu conselho e desabafas?
ANINA: Não posso…eu não posso! Será que não percebes isso?
KAI: Deixa-me ajudar-te. Vamos ficar aqui, os dois. Vamos enfrentar tudo juntos.
Os dois juntos…como seria estar com Kai…poder enfrentar tudo do lado dele, contar tudo…Mas as imagens dos corpos ensanguentados dos pais sobrepunha-se
ANINA: Tu não consegues ver pois não?
Sem perceber nada
Nós nos esbarramos
KAI: Porque não me dizes? Talvez eu te entenda.
Ficando mais gentis um com o outro
O esconde-esconde acontece, é verdade
Não, queira vender sua alma
Com sabor de amarelo
ANINA: Eu tenho de ficar sozinha! Se vocês ficarem…eu posso magoar-vos…posso matar-vos…
KAI: Anina, acredita em mim, tu nunca irias fazer isso.
Não, esqueça de sorrir novamente
ANINA: Como não? Tu sabes o que aconteceu naquele dia! E agora…eu quase…eu podia…- começa a soluçar- Eu não sei o que foi que aconteceu! Eu não me atirei…foi como se estivesse a ser atraída…Kai, eu posso acabar por fazer uma loucura outra vez!
Só quero continuar a dançar para sempre
Ei, e seguir, seguir, o pálido vento…
Ei, estou-me apaixonando
Estou-me apaixonado, quero abrir minhas asas
KAI: Então foi isso… mas Anina, há uma coisa que tens de perceber. Tu já fizeste mal a várias pessoas e não foi por causa disso. Neste momento, todos os teus amigos estão a sofrer por ti, especialmente a Serenety e a Kaina. Já pensaste na maneira como as trataste? E pensa bem. Tu queres mesmo ficar sozinha? Não podes deixar-te levar pelo medo. – Estava a resultar. – Anina, eu também tenho medo. Tenho medo que fiques sozinha. Tenho medo de te perder outra vez. –Disse calmamente. Nunca tinha confessado os seus medos a ninguém, mas com ela era diferente. Era como se ela entendesse o que se passava no seu coração. E tinha a certeza de que juntos iam conseguir curar-se. Mesmo que ela não o amasse da mesma maneira, eles eram como irmãos.
Ei, pegue tanto as coisas boas
E as coisas más, e junte tudo
E então divida-os em dois, compartilhando-os
ANINA: T-tens medo? – A esperança estava a voltar ao seu coração.
ANINA: Não…eu não quero! Não quero voltar a perder todos!- abraçando Kai- Vocês são o mais importante da minha vida! No dia em que me salvaste do Boris, eu senti que tu eras importante para mim. E os dias que passamos juntos no Japão foram os mais felizes de toda a minha vida. Pela primeira vez eu senti-me em casa.
KAI: Então sabes o que fazer não sabes?
ANINA: Eu tenho sido uma parva não tenho? Achas que me vão perdoar?
KAINA entrando no quarto com lágrimas nos olhos: Isso nem se pergunta!
ANINA: Vocês estavam aí?
KYOU: Claro que sim! Achavas mesmo que te íamos deixar aí sozinha com ele?
ANINA sorrindo e atirando-se nos braços dos amigos: Eu juro que nunca mais vos vou perder! Juro! – Anina viu Serenety e olharam-se nos olhos. Anina inspirou fundo e sorriu sinceramente o que espantou todos. Tirando Kai e Serenety, nunca ninguém a tinha visto sorri assim, tão gentilmente, tão livremente…e mesmo esses já não viam aquele sorriso à anos. Serenety correspondeu ao sorriso, voltando á sua forma adoptada e entrando dentro do beyblade. Estava feliz e, por mais que lhe custasse admitir, tinha que agradecer ao Kai. Foi a pensar nele que se lembrou do que a antiga mestra uma vez tinha dito a Voltaire:
SERENA: Eles vão casar-se. É inevitável.
VOLTAIRE: Não será cedo para pensar em casamento?
SERENA: O amor deles faz parte do destino…
Talvez fosse, mas ela não iria facilitar a tarefa. Se Kai queria Anina, ia ter de a merecer.
É assim que quero viver a minha vida
(gravitation- música de abertura)
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No Pólo Norte
BORIS: Eu não…aguento mais! – diz Boris com os cabelos queimados e roupa rasgada – Adeus mundo cruel! Adeus doces pinguins! – tentando abraçar um pinguim que estava perto dele . Mas o pobre coitado desata a fugir – Adeus pobre urso!
URSO: O.O Groooow! – fugindo também
BORIS: Adeus pequena cidade… CIDADE?- esfregando os olhos para ter a certeza de que estava a ver bem – Uma cidade no Pólo Norte! Ahahaha! Estou salvo! Estou salvo! Que se lixem os arrependimentos!
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littledark protegendo-se da chuva de pedras que vem na sua direcção
Eu sei que demorei muito e que este capítulo e não ficou grande coisa, por isso, acho melhor justificar-me: primeiro estava a achar a fic muito dramática e fiquei sem inspiração; segundo comecei uma nova fic e acabei por me dedicar um pouco mais a ela e terceiro tive um pequeno acidente e não consigo escrever muito depressa, então, para não pensarem que desisti, aqui está este.
Como o James disse na review, é na Rússia que tudo acaba, e aliás foi ele que me inspirou, porque é com este cap que acaba a primeira fase da fic (conhecimento da Anina, da história e dos inimigos) e é a partir do próximo que começa a nova fase!
Ah! E para aqueles que gostam de ver o Boris sofrer, tenho uma boa notícia! As torturas do nosso vilão ainda não acabaram!
Espero que me desculpem! Vou tentar ser mais rápida.
Bjx e muito obrigada a todos os que lêem a fic, especialmente:
Aki Hiwatari (pois é, a Anina estava mesmo mal, mas agora que tem o Kai do lado dela vai superar tudo! Bjx); xia-thebladergirl (oi mana! Pois, espero que não me atires com nenhuma bomba XD); Maylene Angel (oi may-chan! Já podes postar o teu próximo cap!); Ketz Malfoy Hiwatari (será que tens a mesma opinião? Espero que sim! Não me esqueci da tua fic, só que estou cheia de provas globais!); FireKai (eheh, a governanta ainda vai ter muitos motivos para fazer uma festa! Mas o Boris, esse não tem escapatória XD Bjx! Espero que tenhas gostado do cap); Kaina Hyngdou (Espero conseguir fazer com que gostes mais da Anina! Bjx!); James Hiwatari (Pois é, a Rússia foi mesmo um final, mas também um começo! Bjx!)
