O Regresso de Sophie!
Capítulo anterior: Quando Anina e Kai finalmente se aproximam, Kyou e Darien entram numa briga que faz Anina começar a perder o controlo. Tala diz aos restantes o perigo que Anina corre se perder o controlo de Serenety. Kai fica preocupado.
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Chegando ao quarto, Kyou sentou-se na cama enquanto Kai continuava de pé.
KYOU: O que querias falar comigo Kai? Não me vais dizer que sentiste um ataque de compaixão e me decidiste abrir a porta, assim sem mais nem menos!
KAI: Eu vi a vossa discussão. Desde o princípio. – Disse calmamente
KYOU: Então foi isso. Sabes, eu já estava farto daquele Darien. Farto mesmo. Aliás, posso jurar que mesmo que a Anina fique zangada comigo, já valeu a pena só pelo soco que lhe dei. – Kai deu um meio sorriso. Não podia negar que não se importava de ter sido ele a bater naquele homem, nem que lhe tinha dado um imenso prazer ver Anina pô-lo porta fora. – Mas também suponho que não me queres dar os parabéns pela minha atitude, pois não?
KAI: Não. Eu já tinha pensado numa coisa…que o Darien podia tentar virar-nos uns contra os outros. – Kyou pareceu ficar pensativo mas depois fez sinal em como concordava
KYOU: Tens razão. Agora que falas nisso, eu acho que ele estava a tentar fazer-me ciúmes contigo…coitado, os planos saíram-lhe mal. A Anina é uma irmã para mim e eu tenho a Sophie. – A expressão normalmente indiferente de Kai deu lugar a uma de preocupação.
KAI: Não tenho tanta certeza. Até acho que os planos lhe correram melhor do que ele esperava.
KYOU: Como? – Perguntou confuso. Kai olhou-o friamente e respondeu no mesmo tom que se usaria para explicar algo muito óbvio a uma criança de 5 anos
KAI: Pensa. A Anina chega, não ouviu nem metade da discussão, e apenas sabe que TU atacaste o Darien, e que ele se limitou a defender-se. Logo, para ela o inocente é ele. Sem contar que tu também a atingiste.
KYOU: Eu não acredito! Caí que nem um patinho na armadilha dele! Idiota! Eu fui um idiota! –exclamou inconformado, enquanto passava a mão pelos cabelos desalinhados
KAI: Tens toda a razão. E o pior é que não temos provas de que ele realmente está a tentar livrar-se de nós. Ele nunca nos disse nada de maneira agressiva…
KYOU: Não? Pois a mim pareceu-me bastante óbvio quando me provocou!
KAI: Para ti. Mas até eu, que estava por perto não posso acusá-lo de nada porque ele limitou-se a comentar, de forma muito amável, até. Kyou, temos de ter muito cuidado com ele. Ou o Darien é realmente inocente e nós estamos a ser demasiado desconfiados…ou ele é o homem mais perigoso que eu conheci até hoje.
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Anina deixou-se deslizar até ao chão. Estava completamente esgotada, mas tinha ganho.
ANINA: Serenety, volta. – Atendendo ao seu pedido, o beat-bicho de cabelos prateados regressou ao beyblade, enquanto Kaina recolhia também o seu. O quarto estava um autêntico desastre: candeeiros partidos, o chão riscado, os vidros das janelas partidos e cortinados rasgados. Parecia que o quarto tinha sido palco de uma guerra, o que não era uma mentira.
KAINA: B-bom…tra…balho. "Meu Deus…estava a ver que isto nunca mais acabava! Eu já…nem me consigo levantar… Se isto continuasse…se isto continuasse eu ia desmaiar antes de conseguir cansá-la."
ANINA: Obrigada Kaina. Eu estava mesmo a precisar. – Kaina apenas abanou a cabeça, enquanto tentava controlar as lágrimas. Não que estivesse triste, mas o cansaço era tanto que a revoltava. Odiava ver-se assim tão fraca. E porque é que nem sequer conseguia falar?? Todos sabiam que adorava Anina como a uma irmã, mas até mesmo ela admitia que todo aquele poder era demais para alguém como a rapariga. Porque lho tinham dado afinal? Não teria sido melhor afastarem-na dele? Pelo menos se o tivessem feito ela nunca teria descoberto a verdade acerca dos pais e não teria ficado tão deprimida como antes. Mas uma vozinha teimava em perguntar se toda aquela indignação não seriam somente ciúmes do poder demonstrado…Lembrava-se vagamente do que o Tyson lhe dissera no primeiro dia em que se tinham conhecido…se não queria o beat-bicho para ela…Abanou ligeiramente a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos. Estava aterrorizada: se ela, que era tão próxima da Anina e conhecia as consequências daquele poder se sentia tentada…quantos não fariam de tudo para arrancar a Serenety da sua mestra? Mais uma vez se dava conta da responsabilidade que Anina tinha. Proteger um beat-bicho tão forte e tão perigoso…sozinha. Mas, ao lembrar-se dos novos ocupantes da mansão ficou um pouco mais tranquila. Ela não estava sozinha. Tinha amigos e eles não a iriam deixar cair.
KAINA: Melhoraste…- respirando com dificuldade, Kaina forçou-se a tentar agir normalmente – Ensinei-te bem, não foi? Eheh…vou deixar-te descansar -Juntando as suas últimas forças, saiu do quarto, para ser amparada por Tala, que a esperava pacientemente. –Tala…precisamos…protegê-la…- murmurou desmaiando
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Anina olhou o seu quarto. Com toda a certeza teria de se mudar já que provavelmente aquele não estaria pronto até essa noite. Não que fosse problema com todos aqueles quartos disponíveis.
Pegou carinhosamente no seu beyblade enquanto uma lágrima começava a deslizar pela sua face. Tinha saudades do Kyou e não sabia como se desculpar. Porque é que tinha de fazer tantas idiotices? A culpa era dela, só podia. Estava sempre a mudar de estado de espírito: ora estava alegre, ora triste, ou com tanta raiva e ódio que só lhe apetecia destruir tudo. E o pior é que desde algum tempo que não conseguia dizer claramente quem era de verdade… Interrompeu os seus pensamentos ao sentir uma pequena dor nos seus dedos e viu gotas de sangue pingarem para o chão, misturando-se com as lágrimas já caídas. Tinha apertado o anel do beyblade com tanta força que se cortara.
SERENETY: Anina! Estás bem? –perguntou o beat-bicho aflito, aparecendo ao seu lado –Senti o teu sangue!
ANINA chorando:Porquê Serenety? Porque é que tem de me correr tudo tão mal?
Porquê Serenety? Porque é que isto aconteceu comigo? Eu quero lembrar-me! Quero saber de tudo…e quero controlar este poder…quero dominar o meu lado negro! –Serenety abraçou Anina com força. Conseguia sentir o desespero da mestra como se fossem os seus próprios sentimentos. Pequenas lágrimas, que brilhavam como pontos de luz, formaram-se nos seus olhos.
SERENETY: Tem calma, querida…tem calma…Eu estou aqui…vai ficar tudo bem – falou. Mas as palavras nem a si própria convenceram…alguma coisa de muito má estava a aproximar-se.
ANINA: É como uma teia de aranha Serenety -soluçou – É como uma teia de aranha…e eu estou cada vez mais presa…e o pior é que não a consigo ver. – Os soluços eram perfeitamente audíveis e o choro muito alto. "É como uma teia de aranha"…e, mesmo sendo supostamente impossível para ela sentir frio, Serenety sentiu-se gelada e um arrepio percorreu o seu corpo. Anina parecia sentir o perigo melhor do que ela. Deixou as lágrimas de Anina caírem à vontade. Era bom ver que Anina chorava. Ao menos já não guardava tudo para si, como antes. Deixou-a acalmar-se e só depois regressou ao seu beyblade.
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Já mais calma, Anina desceu até à biblioteca. A vista de lá era muito bonita e aquela sala era, normalmente, muito sossegada. O ideal para pôr a cabeça em ordem.
Abriu as enormes portas que davam à varanda e inspirou o ar frio que o vento lhe trazia.
DARIEN: Anina? Tu por aqui? – Anina sobressaltou-se Darien estava ali?
ANINA: Hm…sim…estava só de passagem…bem, vou indo! – Envergonhada, passou directa pelo amigo, parando apenas quando Darien agarrou o seu braço, impedindo-a de andar
DARIEN: Anina, o que se passa? Estás a evitar-me? Fiz-te alguma coisa? Foi por causa do que aconteceu hoje de manhã? Eu sei que não devia ter atacado um amigo teu mas…
ANINA: N-não…Não Darien, não é nada disso! Tu fizeste nada! E…eu não te estou a evitar.
DARIEN: Não? Então porque é que estás a fugir de mim?
ANINA: Fugir? –perguntou fazendo-se desentendida
DARIEN: Sim. Anina, eu não sou estúpido e a não ser que me contes o que se passa, eu não te vou deixar ir embora. – Anina corou. Tinha a certeza de que Darien estava a falar a sério.
ANINA: Eu…eu…DESCULPA! – Gritou nervosa enquanto começava a chorar de novo – Eu não queria! Eu não sei o que se passou!
DARIEN abraçando-a: Então Anina, o que se passa? Não chores…
ANINA: Eu sou uma estúpida!
DARIEN: É claro que não. E eu não estou zangado contigo. Compreendo perfeitamente que tenhas ficado com raiva, eu também ficava se tivesse passado tempos tão difíceis Anina…
ANINA: A sério?
DARIEN abraçando-a com mais força: Claro. Eu sei que isto não tem sido fácil para ti. Mas conta comigo, esta bem? E sempre que precisares de desabafar vem ter comigo. Como fazias antes, lembras-te?
ANINA esforçando-se: Não…acho que não…está tudo muito confuso na minha mente…
DARIEN parecendo um pouco desanimado: Bem, Anina, tu sempre tiveste muitos ciúmes do Kai, raiva até, e desabafavas sempre comigo.
ANINA: Mas eu não sinto mais isso! E eu não tinha motivos para ter ciúmes…
DARIEN: Anina, tu eras muito pequena, claro que agora já não sentes isso. Mas naquela altura…sim, tu realmente tinhas motivos para ter ciúmes…-Anina fitou-o surpresa. Darien calara-se de repente, como se tivesse dito algo de muito grave, mas os seus olhos pareciam brilhar de um forma estranha.
ANINA alarmada: O quê? Porque é que eu tinha motivos?
DARIEN: Ora Anina, não ligues…não foi nada. Agora, vai limpar essa cara e põe-me um sorriso, está bem?
ANINA: "Talvez tenha sido impressão minha…mesmo assim gostava de saber o que ele quis dizer com aquilo." Tens mesmo a certeza de que não estás zangado?
DARIEN: Tenho. Já pediste desculpas ao Kyou também?
ANINA: Não. Ainda não. Mas vou tratar já disso.
DARIEN suspirando: Acho que ele não gosta muito de mim. Sinceramente acho que nenhum deles gosta. –comentou desajeitadamente - Talvez seja melhor eu ir para uma das residências secundárias da família Bazhedief.
ANINA: Mas é claro que não Darien! Eu não deixo! Tu não te podes ir embora por causa de uma parvoíce destas! A casa precisa de ti! Eu preciso de ti! –disse desesperada – Tu és das poucas pessoas que me restam do meu passado! Darien, eu perdi os meus pais, perdi a minha memória! E não quero perder mais nada! Por favor…não te vás embora…-implorou soluçando
DARIEN sorrindo: Obrigada pelo teu afecto Anina, e acredita, eu também gosto muito de ti…mas não quero causar problemas. Depois conversamos sobre este assunto. Não quero preocupar mais a tua cabecinha. – Anina ficou na biblioteca, a olhar para o nada enquanto Darien saía. Além de confusa, sentia-se frustrada. Darien era realmente muito importante para ela. Agora que o tinha reencontrado, não o queria perder como tinha perdido todos os outros. Mas por causa de uma estúpida discussão talvez ele se fosse embora. Por momentos, quase culpou Kyou, mas a forte amizade que os unia foi mais forte que a raiva. Kyou era quase seu irmão. Não podia…não devia sentir raiva dele. Durante todos aqueles anos ele tinha-a protegido. Tinha-a protegido das pessoas a quem ela chamava pais.
FLASHBACK:
Era o dia da peça de Natal e estava muito nervosa. Iria conseguir fazer tudo direito? A professora tinha-lhe dito para ter calma, e que não havia problema se se enganasse. Todos sabiam que eles eram apenas crianças, e podiam errar. Mas ela não queria errar. Queria que os pais se orgulhassem dela…pelo menos uma vez na vida.
PROFESSORA: Muito bem meninos, está na hora. Ianovic, não te esqueças de chorar. Tem de parecer que estás mesmo desesperada por o Hioishi ter morrido. (NOTA: Ainda alguém se lembra do dia em que ela conheceu o Kyou? Era esta a peça que ela estava a ensaiar)
ANINA: Sim professora. Não se preocupe. – sorrindo para o rapaz que contracenava com ela, fazendo-o corar.
A professora olhou-a com pena quando a viu voltar a espreitar pela cortina.
PROFESSORA: Elesainda não vieram Anna. Mas não te preocupes! Eles não vão perder a primeira peça da única filha! –Mas mesmo dizendo isso, a própria professora olhou ansiosa à procura dos pais da aluna. Seria possível que eles não aparecessem? Em vez de se sentirem orgulhosos por ela ter conseguido o papel principal pareciam antes furiosos. Nunca iam as reuniões de pais, excepto quando ela própria os ia convocar. E mesmo assim, pareciam contrariados, além de que se alarmavam sempre que a filha era o centro das atenções. Muito estranhos esses dois…quanto mais elogiavam a filha, mais eles evitavam que ela saísse de casa.
Quando a cortina de veludo vermelho começou a abrir, reorganizou os seus alunos e deu um sorriso de incentivo, saindo depois do palco.
(…)
Anina voltou a olhar…já se tinham passado duas cenas e nada dos pais. Por outro lado, o rapaz que a tinha salvo de cair do precipício estava lá, a vê-la atentamente, o que a fez ficar mais animada. Com certeza devia ter acontecido alguma coisa que atrasara os pais…com certeza…
(…)
Estava quase na hora do grande final quando os pais finalmente entraram. Encorajada, interpretou a cena trágica, ouvindo bastantes palmas quando a cortina se começara a fechar, principalmente do seu novo amigo. Quando acabaram de agradecer, Anina saltou do palco, correndo a abraçar Kyou, que ficou bastante constrangido com o comportamento da amiga.
(…)
PROFESSORA: Os senhores devem estar muito orgulhosos, não é? A vossa filha foi excelente!
Srª Ianovic evasivamente: Sim…muito…agora dê-nos licença. Temos de ir para casa. – A professora recuou um pouco intimidada. Sempre se sentira pouco a vontade com aqueles dois: a Srªa Ianovic era uma mulher ainda nova, de cabelos loiros muito claros, cortados pelos ombros e sempre muito lisos e frios olhos azuis, que mais pareciam gelo. Já o Sr.Ianovic, embora tivesse também cabelos loiros, tinha olhos cinzentos que sempre lhe pareceram cruéis. Nunca percebera como duas criaturas assim puderam ter uma filha tão dócil como Anna. Além de que esta não possuía qualquer semelhança, com os seus grandes olhos verdes e longos cabelos negros e ondulados. Também não sabia qual era a sua profissão, embora soubesse que viviam muito bem (como se podia ver pelos casacos de peles e jóias que a mulher trazia).
PROFESSORA: Mas já? Ainda vai haver uma festa e a Anna com certeza vai querer ir e…- disse tentando convencê-los. A menina dava-lhe tanta pena!
Sr.Ianovic: Acho que a minha mulher deixou bem claro que vamos para casa. Anna! – gritou mal humorado – Vamos embora. Despacha-te.
ANINA: Mas pai!
Sr.ª Ianovi: Nem mas nem meio mas. Vamos. – Todos olharam de forma hostil para o casal. Ninguém simpatizava com eles. Kyou seguiu Anina quando ela se aproximou e irritou-se ao ver que eles nem esperaram que ela acabasse de vestir o casaco.
KYOU: Esperem um bocado! Ela ainda se está a vestir!
Sr.ª Ianovic: Então que se despache. Tenho muito que fazer quando chegar a casa.
KYOU trocista: Como o quê? Pintar as unhas?
Sr.ª Ianovic: O quê? Seu menino insolente! Ponha-se no seu lugar! Não passa de uma criança inútil, assim como todos os que aqui estão!
ANINA: Deixa estar Kyou…é escusado.
KYOU: Nem pensar! Tu ficas.
Sr. Ianovic: O quê? Quem é que pensas que és? Na minha filha mando eu!
KYOU: Eu sou o Kyou Soma. E ela é minha irmã! –fazendo todos olharem-no espantados.
Sr. Ianovic: Que disparate. –puxando Anina por um braço. Mas Kyou fez o mesmo e olhou-o desafiadoramente. – Mas o que…
KYOU: Se se atrever a voltar a puxá-la, vai ter de se ver comigo…e com os meus guarda-costas. – acrescentou trocista apontando para dois homens enormes que se tinham aproximado. Derrotado, o homem saiu com a mulher, lançando pragas.
ANINA surpresa: Kyou…obrigada…
KYOU corado: Hnp, obrigada por quê? E tu ouviste…eu a partir de agora sou o teu irmão mais velho e vais ter de me obedecer…
ANINA: Obedecer?
KYOU: Isso mesmo. Por isso ouve bem: amanhã vais ter comigo ao sítio onde nos encontramos pela primeira vez…vou ensinar-te a defenderes-te sozinha, ouviste? Assim mais ninguém te vai fazer ficar triste…
Mesmo não dizendo nada Anina ficou realmente feliz. Finalmente tinha encontrado alguém que se preocupava com ela de verdade.
FIM DO FLASHBACK
Desde aquele dia que ele a protegia. E por mais que os pais o odiassem, nunca tinham tido coragem de o enfrentar, já que a família Soma era muito poderosa.
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Mais confiante, Anina bateu à porta de Kyou, mas ficou bastante surpresa ao ver que era Kai quem lha abria.
ANINA: Kai? Não sabia que estavas aqui. Interrompi alguma coisa?
KAI: Não. Já estava de saída. –respondeu, saindo rapidamente do quarto, mas não sem antes dar um pequeno sorriso à amada.
Durante os primeiros minutos nenhum dos dois disse nada, e Anina sentiu-se desconfortável. Mas tinha de dizer…antes que fosse tarde.
ANINA: Kyou…eu quero pedir-te desculpas.
KYOU: Anina, escusas de pedir. Eu admito que me descontrolei e ainda te bati…eu é que tenho de…
ANINA: Não, Kyou! Eu nunca me esqueci do que tu fizeste por mim e eu sei que tu nunca me irias magoar. Eu queria muito que tu e o Darien se entendessem, mas mais importante que isso eu quero que fiques aqui…Kyou, eu não quero que fiques magoado comigo porque…porque –Hesitou. As palavras pareciam não querer sair e quando finalmente as conseguiu dizer, estava a gritar –Porque tu és meu irmão Kyou!
KYOU: A-Anina…-murmurou surpreso. Era a primeira vez que ouvia Anina chamá-lo de irmão. Mas o seu choque inicial depressa passou –É claro que sou teu irmão! Por isso a partir de agora espero que não me voltes a atirar pela porta fora!! – disse fingindo-se zangado
ANINA: Prometido! –abraçando-o –Obrigada Kyou…por teres estado sempre comigo.
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Quando foram chamados para o jantar, não passou despercebido a ninguém o sorriso que Kyou e Anina trocavam. Tyson sorriu também e puxou Anina para um dos cantos da mesa, contando-lhe algumas das peripécias dos bladebreakers. Estava mais tranquilo agora que Anina e Kyou pareciam ter feito as pazes(como aliás, todos os presentes). Hilary e Kaina(que já tinha recuperado) juntaram-se aos dois, e riam das histórias que Tyson contava, enquanto os restantes ficavam mais atrás, ouvindo também uma outra história…
RAY: Então foi ele que te provocou? –perguntou Ray ainda surpreso – Eu cheguei a pensar que tu é que o tinhas esperado para acertares contas.
MAX: Acho que todos pensámos isso Ray. Quando vos vimos a lutar, eu nem queria acreditar!
KYOU: Mas foi isso mesmo que aconteceu…aquele maldito Darien…-resmungou
RAY: Isto está a ficar tudo muito estranho…Acham mesmo que ele nos quer separa da Anina? Kenny? O que se passa? Estás pálido…
KENNY: Malta, eu não vos contei uma coisa porque vocês estavam todos preocupados com a saúde da Anina mas…à uns meses atrás…eu recebi um mail da Sophie…
KYOU: Da Sophie? –perguntou irritado, levantando o Kenny pela gola da camisola- O que é que a Sophie tem para falar contigo? Nem a mim me escreveu!
KENNY engolindo em seco: Acalma-te Kyou! Não é nada do que estás a pensar…a Sophie pediu-me para fazer uma investigação…através da Dizzy… -disse abrindo o seu portátil.
DIZZY: Olá meninos! Saudades minhas?
KENNY: Anda Dizzy, mostra-lhes o que a Sophie nos pediu para procurar.
DIZZY: É para já Chefe! – Dizzy abriu umas páginas na Interenet. Para alguém que não estivesse dentro do assunto, aquelas páginas iriam parecer somente contas e datas, mas para alguns dos jovens ali presentes os documento eram de uma importância extrema.
KAI: Isto é…
DIZZY: Isso mesmo Kai! Estão a ver alguns dos documentos mais secretos da Abadia do teu avô.
MAX: Kenny! Devias ter-nos contado isso.
KAI: Mas o que é que isto tem a ver com a Sophie?
KENNY: Já vais perceber Kai. Ela mandou-nos um mail a pedir para entrarmos no sistema da Abadia…
TALA surpreso: Mas isso é impossível…mesmo que tu tenhas a Dizzy, os nossos ficheiros estão totalmente protegidos!
KENNY: Isso era o que nós pensávamos…
DIZZY: …Mas a verdade é que foi muito mais fácil do que esperávamos.
KYOU preocupado: O que significa isto?
DIZZY: Eu já tinha tentado entrar no sistema no campeonato mundial, quando o Kai passou para os Demolition Boys mas não tinha conseguido…O sistema de segurança era demasiado avançado…mas depois do Kenny ter lido o mail da Sophie, voltámos a tentar…e o resultado está a vista.
KENNY: Estão a perceber? Recentemente ALGUÉM criou uma falha para que outra pessoa conseguisse ter acesso aos dados…e imaginem que ficheiros eles procuravam?
RAY parecendo assustado: O passado da Anina.
DIZZY: Em cheio! Parece que já sabemos de onde aqueles beybladers descobriram tanta coisa sobre ela.
KYOU furioso: Mas porque é que não contaste nada?? Sabes o que isso significa? E aquela desmiolada da Sophie…
VOZ: A falar de mim... querido?
KYOU: Sophie?? –Perguntou vendo a ruiva atrás dele, cheia de malas
SOPHIE: Em carne e osso mon amour! – Respondeu calmamente. No entanto, ao ver a dona da casa, atirou as malas pelos ares e correu até à amiga, atirando-a ao chão- Anina!!!! Estás tão bonita! Mal posso esperar por te ver experimentar todas as coisas que te comprei! –falou com os olhos azuis a brilhar
ANINA esmagada pela amiga: Sophie? Mas como?…quando?
KAINA: Eu não digo? Ela ainda mal chegou e parece que passou um furacão pela sala!
SOPHIE ainda no chão, em cima de Anina: De que está a falar?
KAINA: Daquilo ⌐⌐ -respondeu apontando para trás. Tanto o Kai, como o Ray, o Max, o Kenny, o Tala e o Kyou estavam com alguns vestidos e saias em cima das suas cabeças e não pareciam nada satisfeitos.
DARIEN: Boa noi…te? –falou um pouco confuso – Kai…estás de…vestido? –perguntou. Embora o seu tom fosse de surpresa, pelo seu olhar podia perceber-se que estava bastante divertido.
KAI:Hnf.
VOLTAIRE entrando na sala: Kai? O MEU NETO! DE VESTIDO??–perguntou escandalizado
KAINA: Acalme-se senhor Voltaire e sente-se. Eu vou pedir-lhe uma vodka. Não é o que parece!
KAI, com uma veia bastante evidente na testa, passou pelo avô completamente furioso e, enquanto atirava o vestido azul aos folhos que o cobria, sussurrou: Talvez devesse investigar quem anda a infiltrar-se no seu computador…avô…
VOLTAIRE: Mas o que…?- murmurou surpreso
ANINA: Mas o que é que lhe deu? Não vai jantar?
KYOU rodeando Anina com um braço e Sophie com o outro: Não te preocupes, ele volta…depois de partir mais alguns vidros, mas volta…e Sophie…depois falamos, ok?
SOPHIE: Claro! Ah Kyou…que saudades! – gritou agarrando-se ao namorado – Parece que se passaram séculos desde que estivemos todos juntos!
Durante o jantar ouviram-se risos enquanto os jovens trocavam novidades…um jantar aparentemente alegre…mas olhando com mais atenção poderia notar-se uma disfarçada preocupação em todos…cada um pelos seus próprios motivos: surpresa, preocupação, saudade… e tudo parecia estar ligado à presença mais nova à mesa…a dona da casa e centro da imensa teia que é o destino.
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Oi! (refugiando-se dos ataques lançados pelos leitores)
Desculpem! Desculpem a imensa demora! Eu sei que não tenho perdão mas a escola tem-me ocupado completamente! E, embora o capítulo já estivesse praticamente escrito ainda me faltava o fim.
(Relendo o cap) Bem, acho que há partes talvez um pouco confusas no momento, mas só agora é que alguns dos mistérios se vão começar a esclarecer…
E como vêm a Sophie voltou (eheh, parece que já quase todos a tinham esquecido, mas o "desaparecimento" dela na fic tem um motivo).
Passemos ás reviews:
James Hiwatari (Oi! Espero que tenhas gostado do cap e que tenhas tempo para deixar review nn ); AngieGirl (Oi miga! Desculpa não ter falado contigo nestes últimos dias, mas a minha vida está uma confusão! Nem tempo para ler fics quase tenho!!); FireKai ( Oi! Obrigada por estares a acompanhar a fic desde o começo! Isso é muito importante para mim. Quanto à Anina e ao Kai…para ser sincera eu devo ser a pessoa que mais se irrita com o comportamento daqueles dois…era muito mais fácil se eles se declarassem! Mas se isso acontecesse eu deixava de ter história :p Mas não te preocupes, já não falta muito para eles se entenderem! Bjx); Aki Hiwatari (Oi! Eheh, a Anina e o Kyou são grandes amigos e ninguém vai conseguir quebrar essa amizade:D ); Xia Matsuyama (Oi mana! Antes que tudo volto a dizer que podes contar comigo para o que precisares, ok? Por isso não te deixes ir abaixo!!! Bjx!); Maylene Angel (esconde-se Desculpa, desculpa, desculpa! Eu sei que demorei muito!!! Bjx!)
Bem, e por hoje é tudo! Onegai deixem reviews! Bjx!
