Anna queria ir direto ao ponto com Sollomon, estava cansada de esperar por respostas, deveria ir buscá-las. Ajeitou o vestido alisando o corpete, nesse jesto notou que Yoh a olhou pelo canto do olho, ele sempre fazia isso, o que incomodava a garota.

- Sollomon, sem brincadeiras. Porque você diz que fomos escolhidos. O que temos em comum ou em especial. – Sollomon semicerrou os olhos, ele jamais simpatizou muito com a garota por causa disso: era direta demais, e isso atrapalhava.

Sollomon Friedman abriu a boca para responder, antes, soltou um suspiro.

- Vocês têm certos dons e certas habilidades que outras pessoas não tem, são os melhores dos melhores. Crithinni, você poderia, por favor, dar o ar de sua graça já que terminou de comer?- Ela o olhou de forma meiga, mas ao mesmo tempo simpática. O garoto de olhos dourados, Ren, olhou para ela.

Crithinni levantou-se, andou até a janela num ato rápido, todos os seguiam com o olhar. Abriu a boca para falar.

- Cada um tem meios práticos para ajudar a liga e todos tem habilidades especiais, e nessas habilidades são os melhores. Anna, – a loira olhou-a com atenção- Você, entre todas as itakos do mundo você é a melhor, e também é noiva de Yoh, que é um grnade shaman, por isso vocês dois cooperam muito bem juntos. Ren, - ele curvou-se um pouco, mas sempre muito frio e sério - você é um grande shaman também, é um assassino sangue frio e tem bom contato com o tráfico de bélico. Chocolove é um forte shaman e é um ótimo ilusionista e tem contato com truques de circo, o que é ótimo em retiradas. Horo-Horo, - o garoto olhou para a garota, sorrindo esperando suas qualidades - apesar do sorriso pateta você tem ótimas acesso a ótimas máquinas com tecnologia de ponta. Hao,-ele continuou com a mesma expressão, apenas se sobre-saiu um sorrisinho no canto da boca.- tem contato com a máfia russa e é um omiouji e pode ser útil ter o poder da natureza ao nosso lado. E eu tenho uma habilidade que eu prefiro deixar a custo de sua imaginação pois não gosto de comentar sobre ela, sou também uma assassina sangue frio e tenho contato com a máfia americana, japonesa, russa e inglesa. O senhor Sallomon tem sua habilidade, que como eu, também não gosto de comentar.

Horo-Horo olhou de Cristhinni para Sallomon e perguntou:

- Por que vocês dois preferem deixar a nosso critério as suas habilidades? E como vocês sabem tanto sobre a nossa vida e nossas habilidades? – " Isso é muito estranho, não confio nesses dois, não sei quem são e ainda não decidi se participo ou não dessa tal liga. Mas se for mesmo para defender o mundo eu terei que ir. Não quero que aconteça nada com minha Pirika. Que saudades dela..."

- O porque senhor,é que nossas habilidades são assustadoras e não sabemos se estarão prontos para saber delas. E alem do mais, você não tem escolha, se quiser mesmo ter sua família sã e salva terá que lutar conosco. - Cristinni retruca rápido.

- Sua família esta sim segura, Sr. Horo-Horo, mas não sabemos por quanto tempo. E isso serve para todos.

Quando ele disse a última frase todos cerraram olhos, exeto por Yoh, e olharam para os dois perto da janela. Nenhum perdeu a classe, mas apesar de nem Critinni e Sollomon demonstrar sabiam que jamais se deve brincar ou levantar demais a voz com um grupo de pessoas assassinas e mafiosas comendo na sua mesa de jantar.

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Todos terminaram de jantar foram para um hotel, do qual Sollomon pagou. Estavam todos muito quietos quando saíram da casa e foram para a rua, que estava um pouco fria e com um ar seco. Era difícil distinguir como estava o tempo, a mudança de temperatura por causa de Bason, o espírito guardião de Ren, e Amidamaru, o espírito samurai, guardião de Yoh. Também havia Michiro, espírito guardião de Anna e antiga sacerdotiza. Também havia os outros espíritos ali, os de Chocolove, Horo-Horo, Cristinni e também de Sollomon, que apesar de fraco, também era um shaman.

Dormiriam e descansariam o máximo possível Até a noite seguinte, teriam um árduo treinamento pela frente que se estenderia até a madrugada. Yoh, Anna, Chocollove e Horo-Horo foram a uma carruagem. Cristinni, Hao, Ren e Sllomon foram a outra. Ambas simples, A cidade pequena e discreta não oferecia carros nem transportes muito adequado. Entraram todos em suas respequitivas carruagens e com o sinal do cocheiro, foram viajando pela madrugada adentro em direção ao hotel.

Na carruagem que ia Anna e Yoh, o rapaz quase babava no colo com decote um pouco aberto da garota. Ao ele encostar-se ao colo de Anna a garota soltou um suspiro e deu um cascudo forte na cabeça de Yoh, o que o fez acordar assustado:

- Onde? Como?- perguntava ele atordoado. Chocolove e Horo-Horo riam da cena. Mal haviam se falado.- O que foi Boro-Boro?Do que estais rindo?

- Como do que eu estou rindo. Esqueça isso! E MEU NOME NÃO É BORO-BORO! É HORO-HORO!

- É melhor prestar atenção a onde bota a cabeça, Yoh. Não irei ser tão boa da próxima. - interferiu Anna com a tempera saltando um pouco corada.

- UMA BANANA!- berrou Chocolove. Que por seu azar Anna entendeu de mau jeito e deu-lhe um bom cascudo. Foi merecido na opinião de todos.

E daquele jeito abobalhado iam dentro por um caminho de uma densa floresta iluminada por alguns lampiões. Uma floresta bem florida e bem tratada, encharcada de orvalho, por ali o ar já estava úmido demais. As carruagens andavam de vagarosamente. O barulho era um pouco agonizante, preocupante, embalava num pesado sono pela madrugada. O barulho das ferraduras dos cavalos batendo nos pedregulhos. As rodas batendo nos pedregulhos. A floresta bem tratada ia ficando mais escura.

Na carruagem em que Cristinni estava Hao a olhava fiquissamente, Ren da mesma forma. Sollomon olhavam fixo pelas florestas, olhava o nada, o escuro.

"Odeio a forma que aqueles dois me olham. Hao eu já sei como é o tipinho, mas Ren eu não conheço, mas gostei dele. Hao já é bem velho, tem a sabedoria de quinhentos anos, e eu também. Já Ren pode ser amargo, mas é jovem em mente, não é o que eu aprecio."

- Pare de me olhar dessa forma sarcástica Hao. Você sabe que eu odeio. Me respeite. E você também Ren.- Falou Cristinni.

- Cristinni minha cara, - Sallomon falava ainda fixo no nada denso da floresta. –por que não vai caçar um pouco. Já está perto do Amanhecer e você ainda não comeu. – Sollomon olhou de relance para Hao e Ren, parecia que tinha proporcionado à garota de um momento sem olhares indesejados.

- Boa idéia Sol. – Sollomon soltou um suspiro, sentia-se mais a vontade quando era chamado pelo sobrenome. – Você bem sabe que não como muito da sua comida.

O olhar de Ren ficar ainda mais fixo quando os olhos da garota começaram a mudar as nuances dos olhos verdes para vermelhos,seus caninos começaram a ficar grandes e afiados demais, seus cabelos longos numa longa trança se soltaram e revelaram um ondulado muito bonito. Levantou-se e saiu pela janela aberta da carruagem. Nisso uma revoada de morcegos saiu. Os orbes dourados de Ren a observava chocado e assustado.

- Até outra hora Ren... – A voz aveludadíssima e sensual da garota fazem eco na floresta. O que deixa o garoto do qual ela dera sua despedida e faz sua saída triunfal atônico.

- Não se preocupe Ren. Afinal parece que Cristinni gostou de você.- Sllomon Friedmen gozou um pouco da cara do garoto fazendu-o resmungar. O que resultou em alguns momentos de risadas para Sol e Hao.

- Cale a boca, velho. – Soltou Ren bravo, breve e groço como sempre.

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As carruagens chegavam no hotel guiadas pelos negros e bem tratados cavalos. Logo se via uma grande mansão com jardins bem tratados no alto de uma colina. Era um pouco soturno naquela noite ver uma casa daquele tamanho no alto da colina. O ar estava úmido.

Depois de uns 30 minutos chegaram à mansão. Era uma grande mansão de tijolos brancos com uma fachada cinza no meio, o que fazia ela ficar mais melancólica do que o normal. Tinham algumas árvores, flores de cerejeira, algumas folhas secas e caídas, outras não... Algumas flores davam um ar descontraído, mas o lugar ainda dava calafrios. Principalmente em Chocolove, que olhava um pouco desesperado para os lados.

Entraram todos, então, na assombrosa mansão. Eram vários espíritos perdidos que estavam ali abrigados, provavelmente. Hao foi à frente para pegar as chaves do quarto. A balconista era uma mulher loira, alta e magérrima de olhos azuis. Ela lhe entregou uma chave com o numero escrito cinco em vermelho. Anna e Yoh foram a frente também, nessa hora Hao olhou de lado para Anna com um olhar nada decente, o que recebeu em trova foi um olhar extremamente frio e cortante da itako. Horo-Horo e Chocolove fizeram o mesmo, buscaram suas chaves. Sollomon pegou uma chave dourada.

- Cadê aquela garota... Cristinni, hein?- Horo-Horo perguntou curioso. Com uma voz um pouco roca, tentando ser galanteador, mesmo sem ela estar ali, mas o que conseguiu foi arrancar umas altas risadas de Sol, que ecoaram por todo o lugar, fazendo chocolove pular nocolo de Ren e ser solto de bunda no chão.

- Por que o interesse na garota, Boro- Boro? Mas até que ela não é feia... – falava yoh, pensativo demais. Logo levou uma cutuvelada nas costelas pela Anna.

- E NÃO ME CHAMA DE BORO-BORO! É HORO-HORO!- o garoto do cabelo azul explodiu.

- Homens... Não conseguem manter uma conversa civilizada.- Olhava Anna com um olhar frio de lamantação por homens serem tão patéticos.

- É malhor pararem de descutirem agora e irem para seus respectivos quartos. Irem dormirem um pouco. E Anna e Yoh, vocês ficarão em um quarto de casal juntos.- Anna jogou-lhe um olhar assassino. – Mas não se preocupem! Será divertido e...

- Vamos para o quarto logo, Yoh. – Olhou para o cantou um pouco discreta-Serão longas noites...

- Até a Anna ta com pressa de ir para o quarto!- Levou um bom cascudo de Anna o Horo-Horo.- E eu já vou para o meu! Haha- rindo sarcástico- Nervosinha.

Todos foram para seus respectivos quartos. Apenas Ren ficou. Foi passear um pouco pela fria e nebulosa madrugada a dentro. Mas o jovem de olhos dourados nem imaginava a cena que veria pela frente...

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Notas:

O próximo capítulo terá algumas cenas um pouco indecentes, nada muito forte...

Mas esse cap. Foi só para descontrair um pouco, por isso não teve tanta descrisão de lugar e essas coisas como no primeiro capítulo. É que quando uma história fica melancólica demais fica difícil lê-la. E essa história é meia sombria, por isso um toque de humor e alguns cascudos da Anna. M e digam se eu consegui arrancar pelo menos algumas risadas de vocês ok!

Bem, até a proxima, e podem deixar que daqui a pouquinho o terceiro capítulo vai sair!

Bjos! ;D

Ass.: LiL Lion