Ren foi dar seu passeio na madrugada a dentro. Saiu do estabelecimento da mansão em que se hospedaram todos. O lugar era grande. Praticamente uma fazenda. A grama era muito verde, as árvores eram grandes e com as raízes indo para fora do solo. O cheiro de terra molhada impregnava o lugar por causa da umidade do orvalho. Começou a pensar nos acontecimentos estranhos e engraçados daquela noite.

" Estranho como as coisas foram rápidas esta noite. Nenhum de nós teve alguma escolha como dizer sim ou não para a missão da qual fomos encarregados. São todos suspeitos. Aquele tal de Hao, não fui com a cara daquele canalha. Já tinha olvido falar dele por aí. Em uma de minhas viagens a Rússia. Dizem que ele tem relações com a máfia russa. Aquela tal de Cristinni é muito suspeita... Muito mafiosa. Contato com a máfia russa, japonesa, americana e inglesa. Também ela não é de jogar fora. Aquele tal de Sollomon Friedman... Outro homem suspeito. Não quiseram falar suas habilidades no jantar. Cristinni, pelo que vi na carruagem é uma vampira... Uma bela vampira. Já aquele velho barbudo...Muito estranho..." Algo interrompe sua linha de pensamentos. Gritos. Alguém gritando ali perto, e não era muito longe dali. Alguém estava chamando por socorro. Foi seguindo o som dos gritos e em pouquíssimo tempo achou a raiz dos gritos. Um homem caído no chão, sendo sugado por uma... Vampira? Os cabelos ondulados voando com o vento norte. " Cristinni? A única vampira que eu conheço é a Cristinni..."

O ser obscuro se levantou. E sim. Era a Cristinni. Passou o os dedos nus pelos lábios já cheios de sangue, de uma maneira que fez aguçar o olhar da platéia. Ou seja, Ren olhava-a espantado. Quando se deu conta de que alguém estava a vendo sugar sua presa e se delicia de sua presa logo parou subitamente e falou.

- Me desculpe Ren. Acho que perdi a classe. – falou ela fitando-o com os olhos vermelhos e com uma voz meio rouca. Para Ren era muito bom ouvir aquela voz novamente. Trazia-lhe bons pensamentos em relação a moça. Pensamentos que não queria ter, mas não demonstrava emoção nenhuma perante ela.

Ele privou-se de mais palavras alem destas.

- É. Logo se vê que não é preciso muito para você perder a classe. Faz isso toda noite então?

- Não. Toda noite não. Eu como comidas normais também e assim me alimentam. Eu apenas necessito de sangue uma vez por semana, é o básico para qualquer vampiro. Mas não acho que seja necessário você saber como anda minha dieta.

- Não. Não é necessário.

-Vamos voltar para o hotel?

-Vamos. – começaram a caminhar. Ren foi breve em sua próxima fala.- Cristinni, qual a habilidade do velho que ele não gosta de comentar?

- A habilidade dele é uma sina, assim como a minha. Mas ele não é um vampiro. E a habilidade dele você saberá na hora certa. Mas não se preocupe, Sol sabe dominar bem suas habilidades. E não chame o Sol de velho. Ele é digno de todo seu respeito. Ele até disse na carruagem que eu fui com a sua cara!

- E então?

- Então o que? – nessa pergunta ela se transformou em humana novamente e olhou-o com os orbes verdes esmeralda, com os cabelos soltos ainda ao vento.

- Então, você foi ou não com a minha cara?

- Isso você só sabra com o tempo. E você foi com a minha cara depois da cena que viu? – perguntou interessada enquanto amarrava o cabelo numa frouxa trança.

- Idem a sua resposta.

- Você é ousado demais. Dando uma de espertinho para com quem esta falando. - agora, ela olhava-o de outro jeito, de um jeito marcante e sarcástico.

- Espertinho eu sempre fui. Se tratando de você ou não. – ele foi breve e groso.

- Você está sendo melhor companhia do que na carruagem. – olhou-o simpática. Mas por que me olhava tanto enquanto vínhamos para cá.

- Se você sabe que eu estava olhando para você o tempo todo, - fixando a palavra todo. – é porque você ficou me olhando o tempo todo também. – chegando mais perto dela nessa hora.

Cristinni olhou-o com curiosidade. Uma mexa de cabelo caiu em sua face e a sentiu corar. A única alternativa foi... Cair na gargalhada! Começou a rir com gosto, deixando um Ren corado e confuso pela sua pergunta.

No quarto, Anna estava jogando olhares cada vez mais frios para Yoh. Que estava começando a notar a mudança de comportamento da noiva.

- O que você tem Anna?

- E o que você tem a ver com isso?

- Tudo. – logo pensou no que disse lá embaixo para Horo-Horo sobre Cristinni e de como ela não era feia. Talvez fosse isso... Anna estava enciumada por que disse que outra garota era bonita,. Mas inda não havia dito isso á própria Anna. – Anna, você está com ciúmes da Cristinni?

- Ciúme não faz muito o meu estilo não acha?- ela corou um pouco. – Vou tomar banho, e vê se não me estressa.

Ela pegou suas roupas de dormir e sua toalha e foi para o banheiro, que já estava cheia de água no momento, e cheirando ao olho de lavanda e yang-Lange que ela havia botado na água. Yoh foi apenas tirar um cochilo. Duraram uns trinta minutos.

Levantou e olhou no relógio. Estava lá que já era quatro da matina. Foi ao banheiro. Desligado demais abriu a porta e viu sua noiva na banheira, que não havia notado a presença do noivo, levantou-se completamente nua e molhada, cheirando a yang - Lange. Este ficou em silencio observando-a, e Anna notou a presença do noivo no banheiro que tinha um pouco de vapor. Apenas olhou-o um pouco sedutora (nada o seu estilo normal...) que durou apenas dois segundos. Depois veio a raiva. Pegou o tamanco que estava na frente da banheira e atirou na cabeça, que no momento estava babando. Yoh logo se acordou com a tamancada na cabeça. Apenas ouviu um "Fora daqui de Anna de dentro do banheiro e um Yoh dizendo "Foi mal Aninha, não vo fazer de novo"!".

Yoh voltou para sua cama encabulado pelo que havia feito pouco tempo. Que pena que a Anna estava de gelo com ele. Ele só falou o que era real. A Cristinni era realmente bonita. Não que a Anna fosse feia, ele realmente era bonita... Mas depois do que acabou de fazer, ele teria que tomar cuidado com o que irá fazer daqui para frente. Observou o quarto. Chão de madeira, uma bela sacada com vista para toda aquela fazenda, paredes de madeira, duas cadeirinhas e uma mesa pequena ambas de marfim, a cama tinha o lençol um pouco desarrumado por que Yoh havia tirado seu cochilo, mas a coaxa era realmente bonita. Era como se fosse um edredom de seda preta, com uma faixa dourada e algumas estampas de flores de cerejeira na barra da coaxa um pouco desalinhada. Os travesseiros de pena eram realmente bonitos, de seda preta também.

Anna saiu do banheiro, jogou uma olhada fria para Yoh. Queria ficar longe dele. Vestia o yukata de seda branca. Olhou-o e disse:

-Vá para o banheiro e já tome seu banho. E que o que aconteceu não se repita de novo. – estava séria.

Yoh foi e tomou seu banho pensativo. " Tem vezes que é imposível entender a Anna. Será que ela não me ama?. Ou será que ela ficou um pouco encabulada porque vovô pediu um bisneto de aniversário? Bem, gostaria que fosse a segunda opção. Mas se ela não me amar eu acho que não irei levar uma vida muito boa. Cada vez que eu fico longe dela me sinto incompleto. Mas se ela me amar, vou fazer de tudo para que ela me ame novamente. E ela sabe que eu tenho alergia a lavanda. Por que ela foi botar esse óleo na banheira?."

O garoto sai do banheiro um pouco triste, a garota o olha. Ela estava com o yukata um pouco aberto. "Talvez devesse? Não... Melhor não tentar mudar a opinião dela dessa forma." Deitou-se na cama.

O dia começava a clarear e eles estavam deitados na cama com o quarto trancado. Ela virou-se de frente para ele. Estavam sem cobertas. Ele a olhou. Bonita. Uma perna esticada fora da fenda do yukata da garota. Ela o estava provocando. Adormeceu olhando para a perna da loira bonitona com belas pernas a sua frente.

Acordou com um gritinho agudo da Anna. Olhou para ela. Seus rostos estavam pertos demais um do outro e estavam abraçados. A loira deu-lhe um tapa na cara de doer a alma.

- Você não tem jeito! – falou Anna que estava de todas as cores. Roxa de raiva, vermelha de vergonha... – Eu sabia que ia acabar acontecendo alguma coisa e... – foi cortada pelo garoto.

- Aconteceu quando estávamos dormindo. Eu não posso fazer nada. Eu não me controlei e você também não se controlou. - tinha um sorriso puro e calmo no rosto.

- Você deveria se controlar mais Yoh. – estava totalmente corada. Estava parecendo brava. Mas as coisas não eram bem assim por dentro da loira. Olhou para ele, para lhe jogar um olhar frio. Mas não deu muito certo. O moreno já estava dormindo e roncando. Ela simplesmente se deitou na cama e começou a se lamentar por ela mesma. Por ter mudado tanto e não perceber, agora seria tarde, ela estava derretendo todas as suas barreiras de gelo que tinha, mas não percebera a tempo, e quando a última barreira derreter não haverá mais jeito de voltar no tempo e concertar o tempo. Talvez fosse melhor aceitar uma das propostas daquele calhorda do Hao. Quem sabe, teria mais atenção e mais tempo para si mesma. Pois ficava vigiando Yoh o tempo todo, o treinando e velando por ele. Mas se ele não percebesse logo os seus erros e sua insensibilidade talvez não houvesse mais volta para ele também.

No quarto ao lado, um garoto ainda de terno cor de vinho estava olhando para a janela. Já amanhecera. Era tudo tão caótico e difícil para ele. Era horrível, na opinião dele, ficar ao lado do quarto da pessoa que se ama, principalmente quando ela esta com outro no quarto, e esse outro é seu irmão. Mas logo tudo vai se ajeitar. Nada pode dar errado. Tinha que fazer as coisas rolar normais, o tempo podia ajeitar as coisas por si só.

M as o que era mais estranho era essa tal proposta de que ele foi forçado a aceitar pelo seu bom amigo Sollomon Friedman e Cristinni Shimit.

"Deve ter algo mais nessa tal de Liga. Principalmente de quem vem o convite. Não tinha certeza se podia confiar nos dois. Eram dois mafiosos sanguinários e tinham um poder estranho. Disseram que não podiam revelar seus poderes por serem demoníacos demais. Cristinni era uma vampira, segundo as evidencias que vira. Sollomon não sabia bem o que aquele velho maldito e mafioso era. O resto ele sabia bem, pois já ouvira falar. Mas não conseguia ler a mente de nenhum deles, foram todos bem treinado para bloquear suas mentes. O que era incrível por que não era muita gente que sabia fazer a tal proeza.

Notas:

Bem, aqui estamos nós com mais um capítulo de Uma Liga Extraordinariamente Peculiar. Foi um capítulo maio sentimental, mas foi divertido escrever essas coisas meio melosas, apesar de que eu não seja uma romântica... '-.-. É... O Hao não confia naqueles dois... são dois mafiosos, adoro mafiosos...

Ah! E eu também vou fazer uma One Shot , um cap único para vocês lerem, e saberem como foi que eles chegaram até ali, como foram seus convites, o porque de serem obrigados a entrarem naquela liga louka. Ah! Pessoal! Próximo capítulo é o treinamento deles para ficarem mais fortes, sabe como é!

OBRIGADO PELAS REAWIEUS E MANDEM MAIS, PLEASE! Mandem sugestões, xingões, elogios também(hehe)...

ASS.: LiL Lion.