Nome:
Resgate para a Vida
Autora:
dri sabrina potter
Disclaimer:
Os personagens pertencem a J. Rowling.
N/A:
Essa é uma PRÉVIA do capitulo sete postada em 17
de Novembro, no capitulo "oito" está ele completo.
Então, podem ignorar este arquivo.
PRÉVIA DO CAPITULO 7 - Hope
Conversar com os Weasleys seria uma das coisas mais difíceis que Hermione teria que fazer só não superando o enterro de sua mãe e a internação de seu pai e, também, acrescentou após um minuto de pensamento, quando tinha cortado laços ... ou melhor, se afastado de Harry e Ron.
Agora voltando a descer o corredor que apesar do pouco tempo pelo qual passava por ele já lhe dava arrepios e náusea, com a senhora Weasley sabia que estava pegando uma estrada sem volta. Depois do que a mais velha dos Weasley visse, pediria satisfações e qualquer breve esperança que tinha de afastar aquela conversa estaria fora de questão.
- Molly, - Hermione disse, adotando um tom completamente diferente do qual tinha usado poucos minutos atrás, mais parecido com a Hermione que Molly Weasley tinha conhecido anos atrás na plataforma de Hogwarts após o primeiro ano de seu filho na escola – Não há nenhum risco de vida. Ela já foi tratada, qualquer corte e fratura que poderiam ter foram tratados. Há, é claro, algumas marcas e você verá que ela está visivelmente abatida, mas essa parte – disse pegando o rosto de Molly em suas mãos – já está superada. Ela provou-se uma verdadeira Weasley. – disse com um pequeno sorriso.
Sentindo seus olhos se encherem de lágrimas, Molly não disse nada, mas abraçou Hermione com força. Ao afastar-se, Hermione podia ver que em seus olhos tinha uma promessa de que não choraria, não choraria na frente de sua caçula se Ginny, como tinha certeza, não tinha chorado quando tratavam dela.
Estendendo a mão para Molly, abriu a porta, mantendo o seu tom sempre baixo e doce.
- Ginny, há alguém aqui que quer te ver. – Anunciou, deixando Molly entrar depois de fechar a porta. Feito isso, se encaminhou até Ginny e passando uma mão por seu rosto, num ato de irmãs, disse – essa é Molly, você se lembra, Ginny? Se sim, por favor, diga ou faça qualquer coisa...mexer sua mão, talvez?
Tendo que ser apresentada a sua própria filha, Molly sentiu suas lágrimas ameaçarem a cair, mas mesmo assim, continuou, parada, cinco passos da maior de suas conquistas. Após seis filhos homens, ninguém acreditava que ela algum dia teria uma filha, ainda assim, foi provado que ela poderia e iria quebrar as regras, independentemente do que os outros achavam, assim que começou acordar cedo, sentindo-se mal e depois os desejos incomuns que não tivera em nenhuma de suas gravidez.
Lembra-se que, contra a quebra da tradição, deixou até a hora do parto para saber o sexo, no entanto, durante toda sua gravidez ela sabia, sabia que dessa vez, seria uma menina e quando um pequeno embrulho – quase um presente de Natal – foi levado até ela pela medi-bruxa enrolada numa toalha rosa, sabia que seu pressentimento tinha estado certo do começo ao fim. E, só por ver ali, a montueira de cabelos vermelhos, o rosto fino e delicado, nariz, olhos, boca femininos, sentia-se pronta para fechar os olhos e morrer, sabendo que já seria a pessoa mais feliz do mundo. Mas arrependeu-se de pensar tal coisa, lembrando-se que agora havia algo mais importante ainda, proteger sua filha e seus outros filhos com toda a força que possuía.
No entanto, parada ali, sentia-se fracassada, derrotada. Seu bebê, seu embrulho de Natal, como gostava de falar algumas vezes, estava tão debilitado, vulnerável e onde estivera ela para protegê-la.
Cruzando o quarto rapidamente, sentou-se ao lado da filha, sua mão passando por seu rosto e então, por seu cabelo enquanto a outra segurava sua mão com força.
- Sou eu, querida. Eu nunca vou deixar você de novo. – Murmurou, sua voz fraca, mas sem perder a força de suas palavras.
- Molly, eu vou te deixar com ela aqui. Eu não acredito que você vá ter uma resposta dela hoje, mas só o fato dela ter aceitado sua presença aqui é...
- Um grande passo. Eu sei. – Disse beijando a testa de sua filha, olhando-a com adoração.
Hermione se encaminhou até a porta, assistindo de longe Ginny e Molly. Ginny, deitada na cama, rosto pálido, sem vida alguma. Se não fosse pelo descer e subir de seus peito, não a julgariam viva. Cabelo vermelho fogo agora parecia ter perdido seu brilho como sua portadora, estava embaraçado e espalhado sobre o travesseiro, ressaltando sua palidez. Ainda assim, deitada com seu olhar fitando o teto, continua dona de uma beleza extraordinária.
- O que fizeram com você, minha pequena? – Perguntou Molly com a garganta seca e num tom desesperado.
Tivesse Hermione saído da sala, não teria visto a cabeça de Ginny virar, num gesto quase que envergonhado, optando por olhar a parede oposta ao que sua mãe se encontrava e uma lágrima solitária escorrer pelo canto de seu rosto. Com uma batida mais forte que depois Hermione notou ter sido de seu próprio coração, resolveu colocar aquela cena numa penseira, marcando o dia como dia 18 de Agosto, como mais um dia para acreditar que ainda havia esperança.
