By – Azmaria-chan

Nome – Never Alone in the Dark

Gênero – Shounen-ai, Yaoi, AU, SuperNatural, angst, drama.

Gundam Wing não me pertence.

"O fim da guerra, tempos difíceis, Duo de 24 anos e Heero de 17. Um funcionário e um paciente. Muita coisa pode acontecer."

DUO POV's

Droga! Vou ter que acordar cedo todos os dias agora, ninguém merece. Esse é "um dos" lados ruins de trabalhar.

Me levanto. vou até o banheiro e vejo um zumbi no espelho escovando os dentes, em seguida tomo um banho, me arrumo e desço. Como agora eu tenho um motivo para não ter que tomar o meu horrível café, vou direto para o hospital, lá o cafezinho é uma maravilha. Chago lá às seis e meia da manhã e a porta do hospital já está lotada de pacientes. Maldita guerra, já se passaram mais de dois meses e ainda é como se nem tivesse terminado. As colônias ainda esta um verdadeiro caos.

Como é bom chegar aqui, nem parece que ta um fuzuê lá fora. Esse hospital é uma maravilha, as crianças devem se sentir a vontade aqui. É tão tranqüilo, tão bom. E o café? Que gostoso, e de tirar o sono, por que dá vontade de não parar mais de tomar. Não sou muito de café, já que o meu é uma porcaria, mas acho que vou me viciar em café se continuar trabalhando aqui. E hoje, hoje... Hoje eu preciso de muita energia, vou falar com o... Droga, esqueci o nome dele, He... Ero, Hero, Hee... Hee-ro, acho que é isso, não tenho certeza.

Bem, aqui estou eu, parado em frente a sua porta, não sei, acho melhor não começar logo com ele. Estou começando meu dia agora, não quero começar meu dia com esse cara TÃO animado. Ah, se enxerga Duo, você tem que pedir desculpas ao rapaz, vamos lá, não se abata, não é um GAROTO que vai te desanimar, acabar com a sua manhã, é? Bem, seja o que for agora eu já entrei.

- Anô, estou entrando. – Olho para a cama e vejo que ele ainda dorme, eu acho. Aproximo-me da cama. MERDA tem alguma coisa nesse garoto que me incomoda, não sei o que é. Mexo em seus cabelos. Por que fiz isso? Não me pergunte. São tão macios. Ele tem uma expressão tão tranqüila quando está dormindo, como já disse, parece um Anjo.

O vejo abrindo os olhos, no mesmo instante eu paro de mexer em seus cabelos. É... é sempre assim, aqueles olhos azuis lindos, encantadores, estão sempre aflitos. Isso me incomoda tanto. Não gosto de vê-los assim, de vê-lo nessa situação, escuridão... solidão.

Não sei por que, mas continuo sem falar nada, parece que ele ainda não percebeu a minha presença. Vejo-o soltar um suspiro pesado, triste... Foi quando meu coração se apertou, chegou até a doer quando o garoto começou a chorar, não emitindo nenhum som, mas com lágrimas escorrendo de seus olhos. Por que?

- Por que... – Tapo minha boca quando percebo que sem querer deixei uma palavra sair Estou começando a me irritar com essas palavras que saem sem autorização da minha boca. Ele rapidamente enxugou os olhos e começou ao que pareceu, procurar alguém.

- Quem está aí?

- Desculpe, eu te assustei?

- Duo... – Ele disse num tom de "Ah não, é o Duo, merda" Eu entendi ta? Seu ignorante. Bem, vou ignorar isso.

- Ah que bom você se lembrou do meu nome Hee-chan – Como não sei ao certo o seu nome, me levei a dizer isso.

- Esse não é meu nome. – exclamou carrancudo, que gracinha.

- Hehe, desculpe, é que eu não me lembro do seu nome.

- Eu não lhe disse qual é. – Ele virou os olhos, que garoto chato.

- Eu sei seu chato, o Dr. Treize me falou. – Pude perceber que ele aliviou a carranca no rosto. Parece que ele gosta do doutor. – o problema é que eu não me lembro, só sei que é alguma coisa Hee.. Hee...

- Heero, Heero Yui. O que você faz aqui. – É... ele vai direto ao assunto. Pelo jeito não quer conversar.

- Olha Hee-chan.

- HEERO, é Heero. – Gritou

- Ta, ta, eu sei. Não sou idiota, mas é que eu gostei tanto de te chamar assim, posso...

- Não, não pode – Não gritou, mas também não foi nada educado.

- Certo, Heero – Disse num tom sarcástico, ele notou meu tom me olhando com raiva. – Desculpa. Eu vim aqui por causa de ontem.

- O que tem ontem ¬¬

- "Calma Duo, mantenha a calma, esse garoto não vai tirar a sua calma"- Ele realmente estava me estressando, mas como eu sou um homem paciente e educado, isso não vai me afetar, de jeito nenhum.

- Parece que nós não começamos bem ontem, eu fui mal educado com você, você foi mal educado comigo – Claro, não podia deixar de acrescentar que ele também não foi nada educado. Mas parece que ele nem se importou. – Eu queria lhe pedir desculpas, admito que eu comecei nossa discussão, mas me entenda eu não sabia que você é cego e muito menos que seus pai tinham morrido – Êpa, falei demais.

- Não importa – Disse calmo. Não importa? Agora que eu não entendo mesmo esse garoto. – Admito que exagerei, aliás, eu não lembro deles mesmo – Sussurrou, mas o suficiente para que eu pudesse ouvir . Inevitavelmente arregalei meus olhos em surpresa, o doutor Treize não me contou essa parte. Ele perdeu a memória?

- Me desculpe, não sabia dessa também, aliás, só fiquei sabendo disso agora.

- Pedi para que ele não contasse para ninguém que eu sou cego e muito menos que perdi minha memória.

- Não entendo qual o problema, o que tem demais ele contar isso?

- Não quero ninguém se metendo em minha vida.

- Credo, assim você acaba sozinho mesmo. – Eu e minha boca.

- Você não acha que já acabou?

- Nani? Como assim? – Perguntei desentendido

- Minha vida – Disse olhando para mim, ao mesmo tempo em que também não olha. Então percebi o que ele queria dizer.

- Claro que não - gritei, o que acabou lhe assustando. – Como você pode dizer isso, desistir da vida assim? Não, não e não. Isso não tem sentido.

- Claro que tem. – Disse calmo. Como essa expressão calma me irrita. – De que adianta voltar a enxergar? Para onde você achar que eu vou quando eu for liberado? Morar na rua? Minha família toda morreu pelo que o doutor Treize me disse. Eu não tenho para onde ir. Não tenho ninguém. Eu já acabei sozinho.

- Não, não é verdade. – Ele me olhou espantado. – Você... Você deve... Deve ter alguém... Esperando por você ou te procurando.

- Eu não tenho ninguém – Ele abaixou a cabeça escondendo os olhos com a franja. – Eu... Deixe-me sozinho. Saia, por favor.

-NÃO – Não sei por que disse isso, mas consegui a atenção de seus olhos. – Eu... eu não vou sair, vou ficar aqui com você. – Disse me sentando numa cadeira ao outro lado da cama. – O que você gosta de fazer. –Ele virou para mim percebendo que agora eu estava do outro lado da cama.

-E... Eu não... Não sei. Não me lembro de nada. – Ele abaixou novamente a cabeça escondendo seus lindos olhos de mim.

- Então... me diz. Como você sabe seu nome se perdeu a memória? – Tentei inventar assunto.

- O doutor treize disse que eu tinha um documento na roupa que dizia meu nome.

- Cadê? – Ele me olhou não entendendo minha pergunta.- O documento, ele não te deu – Expliquei.

- Não, ele disse que o documento estava praticamente perdido, sem salvação. Rasgado, sujo, ilegível. Que conseguiu ler meu nome com muita dificuldade.

- Entendo. Então...– Sem mais assunto (Nossa, Duo Maxwell sem assunto), procurei alguma coisa pelo quarto todo, e não achei nada de interessante, até que tive uma idéia. – Já sei! – Gritei – Espere aqui que eu já volto – lhe disse saindo do quarto. Ele não falou nada, parecia espantado com minha reação.

Depois do que me pareceu cinco minutos eu voltei ao quarto com um livro em minhas mãos e um sorriso de orelha a orelha.

- Voltei – Disse chamando a sua atenção. – E trouxe uma coisinha.

- O que você trouxe. – Ele estava com uma expressão que não consegui distingui, mas pude perceber uma pontada de felicidade em seu rosto. O que quase rasgou minha boca com o sorriso que dei.

- Um livro.

- Livro? De que?

- Bem, é uma historia que todos conhecem, mas não achei outra. O nome é 'Alice no país das Maravilhas'.

- Não conheço o.O

- O-o-o que? Não acredito. Mas não importa, não vai durar por muito tempo – Fiz uma cara sapeca e me sentei na cadeira ao lado da cama novamente. – Vou começar.

- Hn. – Ele não fez cara de feliz, nem de raiva, nem de tédio, nem de coisa alguma, só um 'hn' e nada mais, se deitando na cama, onde antes estava sentado.

- Era uma vez... – E comecei a contar a história. Ao decorrer da história ele parecia mais atento, pareceu gostar da história, mas chegaram uns momentos que eu cheguei a parar de ler com o que aconteceu. Em umas partes engraçadas do conto ele soltava pequenas risadas, o que tirava totalmente a minha atenção. Ele ficava chateado com a minha falta de atenção, mas eu logo voltava a ler.

- Foi quando Alice... – eu olhei para ele e vi seus olhos fechados – Heero? Heero esta acordado?

Ele não respondeu, dormiu. Esse foi um dia vitorioso para mim. Eu consegui ver Heero dar uma gargalhada. É a coisa mais linda que já vi na minha vida. Sei que é estranho ficar falando que ele é lindo, tem um sorriso encantador, que seus olhos me fascinam, que adoro seus cabelos rebeldes e macios, mas de alguma forma eu não me importo.

Fecho o livro e o coloco em cima de uma mesinha ao lado da cama, cubro ele com o lençol e depois de alguns minutos o observando dormir resolvo então sair do quarto e continuar meu trabalho, feliz da vida. Esse dia é para ficar marcado.

oOoOoOoOoOo

Duas semanas e meia, é o tempo que eu já estou trabalhando aqui, e agora me vejo grudado, colado com SuperBonder , costurado, agarrado ao meu trabalho. Fiz uma grande amizade com todas as crianças daquele hospital, são todas umas marailhas de pessoinhas. Agora já os 'adolescentes' nem todos se dão comigo, bem, as garotas se dão super bem comigo, já não sei os meninos, são poucos com os que converso. E um deles é Heero

Nessas duas semanas minha amizade com Heero aumentou muito, ta certo que ele ainda continua com aquela pontada de frieza nos olhos, mas agora já conversa bastante comigo, se expressa mais e o mais importante de tudo é que nós não discutimos mais como antes, ta, ainda discutimos um tiquinho, mas nada demais.

Agora no final da tarde, já no final de meu expediente, resolvo dar mais uma passadinha no quarto de Heero, só para verificar se ele estava bem. É, eu me importo sim e daí? Ele é um garoto, passa por dificuldades, não vou me preocupar por que?

Deixando meus pensamentos de lado, vou direto para o quarto dele, dou uma batidinha na porta, só para avisar que estou entrando e entro sem esperar por uma resposta, o que agradeço até hoje, não estava preparado para encontrar o que vi naquele quarto. Heero estava caído no chão, com as pernas dobradas, tentando se levantar.

- Heero! O que aconteceu – Exclamei me dirigindo para perto dele. Vi que quando ele virou o rosto em minha direção sua expressão se alterou tristemente.

- Eu só tentei me levantar, mas minhas pernas não me obedeceram. Duo... eu não vou mais poder andar? – Vi a angustia em seus olhos ao dizer isso.

- Claro que não Heero. Você está a mais de três meses sem andar. Suas pernas estão desacostumadas, você não vai ficar sem andar não. –Tentei acalma-lo com essas palavras e o ajudando a se levantar e coloca-lo de volta na cama. Ele pareceu mais tranqüilo diante do que falei, porém algo me intrigava. – Heero? – Ele olhou para mim.

- Por que você tentou se levantar? Você queria pegar alguma coisa? Você quer alguma coisa? – Me calei tentando controlar minhas perguntas. Vi que ele abaixou a cabeça e novamente escondeu seus olhos com a franja.

- Estou cansado de ficar nesse quarto.

- Mas Heero, onde você pretendia ir sem poder enxergar nada.

- É que... é que por um instante eu voltei a enxergar.

- Oh Deus. É sério? Você está enxergando? – Uma imensa felicidade se fez em mim rapidamente e assim como veio se foi depois das palavras de Heero.

- Não. Quando eu comecei há ver um pouco eu pensei em você, queria te contar e ver o seu rosto, só que quando eu me levantei, minhas pernas pareciam não me aquentar e eu caí, foi quando ouvi você me chamando e quando pensei que poderia ver seu rosto eu... eu... – Vi que depois dessa explicação, Heero começou a tremer, e eu instintivamente o abracei, não quis saber se ele estava chorando ou não, simplesmente o abracei.

- Shhh. Tudo bem Heero. Você não precisa se preocupar com isso, logo você vai estar bom. O doutor Treize vai te ajudar. Você só precisa esperar mais um pouco. – Tentei acalma-lo. "Que felicidade, vou explodir de tanta. O Heero pensou em mim, só em mim"

- Duo? – Ele chamou. Eu me afastei e olhei em seus olhos. – Amanhã você me tira desse quarto?

- O que? – Perguntei confuso, pensando que ele estava planejando fugir.

- Quero dizer, andar, sair um pouco desse quarto, acostumar minhas pernas, entende?

- Ah ta. Claro Heero, será um prazer. Mas agora você precisa dormir. Não tente mais fazer aquilo ok? Promete? – Disse, e ele olhou para mim com aquele olhar "Não me trate como uma criança". – Heero? Você promete? – Insisti.

- Hn. – Ele afirmou com a cabeça e esse irritante 'Hn'.

- Certo então. Eu já estou indo embora. Amanhã nos vemos, falou? Tchau. – Conclui, não esperando nenhuma resposta e saí do quarto.

Naquele momento me senti triste e feliz ao mesmo tempo. Triste por Heero ter passado por aquela situação e feliz pelo dia de amanhã. Vou sair com Heero, bem, não é sair, sair, mas é uma saidinha. Vai ser muito bom, vou levá-lo ao jardim do hospital, lhe mostrar as flores, o sol que ele não deve ver... ver.

Foi quando me caiu a fixa, Heero não pode ver, de que adianta esse passeio? Ah! Quer saber? Não importa. Heero precisa mesmo é de ar fresco, liberdade, não se sentir entre quatro paredes. Se sentir livre. Vou lhe mostrar isso amanhã. Vai ser bom para ele e para mim.

Continua

oOoOoOoOoOoOoOoOoOo

É isso pessoal, o segundo capitulo. É em uma homenagem a uma fic da Naomi que li que o Heero adorou a história de 'Alice no País das Maravilhas' que o Duo contou a ele. Linda a Fic, e agradeço a Tina-chan, que se ela não tivesse traduzido a fic eu não conseguiria ler uma fic tão linda como aquela, aliás, nem saberia de sua existência.

E venho eu lhes informar de que próximo capitulo não sairá nem tão cedo. Motivos:

Primeiro, dia 27 começa minha semana de provas e por isso não vou poder entrar no PC. Ou seja, sem fic. Segundo, meu pai pediu para eu montar um site para a empresa dele, e também ainda tenho que alterar o meu blog que está em reforma. Ou seja, muito ocupada, e ainda tem também as fics que irão me atrair a lê-las por isso será mais tempo perdido.

Mas de uma coisa eu tenho certeza, eu não vou parar com a fic. Vou continuá-la, pois tenho muitos planos para ela. Hahahahaha. (escreve distraída enquanto vê SUPERNATURAL na Warnery Chanel – detalhe, às 02:30h da madrugada - )