Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Aimê, Aaliah e Eurin são criações únicas e exclusivas minhas.
Capitulo 5: Novamente as Pessoas Que Se Amam
I – Entre o Sonho e a Alucinação.
Respirou fundo, lançando um olhar de esguelha a jovem deitada quase encolhida sobre a cama, a ouvia ressonar baixinho, agradeceu aos céus por Aaliah ter caído no sono, sentia-se completamente perdido para esboçar qualquer reação fraterna para consolá-la, sendo que agora era ele a precisar muito mais disso.
Acomodou-se melhor sobre o beiral da janela. A chuva não parecia dar sinais de parar muito cedo, embora estivessem apenas na hora do almoço. Desistindo de achar uma posição confortável para ficar, Afrodite desceu do beiral, aproximando-se da cama, viu Aaliah remexer-se inquieta.
Um meio sorriso brotou em seus lábios, tão parecida com Aimê, ainda lhe custava acreditar que não eram a mesma pessoa, mas os cabelos não enganavam, coisa que a jovem herdara de si, pois os cabelos de Aimê eram de um verde um pouco mais claro do que o de Eurin.
Eurin. Engoliu em seco, enfrentar a mestra de mau humor não era nada agradável. Há essas horas ela deveria estar surtando pelo desaparecimento de Aaliah. Puxou uma colcha sobre a jovem, que a agarrou prontamente, virando-se para o outro lado e voltando a dormir. Balançou a cabeça, era melhor começar a se acostumar com a idéia de que tinha uma filha adolescente, certamente que quando Aaliah acordasse iria querer saber sobre os últimos anos que ninguém teve noticias suas.
Afastou-se em direção a cozinha, lembrou-se que Eurin lhe disse que o numero de seu telefone estava no caderninho de Estela que ficava lá.
-Filipe; alguém lhe sussurrou ao pé do ouvido. Afrodite virou-se rapidamente para trás, mal fechando a porta do quarto, lá dentro só estava Aaliah ainda dormindo.
Balançou a cabeça, precisava de um café bem forte, tipicamente brasileiro, como diria Aldebaran, que tinha o péssimo vicio de exorcizar seus pensamentos com uma dose exagerada de açúcar e cafeína, mas agora era obrigado a admitir que essa seria a única forma de exorcizar os seus.
Dirigiu-se até a escada, já descera alguns degraus, quando simplesmente sentiu uma brisa suave abraçar-lhe com ternura. Fechou os olhos, o cheiro de rosas pareceu impregnar em todas as suas fibras. Continuou a descer, mas estancou atônito, quase no ultimo degrau, se não houvesse se segurado no corrimão teria escorregado.
Na porta da cozinha, ela olhava-lhe com aqueles mesmos orbes brilhantes que o encantaram da primeira vez. Não era real, não podia ser real; ele pensou, com certa aflição.
-"Devo estar ficando louco"; Afrodite pensou, com um meio sorriso triste. Vendo a imagem de Aimê parada no corredor da cozinha, viu-a sorrir e seguir para a cozinha, como se quisesse que ele a seguisse. –"Devo não, estou"; ele concluiu, dirigindo-se para lá.
Embora desejasse estar errado quanto à veracidade daquela visão, intimamente queria que fosse real, vê-la bem e viva tão próximo de si. Mal notou quando estava praticamente atravessando aquele espaço do corredor da cozinha, correndo.
Parou confuso, viu a porta abrir e fechar-se com o vento. Não pensou que ela estivesse aberta, mas lembrou-se que Aaliah deveria ter entrado por ali, mas ela não deixaria aberta, ou deixaria? –ele pensou, enquanto ia até a porta para fechá-la, mas viu ao longe a imagem da jovem perder-se entre o bosque.
Intrigado, Afrodite esqueceu-se completamente da porta e desatou a correr em direção ao Vale das Flores, pois tinha certeza de que era para lá que ela estava indo.
Não se importava que algumas roseiras enroscassem em sua roupa, ou que até mesmo alguns finos cortes surgissem em seus braços e rosto ao tocar os espinhos. Seus passos tornaram-se mais rápidos. Parou com brusquidão, ao deparar-se com aquela cena novamente.
Os longos cabelos esvoaçando com o vento. Um vestido fino, destacando a pele alva com um leve rubor na face, as mãos delicadamente pousadas sobre o colo segurando uma rosa vermelha. O Vale das Flores agora era o único local que a chuva não tocava, mas não era esse fato a chamar-lhe a atenção.
Afrodite fechou os olhos, pedindo que não fosse novamente uma ilusão de sua mente e coração. Não queria cometer o mesmo erro novamente, ao confundi-la com qualquer outra pessoa. Aproximou-se com passos incertos, novamente pisando sobre um galho seco de rosas.
Viu-a erguer-se e virar-se em sua direção. Apertou os punhos, tentando conter a vontade de correr até ela. Abraçar-lhe. Beijar-lhe. Dizer a ela tudo que guardara nesses longos anos.
-Estive te esperando; ela falou, fitando-lhe intensamente com os orbes amendoados.
-Ai-mê; Afrodite sussurrou, tremulo.
-Por um momento pensei que tivesse se esquecido da promessa; ela continuou. Aproximando-se do cavaleiro, Afrodite não se moveu, era estranho, mas conseguia senti-la perfeitamente.
-Eu...; Ele começou.
-Xiiiiii; ela sorriu, tocando-lhe os lábios com a ponta dos dedos.
Afrodite arregalou os olhos, parecia real de mais, isso lhe perturbava e confundia. O cheiro, a presença, até mesmo o calor que ela emanava daquele toque sutil, era tão bom quanto podia se lembrar. Fechou os olhos, pedindo aos céus que se fosse um sonho, que dormisse então, por toda a eternidade.
-Não é um sonho, Filipe; Aimê falou, como se soubesse de todos os seus pensamentos.
-Como? Eu pensei q-...; Ela o cortou, apenas assentindo.
-Não podia descansar sem cumprir a minha parte da nossa promessa; ela explicou, afastando-se alguns passos, caminhou com suavidade pelo chão gramado tornando a aproximar-se da beira do lago, o cavaleiro a seguiu, parando ao lado dela. –Não fui forte o suficiente para esperar, mesmo que as coisas estivessem difíceis, então, os deuses me deram uma oportunidade de voltar aqui para cumprir a promessa, por isso lhe chamei;
-Então? –ele perguntou, lembrando-se de sua inquietude antes e depois da viajem.
-...; Aimê assentiu, a face alva foi marcada por uma fina linha quente, onde uma lagrima solitária correu, sendo amparada pela ponta dos dedos da jovem.
-E eu vim cumprir a minha parte; ele falou num sussurro. –Mas agora n-...; Ele não completou.
-Eu sei que você não se esqueceria; Aimê falou, virando-se para ele, com os orbes marejados. –Mas precisava me despedir, tenho tantas coisas para lhe dizer, mas não posso mais ficar, por isso tem algo que quero que faça; ela começou.
-O que? –ele perguntou com a voz fraca, sentindo as lágrimas correrem por seus olhos. Não era uma ilusão ou um sonho, estava acordado e muito bem acordado.
-Quero que você continue a viver, não faça com que tudo que Harmonia lutou para conquistar seja perdido, não pare no tempo; ela pediu, virando-se para ele, ficando a um passo de distancia.
-Aimê, como sabe de-...; Ele não completou, sentindo-a abraçá-lo ternamente. Estreitou os braços em tornou dela, como se quisesse adiar com aquilo o momento final.
-Os deuses me deram a chance de voltar, sem eles nunca saberia que você estava aqui; ela sussurrou como resposta. –Mas quero que saiba que eu te amo e Aaliah vai precisar muito de você;
-Ela é linda, igual a você; ele comentou, afagando-lhe as melenas de forma carinhosa.
-Mas tem o seu gênio, embora seja de Escorpião; Aimê comentou, com um meio sorriso, erguendo os orbes para fitá-lo.
-Escorpião? –Afrodite perguntou, arqueando a sobrancelha, permitindo-se sorrir pela primeira vez desde que chegara, com sinceridade.
-Cuide bem dela por mim e não se esqueça, o nosso tempo aqui e juntos pode ter chegado ao fim, mas você tem de continuar; ela falou, tocando-lhe a face carinhosamente.
-Mas, eu jamais lhe esquecerei; ele respondeu, colocando a mão sobre a dela, e puxando-a até os lábios. Depositou um beijo suave na palma, ouvindo-a suspirar.
-Quero que seja feliz, as coisas que vivemos não irão voltar. Por isso não desista de seguir em frente, não importa aonde vou estar, sempre vou desejar o melhor para você. Quero que viva. Se apaixone. Seja feliz; ela falou.
-Não sei se posso; Afrodite falou, abaixando os olhos. –Não sei se quero; a ultima parte saiu como um sussurro que ela possivelmente não ouviria, mas agora era diferente.
-Sei que pode, você cumpriu sua promessa, agora quero que prometa a mim que vai lutar para conseguir isso; ela falou, erguendo-lhe a face com a ponta dos dedos.
-...; Afrodite ergue os olhos, fitando-a intensamente. Olhou confuso por cima do ombro da jovem, viu a aproximação de um homem, longos cabelos dourados e orbes de mesma cor. –Quem é você? –ele perguntou, puxando a jovem para si, ficando na frente dela.
Ele aproximou-se com calma, com um olhar pacifico.
-Aimê, seu tempo esta acabando, a imperatriz não pode permitir que o eixo do tempo se desequilibre. Seja breve; Hypnos avisou.
-Está certo; Aimê respondeu, fazendo o cavaleiro virar-se para ela, confuso. Como se perguntasse ainda quem era ele?
-Perséfone me deu a chance de retornar ao mundo dos mortais para lhe ver uma ultima vez. Ela me contou sobre Harmonia e o retorno dos cavaleiros; Aimê explicou. –Não posso me demorar, por isso Hypnos veio comigo;
-...; Afrodite assentiu, era a hora de despedirem-se, por mais que isso lhe doesse profundamente. –Eu prometo; ele respondeu por fim, tocando-lhe a face ternamente, puxando-a com suavidade para si.
Os lábios se tocaram de forma terna, carregada de saudade e espera. Numa caricia suave que demonstrava tudo aquilo que sentiam e não puderam deixar manifestar-se ao longo daqueles anos difíceis.
Aimê afastou-se, passara tanto tempo desejando estar com ele, mas tinha consciência de que agora a ponte que separava os lados que ambos estavam era um caminho tortuoso que não desejava que ele atravessasse, não enquanto não fosse sua hora.
-Adeus; ela falou num sussurro.
-Até algum dia; Afrodite corrigiu. –Adeus é muito tempo; ele completou;
-Mas tem de ser assim, Filipe; ela falou, sentindo as lagrimas que tanto tentou segurar, correrem livremente por sua face. –Por favor, não torne mais difícil; ela pediu suplicante.
-Eu sei, me desculpe; Afrodite pediu, tocando-lhe a face com carinho, tentando inutilmente impedir a queda das lagrimas dela, já que as suas, não era capaz de conter. –Nunca se esqueça que não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar e vou cuidar de Aaliah; ele completou.
-...; Aimê assentiu, optando por não se despedir novamente com aquela palavra que trazia tanta dor e medo a ambos.
Hypnos que a tudo observava em silencio, deu as costas ao casal, começando a caminhar para o meio do lado. Era triste vê-los se despedir, não seria a primeira vez que veria um casal tão bonito ter de se despedir dessa forma. Lembrou-se de Pasitéia, sua adorável graça. Também houvera uma despedida, não a limitaria apenas a viver nos campos dos Elisius, ou fadada a deter-se nas fronteiras entre o Tártaro e Limbo, enfim, detestava ter de ver essas despedidas, mas sua imperatriz pedira que acompanhasse a jovem a superfície e não se negaria a isso.
Continuou a andar, seus pés tocavam apenas a superfície da água sem afundar.
A jovem afastou-se do cavaleiro, acenando em despedida, antes de dar-lhe as costas e acompanhar a divindade.
Afrodite encostou-se em uma árvore, para simplesmente não deixar-se cair com tudo no chão. Deixou-se escorregar pela mesma, sentando-se por fim sobre a grama. Encostou a cabeça sobre o tronco da árvore sentindo o doce cheiro de rosas afastar-se, embora ainda permanecesse rodeado por elas, aquele que desejava sentir consigo, infelizmente tinha de partir. Agora só lhe restava lembrar, coisas das quais sabia que não iriam voltar...
II – Um Retorno ao Passado.
Ergueu os olhos inseguro, notando o ar frio e imponente da mulher a seu lado. Desde que chegaram, ela não havia lhe dito uma palavra que fosse, a única coisa que sabia sobre ela, era que se chama Eurin e seria sua mestra pelos próximos seis anos.
Continuou a caminhar ao lado dela, saíram de Visby e agora estava praticamente do outro lado do país, onde se iniciaria o treinamento. Gotlhand não era o lugar que esperava, mas não estava em condições de reclamar. Henry e Estela, seus tutores e pais de criação, lhe explicaram que as coisas seriam difíceis no começo, mas era algo que ele precisaria aprender a lidar. Nascera para executar aquela missão e também, ultimo desejo de seus verdadeiros pais, não lhes daria tamanho desgosto por desistir sem ao menos tentar.
-Afrodite; Eurin chamou, Filipe franziu o cenho, sabia que Afrodite era a deusa do Amor, Beleza e Fertilidade para os gregos, mas não sabia o porque dela chamar alguém com esse nome. Deu de ombros, pretendia continuar caminhando, mas Eurin segurou-o pelo ombro, impedindo-o de ir em frente.
-Mestra; ele murmurou, confuso.
-Sabe quem é Afrodite, Filipe? –Eurin perguntou, sem olhá-lo.
-...; Filipe assentiu.
-Não ouvi; Eurin falou, voltando-se para ele com um olhar mortal, embora ele não fosse capaz de enxergar atrás da mascara de prata que ela usava, sentiu um arrepio de alerta correr-lhe nas costas.
-Eu sei, Sra; ele falou, tentando não demonstrar hesitação.
-Então, você deve saber que Afrodite é conhecida por criar rosas, não? –ela perguntou, viu o jovem assentir, ergueu a cabeça como se fosse repreendê-lo, mas Filipe adicionou.
-Eu sei Sra, sei também que elas nascem de suas lagrimas;
-Bom, muito bom. Isso nos poupa tempo; Eurin comentou com ar pensativo. –A partir de agora, esse será seu nome; ela afirmou.
-Porque? –ele perguntou, num misto de surpresa e indignação por começar a ser chamado pelo nome de uma mulher;
-Porque eu quero; Eurin falou ferina. –A partir de agora você será meu aprendiz, conforme-se com isso ou morra tentando me desafiar. Não vou permitir que outro conquiste a armadura de Peixes, se você foi mandado pra mim para concorrer a ela, é isso o que vai fazer. Todas as técnicas do futuro cavaleiro de Peixes baseiam-se na criação e manipulação de rosas mortais, terá de aprender isso se quiser continuar;
-...; Filipe assentiu, engolindo em seco. Já ouvira falar sobre mestres-amazonas serem duas vezes piores do que mestres-cavaleiros, mas sentir isso na pele era bem diferente.
-Vou lhe chamar de Afrodite a partir de agora. Filipe morreu junto com sua antiga vida no momento que foi decidido que você seria um cavaleiro. Não se esqueça disso;
-Não vou me esquecer, mestra; ele falou seco, fitando-lhe com um olhar mortal.
Por baixo da mascara, Eurin o fitou com certa surpresa, estava acostumada a agir assim com a irmã, graças ao gênio indomável da mesma que lhe tentava a paciência, mas vê-lo acatar essa ordem de forma tão centrada, embora seus olhos queimassem uma chama que certamente a mataria se pudesse, lhe deixou intrigada.
Ainda estava tentando entender, porque do nada, o Grande Mestre lhe mandara treinar aquele garoto em Gotlhand, intimamente imaginava que Shion ainda se divertisse com as desavenças entre ela e Alister e colocar alguém treinado por ela, para lutar pela armadura dele seria interessante.
-Vamos; ela falou, um meio sorriso formou-se em seus lábios, Alister teria uma surpresa, se pensava que ela iria treinar um garoto para ser cem por cento músculos e nada de cérebro estava muito enganado.
Filipe era o que muitos pintores chamariam de príncipe encantador, a inspiração das obras de artes, embora ainda jovem, tinha um encanto nato, orbes incrivelmente azuis e cabelos no mesmo tom, mal sabia o quanto poderia ser sedutor, por isso iria chamá-lo de Afrodite, tão belo quanto mortal.
O transformaria em um demônio com a face de um anjo. Pele alva de traços finos e marcantes. Completamente o oposto dos outros aprendizes, esse era o seu diferencial.
Lembrou-se que Aioros já estava treinando o irmão para ser o cavaleiro de Leão. Shura ainda estava em missão de aperfeiçoamento, embora houvesse passado um bom tempo na Grécia sob a custodia de Aioros e já fosse um sagrado cavaleiro, o mestre optara por mandá-lo em missão por garantia.
Saga, esse era uma pena, um cavaleiro tão fascinante, ter simplesmente sumido do mapa. Até mesmo Shion estava em Jamiel treinando seu sucessor. Embora muitos já apostassem que Aioros antes mesmo do nascimento de Athena, já estaria sentado no trono do Grande Mestre ocupando o posto que certamente honraria até o fim de seus dias.
E Alister, bem, seu grande algoz já estava na Áustria treinando seu pupilo. Ainda se perguntava porque ele insistia em treinar um garoto de Virgem para a armadura de Peixes. Seria interessante, colocá-lo numa luta contra Afrodite. Mal poderia esperar para que esses seis anos se passassem e visse seu pupilo finalmente em ação.
Mal notou quando se aproximaram de uma casa, não era uma grande mansão, mas o suficiente para algumas pessoas viverem com certo conforto.
-Mana, estava demorando. Já estava me cansando de te esperar; alguém falou impaciente, atrás dos dois.
Filipe virou-se para trás, deparando-se com uma garota aparentemente de sua idade. Longos cabelos verde-água, com algumas mexas caindo sobre seus ombros. Ela também usava uma mascara de prata e permanecia encostada em uma arvore não muito longe de onde estavam, com uma postura no mínimo impertinente.
-Aimê; Eurin falou, intimamente contando até mil, pra não surtar com a irmã. –Já não lhe disse, que agora sou sua mestra;
-Sei. Sei; ela falou, gesticulando displicente, nem um pouco intimidada.
-Venha, quero lhe apresentar ao Afrodite; a amazona chamou.
-Quem? –Aimê perguntou, arqueando a sobrancelha por baixo da mascara.
-Afrodite, futuro cavaleiro de Peixes; Eurin falou entre-dentes.
-Ta brincando né? –Aimê perguntou, rindo. Virou-se para o aprendiz e notou o mesmo com os orbes serrados de forma perigosa para si, fazendo-a rir mais alto ainda. –Você só pode estar brincando, pensei que eu fosse a única amazona a ser treinada aqui; ela completou, nem um pouco incomodada com a expressão chocada do cavaleiro.
-Aimê, olha o respeito; Eurin falou, quase desistindo de tentar não surtar com a irmã.
-Estou falando sério, você me disse que ia treinar um cavaleiro e uma amazona. Mas agora me aparece com outra garota, decida-se. Sabe, acho que a sua quedinha pelo Alister ta te afetando; ela alfinetou.
-Aimê, esse será o cavaleiro de Peixes. O mínimo que espero de você é respeito, agora entre, e vá fazer o que lhe mandei; Eurin falou, com uma voz fria, cansando-se das provocações da irmã e pupila.
-Ta bom, já entendi. Muita calma nessa hora; ela ainda provocou. Aproximou-se do cavaleiro, ele a olhava de forma irritada, mas o que poderia fazer, já estava acostumada com as excentricidades da irmã e provocar de vez em quando não teria graça se ninguém mais estivesse vendo. –É um prazer lhe conhecer Afrodite;
Ela disse, sublinhando o nome de forma sádica.
-É uma pena que não posso dizer o mesmo. Srta; ele rebateu ferino.
Aimê serrou os orbes de maneira perigosa, iria estender-lhe a mão, mas recolheu a mesma sem pensar em completar o ato.
-"Esses seis anos vão ser bem mais longos do que eu queria"; Eurin pensou, ainda querendo acertar as contas com a irmã, sobre a historia dela sair espalhando para todo mundo sobre sua possível quedinha por Alister.
Continua...
Domo pessoal
Mais um capitulo chega ao fim e as coisas só estão começando. Como estou seguindo s trechos da musica a Viagem, vocês já podem ter uma idéia da quantidade de capítulos que essa fic vai ter e muitas coisas ainda vão acontecer.
Nesse capitulo começa a primeira parte sobre o passado de Afrodite, quem ele realmente era, o que aconteceu entre ele e Aimê, como ficaram juntos e etc... Principalmente como surgiu o Vale das Flores. (é, muita coisa ainda pra rolar).
Sinceramente espero que estejam gostando dessa fic, me desculpem se esse capitulo saiu meio tétrico, mas digamos que meu humor ta mais ou menos assim nos últimos dias, e to fazendo um esforcinho pra não descontar em ninguém. Embora com as fics já seja algo mais difícil, principalmente quando ligo meu piloto automático e começo a digitar, as coisas saem mais naturais do que posso imaginar.
Mas enfim, antes de ir, deixo meu mais sinceros agradecimentos a todos que tem acompanhado essa fic. Ah! Saory-san, espero estar mudando sua opinião sobre o Afrodite.
Até mais pessoal
Kisus
Já né...
