Domo pessoal

Nesse capitulo vocês veram um pouco mais de Alister e Eurin, sinceramente espero que gostem. Quanto a Aimê e Filipe, bem... é surpresa.

Então, vamos ao que interessa...

Boa Leitura!

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Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Eurin, Alister e Aimê são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.

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Capitulo 8: Mesmo longe não me conformei.

I – Egocêntricos e Orgulhosos.

Abriu os olhos lentamente, ouvindo um suspiro relaxado próximo a seu ouvido e a respiração quente e ritmada chocando-se contra seu pescoço. Virou-se calmamente para frente, tentando não acordá-lo.

O dia lá fora amanhecera nublado devido a chuva da noite anterior, mas isso não importava; ela pensou. Observando-o atentamente, os longos cabelos vermelhos jaziam colados as costas e a franja rebelde caía-lhe sobre os olhos.

Tocou-lhe a face delicadamente, retirando os fios que estavam ali. Só teriam mais um dia; Eurin pensou com um olhar triste. Sabe-se lá o que viria a acontecer dali a seis meses, um ano, ou o tempo que levassem para poderem se encontrar de novo.

Afastou-se silenciosamente da cama, enrolando-se sobre o lençol de cetim branco, observou a pequena mochila de viagem, foram poucas as peças que trouxera, mas entre elas, encontrou uma toalha. Era melhor esfriar a cabeça, antes de começar a ser racional e falar alguma besteira.

-o-o-o-o-

Virou-se para o lado tateando praticamente o nada, sentia falta de algo, um calor reconfortante que lhe acalmava e obliterava todas as suas duvidas e temores; ele pensou, abriu os olhos rapidamente, dando-se conta do que estava faltando, ou melhor de quem?

-Eurin; ele sussurrou, deixando os olhos correrem pelo quarto não a encontrando. Notou no canto do quarto que a mala dela ainda estava ali. Suspirou aliviado, ainda mais ao ouvir o som de água correndo, ela provavelmente estava tomando banho.

Recostou-se sobre a guarda da cama, espreguiçando-se manhosamente. Passou os braços por trás da cabeça, acomodando-se melhor.

-"Apenas um dia"; ele pensou, lembrando-se que logo teria de voltar para Áustria e ela para a Suécia, ambos voltariam para suas respectivas rotinas e obrigações e pensar que tudo começara a cerca de três anos atrás. Fechou os olhos, recordando-se de como as coisas aconteceram.

-Lembrança-

Copenhague...

Estava sentando em uma mesa modesta no café do centro. Não era um lugar muito agitado, porém as pessoas gostavam de parar ali pela tarde e tomar uma boa xícara de café. A já temperatura estava caindo e o inverno chegando; ele pensou, esfregando as mãos cobertas por luvas para aquecer-se.

Fechou melhor a gola do sobretudo, lançando mais uma vez um olhar para a porta daquele café. Viu um pequeno sininho em cima da porta que fazia um barulho nada discreto quando a porta era aberta.

Ninguém a vista, todas as pessoas a sua volta eram na maioria casais, conversavam animados sobre o que fizeram durante o dia e coisas banais. Nem sinal do sininho tocar; ele pensou desanimado.

-"Não sei porque fui insistir sabendo que ela não viria. Mas esperança é a ultima que morre"; ele concluiu com um meio sorriso triste nos lábios. Abriu a carteira deixando algumas moedas sobre a mesa e saiu. Era melhor voltar para o hotel e arrumar as malas para ir embora.

Havia deixado Sorento apenas por três dias sob a supervisão de um amigo, que cuidaria de seu treinamento nesse meio tempo. Sabia que o pupilo não iria lhe desobedecer, então confiou que poderia deixá-lo por aqueles dias, mas agora parecia que voltaria mais cedo pra casa.

Abriu a porta ignorando o som do sininho, agora, definitivamente não queira ouvi-lo mais. Saiu a passos rápidos, ganhando a rua. O hotel não era muito longe, por isso preferiu andar os dois quarteirões do café até lá, achando desnecessário pegar um táxi para isso.

Ouviu ao longe alguém lhe chamar, mas deveria ser coincidência; ele pensou. Embora soubesse que aquilo era completamente ridículo. Quantas pessoas conhecia em Copenhague com o nome de Alister? –balançou a cabeça, estava começando a estressar consigo mesmo.

Parou bruscamente sentindo uma mão fechar-se sobre seu ombro com tamanha força que o obrigou a voltar-se para trás. Sentiu o chão sumir a seus pés ao deparar-se com o olhar inquisidor e ao mesmo tempo incerto da jovem de melenas verdes.

-Eurin; ele sussurrou, observando-a atentamente. Ela estava com a mascara, mas podia sentir seu olhar. O longo vestido azul que usava esvoaçou com o vento, fazendo-a enrolar-se melhor sobre um casaco branco que usava, tentando manter-se aquecida.

Ficaram assim sem emitir som algum, não sabiam quanto tempo se passou, mas isso não era mais importante.

-Fim da Lembrança-

-Alister; Eurin lhe chamou, passando a mão sobre os olhos dele, que pareciam perdidos.

-Uhn? –ele murmurou, piscando.

-Você parecia longe; ela comentou, prendendo melhor a toalha felpuda sobre o corpo e sentando-se na beira da cama. –Em que estava pensando?

-Estava lembrando de como nos encontramos aquele dia; Alister respondeu, puxando-a para seus braços, enlaçando-a pela cintura.

-Pensei que você fosse embora; ela comentou, deitando-se ao lado dele e descansando a cabeça sobre seu ombro.

-Eu também; ele murmurou, deixando os dedos correrem entre as melenas verdes e úmidas.

-Lembrança-

Dois egocêntricos, isso o que eram. Apenas duas palavras foram o suficiente para começarem a discutir... De novo.

-Puff, nem sei porque vim aqui; ela vociferou, dando-lhe as costas, pronta para ir embora.

Estavam sentados em uma pracinha que ficava próxima ao centro histórico de Copenhague. O movimento estava cessando, mas isso não os impedia de conversarem ali.

-Sabe, sabe sim; Alister rebateu, sentindo o sangue ferver. Segurou-lhe pelo pulso impedindo-a de afastar-se.

Poderia contar nos dedos a quantidade de vezes que ela esquivava-se de si, só para manter a pose de inabalável. Isso já estava lhe irritando. Ela se escondia o tempo todo atrás daquela maldita mascara, enquanto ele se matava, tentando adivinhar quais eram suas expressões.

-O que? –Eurin perguntou, voltando-se para trás.

Arregalou os olhos, sentindo um deslocamento de ar e a mascara que antes lhe cobria a face, ser tirada rapidamente de forma que não fosse capaz de impedir.

-Você sabe Eurin; Alister falou, com a voz mais branda.

Delicadamente enlaçou-a pela cintura, observando-a atentamente. Há quanto tempo desejara poder vê-la sem aquele empecilho de prata; ele pensou, tocando-lhe a face delicadamente.

-Porque fez isso? –ela perguntou com a voz tremula, tentando se afastar, porém sentiu-o estreitar mais os braços em torno de sua cintura, impedindo-a de mover-se.

-Você sabe tanto quanto eu que não podemos mais ignorar isso, ou mentirmos a nós mesmos de que não esta acontecendo nada; ele falou, encostando a testa sobre a dela.

-Alister; ela sussurrou, sentindo as lágrimas caírem de forma insistente de seus olhos, sentindo-o abraçar-lhe de forma terna.

Detestava esse sentimento de fragilidade e impotência, mas sentia-se completamente vulnerável entre os braços fortes e quentes do cavaleiro, que agora, a única coisa que desejava era esquecer de tudo e entregar-se ao que sentiam há tanto tempo.

Como ele dissera, o que estava acontecendo entre eles não poderia ser esquecido ou ignorado, apenas vivido...

-o-o-o-o-

-Vamos apenas deixar isso de lado, enquanto estivermos aqui; ele sussurrou, entre seus lábios.

Com passos incertos caminhavam pelo cômodo. Haviam apenas decidido que ao entrarem pelas portas daquele hotel o mundo resumiria-se apenas entre os dois. Cavaleiros, amazonas, santuário e principalmente pupilos seriam palavras proibidas enquanto estivessem juntos.

-Mas...;

-Xiiiii; ele sussurrou, tocando-lhe a face delicadamente com a ponta dos dedos. –Esse momento é nosso, ninguém pode nos tirar isso;

-...; Eurin assentiu, não havia mais como bater de frente contra um caminho que já escolhera a muito.

Fechou os olhos, sentindo-o tocar-lhe os lábios sofregamente com os seus, foram prender-se de forma possessiva entre as melenas verdes, enquanto a outra mão ocupava-se de livrar-lhe do pesado casaco.

Beijavam-se intensamente, como se a muito almejassem por esse encontro. Lá fora a lua iluminava o céu de forma imponente, enquanto os jovens entregavam-se aquilo que sentiam há tanto tempo, sendo privados por regras e obrigações de demonstrarem.

-Fim da Lembrança-

-Somos dois egocêntricos e orgulhosos; Alister comentou.

-Uhn? –Eurin murmurou, franzindo o cenho, ergueu parcialmente a cabeça para fitá-lo.

-...; O cavaleiro assentiu, enquanto delicadamente colocava uma mexa de fios fartos atrás da orelha da jovem. –Nunca damos o braço a torcer por nada, em momento algum; ele completou, num murmúrio.

-Mal do signo; ela brincou, entrelaçando os dedos em uma mecha vermelha que caia próxima a seus olhos.

-Talvez; Alister respondeu. –Fico pensando como vai ser daqui a três anos;

Eurin estancou, já pensara sobre isso. Quando o treinamento de Afrodite e Sorento terminasse, os quatro voltariam ao santuário e o duelo entre os pupilos pela sagrada armadura começaria, mas e depois, independente de quem fosse o vencedor, como seria depois disso? –ela se perguntou, sentindo um frio na espinha, engoliu em seco.

-Não sei; Eurin limitou-se a responder, afastou-se parcialmente com o intuito de levantar-se.

Alister fitou-a intensamente, sentindo-a tensa devido a seu comentário, enlaçou-a pela cintura, impedindo-a de se afastar.

-Alister; Eurin falou impaciente, querendo se afastar, porém ele não deixava.

-Não seja teimosa; ele a repreendeu.

-O que? –a amazona perguntou, serrando os orbes perigosamente.

-Sei o que esta pensando; o cavaleiro completou com um olhar compreensivo. –Mas não vamos nos estressar com isso agora, lembra o que combinamos?

-...; Ela assentiu, lembrando-se que uma das coisas que haviam decidido era deixarem todos os problemas do lado de fora, enquanto estivessem juntos.

-Então, não pense mais nisso; ele completou, tocando-lhe delicadamente os lábios, com a ponta dos dedos.

Viu-a fechar os olhos e suspirar. Deitou-a delicadamente sobre a cama, tomando-lhe os lábios com intensidade. Agora simplesmente não pensariam.

Enlaçou-o pelo pescoço, aproximando-se mais do cavaleiro, quando o mesmo circundou sua cintura com um dos braços.

Era uma loucura o que faziam, mentindo para todos apenas para poderem ficar juntos, até poderia ser, mas isso era o que menos importava agora...

II – Acidentalmente Próximos.

Suécia / Gotland...

Novamente estava sentado na beira do lago, tentando conjurar sua primeira rosa. As palavras da jovem ainda ecoavam em sua mente, mas as respostas pareciam apenas imagens distorcidas que o impediam de se concentrar.

Pelo que lutar? Nunca pensara realmente nisso. Alias, nunca concordara com a idéia primitiva de lutar em nome dos deuses ou sobre o ultimo desejo dos pais para se tornar um cavaleiro. Quem sabe fosse o destino; um sorriso sádico formou-se em seus lábios. Desde quando um caminho escolhido pelos outros era um destino.

Suspirou pesadamente, apertou os olhos tentando se concentrar, mas novamente a voz de Aimê ecoava de forma perturbadora em sua mente.

-Nada ainda? –alguém perguntou atrás de si.

Bufou exasperado, não precisava ser adivinho pra reconhecer a dona da voz...

-Calma, só perguntei; Aimê defendeu-se, antes que ele pudesse reclamar de alguma coisa.

-Eu não disse nada; Filipe respondeu, com falso ar de inocência sem esconder a irônica em sua voz. –Alias, onde estava?

-Por ai; ela respondeu, gesticulando de forma displicente.

-Aimê; ele falou, em tom de aviso.

-Ah! Você não levou a sério o que a mana disse, levou? –ela perguntou cautelosa.

-...; Filipe arqueou a sobrancelha, fitando-a demoradamente. –É melhor ir treinar;

-...; Ela negou com um aceno.

-Aimê; ele repetiu, levantando-se do chão, batendo a mãos sobre os joelhos para tirar o pó.

-Você não pode me obrigar, não vou ficar treinando enquanto a Eurin não voltar, digamos que estou me auto-presenteando com férias; ela completou, passando os braços por trás da cabeça, apoiando-a displicentemente.

-Tem certeza? –ele perguntou, com um olhar enigmático.

-Uhn? –ela murmurou, piscando confusa.

Viu-o dar um passo em sua direção e recuou dois...

-Seria melhor que você fosse treinar, pelo menos a Eurin não surta depois; Filipe continuou, deu mais dois passos e viu-a recuar três. –Algum problema? –ele perguntou, com um sorriso deslavado nos lábios.

-Você me assusta sorrindo assim; ela falou, engolindo em seco. –"Por Zeus, o que eu to falando?"; Aimê pensou.

-Assim como? –Filipe perguntou casualmente.

Não havia como negar que estava perturbada com aquilo, ou melhor, com as reações que vinha tendo na presença dele. Não sabia ao certo o que estava acontecendo ultimamente, mas apenas sentia como se ele fosse capaz de enxergar através de qualquer mascara ou barreira que fosse colocado em seu caminho e aquela insegurança lhe assustava.

Deu-lhe as costas, desatando a correr para a casa. Não iria lhe dar uma resposta que nem ao menos sabia o motivo de estar assim. Porque aquela repentina mudança na própria forma de agir, ou nele mesmo, que estava diferente, pelo menos a seu ver; ela concluiu.

-Aimê, espera; ele pediu, seguindo-a.

A jovem voltou-se para trás num rápido movimento, sem ver que um de seus pés enroscara-se em uma raiz saliente de uma arvore próximo de onde estava. Sentiu uma fisgada de dor quando ele torceu. Fechou os olhos, já prevendo a queda, porém ela nunca veio...

Sentiu uma respiração quente e descontrolada chocando-se contra seu pescoço e um par de braços fortes, segurando-a com força para que não tocasse o chão. Abriu os olhos cautelosa, vendo apenas uma volumosa cascata de fios azuis a sua frente.

-Deveria tomar cuidado e não sair correndo desse jeito por ai; Filipe falou, com a voz branda, afastando-se parcialmente para fitá-la.

-Eu...; Ela balbuciou, sem conseguir formular qualquer pensamento coerente.

-Consegue andar? –ele perguntou, chamando-lhe a atenção.

-O que? –ela perguntou surpresa, mas viu-o apontar para seu pé.

Apenas assentiu afastando-se, mal dera um passo sentiu novamente aquela dor, sabe-se lá o que teria saído fora do lugar; ela pensou, emitindo um baixo gemido de dor.

-Como eu pensei; ela o ouviu falar.

-Eu estou bem, não foi nada; Aimê rebateu, deu mais um passo, prendendo a respiração e sentindo os orbes lacrimejarem pela dor.

-Aimê; Filipe falou, querendo aproximar-se, mas ela ergueu a mão pedindo que ele não fizesse isso.

-Eu posso demorar um pouquinho, mas eu estou bem; ela completou, num sussurro.

Cinco passos e parou respirando pesadamente. Não iria conseguir, a quem estava tentando enganar; ela pensou, aflita.

-Pare de ser teimosa; Filipe falou impaciente.

-Hei, eu não... O QUE ESTA FAZENDO? –ela gritou, agarrando-se ao pescoço do pisciano, quando o mesmo lhe suspendera do chão.

-Você é teimosa de mais pra admitir que precisa de ajuda; Filipe falou, enquanto a carregava para dentro da casa. –Se ficar forçando a perna assim, pode prejudicar o tendão, ai qualquer esforço a mais que você fizer ele sai fora do lugar; ele a repreendeu.

Aimê ficou em silencio, dando-se por vencida. Sabia que ele estava certo, mas admitir já era outra historia. Apoiou a cabeça sobre o ombro dele Vendo que não estavam longe, alias, já estavam bem próximos da porta da casa.

-Pode me deixar aqui; ela falou, não sabia ao certo, mas aquela proximidade fazia com que ficasse mais tensa a cada segundo.

Ignorando o que a jovem falara, seguiu para dentro da casa. Subiu lentamente a escada, tomando o caminho para o corredor dos quartos. Ao virar a esquerda, deparou-se com uma porta ao lado da sua. Abriu-a sem esperar por qualquer aviso da jovem.

Colocou-a delicadamente sobre a cama. Aimê pareceu suspirar aliviada.

-Não tente se levantar. Vou buscar alguma coisa para colocar ai; ele falou, apontando para o pé da jovem.

-...; Sem outra alternativa, assentiu. Viu-o sair do quarto rapidamente. -"Droga, o que deu em mim?"; ela se perguntou, deixando-se cair na cama, lembrando-se do pequeno surto de fuga que tivera.

Perdida em pensamentos, não ouviu o som de passos na escada, muito menos sentiu a aproximação do cavaleiro, acabando por cair no sono.

Puxou uma cadeira para perto da cama, procurando não fazer barulho. Assim que entrou no quarto e a viu parcialmente deitada, imaginou que o silencio da jovem era devido ao sono que ela cairá.

Tirou-lhe os sapatos, arrumando-a de forma mais confortável sobre a cama. Viu-a murmurar algo incompreensível e abraçar-se ao travesseiro, enquanto de forma delicada ele colocava uma pomada que fosse impedir que pudesse inflamar o local machucado. Sem duvidas o tornozelo ficaria inchado por muitos dias, mas aquilo pelo menos aliviaria a dor; ele pensou.

-Uhn; ele parou, ao ouvi-la murmurar e puxar o pé.

-Aimê; Filipe chamou.

-Por perde tempo com isso? –ela perguntou, com a voz chorosa.

-O que? –ele perguntou confuso, porém ela não respondeu. Passou uma pequena tira de malha em torno do tornozelo dela, impedindo que o remédio saísse entre os lençóis.

Viu-a encolher-se na cama, quando se levantou. Voltou seu olhar para os pés da cama, encontrando uma colcha ali, puxou-a, cobrindo a jovem. Sem dizer coisa alguma, saiu do quarto.

Um baixo soluço escapou dos lábios da jovem, fazendo-a enrolar-se cada vez mais entre as cobertas.

-"O que ta acontecendo comigo?"; ela se perguntou, sentindo um rastro quente correr por baixo da mascara, ao ouvir a porta fechar-se quando ele sairá.

-o-o-o-o-

Encostou a porta sem fazer muito barulho, encostou-se sobre a mesma sentindo a madeira fria em contato com suas costas, deixou-se escorrer até o chão, sentando-se. Passou as mãos nervosamente sobre os cabelos.

-"Droga, o que ta acontecendo comigo?"; Filipe pensou, ao relembrar a forma que vinha agindo com a jovem desde que Eurin partira.

Levantou-se rapidamente, era melhor parar de pensar e concentrar-se somente nos treinamentos, mesmo soubesse que isso seria muito difícil; ele concluiu.

Continua...

Bom pessoal, o capitulo chega ao fim, mas as coisas estão apenas começando. Sinceramente espero que tenham gostado do capitulo e prometo que muitas surpresas ainda vão rolar.

Antes de ir, deixo meus mais sinceros agradecimentos a todos que acompanham as minhas fics e um obrigada em especial as meninas que comentaram no capitulo passado: Margarida, Taci, Isa-san e Flor de Gelo.

Até mais pessoal

Kisus

Já ne...

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Momento Propaganda:

My Favorite Songs – El Tango de Roxenne. Parte da série 'My Favorite Songs' da Margarida. A mesma mostra de forma caliente e muito interessante um romance inédito, perfeito e sensacional. Não percam um Saga que nunca ninguém antes ousou imaginá-lo. Intrigante e misterioso, porém acima de tudo, dançando tango como nunca.