Sei que só apareço no final, mas gostaria de avisar que essa é a ultima parte sobre o passado do Afrodite, agora a história vai voltar à época atual, sei que algumas coisas podem parecer vagas, mas com o tempo serão devidamente explicadas, não se preocupem, mas as surpresas ainda não acabaram, preparem-se , tem muita coisa pra acontecer ainda. Então, vamos ao que interessa...
Boa leitura!
Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Eurin, Aimê são criações únicas e exclusivas minhas.
Capitulo 13: Noite e dia no meu coração.
I – Promessas.
Ouviu-a emitir um baixo murmúrio quando estreitou mais os braços em torno de sua cintura. Aimê ressonava baixinho, enquanto deixava que os dedos corressem suavemente pelo ombro da jovem, vendo a pele acetinada arrepiar-se com seu toque.
Um meio sorriso formou-se em seus lábios, ao depositar-lhe um beijo suave sobre o ombro desnudo. Ouviu-a murmurar algo, remexer-se um pouco e continuar a dormir.
-Aimê; Filipe chamou, num sussurro.
-Uhn; ela murmurou, mantendo-se de olhos fechados.
Lá fora o sol ainda não dava sinais de que iria aparecer tão cedo, embora soubesse que já passavam das sete. O cheiro do orvalho da manhã chegava a suas narinas de maneira suave. Uma fina garoa ainda caia lá fora mantendo por um bom tempo o céu nublado, mas isso não era importante, não agora.
-Bom dia; ele sussurrou, beijando-lhe suavemente o topo da testa.
-Bom dia; Aimê respondeu sorrindo, espreguiçando-se manhosamente enrolou-se melhor sobre o fino lençol de cetim, virando-se para ficar de frente para ele. –Está acordado há muito tempo? –ela perguntou, ao notar que no pequeno relógio sobre o criado mudo já contava oito horas da manhã.
-...; Filipe negou com um aceno, enquanto deixava os dedos correrem suavemente pela face da jovem, viu-a fechar os olhos e suspirar. –Estive pensando numa coisa; ele começou.
-No que? –Aimê perguntou, num sussurro.
-Naquela pergunta que você me fez há um tempo atrás; ele respondeu, afastando-lhe algumas mexas verdes do ombro.
-Que pergunta?
-Aquela...; Ele murmurou, lembrando-se perfeitamente do que ela lhe perguntara há alguns anos atrás;
-Lembrança-
-Uhn, sabe, estive pensando uma coisa; alguém comentou, aproximando-se e sentando-se a seu lado.
Ignorando o comentário, tentou cochilar, sabia que vinha mais alguma coisa infame que só o irritaria.
-Se um dia você tiver um filho ou filha, por acaso vai dar o nome de Eros ou Harmonia? –Aimê perguntou com um sorriso divertido nos lábios, por baixo da mascara.
-Fim da Lembrança-
-Ah sim, essa pergunta; ela murmurou, enrubescendo.
-Eu chamaria de Aaliah; Filipe falou, abraçando-a ternamente.
-Quem? –Aimê perguntou confusa.
-Se eu tivesse uma filha com você. Eu chamaria de Aaliah; ele respondeu, apoiando a cabeça sobre a curva do pescoço da jovem.
-Nome bonito, mas porque?
-Era o nome da minha mãe e apesar dos pesares, ela era uma pessoa excepcional. Acho que ela ficaria feliz ao saber que é lembrada dessa forma; ele completou.
-Mas e se fosse menino? –Aimê perguntou curiosa.
-Não; ele falou, balançando a cabeça, com um meio sorriso. Como se tivesse a completa certeza do que estava falando.
-Porque? Tem algo contra filhos homens? –ela insistiu.
-Não, mas se ele puxasse o seu gênio eu não conseguira agüentar; ele brincou, vendo-a fechar a cara. –Mas se fosse menina, da pra dar um jeito, contanto que ela fosse tão bonita quanto você;
-Filipe; ela falou, sem esconder o tom de surpresa.
-É verdade; Filipe respondeu, com um sorriso que estava bem longe de ser inocente. –Já pensou, essa casa cheia de Aimêzinhas; ele brincou.
-...; Ela balançou a cabeça levemente para os lados sorrindo. –Você é incorrigível.
-Culpa sua; Ele falou sorrindo, dando-lhe um beijo suave nos lábios. –Mas não me importaria de deixar de ser cavaleiro para ficar aqui, com você; ele completou, ficando sério.
-Eu nunca lhe pedira isso; Aimê falou, ficando séria.
-Eu sei; Filipe respondeu, deixando as mãos correrem suavemente pelas costas da jovem, sentindo-a aconchegar-se entre seus braços. –Mas quem sabe um dia; ele completou num sussurro.
-...; ela assentiu. Quem sabe?
II – Enfrentando a Separação.
Três meses e meio depois...
Sentia seu cosmo tão frio quanto ao do cavaleiro a seu lado. Não se importava em ter de esperar a sua vez, a única coisa que desejava era acabar logo com aquilo; Filipe pensou, impaciente.
Um estranho nó começou a se formar em sua garganta e a vontade de voltar correndo para Gothland era enorme. Fechou os olhos momentaneamente, lembrando-se de Aimê. Como fora difícil se despedirem parecia que uma eternidade se passara desde que entrara naquele avião e desembarcara em Atenas.
Sentia a falta dela de mais, seu cheiro, seu calor, seu sorriso, até mesmo as velhas provocações agora faziam tanta falta.
-Afrodite; Eurin chamou, parando atrás dele.
-O que quer? –perguntou seco, sem se importar com o arquear de sobrancelha dado pelo cavaleiro a seu lado, devido à forma com que respondera a ela. Mas a verdade é que não se importava mais com isso.
-Prepare-se, logo você será o próximo; ela avisou.
Rolou os olhos, não precisava que ela o avisasse; ele pensou, passando os dedos levemente pelos fios azuis. Já passara duas horas que estava parado ali que nem u dois de paus, vendo os outros cavaleiros disputarem com outros aprendizes de pouco potencial as armaduras.
Daquela nova geração estavam presentes ali: Mú de Áries, Mascara da Morte de Câncer, Milo de Escorpião, Kamus de Aquário e por ultimo ele, só faltava a chegada de Alister e Sorento, para a ultima luta e ser decidido qual dos dois seria o novo guardião da ultima casa.
Sentia a impaciência de Eurin a distancia. Poderia apostar que toda aquela tensão dela não tinha nada a ver com a chegada ou não da armadura, mas sim com Alister.
Lembrou-se que quando ele e Aimê voltaram de Visby a casa estava da mesma forma que deixaram e que coincidentemente Eurin chegara um pouco depois, dizendo que estava na vila, porém a pequena mala de viagens em suas mãos queria dizer outra coisa.
Nesse ponto ele e Aimê concordavam com uma coisa, se Eurin estava realmente planejando algo, era para seu único e exclusivo beneficio, porque a historia não colou e poderiam apostar que ela passara uma semana bem diferente da convencional.
Um clarão fez-se no céu, chamando a atenção de todos. Os cavaleiros de ouro alarmaram-se. Filipe pareceu surpreso ao ver uma espécie de meteoro cair no meio da arena e quando a intensidade da luz diminuiu, pode vislumbrar a armadura de Peixes ali.
-GRANDE MESTRE; um mensageiro gritou, invadiu a arena correndo.
Todos estavam petrificados e surpresos devido ao fenômeno, olhando em volta, buscando por Alister e seu pupilo, porém nenhum dos dois estavam presentes o que fez aumentar ainda mais os murmúrios.
-O que deseja? –Shion perguntou, sentindo-se estranhamente inquieto após a aparição da armadura.
-O NAVIO NAUFRAGOU; o mensageiro gritou, sem se importar que os outros ouvissem.
-Como? –o ariano perguntou surpreso.
-O navio que Alister e Sorento estavam, naufragou em alto mar, estavam se aproximando dos limites gregos quando foram tingidos por uma tempestade no final da madrugada, não houve sobreviventes; o mensageiro avisou, ofegando.
Murmúrios ecoaram por toda a arena, ao receberem com espanto a noticia.
-SILENCIO; Shion falou, fazendo-os se calarem.
-Mestre Shion; Saga falou aproximando-se com Aioros, ambos trajando as sagradas armaduras de Gêmeos e Sagitário.
-O que vamos fazer agora? –Aioros perguntou, ao ver os olhares envenenados de uns e outros sobre Eurin, sendo que todos sabiam da rivalidade existente entre ela e Alister, não duvidava que uns e outros achavam que ela tinha algo a ver com isso, embora conhecesse Eurin a ponto de saber que ela nunca faria tal cosia.
-Alem de Sorento, existem mais alguns concorrentes a cavaleiro de ouro? –Shion perguntou, sentindo a cabeça latejar; ele pensou com pesar.
-Mais dez garotos; Saga respondeu; -Mas não acho que eles sejam grandes oponentes; ele completou.
-Não subestime um adversário, Saga; Aioros o repreendeu.
-Me desculpe, mas você mesmo pode sentir o cosmo do aprendiz da Eurin, não dou cinco minutos para ele dizimar os dez de uma vez; o geminiano falou, voltando-se para o sagitariano, que assentiu.
-É, nesse ponto tenho que admitir o garoto tem o cosmo tão poderoso quanto o nosso; Aioros falou, dando um suspiro cansado, conseguindo visualizar perfeitamente a cena descrita pelo geminiano.
-Mas ainda sim são concorrentes a essa armadura, deixem que lutem; Shion falou, dando por encerrado a conversa.
-Mas mestre; Aioros contestou.
-Não podemos fazer nada agora Aioros, é torcer para que o melhor aconteça no final. Depois vamos nos reunir e resolver isso de vez; ele completou, acomodando-se na cadeira reservada a si, num ponto alto da arena, onde poderia ver as lutas.
-...; Os dois cavaleiros assentiram.
-Vai você ou eu? –Aioros perguntou, afastando-se com Saga.
-Ahn! Não sei; ele respondeu sem graça. –Mas na duvida, manda o Shaka; ele completou.
-...; Aioros assentiu. –Shaka; ele chamou, aproximando-se do cavaleiro enquanto Saga ia até os aspirantes determinar as regras para o combate.
-O que deseja Aioros? –o homem mais próximo de Deus perguntou, enquanto estava ao lado de Giovanni e Aaron, esperando o termino dos combates.
-Eu estava falando com o Saga e bem...; Ele começou, passando a mão nervosamente pelos cabelos.
-O que foi dessa vez? – Shaka perguntou, arqueando a sobrancelha.
-Nós decidimos que você é a pessoa mais indicada para falar com a Eurin, então, vai lá; ele completou, empurrando-o até o lugar que a amazona estava.
-Hei, eu...; Porém não teve tempo de completar ao deparar-se com a face inexpressiva de Eurin. –Podemos conversar? –ele perguntou sério, parando em frente a ela.
-...; Eurin assentiu, afastando-se com ele dos olhares curiosos.
-o-o-o-o-
-Vocês entenderam? –Saga perguntou, olhando para cada um dos aspirantes. Seu olhar deteve-se sobre o pupilo de Eurin, que tinha um olhar frio e indiferente, porém seu cosmo manifestava-se de maneira intimidadora sobre os outros dez que pareciam tremer.
-Sim; Filipe falou, impaciente.
-Boa sorte; Saga desejou.
-Obrigado, mas não vou precisar; Filipe rebateu, passando por ele, encaminhando-se para o meio da arena.
De que adiantara todos aqueles anos treinando, passando por aquele inferno e agora a realização dos desejos de sua mestra foram literalmente jogados por água baixo. Porque simplesmente mandava tudo aquilo as favas e voltava para Gothland e ficava com Aimê, já que não tinha mais porque lutar ali? -ele se perguntou, mas suspirou cansado, sabia pelo que lutava e porque não podia voltar, não enquanto não tivesse a certeza de que a Era de caos houvesse acabado de uma vez e que poderia ter a vida normal que tanto desejava.
-Você é o pupilo da Eurin, não é? –um aspirante perguntou, ambos estavam a dois metros de distancia um do outro, no centro da arena.
-...; Filipe arqueou a sobrancelha, cruzando os braços na frente do corpo. –E?
-Puff! Ela poderia ter sido pelo menos mais discreta, do que deixar evidente que você não é de nada e ainda sim, impedir que o Alister chegasse; ele debochou.
-Não me importo com o que pensa, mas se não quiser morrer é melhor deixar essa arena enquanto minha paciência ainda tem limites; ele avisou.
-AH! AH! AH! E você se acha capaz de lutar contra mim? –o outro aspirante perguntou, debochado.
Antes que Filipe pudesse responder, o mesmo lançou-se contra ele. Num rápido movimento desviou do golpe, segurando o outro pelo braço, puxando-o para trás das costas, jogando-o de encontro ao chão.
-Eu avisei; Filipe falou, apoiando um dos joelhos no meio das costas dele. Ouviu-o gemer, mas aumentou a pressão sobre as costelas ouvindo-as estalarem. –Outra coisa, Eurin não se rebaixaria a esse ponto, diferente de um verme como você, que nem categoria para ser cavaleiro de ouro tem; ele completou, levantando-se, deixando o outro completamente estirado no meio da arena. –QUEM É O PRÓXIMO?
Antes que Shion pudesse falar algo, contrariando todas as regras ditas por Saga os outros nove lançaram-se ao meio da arena, para lutar contra o cavaleiro. Seria uma luta injusta, um contra nove, os cavaleiros de ouro pretendiam impedir, mas não tiveram tempo.
Foi um rápido movimento com as mãos, que nem mesmo eles puderam ver como aconteceu. Momentos depois, um por um caia inerte sobre o chão de terra com rosas vermelhas, negras e brancas cravadas sobre o peito. Nenhum sobrevivente.
Qual era a sensação de matar alguém? –ele se perguntou, ao ver uma ultima rosa surgir entre seus dedos. Branca, tão branca quanto a neve que caia sobre os Alpes, parecia tão pura, porém mortal e fria como a si mesmo, agora.
Que espécie de pessoa se tornara? Treinara tanto tempo para sucumbir a algo tão patético quanto a isso?
Nunca saberia, a única coisa que tinha certeza agora, era do nojo que sentia pela pessoa que se tornara, mas não tinha mais volta.
Uma luz dourada envolveu-lhe o corpo, sem mais delongas, todas as peças da armadura desmontaram-se, rodeando o corpo do cavaleiro e abraçando-o, cada peça encaixava-se perfeitamente pelo corpo. A decisão era unânime e da própria armadura. Ali nascia o novo cavaleiro de Peixes.
-o-o-o-o-
Afastou-se silenciosamente com o cavaleiro a seu lado. Não sabia se conseguira falar alguma coisa sem se trair. As lagrimas vertiam de seus olhos, mas não se importou ao saber que as mesmas escorriam por baixo da mascara.
Ele morrera, não cumprira a promessa que lhe fizera de voltar ao santuário. Se ao menos a tivesse deixado lhe falar aquilo antes, mas agora seria impossível; ela pensou, lembrando-se da ultima conversa que haviam tido naquela semana que passaram juntos em Copenhague pela ultima vez.
Sentaram-se em um banco, em baixo de uma árvore próximo a entrada do vilarejo das amazonas.
-Espero que você não esteja achando que tenho algo a ver com isso; Eurin falou, quebrando aquele silencio aterrador.
-Não, nunca pensaria uma coisa dessas; Shaka respondeu, pacientemente.
-Mas...;
-Embora você não admita, nós já sabíamos que você estava apaixonada por ele Eurin; ele falou, numa calma assustadora.
-O QUE? Que absurdo, quem falou isso? –ela exasperou, levantando-se irritada, mas Shaka segurou-lhe pelo braço, fazendo-a gentilmente se sentar.
-Tem coisas que simplesmente não podemos evitar, deveria saber que títulos e obrigações são o que menos importam quando se tem sentimentos e que nada e nem ninguém é capaz de matá-los; Shaka falou. –Não precisa ficar nervosa quanto a isso, mantemos esse assunto entre nós; ele completou, vendo-a assentir e se acalmar.
-Porque ele tinha que morrer, Shaka? –Eurin perguntou, num tom de voz sofrido.
-Não sei Eurin; ele respondeu abraçando-a, tentando um pouco que fosse confortá-la. –Sei que não é justo, mas tudo tem seu tempo e equilíbrio a ser seguido e nem mesmo eu sei lhe dar uma resposta.
Ouviu os soluços aumentarem, desde que conhecia a amazona e o cavaleiro de Peixes sempre soubera que o que eles tinham ia muito alem da rivalidade e duelos verbais que travavam como gladiadores toda vez que se encontrava. A perda de Alister era sentida por todos, mas sabia que agora, ela era quem mais sofria.
-Acho melhor ir falar com Afrodite e voltar para Gothland logo; ela falou afastando-se.
-...; Ele assentiu, não iria contrariá-la, talvez o que ela mais precisasse agora era ficar sozinha e colocar os próprios pensamentos em ordem.
-Se precisar de alguma coisa, não hesite em nos chamar; ele completou.
-...; Ela assentiu silenciosa, enquanto voltava para a arena junto dos demais.
III – Casa nova, vida nova.
Passou pela porta principal, deparando-se com uma larga sala, provavelmente aquela era a única entrada para o resto do templo e que dava acesso ao templo de Athena.
Respirou fundo, aquele templo parecia sem vida. Talvez o pior de tudo fosse que teria de permanecer ali durante um bom tempo; Filipe pensou.
-Esse é o templo de Peixes, cavaleiro? –Shaka falou, fazendo com que as luzes se acendessem.
A pedido de Eurin guiava o cavaleiro pela nova casa, já que a mesma simplesmente não conseguira passar de Áries, muito menos entrar novamente ali.
-Jura? –Filipe perguntou, sem esconder o sarcasmo na voz.
Shaka serrou os orbes de maneira perigosa. Garoto impertinente; ele pensou, tentando conter a vontade de jogá-lo em um dos infernos de Virgem.
-Venha por aqui; ele mandou, seguindo por um corredor que levava aos outros cômodos da casa. Em silencio Filipe o seguiu.
-Aqui é a anti-sala, seguindo por ali tem os quartos, a sua esquerda a cozinha e por ultimo o...; Shaka parou, vendo que estava praticamente falando sozinho, porque ao virar-se para trás, o cavaleiro havia sumido. –Mais essa; ele exasperou, procurando-o pela casa.
Encontrou-o nos fundos da casa, era um terreno coberto por pedras no chão, sem um pingo de vida e cor para mudar aquele cenário tétrico, a única coisa que chamava realmente a atenção ali, eram algumas estatuas de mármore representando algumas divindades como musas, faunos e fadas.
Interessante; ele pensou, depois de tanto tempo, um meio sorriso formou-se em seus lábios.
-Afrodite; Shaka chamou, mas foi ignorado.
O cosmo do pisciano acendeu-se, enquanto o mesmo fechava os olhos.
Aos poucos entre as pedras de concreto do chão, pequenos brotos verdes começaram a surgir, aos poucos preenchendo aquele lugar com grama. Sob o olhar espantado do virginiano, delicados galhos de roseiras foram surgindo por entre a gramada, subindo pela base das estatuas, envolvendo-as num abraço deixando os botões nascerem, como se fossem magicamente pintados ali, por um exímio artista.
-"Não é o Vale das Flores, mas quem sabe com isso eu possa suportar viver aqui até poder voltar pra você"; ele pensou, vendo em vários pontos do novo jardim rosas brancas, vermelhas e negras surgiam, formando o mais novo Jardim de Peixes.
Continua...
