Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Isadora é uma criação única e exclusiva minha para essa saga.
Boa Leitura!
Capitulo 16: Em cada solidão vencida eu desejava.
I – Surpresas.
Andava rapidamente pelas ruas, com a caixa nas mãos. Não sabia ao certo o porque daquela inquietação, apenas não se sentia bem depois de ouvir a resposta da jovem.
Ouviu alguém lhe chamar, mas não deu muita importância.
-Afrodite; Kamus chamou, mas o cavaleiro passou em disparada por si. –Estranho, o que deu nele? –o aquariano se perguntou, enquanto caminhava pela vila, em direção a loja de animais.
Olhou para os lados, certificando-se que nenhum conhecido estava por perto, antes de entrar.
-Bom dia moço; um garotinho o cumprimentou, vendo-o entrar.
-Bom dia; ele respondeu sorrindo. –Vim ver se chegou o que pedi?
-Espera ai, vou chamar meu pai; o garotinho de expressivos orbes castanhos falou, entrando correndo em uma portinha no fundo da loja.
Observou algumas gaiolas com vários cachorrinhos, outras com pássaros entre outras coisas como ração e potes, espalhados em prateleiras em outros cantos da loja.
-Kamus, que bom vê-lo; um rapaz apareceu, com o garotinho a seu lado.
-Como vai, Sebastian? –Kamus perguntou, o cumprimentando.
-Bem, veio buscar a encomenda? –Sebastian perguntou, vendo-o assentir. –Esta aqui. Creio que ela vai gostar; ele falou, dando a volta no balcão.
-Eu espero; Kamus falou, passando a mão nervosamente pelos cabelos.
-Aqui esta; o jovem de melenas negras falou, entregando a ele, um pequeno aquário, com cerca de seis peixinhos das mais diversas cores.
-Obrigado; ele agradeceu.
-Por nada, se precisar de alguma coisa, só vir aqui;
-Bom vou indo, antes que ela chegue em casa, depois volto pra buscar a ração; Kamus falou. Acenando rapidamente, despediu-se de Sebastian voltando para o santuário. - "Espero que ela goste"; ele pensou.
II – Primeiro Passo.
Ergueu a mão com a intenção de bater na porta, porém abaixou-a suspirando frustrado. Deu as costas para a porta com a intenção de retornar a seu templo;
-Aioros; a voz melodiosa da jovem de melenas lilases soou atrás de si, fazendo-o estancar surpreso.
-Ahn! Como vai Srta; ele falou, virando-se, viu-a parada na porta da biblioteca que agora jazia aberta.
-Já disse pra me chamar só de Saori, Aioros; Saori falou, o repreendendo, porém já imaginava que as coisas voltariam aparentemente ao normal depois do que acontecera em Escorpião há um mês atrás, que não podia nem reclamar; ela pensou, dando um imperceptível suspiro. –Não gosto de tanta formalidade; ela completou torcendo o nariz.
-...; O cavaleiro fitou-lhe com curiosidade, balançando a cabeça com um meio sorriso. –Se você quer assim; ele completou, intimamente aliviado por aos poucos aquela parede de gelo que ergue-se entre eles nas ultimas semanas estar desaparecendo. Agora não podia fazer nenhuma besteira e estragar tudo.
-Prefiro; Saori respondeu. –Mas você estava vindo para a biblioteca, queria falar comigo? –ela perguntou com a face levemente enrubescida.
-Ahn! Bem...; Aioros começou, com um sorriso sem graça, passando os dedos por entre os fios rebeldes. –Vim ver se você não queria dar uma volta; ele falou, enrubescendo levemente.
-Uhn! –ela murmurou, agora com a face em brasas.
-Bem, pensei que seria legal espairecer um pouco e sair de dentro dessa biblioteca; ele falou.
Saori pareceu hesitar, mas concordava com o cavaleiro, desde que o Grande Mestre viajara após o casamento, estava trabalhando incessantemente, mesmo depois que ele voltara, ainda continuara mantendo o mesmo ritmo.
-Obrigada pelo convite Aioros. Acho que realmente preciso sair daqui; ela respondeu, sorrindo.
-Sério? –o cavaleiro perguntou animado.
-...; Saori assentiu. –Uhn! Pode me dar um minuto? –ela pediu.
-Claro, vou esperar na sala central; ele falou, apontando o caminho.
Saori assentiu, indo para o quarto trocar de roupa. Não podia sair por ai com aquele vestido longo e chamar a atenção. O bom é que a ultima vez que sairá com Aishi para fazer compras, a amazona lhe obrigara a renovar o guarda-roupas e reduzir o numero de vestidos longos e brancos, os trocando por outras peças. Pelo menos isso ajudaria agora.
Entrou no quarto indo diretamente e direção ao guarda-roupas. Olhou criticamente para cada peça e correu colocar o que escolhera, não querendo deixá-lo muito tempo esperando;
-o-o-o-o-
Aioros debruçou-se sobre a guarda da sacada da sala central, avistando todos os templos abaixo. Suspirou, não acreditava que aquilo realmente estava acontecendo, pelo menos tinha a chance de mudar algumas coisas e quem sabe, tomar vergonha na cara e começar a agir, sem depender de ninguém.
-Aioros; a jovem deusa chamou, colocando a mão sobre o ombro dele.
-Uhn! –ele murmurou, virando-se.
Observou-a com um olhar devastador, Saori sentiu a face se incendiar.
O longo vestido fora substituído por uma calça de cintura baixa caqui e um tomara-que-caia preto, deixando amostra a curva da cintura e colo. Nos pés apenas um par de tênis comum, nada sofisticado.
Os longos cabelos lilases foram arrumados em um alto rabo de cavalo deixando apenas alguns fios soltos. Os lábios jaziam levemente rosados e o cheiro de alfazema chegou a suas narinas lhe embriagando.
Se não a conhecesse diria apenas que era uma garota comum. Lindamente comum; ele concluiu em pensamentos.
-Podemos ir? –ela perguntou com cautela, com a face corada.
-Ahn! Claro que sim; Aioros respondeu, caminhando até ela com um doce sorriso. –Vamos; ele falou lhe estendendo o braço.
-...; Saori assentiu, enlaçando-lhe pelo braço. Sentia-se estranha com Aioros, hesitante de mais diante de alguém que convivera a tempo de mais para conhecer tão bem, porém não podia simplesmente ignorar o que acontecera no aniversario do leonino, mas isso agora não dependia mais dela.
Desceram as escadarias num silencio constrangedor, cada um perdido em seus próprios pensamentos.
-E ai Aioros; Milo lhe cumprimentou, acabando de chegar em seu templo.
-Como vai Milo? –Saori perguntou, calmamente.
-Bem; ele respondeu, mas parou olhando para a jovem dos pés a cabeça, um olhar que fez com que Saori quisesse se esconder atrás de Aioros. –Ahn! Saori? –Milo perguntou com cautela.
-Eu mesma, Milo, algum problema? –ela perguntou com a voz firme, porém temendo uma resposta.
-Não; o cavaleiro respondeu com calma. -Mas seu cabelo ficou legal assim; ele completou apontando-lhe o rabo de cavalo.
Saori e Aioros observaram o cavaleiro com uma gotinha escorrendo na testa. Esperavam qualquer coisa dele, menos aquilo tão... Tão inexplicável.
-O que foi? –Milo perguntou vendo Saori e Aioros com a sobrancelha arqueada.
-Milo, você esta bem? –Saori perguntou com cautela, aproximando-se do cavaleiro e colocando a mão sobre sua testa.
-Estou porque? –ele perguntou confuso.
-Ahn! Nada não; Saori respondeu se afastando. Não conseguira entendê-lo, não adiantava tentar; ela concluiu.
-Então já vou indo, bom passeio para vocês... E juízo; ele completou com um sorriso malicioso e foi para dentro de seu templo.
-Esse Escorpião não tem jeito; Aioros falou com uma veinha saltando na testa.
-Deixa ele; Saori falou calmamente, embora a face rosada estivesse bem longe de dizer que ela estava calma.
-Vamos então; ele falou, enquanto eles continuavam a descida, num clima bem mais ameno.
III – Chaves.
-Que estranho; Isadora murmurou, olhando para um molho de chaves que tinha em mãos.
Enquanto estava terminando de guardar as ultimas coisas nos armários e varria o chão, encontrou caindo em baixo de uma das prateleiras, um molho de chaves, com um nada discreto chaveiro em forma de peixe palhaço.
-Uhn! Depois eu vejo de quem é; ela murmurou guardando-o em uma gaveta do armário branco, enquanto continuava o que fazia, mas parou, ouvindo a porta abrir-se rapidamente.
Virou-se curiosa, ao ver o cavaleiro de Peixes entrar apressado com a caixa que levara mais cedo ainda em mãos.
-Afrodite; ela falou surpresa.
Ele assentiu ofegante, esquecendo completamente dos motivos que o fizeram sair de lá tão rápido.
-Ahn, vou pegar um copo de água pra você; Isadora falou, com uma gotinha escorrendo na testa.
Assentiu agradecendo-a intimamente. Lá fora o calor estava insuportável. Olhou para todos os lados, encontrando quatro cadeiras de vime num canto mais livre da floricultura e sentou-se. Lembrando-se que fora chegar em seu templo e colocar as mãos dentro do bolso da calça, notara que a chave não estava lá e o templo fora trancado.
Correra o vilarejo todo procurando as chaves e lembrara-se que poderia ter deixado cair ali.
-Toma; Isadora falou, entregando a ele o copo com água gelada.
Por um milésimo de segundo, seus dedos tocaram a pele acetinada da jovem. Instintivamente ergueu os orbes, deparando-se com o olhar calmo da jovem, porém com a face levemente enrubescida.
-Obrigado; ele balbuciou. Viu-a assentir, enquanto sentava-se na outra cadeira de vime a sua frente.
-Aconteceu alguma coisa? –Isadora perguntou, vendo-o tomar a água num gole só.
-Perdi as chaves de casa; Afrodite respondeu, colocando o copo vazio sobre uma pequena mesinha de vidro no centro das quatro cadeiras.
-Ahn! Por acaso elas estão num chaveiro de peixe palhaço? –Isadora perguntou, curiosa.
-Eu disse pra Aaliah procurar outro chaveiro, mas ela me ouve; ele resmungou com uma veinha saltando na testa, mas parou ouvindo o riso suave e cristalino da jovem.
-Desculpe, mas você precisava ver a sua cara; Isadora brincou, balançando a cabeça levemente para os lados.
-Uhn! –ele murmurou, com um olhar aparvalhado.
-Agora de pouco encontrei as chaves e ia procurar o dono, quando você chegou; ela comentou, parando de rir. –Espera ai, vou pegá-las para você; a jovem falou, se levantando.
Acompanhou-a com o olhar. Vendo-a dar a volta no balcão de vidro, abrindo uma das gavetas do armário branco e tirando as chaves, como o nada discreto peixe palhaço.
Balançou a cabeça levemente para os lados. Era melhor parar de pensar. Viu a jovem prepara-se para voltar até onde estava, quando o telefone tocou.
-Alô; Isadora falou, atendendo ao telefone com um doce sorriso.
Não foi capaz de impedir que seus olhos recaíssem sobre os lábios rosados. Perguntando-se se toda vez que ela falava ao telefone tinha aquele sorriso.
-Claro, pode passar daqui uns vinte minutos que estará proto; ele a ouviu dizer, enquanto anotava algumas coisas em um bloquinho de papel. –Até logo; Isadora completou, desligando ao telefone.
-Algum problema? –ele perguntou curioso.
-Não, um rapaz que estava encomendando um buquê de flores, parece que o casamento é à noite e o outro buquê foi extraviado; ela respondeu, entregando a ele as chaves.
-Obrigado; Afrodite respondeu, levantando-se.
-Por nada; Isadora respondeu sorrindo.
-Bom já vou indo, não quero tomar mais do seu tempo; ele falou, pretendendo ir, embora estranhamente desejasse ficar. Isso lhe confundia; Afrodite pensou.
-Imagina, to aqui a toa mesmo, não se preocupe; ela respondeu, caminhando até o balcão de vidro.
-Mas e o buquê, não tem de fazê-lo? –Afrodite perguntou, curioso, aproximando-se.
-É rápido, se não se importar poderíamos conversar, o que acha? –Isadora sugeriu.
-Claro; o cavaleiro respondeu, prontamente.
Viu-a dar-lhe as costas por um momento, enquanto abria uma das gavetas brancas para retirar uma tesoura.
-O buquê é do que? –Afrodite perguntou, observando-a atentamente.
-Rosas; Isadora falou, indo até o estoque.
Afrodite observou-a sumir de suas vistas. Olhou a sua volta, sentindo um cosmo diferente se manifestar, não conhecia aquele cosmo, mas de alguma forma nem a origem dele conseguia saber qual era;
-Príncipes negros; Isadora se corrigiu, voltando com um vaso cheio de rosas e botões, colocando-o sobre o balcão.
-Uhn? –Afrodite murmurou, voltando-se para ela.
Franziu o cenho ao ver as rosas, mas o que mais lhe chamou a atenção foi que o cosmo que sentira sumira no momento que a jovem chegara.
-"Estranho"; ele pensou.
-Afrodite; Isadora falou, passando a mão na frente dos olhos dele.
-O que foi? –o pisciano perguntou, piscando confuso.
Viu a jovem com uma das mãos apoiada sobre o balcão, enquanto a outra jazia em frente a seus olhos. Instintivamente colocou a mão sobre a dela, abaixando-a lentamente, deparando-se com um par de intensos orbes rosados a lhe fitar com confusão.
–Seus olhos são lindos; ele sussurrou, delicadamente puxando a jovem para mais perto de si.
-Uhn? –ela murmurou, corada.
Sentiu a respiração quente chocando-se contra sua face, que ficou ainda mais corada. Instintivamente, ambos serraram os orbes, tornando a aproximação inevitável.
O sininho da porta tocou, fazendo-os afastarem-se rapidamente. Um rapaz entrou correndo, com os cabelos desarrumados, uma gravata pendendo no pescoço e alguns botões da camisa por fechar.
-Isadora; ele chamou, aflito.
Afastaram-se rapidamente, constrangidos pelo que quase ocorrera.
-Oi; ela falou, chamando a atenção do rapaz.
-Me desculpa, eu sei que você disse pra vir daqui a vinte minutos, mas a Alicia ta surtando, dizendo que não vai mais casar se não tiver o buquê logo; o rapaz falou desesperado.
-Só um minuto, eu já o termino; Isadora falou calmamente, como se já estivesse acostumada com esse tipo de situação. Terminou de arrumar as coisas em cima do balcão para finalmente montar o buquê.
De soslaio viu Afrodite sentar-se novamente na cadeira de vime, assoprando insistentemente a franja azulada, com cara de quem queria matar alguém. Com a face enrubescida, tentou concentrar-se no que tinha de fazer.
Mesmo sentindo o olhar insistente do cavaleiro sobre si, procurou montar o buquê da forma mais rápida que pode. Ao termino, colocou-o em uma caixa comprida e transparente, passando uma fita vermelha em volta da mesma, fazendo um grande laço, finalizando o pacote.
-Proto; Isadora falou, entregando a caixa para ele.
-Obrigado mesmo, desculpe por te fazer correr; o noivo desesperado falou.
-Imagina, qualquer coisa que precisar só vir aqui; ela falou sorrindo, o acompanhando até a porta. –Boa sorte;
-Obrigado; ele falou, despedindo-se com um aceno e saindo praticamente correndo.
Suspirou cansada, dessa vez batera seu próprio recorde. Fora muito rápida; ela pensou, dando alguns passos para o meio da loja, voltou-se para a direção das cadeiras de vime, mas franziu o cenho ao vê-las vazias, será que ele fora embora sem que o visse? –ela se perguntou, intrigada.
-Isadora;
Estancou, sentindo o corpo estremecer levemente ao ouvir uma voz suave, porém segura, sussurrar-lhe ao pé do ouvido. Virou-se lentamente na direção da voz, deparando-se com os orbes incrivelmente azuis do cavaleiro lhe fitando.
-Uhn; ela murmurou.
-Ahn! Acho que já vou indo; Afrodite falou, apontando para a porta.
Entreabriu os lábios para responder, quando o cavaleiro saia quase em disparada dali. Sentiu uma gotinha escorrer em sua testa. O que deu nele? –ela se perguntou.
Balançou a cabeça levemente para os lados, era melhor não tentar entender. Caminhou novamente para o balcão, a fim de guardar as coisas que usara, quando notou em cima do mesmo a chave com o chaveiro de peixe palhaço e sobre a mesa de vidro entre as cadeiras de vime a caixa.
-"Ele esqueceu tudo aqui de novo"; Isadora pensou, arqueando a sobrancelha descrente. Voltou-se para olhar o relógio na parede. –"Seis horas, bem, já que não tem outro jeito"; ela concluiu, dando de ombros. Abrindo o armário para pegar sua bolsa e a chave da loja.
Aproximou-se do balcão pegando a chave do cavaleiro e a caixa. Guardando a chave na bolsa, apagou as luzes da floricultura, trancou as janelas e portas. Dando seu dia por encerrado.
-o-o-o-o-
Chegou em casa correndo, o que dera em si pra ajudar daquela forma? Estava pior que um garoto que mal sairá da puberdade, desde quando estava agindo assim? –ele se questionou, passando a mão nervosamente pelos cabelos. Levou a mão ao bolso a fim de pegar as chaves, quando fechou os olhos, encostando a testa sobre a madeira fria.
A esquecera de novo na floricultura, mas não fora só isso que deixara pra trás. A caixa com as coisas de Aaliah também havia ficado.
-Droga; ele resmungou.
-Algum problema Afrodite? –Milo perguntou, aproximando-se, vendo o cavaleiro com ar desolado.
-As chaves de casa; ele balbuciou.
-Uhn? –Milo murmurou, porém parou, entendendo a que ele se referia. –Você perdeu as chaves, quer ajuda pra procurar?
-Não precisa, eu já sei onde estão; Afrodite respondeu num resmungo.
-Então; Milo falou, esperando-o continuar.
-Esqueci na floricultura; ele falou, afastando-se indo em direção as escadas, para o templo de baixo.
-Aonde vai?
-Vou buscá-las; Afrodite respondeu, como se fosse obvia.
-Acho que não, há essas horas a Isa já deve ter ido embora; o cavaleiro falou, vendo-o estreitar os orbes de maneira perigosa, mas ficou sem saber se era pelas chaves ou pela forma que se referira a jovem.
-Droga; o pisciano resmungou, sentando-se nos degraus de seu templo com ar cansado.
-Hei, calma cara. Se quiser posso te levar na casa dela para pegar as chaves, acho que ela deve ter achado e lavado pra lá; Milo falou, colocando a mão sobre o ombro dele, como sinal de compadecimento.
Antes que pudesse responder, ambos viram a jovem de melenas verdes surgir nas escadarias, poucos degraus abaixo com Mú e Celina.
-Muito obrigada Mú; Isadora falou sorrindo. –Não seria nada fácil subir tudo isso; ela brincou, com um olhar desesperado, só de pensar na possibilidade.
-Por nada; Mú respondeu, com o habitual ar pacifico. –Bom vamos indo Celina; ele falou.
A jovem assentiu, enquanto os dois, cumprimentavam os cavaleiros rapidamente e desapareciam rumo ao ultimo templo.
Isadora voltou-se para os dois que tinham um olhar curioso sobre ela. Sentiu a face aquecer-se, mas continuou a subir os degraus.
-Você esqueceu as chaves e a caixa na loja; ela falou, voltando-se para o Afrodite.
-Nossa, estávamos falando disso agora; Milo falou, vendo o cavaleiro levantar-se. –A gente já tava pra ir lá na sua casa buscar as coisas;
-Como? –Isadora perguntou surpresa.
-Ahn! Obrigado por me trazer as coisas; Afrodite falou, cauteloso. Mantendo-se completamente atento ao comportamento dos dois.
-Imagina, aqui esta; ela falou, entregando a caixa, enquanto abria a bolsa pra procurar as chaves.
-Hei Isa, o que acha de ir lá em casa, peguei alguns filmes, não quer assistir? –Milo perguntou, vendo um olhar de esguelha do cavaleiro sobre si e engoliu em seco, Afrodite estava estranho demais. –E você Afrodite, não quer vir com a gente?
-Achei; Isadora falou, encontrando as chaves. –Você disse algo Milo? –ela perguntou, voltando-se para ele, enquanto entregada a Afrodite as chaves, sem prestar a atenção ao que Milo falara antes.
-Se você quer ir assistir um filme com a gente lá em casa, até o Afrodite vai; ele falou, com um olhar angelical, como se impedisse qualquer recusa.
-Vou? –Afrodite perguntou, arqueando a sobrancelha.
-Claro que sim; Milo falou, com um olhar sugestivo. –Então Isa, vem com a gente?
-Tudo bem; Isadora falou dando de ombros. –Mas qual o filme? –ela perguntou desconfiada.
-Casa Nova; ele respondeu, com um sorriso maior que o do gato da Alice no país das maravilhas.
-Porque isso não me surpreende; os dois falaram juntos, voltando-se um para o outro, com um olhar curioso.
-Vamos então; Milo falou, puxando Afrodite e Isadora, cada um por um braço para literalmente impedi-los de fugir.
-Mas...; Afrodite pretendia dizer que ia passar em casa primeiro, mas o cavaleiro não deixou.
-"Vai ser uma noite longa"; Afrodite e Isadora pensaram, enquanto eram arrastados a Escorpião por um Milo extremamente impaciente e cheio de segundas, terceiras e quartas intenções.
Continua...
Domo pessoal
Mais um capitulo chega ao fim e as coisas só estão começando. Sinceramente espero que tenham gostado do capitulo e antes de ir, agradeço de coração a todos os comentários e o grande apoio. Valeu mesmo pessoal
Kisus
Já ne...
