Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Isadora, Aishi, Ilyria e Celina são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.
Boa Leitura!
Capitulo 17: Um reencontro com teu corpo abrigo.
I – Amigas Mulheres ou Mulheres Amigas?
Onde estava com a cabeça para se deixar arrastar para o templo de Escorpião daquela forma, pelo artrópode de rabo torto. Ah claro, é melhor não comentar os motivos; ele pensou, dando um suspiro cansado.
-Fiquem á vontade; Milo falou, ao entrarem no templo, chamando a atenção do cavaleiro.
Afrodite assentiu. Viu Milo falar algo sobre ir buscar o filme no quarto e sair. Entrou na sala, indo em direção ao sofá, mas aparou, vendo uma cúpula de cristal em uma mesinha no canto da sala, mas o mais curioso era o fato de haver uma rosa azul ali dentro, envolta em uma luz azulada que brilhava intensamente.
Respirou fundo, precisava urgente de um inseticida matador de Escorpião, cada uma que Milo lhe arrumava; Isadora pensou, enquanto tirava as sandálias, podendo ficar mais confortável ao pisar sobre o tapete felpudo.
Voltou-se para o cavaleiro e engoliu em seco, ao vê-lo em frente à cúpula de cristal. Com passos lentos para não chamar a atenção, foi em direção a cozinha. Encostou-se na pia, enquanto pegava um copo de água, precisava se acalmar, se ele só havia visto aquilo agora, provavelmente não havia associado nada com o passado; ela tentou se convencer.
-Já achei; Milo falou entrando na sala, mas parou, vendo o cavaleiro em frente à cúpula de cristal. –Afrodite; chamou com cautela.
-Uhn? –o cavaleiro murmurou, voltando-se para ele, viu Milo fitando-lhe curiosamente. –Ahn! Muito bonita essa rosa; ele comentou.
-Perfeita, eu diria; o Escorpião falou, sem se abalar com a descoberta do cavaleiro. Havia esquecido completamente que havia colocado a cúpula na sala, agora entendia o porque de passar pela cozinha e ver Isadora praticamente escondida lá dentro.
-Aonde a arrumou? –Afrodite perguntou curioso.
-Ganhei de uma amiga; Milo respondeu, enquanto dirigia-se ao DVD pra colocar o filme.
-Amiga? –o cavaleiro falou, com certo sarcasmo. –Desde quando você tem amiga mulher, Milo?
-E eu sou o que por acaso? –Isadora perguntou seca, lançando um olhar envenenado ao cavaleiro, mantendo-se encostada no batente da porta.
-Como? –Afrodite perguntou, engolindo em seco.
-Ahn! Isa vêm sentar, o filme já vai começar; Milo falou prontamente, antes que os dois se atracassem ali.
Isadora aproximou-se do sofá para sentar, mas puxou rapidamente o Escorpião, fazendo-o ficar entre ela e Afrodite, se não possivelmente acertaria a cabeça do cavaleiro pelo comentário prepotente.
Uma nuvem de tensão instaurou-se entre eles. Milo engoliu em seco, não era nem doido de tentar apaziguar as coisas, sendo bom conhecedor do temperamento de Isadora, sabia o quanto isso poderia ser perigoso.
O filme começou, aos poucos o clima tenso foi aliviando, dando lugar as gostosas risadas tiradas dos três com as confusões armadas pelo conquistador de Veneza.
-Droga, esqueci a pipoca; Milo falou, dando um leve tapa na testa, levantou-se rapidamente, indo pra cozinha.
-Milo esp-...; Isadora foi falar, porém ele já havia sumido no corredor. Voltou-se para o cavaleiro que lhe fitava com curiosidade, estreitou os orbes de maneira perigosa, virando-se para o outro lado.
-Isadora; Afrodite falou, cauteloso.
-O que quer? –ela perguntou seca, cruzando os braços na frente do corpo, o ignorando.
-"Eu e essa minha boca grande"; ele pensou, recriminando-se pelo que falara mais cedo, mas também, eles não ajudavam em nada agindo daquela forma como se fossem um lindo casal feliz; ele pensou, sem conseguir evitar o sarcasmos, ficando emburrado. –Me desculpe; Afrodite falou quase num sussurro.
-Uhn! Disse algo? –Isadora perguntou, arqueando a sobrancelha.
-...; Afrodite voltou-se para ela, respirando fundo, ela realmente o faria repetir isso. –Me desculpe se lhe ofendi-...;
-Realmente, ofendeu; ela o cortou, seca.
-Bem, eu...; Ele murmurou, surpreso pela resposta direta.
-Afinal, qual é o problema se somos amigos ou não? –Isadora continuou, visivelmente irritada. –Esse conceito machista de que homens e mulheres não podem ser amigos se não tiver uma segunda intenção no meio, é patética; ela vociferou.
-Mas se tratando de Milo de Escorpião é sempre bom ficar com um pé atrás, não acha? –Afrodite rebateu sarcástico, sem entender ao certo o porque de estar tão incomodado com o rumo daquela conversa.
-Não, não acho; a jovem falou, voltando-se para ele com um brilho perigoso no olhar que o fez encolher-se no banco. –Não deveria julgar as pessoas sem conhecê-las;
-E você acha que não conheço o Milo? –Afrodite falou indignado.
-Porque faz perguntas das quais já sabe a resposta? –Isadora rebateu.
Afrodite serrou os orbes de maneira perigosa. Viu-a se levantar, pegando a bolsa e as sandálias que estavam no chão e estranhou.
-Aonde vai?
-Avisa o Milo pra mim que vou pra casa, já esta tarde; ela falou, encaminhando-se para a saída.
-Isadora; Afrodite chamou, indo atrás dela, porém a jovem não parecia nem um pouco disposta a parar. Não queria que ela fosse embora, apenas, não suportava a defesa veemente que ela fazia em cima do cavaleiro como se o conhecesse a mais tempo do que qualquer um ali.
Saíram do templo a passos rápidos, sem ver que seu guardião acabara de chegar.
-Estranho, cadê os dois? –Milo se perguntou, com um pote imenso de pipoca nas mãos. –Vai entender, eu hein; ele murmurou, dando de ombros e tornando a sentar-se no sofá para terminar de ver o filme, sentia o cosmo dos dois próximos um do outro, não faria mal deixar o circo pegar fogo um pouco; ele concluiu, com um meio sorriso nos lábios.
-Milo; a voz de Aishi soou na mente do cavaleiro.
-Aishi?
-Poderia subir ao ultimo templo, gostaríamos de falar com você?
-Algum problema?
-Não, apenas algumas coisas que precisamos resolver com você; a amazona respondeu, calmamente.
-Tudo bem, já estou indo; Milo avisou. Sentiu o cosmo da amazona desaparecer rapidamente. –Estranho, será que eles estão em reunião? –ele se perguntou, ao lembrar-se que ela falara no plural. –"Bem, é melhor eu ir logo";
-o-o-o-o-
-Isadora, por favor, espera; Afrodite chamou, pela vigésima vez, desde que começaram a descer os templos.
Já estavam chegando a saída dos templos, passando por Áries, quando ela resolveu por fim parar;
-O que quer?
-Bem...; Ele começou, hesitante.
-Isadora, algum problema? –Mú perguntou ao ver a jovem parecia tensa. Estava chegando em seu templo, mas parou ao vê-la ali. –Esta indo pra casa?
-Estou; a jovem respondeu, abrandando o olhar.
-Esta um pouco tarde, quer que eu te leve pra casa? –ele se ofereceu.
-Não; Afrodite respondeu pela jovem.
-O que? –os dois perguntaram, voltando-se para ele. o ariano parou, só agora notando que ela não estava sozinha.
-Ahn, bem... Não precisa se preocupar Mú, deixa que eu levo a Isadora pra casa; Afrodite falou.
-Tudo bem, então; o ariano falou, dando um rápido 'boa noite' e entrando em seu templo.
-Espera Mú; ela o chamou, mas o cavaleiro já havia sumido no largo corredor. Voltou-se furiosa para o cavaleiro. –Que idéia foi essa?
-...; Afrodite engoliu em seco, não sabia o porque de ter agido daquela forma, ou porque pela primeira vez em muito tempo, ficara irritado com as gentilezas do ariano, mas não ia admitir isso tão facilmente, era obvio.
-Não precisa se incomodar, eu posso ir muito bem sozinha; Isadora falou, dando-lhe as costas e descendo as escadas.
-Isadora, por favor; ele falou, nunca rápido movimento aproximou-se, segurando-lhe delicadamente pelo pulso, porém impedindo-a de continuar.
A jovem voltou-se cautelosa para atrás...
-Se não pode me desculpar por ter lhe ofendido, por favor, pelo menos me deixe te acompanhar até em casa, é muito perigoso andar sozinha há essas horas; Afrodite falou, com um olhar brando, que a impedia de recusar.
-Está bem; ela falou, dando um suspiro derrotado, desvencilhando-se do toque dele e se afastando.
Afrodite suspirou aliviado, enquanto apressava o passo para acompanhar a jovem que estava distanciando-se rapidamente.
II – Clube da Luluzinha.
O terraço do ultimo templo parecia bastante movimentado, isso porque as garotas haviam resolvido se reunir, literalmente expulsando seus respectivos cavaleiros de lá.
-Alguém precisa tomar uma atitude; Shina comentou, impaciente.
-Olha, a julgar pela situação, é complicado; Ilyria ponderou.
-Mas mãe se for assim não dá, eles são complicados de mais; Celina falou, torcendo o nariz em desagrado.
-Celina, entenda uma coisa. Homens não são nem um pouco práticos, demora pra cair à ficha e quando cai a conexão é discada; Marin brincou.
-Se o mano te ouvisse falar isso; Litus falou, rindo da comparação feita por ela.
-Só estou sendo realista; a amazona falou, dando de ombros.
-Mas nesse ponto a Marin esta certa, do jeito que as coisas andam, eles não vão precisar de um empurrãozinho, vão precisar de um chute; Yuuri falou.
-Você ta pegando uns tiques estranhos do Mascara da Morte, sabia? –Shina comentou, com a sobrancelha arqueada. Notando que essa era mais uma atitude do canceriano do que dela.
-O que quer dizer com isso? –ela perguntou, com os orbes serrados para a amazona.
-Meninas, precisamos discutir outras coisas aqui; Aishi falou, tentando apaziguar a situação.
-Puff; as duas resmungaram.
-o-o-o-o-
-O que vocês acham que elas estão tramando? –Shion perguntou, enquanto espiava por uma frestinha na porta que leva ao terraço.
-Eu não sei, mas que vai sobrar pra gente no final vai; Kamus respondeu, acomodando-se em um dos sofás da grande sala.
-Como pode ter tanta certeza assim? –Shura perguntou interessado.
-Sejamos lógicos; Saga começou, antes que o aquariano falasse. –Quem esta lá em cima?
-Marin, Yuuri, Aishi, Ilyria, Shina, Celina, Saori e Litus; Aiolia respondeu, acomodando-se melhor no sofá em que estava, ao lado de Aioros.
-Então seja lógico meu caro, quando elas se reúnem sempre sobra pra gente; Saga respondeu, como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
-E ai pessoal, reunião por aqui; Milo falou, entrando no templo principal.
-Não; Aiolia respondeu emburrado. –Fomos colocados pra fora da reunião pelas garotas;
-...; Milo arqueou a sobrancelha. –Estranho;
-O que? –Shion perguntou.
-Aishi acabou de me mandar subir pra reunião, pensei que vocês também estavam participando; Milo comentou, mas parou, sentindo a temperatura abaixar. –Ahn, acho melhor eu ir indo; ele falou, dando alguns passinhos para trás.
-Auto lá, Escorpião; Shura berrou, levantando-se.
-Eu juro que dessa vez eu sou inocente; ele falou, engolindo em seco, ao ver aquele monte de cavaleiros se aproximando com olhares nada amigáveis.
-Eu sabia que elas estavam tramando alguma coisa, mas o que o Milo tem haver com isso? –Saga se perguntou.
-Vamos fazer assim? –Guilherme falou, com um sorrisinho de gelar a alma.
-O que tem em mente? –Kamus perguntou interessado.
-Ele vai lá em cima, ouve o que elas têm pra falar e se não quiser ir parar na Encosta de Yumotsu vai voltar aqui e contar pra gente o que aconteceu; ele completou.
-Você me dá medo, sabia? –Milo perguntou, tão branco quanto papel, ainda mais ao ver os outros assentirem, concordando com a idéia do canceriano.
-Isso mesmo, agora vai logo, antes que elas desconfiem; Shion falou, empurrando-o para o caminho que levava ao terraço.
-Até o Sr Mestre? –o cavaleiro perguntou, surpreso.
-Detalhes; Shion falou, gesticulando displicente.
-Mas...; Milo não teve tempo, foi empurrado para o terraço e antes que pudesse falar algo, a porta fechou-se. –"Eu hein, povo doido"; ele pensou, enquanto subia as escadas, deparando-se com as garotas lhe esperando.
-Algum problema Milo? –Aishi perguntou, ao vê-lo hesitar em se aproximar.
-Ahn Aishi, tem certeza de que só eu tenho de estar aqui, tipo, eu posso chamar o Kamus se quiser? –ele sugeriu, apontando para a escada, como se estivesse prestes a sair correndo.
-Não se preocupe Milo, se fosse pra ele estar aqui eu mesmo chamaria; ela falou calmamente. –Mas é com você que precisamos conversar;
-Eu? –ele perguntou, suando frio.
-Acalme-se Escorpião, não pretendemos te matar... Ainda; Yuuri falou, com um meio sorriso.
-Alguém já te falou, que esses tiques que você anda pegando do Mascara da Morte dão medo? –ele perguntou, aproximando-se cauteloso de Aishi, que aparentemente era o único local seguro para si.
Yuuri serrou os orbes de maneira perigosa, ao ouvir o riso divertido das outras garotas.
-Milo, creio que eles te mandaram contar o que ouvisse aqui quando saísse não é? –Ilyria perguntou, calmamente.
-...; Ele assentiu. –Não sei o que vocês pretendem, mas até o Grande Mestre ta desesperado lá embaixo; ele completou.
-Nossa, como o papai é curioso; Celina comentou, vendo Ilyria balançando a cabeça levemente.
-Teimo você quer dizer, Shion tem mania de querer que a gente tenha paciência, mas isso realmente não se aplica a ele; Ilyria falou, sentando-se em um dos bancos do terraço.
-Mas, o que vocês querem comigo? –Milo perguntou.
-Milo, é uma coisa muito séria e que precisamos da sua ajuda; Marin começou.
-Minha ajuda; ele balbuciou, tentando absorver o que elas falaram.
-Ahn! Essa é à parte que vocês falaram que cai a conexão? –Celina perguntou, vendo as amazonas abafarem o riso.
-O que quer dizer com isso? –Milo perguntou, confuso.
-Isso não é importante agora; Shina falou. –Mas diz logo pra ele Aishi;
-Vamos lá então; a amazona falou.
Formando um grande circulo no centro do terraço, ela começou a explicar tudo o que precisariam fazer e aonde o cavaleiro se encaixava nos planos recém traçados, enquanto o grupo de cavaleiros espremiam-se desesperados na porta, tentando ouvir alguma coisa.
III – Não tão diferentes.
A nuvem de tensão entre eles aos poucos foi baixando, enquanto entre monossílabos e pequenos balbuciares eles começavam a comunicar-se novamente.
-Como era viver no Brasil? –Afrodite perguntou, curioso.
-Muito bom, o tempo que vivi em Holambra foi incrível, a primavera lá é maravilhosa, acho que só tem como comparar com Amsterdã; ela comentou.
-Viveu muito tempo em Holambra?
-Não, apenas um ano, depois me mudei para Campos do Jordão; Isadora respondeu. –Mas e você?
-O que? –ele perguntou, surpreso.
-Você não é grego? De onde veio? –Isadora perguntou casualmente.
-Sou de Visby, Suécia; Afrodite respondeu.
-Ouvi dizer que Visby é conhecida como a cidade das Flores; ela comentou.
-É, um lugar incrível a qualquer época do ano; ele comentou, com o olhar perdido.
Isadora entreabriu os lábios, como se fosse dizer algo, mas parou, vendo que já haviam chegado.
-Chegamos; ela falou, tirando-lhe de seus pensamentos.
-Uhn! –ele murmurou, piscando confuso, mas viu que haviam parando em um sobrado numa das vilas próximas ao centro de Atenas.
Era uma casa bonita. A fachada era pintada de um amarelo clarinho, com um jardim e varias plantas enfeitando o local.
-Ahn! Obrigada por me acompanhar; ela falou, ao terminar de abrir o portão.
-Por nada, mas me desculpe mais uma vez; Afrodite falou.
-Não se preocupe, pelo menos isso serviu pra você aprender que nem todos têm a mesma opinião que a sua sobre a mesma pessoa; Isadora respondeu, com um doce sorriso.
-"Que direta"; ele pensou, apenas assentindo.
-Bom, é melhor eu entrar; ela falou, apontando para o portão aberto, mas sem se mover.
-Eu também tenho de ir; Afrodite respondeu, porém estranhamente não conseguia mover um milímetro o pé do chão.
Os dois engoliram em seco, não entendendo o porque daquela reação que os impedia de simplesmente fazerem algum movimento, ou ação de que indicasse que um dos dois seria o primeiro a ir. Afrodite deu um passo a frente observando-a com um olhar intenso, aproximando-se da jovem que não fez menção de se afastar.
-Isadoraaaaaaaaaaa; alguém chamou, fazendo-a afastar-se rapidamente.
-Quem é? –Afrodite perguntou, ao ouvir que o chamado vinha de dentro da casa.
-É o Donatelo, meu lourinho; ela respondeu, num tom carinhoso de voz.
-Ah sim; ele murmurou, um tanto quanto decepcionado.
-Nossa, você nem imagina como foi difícil trazê-lo do Brasil; Isadora comentou, sem notar o ar amuado dele. –Ainda mais porque é muito difícil levar esse tipo de animal pra fora do país;
-Como? –Afrodite perguntou confuso, ela estava falando de uma pessoa ou um animal? –ele se perguntou.
-É porque existe muito contrabando de aves e a marcação é serrada quando alguém tenta sair com uma ave dessas pra fora do país, mesmo tendo licença; Isadora continuou.
-Ahn! De quem exatamente você esta se referindo? –Afrodite perguntou, visivelmente confuso.
-Do Donatelo, meu lourinho; ela falou, como se fosse a coisa mais obvia do mundo. –Papagaio; a jovem falou, notando que ele não entendera o termo.
-Um papagaio; Afrodite balbuciou, só agora dando-se conta do que ela estava se referindo o tempo todo. Estranhamente sentiu-se aliviado ao confirmar que era uma ave e não outra coisa.
-Bom o Donatelo ta me chamando, ele ficou trancado aqui o dia todo, é melhor eu ir; Isadora falou, chamando-lhe a atenção.
-...; Afrodite assentiu.
-Boa noite; ela falou, aproximando-se e dando-lhe um rápido beijo no rosto antes de acenar e entrar.
-Bo-a noi-te; ele falou, vendo-a entrar em casa, com um olhar aparvalhado.
Viu as luzes da casa acenderem-se quando ela entrou, afastou-se lentamente, lançando um ultimo olhar, antes de voltar para o santuário.
-o-o-o-o-
-Então, entendeu ou precisa que expliquemos de novo? -Shina perguntou, impaciente.
-Entendi perfeitamente, podem contar comigo; Milo falou animado.
-Ótimo; Saori falou. –Mas tem mais uma coisa;
-O que? –o cavaleiro perguntou.
-Você não pode descer agora lá, então, vamos ter de te mandar para Escorpião direto; ela falou.
-Mas e eles? –Milo perguntou, ficando branco.
-Deixa que com eles a gente se acerta, o importante é colocarmos em pratica tudo que foi resolvido; Aishi falou.
-Então, está certo; Milo falou, dando de ombros.
Minutos depois o cavaleiro surgia em seu templo, porém outros cavaleiros teriam uma grande surpresa.
Em vez de descerem as escadas, transportaram-se para a sala central com telecinese. Arquearam a sobrancelha ao ver a estranha cena de todos os cavaleiros com o ouvido colado a porta, tentando ouvir a possível conversa. Aos poucos a temperatura começou a baixar.
-Hei Kamus, abaixa esse cosmo; Shura reclamou.
-Não sou eu; o cavaleiro respondeu confuso.
-Abaixa logo esse cosmo, vai nos matar de frio assim; Guilherme ralhou.
-Já disse que não sou eu; Kamus se defendeu.
-Mas se não é você, quem é então? –Aiolia perguntou.
Com uma gotinha de suor escorrendo na testa, cada um virou-se, deparando-se com o olhar nada amigável das garotas.
-É melhor que tenham uma boa explicação pra isso; Aishi falou, pausadamente.
-Ma petit, eu posso explicar; Kamus começou.
A amazona arqueou ainda mais a sobrancelha, nem um pouco convencida de que ele fosse capaz realmente de explicar.
Continua...
Domo pessoal
Mais um capitulo chega ao fim, sinceramente espero que tenham gostado. Antes de ir, agradeço a todos que acompanham essa fic e ainda perdem um pouco de seu tempo comentando. Valeu mesmo.
Até a próxima
Kisus
Já ne...
