Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem. Apenas Isadora, Mia, Aishi e Donatelo são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.


Boa leitura!


Capitulo 20: Pra você caber assim no meu abraço

I – Aqueles que escreveram sua história.

Sentiu-o estreitar os braços em sua cintura e suspirou, acomodou-se melhor, ouvindo a respiração calma dele, o peito subindo e descendo com suavidade. Esfregou os olhos lentamente, sonolenta.

-Em que esta pensando? –Saga perguntou, deixando os dedos se entrelaçarem nos fios esverdeados.

-No Leo e na Marin; Litus respondeu.

-Você sabe que não pode se meter nisso, é algo que eles tem de resolver sozinhos; o geminiano falou calmamente, deixando as mãos correrem com suavidade pelas costas dela, sentindo-a estremecer.

Uma leve brisa passou por seus corpos, enquanto ouviam o farfalhar das folhas das árvores. Estavam em um dos muitos jardins secretos do Coroa do Sol, aproveitando para fazer um pic-nic naquele dia quente, quando o cavaleiro estendeu a toalha xadrezada sobre o chão, puxando-a para seus braços e deitando-se confortavelmente ali.

-Eu sei; Litus falou, dando um baixo suspiro. –O Leo é meu irmão, eu o amo demais, mas essa falta de atitude; ela completou em tom desesperado.

-Realmente, até o Aioros esta passando ele; Saga brincou rindo.

-Não ria, estou falando sério; ela falou emburrada.

-Eu sei; ele falou, dando uma piscadinha marota para ela, que enrubesceu. –Mas entenda que cada um tem um tempo certo para fazer as coisas. Ninguém poderia prever que a primeira vez que o Leo tenta fazer alguma coisa sem influência de ninguém fosse dar naquilo.

-Também o que ele tem de sair por ai beijando a primeira que vê pela frente; ela falou, indignada.

-As coisas não são bem assim Litus, você fala como se ele tivesse agarrado a garota no meio do shopping; Saga descordou.

-Homens, essa mania de se defenderem; a jovem de melenas esverdeadas resmungou, pretendo se levantar, porém o cavaleiro num rápido movimento, deitou-a sobre a toalha, cobrindo-a com o próprio corpo, impedindo-a de se afastar.

-Não o estou defendendo. Você mais do que ninguém sabe o quanto o Leo ama a Marin, alem do mais, existe uma diferença bem grande entre você cumprimentar alguém com um beijo no rosto e bem... Um beijo propriamente dito; o geminiano falou quase sussurrando em seu ouvido, com um sorriso sedutor, roçando-lhe a curva do pescoço.

-Saga; ela balbuciou, com uma mão sobre o ombro dele, como se fosse empurra-lo.

-Não concorda? –ele perguntou, enlaçando um braço em sua cintura.

-Con-cor-dar exa-ta-men-te c-com o q-que? –Litus perguntou, perdendo a linha de raciocínio.

-Que...; O cavaleiro começou, deixando os lábios correrem pelo pescoço, subindo ao queixo de maneira sedutora e lenta. –Cumprimentar alguém com um beijo; continuou roçando-lhe os lábios, de maneira provocante. –É bem diferente do que...;

-Do que? –ela perguntou, num sussurro enrouquecido entre seus lábios.

-Beijos como esse...; Saga não completou, tomando-lhe os lábios num beijo intenso, sentindo-a hesitante, enlaçar os braços em seu pescoço, dando um baixo suspiro entre seus lábios. –Entendo o que digo? –ele perguntou, num sussurro enrouquecido ao afastarem-se parcialmente.

-Não sei, acho que ainda tenho algumas duvidas; ela murmurou, com a respiração descompassada.

-Nada que não se de um jeito; ele completou, com um sorriso sugestivo.

-o-o-o-o-

Entraram em silêncio na arena, sem aquela animação de sempre para mais um dia de treinamentos. Olhou de soslaio para amazona do seu lado. Desde que saíram do vilarejo das amazonas ela não abrira a boca nem para vociferar, tendo um ataque feminista, xingando todos os homens da face da terra. Definitivamente, esse silêncio não era algo bom; Shina pensou.

-Bom dia meninas; Yuuri falou sorrindo, aproximando-se.

-Bom dia; as duas responderam, porém a voz de Marin soou como um sussurro vago.

A jovem de melenas prateadas voltou-se para Shina indagando com o olhar o que havia acontecido, já que eram poucos os que ficaram sabendo sobre o evento no shopping.

-Ahn! Vamos treinar Marin, antes que o sol fique muito alto. Depois a gente conversa Yuuri; Shina respondeu rapidamente, como se dissesse que depois falariam sobre isso.

-Bom treino; Yuuri respondeu, assentindo. –Até depois; ela completou, afastando-se, indo até o namorado.

-Marin, você não esta bem, não acho legal você treinar com a cabeça longe; Shina aconselhou.

-Eu estou bem Shina, não se preocupe; ela falou, dando um suspiro, tentando se concentrar.

-o-o-o-o-

-Calma Leo, não vai fazer uma besteira; Shura falou, andando a passos rápidos atrás dele, que já estava nos últimos degraus de Áries.

-Só vou conversar com ela Shura, não posso deixar ela pensando coisas erradas sobre aquilo que viu; Aiolia falou, passara a noite inteira olhando para o teto e teria ido logo falar com ela, se Aioros e Shura não tivessem dado plantão na sala de sua casa para garantir que não fosse sair.

-Deixe de ser teimoso Leo; Aioros falou, caminhando ao lado dele.

-LAMPEJO DA ÁGUIA;

-AHHHHHHHHHHHH;

Eles pararam petrificados ao ouvir um grito feminino ecoar pelo Coliseu e momentos depois Shina chocar-se contra um pilar fora dos portões da arena.

-Shina; Shura falou desesperado, correndo até ela.

-Ahn! Acho que é melhor esperar um pouco mais; Aiolia murmurou, com a face pálida, vendo Aioros assentir.

-Nossa, a Marin é um perigo irritada; ele murmurou.

-o-o-o-o-

-Você esta bem? –Shura perguntou, abaixando-se ao lado dela, vendo-a respirar com um pouco de dificuldade, levando uma das mãos a cabeça.

-Acho que sim; Shina murmurou.

Nossa, só perguntara se o que a amazona vira no Shopping, não fora um equivoco, uma situação casual mal interpretada, porém nunca pensou que ela fosse reagir daquela forma; ela pensou.

-Vem, eu te ajudo; ele falou, estendendo-lhe a mão.

-Obrigada; ela agradeceu.

-Tem certeza de que esta mesmo bem? –o cavaleiro perguntou, quando ela se levantou, aproveitando a deixa para aproximar-se mais.

-...; Shina assentiu com certa hesitação, sentindo a respiração quente e ritmada dele chocando-se contra sua face.

-Hei! Shina podemos conversar? –Milo perguntou, aproximando-se com certa pressa.

-Ahn! –ela murmurou, afastando-se do cavaleiro. Sem notar o olhar envenenado que o espanhol lançou ao artrópode.

-Oi Shura, cadê o Leo? –Milo perguntou.

-Com o Aioros; Shura respondeu seco,

-Ah ta, então Shina, podemos? –ele perguntou, como se pedisse para se afastarem.

-Claro; a amazona respondeu. –Até mais Shura; ela completou, acenando para o espanhol e afastando-se em seguida.

-Shina, preciso de um favor; Milo começou, olhando para os lados, para ver se ninguém o estava ouvindo.

-Olha lá hein; ela falou desconfiada.

-Não é nada disso o que esta pensando; ele falou, emburrado.

-Então o que é? –Shina perguntou impaciente.

-Preciso que de um recado a Aishi; o cavaleiro falou, vendo-a olhar-lhe com certa surpresa, para em seguida explicar-lhe em que consistia aquele recado.

-o-o-o-o-

Sentou-se ao lado do marido na arquibancada vendo que algumas amazonas já estavam chegando a área. Ficara de encontrar com as garotas para treinarem, mas ainda faltava alguns minutos para isso, resolveu por fim, ficar observando a filha e o ariano treinando.

-Ilyria; Shion chamou.

-Uhn! O que foi? –ela perguntou, voltando-se para ele.

-Você tem notando que a Celina anda meio abatida? –ele perguntou, observando atentamente a filha a distancia.

-"Uhn! Ele também percebeu"; Ilyria pensou, dando um suspiro.

Se era o que estava desconfiando, isso ainda iria longe e se ele soubesse definitivamente alguém seria mandado para outra dimensão.

–Ela só deve estar um pouco cansada, você conhece a Celina, quer fazer tudo ao mesmo tempo e acaba se excedendo um pouco, até pegar o ritmo novamente é normal que fique assim; ela explicou.

-Se você diz, mas ainda acho que seria melhor ver isso. Ela precisa sair um pouco, arejar a cabeça, de preferência longe de algum pervertido; Shion completou com desagrado.

-A quem se refere? –Ilyria perguntou, sorrindo do ar ciumento do marido.

-Ninguém especifico; ele respondeu, gesticulando displicente.

-Sei; ela falou, arqueando a sobrancelha.

-Enfim, o que acha de irmos almoçar na Toca do Baco hoje? –o ariano sugeriu.

-Ótima idéia; Ilyria respondeu, sorrindo.

-Mestre. Ilyria. Bom dia; Kamus os cumprimentou, aproximando-se.

-Bom dia; os dois responderam cordialmente.

-Onde esta Aishi, Kamus? –Ilyria perguntou, notando que a amazona não estava com ele.

-Vocês sabem como a Aishi é, detesta deixar as coisas mal resolvidas e esta determinada a desencalhar o Afrodite; ele brincou.

-Afrodite? –os dois falaram, lembrando-se do ocorrido da noite anterior.

-Por falar nisso, me diz uma coisa Kamus; Shion começou, com ar sério.

-O que?

-Você andou sentindo um cosmo diferente se manifestar esses dias, bem fraco, mas ainda sim um cosmo diferente daqueles dos cavaleiros e amazonas daqui? –ele perguntou.

-"E agora, não posso falar agora quem é"; o aquariano pensou. –Ahn! Senti uma coisa bem fraca, mas não deve ser nada pra nos preocuparmos;

-É simples, quando aparecer de novo é só ir averiguar; Ilyria sugeriu, trocando um olhar significativo com o cavaleiro.

-É, outra hora vemos isso; Shion falou, gesticulando displicente, sem se importar, afinal não adiantaria nada se preocupar a toa.

II – Se vira.

Definitivamente não queria sair de casa, tudo que acontecera no dia anterior ainda estava bem fresco em sua mente, instintivamente levou a mão ao abdômen. O soco que o Escorpião lhe dera, doera bem menos do que seu orgulho. Uma vozinha em sua mente dizia para ficar quieto, mas não, tinha que abrir a boca e falar aquilo.

Suspirou cansado, olhando para o teto da sala, completamente largado sobre o sofá, não dando nenhum sinal de que se levantaria dali tão cedo.

Porque a idéia de que eles poderiam não ser só amigos lhe aterrorizava tanto? Porque se importava?

-Porque faz perguntas das quais você já tem uma resposta? –uma vez o questionou.

Deu um pulo do sofá, indo cair diretamente no chão ao ver a amazona de cabelos dourados surgir de repente no sofá de frente a si.

-Aishi; Afrodite falou surpreso, apoiando-se na mesa de centro, para poder se levantar.

-...; Ela assentiu, com um olhar que intimidaria até mesmo o próprio Hades.

-Ahn! Aconteceu alguma coisa? –perguntou, com cautela.

-Eu é que pergunto Afrodite; Aishi falou, com a voz pausada e fria. –Porque o surto do Milo certamente tem um bom motivo para ter acontecido, agora quero ouvir de você, o porque do seu surto?

-Hei! Eu na-...; Ela o cortou erguendo a mão.

-Não minta para você mesmo, isso é ridículo;

-...; Ele arregalou os olhos, surpreso. Nunca a ouvira falar assim com ninguém, nem mesmo antes de começar a namorar Kamus, quando eles brigavam, ela não usava esse tom.

-Sabe Afrodite, descobri que passar a mão na sua cabeça não adianta nada, alias, a partir de agora vou te deixar apanhar sozinho se quiser realmente merecer alguma coisa; Aishi avisou.

-Como? –o cavaleiro perguntou.

-Você fez uma grande besteira, alias, uma das grandes e se quiser mudar isso, vai fazer sozinho. Não espere mais que alguém fique tentando fazer um meio campo entre vocês, porque isso não vai acontecer. Se quiser conversar, quer conselhos fique a vontade para me procurar, mas não espere que eu ou qualquer outro faça as coisas por você;

Engoliu em seco, um arrepio de medo correu por suas costas. Se conhecia bem os nativos do signo de Gêmeos aquele olhar não era um bom sinal. Apenas assentiu.

-Você tem até o fim do dia, se não, seus problemas vão ser comigo daqui para a frente; ela completou desaparecendo.

-Pode deixar; o cavaleiro murmurou, sentindo uma gotinha de suor frio escorrer da testa.

-o-o-o-o-

-Então? –Milo perguntou, vendo a amazona surgir fora do templo.

-O recado esta dado, agora vamos ver se ele reage; Aishi respondeu, sorrindo.

-Sabe, acho que é por isso que prefiro ficar solteiro, esse negocio de ficar surtando por causa de ciúme não é legal; ele falou.

-Não; Aishi falou, balançando a cabeça levemente para os lados, com um sorriso enigmático. –Vai ver que só a pessoa certa ainda não apareceu na sua vida;

-Quem sabe? –ele deu de ombros.

-Você sabe, só depende de você. Agora ficar esperando que ela caia de pára-quedas na sua vida não te torna muito diferente dele; Aishi completou, apontando para o templo.

-...; Entreabriu os lábios para contrariar, porém não tinha argumentos. –Você esta certa; ele murmurou, pesando alto.

-E você tem alguma duvida disso? –ela perguntou, sorrindo.

-Detesto quando você faz isso; Milo falou emburrado.

-Eu não fiz nada, não mandei você pensar alto; a amazona falou rindo do olhar confuso dele. Acenou, desaparecendo em seguida.

-"Realmente, seria tão mais fácil se eu pelo menos soubesse por onde começar a procurar"; ele pensou, olhando para o céu.

III – Encontro Casual.

Colocou a mão sobre o vidro, aproximando-se da janela tentando ver algo através as cortinas venezianas semi-fechadas. Pelo visto a floricultura não iria abrir hoje; ela pensou, dando um baixo suspiro.

Queria tanto um vasinho de gérberas que vira ali outro dia, mas estava fechado, teria de esperar um pouco.

Sentiu alguém lhe cutucar levemente o ombro, chamando-lhe a atenção para o suave perfume almiscarado que chegou a suas narinas de maneira devastadora. Engoliu em seco, contendo um breve estremecimento, não precisava ser adivinho para saber quem estava ali atrás; ela pensou, virando-se com cautela.

-Oi; o ariano a cumprimentou, fitando-lhe com um olhar intenso.

-Oi Mú, como vai? –Mia perguntou, tentando ignorar o leve rubor que imediatamente tingiu sua face.

Já fazia algum tempo que não se encontravam assim, do nada, sem ninguém por perto, ou melhor, sem nenhum conhecido inconveniente por perto e tinha certeza absoluta do que viria depois; ela pensou suando frio.

-Bem, e você? –ele perguntou, cordialmente.

-Bem; ela respondeu, com um sorriso tímido.

-Procurando por Isadora? –Mú perguntou, enquanto indicava uma plaquinha de 'fechado' pendurada na porta.

-É, vim comprar um vasinho de gérberas, mas pelo visto a Isadora não aparece por aqui hoje; Mia comentou.

-Imagino, como diz o Aldebaran, a bruxa estava à solta ontem no santuário. Não duvido nada que o fato da Isadora não estar aqui hoje, tenha algo a ver com o surto do Milo com o Afrodite ontem; ele comentou.

-Surto? –ela perguntou surpresa, ficara tão entretida arrumando a casa, aproveitando que voltara mais cedo dos treinos que acabara perdendo a hora e depois fora direto dormir, por fim, não podendo ir e não presenciara os acontecimentos surpreendentes.

-Longa história, mas não quer tomar um suco ali comigo, assim a gente pode conversar; Mú sugeriu casualmente, apontando um quiosque de sucos não muito longe de onde estavam.

-"Conversar?"; porque a simples menção dessa palavra lhe era aterrorizante? -ela pensou, engolindo em seco. Abriu um doce sorriso, não tinha como fugir disso, uma hora ou outra teria que conversar com ele, quanto mais demorasse pior séria. –Claro, será um prazer; Mia respondeu. –Mas e você, esta fazendo o que por aqui? –ela perguntou, enquanto seguiam até o quiosque.

-O Kamus me pediu para pegar na loja do Sebastian a ração para os peixinhos que ele comprou; Mú respondeu.

-Entendo; ela murmurou, vendo-o puxar-lhe uma cadeira, para em seguida, dar a volta na mesa, sentando-se a sua frente.

-Então, do que vai querer? –ele perguntou, estendendo-lhe um cardápio.

-Maracujá; ela respondeu, desviando o olhar, mal tocando o cardápio.

-...; O ariano arqueou a sobrancelha diante da escolha inusitada, porém sabendo perfeitamente o motivo disso. –Ahn! Mia, algum problema? –ele perguntou, com o seu mais charmoso sorriso, com um 'Q' de malicia e falsa inocência.

-Problema, não, problema nenhum; Mia respondeu com a voz mais tremula do que desejava.

-Se você diz; o ariano falou, como se realmente houvesse acreditado na desculpa.

Logo chamou uma garçonete pedindo os sucos, enquanto procurava utilizar de uma estratégia mais light, abordando assuntos casuais com a jovem, antes de finalmente chegar ao ponto que queria.

IV – A conversa.

Jogou o vestido em cima da cama, deixando evidente que não estava nem um pouco disposta a usá-lo ou até mesmo deixar o templo que não fosse direto para a arena.

-Tenho mesmo que ir? –Celina perguntou, sentando-se na cama com ar cansado.

-Celina, o que foi? –Ilyria perguntou, sentando-se ao lado da filha, colocando a mão sobre a sua.

-Não é nada mãe; ela murmurou, abaixando os olhos, dando um baixo suspiro.

-Você é minha filha, sei que tem alguma coisa errada; a jovem falou, compreensiva. –Sabe que pode conversar comigo, não é?

-...; Celina assentiu, porque ultimamente era mais fácil conversar com o mestre do que com os pais?

Será que era porque a simples possibilidade de seu desanimo ter nome, endereço e signo especifico, já fazia com que o pai surtasse? Possivelmente era isso, diferente do mestre que apenas ouvia e lhe aconselhava, sendo imparcial.

-Então me diz o que esta acontecendo? –Ilyria insistiu.

-Não é nada mãe, é sério, só estou cansada. O mestre Mú disse que estou forçando demais no treinamento, só quero descansar um pouco; ela falou, voltando-se para a mãe.

-Está certo, mas se precisar de alguma coisa não hesite em falar comigo; ela avisou.

-Pode deixar; Celina respondeu, vendo-a se levantar.

-Até depois; Ilyria falou, dando-lhe um beijo no alto da testa, antes de afastar-se, saindo do quarto, fechando a porta atrás de si.

Celina assentiu, depois que a mãe saiu levantou-se da cama, caminhando até uma cômoda do outro lado do quarto. Fitou com atenção um pequeno porta-retratos, com uma das fotos do casamento dos pais, onde ela estava acompanha de um dos gêmeos.

Não era necessário saber qual deles era, apenas o terno azul e a gravata carmesim já diziam tudo; ela pensou, tocando o vidro com a ponta dos dedos, olhando-o vagamente, vendo apenas seu reflexo através do vidro.

-o-o-o-o-

Caminhou pelos corredores do templo de Áries chegando a sala, encontrou o marido sentando no sofá lhe esperando. Shion ergueu a cabeça em sua direção, notando o semblante carregado e a ausência da filha.

-Onde esta Celina?

-Você tem dez segundos para resolver isso, se não lhe mando dormir com Cerbéros no Tártaro; Ilyria avisou, num tom cortante, fuzilando-o com o olhar.

-O que? –ele perguntou confuso.

-Você está avisado; ela falou, indicando-lhe o corredor.

-Ilyria, do que esta falando? –Shion perguntou, levantando-se e pretendendo aproximar-se dela, porém a jovem recuou.

-Um...;

-Mas...;

-Dois; ela falou, vendo-o entreabrir os lábios. –Três... Quatro;

-Quer me explicar o que esta acontecendo? –Shion perguntou, sentindo uma veinha saltar em sua testa.

-Cinco. Seis... Você sabe muito bem; Ilyria respondeu, apontando para a veinha na testa dele.

-...; Arqueou a sobrancelha.

-Sete. Oito;

Engoliu em seco, definitivamente ela não estava brincando. Deu-lhe as costas, correndo rapidamente para o quarto da filha, era melhor resolver isso antes que tivesse sérios problemas.

-"Essa falta de comunicação"; Ilyria pensou balançando a cabeça levemente para os lados, sentando-se no sofá.

Dois toques na porta, chamou-lhe a atenção. Afastou-se do porta-retratos, aproximando-se da cama com o intuito de guardar novamente o vestido no cabide.

-Entre;

Shion abriu a porta hesitante, sabia que não podia ficar adiando aquela típica conversa entre pais e filhos, mas simplesmente ainda não sabia lidar com a idéia de que sua menininha não era mais tão menininha e sabia perfeitamente se virar sem depender dos pais. Que sabia fazer seus próprios julgamentos e escolhas. E futuramente uma dessas escolhas poderia até mesmo afasta-los; ele pensou, com pesar.

-Podemos conversar? –ele perguntou, vendo-a de costas para si, terminando de fechar a porta do guarda roupas.

-Conversar, ou o senhor tentar bater o próprio recorde de mais surtos em menos de uma hora? –Celina perguntou, sem esconder o sarcasmo na voz.

-Celina; ele falou em tom de repreensão.

-Desculpe; a jovem murmurou. –Mas é verdade; ela completou, voltando-se para ele com um olhar de desafio.

Suspirou pesadamente, quando Ilyria dissera que a menina era sua versão de saia não estava brincando; ele pensou.

-Apenas conversar; Shion falou, quase num sussurro.

Celina indicou-lhe um jogo de poltronas na outra extremidade do quarto, para que ele se sentasse em uma. A conversa seria bem longa; os arianos pensaram.

V – Análise.

Viu-a com um olhar vago para a arena, a amazona pretendia recostar-se num dos bancos, mas as costas ainda doíam devido ao baque contra a árvore mais cedo; ele pensou, pretendendo se aproximar.

Suspirou cansada, porque será que tinha a leve impressão de que dessa vez o leonino não fizera nada de errado.

Não precisava ser um gênio para saber o quanto ele amava a amiga, por isso discordara quando ela falara sobre pegá-lo com outra. Tinha de haver algo errado?

-Um beijo em troca de seus pensamentos; uma voz sedutora sussurrou-lhe ao pé do ouvido.

Engoliu em seco, sentindo os pelos da nuca se eriçarem. Uma forte essência amadeirada, com uma mistura de terra molhada num dia de chuva, em questão de segundos pareceu dominar todo o ambiente, obliterando qualquer pensamento muito racional que estava se formando em sua mente.

-Uhn? –ela murmurou, virando-se para o lado, deparando-se com um par de orbes negros lhe fitando com intensidade.

-Então? Em que esta pensando? –Shura insistiu, com o típico sorriso arrasa corações.

-Não espera mesmo que eu lhe diga, não é? –a amazona perguntou, arqueando a sobrancelha, tentando manter-se indiferente.

-Bem...; Ele começou, fazendo cara de cachorro carente.

-Puff! –ela murmurou, desviando o olhar, tentando não enrubescer.

Desde o dia em que haviam almoçado, pós desastre na Toca do Baco o cavaleiro estar investindo com artilharia pesada, porém sorrisinhos charmosos e propostas de jantares tentadores não pareciam suficientes para dobrar o auto-controle da amazona; ele pensou, porém certe de que não desistiria tão facilmente dela.

-Sabe, estive pensando numa coisa; Shura comentou, apoiando as costas no banco atrás de si, acomodando-se melhor.

-...; Shina arqueou a sobrancelha.

-Hei! Não é o que esta pensando;

-Eu não disse nada; ela respondeu com um meio sorriso.

-Sei; ele fez um muxoxo contrariado. –Mas falando sério, estive pensando no que aconteceu no ultimo templo ontem;

-Sobre o que exatamente?

-O que o Milo fez; ele respondeu. –O Conheço desde que ele chegou ao santuário para treinar com o Cadmo em Milos. Ele sempre foi um garoto meio pentelho, que gosta de farra e poucas vezes a gente podia vê-lo sério. Esse foi um dos motivos que o levaram a ter essa fama, por contrariar os sensos meio puritanos pregados pelo Shaka e uns e outros por ai; ele comentou, gesticulando displicente.

-Aonde esta querendo chegar? –Shina perguntou curiosa.

-Essa relação dele com a Isadora. Sabe, se fosse há algum tempo atrás, poderia até dizer que tinha alguma segunda intenção por trás disso, mas não... Qualquer um pode perceber que ela é só uma amiga para o Milo, tipo, aquele amigo que você pode contar nos momentos difíceis. Acho que por duvidar que seja realmente isso, o Afrodite acabou fazendo alguma besteira;

-Ele esta com ciúmes; a amazona comentou, olhando para a arena, sem notar o olhar surpreso dele com a revelação. –Ele passou tantos anos com a mente voltada apenas para o que tinha de fazer, esperando o momento que finalmente teria a chance de viver a vida que queria e quando ela chega, as coisas não são mais as mesmas, é normal ele se sentir perdido. Ainda mais por estar com ciúmes da relação do Milo com a Isadora sem ao menos saber o que eles têm realmente.

-Entendo, mas não seria mais fácil chegar e perguntar? –Shura falou, voltando-se para ela.

-Se fosse você no lugar dele, você faria isso? –Shina perguntou, virando-se para ele, com um olhar inquisidor.

-Ahn! Veja bem...; Ele começou, engolindo em seco, definitivamente por essa não esperava.

-Você já teve sua resposta; ela falou, começando a recostar-se no banco, mas vez uma careta de dor, voltando a postura anterior.

-Você esta bem? –Shura perguntou preocupado.

-Estou; Shina respondeu. –Mas a questão é que ele prefere viver com a duvida, do quê descobrir que está errado; ela completou, voltando a questão do cavaleiro.

-Tem essa também; ele murmurou.

-HEI SHURA; Aldebaran chamou por ele, aproximando-se.

-Ah não; o cavaleiro falou em tom desesperado, quase se escondendo atrás da amazona.

-O que andou aprontando, hein? –Shina perguntou, afastando-se, com um olhar desconfiado.

-Eu, nada; ele falou, forçando um sorriso inocente.

-Shura, caso não tenha percebido já é quase meio dia;

-E daí? –o capricorniano perguntou, dando de ombros.

-E daí que você ainda tem mais três semanas. Vamos logo, ta na hora de fazer o almoço; o taurino falou.

-Ahn! Do que vocês estão falando? –Shina perguntou, sem entender o que estava acontecendo.

-Ele perdeu uma aposta pra mim e esta tendo que pagar; Aldebaran respondeu, antes que o cavaleiro pudesse dar uma desculpa qualquer.

-Aposta? –ela perguntou, arqueando a sobrancelha.

-Bem... Longa história; Shura falou com um sorriso nervoso.

Balançou a cabeça levemente para os lados, era melhor não tentar entender.

VI – O Telefonema.

Irlanda/ Dublin...

Suspirou cansado, já passava da hora do almoço e não estava nem um pouco disposto a sair dali. Alexia e os demais já estavam se revezando para irem almoçar e já deixara avisado que seria o ultimo a ir, definitivamente não estava com humor para encarar as piadinhas infames de Isaac ou o interrogatório de Alexia.

Olhou para o porta-retratos sobre sua mesa, dando um baixo suspiro. Duas semanas já haviam se passado e estava quase surtando. Porque? Era melhor não tentar explicar, simplesmente desistira de buscar por uma resposta, já que a mesma estava o tempo todo em sua frente.

Para estar mais evidente só faltava vir acompanhada de um elefante dançando rumba, com pompons de líder de torcida.

Pegou o telefone, discando rapidamente alguns números. Ouviu o toque da linha chamando. Passou a mão nervosamente pelos cabelos, pretendendo desliga-lo, quando alguém do outro lado atendeu.

-Alô;

-Litus? –Kanon perguntou, reconhecendo a voz da cunhada.

-Kanon... AMOR É O KANON; ele a ouviu gritar, provavelmente Saga deveria estar por perto. –Mas e ai, me diz, como esta?

-Bem, apesar da correria; ele respondeu, tentando conter um suspiro.

-Imagino, ser um homem de negócios não deve ser nada fácil; ela brincou.

-"Você não faz idéia"; ele pensou, lembrando-se das horas a fio que trabalhava apenas para não pensar.

-Espera ai, o Saga ta aqui querendo falar com você;

-Hei, não foi isso que eu disse; ele ouviu o irmão reclamar do outro lado.

Balançou a cabeça sorrindo, nunca pensou que fosse admitir, mas até mesmo as brigas com Saga faziam falta.

-Oi; o geminiano falou.

-Também estou com saudades maninho; Kanon falou, sarcástico.

-Puff! –ele resmungou. –Ai Litus; Saga reclamou, ao levar um beliscão da namorada pela forma que respondera.

-Tsc. Tsc. Tsc. Sem comentários; Kanon murmurou.

-Eu ouvi isso; Saga falou num resmungou, mas desanuviou a expressão. –Mas diz ai, como você está?

-Apesar da correria, vou indo; Kanon respondeu. –E você?

-No meio de um fogo cruzado; ele respondeu, com um sorriso nervoso.

-Como?

-Você não faz idéia das confusões que aconteceram aqui. Ontem o santuário pegou fogo. Era Milo surtando, partindo pra cima do Afrodite. Marin pegando o Leo com outra. Nossa, a bruxa tava solta, como diz o Aldebaran;

-Espera, o Milo surtando é até normal, mas o que você disse mesmo sobre a Marin e o Leo? –Kanon perguntou, quase caindo da cadeira.

-Isso mesmo, mas foi só uma confusão. Acho que quando ele explicar direito, eles se acertam;

-Entendo; Kanon murmurou, tentando entender que tipo de confusão o leonino se metera. –Mas e o resto do pessoal, como estão? –ele perguntou casualmente.

-Até segunda ordem todos estão bem. Aaliah e Shaka foram para a Índia antes de ontem. Shina e Shura ainda tão naquele chove não molha. A Yuuri ta pegando uns tiques estranhos do Mascara. O Aioros finalmente tomou uma atitude... Ahn, deixa eu ver... O Mú ainda ta enrolado e a Celina tentando agüentar os surtos do mestre e o Shura bancando a diarista pro Aldebaran por causa daquela aposta; ele completou, respirando fundo pra tomar fôlego.

-Que aposta? –Kanon perguntou.

-Aposta, eu disse aposta? –Saga perguntou, engasgando.

-Disse; o cavaleiro falou desconfiado.

-Ah sim, você sabe, Aldebaran é viciado em futebol, ai os dois começaram a discutir qual time era o melhor. Brasil ou Espanha. Como parece que ia haver um amistoso entre os dois times, a Espanha perdeu, ai tipo, o Shura ta tendo que pagar a aposta; Saga apressou-se em dar a desculpa que mais achou conveniente, se o irmão soubesse o que eles andaram apostando Shura e Aldebaran teriam sérios problemas.

Só esperava que Kanon não tivesse tido tempo de ver televisão nos últimos dias, porque se não, ele certamente sabia que o tal amistoso não existia.

-"Porque eu tenho a impressão de que ele esta me escondendo algo?"; Kanon se perguntou. –Ahn, e o que ele teve que fazer pra pagar a aposta? –ele perguntou, outra hora daria um jeito de saber no que exatamente consistia essa aposta.

-Passar um mês lavando, passando e cozinhando pro Aldebaran; Saga respondeu.

-Não acredito; Kanon falou, rindo.

-Pra você ver; o geminiano falou, dando um discreto suspiro aliviado ao ver que a história aparentemente colara.

-Mas você disse que o mestre ta surtando, porque? –ele perguntou casualmente.

-Porque ele não deixa nenhum garoto pensar em chegar perto da Celina, alegando que é um pervertido em potencial; Saga falou rindo.

-"Celina"; ele pensou ficando momentaneamente em silencio.

-Kanon?

-O que?

-Ficou quieto de repente, aconteceu alguma coisa? –Saga perguntou, estranhando o silencio dele.

-Não, nada não; Kanon desconversou. –Ahn! Saga vou ter de ir agora, tenho uma reunião daqui a pouco, mas outra hora eu ligo;

-Ta certo, bom trabalho; ele falou, já desconfiando do motivo que o deixara tão quieto.

-Obrigado. Até mais;

-Até; Saga respondeu, ouvindo-o desligar do outro lado.

-Então? –Litus perguntou pendurando-se em seu ombro, com um olhar curioso.

-Ele ficou um pouco perturbado quando falei da Celina; o geminiano respondeu, enlaçando-a pela cintura, puxando-a para o sofá, sentando-se.

-Pobrezinho, ele fica lá sofrendo quieto; a jovem falou, com pesar. Sentando-se no colo dele, repousando a em seu peito.

-A escolha de voltar tem de partir dele Litus, por mais que isso seja difícil, só ele pode decidir; saga explicou, deixando os dedos correrem entre as melenas esverdeadas.

-...; Ela assentiu, sabendo perfeitamente sobre o que ele se referia.

VII – A Conversa.

Suspirou cansada, jogando o pincel dentro do vidro de solvente, deixando a palheta sobre a mesinha a seu lado. Recostou-se na cadeira, lançando um olhar critico para a tela a sua frente. Não poderia deixar que aquela tela tivesse um ponto diferente da foto pregada no cavalete, tudo tinha de sair perfeito; Isadora pensou.

Pegou a foto, observando-a com atenção. Ainda lidava a acreditar que existisse um lugar tão bonito quanto aquele. Era surreal de mais; ela pensou, vendo que mesmo sendo uma foto, conseguia retratar com perfeição as belas rosas vermelhas, o espelho dágua e as montanhas nevadas ao fundo do Vale das Flores.

Aaliah já lhe falara sobre aquele lugar, alias, já lhe contara a historia com tamanha empolgação, que agora entendia o porque de Shaka lhe pedir aquilo; a jovem pensou, lembrando-se da ultima conversa que tivera com o virginiano alguns dias atrás quando o casal já planejava a viagem e lhe contaram para onde realmente iam.

Um meio sorriso formou-se em seus lábios. Ah se Afrodite soubesse que eles poderiam estar em qualquer lugar, menos na Índia agora. Seu semblante ficou fechado e carregado. Pregou a foto de volta no cavaleiro se levantando.

-Aquele idiota; ela resmungou, lembrando-se do que acontecera no dia seguinte. –Quem ele pensa que é? Puff! Homens; assoprou insistentemente a franja esverdeada que caia sobre os olhos.

Aproximou-se da gaiola de Donatelo que estava sobre um poleiro não muito longe. O lourinho olhou-lhe com um olhar confuso, como se perguntasse porque a cada cinco minutos ela repetia a mesma coisa 'Peixe idiota'. Inclinou o pescoço para o lado, erguendo a patinha para pegar o dedo dela.

-Não é você, não se preocupe; Isadora falou sorrindo, brincando com a patinha dele, que fechou-se fortemente em seu dedo. –Ah Donatelo, porque uns e outros não podem ser tão bonzinhos quanto você? –ela se perguntou, num suspiro casando. Seria tão mais fácil.

Ouviu alguém bater na porta, tentou olhar pela janela, mas as cortinas daquele cômodo estavam fechadas, fizera isso por garantia para que ninguém ficasse espiando da rua, o que fazia ali no ateliê.

Afastou-se de Donatelo, indo até a porta. Abriu-a em seguida, deparando-se com o distinto inconveniente que lhe fizera perder a vontade de pintar pelo resto do dia.

-O que quer? –Isadora perguntou seca, parando na porta, sem ao menos colocar o pé para fora de casa.

-Ahn! Podemos conversar? –Afrodite perguntou, hesitante. Vendo-a a distancia, devido as grades do portão impedirem sua passagem.

-Não; a jovem respondeu, pretendendo entrar e fechar a porta.

-Isadora, espere, por favor; ele pediu, aflito.

Respirou fundo, num dilema cruel. Sem saber ao certo o que fazer? Deixava-o entrar e ouvia o que quer que fosse que ele tinha para falar ou entrava de vez, batendo a porta na cara dele, que alias, era o que ele merecia, se não mais.

-"Droga, porque eu simplesmente não entro e bato essa porta?"; ela se perguntou, intimamente recriminando-se por não conseguir tal feito.

Virou-se para ele com um olhar que gelaria o inferno.

-Uma gracinha e eu te expulso daqui a vassouradas se for preciso; a jovem avisou.

Apertou um botão atrás da porta, que abria o portão automático, permitindo que ele entrasse. Afrodite pareceu hesitar por um minuto, mas precisava resolver aquilo de uma vez.

Continua...


Domo pessoal

Me desculpem o atraso, mas devido alguns problemas, as fics ficaram paradas durante algum tempo, mas agora estou de volta com a mente a mil, trabalhando nos próximos capítulos.

Espero sinceramente que tenham gostado desse e agradeço de coração a todos que perderam um pouco de tempo lendo essa história e mais um pouco comentando.

Valeu mesmo...

Até a próxima

Kisus

Já ne...