Nota da Autora: Olá galera. Acabei lendo algumas fanfics desse fandom e essa história me veio a cabeça. Tipo, como seria se A casa do Dragão ocorresse na Era Moderna e sem dragões? E, voalá! Saiu essa fanfic. Para facilitar o enredo, começaremos a entender as coisas no ponto de vista de Luke e vendo como irá progredir até o final. Lembrando que essa história não é para pessoas com estômago fraco como mencionado. Irei colocar mais tags com o andar do enredo.
E agora, Boa leitura!
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Capítulo 1:
A inocência que habita em si
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"Eu sei que por cada risada
Que nós compartilhamos hoje
Haverá
Uma lágrima mais tarde
Eu sei que quanto mais eu tenho
Mais eu tenho a perder
Menos eu sinto que ganhei
Tenho tido pesadelos
Tenho tido pesadelos"
- 3rd silhouette, Nightmares
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O destino, por sua vez, como um fio de uma lã conectada a cada ser vivo desde o nascimento, pode ser injusto e misterioso no momento que esse fio chega ao final da ponta, assim indicando o fim daquele ser e sendo entregue ao descanso final nos braços da morte. Mas, às vezes, quando ocorre um acontecimento que leva um ser vivo à beira da morte e claramente não chegou no fim da ponta do fio de destino do indivíduo, o mais lógico de se fazer é resolver o problema.
E às vezes, o destino resolve de forma imprevisível.
E isso não foi diferente para um certo filho de uma família bastante peculiar.
Com a mente que antes estava nublada, acorrentada num sono sem fim, agora foi clareando como um céu aberto claro depois de uma chuva de tempestade rigorosa e cruel. Os primeiro sentidos a surgir foi o toque leve das suas mãos descansando onde se encontrava deitado, seguido pelo peso do seu próprio corpo e dores musculares pela falta de movimentos. Depois veio o barulho de uma máquina ao lado com que tocava alto e rápido como uma batida de coração, com passos e movimentos ocorrendo ao fundo. O cheiro de álcool em gel e soro rodeando à sua volta o fez mais determinado à acordar.
E como uma borboleta se libertando de seu casulo, Lucerys acordou suavemente para o mundo dos vivos.
Quando abriu os olhos, a primeira coisa que sentiu foi como se a visão estivesse sendo queimada pela intensidade da luz forte. Ele teve que piscar várias vezes para afastar as lágrimas da ardência que causou antes de conseguir focar a visão e finalmente entender que estava olhando para a iluminaria do teto onde se encontrava deitado.
Virando a cabeça devagar, ele percebe que está preso dentro de um grande quarto com paredes cor pastel decorativa de hospital como aqueles que são para hospedar pacientes vips ou que possuem dinheiro suficiente para pagar este luxo. Ao redor da cama de solteiro que se encontrava, pode ser visto várias máquinas como um poste com uma bolsa de soro conectado à sua mão, respiradores e o aparelho que fazia o incômodo barulho de medir os batimentos cardíacos à cada segundos. Pode-se encontrar duas cadeiras acolchoadas do lado da cama perto da janela e mais um sofá perto da porta. A sala era grande, mas dava sensação de vazio com os poucos móveis limitados decorando o lugar.
Na janela, era perceptivo que era noite, mas sem relógio na sala, não dava para saber a hora exata.
Levantando com intensão de se sentar, o garoto sente uma dor intensa se abater na cabeça e no ombro direito. Resmungando de dor e tontura, o garoto se manteve parado segurando no suporte de ferro da cama com um aperto firme enquanto esperava que diminuísse o desconforto.
Quando viu que podia se manter sem que estivesse se sentindo preste a desmaiar, ele levantou o torço até que estivesse encostado as costas nos travesseiros.
"Por que sinto... minha mente muito lenta..." Murmurou o garoto consigo mesmo, sem conseguir respostas olhando ao redor.
Com a mente nublada e letárgica mesmo depois de acordar, o garoto percebeu que estava num hospital, mas não se lembra de como chegou lá. Ele culpa seu cérebro lento por não lembrar.
Suspirando, o garoto estava preso num dilema e com uma preocupação sem fim.
Sem perder tempo, ele levantou o braço que não estava conectado com o soro, apertou o botão e esperou a visita de um médico ou enfermeiro.
Alguns minutos depois a porta foi aberta, mas não por um médico, mas sim por uma linda mulher madura com cabelos claro como a neve. As pontas formaram ondas em sua pressa ao entrar. A mulher se encontrava olhando-o preocupada e emocionada. Mesmo com olheiras escuras cobrindo seus belos olhos lilases e cansaço evidente em sua linguagem corporal com os ombros caídos, ela continua parecendo uma deusa que veio dar a benção final á ele, com a luz mais forte do corredor iluminando ao redor dela como uma aura de um ser divino.
Bem provável que ela não seja uma médica.
"Luke! Meu doce menino! Graças aos deuses antigos e novos." Agradeceu a mulher ao se aproximar de Luke e o abraçar com força. "Você está bem, meu doce menino? A enfermeira foi buscar um médico para checar você."
Confuso, ele tentou responder a mulher.
"E-Eu..." Sentindo a dor na garganta como se estivesse em carne viva, o garoto parou e colocou a mão na garganta, tentando segurar as lágrimas que começaram a cobrir seus olhos com a irritação que isso causou.
A mulher, percebendo isso, rapidamente pegou uma jarra com água e copo ao lado da cômoda que ele não tinha reparado antes e entregou à ele o copo. Sem pensar duas vezes, o garoto bebeu rapidamente a água.
"Beba devagar, meu querido. Seu estômago terá que se acostumar antes de voltar a se nutrir sem o soro." Ordenou a mulher emocionada.
Após terminar de beber, Luke entregou o copo para a mulher e finalmente perguntou:
"Você é uma das enfermeiras?"
A mulher olhou para ele confusa e em seguida apreensão e medo dominaram lentamente seu rosto.
"O quê?" Murmurou a mulher baixo enquanto aproximava a mão para tocar a dele. Rapidamente, ele retira as mãos dele do alcance da mulher desconhecida.
Percebendo a dor e desamparo nos olhos da mulher ao receber a rejeição do toque, ele se encolheu longe dela enquanto desviava da visão que estava a sua frente, desconfortável com a situação.
Antes que a mulher pudesse abrir a boca e dizer algo, passos rápidos foram ouvidos até um homem com jaleco e uma mulher toda de branco entraram na sala, com crachás com o nome e sua profissão preso em suas roupas.
Atrás deles, logo em seguida, chegaram dois homens altos que, sem dúvida, era parente da mulher que ele estava conversando momentos atrás.
Os dois eram altos, donos de cabelos curtos loiro prateados, olhos lilases com tons mais escuros e possuindo um ar arrogante e implacável seguindo-os. O mais velho deles utilizava um terno escuro com colete, mas sem o casaco à vista. Seu cabelo estava meio bagunçado de tanto jogar para trás com a mão em meio ao estresse e cansado, como se ele não via uma folga à dias, mas ainda permanecia imponente e confiante. Já o outro mais jovem que parecia está na casa dos vinte anos, usava um tapa-olho no lado esquerdo do rosto que possuía uma cicatriz que partia da maçã do rosto até a sua sobrancelha. Ele possuía cabelo curto até a altura do queixo e uma roupa preta equipada que Luke suspeita que o cara deve ser algum policial do Ibop ou das forças especiais da cidade.
Os dois estavam observando ele com preocupação e alívio quando entraram na sala.
A enfermeira, percebendo a chegada deles logo atrás, virou para eles e começou a pedir educadamente possível que eles esperassem no lado de fora enquanto o médico estava olhando a prancheta de informações ao lado da cama.
"É uma ótima surpresa que nosso jovem paciente finalmente acordou em boa saúde depois de um bom tempo em coma." Menciona o velho médico virando e olhando para ele. "Eu sou o Doutor Gerardys, sou o médico particular da sua família e estarei cuidando de você até permitir sua alta. Você poderia me responder algumas perguntas primeiro?"
A mulher se aproximou do médico, olhando para o menino na cama antes de voltar o olhar para o doutor.
"Doutor, os resultados dos exames cerebrais já saíram?" Perguntou a mulher preocupada e ansiosa. "Mais cedo me pareceu que meu filho não me reconheceu..."
"Como assim não te reconheceu, amor?" Perguntou o homem de terno na porta, ignorando a enfermeira e entrando mais no recinto para estar ao lado da mulher antes de abraça-lá de lado.
O médico, preocupado, se virou para o paciente e perguntou.
"O que você se lembra, meu jovem? Qual foi a última lembrança que você possui?"
O garoto, vendo que todos na sala estavam olhando para ele apreensivos, ele engole em seco, olha para o chão por um momento tentando lembrar de algo e finalmente chega numa conclusão. Quando levanta seu olhar, voltando encarar todos os presentes, ele deixar seus olhos cansados caírem no médico e responder o que todos temiam.
"Nada, doutor. Eu não me lembro de nada. Na verdade, me sinto cansado o suficiente para voltar a dormir." Murmurou o menino se sentindo letárgico desde que abriu os olhos.
Após a resposta, a sala caiu no caos.
A mulher pareceu que perdeu as forças e acabou em uma crise de choro e desespero com as mãos cobrindo seu rosto. O homem ao lado dela teve que pegar ela de lado e levá-la para sentar em uma das cadeira, antes de começar a discutir com o médico e a enfermeira, que ainda exigia que ele saísse do quarto. Já o médico informava que iria examinar os resultados do raio-x e informaria a família se encontrasse alguma anomalia enquanto se dirigia a enfermeira, ordenando que diminuísse o uso de algum remédio que fora inserido antes no tubo da bolsa de soro conectada no paciente.
Nesse caos com quase todos falando ao mesmo tempo, a mente meio lúcida de Luke — que tentava se manter enquanto lutava contra os efeitos dos medicamentos fluindo em seu sangue — percebeu que o homem com tapa-olho saiu da porta e se aproximou, ignorando aqueles que ainda estavam discutindo e se aproximou dele até está sentando no outro lado de sua cama. O homem estava olhando para ele com culpa e arrependimento estampado em seu rosto.
A mulher, tentando se recompor, limpou o rosto das lágrimas que escaparam e se aproximou com um sorriso que não alcançou os olhos dela. Com a dor iluminando seus olhos, a mulher tentou se aproximar mais uma vez dele para consolá-lo.
Por um breve momento, vendo ela tão vulnerável e pequena, Luke sentiu um aperto no peito. Um desejo de abraçar ela para esconder essa vulnerabilidade desses estranhos, se apoderou nele.
"Meu doce menino, vai ficar tudo bem." Disse a mulher desamparada, tentando convencer ele e a si mesma.
Luke olhou brevemente para a mulher que se levantou para tentar impedir o homem de terno á continuar discutindo com os dois profissionais antes que alguém chame a segurança. Ele voltou seu olhar para o homem que estava sentando ao lado dele na cama, que o encarava com um olho intenso.
"Eu sinto muito." Murmurou o cara.
"Pelo quê?" Perguntou Luke, sem entender pelo quê o cara estava se desculpando.
Ele não respondeu a pergunta, ao invés disso o cara aproximou a mão e pegou a mão do paciente que não estava conectada ao soro. Luke permitiu esse pequeno conforto, parecia que o cara precisava mais do que ele.
Momentos depois a enfermeira saiu para buscar os resultados enquanto o médico voltou sua atenção para o paciente com perguntas sobre o que ele sente e se houve mais alguma sequela, com a mulher ao lado sendo consolada pelo homem de terno que também esperava respostas.
Sentindo que sua energia estava completamente esgotada, Luke voltou a deitar e iria informar que estava exausto se não fosse a chegada da enfermeira, entrando e informando o médico algo inaudível.
"Acho melhor deixar o paciente para descansar por agora. Eu gostaria de discutir com os acompanhantes do paciente primeiro sobre os resultados dos testes e raio-x tirado. Se puderem me acompanhar para fora agora..." Comentou o Doutor Gerardys, virando para olhar o paciente. "Quando você acordar sem o medicamento em seu sistema, irei te explicar os resultados dos exames enquanto sua família responderá suas perguntas. Espero que você descanse bem."
"Obrigado, Doutor." Agradeceu Luke, fechando os olhos e relaxando.
"Aemond, você poderia ficar e fazer companhia ao Luke enquanto Daemon e eu vamos com o médico?" Perguntou a mulher.
"Claro, sem problemas." Concordou o homem sentado ao seu lado, apresentando uma voz profunda e calma que trouxe arrepios ao Luke.
Por algum motivo, aquela voz me traz um profundo pavor e saudade, mesmo que ele não lembro do motivo.
"Voltarei em um momento, meu doce menino." Sussurrou a mulher com amor, enquanto se aproximava e beijava sua testa como uma mãe.
Ah, ela deve ser a minha mãe. Pensou Luke ao entender o comportamento da mulher antes.
Ele sentiu alguém acariciando seus cachos rebeldes e viu que era o cara de terno ao lado da mulher, que como ela, também possuía um olhar carinhoso direcionado á ele antes que os dois saíssem juntos, acompanhando o médico e fechando a porta do quarto atrás deles.
Lucerys, sentindo que estava preste a cair no sono, esqueceu que ainda segurava a mão de Aemond. Aflouxando o aperto, ele estava prestes a afastar a mão, mas foi pega pelo outro mais uma vez e com um aperto firme, como se seu dono tivesse medo de perdê-lo de novo.
"Você faz ideia do susto que você me deu?" Perguntou o homem, com uma raiva sendo levantada na voz. "Se você queria uma reação de mim, parabéns então, você conseguiu minha e de toda a família!"
Luke abriu os olhos que não tinha percebido que tinha fechado, voltando a olhar para o visitante ao lado. Surpreso, ele pensou no que dizer, mas estava muito cansado para isso, então continuou só encarando Aemond, esperando ele esclarecer.
"Eu sabia que você era mesquinho o bastante para tentar me fazer sentir ciúmes de você, mas quase morrer numa incêndio para provar algo foi a gota d'água." Disse enquanto apertava a mão de Luke a ponto de machucar.
Sentindo a tensão da situação, Luke rapidamente se levantou assustado e isso não se provou uma boa ideia com a tontura e dor que se seguiu mais uma vez, fazendo ele cair de lado enquanto segurava a própria cabeça.
"Hurg!" choramingou Luke com a dor.
Percebendo Luke se encolhendo de dor na cama, Aemond soltou a mão dele e se aproximou para segurar o garoto em seus braços, enquanto apertava o botão para chamar ajuda. Ele gritava por socorro, esperando algum enfermeiro ou médico de plantão que esteja passando pelo corredor entre no quarto.
"Eu sinto muito, sinto muito, sinto muito..." Desculpava Aemond repetidamente, com tristeza transbordando na voz.
A última coisa que Luke viu antes de sua visão escurecer era o rosto desesperado, cheio de remorso de Aemond ainda pedindo perdão.
Naquele momento, a escuridão era bem vinda, como um doce escape para esse pesadelo.
O segundo despertar de Luke foi menos tranquilo, com os efeitos dos remédios fora do seu sistema. Ele finalmente pôde abrir os olhos e compreender, sem que sua mente estivesse nublada pelo efeitos das drogas. Ele se encontrou não mais desorientado, mas ainda sozinho no quarto espaçoso.
Olhando para fora da janela com o sol ainda baixo, Luke percebeu que talvez fosse uma manhã com poucas horas para ser meio dia.
Ele estava sem memórias ou lembranças, como seus últimos visitantes teorizaram. E podia agora sentir uma dor surda no ombro esquerdo. O médico que o visitou antes tinha comentado que ele poderia ter alguma sequelas do acidente que ele acabou sendo pego.
Preso em seus próprios pensamentos, ele nem percebeu a enfermeira abrir a porta para checa-lo rapidamente e saindo em seguida para informar que o paciente acordou.
Ele fez alguma merda, né? Isso explicaria como ele acabou nessa situação fodida. Explicaria também por que aquele — Policial de elite (?), o que diabos ele seja — veio visita-lo. Provavelmente querendo respostas do que aconteceu. E com o estado em que Luke se encontra, ele nem saberia o que dizer num interrogatório.
Suspirando, ele se virou para apertar o botão para chamar alguém, mas a porta foi aberta sem demora pelo Doutor Gerardys, que entrou seguido pela mulher loira prateada que ele suspeita que seja a mãe dele.
"Olá Luke, como foi o seu sono?" Perguntou o Doutor educadamente, segurando uma pasta.
Tentando levantar para encostar as costas no travesseiros, a mulher rapidamente se aproximou e o ajudou. Após terminar de aconchegá-lo, ela passou os dedos brevemente em seus cachos com um carinho em seus olhos antes de se afastar para deixar o médico checa-lo.
O doutor se aproximou, olhou o aparelho cardiograma e depois se virou para a mulher, enquanto pegava uma das cadeiras e fazia um gesto para a mulher sentar.
Seguindo a etiqueta, como uma memória muscular enraizada em sua educação, a mulher sentou enquanto o médico pegava a outra cadeira e sentava, preparado para conversar com o paciente seriamente.
"Foi tranquilo, Doutor." Respondeu Luke enquanto observava a mulher preocupada aproximar a mão para tocar a dele, mas no meio do caminho hesitou e desistiu quando viu que ele a olhava com receio.
"Isso é um bom sinal. Você comentou brevemente que estava com dor no ombro esquerdo. De zero a dez, qual é o nível de dor que você sente?"
Luke pensou por um momento, levantou o braço e fez uma careta com o desconforto que se abateu nos nervos do ombro.
"Eu diria uns seis, doutor." Comentou enquanto o médico começou a pressionar os pontos doloridos com as mãos.
"Essas dores musculares é normal depois de ter membro deslocado. Você teve muita sorte de não ter quebrado ele com o impacto." Comentou o Doutor enquanto se afastava. "Vou te recomendar um remédio para dor e exercícios para trabalhar no ombro nas próximas semanas. Se as dores persistir, terei que te direcionar para a ala de fisioterapia para ajudar."
"Hm... Doutor..." Disse Luke, hesitando. "Por que não me lembro de nada?"
A mulher ao lado do médico se encolheu angustiada, olhando para ele com dor e tristeza em seus olhos brilhantes de lágrimas não derramadas.
O médico olhou para ela, antes de voltar seu olhar sério para ele. Ele pegou e abriu a pasta que trouxe com ele, tirando papeis e os resultados do raio-x, colocando-os no colo de Luke.
"Então, Lucerys, acho melhor dizer tudo o que ocorreu desde o começo de sua estadia no hospital." Disse o Doutor, o olhando nos olhos. "Três semanas atrás, você teve sua entrada no hospital sendo trazido pelos socorristas em estado crítico. Você acabou com um traumatismo craniano, várias lacerações pelo corpo, um ombro deslocado e um nariz quebrado. Tivemos que deixa-lo em coma induzido para curar adequadamente seus ferimentos."
Puxando o raio-x, o médico mostrou a rachadura no lado de trás do crânio.
"Como a parte de trás estava inchada, tivemos que trabalhar na infecção e no traumatismo. Tínhamos expectativas que sua recuperação seria rápida, mas com um ferimento como seu, já era esperado alguma sequela." Disse o médico, dando um sorriso de conforto. "Você se recuperou melhor do que esperávamos. Normalmente os pacientes que passaram na mesma situação acabaram cegos, ou pior, não acordavam mais."
A mulher ao lado suspirou, segurando as mãos trêmulas como se estivesse rezando ou agradecendo aos deuses pela misericórdia que o deram por não passar por isso.
Luke estremeceu, sentindo que foi salvo por pouco de acabar com esse tipo de sequela.
"No entanto, perda de memória pode ser uma das sequelas do ferimento na cabeça ou pode ser uma sequela psicológica da sua mente de te proteger dos acontecimentos que levaram aos ferimentos." Disse o doutor, tirando um cartão do bolso. "Provavelmente pode demorar um dia, semanas ou anos para você se lembrar totalmente, mas suas memórias virão aos poucos, não se preocupe."
O médico entregou o cartão a mulher.
"Esse é o número do psiquiatra privado do hospital. Recomendo que você tente ter algumas consultas com ele quando começar a ter suas lembranças de volta. Te ajudará a passar pelos acontecimentos sem se sobrecarregar." O doutor levantou a mão para um aperto de mão em despedida para o paciente e a mulher. "Agora me despeço para ver os outros pacientes. Se precisarem de mim, avisem uma enfermeira para me chamar."
"Muito Obrigada, Doutor Gerardys. Irei preencher os últimos documentos da hospitalização do meu filho e entregá-lo quando puder." Prometeu a mãe.
"Obrigado, Doutor." Agradeceu Luke, que se encontrava observando a mãe dele.
"Não há de quê e não se preocupe com a papelada." Disse o Doutor, se despedindo e saindo.
Agora sozinho com a mulher, Luke se vira para a mulher que também o estava encarando com afeição.
"Então, você é a minha mãe?" Perguntou Luke, admirado. "Achei que você era uma deusa vindo abençoar essa pobre alma."
Desviando o olhar, ele sentiu as bochechas ficarem quente. Rindo de vergonha, ele puxou um dos fios de seu cabelo cacheado como se fosse um hábito de nervosismo dele. Por um momento, ele parou enquanto segurava o fio de cabelo, percebendo, surpreendido, que a cor do cabelo dele não era loiro prateado igual da mulher/mãe dele.
Era castanho chocolate.
"Sim, meu doce menino. Sou Rhaenyra Targeryen, sua mãe e sua guardiã. Quando me ligaram avisando que você estava em um hospital, deuses, foi desesperador." Disse a mulher segurando as lágrimas enquanto o olhava com dor e carinho. "Como eu estava em uma viagem de negócios em DriftMark, demorei um dia para chegar até você. Fiquei agradecida que seu tio Aemond estava aqui cuidando de você na minha ausência."
"Mãe..." Disse Luke, testando a palavra em sua voz. "Quem sou eu? Como acabei nesse acidente?"
Ouvindo isso, Rhaenyra deixou uma lágrima cair e rapidamente a limpou enquanto se aproximou, com a intensão de segurar sua mão. Ele com medo dela hesitar mais uma vez, alcançou a mão dela e segurou com um aperto firme.
Naquele momento, lágrimas encheram os olhos de Luke. Ele não imaginava que precisava do conforto de sua mãe até aquele momento. E que o desejo de confortá-la estava aumentando a cada minuto.
"Meu doce menino, você é o meu segundo filho, Lucerys Velaryon, mas te chamamos de Luke. Você é meu filho e de Laenor Velaryon. Um Targaryen e um Velaryon." Disse ela com convicção, enquanto acaricia o rosto dele com a mão livre. "Você atualmente possui dezenove anos, atualmente se preparando para fazer faculdade de artes e atualmente morando com seu tio Aemond."
Eu olho para ela um momento, confuso.
"Eu não moro com você?"
"Você morou comigo e seu padrasto até o ano passado. Depois que você terminou o ensino médio, você conseguiu um emprego como mecânico aqui em Porto Real, então se mudou para morar por aqui para tentar uma faculdade perto do trabalho." Disse Rhaenyra olhando para o filho intensamente, como se tentasse entender algo nele. "Eu jurava que você iria tentar um curso de engenharia mecânica na faculdade por conta do seu trabalho, mas passou cinco meses de curso você desistiu da ideia e não me disse o que iria fazer a seguir."
Luke franziu a testa, confuso.
"Então do nada escolhi artes...?!" Perguntou ele tentando entender a lógica dele mesmo.
"Essa foi uma das minha preocupação querido. Você mal atendia minhas ligações e quando eu conseguia conversar com você, sempre me dispensava dando desculpas que estava no turno de trabalho." Disse Rhaenyra, suspirando enquanto olhava para o filho decepcionada.
Se sentindo envergonhado e sentindo que preocupou desnecessariamente a mãe, ele desviou o olhar.
"Desculpe. Eu não me lembro." Disse ele tentando se lembrar. "Talvez eu não queria te preocupar e ser um fardo para você na época."
"Ah, meu querido filho. Você nunca será um fardo para mim. Só dói o meu coração em saber que você está longe do meu alcance para te proteger. Desde o seu incidente, fiquei pensando, se eu tivesse aqui eu poderia ter evitado? E isso não sai da minha cabeça."
"Mãe..." Repreendeu Luke, não querendo que sua mãe se sinta culpada por algo inevitável.
"Então eu tomei uma decisão. Irei resolver todos as documentações e iremos nos mudar para a Fortaleza Vermelha."
Demorou um minuto para Luke entender.
"Mãe, você não precisa se mudar para cá por minha causa."
"Não é só por sua causa, meu doce menino." Garantiu Rhaenyra. "Tenho... outros assuntos a resolver por aqui."
Ele esperou que ela explicasse, mas no final ela não disse nada.
"Como eu me acidentei?"
Rhaenyra o olhou brevemente com olhos preocupados antes de finalmente responder.
"Pelo o que descobri até agora, há três semanas atrás, houve uma explosão na mansão principal de Harrenhal e você estava lá no dia e na hora do ocorrido. Você foi encontrando preso em baixo dos escombros na garagem da mansão, bastante ferido." Explicou Rhaenyra, deixando a dor e desamparo que sentira nessas últimas semanas transbordar dela em lágrimas.
Vendo a forte mulher desmoronar na frente dele, ele acabou deixando as próprias lágrimas caírem de toda a dor e frustração que a situação o deixou. Sem memórias e vulnerável para tentar lidar com as consequências de um acidente que poderia ter custado á vida. Para lidar com a perda do que ele conhecia e tinha.
Mas pensar que poderia ter saído pior do acidente, trás arrepios de medo.
Era tão injusto, mas também tão misericordioso.
Buscando o conforto e querendo confortar sua mãe, Luke puxa a mão que estava entrelaçadas e a pega num abraço forte, enquanto eles choram e confortam um ao outro.
"Eu fiquei com tanto medo..." Murmurou Rhaenyra, engasgando com o caroço que se formou na garganta com a tristeza e lágrimas. "Pensei que você não acordaria mais. Pensei que perderia mais um filho para o estranho porque não estive lá para impedir..."
"Eu sinto muito, mãe." Choramingou ele com o rosto em lágrimas no pescoço dela.
"Eu também sinto muito, meu doce menino."
Os dois ficaram confortando um ao outro até que a enfermeira apareceu, trazendo um mingau de aveia para o paciente para o horário de almoço.
Por enquanto, sem suas memórias presentes, sua mãe ajudou a lhe dar informações sobre ele e sua complicada família enquanto almoçavam em seu quarto no hospital.
E sem contar que foi chocante de ouvir.
"Espera, você é casada com o quê? Meu tio-avô? Parente distante?" Perguntou Luke, engasgando com a descoberta.
Sua mãe deu uma risadinha nervosa, que ele achou fofo.
"Sim. Como somos descendentes do sangue da Velha Valíria, temos um sangue mais superior que as pessoas normais. Dizem os livros e arqueológicos que encontraram provas, que nossa linhagem são descendentes de sangue de dragões." Disse ela séria, com orgulho. "Como nosso sangue valiriano é quente como dos dragões, era comum na cultura deles se estabelecerem com alguém do próprio sangue."
"Então, está tudo bem se eu tiver algum relacionamento com algum dos meus parentes?" Perguntou Luke, testando as marés.
"Bem, por que não? Todos têm direito de amar quem quiser na nossa família." Disse ela enquanto afastava a franja dele dos olhos com a ponta dos dedos.
"Eu tenho irmãos?"
"Sim, você tem seu irmão mais velho, Jace, que está no quarto ano de faculdade de direitos. Você e ele tem um relacionamento tranquilo, sempre eu encontrava vocês dois junto brincando ou conversando. Ele sempre te adorou e protegeu. Infelizmente ele não pode te ver agora, já que está estudando direitos em Winterfell e está com muitos trabalhos acumulados para viajar para cá."
Por um momento, ele deslumbrou dor aparecer em seu rosto, pensando em alguma lembrança, mas isso passou rápido com Rhaenyra o olhando suavemente novamente.
"Você também tem irmãos mais novos, o pequeno Joffley que nasceu depois de você. Um doce de menino, tão animado e sempre o encontro fazendo algo imprevisível. Uma vez ele me pediu pra deixa-lo fazer balé e acabei apoiando. Uma semana depois eu soube que ele abandonou e foi tentar futebol. Hoje ele está fazendo aulas de dança e curso de informática." Disse a mãe, exasperada. "Me preocupo se ele está perdido no que gostaria de fazer na vida, mas independente do que ele escolha, sempre irei apoiar ele e todos vocês."
"Ele me parece alguém que não vai ficar parado em casa por muito tempo." Disse Luke, brincando.
"Eu me preocupo, mas como ele ainda é jovem, irei deixar ele viver como quiser." Disse Rhaenyra, com um sorriso carinhoso enquanto se lembrava de seu Joffley. "Depois dele, tive Viserys, o nome em homenagem ao seu avô. Atualmente ele está frequentemente à escolinha. É uma criança gentil e bastante esperta para a idade dele. Eu o tive depois que me casei com Daemon, seu padrasto."
"Daemon é o cara de terno que estava com você antes?" Perguntou Luke, lembrando de um dos acompanhantes que estava com a mãe dele antes.
"Sim, é ele. Ele irá aparecer aqui quando formos pegar você da sua alta."
Luke rezava para todos os velhos e novos deuses que isso ocorra o mais rápido possível, ele achava que pode enlouquecer se ficar mais tempo nesse ambiente fechado.
"E por último, tivemos o Aegon, o jovem, á dois anos. Ele está sendo bem cuidado pelas babás da nossa família por agora. É uma criança tranquila e saudável, você sempre o mimava com doces fora de hora e histórias para dormir quando morava conosco." Suspirou Rhaenyra, com saudade e tristeza em seus olhos. "Eu estive grávida ano passado e acabei perdendo prematuro a minha pequena Visenya. Acho que os deuses tem seus humores cruéis para dizer quando é para parar de dar a luz."
Lucerys aproxima sua mão e segura a da sua mãe com firmeza, consolando-a. Ele não tem memória da dor que ele e sua família tiveram que sofrer com a perda, mas ainda ele sente um aperto no peito pela angústia de sua mãe.
"Você disse Aegon, o jovem. Existe mais de um Aegon?"
Ela olhou desconfortável, evitando seu olhar.
"Ah, sim. Ele seria seu tio e um dos meus meios-irmãos."
Nesse ponto, sua mãe contou como era um assunto delicado e problemático, mas mesmo assim ela não escondeu nada dele.
Sua avó Aemma, mãe de sua mãe, Rhaenyra, teve dificuldades na gravidez, dando a luz a filhos natimortos ou com problemas no meio do parto. Infelizmente, o último parto dela acabou matando ela e o filho Baelon que teve só poucos minutos de vida.
Viserys, que era conhecido por toda a Westeros como Viserys, o Rei, por ser dono da empresa mais poderosa e famosa que existe, estava em uma das suas reuniões quando soube que sua amada esposa havia falecido no parto.
Rhaenyra, que estava começando a trabalhar na carreira de modelo aos quinze anos, ficou sabendo depois de um dia de sessão de fotos e acabou o dia chorando de luto em seu camarim emprestado.
Foi meses difíceis, tanto para Rhaenyra, quanto para Viserys, com os acionistas e empresários patrocinadores junto com jornalistas em cima exigindo um herdeiro para a fortuna e império. Sem pensar duas vezes, ele deixou claro para o público e seus colegas de trabalho que seria sua filha Rhaenyra, a herdeira de tudo depois dele.
Mas mesmo já esclarecido, todos ficaram em cima sempre perturbando e exigindo um novo casamento para manter pelo menos a imagem. E com a pressão, ele aceitou se casar com a filha do CEO do império de gastronômico de Westeros, e Vice-diretor executivo de Viserys, Otto Hightower.
O que foi chocante e decepcionante, já que a filha dele era a Alicent Hightower, melhor amiga de infância de Rhaenyra e com a mesma idade dela.
Depois de meses da mídia fazendo um circo sobre esse escândalo — como se todo mês não aparecia um escândalo diferente para essa família peculiar — e os tabloides enchendo de notícias e fotos vazadas dos dois andando juntos e papazases perseguindo, o casamento ocorreu tranquilo aos olhos da igreja dos Setes, a religião dos Hightower.
Naquele dia em diante, Alicent Hightower desistiu dos seus sonhos de ser modelo junto com Rhaenyra, casou e deu a luz à quatro filhos de Viserys.
Tio Aegon, o velho, foi o primeiro filho e foi de longe, o mais problemático do segundo casamento de Viserys. Sempre foi encontrado fora de casa, não aparecia na escola e já foi preso por porte de drogas e bebidas alcoólicas. A gota d'água que fez o próprio Viserys o internar numa clínica para viciados foi quando saiu a notícia que manchou os Targeryen. Aegon tinha sido preso por ser encontrado drogado e bêbado após bater o carro numa festa de fim de ano, atropelando duas prostitutas que passavam no local. As prostitutas sobreviveram, mas indiciaram Aegon por homicídio culposo.
No mesmo dia, saiu uma notícia de abuso doméstico com uma foto de uma decepcionada Alicent Hightower esbofeteando a cara de um Aegon algemado na frente do departamento de polícia.
É de conhecimento geral que os Targaryen era a família mais poderosa e rica de todo o país. Mas era também a que todos sempre esperam uma polêmica. Como dizem, quanto mais a altura, maior é a queda.
O segundo filho, foi Aemond' 'o caolho'. Ele sempre foi um filho recluso e responsável, e isso o acabou prejudicando, já que o fez amadurecer cedo demais na infância. Ele era visto sempre vigiando seus irmãos por ordem da mãe ou avô, sempre cuidando como se ele fosse o irmão mais velho.
Como sendo aquele que não esperam nada, afinal ele era só um segundo filho, sem expectativas de herdar algo, o fez ter mais ganância que qualquer outro Targeryen, sempre correndo atrás e buscando o que quer. Sempre se provando e testando os próprios limites. E talvez graças a isso, ele seja o que ele é hoje, com suas conquistas e falhas.
"Espera, eu cortei o olho dele e ainda moro com ele?!" Perguntou Luke, chocado.
"Sim, meu doce menino. Eu me surpreendi quando você se aproximou de mim e disse que iria morar com ele. Achei que vocês se odiavam já que nem se falavam quando estávamos nas festas com toda a família reunida. Fiquei com pé atrás na época, já que fiquei com medo dele retalhar em retorno pela cicatriz que você deixou nele depois de proteger Jace dele na infância. Mas me surpreendi que Aemond veio pessoalmente depois do turno dele para esclarecer e prometer que cuidaria de você."
Luke olhou para ela cético. Na última conversa que tiveram, mesmo Luke meio grogue, ele sabia que eles não tinham um relacionamento fácil.
"Mas ele me perdoou? Temos uma amizade agora?"
"Eu não sei dizer. Sobre Aemond, você sempre foi vago e evasivo quando eu perguntava como estava sendo a convivência. Daemon sempre me acalmava falando que você sabia se cuidar mesmo com os olhos fechados, mas, deuses, que mãe não ficaria preocupada com o filho morando em outra cidade e se estava sendo bem cuidado?" Disse Rhaenyra, preocupada.
"Bem, se eu estava em boas mãos, só saberei quando o conhecer. Ele era o cara com o tapa-olho que veio me ver, né?" Perguntou Luke, lembrando do vislumbre do cara na sala.
"Sim. Ele ficou com você nessas últimas três semanas enquanto tive que resolver algumas reuniões do conselho da empresa do meu pai. Depois que ocorreu o acidente, ele pediu férias do trabalho para poder passar tempo aqui cuidando de você. Isso me deu esperanças que vocês já teriam superado suas diferenças nesse tempo de convívio."
Luke ficou surpreso, já que não o via desde que acordou brevemente na primeira vez.
"Ele trabalha em quê?"
"Ele é um policial, meu doce menino. Ele trabalha no setor de apreensão de drogas e homicídio, então não será surpresa você não encontra-lo no apartamento que vocês dividem. Como estamos mudando para cá, você pode voltar a ficar conosco sempre que precisar. Você sabe que sempre morro de saudades dos meus amores estarem tão perto, mas tão longe ao mesmo tempo." Disse Rhaenyra o abraçando com amor.
"Obrigada mãe, mas acho que irei andar devagar e reaprender a conviver com tudo e todos aos poucos."
Já esperando uma recusa, Rhaenyra suspirou e abraçou com mais força, esperando com todo coração em sempre poder manter seus filhos sempre ao alcance dos braços e protegê-los.
"Tudo bem então, meu doce menino, mas não se esqueça que sua mãe sempre estará aqui para o que precisar. Sem julgamentos e sem segredos." Prometeu Rhaenyra, beijando o canto de sua sobrancelha com carinho.
Luke pode não ter memórias sobre seu amor pela mãe e pela sua família, mas ainda podia sentir como eles se importam pela palavras de sua mãe. E nesse momento de desamparo e pedido como ele se sente mais do que nunca agora, esse conforto é muito bem vindo.
Sua mãe se afastou para continuar falando dos outros membros da família, mas foi interrompida por uma batida na porta.
Mãe e filho se viraram para ver se era o médico para checa-los, mas são surpreendidos por dois desconhecidos homens idênticos. Os irmãos gêmeos usavam ternos pretos com sobretudo beje e o outro com um marron.
O que usava sobretudo bege virou seu olhar para Rhaenyra e levantou um distintivo dos Mantos Dourados.
"Boa tarde, Sra. Targaryen. Eu sou o detetive Arryk Cargyll e meu parceiro é o detetive Erryk Cargyll, fomos colocados no caso em que seu filho foi envolvido." O detetive olhou por um momento para Luke, antes de voltar o olhar para ela. "Nós já pegamos o depoimento do seu meio-irmão e do seu marido. Você pode nos dar um minuto do seu tempo?"
Vendo que era a polícia de King Island, Rhaenyra se virou para o filho e se desculpou.
"Querido, eu voltarei em um momento. Se precisar de algo, me chame." Disse ela dando um último beijo na testa de Luke, antes de levantar e ir com os policiais.
Luke deu um sorriso tenso e um aceno antes de ver sua mãe saindo.
Algumas horas depois, Luke se encontrou andando pelos corredores do hospital, levando o poste que segurava o soro que ainda estava conectado à ele. Depois de horas discutindo que precisava andar para mover as pernas e sua circulação antes que seus membros acabem atrofiados, o médico permitiu meia hora no máximo e levando com ele o soro.
Luke nem reclamou sobre isso, qualquer minuto a mais dentro daquele quarto e ele com certeza iria enlouquecer. Ele percebeu que odiava lugares fechados e prefere mais a natureza e ar livre. Talvez isso foi o motivo dele ter escolhido fazer curso de artes na faculdade.
Luke foi direto para o elevador e apertou o botão para subir para o seu andar. Olhando em volta e vendo médicos, enfermeiros e visitantes andando para todos os lados, ele se sentiu mais sufocado. Não ajudava que seus olhos começou a arder por conta da iluminação e muitos movimentos sobrecarregando ele.
Esfregando os olhos com a mão livre, ele ouviu a campanhia informando que o elevador estava em seu andar. Ele entrou e se plantou no canto com o poste com soro, ainda com a cabeça baixa e esfregando os olhos. Luke pulou de susto quando ouviu a voz grossa de uma das enfermeira conversando com sua colega ao lado dentro do elevador.
"Eu estou te falando, esses Targaryen são outra coisa! Estou surpresa que eles conseguiram colocar os paparazzi longe desse hospital." Fofocou a enfermeira.
"Eles tem dinheiro de sobra, eles podem gastar com o que bem entenderem. Você viu os caras que vieram visitar o garoto Velaryon? Não é só grana que essa família possui. Não é todo dia que você vê a Delícia do país, a grande Rhaenyra Targaryen!" Disse a balconista do hospital, extasiada e sonhadora dentro do elevador. "Se eu não fosse tão profissional com o meu trabalho, eu pediria que ela me desse um autógrafo no meu sutiã."
Luke engasgou, chocado. Ele não esperava a ousadia da funcionária em relação a sua mãe.
O quão famosa é a sua família?
As duas mulheres não repararam na reação dele, ainda em seu próprio mundo enquanto empurravam uma a outra de brincadeira.
"E você ainda me chama de safada!" Disse a enfermeira, brincando.
"Mas você é! A Lettha, a faxineira, me disse que você tentou pegar o telefone daquele Targaryen de tapa-olho gostosão semana passada!" Disse a balconista com um sorriso malicioso.
Por um momento, Luke pensou em quem ela poderia está se referindo até lembrar do seu tio Aemond.
"Ah, nem me lembre! Quando entrei no quarto do paciente Lucerys Velaryon, encontrei o gostosão Targaryen sentando ao lado do garoto, beijando a mão e acariciando os cachos do paciente." Disse a enfermeira deprimida, sem perceber o olhar chocado de Luke. "Ele também mal saiu do lado dele. Nem tive mais coragem de tentar sair com ele. Com aquele ato amoroso, ele provavelmente está namorando o jovem rapaz."
"Sério? Mas ele disse no balcão que era tio do paciente." Perguntou a balconista confusa.
"Ah, eu sei lá. Você sabe que os Targaryen são conhecidos também pelos seus costumes estranhos de se casarem com uns com outros, independente do parentescos." Disse a enfermeira como se estivesse falando sobre o clima.
"Ah sim, os Targaryen são estranhos. Se eu me lembro bem, a famosa Rhaenyra casou com o tio dela, Daemon Targaryen, o atual diretor da força policial dos Mantos Dourados."
"Eu não a culpo, se eu pudesse, mataria o meu atual marido e tomaria um tio como o dela também." Disse a enfermeira, lembrando da maior polêmica da família. "Alguns acreditam que ela matou o Marido Laenor Velaryon e como vingança pela conduta 'livre' que ela possuiu ao dar á luz seus filhos que claramente são do amante Harwin Strong, o Diretor da Hightower Corp. foi o mandante da morte do amante."
Luke sentiu sua mão que segurava o poste de soro começar a tremer pela ansiedade e desconforto do que descobriu, mas ainda colocou sua atenção na conversa das funcionárias.
"Você acha que ela matou o antigo marido?" Perguntou a balconista, desconfortável com o tópico da conversa.
"Eu não sei, mas uma coisa que eu sei é que eles tem dinheiro e poder o bastante para sumir com qualquer um e pagar para sair impune de qualquer situação." Disse a enfermeira, olhando as próprias unhas. "Mas ainda estou decepcionada por não conseguir tirar uma casquinha daquele gostosão Targaryen policial."
"Bem, você sabe como esses Targaryen são. É bem provável que aquele Targaryen gostoso esteja dormindo com o sobrinho. Tal mãe, tal filho." Disse a balconista encolhendo os ombros enquanto a campanhia do elevador tocava, informando que chegou no andar deles.
"Isso é verdade?!" Disse Luke, olhando com desgosto e chocado para a enfermeira e balconista.
"É claro, fofoca quente como você é o que você mais acha por aqui." Disse a balconista piscando para ele, tentando flertar descaradamente.
A enfermeira que estava conversando de costa para Luke, se virou e olhou para ele de relance antes de olhar para a porta do elevador se abrindo. Mas quando ela olhou rapidamente de novo para ele, reconhecendo que era ele que ela estava fofocando, a mulher ficou pálida em segundos e sem perder tempo, pegou o pulso da balconista e a arrastou para porta a fora do elevador enquanto sumia na multidão que entrava no elevador em seguida.
Ele tem um relacionamento amoroso com o tio dele?! Mas sua mãe não mencionou nada disso! Talvez ela não saiba. Ou essas fofoqueiras desocupadas não tem nada melhor pra fazer e fica inventando o que não existe.
O chocante pra ele foi a insinuação de que sua mãe é uma assassina. Que pode ter cometido adultério e feminicídio. Isso é impossível. Se fosse verdade ela estaria presa respondendo pelos seus crimes. Famosa ou não.
"Eu não sei, mas uma coisa que eu sei é que eles tem dinheiro e poder o bastante para sumir com qualquer um e pagar para sair impune de qualquer situação."
Lembrando do que a enfermeira insinuou, deixou Luke se sentindo doente, com o estômago revirando de enjoo e uma apreensão e ansiedade dominando sua mente.
Se ele perguntasse Rhaenyra, ela diria a verdade para ele ou evitaria o assunto? Como ele não a conhece e sendo a única consolando ele, foi fácil acreditar e se sentir seguro com ela, mas a questão é, é confiável? Sem memórias e sem direção, quem nessa família não tiraria vantagem disso?
Enquanto se sentia sendo pressionado mais fundo do elevador com a multidão discutindo sobre exames e outros pacientes, Luke respirou fundo e soltou o ar algumas vezes até sentir que sua ansiedade não vai se tornar um ataque de pânico.
Ele preferiu deixar esses problemas no fundo da mente até poder discutir com alguém mais confiável mais tarde.
Depois de pegar o elevador e passar furtivamente pelo balcão do hospital, Luke passa pela porta da frente do hospital e se maravilha com o raio de sol da tarde tocando seu corpo. Parecia que ele não sentia o sol e os ventos suaves por um bom tempo. Pode se dizer que sim, já que ele passou em coma induzido nessas últimas semanas.
Suspirando, ele se sentou no banco que estava livre na esquina da área de fumantes.
"Isso vai depender, como o garoto Velaryon acabou preso nessa confusão se ele nem era conhecido da vítima?"
Ouvindo ser mencionado na conversa, Luke se virou de relance para o lado, reconhecendo os detetives gêmeos que conversaram com sua mãe mais cedo.
Eles estavam na esquina ao lado onde Luke se encontrava sentado, em frente á uma máquina de bebida, esperando os cafés gelados caíssem da máquina. A única coisa que impedia deles saberem a localização de Luke era a parede que os separavam.
"Eu não sei, mas eu aposto que a família dele está escondendo algo." apontou Erryk Cargyll.
"Vai ser pior se ele estiver envolvido com o assassino." Suspirou Arryk Cargyll. "Pena que temos uma testemunha sem memórias para interrogar."
"Você ouviu Daemon e Rhaenyra, o garoto deve ser deixado em paz até conseguir suas memórias de volta." Avisou Erryk. "Se o perdemos de vez, voltaremos a estaca zero nesse caso."
Arryk pegou sua bebida da máquina e encostou as costas na parede enquanto bebia.
"Eu acho que não deveríamos tirar Lucerys da lista de suspeitos." Disse Arryk, sério. "Só por que não tem memórias, não quer dizer que ele é inocente. Você conhece muito bem como funciona os Targaryen. Para o público eles são a família mais bem sucedida e justa, mas por baixo dos panos, eles controlam o submundo do crime."
"Eu entendo. Para essa família é mais fácil lidar com 'todos são culpados até que se prove o contrário'." Disse Erryk brincando e falando sério ao mesmo tempo.
"Você acha que Addam Velaryon e Hugh Martelo tentaram assassinar Lucerys Velaryon por conta da herança de DriftMark?" Perguntou Arryk, olhando para o céu escurecendo com as nuvens acumulando.
"Não saberíamos dizer, aquelas bucetas bastardos estão foragidos desde que foram visto fugindo de Harrenhal meia hora antes da explosão." Disse Erryk, tentando tirar a bebida da máquina. "Mas temos certeza que quem planejou esse incidente, queria o garoto, seu pai biológico Harwin Stronger e o Lyonel Strong, chefe das empresas de Mineração Strong Corp, mortos."
"Quem se beneficiária com a morte dos três principais alvos?" Se perguntou Arryk, pensando.
"Esse é o problema." Disse Errik suspirando, finalmente pegando sua bebida da máquina. "Os Strong, Targaryen, Velaryon e Hightower iriam se beneficiar. Nenhum deles conseguiram colocar as mãos na maior empresa de Mineração e joalheria do país. Bem, até agora."
"Eu não acho que seja os Hightower. A atenção deles está mais dedicada a tirar Rhaenyra da herança dela e manter o império Targaryen só para si."
"Eu tenho minhas dúvidas. Otto Hightower já se mostrou um homem que não deve ser subestimado, irmão. Mesmo que eu acho que você tem uma admiração por ele que eu não entendo." Disse Erryk, olhando seu irmão de lado, desconfiado.
"Você não ouviu Daemon antes? Você precisa manter seus aliados perto, mas também seus inimigos mais perto ainda." Disse Arrik, com um sorriso divertido.
Errik, não achando graça, resolveu mudar de assunto.
"Quem é o nosso próximo suspeito?"
"Alys Rivers, suposta tia bastarda de Lucerys." Disse Arryk, fazendo uma careta. "Eu não tinha percebido antes, mas me parece que os Stronger possuem mais bastardo do que deixam a mídia saber."
"Espera, ela não é a amante do tio dele, o Aemond 'caolho' Targaryen?" Perguntou Erryk, reconhecendo o nome.
"Eu acho que é ex. Na última vez que vi Aemond na delegacia, ele estava reclamado que ela não valia seu 'doce tempo'." Disse Arryk, rindo da lembrança. "Eu tenho que dizer, esse cara precisa tirar esse pau que ele tem na bunda e ir transar um pouco. Ele sempre parece pronto pra matar alguém a qualquer hora."
"Nem pense em dizer isso pra ele!" Disse Erryk, receoso. "Você lembra que ele fez questão em quebrar o nariz do Larys Strong só de insinuar em levar o 'sobrinho' dele para passar umas férias com ele em Harrenhal. O cara é uma bomba relógio, irmão. Não brinque com fogo."
"Eu lembro. Às vezes que alguém na delegacia mencionava ou perguntava sobre Lucerys, ele olhava com tanto desgosto e nem diria nada. Antes eu achava que era ódio pelo garoto, mas acho que precipitei. Está mais pra superprotetor e assustador ao mesmo tempo." Disse Arryk, amassando a lata de bebida e jogando no lixo. "Eu aconselhei Rhaenyra para tirar o garoto de Aemond. Não vejo nenhum bem para ele ter que lidar com Aemond sozinho."
Erryk olhou para o irmão surpreso, antes de responder.
"Se ele descobrir, eu não vou te salvar dele." Finalizou Erryk, terminando sua bebida e a jogando fora. "E se perguntarem, eu não sei de nada."
Rindo, Arryk seguiu seu irmão para a garagem para continuar os interrogatórios do dia.
Lucerys esperou alguns minutos, antes de levantar e andar de volta para dentro do hospital. Essa última conversa que ele ouviu conseguiu azedar ainda mais seu humor.
Uma coisa que ele não percebeu até agora, era que ninguém quis falar com ele sobre o incidente que o fez perder as memórias. Como se ele fosse uma criança frágil que pode quebrar no primeiro vento que o pegue.
Isso deixou Luke irritado e frustrado. Assustado e desconfiado, já que não sabe em que e quem acreditar. Parece que ele só conheceu a ponta do iceberg que era sua vida antes dele perder a memória. Parece um quebra cabeça que só quando terminar, mostrará quem era totalmente Lucerys Velaryon.
Os médicos disseram que as memórias voltarão algum dia, mas ele não tem tempo para esperar. Mais que alguém tentou matar ele e sua família. Quem dirá que não irão tentar de novo?
A única forma dele entender a verdade era indo atrás dela, absorvendo o pouco que todos sabem até montar todo o quebra cabeça.
Sua mente, cheia se perguntas e confusa com as novas informações que conseguiu, só pensou que poderia tirar uma soneca da tarde antes de perguntar a alguém sobre o incidente.
Dentro do elevador, ele se olhou no espelho decorativo e absorveu a diferença que ele tinha com sua mãe. Ele possuía cabelos castanho chocolate, emoldurando o delicado rosto com cachos grandes e macios. Dono de grandes olhos castanhos brilhantes, de um nariz de botão meio torto, provavelmente quebrou o nariz mais de uma vez. E uma boca pequena, mas carnuda. Ele tinha um corpo esbelto e magro por conta das semanas em coma no soro e usava uma calça e camisa verde do hospital.
Tirando as feições do rosto, ele não parecia em nada com sua mãe.
Quando o elevador avisou com o som da campanhia que chegou no andar de seu quarto, Luke já estava saindo do elevador quando do nada algo duro bate nele na pressa.
Com um grito de surpresa, ele começa a cair para trás, soltando o poste com o soro. No entanto, ele acaba sendo agarrado por braços fortes e musculosos e apertado no peito da pessoa enquanto só o som do poste caindo no chão é ouvido próximo dele.
"Onde diabos você esteve?! Eu te procurei por todo esse maldito hospital e nada de você!" Disse o homem que o segurava.
Luke iria se desculpar antes de levantar a cabeça e perceber que era o seu suposto tio Aemond que o estava repreendendo.
Diferente da primeira visita, ele estava vestido uma blusa de frio com gola alta preta, jeans azul e uma bota de exército preta. Seu cabelo desta vez estava mais arrumado e brilhava com o reflexo na luz igual da mãe de Luke.
Lembrando das conversas que insinuava que os dois tinham mais do que relação Tio-sobrinho, Luke ficou com as bochechas com uma linda cor vermelha e sem jeito, tentou empurrar seu tio para ter mais espaço entre eles.
"Eu sai para pegar ar fresco." Respondeu Luke, lembrando que os dois não foram apresentados antes. "Você deve ser o meu tio, né?"
Por um momento, Aemond o olhou com dor e tristeza nos olhos antes de voltar a parecer um olhar de indiferença.
"Sim. Sou seu tio Aemond." Aemond se afastou com uma cara séria olhando para a mão que estava conectada ao soro e se agachou, pegando o poste. "Sua mãe te avisou que a gente mora juntos?"
"Sim, eu..." Lucerys parou e hesitou antes de continuar. "A minha mãe está querendo que eu volte a morar com eles até que eu tenha melhorado ou tenha conseguido minhas memórias de volta."
Pela forma que o rosto de Aemond escureceu, ele não aceitou bem isso.
"Ela não precisa. Cuidei de você até agora e nunca foi um problema para mim." Disse Aemond, pegando sua mão livre e levando ele e o poste com soro para a direção do quarto de Luke. "Você sempre foi independente, sempre querendo me agradar mesmo não precisando."
Luke corou sem jeito, tentando não pensar na insinuação que parece ter.
"Você quer morar com sua mãe?" Perguntou Aemond baixo, como se perguntar aquilo o machucasse.
"Não, eu... eu não acho que minha mãe precisa de mais um fardo como eu para cuidar." Disse Luke, lembrando que mesmo que sua mãe se aposentou da vida e carreira de modelo, ela estava empenhada trabalhando na empresa de seu avô Viserys. Alguém tem que manter o império, como os fofoqueiros sempre comentam. "Eu só não quero ser um fardo para você também."
Suspirando, Aemond parou-os no meio do caminho e se virou para Luke, colocando uma grande mão com calos em sua bochecha, acariciando-o.
"Você nunca vai ser um fardo para mim, Taobá. Com ou sem memórias, você é meu. E eu cuido do que é meu." Confessou Aemond, deixando um beijo em sua testa antes de voltar a levar Luke de volta para o quarto.
Luke, mortificado e envergonhado com a confissão, seguiu sem dizer nada.
Quando chegaram na porta do quarto, o telefone de Aemond tocou e ele atendeu enquanto abria a porta.
"Capitão Targaryen falando." Um silêncio se seguiu até que o rosto de Aemond escureceu. "O esquadrão do Diretor Daemon já está sabendo do ocorrido?"
Houve mais um momento de pausa antes de Aemond responder.
"Fechem o quarteirão e cubram o corpo de Addam Velaryon até que eu chegue no local. Eu não preciso dos Mantos Dourados manchando a cena do crime com a presença imunda deles." Ordenou Aemond, finalizando a chamada.
Luke estremeceu, surpreso e tenso que um dos suspeitos fora encontrado morto. Não precisa ser um gênio pra saber que nos próximos dias aparecerá mais gente envolvida ou morta nessa bagunça.
"No momento, tirei férias para cuidar de você até se recuperar, mas também estou participando do caso do seu acidente. Estarei fora por um tempo." Disse Aemond apressado. "Terei que ir agora, mas te prometo que estarei aqui para te pegar quando tiver alta."
Luke acenou, ainda abalado com muita coisa em mente no momento.
Aemond beijou a testa de Luke mais uma vez e se despediu antes de sair do prédio.
Luke entrou e fechou a porta, indo direto para a cama e soltando o poste com soro. Ele deitou e ficou olhando para o teto, cansado e preocupado.
Sentindo como se estivesse num pesadelo real, Luke preferiu deixar o cansaço do dia finalmente desabar em seu corpo para um sono conturbado. É mais fácil lidar com as coisas devagar e não sobrecarrega-lo.
Ele sabia que quando sair do hospital, tudo irá explodir nele. Os assassinos, cúmplices, aliados, rivais e as vítimas.
E, com certeza, será só o começo.
Obrigada á todos por lerem até aqui!
Acho que entendo o que Martins sentia quando colocava muita coisa num capítulo só. Ainda sinto que deixei algo passar mas espero colocar nos próximos capítulos.
Obrigada á todos por adicionar em favoritos e seguirem a história. Até a próxima!
