"Tudo isso é propriedade da Garota Pingüim!" – Diz Pinochio, enquanto seu nariz cresce absurdamente. – "E ela está ganhando uma nota preta só por causa dessa fic idiota!" – Seu nariz cresce ainda mais.

Isso é uma slash (Harry/Draco) não tão recomendável à crianças, por conterem cenas... Bem... impróprias e palavras chulas. Se não gosta não leia! O problema é todo seu, que não sabe o que está perdendo. E é bom não vir com reviews mal educados por aqui, ou estará comprando uma grande briga com direito a processo e CPI.

Outra coisa a lembrar é que esta fic pode ser bem grande e demorada, com tendências a uma história triste (ô dó...), mas com muita slash.

Capítulo II – O Segredo dos Malfoy

Harry caiu no chão tentando se livrar do garoto que parecia querer brigar. Ele relutava a todo o custo para se livrar do pequeno garoto que parecia não sentir seus empurrões. Não queria machuca-lo, mas se não fizesse alguma coisa rápido ele próprio acabaria machucado. Ele gritou o nome de Rony, que tinha ficado para trás com ele, mas parecia que o garoto já tinha atravessado a plataforma sem perceber nada. Surpreso por estar sendo fortemente vencido por uma criança, ele parou de se esforçar, ofegante. O garoto deitou em cima de Harry e levou seus dentes até o pescoço do moreno, que gritou, Foxter levantando-se logo em seguida. Harry ouviu passos correndo na direção dos dois.

"Foxter! Por Merlin, o que você fez?" – Harry reconheceu a voz arrastada de Draco Malfoy enquanto se assentava e levava a mão ao pescoço.

"Então, gostou Draco? Não se preocupe, ele não vai mais te incomodar!" – Foxter sorria maliciosamente.

"Malfoy! O que você pretende jogando este garoto sobre mim?" – Harry olhou para o loiro com raiva.

"Mas se Voldie souber que você o está matando vai querer matar a você!" – Draco tirou os olhos de Harry, ignorando-o, e olhou para Foxter. – "Se quisesse fazer alguma coisa sem se envolver porque não o chutou até que ele sangrasse? Agora vamos ter que cuidar dele!"

"O que?" – Foxter falou, decepcionado. – "Eu não quero cuidar de um Potter! Papai não vai gostar disso!"

"Ou cuidamos dele ou você conta que o matou!" – Draco olhou para Harry. – "Levante-se, Potter! Você tem que vir com a gente!"

"O que? Porque? O que está acontecendo?"

"Cale a boca e nos siga, a não ser que queira ficar e morrer!"

"Eu não vou andar por aí com você! E não vou sair daqui antes que me diga o que está acontecendo!"

"Não seja tolo, Potter! Tem que vir com a gente e ponto final! Se não vier logo o veneno vai ficar mais forte e você só vai morrer mais depressa!"

"Veneno? Que veneno? Será por isso que estou tonto? Mas não me importa! Não vou com você a lugar algum!"

"Fox, pegue as malas dele e leve até o avião. Eu cuido dele."

Foxter estava emburrado a um canto. Ele acenou afirmativamente com a cabeça e pegou as malas.

"Quem é este garoto? Que nome mais estranho o dele! Mas, à propósito, porque o jogou pra cima de mim?"

"Eu deveria deixar você morrer aqui sozinho! Mas Voldie vai matar a todos os Malfoy se souber. E depois de tudo que fiz para ele desistir disso... então se levante logo e não faça perguntas. Aí, quem sabe eu não peço a Voldie para te conceder uma morte bem rápida, afinal, estarei lhe devendo a minha vida."

"Estou ficando tonto! Os Weasleys estão me esperando do outro lado da Plataforma. Não vão deixar que me leve!" – Harry fechou os olhos. Sua respiração falhava. Ele sentiu algo escorrer para seu peito e colocou a mão que repousava em seu pescoço a sua frente para que pudesse vê-la. Assustou-se ao ver que ela estava coberta por sangue. Olhou novamente para Malfoy. Sua vista estava borrada. – "Eles não vão permitir!" – Harry falou, antes de desmaiar.

O.o.O.o.O

Abriu os olhos. Tudo parecia apenas um borro azul e escuro. Esfregou os olhos para que enxergasse melhor, mas não adiantou muito. Tateou o ar ao lado da cama e encontrou um pequeno criado, de onde pegou os óculos. Agora podia ver perfeitamente. Encontrava-se em um amplo quarto. O teto simulava o céu profundamente estrelado, como o do salão principal de Hogwarts, o mesmo que podia ser visto além das janelas. As paredes eram azul escuro, assim como tudo naquele quarto. A imensa porta à frente da cama era azul. O imenso closet tinha uma bela porta dupla azuis. Os candelabros da parede eram azuis. Os lençóis e todo o resto da cama era azul. Tudo azul. Harry olhou para o chão e se assustou ao ver seu reflexo boiar sobre uma escura água.

"Que tipo de pessoa inundaria seu quarto?"

A resposta era evidente. A pessoa que queria sua morte, é claro! O volume daquela água subiria até sufocar Harry por completo. Mas ele não estava com medo. Estava aliviado. Voltou a deitar-se na cama e olhou para a lua crescente. Estava completamente branca e radiante, bem acima da cabeça de Harry. Deveria ser meia noite.

As janelas eram estreitas, pegando do chão ao teto. Haviam oito janelas no quarto. Quatro em cada lateral. O closet se encontrava no meio delas em um lado e no outro lado havia um imenso quadro vazio.

"Engraçado, o céu aqui de dentro parece ser muito mais estrelado do que o lá de fora." – Pensou Harry, enquanto olhava a janela.

"Isto é porque aqui dentro está mais escuro!" – Harry assustou-se com a voz de Malfoy, que penetrava o quarto. Harry não reparara que o garoto entrara pelo quarto. Draco virou-se para Harry depois de fechar a porta.

"Dá pra me explicar onde estou e porque me trouxe aqui?" – Harry olhava para o garoto que se aproximava. A capa de Draco boiava na água, mas não parecia estar molhada.

"Simples. O Lorde me mata se Foxter conseguir te matar."

"Ok, então eu prefiro que este tal Foxter me mate!"

"O grande Harry Potter ser morto por um simples garotinho de oito anos? Eu acho que não!"

"Há quanto tempo estou aqui? E quem é Foxter?"

"Está aqui desde ontem à npoite, quando Foxter, o meu irmão, te atacou. E se quiser ter um bom relacionamento com ele não o chame pelo nome. Vocês ainda não pegaram intimidade, sabe?"

"Então ele é um Malfoy também? Oh, mas que orgulho!" – Harry falou com ironia.

"Sim, é um grande orgulho."

"O que quer comigo se não quer me matar? Me torturar até que eu grite que você é o mais forte?"

Draco riu.

"É uma ótima idéia, Potter, mas eu já tenho esta certeza e não preciso mais ouvir."

"Aquele que pulou em cima de mim era o tal Fox... Malfoy?"

"Nossa, mas como você é inteligente!"

"E pra que ele pulou em cima de mim? Por acaso ele é algum gay tarado interessado em homens mais velhos?"

Harry sorriu ao ver a expressão nervosa e ofendida no rosto de Draco. O garoto empunhou a varinha e a apontou para Harry.

"Mais respeito com minha família, Potter! Pense em repetir algo assim e estarei honrado em derramar meu sangue."

"Oh... desculpe! Eu não vou contar isso para mais ninguém."

Draco pareceu ainda mais nervoso, mas guardou a varinha.

"Se ele ouvisse o que você disse não seria tão compreensivo. Te mostraria tudo o que um vampiro é capaz de fazer."

Harry boquiabriu-se.

"Vampiro?"

"Sim. Foxter é um vampiro de sangue-puro e ontem ele mordeu você. Por isso você está aqui. Temos que tirar o veneno que ele infiltrou em você."

"Veneno? Achei que vampiros chupassem o sangue."

"Chupar sangue? Com oito anos? Não... só passamos a depender do sangue depois da maioridade."

"Passamos? Peraí, então você também é um vampiro?"

Draco olhou para a água, tímido.

"Sim. Eu também sou."

"Desde quando?"

"Ora, desde que nascemos! Somos sangue-puro! O que você está pensando?"

"Não foram mordidos?"

"Não! Eu já falei milhões de vezes que somos sangue-puro!"

"Então Lucius também é um?"

"Não... isso vem do sangue da minha mãe! Mas ela é mulher e não pode ser uma vampira. Se fosse do sangue do meu pai Foxter não seria um vampiro."

"Então vocês não são sangue-puro. Só a mãe de vocês é vampira. Então são... mestiços?"

"Não existem vampiros mestiços. Basta uma pessoa com sangue vampiro para que o filho do casamento desta pessoa seja um também. Meu pai não tem nada a ver. E por falar em meu pai, ele não pode saber que está aqui!"

"Porque?"

"Porque senão ele te entrega a Voldie e Fox e eu iremos junto!"

"Então o único motivo de eu estar aqui é para salvar a vida dos dois vampirinhos encrenqueiros?"

"Como quiser!"

"E se o seu irmãozinho precisar de sangue fresco e vier me fazer uma visitinha?"

"Francamente, você não presta a atenção? Eu disse que vampiros só necessitam de sangue após a maioridade! E vampiros não são viciados! Só precisamos disso uma vez por mês ou menos."

"Quer dizer que vampiros são venenosos?"

"Só quando tem a intenção de matar."

"Oh!" – Harry riu, assustado. – "Só! Isto me conforta!"

"Que bom que gosta, porque eu tive que lhe ceder meu quarto para isso!"

"Fico honrado! Onde está seu irmãozinho? Deveríamos ser apresentados denovo. Ontem eu estava muito... morto, se é que me entende."

"Ele está dormindo. É só uma criança e precisa repor as energias para amanhã. Aliás, era isso que você deveria fazer." – Draco olhou para trás ao ouvir um barulho. – "Me desculpe, mas vai ter que ficar sozinho agora. Meu pai acabou de chegar e ele com certeza me trouxe alguma coisa, se é que me entende."

Draco se virou e andou até a porta, virando-se ao colocar a mão na maçaneta.

"Não se preocupe, eu trarei o seu café da manhã."

Draco saiu do quarto e avançou pelo corredor e desceu as escadas até chegar ao saguão de entrada, onde seu pai depositava a capa e o chapéu em um grande cabide.

"Draco! Está acordado! Que bom que as aulas acabaram. Quando começa na Faculdade?"

"Daqui a dois meses. E então, o que Voldie disse a meu respeito?"

"Eu não pude ir ao encontro, mas sua mãe foi em meu lugar. Pode perguntar a ela."

"Não..." – Draco abaixou a cabeça, decepcionado. – "Ela já dormiu."

"Ora, mas não fique tão triste. Eu trouxe uma 'coisinha' para você matar a 'fome'."

Draco levantou os olhos e viu Pansy Parkinson entrando pelo hall de entrada. A garota sorria maliciosamente.

O.o.O.o.O

Draco saiu de seu quarto, deixando que Pansy fizesse sua tal "surpresinha", e andou até o quarto de seus pais. Se tivesse sorte seu pai acordaria sua mãe sem querer, assim poderia perguntá-la o que Voldemort dissera a seu respeito. A porta estava semiaberta quando ele chegou. Olhou pela fresta e viu seu pai, já de pijama, recostando as costas na cabeceira da cama e abrindo um livro.

"Não dá pra apagar esta luz?" – Ele ouviu Narcisa.

"Oh! Está acordada?" –Lucius abandonou o livro na cabeceira e começou a beijar o ombro da mulher. – "Isso significa que podemos nos divertir?"

"Ah, Lucius... estou tão cansada! A conferência com o Lorde terminou há pouco e minha dor de cabeça não me deixa dormir. Talvez amanhã, está bem?"

"Tudo bem. Então eu vou dormir agarradinho com você!"

"NÃO! Sabe... está muito quente e eu tenho alergia ao feitiço de refresco. Desculpe."

"Ok. Se é assim, boa noite." – Lucius apagou o abajur e se deitou.

"Ah, amor? Dá pra buscar um copo de água para mim? Estou morta de sede."

"Está bem!" – Lucius acendeu o abajur novamente e se levantou.

"Com gelo, entendeu?"

"Tá. Entendi!" – Lucius disse, passando à porta.

Draco correu até seu quarto. Sabia muito bem o que estava acontecendo e sabia que aquela não era uma boa hora.

O.o.O.o.O

Harry andava de um lado para o outro no quarto. Estava desesperado. Nunca precisara tanto de um banheiro. Sua vontade de urinar era tanta que ele sentia que sua bexiga fosse explodir. Ele não podia ficar sentado ou deitado, pois não conseguiria segurar. O único problema era toda aquela água no chão. O barulho e o frio que ela fazia os menor movimento de Harry fazia com que o garoto implorasse ainda mais por um banheiro. A água cobria seus tornozelos, ficando um pouco acima deles. Enquanto usava de toda a sua força e resistência para não fazer tudo ali mesmo, o garoto olhava seu reflexo. Os cabelos rebeldes caindo sobre os olhos e nuca, a roupa de Hogwarts que ele ainda não tivera a oportunidade de tirar e sua cicatriz. O ambiente da Casa dos Malfoy fazia com que ela formigasse. Seus pensamentos foram dissipados quando o garoto ouviu um barulho na porta. Ele parou e olhou depressa para ela. Já estava começando a suar frio, com medo de que Malfoy pai entrasse e o abordasse tão indefeso. Draco entrou o encarou com um leve e malicioso sorriso no rosto, percebendo o sofrimento de Harry ao olhar onde se encontravam as mãos do moreno. Harry correu até ele e o segurou pela gola da camisa.

"Se não quiser que eu saia por aí procurando e colocando a sua e a minha cabeça em jogo me fale onde é a merda do banheiro!" – Harry falou rápido, demonstrando um profundo desespero na voz.

"Uau, estou morrendo de medo! E me larga! Estas roupas não são dignas de que você as toque." – Harry largou Draco, empurrando o loiro, que sorria. – "Tudo bem agora, me acompanhe."

Harry seguiu o garoto até o que ele pensava ser o armário. Draco trancou a porta e quando abriu quase caiu por causa do empurrão de Harry, que entrou rápido e trancou a porta.

"Aproveite e tome um longo banho! Você sabe o que é banho, não é?" – Gritou nervoso.

Tentou se controlar para não perder a calma. Ninguém o empurrava e ficava impune. Olhando para sua cama, que estava uma verdadeira bagunça, e balançou negativamente a cabeça. O garoto sacou a varinha e, com um simples movimento, a cama ficou muito bem arrumada. Draco andou lentamente até a janela e olhou para o céu. Ainda restavam algumas estrelas e o luar podia ser visto se escondendo atrás dos montes. Draco atravessou o quarto e olhou pala outra janela. A aurora da manhã chegava preguiçosamente, trazendo consigo um sol extremamente lento e preguiçoso. Draco ficou olhando aquela paisagem por algum tempo. Viu seu pai sair depois que o dia tornou-se dia, viu sua mãe sair logo após e viu os pássaros começarem a voar pelo céu inglês. Draco olhou para tudo muito pensativo, até que ouviu quando Harry saiu do banheiro trajando seu fino roupão de lã irlandesa.

"Ótimo. Pode ficar pra você. Este nem era o meu roupão preferido, mesmo."

Harry entrou pelo quarto e assustou-se a sentir a fria água do chão. Olhou para ela como se nunca a tivesse notado.

"Ah, não se preocupe. Você não vai se molhar.É que eu gosto de ficar olhando as pequenas ondas que ela faz antes de dormir, sabe?"

"É enfeitiçada, então?"

"Claro! Como você queria que ela não molhasse se eu não usasse magia? Queria que eu a secasse primeiro?"

Harry tentou esconder o sorriso, encarando novamente a água.

"Como se fosse perfeitamente normal! Mas eu deveria imaginar. Vindo de um Malfoy... aposto que tem um trasgo de estimação! Eu imagino onde você guarda suas roupas, já que o banheiro é no armário!"

"O banheiro não é no armário!" – Draco andou até o banheiro, fechou sua porta, trancou e abriu novamente. – "O armário é no banheiro!"

Harry olhou para onde era o banheiro. Agora era uma enorme sala com inúmeras fileiras de cabides. Harry entrou pela sala. As paredes eram verde-água, o teto era um enorme espelho que, se você olhasse por algum tempo teria certeza que este estava bem à sua frente. Harry ficou um pouco tonto e olhou para o chão, que era feito de um tipo especial de cerâmica.

"Meu Deus! Isto é um shopping!"

"Não, é só o meu armário. Por favor, não toque e muito menos tire as roupas do lugar. Cada cabide está organizado por cor. À esquerda temos roupas mais largas, para o dia-a-dia, e à direita são meus smokings. Lá no fundo estão as calças. Se for olhando cada roupa de cada cabide vai perceber que estão organizadas por estilo. Quanto mais enfeites mais pro final elas estarão. E se olhar cada cabide vai perceber que estão separados por cor."

"É? Que simples!" – Harry falou, boquiaberto. – "E quantos cabides tem aqui?"

"Só vinte. Vinte com dois metros cada."

"Só vinte? SÓ vinte?"

"É. Eu também acho que preciso de, no mínimo, mais trinta, mas papai começa a rir."

"Ele é um tanto incompreensivo, não?"

"É." – Draco saiu do armário, seguido por Harry.

Harry virou-se para trás e trancou a porta, abrindo em seguida. Ele brincou assim por um tempo, sorrindo.

"Banheiro... Shopping Center... Banheiro... Shopping Center..."

"Ah, descobriu o significado da palavra diversão, Potter? Talvez gostasse de brincar com meu gatinho de estimação."

"Não é um trasgo? Oh! Finalmente algo anormal na casa de um Malfoy."

Harry se virou para trás e viu Draco sentado na cama. O garoto o encarava sério e preocupado.

"Que foi? Gostou da paisagem ou tá brincando de estátua?" – perguntou Harry.

"Nenhum dos dois. E pra eu gostar dessa sua imagem horrorosa você precisa mudar totalmente de sexo, deixar de ser um Potter e nascer denovo. Ou se tornar um espelho, que é mais fácil. Mas você ainda não fez nenhuma das duas coisas. Pelo contrário. Você é a coisa mais feia e esquisita que eu já vi."

"É?" – Harry fingiu tristeza. – "Mas porque você acha isso? Sua opinião é tão importante pra mim..."

"Começa pelo seu jeito. Por Deus, Potter! Vá se vestir e me poupe dessa sua imagem semi nua. Suas pernas são mais ressecadas que as barbas de seu amiguinho gigante, Hagrid!"

"Oh!" – Harry pareceu perceber que ainda estava com o roupão de Draco. – "Eu me esqueci. Dá licença, eu vou me trocar."

"Ótimo. Estarei no banheiro quando terminar. E por favor, Potter, vista roupas. E não aqueles trapos que você usava em Hogwarts. Por favor, não humilhe meus olhos."

Draco saiu do quarto e esperou no banheiro até que a porta se abrisse. Harry estava normalmente vestido, enquanto Draco estava com um impecável terno azul marinho, feito de linho.

"Por Merlin, é inútil tentar." – Draco balançou negativamente, passando por Harry – "Venha, vamos tomar café. E não toque em nada. Não quero ter que ir até o Saint Mungus a esta hora."

Harry seguiu Draco por um largo corredor cheio de quadros e enfeites sombrios. Haviam também muitas portas, que mantinham uma distância igualmente medida. Desceram as escadas. Harry se impressionou com a largura delas. Parecia uma escada dos filmes de época que Duda assistia. Viraram à esquerda ao fim da escada e entraram por uma grande porta dupla que revelou uma longa mesa cheia dos mais diversos sucos, bolos, biscoitos, pães e frutas.

"Draco!" – Um garoto pequeno correu até Draco.

Ou Harry estava enganado ou aquele seria o tão famoso Foxter. Mas, pela aparência do garoto, ou Harry estava profundamente enganado, ou Lucius Malfoy carregava um belo par de chifres. O garoto tinha os cabelos lisos, porém rebeldes, coloridos no mais bonito castanho claro, deixando seus cabelos parecidos com a cor do mel e caindo sobre seus olhos e sua nuca. Seus olhos eram castanhos também e sua pele era branca e perfeita, um pouco queimada pelo sol, mas nada exagerado. O garoto não era muito grande, mas também não era baixinho demais. Harry admirava aquele garoto, enquanto Draco o abraçava.

"Vem." – Foxter pegou a mão de Draco. – "Vai se assentar ao meu lado. Você demorou muito. Eu coloquei suco de uva para você, mas não deve estar mais tão gelado."

"Ah... obrigado." – Draco assentou-se ao lado do irmão no meio da mesa, enquanto Harry continuou na porta, observando tudo aquilo. Por um segundo, acreditou que atrás da máscara de Draco Malfoy pudesse existir sentimentos. Seus sentimentos de raiva daquela família voaram para longe, até o loiro se virar para trás e o encarar. – "Não vai ficar olhando como um cachorro faminto, vai? Sente-se aqui. Queremos vê-lo."

Draco apontou para a cadeira da frente. Harry deu a volta na mesa, espantado com tal atitude. Assentou-se e começou a se servir de salsichas, torradas, ovos e bacon, sem reparar no olhar de Foxter. Foxter cutucou levemente o irmão e se inclinou para o lado, falando baixo.

"Ele é estranho, não é?"

Harry olhou para o garoto e depois para Draco, que sorria maliciosamente.

"Estranho?" – Harry perguntou.

"Você não tem roupas?" – Foxter perguntou.

Harry olhou para as roupas do garoto e entendeu o porque da pergunta. Assim como Draco o garoto usava terno e gravata, porém, era tudo verde, enquanto as de Draco eram azul marinho. Harry sorriu por um segundo. Estava de calça jeans, camisa e tênis.

"Bem... é isso o que as pessoas normais usam."

"Não. É isso o que os elfos usam. Trapos! E você se parece com um elfo. Só que é mais alto."

Harry ignorou a gargalhada de Draco, apontando para o garoto a sua frente com um pedaço de salsicha enfiado no garfo.

"E você está parecendo um duende irlandês. Não conhece outra cor? Apenas o verde?"

"Eu odeio verde! Mamãe me obriga a usar. Diz que será minha cor da sorte e que combina com meu cabelo. Eu odeio verde, odeio elfos e não gosto de você!"

"Nunca toque no assunto 'verde' com ele." – Draco sussurrou para Harry.

"Oh... me desculpe. Eu deveria imaginar. Afinal, você também é um Malfoy, não é?"

"É. Sou um Malfoy. E você é um Potter."

"Eu sei quem sou, obrigado. Mas, se não se importam, eu tenho que ir. Deve ter muita gente preocupada comigo." - Harry se levantou e andou em direção à porta, mas Draco o segurou pelo braço.

"Potter... não sabe que é falta de educação comer e sair? Além do mais, seu tratamento nem começou. Se quiser mande uma coruja ou algo assim. E por falar nisso, vamos lá pra fora. Você precisa de sol."

Harry suspirou. Por quanto tempo teria que agüentar os Malfoy? Ele não sabia, só sabia que se continuasse assim seu verão seria bem pior do que ele imaginava. Olhou para a farta mesa e procurou alguma coisa que pudesse carregar. Encontrou uma cesta de pães de queijo. Engraçado, não sabia que bruxos ingleses comiam pães de queijo.

"Você vem ou não vem?" – Draco o chamou da porta.

Harry pegou a cesta de pães de queijo. Ele gostava de pães de queijo. Além do mais, o cheiro e o vapor que o pão de queijo emanava aguçava seus sentidos e sua fome.

"Deixe-me preparar um lanchinho."

"Tsc, tsc..." – Draco balançava negativamente a cabeça, mas não falou nada. Apenas andou com Foxter até a porta do hall.

Harry andou até eles e abriu a boca ao ver a paisagem de fora da casa. Um grande gramado muito bem arrumado, com uma árvore ao lado dos degraus que levavam até o gramado e flores no chão, cedia espaço para a areia. Muita areia. Areia branca e limpa, que cedia espaço para o grande mar.

"Vocês tem uma praia particular?"

"É. Algum problema?" – Foxter perguntou enquanto tirava o terno e a gravata.

"Não! Na verdade isso é muito comum. Eu vejo casas assim o tempo todo."

"Não importa!" – Draco falou com um tom nervoso. – "Vamos nos assentar aqui." – ele andou até uma árvore e se assentou de frente para o mar.

Harry andou até a árvore e se assentou ao lado de Draco, mantendo alguma distância e colocando a cesta de pães de queijo no meio, pegando um e mordendo devagar. Foxter se assentou de frente para os dois e observou Harry a comer. Ele observava todo movimento do garoto como se fosse uma grande novidade.

"Onde está o seu gatinho? Eu gosto de gatos..." – mentiu Harry. Não se esquecia da casa de Figg.

Foxter e Draco se entreolharam, segurando o riso.

"Acredite, não vai gostar do Puppy. Ele não gosta de visitantes. Se ele te vir vai querer te arranhar." – Falou Draco, superando a vontade de rir.

"Eu deveria ficar com medo? Relaxa, eu tenho um bom relacionamento com eles logo de cara. Bichento, o gato de Hermione, não sai do meu colo." – mentiu novamente.

E lembrando-se de Hermione, ele começou a pensar se estariam dando por sua falta. Sentiu saudades de seus amigos, mas sabia que não poderia vê-los tão cedo. Afinal, nem em sonho conseguiria fugir da casa dos Malfoy.

"Bem, pra quem lidava como um dragão como a Granger lidar com o Puppy não será tão difícil."

"Mais respeito, Malfoy!"

"Ou o que?" – Draco desafiou.

"Ou vou dizer o que acho de você e do seu irmãozinho! Oh, me esqueci, você já sabe!"

"Sabe o que?" – Foxter perguntou, inocente.

"Não seria capaz de contar. Creio que já viu o tamanho da força de Foxter e que não vai querer prová-la denovo. Afinal, uma nova mordida agora seria fatal."

"Eu deveria temer isso também?"

"Do que estão falando?" – Foxter insistiu.

"Potter disse que você parece um pequeno peixe, por ser baixinho e saber nadar tão bem."

"Legal. Ei, eu não sou baixinho!"

"É por isso que estamos discutindo!" – Draco mentiu, pegando um pão de queijo.

"Este assunto me deu vontade de nadar." – Foxter tirou a camisa e a calça, ficando apenas de sunga e correndo para o mar.

"Porque não disse a verdade?" – Perguntou Harry.

"Porque apanhar não iria ajudar você a se recuperar. Pelo contrário."

"Está preocupado comigo, mas que honra!"

"Você sabe que não."

"O que há no seu irmão?"

"O que tem ele?" – Draco olhou para Foxter, que nadava despreocupadamente.

"Ele é tão... diferente dos Malfoy que eu conheço."

"Não se intrometa no que não é da sua conta!"

"Desculpe, eu não pedi para ser tratado! Talvez assim possamos ficar quites."

Draco suspirou.

"Tá bem. O que quer saber?"

"Porque ele não se parece com você?"

"Bem, a culpa é da minha mãe. E claro, do idiota do Black."

"Black? Sirius Black? O que ele tem a ver com seu irmão?"

"Ele é o pai de Foxter."

"Como assim? Ele não podia! Estava preso quando Foxter nasceu!"

Draco sorriu.

"Você não conhece minha mãe. Ela podia visitar Black, e sempre que ia levava dois trouxas, para que ela e Black pudessem se... divertir."

"Mas o Sirius nunca me falou nada!"

"Ele não sabia. Mamãe sempre escondeu Foxter dele e de todos."

"E seu pai? Qual foi a reação dele ao ver que o bebê era meio... Diferente."

"Ele bateu em minha mãe. Foi a primeira e última vez que eu vi ele levantar a voz pra mamãe. Então ele colocou o nome Foxter para se lembrar de como minha mãe tinha sido uma raposa para ele."

"Uau!"

"Com isso, mamãe passou a odiar Foxter. Ela não cuidava dele. Quem cuidava era o papai."

"Não conhecia este lado humano de Lucius Malfoy."

"Não conhece nada sobre os Malfoy."

"Acho que não conheço mesmo. Ouvi você dizer há cinco minutos que seu irmão parecia um peixe. Agora ele está parecendo um gato se afogando."

"O que?" – Draco olhou para Foxter. O garoto parecia estar se afogando. Draco correu até o mar. – "Não está se afogando! Está com câimbra!"

Draco pulou na água e nadou até seu irmão o mais depressa que pôde, levantando-o para que pudesse respirar.

"Você está bem?" – perguntou ao garoto.

"Minha perna dói."

"Quantas vezes eu já falei para você não nadar depois de comer?"

"Desculpe Draco, é que eu..."

"AHHHHHH! MALFOY!"

Draco e Foxter olhavam para Harry. O garoto tentava desesperadamente se livrar de um tigre que tentava a todo custo enfiar-lhe os afiados dentes.

"Por Merlin! Você vai ter que fazer um esforço, Fox."

Draco começou a nadar, enquanto puxava Foxter. Deixou o garoto onde não havia mais perigo e correu até Harry.

"PUPPY, NÃO! PARE JÁ COM ISSO!" – Gritava enquanto tentava tirar o tigre de cima de Harry. – "PUPPY MAU! NÃO É ASSIM QUE SE TRATA UM VISITANTE! NÃO SE ATREVA A TENTAR MORDE-LO DENOVO, SENÃO NÃO TEM MAIS BIFE PARA VOCÊ!"

Puppy se afastou de Harry, que ofegava e gemia.

"Você está bem, Potter?"

"Estou ótimo! Adoro alimentar animais tão inofensivos quanto este!"

"Ele arranhou você!" – disse Foxter ao ver três cortes no braço direito de Harry.

"Não foi nada!"

"Precisamos fechar isso." – Draco puxou Harry, ajudando o garoto a se levantar. – "À propósito, Potter. Este é o Puppy, nosso gatinho."

Harry olhou para o tigre, que comia tranqüilamente os pães de queijo.

O.o.O.o.O

Olá! Espero que estejam gostando. Eu andei dando uma revisada no capítulo 1 e percebi que estava realmente bem confuso. Me desculpem, prometo que não irá se repetir. Este capítulo ficou maior e bem mais trabalhoso, porém, eu caprichei bastante nele. Agora, não custa nada deixar review, não é? Pelo contrário. Isso me deixará estimulado para escrever mais coisas. Um beijo a todos que lêem.

P.S.: Obrigado a

Sofiah Black

Mandy Moony Black

maripottermalfoy

milinha-potter

Becky Cama-dupla

Alex Malfoy

O review de vocês é realmente importante pra mim.