Capítulo 7: Permissão e uma conversa

Harry Potter teve o que considerou como um aprazível jantar – Malfoy não estivera presente. Entretanto, não pensava que fosse algo sobre o que indagar-se – provavelmente, o outro professor ocupara-se com alguma poção que achara interessante e perdera a noção do tempo.

"Ao menos em alguma coisa ele se parece com Snape," Harry pensou.

Então, viu Dumbledore levantar e andar em direção ao próprio escritório. Levantou e seguiu-o.

– Preciso falar com você, Alvo – disse, enquanto atravessava o Salão Principal ao lado dele.

– O que é, Henry?

– Bem… eu fiz uma breve visita ao time de Quadribol da Grifinória após o jogo e eles não pareciam felizes. Para falar a verdade, eles parecem odiar o esporte, Alvo, quando deveriam amá-lo. Então, eu… eu quero treiná-los – Harry disse cuidadosamente.

Dumbledore parou.

– Você está me pedindo permissão para treinar o time de Quadribol da Grifinória, Henry? – perguntou, surpreso.

– Estou – Harry respondeu curtamente.

– Por quê? Não precisa fazer isso, você sabe. É um professor e não precisa da minha permissão para coisas tão simples como essa.

– É, eu sei… só que não tenho tanta certeza de que eles queiram que eu os treine. Para falar a verdade, duvido que isso aconteça… então, eu preciso da sua permissão, ou terei de mantê-los constantemente sob Imperius, pelo resto da minha vida, para obrigá-los a fazer o que eu quero sem contar a ninguém.

Harry sorriu quando Dumbledore encontrou seu olhar.

– Eu não irei tão longe, prometo.

– Então você quer minha permissão para treinar o time de Quadribol da Grifinória contra a vontade deles? Eu não posso fazer isso com as crianças, Henry. Se eles concordarem, tudo bem. Caso contrário, não os forçarei.

– Eu só queria que eles sentissem o que há de divertido em voar… a liberdade… – Harry parou brevemente. – Eu não sei se eles treinam para os jogos ou não, Alvo, mas, se sim, é sem sucesso, como vi hoje. Então… por favor?

– Bem… se houver qualquer reclamação, você parará de treiná-los imediatamente, Hen-

– OBRIGADO, ALVO! – Harry exclamou em um tom consideravelmente alto enquanto abraçava o amigo. – Garanto que você não vai se arrepender.

E saiu, sem se importar com o fato de que todo o Salão Principal observava-o preocupadamente. Tinha coisas a fazer…


– Algum palpite sobre o que foi isso? – Leon perguntou aos amigos.

– Acredito que serão os primeiros a descobrir – Alvo Dumbledore comentou, encarando os três com um sorriso e fazendo-os odiar a forma como ele sempre descobria tudo.

Assim que o Diretor seguiu seu caminho, um murmúrio alastrou-se pela mesa da Grifinória. O que fizera aquele canalha ficar tão feliz e contente? Certamente, não seria algo bom, e fora Dumbledore quem causara tanta alegria… Dumbledore, que era um homem bom e não faria nada prejudicial aos estudantes… só que Evans poderia fazer algo nocivo… E Martin, Leon e Ronny seriam os primeiros a descobrirem? Por quê, perguntavam-se eles em tom de óbvia desconfiança.

– Sei não, acho que não vamos gostar… e como estamos metidos nisso? – Ronny perguntou em voz alta.

– Acho o mesmo… talvez seja algo a ver com Quadribol? – sugeriu Martin.

– Por que seria? – Leon perguntou, surpreso, assim como Ronny, sem entender.

– Bem, estamos todos no time, e Evans nos visitou depois do jogo, lembram? Não temos mais nenhum assunto em comum exceto a matéria que ele ensina, e eu não acho que tem a ver com Defesa Contra Artes das Trevas… – Martin explicou.

– É, é possível… – concordou Ronny. – Talvez Thomas consiga descobrir alguma coisa hoje à noite…

O garoto em questão voltou-se para ele.

– Eu aviso se notar algo estranho… só que… Evans é estranho em todos os sentidos, não é? Pelo que vocês me disseram, ao menos…

E era verdade. Até a decoração que ele fizera em seus aposentos era motivo para suspeitas, tão exótica… nada do que seria esperado de um… bem, de um adulto. E Evans não era somente um adulto, era um professor; alguém que deveria dar exemplos de comportamento aos alunos. Sem contar aquela estante repleta de livros, tão dissonante do resto do lugar. E a caixa. Martin tentara vários feitiços a fim de abri-la, todos, porém, sem sucesso. Era muito estranho e fazia-o perguntar-se o que de tão importante era escondido naquela caixa. Algo muito caro, talvez? Sim, provavelmente… parecia, afinal, um baú de tesouros…

Cerca de dez minutos depois, todos os estudantes haviam terminado o jantar. Martin, Leon e Ronny acompanharam Thomas no caminho para a sala de Evans, já que sabiam exatamente onde era. Sabiam com extrema precisão, na verdade…


– P… por favor, tenha piedade, milorde! E… eu não f… f… falharei novamente…

Crucio! – Voldemort gritou. E então riu. Aquela risada fria e cruel que pudera usar tantas vezes nos últimos anos.

Sim, era fácil para ele dominar. Adquirira novos poderes, o Ministério não atrapalhava mais seu caminho… e nada de Harry Potter para tentar estragar seus planos. Pelo menos, até agora.

O Lorde das Trevas ordenara que o jovem Malfoy resolvesse esse problema de uma vez por todas, mas havia um pequeno detalhe: Malfoy não encontrara Harry Potter. Ele falhara e, por isso, estava sendo punido. Voldemort, de fato, não esperara muito dele, por isso não estava tão desapontado ou furioso quanto deveria. Em vez disso, aproveitava aquela oportunidade apenas para… divertir-se. Resolveria o problema Potter mais tarde - pessoalmente. Sabia que era o único com poderes para tal ato e que seria um erro monstruoso subestimar o Menino-Que-Sobreviveu. Monstruoso. Ele nunca cometia erros monstruosos. Nunca. E não seria agora que começaria a cometê-los.

– O… obrigado, m… milorde… – Draco Malfoy inspirou fundo, exausto; embora sentisse como se tivesse sido uma hora, não passara mais do que dez segundos sob a maldição.

– Não estou satisfeito com você, Malfoy. Quero que encontre Potter, ele é perigoso! Preciso saber por que ele escapou daquele lugar justo agora, por que não antes? Há algum motivo em particular que motivou a fuga? Algo que nos diga respeito, Malfoy? Quero que descubra – Voldemort disse com particular calma.

– Sim, milorde, mas… é difícil… e… eu não sei o… onde ele está, não sei o… onde procurar… – Malfoy hesitou, mesmo usando toda a coragem que possuía, e, em momentos, notou que foi algo pouco sábio de se fazer diante do Lorde das Trevas.

Crucio! – Voldemort disse novamente.

E a dor voltara. Dor. Uma dor excruciante, indescritível, nada além de dor… Draco Malfoy já a sentira antes e percebeu quando ela dominou cada um de seus pensamentos. Era a pior coisa que ele conhecera, e desejou para que tudo terminasse. Preferiu não imaginar o que aconteceria se mais de uma pessoa estivesse executando o feitiço, já que a Cruciatus era uma das poucas Maldições cujo efeito poderia ser multiplicado caso perpetrado por mais de uma pessoa.

– Agora, preste atenção, Malfoy! – ele ouviu uma voz gritando mais alto do que o seu próprio desespero. – Não me importo com o que você terá de fazer, matar, usar Artes das Trevas, torturar… eu não me importo, está me ouvindo? Não me importo, desde que você cumpra sua missão sem ser capturado. Entendido?

As facas que perfuravam sua pele abruptamente pararam de cortá-lo – e permaneceu em seu corpo apenas uma dor residual que tornava a tarefa de levantar-se do chão algo quase impossível. Precisaria tomar uma poção contra os efeitos da Cruciatus assim que voltasse à escola.

– S… sim, milorde – respondeu em uma voz comedida.

– Espero que sim, Malfoy, para seu próprio bem… – Voldemort comentou com um sorriso cruel. – Agora volte para Hogwarts e… não esqueça suas ordens!

– É… claro que… não, milorde.

– Bom… eu o vigiarei quando e quanto quiser, Malfoy… se quiser. Preciso ter certeza de que você não falhará desta vez. Pode aparatar agora – Voldemort disse com os olhos vermelhos brilhando perigosamente.

Draco Malfoy rapidamente desapareceu para Hogsmeade, feliz pela oportunidade de escapar de seu mestre.


Harry Potter gritou e acordou, lágrimas de dor percorrendo seu rosto. Fora um sonho… mais uma visão… sobre Voldemort – novamente. Sua cicatriz doía terrivelmente. Mesmo estando invisível, ainda existia; ele ainda podia senti-la e, agora, ela queimava muito mais do que o normal.

Ele não lembrava nada do sonho, exceto a sensação de que fora importante, muito importante. Algo sobre Voldemort, ele tinha certeza… ah, como sua cabeça doía! Harry deitou no sofá verde-brilhante, apertando a mão contra a testa. Precisaria informar Dumbledore assim que se sentisse melhor, embora não soubesse o que dizer.

A porta então foi aberta violentamente e quatro estudantes invadiram o living.

– PROFESSOR! Onde você está? – gritou Martin Longbottom.

– Você está bem? – soou outra voz, que, Harry pensou, deveria pertencer a Leon Creevey.

Harry estava confuso. Por que os estudantes estavam lá? Era noite, não era? Repentinamente, ele se lembrou de que havia dado detenção a Thomas Weasley. Em outras palavras, queria conversar com o garoto, mas ele recusara-se a fazê-lo livremente.

– Estou aqui, garotos… mas o que vocês… acham que estão… fazendo? – Harry tentou gritar de volta, mas sua voz estava estranhamente fraca.

Continuava pressionando a cicatriz invisível. O sonho não fora nada divertido, mas ele nunca esperara que as visões envolvendo o Lorde das Trevas fossem.

Os garotos pararam abruptamente, certificando-se de que era de Evans a voz que ouviram. Ele estava machucado? Pensariam que sim, pela maneira como que ele falara… algo horrível deveria ter acontecido e isso os preocupou deveras.

– Eu… eu acho que veio daquela sala com o sofá verde-berrante – Martin disse em voz baixa e, mesmo assim, Harry ouviu e sorriu em meio à dor.

– É… certo… estou na sala com aquele… sofá verde-berrante. Agora onde vocês… estão… e o que estão fazendo… todos… aqui? Aliás… o que fizeram com a minha… porta? – Harry perguntou fracamente.

Os quatro garotos rapidamente o procuraram e entraram na sala para encontrar "aquele canalha" deitado no sofá verde-brilhante, apertando a testa. Ele respirava pesadamente e parecia sentir muita dor.

– Professor! – Martin exclamou, chocado.

– Espere… um pou… – Henry não terminou de falar.

Sentou lentamente no sofá, tremendo e suando frio. Tirou a mão da testa; pressionar a cicatriz nunca diminuíra a dor, mas era como uma reação instintiva. Ah, por que ele não desmaiara? Era demais… como ele adoraria perder a consciência naquele momento…

Ronny viu as lágrimas que molhavam a face do professor e se perguntou se ele estava sofrendo tanto assim. Afinal, Ronny não chorara de dor desde… não lembrava exatamente, mas deveria ser há muito tempo. Talvez, então, aquele canalha não passasse de um fraco.

– Ah, Merlin… – Harry exclamava de tempos em tempos, tremendo muito. – Ah, Merlin, como eu odeio isso…

Evans respirou profundamente algumas vezes para se acalmar e, depois de alguns minutos, recuperara-se por completo. Levantou os olhos para então encarar as expressões confusas dos alunos, uma após a outra, e parou ao encarar Ronny.

– O que aconteceu com a sua cabeça? – o garoto ousou perguntar.

Evans pareceu temer por um segundo, mas a expressão normal e fria logo voltou ao seu rosto. Talvez Ronny tivesse apenas imaginado a hesitação.

– Nada que interesse a você, garoto. Agora, Sr. Longbottom, o que seus amigos estão fazendo aqui? Meu convite estendia-se ao Sr. Weasley. Somente ao Sr. Weasley.

– B… bem… ele não sabia o caminho, então nós… – antes mesmo de terminar a sentença, soube que seria uma grande besteira continuar. Esperava que Evans não percebesse, mas ele o fez.

– Você sabia o caminho para cá e o Sr. Weasley não? Como isso é possível? – Harry perguntou. O que fariam agora?

'Bem, nós o procuramos por horas há alguns dias, então sabíamos onde era…' seria a verdade, mas não uma boa resposta. Por sorte, Leon salvou Ronny.

– Bem, nós perguntamos a McGonagall alguns dias atrás.

– Perguntaram? Por quê?

– Só… curiosidade. Foi isso…

Martin havia respondido, mesmo tendo consciência de que não era a melhor desculpa. 'Só curiosidade' era o que as pessoas alegavam quando haviam roubado informações secretas e não poderiam explicar o que fizeram. Era mais ou menos onde se encontravam agora, mas Evans não deveria saber.

– Bem, eu poderia perguntar a Minerva amanhã… – disse Evans.

'Ah, não, o que eu fiz?' Leon pensou.

–… mas não farei isso, prometo.

Todos os quatro garotos surpreenderam-se. Evans tinha a oportunidade para arrumar-lhes problemas e não o faria? Poderia fazê-lo com o mínimo trabalho e desperdiçaria uma chance como essa?

Harry leu um "por quê?" nas expressões dos alunos e respondeu.

– Bem, provavelmente porque eu sou um babaca… não posso dizer que os culpo por tentarem descobrir onde o "grande canalha" vive.

Evans conhecia o apelido que lhe haviam dado?

"Então, será que agora poderiam fazer a gentileza de deixar o Sr. Weasley e eu a sós? Não gosto que pessoas fiquem assistindo enquanto eu aplico uma detenção," disse o professor.

'Não deveria ser uma surpresa', pensou Leon. Quem gostaria de ser visto torturando outras pessoas sem justificativa? Dumbledore descobriria e poderia demiti-lo. Ao menos, era a esperança que Leon tinha.

Ronny, Leon e Martin tiveram de obedecer ao professor, por isso abandonaram o pobre Thomas com aquele canalha, só esperando que ele saísse ileso da detenção.


– Agora, Sr. Weasley, sente-se, por favor – Harry Potter disse.

Thomas andou até o sofá onde Harry estava sentado.

"Não, ali," o professor disse, apontando algo atrás do garoto. Thomas virou-se para ver para onde "aquele canalha" apontava e ficou boquiaberto ao encontrar uma mesa e uma cadeira em um lugar onde não havia nada além de ar momentos antes. Entretanto, preferiu não questionar. Estavam no mundo bruxo, afinal. Isso não impediu que pensasse o quão ruim era a idéia de sentar-se ali, afastado demais do sofá onde o professor se encontrava, pois isso os obrigaria a falar em um tom inconfortavelmente alto.

Assim que Thomas sentou-se na cadeira, esta e a mesa voaram alguns metros e aproximaram-se do sofá verde-brilhante, em frente ao qual aterrissaram. Thomas nunca voara em uma cadeira antes, mas conseguiu esconder a surpresa atrás de um frio olhar.

Harry convocou dois copos de suco de abóbora.

– Quer um pouco? – ofereceu casualmente.

– Não – Thomas cuspiu a recusa e Harry sorriu.

– Você é muito teimoso, sabia? – comentou, permitindo que o aluno percebesse que sua voz não estava tão fria quando o normal, e até um pouco gentil. Isso, contudo, não seria o suficiente para que Thomas se permitisse manipular.

– Agora… – Harry continuou –, a razão pela qual quero falar com você é o seu comportamento no jogo de Quadribol. Vocês poderiam ter vencido, sabe, se tivesse capturado o pomo. E não havia dificuldade em fazê-lo, Thomas, como você viu. Só precisava tê-lo agarrado, estava a centímetros de você. Quero que me explique por que não o fez.

Thomas olhou para o chão. Planejava ficar calado e esperava que isso funcionasse. Esperava, mas duvidava. À sua frente, estava Evans, "aquele canalha", afinal.

"Por favor, me responda, Thomas", pediu Harry calmamente.

Thomas levantou os olhos somente para baixá-los mais uma vez no momento seguinte.

"For por causa de Pucey, certo? Porque Pucey o ameaçou," o professor disse, apoiando os braços na mesa e inclinando-se, seu rosto muito próximo ao do garoto, que continuava a recusar-se a dar uma resposta.

"Eu não preciso de você para falar sozinho, e a noite será muito mais agradável para nós dois se você falar. Não há nada para temer…", Harry sussurrou, forçadamente.

– Eu… – Thomas não sabia o que dizer.

– Só me diga por que não apanhou aquela pequena bola dourada para que a Grifinória vencesse a partida.

– Isso não é óbvio? – Thomas bradou, com um pouco de raiva. – Quando Pucey me diz para não agarrar, eu teria de ser ignorante demais para não obedecer! Sabe Deus o que ele teria feito se eu tivesse capturado o pomo!

– Certamente Deus sabe. E acredito que você também saiba. Ele teria perdido o jogo, Thomas – Harry disse casualmente.

– O que ele teria feito comigo! – Thomas exclamou. – Você acha que ele permitiria que eu celebrasse a vitória? Ele teria me mandado direto para a Ala Hospitalar, ou me amaldiçoado, ou coisa pior!

– Acha mesmo que ele teria feito isso, Thomas? Eu não. Ele não poderia fazer nada contra você sem ganhar uma grande punição, e não teria se arriscado – Harry disse gentilmente. – Pucey estava apenas blefando.

– E por que ele não faria nada? Como os professores saberiam se ele tivesse feito alguma coisa? Como eu poderia provar?

– Acho que sempre tem alguém por perto que pode testemunhar…

– E se essa pessoa é sonserina? E se ela também foi ameaçada?

– Você quer mesmo ter certeza de que nada aconteceria, não é mesmo? Não posso culpá-lo… se quiser, posso lhe dar um "res conjuctionis", o que você acha?

– Não – Thomas disse simplesmente.

– É um objeto enfeitiçado que nós poderíamos usar para chamar um ao outro. O nome significa algo como "objeto de conexão", acredito. Você só tem de tocar o objeto com a sua varinha e dizer "conjugo". Eu saberei onde você está e irei o mais rápido que puder e, prometo, isso será muito rápido, certo? – Harry ofereceu.

– E que objeto seria esse? – Thomas perguntou, sua raiva desaparecendo.

– Pode ser qualquer coisa que você escolher. Um sicle, um botão, qualquer coisa… mas eu escolheria algo pequeno, que você não tenha problemas em carregar consigo. Posso enfeitiçar algo essa noite que você pegue aqui comigo amanhã, o que acha?

Thomas não sabia se podia confiar no professor. Harry realmente ajudaria se ele o chamasse? Ou era tudo uma grande mentira e esses objetos não faziam nada?

– Como sei que posso confiar em você? – Thomas perguntou.

– Hmmm… – Harry sussurrou. – Thomas, eu lhe dou a minha palavra de que farei o melhor para ajudá-lo se não houver nenhum outro assunto que seja muito mais importante no momento, o que é bastante improvável. Minha palavra é confiável, acredite.

Thomas pensou sobre essa resposta por um momento.

– Eu concordo – disse finalmente. – Não deixarei esses sonserinos me ameaçarem se você impedi-los de me machucar ou amaldiçoar, ou seja o que for…

– Obrigado, Thomas – Harry disse honestamente.

Thomas surpreendeu-se. 'Obrigado?' Por que o professor agradecera? Evans provavelmente lera sua expressão, porque imediatamente respondeu:

"Acredito que isso não será fácil para você, que acabou de concordar em enfrentar seus inimigos em vez de fugir deles. Com essa atitude, não somente estará ajudando a si mesmo, como aos outros também. Por exemplo, pense no jogo de Quadribol. A vitória não teria sido somente sua, mas do time inteiro. É por isso que lhe agradeço."

Thomas concordou e levantou-se.

"'té amanhã então," Harry disse e o levou até a porta.

Thomas Weasley partiu aliviado. Esperara que a noite fosse muito pior. O problema era que agora ele não sabia mais o que pensar de Evans. Aquele canalha o ajudaria, sem receber nada em troca. Nada em troca. Então, por que o ajudaria? Justo Evans?

'Isso é estranho', ele pensou ao dirigir-se ao Salão Comunal da Grifinória.


N/T.: Ok, pessoas, dois milênios depois, eu sei. Mas como adotei a política de não pedir desculpas vãs, manter-me-ei calada. Aqui está o novo capítulo (que eu jurava já ter publicado dois milênios atrás) e semana que vem sai o outro, que já está quase terminado.(afinal, como acham que descobri que não tinha publicado esse ainda?). Abraços, Ainsley.