AMOR PROIBIDO – Parte III
ESTA É UMA FANFICTION YAOI E PODE CONTER LEMON - SE NÃO SABE O QUE É YAOI/LEMON OU SE O ASSUNTO O DESAGRADA, FAVOR NÃO PROSSEGUIR NA LEITURA
Autora: Shiryuforever94
Gênero: Yaoi/angst/romance/lemon
Casais: HyogaxShunxPersonagem Original, IkkixShiryu, MiloxCamus, AioliaxSeiya, AldebaranxRodrigo (personagem original)
Fanfic feita especialmente para Anna Chan por causa do seu amor pelo casal Hyoga e Shun. Todo mundo sabe que eu adoro Ikki e Shiryu e assim os coloquei aqui de passagem. O personagem Rodrigo, namorado do Deba, Matheus, e o apelido Shunnie Sun são criações minhas ok? Fanfiction apresentando no desafio do site Saint Seiya Dreams, Dia dos Namorados.
Disclaimer: Saint Seiya não é meu, lógico, porque se fosse... Eu tornaria o anime completamente inadequado para menores e incluiria lemons em todos os capítulos XD. Bem, todos os cavaleiros estão vivos e felizes, ou nem tanto. Ah, gente, não se preocupem com as idades... Assim como o Kurumada, eu ponho o que me dá na telha e dane-se a coerência... XD.
A VIAGEM - CONFUSÕES AMOROSAS
De tarde, todos embarcaram num vôo direto para a Grécia. Hyoga se portava como se fosse um robô. Respondia por monossílabos e não conversava com Shun e June nada além do estritamente necessário. Não sorria. Não falava. Estava insuportável. Sua mente tentando bloquear como Shun havia ficado alto, bonito, interessante e... excitante.
Revoltava-se por não conseguir esquecer, estava furioso porque o outro trouxera June para esfregar o amor deles na sua cara, logo ele, que sempre tivera a maior consideração por Andrômeda. Cogitou derrubar o avião e matar todo mundo mas achou muito dramático... Tinha que se controlar, controlar sua fúria e seu coração destruído.
Foram recepcionados e encaminhados para ver Saori imediatamente. Camus e Milo os aguardavam, juntamente com Aldebaran e Aiolia. Após instruções da Deusa e algum planejamento das reuniões, todos se dirigiam para jantar no refeitório do Santuário mesmo, iriam partir de manhã cedo e precisavam descansar.
June resolvera ficar com Saori tratando de um compromisso próximo. O abraço que dera em Shun e o olhar que trocaram fizera Hyoga atingir os píncaros da fúria e sair pisando duro, sob os olhares dos demais que começavam a achar que Andrômeda era algum tipo de sádico ou então que o virginiano não tinha noção do que ocorria ao seu redor.
Aldebaran estava animado, na realidade, além dos compromissos da Fundação, ele iria buscar seu namorado, Rodrigo, um lindo carioca com quem estava tendo um relacionamento muito feliz. Insistira até o rapaz decidir vir morar com ele no Santuário. Havia pedido permissão para Saori e ela não se opusera, até mesmo feliz por finalmente o Tourão haver esquecido Mu e estar interessado em alguém.
O Leão Dourado ficara radiante ao conseguir ser incluído na missão. Seiya se tornara verdadeiramente importante para ele. Só faltava quebrar as resistências do rapaz de 17 anos ao amor dele, Aiolia, que já tinha 22 anos. Difícil era afastar o sagitariano de seu amigo Shiryu, se bem que, desde que chegara o grupo que percebera que Seiya estava calado demais, olhando vez por outra para Ikki e Shiryu... Com um ar de mágoa e decepção. Que estaria havendo?
- "Seiya! Depois quer ir assistir um filme comigo?" Aiolia perguntou esperando pela negativa... O sagitariano fugia dele por muitas vezes. Para sua surpresa, o rapaz o abraçou com um pouco mais de carinho que o habitual e até sorriu. Que teria acontecido?
- "Aiolia" – a voz era meio insegura, o olhar cheio de dúvidas – "eu queria mesmo falar com você, quer dizer, eu estou pensando e... Ah, Aiolia, você realmente está a fim de mim?"
O grupo pareceu parar ao mesmo tempo... Seiya estava mesmo perguntando aquilo?
O Leão segurou o rapaz pelos ombros e não perdeu tempo, beijou-o no meio das escadarias do Santuário e para sua imensa alegria, sentiu o rapaz entreabrir os lábios e corresponder ao beijo com entusiasmo.
- "Aleluia! Até que enfim tu desencalhas né Olia?" Aldebaran achou ótimo... De todos no Santuário, somente Aiolia ainda estava sozinho. Camus e Milo também sorriram.
Camus estava um tanto pensativo. Rever Hyoga fora excelente, o rapaz havia se tornado um homem muito bonito mas havia algo faltando. Os olhos de seu pupilo destacavam uma angústia e uma tristeza que o preocupavam. O motivo só podia ser Andrômeda, que também estava lá e agia de maneira um tanto estranha...
Aquário vira várias vezes os olhares suplicantes de Shun para Hyoga mas seu aluno não parecia disposto a ceder de maneira alguma... A velha história... Amores não declarados, situações não esclarecidas e duas pessoas afastadas sem nenhum motivo importante...
Camus tinha a impressão que os dois se amavam, e muito. Não entendera a partida de Shun mas vendo os dois andando ali, perto um do outro, se perguntava se realmente haviam se separado de verdade ou apenas havia existido um hiato de tempo, pois sentia, percebia, quase podia tocar os dois corações apaixonados. Nada mudara... Pensando bem, ele tinha certeza... Hyoga amava Shun que amava Hyoga... Tinha que dar um jeito naquilo mas, onde se encaixava June? Por que diabos o rapaz de cabelos verdes tinha que estar acompanhado daquela Amazona? Dava vontade de espancar Andrômeda até ele confessar que era tudo um engano e que seu amor era todo do Cisne. Camus riu, estava se comportando como um pai...
Milo percebia os pensamentos de seu homem e sabia exatamente do que se tratava. Ouvira as palavras ríspidas de Hyoga para Shun, vira o aquariano de bronze tentar a todo custo manter distância. Sentira a desilusão de um e de outro. Não compreendia aquilo. Se os dois se amavam tanto, que estavam fazendo separados? Que estavam fazendo de suas vidas? Ele e Camus haviam passado o inferno para finalmente conseguirem estar juntos mais uma vez. Não, os dois eram jovens, tinham a vida toda para se amarem, porque não o faziam de uma vez?
Aiolia não cabia em si de alegria... Deu a mão para Seiya e seguiram conversando, um Pégasus meio sem graça mas feliz. Intimamente, o sagitariano pensava que sua paixão por Shiryu não iria dar em nada. Tinha quase certeza de que o libriano estava apaixonado... E não era por Shunrei... Havia visto a troca de olhares por toda a viagem, percebera os dois hesitando, fugindo do assunto... É, a viagem prometia grandes surpresas.
Descendo atrás deles, Hyoga ia ao lado de Shun, num silêncio ensurdecedor. June havia ficado com Saori para tratar de algum assunto importante. O russo não sabia do que se tratava. Talvez o casamento dela com Shun? A idéia o fez gemer baixo.
Andrômeda abria e fechava a boca várias vezes. Queria dizer algo, queria fazer alguma coisa mas não tinha coragem. Estacou de repente e segurou o pulso do amigo com uma das mãos.
- "Hyoga... Por favor, eu..."
- "Que foi? Quer conversar comigo agora? Você nunca quis, não quis me ouvir, por que agora? Quer me convidar para padrinho do seu casamento? Ou prefere que eu o leve ao altar?" O Cisne despejava as palavras com fúria, tudo engasgado, tudo que sentia, dois anos, dois longos anos de amargura e dor.
Os dois encontraram os olhares, Shun sentindo toda a raiva e a dor do outro. Ficou perplexo com as palavras que ouviu. Como assim ele e June? Não era nada daquilo... Tinha que explicar, precisava se desculpar e...
De repente Hyoga ficou tonto, a imensidão daqueles olhos esmeralda o deixava perdido, os lábios rosados, o corpo tão lindo, o toque... Oh Zeus, o pequeno e inocente toque de Shun o fizera arrepiar-se... Aquilo era... era... RIDÍCULO!
- "NÃO ME TOQUE!" Hyoga gritou descontrolado, as emoções misturadas deixando-o revoltado com sua incapacidade de ficar indiferente... Amava tanto, tanto, tanto.
- "Que é isso Cisne? Ficou doido?"
- "Não se meta Fênix, não se meta comigo, nenhum de vocês, ninguém entende, não podem entender... INFERNO!" Saiu correndo escada abaixo e desapareceu. Tinha corrido à velocidade da luz. Camus fez menção de ir atrás dele mas Milo o impediu.
- Deixe Kamyu, ele precisa de tempo..."
Shun ficou estatelado olhando para o vazio... O que diabos tinha sido aquilo? Será que o Cisne o odiava agora? Tanto que um simples toque o deixara fora de si? Cerrou os punhos, fechou os olhos e não conseguiu evitar soluçar, lágrimas lhe vindo aos olhos... Murmurou baixinho: "Hyoga... por favor... me perdoa..." Olhou desesperado para o irmão... Os olhos vermelhos...
- "Não posso Ikki, não posso agüentar isso..." Caiu de joelhos na frente do irmão - "Me perdoa irmão... Me perdoa mas eu não posso, não posso evitar..."
- "Evitar o que Shun? Não fique assim, não estou entendendo mais nada..."
- "EU AMO O HYOGA!" - Gritou com toda a força de seus sentimentos reprimidos. Chorava sem nem tentar se conter - "Sempre amei... mas eu o deixei... fui fraco... ele me odeia... Oh Zeus, ele me odeia e eu o amo tanto... Ah Ikki, me ajuda por favor... Dois anos, dois horríveis anos sem ele... Por sua causa, por causa dos outros... Por minha fraqueza, minha estúpida fraqueza de não ter coragem de amá-lo..."
Ikki ficou estarrecido... Por causa dele? Como assim? Ikki abraçou o irmão e o ergueu.
- "Shun, por que? Por que você o deixou então? Ele ficou sozinho irmão, sofrendo como só nós sabemos... Sem nem ao menos saber que você o queria. Por que diabos não disse a ele? Nem uma palavra em dois anos?" Ikki estava estarrecido. Tudo bem que não haviam tido notícias do "pato gelado" mas bastava olhar para ele e ver. Era claro o que ele sentira e sentia ainda. Claro que ainda sentia ou não estaria tão perdido e vulnerável.
- "Tive medo de você não entender... Você sempre foi tão... machão..." Shun fitou o irmão com um olhar interrogativo e medroso.
- "Eu não acredito Shun! Não acredito que preferiu magoar quem ama a me enfrentar! Não irmão, eu jamais teria raiva de você. Quem sou eu para julgar o amor? Se gosta de alguém vá em frente, admita, lute por ele, faça alguma coisa mas não deixe o amor se perder. É muito triste a solidão querido maninho. Muito escuro e vazio." Fênix se deu conta do que sentia... Seus olhos ficaram amorosos e calmos.
- "Não tem do que se envergonhar... Amar não é errado, não importa o que os outros pensem. O amor não é errado irmão, nenhuma forma dele... Nós vamos ajudar você. Tenho minhas dúvidas sobre se o que o Pato sente é ódio... Longe disso Shun, ele está magoado, ferido, mas duvido que te odeie... Acho que ele te ama mas não quer mais sofrer... Acho que nem eu também quero mais negar, nem sofrer..." Fênix levantou o olhar e encontrou o azul claro do libriano.
- "Irmão... Então não se importa de sermos... dois homens?" Shun estava aliviado.
- "Eu... não posso julgar... Não. Eu jamais poderia condenar... Quem sente igual a mim..." Ikki encarava longamente o Dragão.
- "Ikki?" O virginiano olhou interrogativamente para seu irmão e viu a paixão fulgir nos olhos azul escuros... Mas, então... Olhou para Shiryu e percebeu que ambos não conseguiam desviar o olhar. Já tinha percebido o clima mas não pensou que fosse nada sério.
Camus e Milo sorriam levemente. Aldebaran percebeu os olhares...Então Ikki e Shiryu...
Aiolia e Seiya estavam logo abaixo. O sagitariano com um olhar triste para Shiryu. O leonino dourado abraçou-o:
- "Não se preocupe, eu te ajudo a esquecer. Prometo que você vai esquecer. Confie no meu amor por você."
- "Você... sabia?" Seiya ficou pasmo.
- "Não sou idiota rapaz... Mas não pude desistir de alguém tão maravilhoso como você Pégasus..." A declaração saiu numa voz tão sincera que o sagitariano resolveu que iria se empenhar o máximo possível para retribuir o amor que lhe era destinado. Fixou o olhar nos lindos traços do irmão de Aiolos e o puxou, beijando-o com vontade e entrega. Aquilo ia dar certo, Shiryu não gostava dele mas Aiolia parecia amá-lo, então, para que sofrer?
- "Seiya..." Aiolia estava excitado e não sabia o que fazer. Não queria assustar o novo namorado.
- "Shhhhhh. Vamos. Vou para sua casa com você e quero que me demonstre o que sente. Por favor."
O Cavaleiro de Ouro quase caiu da escada. Era muito melhor do que podia imaginar.
- "Tem certeza? Não quero forçá-lo."
- "Já tenho 17 anos, não sou um pobre rapaz indefeso... Além do que..." Pegou a mão do namorado e o fez sentir que, realmente, ele não era um menininho... "Tenho um problema para você resolver..."
- "Será um prazer." Os olhos brilhantes do Leão agora luziam de excitação.
Enquanto isso, um quase casal se fitava intensamente. Nenhum dos dois parecia disposto a falar. Fênix se recobrou primeiro.
- "Além disso Shun..." – Ikki não conseguia desviar o olhar de Shiryu. – "Se você estiver errado, se isso que você sente for errado, eu também estou condenado..."
Fênix percebeu de uma vez o que era o desespero que sentia ultimamente... Não conseguia evitar mais, não iria suportar aquela dúvida.
Shiryu sentiu um calor morno subir pelo seu corpo. Então não era só ele... Então Fênix também sentia aquela angústia louca...
- "Entende do que estou falando Shiryu?" O olhar de Ikki era de confusão, de medo, de dúvida... Estava pensando no libriano o tempo todo, não conseguia desviar o olhar dele, não conseguia imaginar vê-lo longe de si... Se era para falar ou fazer alguma coisa, tinha que ser logo, aliás, ia ser agora mesmo...
Shiryu arregalou os olhos azuis e fixou-os nos de Ikki, seu coração disparou... Não sabia o que estava fazendo, nem o que estava pensando.
Como se estivesse hipnotizado, Ikki se aproximou do rapaz de longos cabelos negros, estendeu a mão e passou-a no rosto do libriano com carinho, o polegar deslizou lentamente pelos lábios entreabertos...
Shiryu fechou os olhos e num só movimento engoliu o dedo de Ikki e o lambeu, sugando-o. Sua respiração era rápida e nervosa.
- "WOW!" Aldebaran exclamou impressionado com a atitude do sempre tímido libriano.
Num rápido movimento o leonino puxou o outro, enlaçando sua cintura, colando nele e forçando-o a encará-lo:
- "Shi, olha pra mim e, por favor, me diz... Me diz que o que estou sentindo não é loucura..."
O libriano abriu os olhos e viajou para outra dimensão nos olhos intensos de Ikki. Entreabriu os lábios, o corpo tremendo, ia responder mas nem precisou, Fênix aproximou seu rosto devagar e tocou os lábios dele com o seus. Shiryu aceitou o beijo e apertou o abraço.
O gemido abafado que saiu dos lábios do Dragão enlouqueceu Fênix que mandou às favas a delicadeza e esmagou o corpo firme do Dragão contra uma pilastra da Casa de Libra e furiosamente o beijou e abraçou. Os Cavaleiros ali presentes sorriam... Shun ficou passado... Nunca em toda sua vida imaginara que seu querido irmão fosse se apaixonar por um homem... Muito menos que esse homem seria outro Cavaleiro e ainda mais... Shiryu de Dragão, o eterno noivo da chinesinha... Começou a rir do ineditismo da situação esquecendo seus próprios problemas amorosos.
Shiryu se entregou ao outro. Não ia nem tentar entender aquilo. Só sabia que o gosto de Ikki na sua boca era maravilhoso, que o calor do corpo maior e mais forte o apertando era delicioso e que não queria nem saber se alguém ia achar alguma coisa. Sentiu uma alegria imensa por estar nos braços do leonino, o beijo dele era quente, envolvente e carinhoso. Imaginou como seria Ikki entre quatro paredes e enrubesceu ao mesmo tempo em que suas calças ficavam subitamente justas demais.
Tentou se separar do amigo para evitar seu constrangimento mas percebeu que o outro colocara uma mão nos seus quadris e o puxava mais para perto ainda, percebeu que não era o único com excesso de sangue na parte baixa do corpo e isso disparou insanamente sua libido. Estava excitado, como nunca se vira antes.
"Zeus, como vou me separar dele nesse estado?" – Shiryu pensou enquanto notou que Fênix apartava o beijo sem deixá-lo se afastar sequer um milímetro.
Shun arregalou os olhos e mirou Camus, Milo, Aiolia e Seiya, este último olhava a cena um tanto triste... Sabia, Pégasus sabia que aquilo ia acontecer, ao mesmo tempo, apertou mais forte o braço de Aiolia e foram em direção à Casa de Leão.
- "Estou louco?" A voz grossa e arfante de Ikki sibilou.
- "Se estiver, não fique curado por favor..." Shiryu sorriu maravilhosamente e sentiu o Cosmo de seu Mestre bem próximo. Enrubesceu violentamente e olhou na direção em que sentira a presença de Dohko.
- "Shiryu?" O Libriano dourado olhava a cena meio perplexo... "Ikki?" Era o Fênix quem segurava seu discípulo de maneira tão... possessiva? Aquilo tinha sido um beijo? Mas, o que era aquilo? O Dragão não era hétero? Ikki também não? Ou bem, quer dizer, não sabia... Sua confusão fez Milo e Camus gargalharem.
- "Dohko, você está com cara de quem pegou o filho transando na sua cama... hahahahahahaha." Milo era impossível.
- "É que... bom... eu nunca achei... não tenho nada contra mas... bem... Oras Shiryu que diabos é isso? Ou melhor, eu sei o que é um beijo mas, Fênix? Quer dizer... O Fênix não era... Você também? Ou ainda... que diabos!"
Os risos recomeçaram, se até mesmo Shun ficara um tanto chocado... Seu irmão? Shiryu? Quem diria...
- "Er... Dohko... Será que me permite..." Ikki deu um sorriso espetacular, raro de ver naquele homem tão arisco e, ao mesmo tempo, dava para perceber que ia aprontar alguma...
- "Hein?"
- "Já que você parece, ou melhor, já que você é o "pai" do Shiryu... Queria saber se posso namorar ele? Prometo que teremos um relacionamento repleto de sexo e paixão... Aliás, pretendo fazer esse teu filho implorar pelo meu..." – Fez uma pausa dramática vendo o olhar de Dohko ficar arregaladíssimo – "beijo..." Fênix não agüentou mais e caiu na gargalhada ao ver a cara de Dohko ficar roxa de vergonha...
- "IKKI!" O Dragão protestou mas também começou a rir, seguido dos outros. O leonino era terrível...
Camus interrompeu a risada quando sentiu o cosmo de Hyoga se elevar numa imensa tristeza... Podia sentir seu discípulo se entregando às lágrimas. Não, ele não podia deixar aquilo acontecer. Além do que tinha ouvido Shun declarar que amava Hyoga então estava na hora de resolver aquilo.
- "Shun, vamos. Temos que conversar com meu pupilo. Você vai ter que contar para ele tudo que está sentindo. Concentre-se e perceba o quanto faz o aquariano sofrer. Isso não é justo Andrômeda."
Todos então perceberam o leve ar gelado que estava por ali... Era reflexo do cosmo de Hyoga? Desde quando ele ficara tão poderoso? Era incrível... Em pleno calor grego havia um sopro de ar siberiano... Quase podiam tocar a mágoa do coração do rapaz.
- "Ah Hyoga, me perdoa, por favor me perdoa..." Shun disse alto para ninguém em especial. Ia seguir com Camus quando percebeu o cosmos de seu amor desaparecer dali. Ficou desesperado.
- "Camus? Onde ele foi? O que houve? Oh Zeus, que foi que eu fiz?"
O protetor da décima primeira casa também ficou perplexo. Sumira tão rápido. Só havia uma explicação. O rapaz havia saído dali. Para onde não podia saber. E agora?
Procuraram por todo o Santuário mas nada encontraram. No quarto do aquariano de bronze um bilhete dirigido a Shiryu explicava que Hyoga estaria no Rio de Janeiro no dia e local determinados. Nada mais.
Iriam embarcar cedo no dia seguinte e nada mais podiam fazer. Resolveram jantar e dormir. Seiya e Aiolia já não estavam ali. Milo e Camus foram saindo rindo da postura de Dohko que arrebatara Shiryu e mandara Ikki ir dormir em sua própria cama pois queria ter uma conversinha com o "filho".
O diálogo fora muito engraçado, pelo menos na opinião do escorpiano...
Dohko ficara sério e olhara para Aldebaran que estava ao lado de Ikki.
- "Shiryu, você vem comigo. Vai jantar e passar a noite em minha casa e não aceito negativa alguma. Aldebaran, por favor, vá com Ikki." O Libriano dourado queria ter uma conversinha com seu pupilo, especialmente sobre sexo.
Sabia que o rapaz de longos cabelos negros não era criança mas havia certas coisas de que gostaria de se certificar, para o bem de seu querido pupilo uma vez que, salvo engano, o Dragão ainda era virgem e já que o escolhido dele era justamente Ikki... Sim, o leonino não era nenhum bobo e ao que Dohko soubesse tinha bastante digamos assim "desenvoltura" quando o assunto era namoro.
O rapaz de lindos olhos azuis ia protestar mas o olhar de seu mestre o fez assentir calado e dar um beijo leve nos lábios de Ikki, ruborizando ao sentir que o amado lhe beliscava a bunda com desfaçatez. Se o Fênix fosse metade do que parecia, ah, mas ele ia morrer de paixão.
- "Tudo bem por hoje mas amanhã, você não vai escapar de mim..." Ikki sussurrou malicioso no ouvido do namorado e os corações aceleraram de antecipação.
Aldebaran levou Ikki consigo, tinha entendido o olhar de Dohko e iria também conversar um pouco com Fênix, não que achasse que precisava explicar qualquer coisa mas, de todo jeito, já que Dohko praticamente ordenara... Achava que muitas coisas aconteceriam no Brasil e ia se certificar de que tudo corresse da melhor maneira possível. Isso incluía dar algumas idéias ao novo "chegado" do Santuário... Ia ser divertido... Riu ao imaginar-se falando seriamente sobre relações sexuais com o mais namorador dos cavaleiros de bronze.
Shun não pregou o olho preocupado com o Cisne e remoendo-se de mágoa por ter sido tão imbecil, tão infantil. June se juntou a ele no mesmo quarto e ficou assombrada com as novidades. A moça penitenciou-se por não ter contado tudo que sabia logo para o rapaz loiro. June estava ali porque ia se casar e estava organizando a cerimônia com auxílio de Saori. Não queria confusão, Shun fora escolhido como padrinho e queria apenas ajudar... Seu noivo, Albion de Cepheu, iria para o Rio também e ela estava exultante. Só tinham esquecido de explicar tudo aquilo para Hyoga.
