Gênero: Yaoi/angst/romance/lemon
Casais: HyogaxShunxMatheus, IkkixShiryu, MiloxCamus, AioliaxSeiya, AldebaranxRodrigo
Fanfic feita especialmente para Anna Chan por causa do seu amor pelo casal Hyoga e Shun e apresentada no desafio de dia dos namorados do site Saint Seiya Dreams. Muitos que me conhecem sabem que adoro Ikki e Shiryu e assim os coloquei aqui de passagem. O personagem Rodrigo, namorado do Deba, Matheus, e o apelido Shunnie Sun são criações minhas ok?
Disclaimer: Saint Seiya não é meu, lógico, porque se fosse... Eu tornaria o anime completamente inadequado para menores e incluiria lemons em todos os capítulos XD.
Bem, todos os cavaleiros estão vivos e felizes, ou nem tanto. Ah, gente, não se preocupem com as idades... Assim como o Kurumada, eu ponho o que me dá na telha e dane-se a coerência... XD.
AMOR PROIBIDO – Parte IV
A CHEGADA - SURPRESAS E DORES - A VINGANÇA DE HYOGA
Hyoga estava na recepção do Copacabana Palace absolutamente absorto em pensamentos. Usava uma calça jeans escura, camisa preta pólo e tênis, os cabelos revoltos estavam lindamente úmidos. Estava louco para ir embora para sua Sibéria. Pelo menos lá poderia gritar, urrar nos campos gelados o amor que sentia e que não podia ter...
Viu quando a "comitiva" de cavaleiros chegou, June logo atrás... Hora do show...
- "Hyoga?" Shun precisava urgentemente falar com ele, explicar tudo, não podia deixar assim, não podia viver sem Hyoga e precisava dele como do ar que respirava...
- "Já reservei os quartos. Camus com Milo, obviamente..." A voz do Cisne era absolutamente gélida e seu olhar frio como a morte. Andrômeda encolheu-se aterrorizado com a falta de calor que sentia no outro, o olhar de desprezo que recebera do rapaz de cabelos dourados o deixara com um buraco no coração. Parecia que mal se conheciam...
Cisne representava bem seu papel e tinha algumas cartas na manga. Não ia ficar por baixo. Shun não esfregara June em sua cara? Pois bem... Logo o rapaz que contratara numa agência de acompanhantes chegaria e Shun veria o que era bom...
- "Aldebaran ficará com Rodrigo e, Shun, não sabia se você queria ficar com a June, assim separei os quartos de maneira a que fique com Ikki se for de sua vontade, eu fico com Shiryu e, um quarto extra para June..."
- "Nem pensar Pato..." Ikki moveu-se para perto de Shiryu e sem sequer se importar com as pessoas em redor tomou-lhe os lábios com doçura num beijo carinhoso e profundo. Viu o libriano enrubescer mas abraçá-lo correspondendo ao afeto.
As pessoas no hotel comentavam a cena com olhares que variavam do divertimento ao desprezo. Alguns até começaram a ir em direção da recepção para reclamar mas Camus de Aquário já estava dominando a situação com seu ar de severidade imponente. Ninguém se atreveria a passar por ele que encarava quem quer que fosse com um jeito intimidador. Oras, o Brasil não era um país atrasado, não havia tanto preconceito assim, ou havia?
Hyoga arregalou os olhos surpreso e deu um passo para trás. Que diabos era aquilo? Os dois super hiper héteros do Santuário se beijando?
- "Meu namorado fica comigo, no meu quarto, e pode mandar pôr uma cama de casal lá que hoje ele vai dormir completamente agarrado comigo ou eu mato alguém..." O olhar de Fênix era de possessividade e paixão. Dohko e Aldebaran os tinham impedido na noite anterior mas de hoje não passaria de jeito nenhum...
Estava louco de vontade de amar seu homem e nada, ninguém, poderia impedi-lo. Pouco importava se nunca havia estado com uma pessoa do mesmo sexo. Aldebaran o tinha aconselhado e ele sabia bem o que fazer. Conjecturava que Dohko havia feito o mesmo com Shiryu e seu coração pulava ao se imaginar fazendo amor com o Dragão. O libriano sorriu e lançou um olhar tão sensual para Fênix que o outro pensou que não ia agüentar até de noite.
Aldebaran sorriu com o jeito dos recém declarados... Parecia que um ia pular em cima do outro em segundos e, tinha que admitir, Shiryu era um homem tremendamente bonito e o jeito que olhava para Ikki faria até mesmo o mais controlado ser humano jogar tudo para cima.
- "Você me quer? Quer muito é, Ave Fênix... Não é nem metade do quanto te desejo." Falou baixo o Dragão mas os amigos ouviram e ficaram um tanto surpresos. Era mesmo o libriano? Que fogo era aquele?
Shiryu virou-se com a chave do quarto em mãos e um jeito de andar que fez Ikki morder o lábio inferior e quase nem se lembrar do que mesmo tinha ido fazer ali. Para terminar de enlouquecer o namorado, o Dragão soltou o rabo de cavalo que usava e deixou a enorme onda negra cascatear até o meio de suas coxas, virando-se e olhando de soslaio para seu homem, um sorriso sacana no rosto. Ikki grunhiu, se não tivessem compromissos em meia hora...
- "Não me provoque... Não sabe do que sou capaz." Fênix arrebatou o outro para dentro do elevador e foram se aprontar. Hyoga olhava a cena absolutamente chocado. Então... Ikki era como ele? Ikki, o machão, o hétero convicto, o que nunca se apaixonava? Zeus!
- "Cisne... Precisamos conversar, por favor me escute..." Shun olhava para ele desesperado. Virou-se em direção de Camus pedindo auxílio.
- "Eu não tenho nada para falar com você Andrômeda. Por favor, não dificulte as coisas e, além disso, já que Shiryu vai ficar com Ikki, tanto melhor para mim... Matheus deve estar chegando nesse momento..."
Shun sentiu o coração parar... Matheus? Quem diabos era Matheus? Oh não, não podia ser verdade... Não era possível... Será que Hyoga tinha arrumado, será que ele tinha um...
- "Oi Galego! Demorei?" Um jovem bronzeado, pouco mais baixo que Hyoga, de olhos esverdeados e sinceros, um corpo perfeito de surfista, cabelos aloirados pelo sol e sorriso fascinante de aproximou do grupo com o olhar fixo no Cisne. Vestia um jeans claro agarrado ao corpo e uma camisa pólo azul da cor dos olhos de Hyoga.
- "Não, de jeito nenhum. Vem cá que quero te apresentar umas pessoas." Hyoga o abraçou pela cintura e num movimento rápido lhe deu um selinho carinhoso nos lábios. Deram-se as mãos como se estivessem juntos há séculos.
- "Pessoal, este aqui é o Matheus, ele é brasileiro, nós nos conhecemos há algum tempo quando ele esteve numa excursão e fiquei muito feliz ao poder finalmente encontrá-lo e, mais que isso, descobri que nos entenderíamos muito bem..." Hyoga repetiu a história que combinara com o rapaz. Estava fazendo tudo que podia para ferir Andrômeda.
Ao procurar no book da agência de acompanhantes tinha sido muito específico quanto ao que gostaria de ter. O rapazinho tinha 20 anos, falara com ele ao telefone e rapidamente tudo ficara acertado. Ele queria alguém que contrastasse com Shun. Pelos olhares dos outros Cavaleiros, havia conseguido impressionar a todos. Ficou feliz com seu plano de vingança ao ver o olhar estupefato de Andrômeda.
O sorriso do brasileiro era inebriante. O cabelo dele era levemente ondulado e parecia macio, seu olhar era sensual e sua boca parecia desenhada apenas para beijar. O corpo dele era firme, bem moldado, a pele bronzeada contrastando com a alvura loira do Cisne. Ele se movia com um gingado peculiar e sensual e sua voz era grossa sem ser masculina demais.
De uma maneira simpática e jovial Matheus cumprimentou a todos. Ficou impressionado com o conjunto de tantos homens bonitos. Hyoga já explicara a ele que não devia se impressionar pois quase todo o grupo era formado de casais de namorados. O carioca ficou impressionado com Camus e Milo. Eram perfeitos, lindos, altos e estupidamente fortes e delineados. Sentiu-se num paraíso...
Aldebaran era brasileiro como ele e os cabelos loiros e a pele bronzeada o tornavam ainda mais atraente, era imensamente forte e alto. Soubera que o taurino havia vindo buscar seu namorado entre outras coisas e pensara se um dia teria uma sorte daquelas.
Aiolia e Seiya eram bonitos de uma maneira um tanto peculiar. Enquanto o japonês era mais baixo, compacto e firme, sensual com seus olhos castanhos e sua pele de um tom dourado, o outro, grego segundo se lembrava, tinha olhos maravilhosamente azuis, cabelos castanho dourados e um porte que o faria ganhar milhões como modelo.
Notou que faltavam dois, um tal de Ikki e outro chamado Shiryu. Não comentou. Reparou finalmente no rapazinho que seu "namorado" mencionara. Shun tinha traços perfeitos como os de um Deus, o corpo também era lindo, aliás, se fossem fazer um concurso ali... Entendeu perfeitamente porque Hyoga se apaixonara por uma pessoa tão maravilhosa. E havia June. A moça era realmente bonita mas, não fazia seu tipo.
Matheus era bissexual assumido, embora preferisse homens com uma certa freqüência, na verdade tolerava as mulheres por dinheiro, dizia a si mesmo que estava naquela vida de acompanhante para pagar sua faculdade, comprar suas coisas e ajudar a sustentar a imensa família de quatorze irmãos e irmãs. Não se orgulhava do que fazia mas também não tinha tanta vergonha assim. O modo como tinha ido parar ali é que o atormentava. Deixou os pensamentos negativos para lá. Achava-se mais digno que muitos outros que não assumiam o que faziam por dinheiro.
Ao receber a ligação do russo esperara encontrar um homem mais velho, um tarado estrangeiro qualquer como muitos que costumava atender nos hotéis de altíssimo luxo da cidade maravilhosa. Era 11 de junho e sabia que haveria muitos chamados de homens e mulheres interessados em alguém para passar o dia seguinte, dia dos namorados. Ele já havia marcado um compromisso mas soubera que o dono de olhos azuis tão maravilhosos havia simplesmente pago o dobro para tê-lo ali. Não iria decepcionar e seguiria com o plano combinado.
Quando todos perceberam que o Cisne estava acompanhado reagiram de formas diferentes. Camus e Milo arregalaram os olhos, Aiolia e Seiya se entreolharam mas pareciam nem estar no mesmo lugar que eles, estavam entretidos um com o outro, a noite de amor deixara Pégasus bastante feliz com sua escolha e era só atenção com o leonino.
Aldebaran olhou para o chão e Shun...
Andrômeda sentiu o chão girando sob seus pés. Aquilo não podia ser verdade. Ele não podia estar vendo o amor de sua vida pousar seus lábios rosados em outro homem... Não, o Cisne era dele, dele, dele...
O virginiano sentiu que seu cosmos elevava-se um tanto demais e percebeu a aura rosada cada vez maior... Foi contido por June que o arrastou para o balcão de registro e se dispôs a ficar com ele no mesmo quarto.
A moça estava furiosa com Hyoga, percebia que Shun ainda o amava e não sabia o que fazer para ajudar. Considerava que havia sido um grande erro ter vindo até ali com todos aqueles Cavaleiros, ela deveria ter sabido. Ia tentar conversar com Hyoga se bem que, depois daquela exibição já não cria que o Cisne realmente amasse seu amigo.
Hyoga sorriu internamente... Percebera que seu plano fora um sucesso. Ao mesmo tempo sentia-se tão mal por magoar seu amor. Oras bolas, ele já não tinha sido tão magoado? Deixado sozinho sem nenhuma explicação? E, além disso, que haveria de tão importante que o rapaz de olhos esmeralda quisesse falar com ele? Nada mais havia a dizer.
Camus e Aldebaran já haviam passado toda a programação do dia. Haveria reuniões espalhadas pela cidade e os motoristas já haviam sido designados para cada evento. Passariam o dia todo ocupados mas a noite prometia.
Haveria um jantar para que Rodrigo fosse formalmente apresentado a todos, afinal iria morar no Santuário. Hyoga simplesmente havia exigido mais um convite e conseguira. Para o dia seguinte, Saori providenciara convites para a inauguração de uma nova boate com karaokê – Aldebaran se apressara em explicar que o ambiente era de dança e que, sim, poderiam ir com os namorados mas deviam ser um pouco discretos pois não era um lugar específico para casais do mesmo sexo e podiam sofrer alguma discriminação. Cisne sorriu e com uma intimidade que deixou os outros perplexos puxou o "namorado" virado de costas para ele e colou os corpos murmurando que a noite podia ser muiiiiiito longa.
Matheus, que havia combinado tudo previamente com aquele estrangeiro lindo e gostoso pensou que faria aquilo até de graça... Como aquele homem era bonito, com hipnotizantes olhos azuis, braços fortes, pernas maravilhosas, um tórax de fazer qualquer sexo enlouquecer e, se tudo fosse proporcional, devia ser bastante "interessante" nas partes baixas. Não resistiu e fugindo um tanto do contrato, virou-se de frente para o russo e o abraçou forte, roçando os quadris em movimentos sugestivos e fazendo Hyoga se assustar um pouco.
- "Sim querido, se depender de mim a noite será mesmo quente... Quer que suba com você agora ou prefere que o encontre no seu quarto à noitinha, afinal já percebi que seu dia será corrido e tenho alguns assuntos a tratar."
O loirão sorriu e foi levando Matheus para a porta do Hotel, num sinal claro de que eles não iriam subir juntos, ainda não... Seus planos não incluíam sexo com o rapaz, apenas provocar Andrômeda mas podia mudar de idéia. Do jeito que estava carente e solitário, talvez não fosse uma hipótese a se descartar.
Hyoga resolveu apelar um pouco mais e vendo que Shun os seguia com o olhar beijou a boca do brasileiro com um pouco mais de entusiasmo porém ao ver a dor nos olhos de Andrômeda se sentiu um cretino...
Rapidamente passou por todos sem dizer palavra, pegou as chaves do seu quarto e se encaminhou para o elevador cantarolando.
Shun queria desesperadamente lançar suas correntes no pescoço do rapazinho brasileiro mas ao mesmo tempo, uma mágoa tão grande estava em seu peito que a fúria rapidamente passou para lágrimas que começaram a pingar no saguão do hotel luxuoso.
Camus ia atrás de Hyoga para fazer algumas perguntas e tentar colocar juízo na cabeça dura de seu pupilo mas, quando olhou, o outro já tinha sumido do saguão. Ele e Milo tinham vários lugares para ir e não teriam mais tempo. Sugeriu que todos fossem tomar suas providências.
Shun permanecia parado olhando o chão. Parecia que tudo estava finalmente resolvido... O Cisne não o queria, nunca o quisera então... Seguiu como um boneco o grupo todo e foi se preparar para seus compromissos. Ele e June teriam longos discursos a fazer em quatro empresas e não podia se deixar dominar pela dor.
