AMOR PROIBIDO – Parte VI
Autora: Shiryuforever94
Gênero: Yaoi/angst/romance/lemon
Casais: HyogaxShunxPersonagem Original, IkkixShiryu, MiloxCamus, AioliaxSeiya, AldebaranxRodrigo(Personagem Original)
Fanfic feita especialmente para Anna Chan por causa do seu amor pelo casal Hyoga e Shun. Todo mundo sabe que eu adoro Ikki e Shiryu e assim os coloquei aqui de passagem. O personagem Rodrigo, namorado do Deba, Matheus, e o apelido Shunnie Sun são criações minhas ok? Fanfic apresentada no MINI DESAFIO DO DIA DOS NAMORADOS - SAINT SEIYA DREAMS
Disclaimer: Saint Seiya não é meu, lógico, porque se fosse... Eu tornaria o anime completamente inadequado para menores e incluiria lemons em todos os capítulos XD.
Bem, todos os cavaleiros estão vivos e felizes, ou nem tanto. Ah, gente, não se preocupem com as idades... Assim como o Kurumada, eu ponho o que me dá na telha e dane-se a coerência... XD.
SEGREDOS E MENTIRAS
O dia passou em meio a reuniões, palestras e contratos valiosos. Os Cavaleiros almoçaram pela cidade e em torno de seis da tarde estavam de volta ao hotel.
Hyoga estava exausto. O calor sufocante do Rio de Janeiro o afetava deixando-o irritado e indócil.
Subiu para seu quarto sentindo-se solitário e vazio. Pensar em Shun o tempo todo, visualizar June ao lado de seu amado o esgotava e deprimia. Mas logo tudo acabaria, mais dois dias e tudo findaria. Precisava agüentar, tinha seu orgulho mas, ao mesmo tempo, sentia vontade de ir bater na porta ao lado e tentar uma última vez, um último beijo.
- "Ah Shun, eu sempre vou te amar, isso nunca vai passar, é sincero demais, profundo demais, pena que você não sente o mesmo... Eu te amaria com todas as minhas forças e o faria feliz, sei que faria..." Chorou baixo, abraçado aos travesseiros, encolhido em si mesmo, numa posição quase fetal.
Camus e Milo passavam pelo corredor meio exaustos, o escorpiano mal humorado pois seu namorado tinha sido incessantemente assediado por uma diretora de marketing encantada com os olhos, o corpo, os ruivos cabelos longos do francês. Tudo bem que o aquariano permanecera tranqüilo e distante mas o ciúme do grego não dera trégua e ele agora queria apenas extravasar sua raiva. Grunhiu baixo um palavrão enquanto Camus parava na porta do quarto do Cisne.
- "Hum, ele está sofrendo mon ange, posso sentir que chora desconsolado... Será que já brigou com o novo namorado? Vou falar com ele..."
- "Ah não francês, de jeito nenhum. Eu já estou de saco cheio desse assunto. Parece novela mexicana, um dramalhão italiano no mínimo..."
- "Mas Milo..."
Como resposta, foi empurrado contra a parede e beijado lasciva e sensualmente. Milo esfregava-se nele, sugava sua língua e demonstrava o que estava pensando em fazer e nada tinha que ver com o Cisne...
Matheus chegava lindamente vestido com uma roupa social casual. Estava com um summer muito elegante, em tons de branco e azul pois percebera que o rapaz loiro gostava daquilo e, modéstia a parte, vestia-se estupidamente bem, com ternos de bom corte, calças de marca e usava perfumes caros e marcantes. Era um acompanhante de alto nível, caríssimo e sabia valer cada centavo de seu preço se bem que, naquele caso, o fizera por gosto mesmo. Era disputadíssimo e, para completar, após conversar com Cisne de manhã, consolando-o, fazendo sexo inesquecível com ele - suspirou - e lhe dando forças para continuar com aquela história, percebera o quanto o rapaz era interessante, sensível e orgulhoso, muito orgulhoso.
O brasileiro viu os dois Cavaleiros Dourados juntos, num amasso tremendamente excitante e meio selvagem, ali, no meio do corredor. "Nossa, então eles são um casal mesmo... Incrível! São tão másculos. Nunca imaginaria... Que grupo de amigos esse homem tem. E pensar que o Hyoga precisou me contratar para fazer ciúme para o Shun. Admito que o rapazinho é lindo mas, será que merece mesmo o loiro? Nossa, eu jamais trocaria o russo por qualquer mulher... Credo! Sou um profissional, não posso estar me preocupando com isso mas... Hyoga é diferente... gostaria de ao menos ser seu amigo. Ele é tão gentil e amável..." Balançou a cabeça, não podia se apaixonar, aliás, já estava gamado... Seria sua ruína...
Pigarreou para indicar que estava ali.
Milo partiu o beijo e olhou zangado levantando uma sobrancelha.
- "Ah, é você... Boa noite." – Virou-se para Camus – "Vamos amor, precisamos de um banho. Temos um compromisso às nove..." - Sorriu malicioso – "só às nove..."
Ikki chegava com Shun e June. Logo atrás vinha Aldebaran, cansado. Fênix estava exausto e irritado. Não tinha podido ficar com Shiryu que saíra bem mais cedo dos compromissos e se preocupava com o sumiço do libriano que sequer atendia ao celular. Sabia que Aiolia e Seiya já estavam no hotel pois sentia os cosmos dos dois, bem animados por sinal, no quarto ao lado do que dividia com seu amor. Procurou o cosmos do Dragão e sentiu-se subitamente aliviado ao perceber que ele estava lá... Mas... Era tão... morno e...
Shiryu abriu a porta do quarto, que ficava em frente ao de Camus e Milo, com leveza. Ikki, Shun, June, Camus, Milo e Matheus ficaram mudos diante da cena.
O Dragão usava um kimono japonês, de seda, justamente na cor dos olhos de Fênix, tinha os olhos delineados de preto e via-se dentro do quarto uma profusão de velas aromáticas, uma doce música romântica ao fundo e um perfume doce e sensual invadira o corredor.
Ikki sentiu que seu peito ia explodir. Nunca vira o libriano tão lindo, tão belo, tão atordoante, tão sensual e tão... puro. Sentiu que ia derreter de paixão. Sabia que tudo aquilo era para a primeira noite dos dois e ficou emocionado com tanto cuidado...
- "Shi... Você está lindo!" Ikki conseguiu dizer enquanto mirava de cima até embaixo o namorado.
- "Zeus... E como!" Exclamou June.
- "Minha Nossa Senhora das Graças..." Matheus só tinha visto Shiryu de relance mais cedo mas, agora, ficara impressionado... O homem era lindo! Sem falar no tal Ikki... Que músculos... Mas, o de kimono... Ele estava espetacular.
- "Só temos compromisso às nove Ikki, então eu pensei que, talvez... Você quisesse... Bom..." Shiryu deu um sorriso lindo e estendeu as duas mãos para o seu amor. Seus olhos brilhavam de paixão. Estava um tanto apavorado mas havia sido muito bem instruído por Dohko e acreditava que tudo correria bem. O seu Mestre lhe ensinara até algumas coisinhas para ele fazer na sua "noite de núpcias".
Ikki estava hipnotizado. O olhar amoroso e confiante de Shiryu o deixara emocionado porque lhe demonstrava que ele, tão genioso, tão irascível, fora capaz de despertar um sentimento tão bonito.
Irremediavelmente apaixonado, o leonino chegou bem perto do outro e o tomou nos braços, carregando-o no colo e beijando-o como se ele fosse a maior preciosidade de sua vida e, intimamente Fênix pensava, ele era.
Esqueceu-se que era um Cavaleiro, que lutara até a morte, as dores, sofrimentos e angústias. Perdeu-se nos eflúvios de sua paixão estrondosa e fechou a porta atrás de si sem mais palavras, sem descolar os lábios do amado, nem que o mundo explodisse ele seria interrompido.
- "Nossa, o tal de Shiryu é lindo demais mesmo!" Exclamou Matheus e viu o olhar furioso de Shun sobre si.
- "Ele é o namorado do meu irmão! Você não tem sequer o direito de olhar para ele, seu intrometido! O que veio fazer aqui? Não é um de nós, não é nosso amigo, você é apenas... apenas..." Gritava descontando a raiva que sentia. Não estava preocupado com Ikki, estava furioso com Matheus e o fato dele estar com Hyoga...
- "Ei, calma Shun, não falei por mal, se o ofendi ou a algum de vocês, me perdoem, eu apenas vim ver Hyoga." Matheus agora tinha certeza que Andrômeda se importava demais com o loirudo, mas por quê? Ele não tinha escolhido a tal June?
- "Que confusão é essa?" A voz grossa e irritada do Cisne se fez ouvir. "Matheus? Tudo bem?" Fez uma breve pausa enquanto o outro assentia e olhou para os outros.
- "Shun! Meça suas palavras, ele é meu namorado e eu exijo que o respeite." A voz era sem nenhum sentimento ou inflexão. Camus ficou admirado e fitou o pupilo que não devolveu o olhar.
Hyoga saíra para o corredor de bermuda e sem camisa, estava se vestindo após o banho quando ouvira os gritos de Shun. Seu corpo exposto e meio úmido, os cabelos que ainda vertiam gotas fizeram o virginiano estacar atordoado. Fazia tempo, muito tempo, que o rapaz de cabelos verdes não punha os olhos no outro... A visão o fez entontecer e sentir um calafrio na espinha, "secou" o aquariano sem nem disfarçar e todos notaram. O russo não perdeu a oportunidade.
- "Que foi Shun? Gosta do que vê? Engraçado, pensei que seu gosto fosse outro..." Riu cínico e viu o rapazinho corar embora não soubesse se de vergonha ou de raiva.
- "Oras seu, seu sem vergonha! Safado! Nem bem virei as costas e você já tem outro na sua cama?"
O Cisne não perdeu o sorriso frio e sua voz saiu gélida embora quase gritasse:
- "Que é isso? Você nunca esteve na minha cama garoto... Ou jamais teria me esquecido..." O jeito de olhar era irritante...
- "Mas é muito canalha mesmo!" Shun sabia que ia chorar, estava louco de ciúme...
- "E, quanto a você nem bem ter virado as costas..." A voz do Cisne tornou-se rancorosa e agressiva, o olhar azul claro era fulminante... "Virar as costas a quê? Você me deixou, sem uma explicação, sem hesitar, não me venha agora com essa, NÓS NÃO TÍNHAMOS UM RELACIONAMENTO!" Agora gritava... "Dois anos Shun, DOIS ANOS! Sem uma palavra... E canalha sou eu? CRETINO! Você é um cretino!"
- "Parem vocês dois!" Aiolia saíra do quarto seguido de Seiya e fizera sinal a Camus, Milo e Aldebaran para que, se necessário, impedissem que os dois se atracassem...
- "Acho que precisam conversar..." Seiya olhava os dois que bufavam e se perguntava onde estava Ikki...
- "Não tenho nada para falar com esse traidor!" Shun tremia de mágoa e raiva.
- "TRAIDOR? Ora seu moleque! Foi você quem escolheu a June! Se tem alguém traído aqui sou eu!"
Os Cavaleiros reviravam os olhos... Zeus, que confusão era aquela no meio do corredor... Aldebaran começou a acreditar que havia sido péssima idéia juntar os cinco...
- "Você não sabe de nada! De nada! E como você frisou bem," – Shun ficou ainda mais possesso e disse as palavras devagar: "NÓS... NÃO... TÍNHAMOS... UM... RELACIONAMENTO..."
- "Você nunca me deixou perguntar se queria que tivéssemos um..." O Cisne falou baixo e triste. Todos ficaram abismados... Shun não conseguia articular palavra... Viu os olhos gélidos do aquariano, viu a tristeza e quis morrer... Tudo culpa dele...
Hyoga deixava os pensamentos voarem. Então era aquilo. Iriam ficar ali brigando? Era melhor acabar com aquela balbúrdia, agora era tarde. Olhou para June e para Shun, suspirou e pegou Matheus pela cintura.
- "Vamos. Temos que nos arrumar para a festa do Rodrigo e avisar na recepção que você vai passar a noite..."
- "Não, Hyoga, você não sabe de tudo e... Espera..." June tinha escolhido aquela hora para tentar resolver a confusão mas Shun a impediu, fazendo-a calar-se... O jovenzinho não queria se humilhar mais... Via o jeito que Matheus e Hyoga se olhavam... Estavam tão íntimos... Já deviam estar fazendo sexo... A idéia o fez ficar revoltado... Piorou quando viu o olhar embasbacado do brasileiro para o corpão do russo. Viu Matheus deslizar a língua pelo pescoço desnudo numa carícia sensual...
Hyoga fechou os olhos e inclinou o pescoço para Matheus. Estava cheio daquilo tudo... Sentiu que o "namorado" o lambia e deixou que alcançasse sua boca... Respondeu agarrando-o com força, dando-lhe um beijo indecente e explícito... Era tão bom... Estava tão carente e triste... Pelo menos alguém o queria, alguém o desejava.
Shun surtou e gritou bem alto: - "SEU PUTO!"
Os demais cavaleiros ficaram horrorizados com aquilo. Que loucura... E viram Hyoga sequer se importar... Ele parecia entretido demais em devorar os lábios do rapaz brasileiro e jogá-lo na parede esfregando-se nele... É, parecia que Shun não tinha mais chances...
O Cisne partiu o beijo de repente. Olhou em redor com ar de poucos amigos e murmurou:
- "Vejo vocês no jantar. Vem Matheus, temos coisas melhores a fazer..." E trancou a porta, congelando-a numa grossa barreira de gelo. Não queria ver ninguém, falar com ninguém... Sua fortaleza ruindo, atirou-se chorando nos braços do surfista que pensou se Shun seria mesmo a melhor opção para um homem tão maravilhoso quanto Hyoga... Somente o fazia sofrer... E se estava mesmo com a Amazona... Então não amava o russo... Ele não tinha certeza... Parecera que Shun e Hyoga se amavam mas não conseguiam se entender.
Seria orgulho demais de cada um? Nenhum queria ceder? Faltavam detalhes que ele desconhecia... Não sabia mais o que pensar, queria ajudar. Sentiu os lábios do russo sugando seu pescoço. As lágrimas mornas ainda escorrendo no rosto bonito. Suspirou. Sabia que aquilo não era paixão... O homem que o apertava cada vez mais forte apenas queria consolo e iria receber...
- "Hyoga... Tem certeza? Quer dizer, quer fazer isso comigo agora?"
- "Não tenho certeza de nada... Nada... Apenas gostaria de me sentir querido, por alguém..."
Os papéis pareciam ter se invertido. O jovem surfista estava cheio de dúvidas e com medo de se perder de paixão... Vendo o outro ali tão indefeso imaginou se não era o caso de simplesmente deixar-se levar e aplacar sua alma angustiada. O outro parecia tão entregue a ele... Ficou compungido com o estado emocional tão frágil do estrangeiro e hesitou nos carinhos...
O loiro pareceu ler os pensamentos do rapaz...
- "Não se preocupe... Você também pode me tomar... Não sou tão inocente... Nem virgem... De nenhum jeito, se é que me entende... não por minha vontade, infelizmente.
Matheus espantou-se, tudo bem que Hyoga tinha 18 anos, mas pensara que o outro tinha feito suas escolhas e não que tivesse sido forçado. Sentou-se com o loiro no sofá, afastando quaisquer pensamentos relativos a sexo, achava que não era hora. O rapazinho claramente precisava conversar.
- "Quer me contar? Se não quiser, tudo bem..."
- "Não me importo mais... Ainda dói sabe... Eu estava me guardando para o meu amor, para Shun, mas não foi bem do jeito que eu queria." Fez uma pausa e o brasileiro percebeu que ele se lembrava...
- "Matheus, você é o único com quem tenho conversado, sempre estou sozinho, sempre com medo que descubram. Não me sinto digno de Shun... Ele também não me ama, então é melhor mesmo esquecer. Mas, preciso te contar, preciso contar a alguém..."
O surfista viu tanta dor naquele olhar azul claro que desejou entrar na alma do Cisne e tirar todo aquele sofrimento. Abraçou-o forte e foi pegar um suco para ele e para o seu companheiro. Tivera uma idéia. Logo estava de volta e aninhou o Cisne nos seus braços fortes e esperou.
- "Tudo ocorreu há mais ou menos um ano, na solidão da Sibéria onde eu sou guardião como já lhe disse. O nome dele era Durval... Eu já o havia enfrentado uma vez em Asgard e sabia que era poderoso mas com o fim das guerras pensei que talvez pudéssemos viver em paz." Fez uma pausa e suspirou triste, abraçou-se mais a Matheus.
- "Eu o convidei para ficar em minha casa e durante a noite ele me atacou..." Cisne fechou os olhos e continuou falando sem parar, a voz baixa e monocórdia. "Ele é muito mais forte que eu, não pude fazer nada... Ele dominou minha mente e violou meu corpo e eu assistia a tudo dentro de uma espécie de transe hipnótico. Eu sou um Cavaleiro de Atena por Zeus! E não pude evitar... Não conseguia resistir... Isso... é... a... pior... coisa... Durou dias... semanas... Até que ele se deu por satisfeito e se foi." Começou a chorar baixinho, encolhido no colo forte que o amparava.
- "Sinto tanto Hyoga, sinto tanto mesmo. Ninguém mesmo sabe? Ninguém te ajudou?"
- "Nunca contei Matheus, a ninguém... Nem sei se teria coragem..."
- "Não foi culpa sua, não se culpe, por favor, você é uma alma linda e maravilhosa e um homem amoroso e decente e qualquer pessoa no mundo adoraria amar você... Inclusive... inclusive... eu..." Matheus deixou algumas lágrimas escorrerem. Ele também havia sido violado e machucado. Sabia bem de que Hyoga falava, do sentimento de culpa... Mas já havia superado, ou pensava que sim, até ouvir aquela história. Precisava ajudar e tomou sua decisão.
- "Matheus... Você sabe... Não posso... Não consigo... Amar ninguém... Alem dele... Por mais que ele não me queira mais, por mais que nunca fiquemos juntos. Eu o amo! Por Atena eu o amo tanto..."
- "Shiiiiiii... Acalme-se e me escute." E Matheus contou sua história trágica, seu seqüestro, seu "treinamento" aos 14 anos, sendo seviciado e drogado até que não se importasse mais, sua venda como diversão para homens ricos e mulheres entediadas, suas dívidas impagáveis e, sim, contou que havia um enorme esquema de prostituição por trás de algumas agências de acompanhantes.
Hyoga ficou furioso. Como podiam fazer aquilo? Como podiam aliciar crianças e adolescentes? E não era apenas no Brasil, ele sabia que em várias partes do mundo aquilo ocorria mas estava diante da prova viva de que não era lenda urbana.
- "Eu vou te ajudar, prometo que sim. Você não vai mais voltar para essa vida que tanto o magoa Matheus, eu juro por minha honra de Cavaleiro. Você merece ser amado e respeitado. Não quero nem pensar no que vai te acontecer quando eu partir e..." Ficou tonto e sentiu que o quarto girava.
- "Você é um bom amigo, sinto muito não poder amá-lo... Mas que está acontecendo... Estou... estou... tonto..."
Matheus suspirou. Aconchegou o outro no seu corpo e o viu olhar incrédulo para ele.
- "Desculpe Hyoga... Preciso que durma. Eu o droguei. Era o único jeito de deter um Cavaleiro não acha? Logo o efeito passará mas eu preciso fazer uma coisa e você não pode me impedir... Não se preocupe, jamais o machucaria." O rapaz lhe mostrou pílulas de sonífero que havia adicionado ao suco que servira...
- "Mas... mas..." E o russo apagou, desacordado. Matheus suspirou. Tivera que fazer aquilo. Iria falar com Shun.
- "Aquele menino turrão não sabe o que está perdendo..." Deitou o jovem loiro na cama e o cobriu, ouviu sua respiração suave e beijou os lábios rosados com carinho. Poderia amá-lo pela vida toda mas sabia que não iria acontecer. Ouviu gemidos, sussurros e ofegos no quarto próximo e riu-se. Quando ouviu Shiryu gritar de prazer balançou a cabeça em afirmação. Parecia que o tal Ikki sabia mesmo o que fazer entre quatro paredes. Ouviu Hyoga murmurar o nome de Shun.
- "Prometo que você vai ser feliz Cisne, eu prometo que vai." Pensou que fora uma atitude desleal dopar Hyoga mas não tinha jeito... Precisava proteger o homem que passara a levar no seu coração, não poderia ficar com ele mas iria ajudá-lo. Notou que a porta já não estava mais bloqueada pelo gelo, o russo a deixara livre pouco antes de dormir. Foi se arrumar para o jantar de Rodrigo.
