AMOR PROIBIDO – Parte IX
Autora: Shiryuforever94
Gênero: Yaoi/angst/romance/lemon
Casais: HyogaxShunxMatheus (Personagem Original), IkkixShiryu, MiloxCamus, AioliaxSeiya, AldebaranxRodrigo (Personagem Original)
Esta fanfic foi produzida para o desafio de dia dos namorados do fórum Saint Seiya Dreams.Todo mundo sabe que eu adoro Ikki e Shiryu e assim os coloquei aqui de passagem. O personagem Rodrigo, namorado do Deba, Matheus, e o apelido Shunnie Sun são criações minhas ok?
Disclaimer: Saint Seiya não é meu, lógico, porque se fosse... Eu tornaria o anime completamente inadequado para menores e incluiria lemons em todos os capítulos XD.
Bem, todos os cavaleiros estão vivos e felizes, ou nem tanto. Ah, gente, não se preocupem com as idades... Assim como o Kurumada, eu ponho o que me dá na telha e dane-se a coerência... XD.
MATHEUS E SHUN – CONFLITOS
- "Onde está Shun? Só faltam ele e a tal June não é mesmo?" Rodrigo perguntou, achando que iria ter uma vida muito boa no Santuário, afinal ninguém ali se importava com o amor entre pessoas do mesmo sexo... Era um alívio...
Andrômeda chegava de cabeça baixa, os olhos vermelhos de tanto chorar. Todos notaram que ele não estava nada bem...
- "Shun? Você está bem? Quer que chamemos June? Que houve?" Ikki ficou preocupado, a alma do virginiano sempre fora tão doce e meiga e agora só via mágoa nos olhos verdes...
- "Irmão, é por causa... você sabe..." Ikki não era bobo, não importava que o Cisne estivesse acompanhado, seu irmãozinho querido sofria... Ficou furioso...
- "Droga Shun! Esquece aquele pato idiota... Vá para Asgard ver Mime que sempre quis você, ou então vá ver Shido, ou Bado, sei lá, tantas pessoas no mundo... Sorento de Sirene além de bonito ainda sabe tocar..." Levou um cutucão exasperado de Shiryu e riu.
- "Não Ikki, não há ninguém no mundo para mim além do Hyoga..." Shun falou tão tristemente que todos sentiram sua dor. Eles pareceram por um tempo um casal tão perfeito. Até Shun ir embora.
- "Por que Shun? Porque foi embora e deixou o Cisne para trás se o amava tanto assim? Não consigo compreender... Você explicou mas não ficou claro. Disse-nos que teve medo e que o amava demais. Que amor é esse que abandona o ser amado Shun?" Camus agora queria saber.
- "June foi buscar Albion, vou ser padrinho do casamento deles. Esse era o grande segredo que me custou o amor do Hyoga... Oh, por Zeus..." Sob os olhares estupefatos de todos recomeçou a chorar sentido, sentando-se desolado na mesa. Voltou a falar de chofre, tudo de uma vez.
- "Esse era o grande problema... Amazonas não podem se casar, como sabem... Não sem deixarem de ser amazonas, como June conseguiria? Ela ama o que faz, o que é... E pediu minha ajuda, por isso fui com ela, para ajudá-la a convencer Albion, que negava o amor dos dois por temer estragar a vocação de June para ser uma protetora de Atena..."
Olhou para todos, a voz cansada e triste. Não agüentava mais sofrer.
- "Droga amigos, June é minha irmã... como se fosse minha irmã... Tinha que ajudá-la... Fui lá, convencer todos naquela ilha... para que aceitassem que os dois continuassem com seus status, provando que ela conseguiria executar seus deveres, mesmo amando um Cavaleiro."
Fez uma pausa e deixou seu olhar perder-se nos olhos de Camus que o encarava aturdido...
- "Não me olhe assim Camus de Aquário... Oras, regras! Regras? E por que entre homens não há problemas? Ora Camus, você e Milo, são praticamente casados e ninguém quis que um ou outro deixasse de ser Cavaleiro! Não era justo! Após eu conversar com June há dois anos, pensei que eu deveria ir, eu estava tão confuso, com medo do meu amor enorme, tão intenso, por aquele homem," - fez uma pausa e suspirou sentido fechando os olhos – "meu amor eterno por Hyoga de Cisne..."
- "Por que não explica a ele então?" Matheus ouvira tudo e saiu detrás de uma coluna onde se encostara para não interromper o desabafo do jovem.
Shun ficou furioso e quase gritou, chamando a atenção de várias pessoas:
- "Você! Você o tirou de mim, você o levou para longe do meu coração!" Os outros temeram um escândalo e Ikki se preparou para tirar o irmão dali quando reparou que... Onde estava Hyoga?
- "Não Cavaleiro, você fez isso sozinho..." Matheus estava decidido a juntar Hyoga e seu verdadeiro amor e ia jogar para valer...
- "Cavaleiro?" Os outros ficaram atônitos. Como o jovenzinho poderia ter sabido? Não era comum que eles se revelassem assim... Mas então... ele era tão íntimo assim do Cisne?
Shun ficou parado encarando o jovem, a raiva substituída por tristeza.
- "Então ele te contou? Deve confiar muito em você, ou amá-lo muito... Desculpe se tenho sido um idiota, não vou mais atrapalhar. Apenas peço que o faça feliz." E sentou-se derrotado e infeliz, escondendo o rosto com as mãos.
- "Vá embora daqui..." A voz de Ikki era ameaçadora e fria.
Matheus suspirou... Por que eles eram tão cabeças-duras? Resolveu que teria que ser mais dramático...
- "Vou sim, mas antes, podem me dizer quem é Durval e como ele pôde machucar tanto um Cavaleiro como o Cisne? Percebi que ele é forte, creio que vocês também sejam, então, como?"
- "Como assim? Machucou Hyoga? Quando? O que houve?" Camus levantou da cadeira angustiado. O russo era seu pupilo e ele, como seu Mestre, teria que ter podido protegê-lo... "Por que ele não me contou? Por que não pediu ajuda? Onde ele está?" Uma enxurrada de perguntas e Milo impressionou-se com a preocupação crescente de seu amado. Os lábios do aquariano tremiam.
- "Agora que tenho a atenção de todos..." Matheus podia ser irritante de vez em quando, puxou uma cadeira e fixou seu olhar em Shun.
- "Shun de Andrômeda" - todos olharam para o brasileiro - "primeiro quero esclarecer que você é um tremendo idiota, um imbecil de marca maior se acha que Hyoga não o ama. Não é possível que não saiba, que não tenha percebido... Não viu os olhos dele? Hyoga me contou que vocês possuem algo como cosmo, então, se são assim são suscetíveis um ao outro, como diabos você não pôde perceber?"
O silêncio na mesa foi quebrado pelos gemidos sentidos do irmão de Ikki.
- "Ele... me... ama? Então, por que ele... você..." Andrômeda não estava entendendo. Camus ficou impaciente.
- "Onde ele está Matheus e o que aconteceu? Fale de uma vez ou prometo que o encerro num esquife de gelo pela eternidade." Ergueu uma sobrancelha e sua postura era ameaçadora.
O protetor da oitava casa apenas assistia, nem ia tentar interromper. Poucas coisas faziam Camus perder a compostura, uma era ele, Milo de Escorpião - sorriu com orgulho - e outra... qualquer ameaça ao seu pupilo.
- "Eu vou contar algumas coisas a vocês sobre o Cisne. Ele não queria que ninguém soubesse e eu vou trair a confiança dele para ajudá-lo porque" - enrubesceu mas recuperou-se logo e disse olhando fixamente para Shun - "eu me apaixonei perdidamente por ele e quero que seja feliz." Deu um suspiro profundo e viu o olhar do Cavaleiro de Andrômeda ficar inquisitivo.
- "Vocês não sabem nada sobre mim então vou começar contando quem sou, o que sou, o que faço e peço que não julguem Hyoga pelo que ele precisou fazer para... bem... suportar a presença de Shun e June e, tenham certeza, aquele homem é a criatura mais teimosa, arrogante e orgulhosa que eu já conheci na vida..."
Apesar do clima os outros sorriram, é, realmente Matheus "conhecera" Hyoga de Cisne...
- "Você não disse onde ele está..." Camus insistiu.
- "Ah, vocês não vão gostar de saber mas, tive que drogá-lo com soníferos, ele acordará em cerca de uma hora, ou acham que eu conseguiria parar um Cavaleiro?"
Dessa vez foi Shiryu quem ficou com raiva.
- "Como você pôde? Ele é puro como a neve seu cretino, nunca usou uma droga na vida, acho que nunca tomou um comprimido sequer, e diz que se apaixonou por ele?"
Matheus ignorou solenemente a raiva do Dragão e continuou numa voz controlada e calma.
- "Antes que me matem, foi para o bem dele, ele precisava descansar ou acham que tem dormido tranqüilo enquanto o amor de sua vida estava com outra pessoa? E, tem mais, vocês são sádicos ou não percebem nada mesmo?"
Os Cavaleiros estavam começando a ficar irritados, quem aquele moleque pensava que era? Matheus percebeu e resolveu abrir logo o jogo. Contou quem era, o que fazia, viu os olhares horrorizados, explicou como sua vida de prostituição começara, a agência de acompanhantes, o contrato com Hyoga, as lágrimas incessantes do loiro por causa do virginiano.
Explicou porque Hyoga fizera tudo aquilo e suspirando, dirigiu-se a Andrômeda:
- "Shun, ele te ama, nunca deixou de te amar, apenas acha que você vai se casar com June e não quer atrapalhar. Além disso, tem uma grande mágoa por você tê-lo deixado e, bem, é o seu nome que ele chama quando..." Enrubesceu e olhou para o jovem de cabelos verdes que estava com os olhos arregalados. Emudeceu. Falara demais.
- "Vocês... dormiram juntos?" Shun sentiu o coração apertar. Pelo que o rapaz contara, passara a achar que tudo fora encenação mas, pelo visto..."
Matheus não queria responder mas já que chegara até ali...
- "Não é o que parece Shun, ele me fez sentir um ser humano pela primeira vez na vida. E, ele nunca fez amor comigo. Acho que com ninguém. Ou você não consegue entender a diferença entre sexo e amor? Mas, há mais... Por favor prestem muita atenção."
Essa parte era a mais difícil e ele precisava terminar logo aquilo. Contou as suas conversas com o russo, as lágrimas vindo fáceis quando narrou a história da violência sexual que o Cisne sofrera. Viu o olhar desesperado de Camus ao contar tudo que Durval fizera ao seu pupilo.
Falou por mais de uma hora, alternando calma e tranqüilidade com tristeza e suspiros. Por fim explicou, olhando fixo para o rapaz de olhos esmeralda, que o Cisne não se sentia digno dele, que não conseguia esquecer tudo e estava sofrendo.
- "Shun, você não imagina o quanto ele te ama, não faz idéia do que ele seria capaz por você. Ele o ama o suficiente para querer que você seja feliz longe dele mas a sua presença para ele é uma tortura, uma dor que nunca acaba, uma lembrança do que ele não pode ter... Bem, eu também achava que não podia mas agora, puxa vida rapaz, o que está esperando? Aquele homem é a criatura mais maravilhosa que já conheci na minha vida! Nunca vi um coração como o dele, cheio de amor, de paixão, leal, carinhoso e... Bem, acho que já ficou claro que me apaixonei por ele..."
Parou de falar, não tinha mais o que fazer ali. Ia simplesmente deixar que eles se resolvessem. Havia deixado um bilhete no quarto explicando tudo e devolvera o pagamento que já havia recebido. Hyoga era especial demais.
- "Mas não sou quem ele ama e quero vê-lo sorrir e, para isso, você precisa falar com ele Shun..." O brasileiro estava cansado, frustrado e tenso. Deixou-se ficar numa cadeira esperando a reação de todos.
Camus estava surtando... Tremia de ódio e indignação, uma vontade enorme de invadir um certo quarto e colocar o discípulo no colo para consolá-lo. Milo percebeu o estado do outro e pegou sua mão, apertando-a em demonstração de apoio.
Ikki, Shiryu, Aiolia, Seiya, Deba e Rodrigo estavam pasmados. Era muita coisa para um jovem suportar sozinho. A raiva que pudessem ter, fosse de Matheus, fosse de Hyoga desaparecera por completo.
- "Por que ele não confiou em nós? Por que sofreu sozinho? Ele não vai voltar para a Sibéria sozinho, mas de jeito nenhum. A menos que Durval sofra um atentado e morra repentinamente." Shiryu estava indignado. Após ter feito amor a primeira vez em sua vida com Ikki, com afeto, carinho e respeito, sentia-se frustrado por saber que seu amigo não tivera a mesma sorte.
Shun permanecia calado, parecia catatônico. Sua mente revolvia-se de arrependimento, todas as informações girando em convulsão.
Estavam tão concentrados que não perceberam cristais de gelo caindo lentamente pela mesa. Prenúncio de tempestade...
Continua...
Nota da autora: Bem, eis aqui mais um capítulo. Espero que curtam. Estamos nos aproximando do desfecho desta fanfic. Litha-chan, Cardosinha, Mi-Chan, Milo C. Glace... MUITO OBRIGADA pelo incentivo e pelas reviews. É um alento saber que estão acompanhando a estória. Semana que vem tem mais pois agora irei atualizar essa fofura uma vez por semana até o final que já está próximo. Beijos.
