Título: REBIRTH
Autor: Angell Kinney
Casal principal : Shun X Hyouga ( Saint Seiya); Joseph
(Joey) Fatone é um personagem original meu. O nome Carlo di
Angelis, pertence à escritora Pipe, também cadastrada neste site.
Classificação: +18
Gênero: Drama/Romance/ANGST/YAOI
Spoilers: A fiction se passa após a SAGA DE HADES. Como
não se sabe que fim se deu com os Santos de Athena após o Prólogo do Céu
(Tenkai–hen movie) esse é o ponto inicial de nossa fanfic.
Parte: 02 de 10 – Anjo no Inferno
Oferecimento:
Ao meu namorado Ice Magus
A Moomy Litha Chan,
...a minha grandma ... Evil Kitsune
Boa leitura!
Capitulo 2
Anjo no inferno
Despedaçado.
Será que um dia seria capaz de juntar novamente os pedaços de seu coração?
Rapidamente a dor de ser rejeitado se juntava com o estado deplorável em que se encontrava; estava coberto de poeira de cortinas velhas, a maquiagem que antes embutia mais esplendor a seu belo rosto, se encontrava manchada como uma viúva aos prantos. Os verdes cachos de seus cabelos estavam destrançados e embaraçados e para deixa-lo ainda mais incomodado, sabia ter sob as roupas ainda o sêmen dele, daquele que lhe deixara ali como uma mercadoria usada. Shun não conseguia medir o tamanho de tal humilhação.
Largado ali na penumbra, permitiu-se chorar mais um pouco.Os sons de seus próprios soluços se fundiam com a musica animada do baile que se passava do lado de fora daquela porta. Tudo se fundiu de uma vez. Até o som leve da porta e do ferrolho que chegaram aos ouvidos de Shun.
Os belos olhos, desmaiados e verdes não procuraram saber de imediato quem entrava. Permaneceu imóvel sentindo a dor assomar seu peito e jorrar em forma de lágrimas.
- Shun? Você está aí, mon petit?- Uma voz doce ecoava temerosa, como se com medo de irromper aquela escuridão em busca de algo ou alguém. Dava a impressão que caminhava sobre uma grande tumba mortuária.O cheiro de vela que já fora queimada ainda impregnava o ambiente de forma perturbadora. A ausência de ruídos fora espasmos de choro. Tentando organizar os pensamentos o delicado invasor da tristeza de Shun chutou o sapato que o rapaz atirara em Hyouga no ápice de sua fúria.
- Andrômeda, você está aí?
- hummm – foi à indicação de Shun de que se encontrava em alguma parte daquela penumbra, em seguida soluços saiam da boca do rapaz se juntando a um pranto desesperado.
Afrodite tremeu. Estava o menino mais doce que conhecera chorando?
O belo cavaleiro da casa de Peixes ficou confuso. Se bem se lembrava, tinha conseguido aquele local justamente para que o rapaz e o discípulo mais "inconveniente" de Kamus ficassem a sós. O que poderia dar errado? Todos os cavaleiros conheciam o que Athena intitulara de fábula de amor do Cisne e Andrômeda.
Rapidamente Afrodite perscrutou com os olhos o ambiente e encontrou Shun. O rapaz estava encolhido e em um estado de dar medo de chegar perto. Transtornado. Verdadeiramente transtornado. E pela primeira vez ignorando o estado deplorável que o rapaz de encontrava, Afrodite deixou que seus braços o acalentassem.
- Oh minha criança... o que...
- Ele terminou comigo. – Shun falou entre soluços. -Terminou comigo Dido, eu era só um fantoche nas mãos dele. Eu era... eu ... – Shun permitia que suas lágrimas tomassem sua face, as mãos urgentes buscavam segurar os babados da saia de Afrodite que fora vestido de dama francesa a festa - mesmo com os protestos de seu amante Carlo di Angeli – ou como era conhecido pelos demais Santos de Athena, Máscara da Morte de Câncer.
- Oh mon Dieu! – Afrodite falou enfiando os dedos nos cabelos de Shun, em uma caricia desesperada, e confortante.
Shun se abraçou ainda mais ao cavaleiro que um dia fora seu inimigo e desde que ressuscitara se mostrou tão interessado em guia-lo e protege-lo. Talvez pela semelhança de suas virtudes, ambos aparentemente frágeis, e tão belos que se encontravam acima das vaidades mundanas.
- E o pior Dido... Ele dizia que me amava simplesmente porque achava que eu queria escutar isso! Que não sentia nada. Nunca sentiu nada a não ser o prazer que obteve de mim entre os lençóis! – Shun latiu com nojo em direção a Afrodite. – Ele profanou meu corpo. Logo eu que entreguei meu corpo, minha amizade e tudo o mais que ele quis de mim sem questionar.
- Shun, mesmo que você me contasse isso mil vezes, por Hera de Zeus, esse não pode ser o Hyouga. Ele sempre foi louco por você... Desde a batalha das doze casas todos no santuário perceberam isso. Os olhares, os sorrisos que vocês sempre trocaram um com o outro. Tudo indicava... – Agora o cavaleiro de peixes tinha a voz em tom incrédulo e desesperado, mas não poderia ser mentira porque Shun estava ali, naquele estado, não estava?
- Tudo era mentira. Todos esses seis anos. Mentira. Tudo que vivemos, mentira. DELE! –A voz de Shun tinha um tom baixo e frio agora como se algo estivesse sendo morto por suas próprias mãos.
- E o que você vai fazer agora rapaz? – Afrodite perguntava enquanto sentia Shun se afastar. O virginiano levantou-se para acender as velas que se encontravam em cada canto do aposento dando um pouco de luz aos olhos de uma alma que parecia nunca mais poder se iluminar por conta própria.
Shun não emitiu som ou resposta alguma até acender uma por uma e encarar sua face borrada no espelho.
Afrodite o mirava com os olhos transbordando preocupação. Quem visse a cena acharia que era uma dama francesa devido à graciosidade de seus trajes, incluindo os cabelos empoados e presos de forma mais do que feminina e a maneira que segurava o leque tapando os lábios ao olhar para Shun.
Parado em frente a um enorme espelho Shun via a imagem distorcida que tinha se transformado em tão pouco tempo. Tinha saltado dos portões do Éden para as profundezas de Hades. Ficou assim por um tempo se auto-analisando até achar que seu rosto era uma massa disforme de cabelos, maquiagem e lágrimas. Estava se achando horrível. Afrodite começava a conceber que o rapaz estava ficando louco.
- Shun, isso é doente. Pare de se olhar dessa maneira! – Afrodite falou impaciente. - Você deve sair dessa câmara, ir para seu quarto descansar. Seu irmão e os outros devem estar dando por sua falta. Eu particularmente acho que você deve descansar meu querido.
- Eu não estou cansado Afrodite. Estou com perdão da palavra, furibundo com tudo isso! Não sou uma meretriz do Hyouga. Nunca tencionei ser e é como me sinto. Como uma cortesã! – Shun cuspia as palavras com asco enquanto arrancava as roupas que vestia com fúria e enfiando as unhas na própria carne a ponto de sangrar.
- Está louco! – Afrodite falou apavorado e o pegando pelos braços antes que o rapaz se golpeasse ainda mais vezes. – Venha comigo. Falou puxando o rapaz. – Vamos sair daqui.
- Não.
- Shun você está sendo infantil. Isso não vai trazer o Cisne de volta pra você, tampouco é uma atitude inteligente. Venha vamos sair desse lugar, e não ouse tentar me impedir de leva-lo, pois acredite, mesmo estando de saias ainda tenho o peso da mão de um homem! – Afrodite bradou arrancando Shun do quarto e ganhando a luz do baile.
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Quando se virou para pegar mais um martini que era servido em uma bandeja de prata ao lado de petiscos, Milo quase cuspiu o pedaço de caviar que levava a boca. Os olhos do escorpiano se arregalaram tanto para imagem que surgia por trás de uma das cortinas que chamou a atenção de Kamus que estava ao seu lado.
- Mon Dieu! – O francês falou de forma preocupada ao fitar Afrodite praticamente arrastando Shun pelo braço e o outro em um estado de que pareceu que fora atropelado.
- Si mon mi. – Afrodite falou entre dentes – Ele está péssimo! – O pisciano falou virando os olhos.
Miro que estava vestido de Fantasma da Ópera tirou sua capa e pôs sobre o rapaz que se agarrou ao tecido e se enrolou como uma borboleta em seu casulo. Kamus passou os braços em torno dos ombros do namorado do discípulo.
Shun agora não queria falar porque estava muito envergonhado. Aconchegou-se ao braço forte de Kamus. O cheiro dele era parecido com o de Hyouga. Isso trouxe mais lágrimas aos olhos do rapaz.
- Oh! Pequeno... – Miro falou tentando sorrir, mas não conseguia. Kamus estava mudo como um esquife. – O que houve...
Shun não queria mais ouvir tal pergunta. Levou as mãos aos ouvidos. Estava cansado de explicar o que não conseguia suportar. Permaneceu dessa forma até ouvir Afrodite contar tudo para os dois cavaleiros que soltaram gemidos de Ohhhh. Porém algo fez com que os quatro se virassem para o meio do salão. Todos estavam falando Ohhh ao mesmo tempo.
- Oh meu Deus, será que falei alto demais? – Dido perguntou ao olhar todos boquiabertos.
- Não é nada disso. Olhe aquilo. É Hyouga. Ele está no tablado do salão! – Kamus falou agitado, estado pouco habitual para sua pessoa.
Shun levantou os olhos. Sim era Hyouga. Ao seu lado Athena. Do outro lado Hilda.
- Sim queridos amigos. Repetirei para que todos entendam, e compartilhem comigo da minha felicidade. Com a benção de Athena e de Asgard, e provavelmente com a de Hera, deusa das uniões... Eu e Fleyr de Polaris vamos nos casar muito em breve.
O salão inteiro ficou mudo. Percebia-se uma grande agitação. Enquanto os marinas de Poseidon e os Guerreiros Deuses de Asgard aplaudiam o comunicado, alguns cavaleiros de Athena permaneciam estáticos, outros aplaudiam sem vontade própria. Mas a maioria dos olhares do salão procuravam urgentemente por Andrômeda. Em especial três deles. Ikki, Seiya e Shyriu esses três por preocupação, os outros para verem como o rapaz reagiria ao ver seu amante anunciar seu casamento.
Afrodite. Milo e Kamus sem perceber deram um passo para trás ao sentir o cosmo de Andrômeda se tornar demasiado agressivo. A virulência do cosmo do rapaz superava os limites que até hoje qualquer um dos cavaleiros já tivesse visto.
- Não faça besteiras Shun! – A voz de Saori ecoou em sua mente. Mas alta o suficiente para que todos percebessem que o cosmo da Deusa interagia com o do cavaleiro de Andrômeda.
- Athena... – Shun rugiu entre os dentes - Saori san, você não tem o direito! – Shun respondeu elevando ainda mais o cosmo de forma agressiva. As pilastras ao lado dele tremiam e Afrodite, Kamus e Miro se viram obrigados a tentar equilibra-las com seus cosmos.
- Shun, por favor, seja sensato. Venha até mim... Precisamos conversar...
- Você não sabe de nada Saori! NADA! – Shun gritou olhando para Athena quebrando o elo psíquico. Todos ouviram sua ultima frase. – Você NUNCA AMOU como eu amei! – O cosmo de Shun alcançou o limite.
- NEBULA STORM! – O cavaleiro de Andrômeda bradou liberando uma energia devastadora que se direcionou somente a uma pessoa e alcançou objetivo atingindo Hyouga em cheio no meio do peito. O golpe acabou o projetando quilômetros atrás do tablado em movimentos rotativos como se uma tempestade de socos lhe atingissem.
Cisne sentiu seu mundo girar. Viu o salão ficar para trás enquanto voava sem rumo. E no seu resquício de consciência, sua alma ainda chorava.
"Shun, seu amado Shun... tinha o atacado...".
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Quando o estrondo do corpo de Hyouga rompeu o som ao bater de encontro a ultima parede do salão todos viraram os olhos ao rapaz de cabelos verdes parados em meio ao salão. O cosmo ainda queimava em uma virulência medonha. Marinas, Guerreiros Deuses, Cavaleiros e, sobretudo Saori e Hilda olhavam aterrorizados para Shun. Este pairava etéreo olhando para todos com uma raiva incontida.
- Guerreiros Deuses de Odin ataquem-no! – Hilda bradou enquanto abraçava Fleyr que tremia dos pés a cabeça. O golpe passara do lado da garota, e praticamente arrancara Hyouga de suas mãos. Ela ainda segurava a mão dele quando ele foi atacado.
- Não ousem dar um passo na direção de meu irmão! – Ikki gritou revoltado e tomando a frente de Shun. Estava vestido de vampiro e sua expressão de ira realmente lhe assemelhava ainda mais com a fera.
- Se tocarem no garoto envio todos, Deuses ou não, para o quinto dos infernos! – Máscara da Morte – vestido de diabo como fantasia – gritou colocando-se na frente de Ikki.
- Experimentarão o aroma de minhas rosas piranhas! – Afrodite gritou.
- E a potencia de Excalibur – Shura falou fantasiado de rei Arthur.
- Pelos Deuses! Não permitirei que vocês façam de uma confraternização o coliseu romano! – Shaka de Virgem bradou tomando o centro da briga.
De um lado os guerreiros Deuses, do outro a nata dos Cavaleiros de Ouro e provavelmente dois dos mais fortes Deuses de Bronze, os marinas assistiam a tudo como se não fossem tomar partidos a não ser que Poseidon ordenasse. Mas provavelmente o embate entre os cavaleiros e os Guerreiros deuses á aquela altura seria uma tragédia.
O cavaleiro mais próximo dos Deuses estava vestido de Ícaro. A mascara dourada refletia todas as cores do salão. E pelo tom de sua voz estava se controlando ao máximo quando voltou a falar.
- Todos aqui estão conscientes, inclusive senhorita Hilda e Athena, que Shun tem seus motivos para atacar Hyouga. – falou de maneira incisiva e clara - Então esse golpe, mesmo que covarde, foi merecido - falou caminhando até Andrômeda e o envolvendo em seus braços.
Shun tremia. Ainda estava processando em sua mente o que tinha feito. Mas não conseguia sentir nem um pouco de arrependimento. Pelo contrário ao encarar Fleyr e Hilda sua raiva aumentava.
- E como fica a agressão que ele fez ao noivo de minha irmã? – Hilda bradou enraivecida.
- Bem se vê que a senhora não conhece o senso de justiça minha cara, mandou na primeira chance, que seus guerreiros Deuses de Odin atacassem Andrômeda por causa de um homem. – Mu falou tomando a palavra.
- Quando na verdade, se Hyouga quisesse se defender ele teria o feito. Mas estava tão consciente de que merecia o golpe, que permaneceu parado por opção e sacrifício. – Sheena de Cobra arrematou o discurso. – E se me permite um comentário, Shun. Eu faria bem pior devido as circunstancias!- Sheena finalizou saindo de braços dados com Shura de Capricórnio do Salão.
Saori observava a balburdia que se tornara a festa e não podia disfarçar sua irritação. Mas foi Julian Solo, a reencarnação de Poseidon que foi acalmá-la.
- Você realmente esperava preciosa Athena que um anuncio de noivado com esse conteúdo fosse recebido com paz pelos cavaleiros?
- Mas Julian, o amor deveria provocar felicidade em todas os seres vivos, não é?
- Ah minha jovem Athena. Permita alguns excessos a sua sensibilidade... Alguns tipos de amor são piores que toda a dor do mundo, ou o pior veneno. – Julian falava - Ninguém, nem nós mesmos, os Deuses encarnados em mortais, conseguem entender esse sentimento humano que causa desgraças, gera vidas e provoca a morte. – O grego falou acariciando a fronte da Deusa ternamente, para em seguida se dirigir ao final do salão – Pense nisso, Saori. Vou ajudar Isaak a cuidar Hyouga, mas acredito que ele ficará bem.
Saori sorriu a Julian e voltou a sua posição de Deusa fazendo um sinal de mãos para Tétis - que estava no comando da Orquestra - pediu que continuassem com a musica.
Hilda a olhava com fúria. Fleyr era um saco de ossos trêmulo e só sabia perguntar por Hyouga. Athena tinha conhecimento de causa que passaria as próximas horas tentando convencer as duas habitantes de Asgard a perdoarem Shun.
Enquanto isso, um amargurado Shun era guiado e escoltado por Seiya, Shyriu, Ikki, Carlo, Afrodite, Kamus e Miro para um lugar mais tranqüilo. Longe daquela festa. Longe daquele noivado. Alheio a tudo.
Todos sabiam que o rapaz desejava poder esquecer aquele dia. E mesmo que Ikki quisesse, daquele tipo de provação ele não poderia proteger Shun.
Rejeitado, traído e abandonado.
Todos abominavam aquele dia. Abominavam Hyouga.
Abominavam o dia em que o cavaleiro de cisne fez...
Um anjo
Descer ao inferno.
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Continua...
Hey ya! Espero que vocês estejam gostando da minha primeira fanfic.
Sim, também sei que estou pegando pesado com o Shun e com o Hyouga e peço desculpas a Evil Ktsune por estar fazendo isso com o casalzinho 20 de muita gente... Gomen nasai! Mas ninguém merece o que o pato fez com o Shunzinho não é?
Estou esperando os reviews, o capitulo 3 já está aqui prontinho para sair do forno!
Oiasumi!
