DISCLAIMER:

Título: REBIRTH
Autor: Angell Kinney
Casal principal : Shun X Hyouga ( Saint Seiya) / Joseph ( Joey) Fatone- personagem original
Classificação: +18
Gênero: Drama/Romance/ANGST/YAOI
Spoilers: A fiction se passa após a SAGA DE HADES. Como não se sabe que fim se deu com os Santos de Athena após o Prólogo do Céu ( Tenkai –hen movie) esse é o ponto inicial de nossa fanfic.
Nota: O Nome Santiago, ou Sam, nesta fic é o nome do Shura

Parte: 03- ato 1 - de 10Requiém


Capitulo 3

Ato1- Réquiem


Estava parado novamente. Coisa que se tornara habitual a ele desde aquele fatídico baile a fantasia, ficar sujeito ao tempo e ao destino, sem questionar. Sabia que tinha passado por alguns dos seus piores dias, mas talvez a viagem de volta do inferno não fosse de fato algo muito desagradável quando o destino final é um dos países mais belos da Europa Ocidental.

A cabeça ainda permanecia postada em suas mãos. Os cotovelos apoiados na mureta de pedra sabão. Tudo parecia ter um significado melancólico naquela pose, mas apesar de sê-lo de fato, sua postura não tinha significado. Em sua mente rodavam as lembranças dos últimos seis anos de relacionamento, em flashes rápidos as recordações das três guerras santas.

Hades caindo por mais dois séculos dentro do abismo da escuridão. Seiya caído no chão. Luz... muita luz os envolvendo e os trazendo de volta a sua amada Terra. Ao mundo dele onde ele só almejava ter uma vida comum. Ir à escola, fazer compras, e claro, todas as noites; ser amado por Hyouga.

Agora estava lá. Só com as compras, as contas, abandonado, trocado, enganado e traído, tendo que observar no semblante da maior parte dos amigos a pena ou as piadas sobre o que lhe restou, não obstante, comentários sobre sua cena patética no noivado.

Um ano e dez meses. Vinte dois meses se passaram desde aquele maldito dia. Dez meses em que a comida não tinha mais sabor, dez meses em que a vida parecera à coisa mais mundana e vil que existia.

Deixou que a cabeça pendesse para trás permitindo aos cachos verdejantes que estavam mais curtos que o habitual agora, tomasse sua fronte. Olhou para os pés que estavam quase tocando a água do canal. Sorriu ao ver os dedos nus e esmaltados com uma fina camada de base translúcida. O que um tempo com Afrodite não fez a ele? Esmaltes, corretivo, base, cabelos sempre com gel e no último corte da moda para cabelos longos. Realmente não podia dizer que fôra de completo um desastre sua depressão pós "pato" como Dido costumava falar.

Sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo quando a água gelada tocou seus dedos dos pés. Sim era verdade, a cidade famosa por seus gondoleiros estava submergindo mais a cada dia que passa. Realmente uma pena. – Shun lamentou.

Observava de longe Carlo beijar Afrodite enquanto eram conduzidos por um simpático gondoleiro de Veneza, e se permitiu até sorrir ao contemplar a cena. Estavam tão apaixonados aqueles dois! Definitivamente foi muito cordial da parte deles chama-lo para visitar a Itália nas férias de fim de ano junto com Aldebarã, Aiolia e Shura. Os dois primeiros tentando engatar a todo custo um desajeitado romance, o que era muito engraçado, pois nenhum dos dois conseguia deixar de lado a idéia de ser heterossexual. Já Shura ficava no meio termo, hora se agarrando com Sheena, mas na maior parte do tempo tentando arrancar Dite das mãos de Carlo.

Deixou que seus olhos corressem pelo leito do canal.A luz amarelada do crepúsculo tomava com plenitude todo o céu. Era de fato muita beleza para morrer sem ver. A luz alaranjada tomava um esmaecido céu azulado, um pouco acima, os tons de púrpura e preto azulado começavam a esboçar a noite. Uma coisa simples.

Simples como uma caricia.

Simples como a voz da pessoa amada.

Simples como estar sozinho, num egoísmo forçado de existência, sem compartilhar amor.

Sorriu de forma singela sem que percebesse. Esse tempo sem hyouga o permitira se afogar em livros de arte, poesia, socialismo, mitologia. Ter tomado aulas de canto e a ajudar Saori a dar uma face mais contemporânea a fundação Kido. Foi agradável encontrar na deusa uma amiga e ficou muito feliz que ela e Seiya tenham dado vazão a seus sentimentos. De Shyriu pouco sabia, e de Hyouga desde que recebera o convite de casamento, vindo de Asgard e endereçado a ele (e depois devidamente queimado), nada sabia.

"Não guardo rancores, pelo contrário, esperamos você nas nossas bodas"

Atenciosamente Hyouga e Fleyr

Se eles tivessem idéia de como essas palavras ficaram marcadas em sua memória, nunca teriam mandado o convite. Sem perceber levou as mãos aos lábios segurando o primeiro soluço seco, dos muitos que com certeza viriam em seguida junto com as derradeiras lágrimas.

- Ah, por favor, nino, não empieze a llorar nuevamente por aquele pato! – Um Shura atrapalhado com o próprio cachecol, falou se virando para ele. – Aquele hombre no vale uno Euro!

Shun sentiu o espanhol o abraçando ternamente o juntando junto ao seu peito de maneira paternal. Adorou o abraço. O cheiro do perfume da loção de barba, os braços musculosos e reconfortantes que muitas vezes tinham o abraçado como se quisesse o proteger de toda dor do mundo. Nunca imaginara que aqueles Santos de Ouro pudessem se tornar uma família para ele desde a confusão do Baile primavera.

- Já comeu algo hoje Shun? – Santiago perguntou liberando-o do abraço. – o Olia e o Deba conheceram ontem um belo mezanino aqui perto... Dizem que a comida é deliciosa, aí você termina com sua fome e podemos passear na nossa ultima noite em Veneza todos juntos, o que acha, meu jovem?

- Ah não fale como se você fosse um velho Sam... – Shun falou perscrutando o rosto de Shura carinhosamente. De fato o cavaleiro de Capricórnio era bem mais velho que ele, mas algo nele, algo no clima de Veneza, o som da água batendo nas muretas. Algo começava a queimar no peito de Shun, e repentinamente Hyouga começou a ficar bem distante de seu pensamento...

Não precisava esquece-lo.

Não precisava esquecer o que tinha acontecido.

Nem abandonar suas lembranças...

Podia simplesmente não pensar...

Os olhos azuis acinzentados de Shura encontraram-se com a imensidão verde de seus olhos e o espanhol sorriu.

- Não me olhe assim, niño... – sussurrou.

- Por que? – Shun brincou fazendo uma careta infantil e simulando uma inocência que há muito ele não possuía mais. Sentiu a respiração de Shura em sua face. O sorriso que o outro tinha ir se fechando e a língua umedecendo os lábios carnudos do espanhol de cabelos cinzentos. Os cachos negros se mesclando com os verdes ao sabor do vento.

Podia ser?

Será?

O primeiro arrepio aconteceu quando os lábios se tocaram de leve. Desajeitados. Shun com os olhos semicerrados, sentia a língua do espanhol abrir caminho por entre leus lábios tocando a sua, misturando a saliva. Um gosto novo, agridoce, diferente. Um novo ritmo de beijo, quase uma dança. O corpo inteiro de Shura o segurava e tomava-o com o beijo. Shun começou a sentir a cabeça distante. O rosto afoguear quando enfiou suas mãos na nuca do espanhol e entregou-se ao beijo. A cabeça pendendo de leve pra direita, os lábios acompanhando o ritmo caliente de Santiago. Estava beijando um homem, e não uma criança. Não era mais um beijo adolescente, Shura sabia o que estava fazendo.

- Mas o que significa isso! – um Afrodite abobalhado gritava em meio as risadas de Carlo. Shun e Santiago cessaram o beijo, Shura completamente vermelho e deliciosamente encabulado. Shun mais do que roxo de vergonha.

- O que foi Dido, virou homofóbico agora? Nunca viu dois homens se beijando? – Shura falou rindo enquanto máscara da morte agora tinha verdadeiros acessos de gargalhada.

- E você hombre porque ri tanto assim... o que tem de engraçado?

- Olha a sua volta maledetto estúpido! A maioria dos turistas estão chocados! – Carlo ria. Duas senhoras passavam fazendo o sinal da cruz.

- Definitivamente Shun, não deveria ter cortado o cabelo! – Santiago falou em meio a uma risada. Shun sorriu genuinamente passando a mão nos cabelos mais curtos que estavam na altura da nuca. Até as roupas agora eram mais maduras, tinha largado o infame suspensório por calças jeans e a camiseta verde que usava tinha um quê mais moderno com estampas em estilo grafite escrito – GOD SAVE THE QUEENS – Oh Deusa como tinha mudado em dez meses!

- Mas e aí gente, vamos jantar? Temos que voltar cedo para o hotel! Paris nos espera! – Afrodite falou animado e puxando os outros três rumo ao restaurante onde estava Aiolia e Aldebarã.

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- Tu tens certeza que isso está do lado certo? – Hyouga perguntava, preocupado, a Fleyr que segurava um dos gêmeos no colo.- Não quero que vaze novamente em cima de mim!

- Oras Hyouga, não tenho culpa se esse modelo de fralda não é adequado. Toma, segura o Stu pra mim enquanto eu vou ao banheiro.

- Oh minha Deusa...

Hyouga não agüentava mais aquele baile infeliz. Desde que Hilda conseguiu firmar negócios rentáveis e significativos com a Suécia e Noruega, aqueles salões viviam em constantes bailes, e ele como conselheiro e príncipe, tinha que comparecer.

Não obstante tinha ainda que tomar conta de seus dois filhinhos. A única coisa boa que restara daquela confusão toda. Os pequenos Stuward e o pequeno Stawdsen eram as coisas mais sublimes que ele já tinha visto. Os dois muito louros, de olhos azuis celeste e cabelinhos cheios. Quando não tinha festa, estavam para cima e para baixo correndo pelos corredores, e de todo o teatro que se tornara sua vida desde que se casara, os filhos eram a única coisa que o segurava a continuar fazendo parte daquela tragédia.

OS amigos se afastaram desde o noivado. Compareceram ao casamento muito mais por consideração do que para compartilhar de sua "forçada felicidade".De Shun nada sabia. Quando acordou na enfermaria depois do baile soube que o rapaz tinha partido sem rumo.

Oh não! – gritou com Stu que estava em seu colo - De novo não! – Era a terceira vez que seu filho de 2 anos urinava em cima dele. Sua roupa já estava cheirando a todas as secreções que uma criança pudesse liberar saudavelmente.

- Pa... quelu ada! – Stan o outro gêmeo pedia puxando sua calça.

- Sim querido já lhe darei água, mas espera a mamãe voltar... – Hyouga falou atrapalhado enquanto ainda sentia o líquido morno verter em sua camisa de seda azul marinho. Quem diria Hyouga, o cavaleiro de cisne em tais circunstâncias.

- Pa, quelu adaaa ... – Stu começou a gritar também incentivado pelo irmãozinho que agora rodava em volta de Cisne, que estava ficando vermelho de vergonha.

Todos no salão o olhavam naquele estado desconcertado. Porém Hilda de Polaris veio ao seu encontro junto com duas serviçais.

- Deixe seus filhos com elas, nobre cunhado, e venha ficar conosco. Entendo que queira ficar ao lado de seus filhos e cuidar deles pessoalmente, mas, também preciso de você me ajudando com os negócios de estado. Desde que Afrodite saiu de férias, não consigo me entender com o representante sueco das fundações Kido na Grécia. – Hilda falou num misto de falsa preocupação com Hyouga e rispidez. Porém ao olhar para os sobrinhos deu um meio sorriso.

- Já me juntarei a vocês Hilda, porém tenho que me trocar. – apontou para o estrago feito em suas vestes. As crianças agora se engalfinhavam no assoalho brincando e fazendo com que muitos adultos se aproximassem falando 'Oh que lindinhos, fofos...', etc.

- Sim, vá se trocar cunhado... e quanto a vocês – apontou para as criadas- cuidem das crianças ... mas longe da festa! – Hilda ordenou se retirando.

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Hyouga subia as escadas que levavam a seu aposento vagarosamente. Quanto mais demorasse em retornar, menos tempo passaria na presença daquelas pessoas que de fato não representavam nada para ele.

Suspirou ao chegar ao andar onde dormiam os guerreiros Deuses de Odin. Era um andar muito bonito, todos os corredores eram forrados de veludo azul marinho quase negro, as paredes com detalhes dourados e salpicados de diamantes. No teto candelabros do tamanho de uma ogiva, com cerca de mais de 2000 velas cada um, iluminavam todo o corredor. Um leve perfume de rosas aromatizava o local. Realmente uma moradia digna de Guerreiros Deuses. Hyouga se permitiu ficar parado admirando o local e quando percebeu estava caminhando pelos corredores olhando cada quadro pintado com esmero, que adornavam as galerias do andar, contando a história de Asgard e de Odin. Porém sentiu uma cosmos energia lânguida por perto, indicando que estava acompanhado, e esse alguém era talvez a única pessoa que acalentara seu pranto em meio a aquela terra gelada, quando todos os outros por amor a Hagen lhe viraram as costas.

Lembrava-se perfeitamente do dia em que chegara de vez a Asgard. Hilda não disfarçava a decepção pela irmã ter se casado com um mestiço oriental/russo. Por mais que compreendesse a nobreza de espírito e as qualidades de guerreiro de Cisne, não poderia entender como a irmã mais nova tinha preterido a corte de Hagen, para tecer uma trama vil, a fim de conquistar o guerreiro de Athena. E sim, Fleyr tinha conseguido e pagava um alto preço. Teria o ódio de Andrômeda para sempre, a mágoa de Hagen que seria capaz de matar Hyouga por ciúmes durante as noites mais geladas de Asgard. E o fardo de estar casada com um homem que não a ama. Que está ali obrigado. Sim, ela se condenara por um amor não correspondido.

Sim, poderia haver cumplicidade, ternura... mas sobretudo tinha a mágoa. O rancor, o ódio escondido embaixo da pele do amor, como um Fênrir em pele de cordeiro.

E fora ele. Aquele homem de rosto andrógino, cabelos ruivos alaranjados e íris cor de sangue, que o ajudara a passar por aquelas provações. Que era agora um defensor, um amigo e um amante.

Mime de Benetasch.

Não que chegasse a sentir um terço do que sentia por Shun pelo guerreiro que o espreitava no corredor a espera de um momento a sós para trocarem carícias e confidencias.

Nutria sim, por Mime, um carinho diferente que beirava quase a dependência.

Hyouga não se lembrava exatamente de quando se tornaram próximos, simplesmente aconteceu.

Mime era o oposto de Shun em tudo, a não ser na beleza estupenda e incomum. Tinha modos taciturnos, sempre frios, condizendo com suas voz comedida. E parecia estar sempre escondendo suas emoções.

E realmente estava. Tinha se apaixonado por Cisne desde o momento que o jovem entrara pelos portões do salão principal.

Hyouga antes, tão orgulhoso e frio, agora estava amarrado a Asgard pelas mãos de uma menina, uma mulher egoísta.

Hyouga estava humilhado, cabisbaixo, envergonhado, e tão perdido...

E ele Mime vivia ali entre aqueles guerreiros deuses, que se intitulavam tão acima de todas as coisas, pessoas e castas, que não tinham tempo nem para trocarem amizade uns com os outros. Eles eram frios.

Mime percebeu em Hyouga um poço de emoções conflitantes, e ele poderia sim, mergulhar nesse poço e estabelecer uma paz, mesmo que temporária, em troca de algum afeto, algumas palavras...

Em troca de calor humano.

E assim o foi quando Hyouga descobriu o plano de Fleyr para engravidar. Quando descobriu que ela o embebedara tanto que ele jurava estar copulando com uma meretriz no dia que a deflorou. Que tinha pedido ajuda de uma bruxa do norte para seduzi-lo. Que oferecera a alma ao diabo para ficar com ele.

Mime protegeria Hyouga de Hagen e Sigfried, que ainda clamavam por seu sangue. Seria ele Mime e sua harpa que acalmariam os sonhos do mestiço de olhos verdes e com o sol nos cabelos cheios. Que olharia por Hyouga e pelos pequenos reis de Asgard.

Para Hyouga era Mime que compensava seu desespero por estar longe de Shun, mesmo sabendo a quem se destinava àquelas lágrimas que queimavam mais que veneno quando transbordava de seus olhos nos momentos de desespero.

Hyouga amava Mime?

Dependia dele?

Ou era grato por ele ser a única pessoa naquela imensidão de gelo que demonstrava ter um sangue em suas veias quando se tratava dele?

Ambos se fitaram. As palavras não eram mais necessárias, mas foram utilizadas para firmar aquele momento.

- Senti sua falta quando foi a Portugal – Hyouga falou abraçando Mime e roçando os lábios de leve no pescoço do normando. – Fleyr está cada vez mais insuportável, Hilda me persegue com negócios do estado, e Hagen não disfarça mais à vontade de me matar. Parece que estou andando entre cobras. – Hyouga falou com a voz embargada. – Não tinha nem como, nem onde chorar Mime... nem chorar me é permitido. Só meus filhos e você me motivam a viver hoje quando Shun está perdido para mim...

- Ele não está perdido... – Mime falou com a voz triste - só que segundo as cartas que tenho trocado com Athena, Andrômeda não quer lhe ver... Não que você tenha que acatar as escolhas dele passivamente... – O normando de olhos cor de cereja falou a meia voz.

- Não seria inteligente procura-lo Mime, e acredito que não queira que eu faça isso... – Hyouga respondeu.

- Você não está preso a correntes comigo Hyouga, e muito menos sou inocente o suficiente para acreditar que sobrepujo todas as emoções que um dia você alimentou por Andrômeda, meu caro. Portanto se você for atrás dele... espero que seja feliz.

- Ora Mime, e por que eu iria atrás de Shun sabendo que ele não me quer ao lado dele? Que não sustenta seus joelhos por mais de um segundo, se me vir em sua frente? Por que trocar minha "família", até mesmo o que tenho com você... esse amor maduro, que não me cobra nada, que não exige nada de mim... Por alguém que não me deu uma segunda chance de me explicar?- Hyouga pronunciava cada palavra como se as mesmas o ferissem.

Mime arregalou os olhos depois do que ouvira de cisne. Deu um meio sorriso, depois maneou a cabeça de forma infantil para em seguida encarar com olhos duros a face de Hyouga, dizendo:

- Eu estava lá Cisne, e se bem me lembro... você simplesmente falou. Falou na frente de todos que faziam parte da vida dele. Ele foi o ultimo, a saber... ele não teria como reagir de outra maneira...

- Podia ter me ouvido. Ter se afastado logo no inicio, não me seduzido, amarrado, acorrentado... Usado de artimanhas sedutoras...

- Hyouga, suas desculpas são sempre a sedução... – Mime cortou em uma risada que beirava o sarcasmo - Mas eu e você sabemos muito bem que você se deitou com Shun todas às vezes porque queria. E se deitou com a Senhora Fleyr por luxúria e porque quis, mesmo que acreditasse que ela fosse uma meretriz enquanto consumava o ato, até talvez porque seria mais cômodo pra você saber que estava pagando enquanto se arruinava... Bem, não importa... – Mime falava enquanto o puxava por uma das galerias até chegar a porta em estilo bizantino que guardava seu quarto. – Por enquanto, que tal terminar a nossa conversa em um ambiente mais privativo? – Mime apontou para porta para em seguida convidar - Entre Cisne. E Hyouga entrou.

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Quando entrou no quarto, Cisne vislumbrou o ambiente e sorriu. Era um quarto quiçá simples se comparado com toda a suntuosidade do palácio de Vallhalla.

Possuía somente uma bela cama com dossel em forma de concha e cortinas de veludo vermelho que protegiam o recanto onde Mime dormia.

Ao lado da cama a imponente harpa dourada refletia em sua superfície o brilho que transbordava dos espelhos que cobriam as paredes de cor vermelho índigo. Mime o guiou pela mão e não pode evitar fazer um arremedo de piada ao ver o queixo de hyouga pender levemente ao perscrutar o aposento.

- Sim, é tudo na tonalidade rubra... Mas não é o inferno. Não ainda... Venha Cisne, fique a vontade no meu quarto como fica quando está possuindo meu corpo pelos corredores... - O ruivo falou puxando Cisne para próximo de si, mas ao sentir o cheiro de urina de bebê o afastou.

- xixi de bebê é contagioso? – Cisne perguntou sorrindo, enquanto tirava a camisa.

- Não sei, mas fede...

- Você ainda não sentiu o aroma do que intitulamos número dois – falou sorrindo e Mime deixou escapar uma gargalhada gostosa jogando os cabelos pesados e ruivos para trás. Lentamente conduziu Hyouga até a cama e o sentou. Cisne o olhava aturdido enquanto observava Mime se afastar para despir lentamente suas vestes como se fosse um ritual sagrado ao invés de um strip-tease.

A pele imaculada foi sendo descoberta, o corpo másculo foi sendo revelado, e no corpo de Hyouga todos os seus membros começavam a dar exatos sinais de excitação. Cisne sentiu o membro endurecer, os lábios salivarem, os pelos loiros de seus braços musculosos se arrepiarem, e quando enfim contemplou a imagem do ruivo nu em pelo com as nádegas fartas viradas para ele soltou um lânguido e luxurioso sorriso.

Mime o encarou. Caminhou até a cama lentamente enquanto Hyouga parecia hipnotizado por seu corpo. Colocou-se sobre cisne tocando seu peito proeminente. O ruivo se inclinou e tomou os mamilos carnudos e rosados entre os dentes. Roçou a face no peito másculo e com poucos pelos aloirados. Hyouga delirava enquanto lambia seus dedos para em seguida procurar o orifício quente de mime, não sem antes apalpar as nádegas fartas do guerreiro Deus. Suspirou novamente. Dessa vez de angústia. Seu membro pedia espaço dentro da cueca e estava sendo apertado pela calça que vestia.

- Oh minha Deusa... vou sucumbir mais uma vez...? – Hyouga falou entre gemidos, sentindo as mãos de Mime retirarem o membro teso de dentro da calça e trabalharem avidamente sobre ele. –Estou sucumbindo...

- Você não sucumbe aos prazeres da carne... você somente não resiste a eles... – Mime falou se aproximando de Cisne e cobrindo o corpo do loiro completamente com sua nudez, roçando seus sexos. Hyouga somente deixou o queixo pender violentamente quando Mime concretizou sua frase, com a boca colada em sua orelha lhe causando arrepios.

– E é justamente essa luxuria maldita que te trouxe aqui hoje, cisne, e que decreta a sua perdição no campo do amor...

Os lábios se uniram com violência, num beijo ardente.

E sem perceber o que aconteciam, lágrimas estavam pendendo dos olhos azuis semicerrados de Hyouga.

Era verdade. Ele não resistia.

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Continua...

Espero que vocês tenham gostado. O capitulo ia ficar muito grande, então dividi em 2 atos deste capítulo se chama Violino e estará disponível no fanfiction. ponto. net dia 25 de agosto. Até lá espero reviews!

Aguardem...

Litha Youko – Que bom que vc gostou do Nebula STORM... eu simplesmente adorei !