Título: REBIRTH
Autor: Angell Kinney
Casal principal :
ShunX Hyouga ( Saint Seiya) + Joey
Fatone – (personagem original meu), Carlo di Angelis, é
de direito da escritora Pipe. E Santiago, é o primeiro nome do
Shura (claro, não oficialmente)
Classificação: +18
Gênero: Drama/Romance/ANGST/YAOI
Spoilers: A fiction se passa após a SAGA DE HADES. Como não se
sabe que fim se deu com os Santos de Athena após o Prólogo do Céu ( Tenkai –hen
movie) esse é o ponto inicial de nossa fanfic.
Parte: 03- ato 2 - de 10 – Violino
Dedicado com carinho extremo a
Ice Magus,
Litha Youko,
Evil Kitsune
e Karura aka carlagilheta
Ps1: limoncello – legítimo vinho branco italiano com toques de limão.
Ps2: Vêneto- forma de se dirigir a cidade de Veneza.
Ps3 : O hotel Vêneto Paradiso é uma invenção minha. Os demais detalhes da cidade de Veneza são verdadeiros.
Capitulo 3
Ato2- Violino
Voltavam extremamente animados para o hotel. Eram cerca de duas da manhã e Veneza parecia ainda mais bela. Aos ouvidos de Shun chegava uma agradável melodia cantada no dialeto napolitano, e que, Mascara da Morte parecia se deliciar em acompanhar.
Tinham bebido muito, comido bastante e, sobretudo se divertiram. Realmente o Mezanino em que Aioria e Deba tinham ido jantar, oferecia um cardápio delicioso, incluindo o feijão brasileiro, que Shun não conhecia, mas que Aldebarã sugerira. Shun não se arrependeu.
Ao saírem de lá Carlo os levou para conhecer uma adega, e como não poderia deixar de ser, todos aproveitaram as delicias mundanas da Itália regados a massa italiana, até mesmo Afrodite esqueceu do seu eterno regime naquela noite. Agora caminhavam pelos canais de Veneza em três casais.
Deba e Aiolia realmente estavam começando a se entender. Eles tinham brigado o tempo todo desde que no ultimo baile do Santuário, antes de viajarem, Aioria bêbado acabou dando um beijo no loiro brasileiro. O Touro que também já tinha derramado goela a baixo mais de um litro de vodka acabou se empolgando, e levando o leãozinho às loucuras bem na frente de todos os outros cavaleiros que nunca imaginaram ver uma cena daquelas. Agora estavam os dois lá, naquela indecisão. Aiolia querendo dizer que estava bêbado. Aldebarã se sentindo culpado por ter dado corda, mas no fim, não tinha como negar que o inusitado casal estava lutando contra um estopim que há muito já estava aceso.
- Poverella! – Carlo soltou entre dentes ao ver Deba encostar decididamente Aioria na mureta ao lado do hotel Vêneto Paradiso e iniciar um beijo de tirar o fôlego do grego.
Não tinha como aquele beijo passar desapercebido. Touro com toda sua sensualidade nativa segurou Aioria pela nuca, enchendo a mão com os cabelos cor de mel do leonino, para em seguida tomar os lábios róseos com sua boca carnuda, os lábios passeavam, puxavam-se, os dentes mordiam, mordiscavam, e a língua mesmo a distancia era vista naquela volúpia intensa. Shun não pode deixar de reparar o quanto Aldebarã estava diferente. Sim, Dido conseguia mudar todo mundo, inclusive o que um dia tinha considerado o homem mais "invisível do zodíaco gay". Aldebarã era visto por muitos como o eterno heterossexual, sempre de fora do circulo bissexual ou homossexual do Santuário. Apesar de ser um homem calmo e educado, todos fugiam dele no quesito sedução o que deixou o loiro cada vez mais deprimido, ainda mais depois que Shaka arrebatou o coração de Muyo definitivamente; mas após o acontecido entre Aiolia e Touro, o brasileiro pediu a ajuda de Dido para se tornar mais atraente, afinal de contas à concorrência dele era Marin de Águia, e ela não daria a mínima chance ao cavaleiro de ouro caso ele entrasse no caminho. Era bem capaz de a amazona resolver ela mesma arrancar o outro chifre da armadura de touro só para não ter que conviver com dois deles cravados em sua própria testa.
E Dido fizera um trabalho de mestre. Auxiliado por Mascara da Morte que acabava se saindo um ótimo assistente, os dois remodelaram Aldebarã. Dido fez com que o cavaleiro cortasse os cabelos loiros e adotasse uma franja em vez do cabelo comprido e ensebado que ficava jogado para trás, e utilizasse um pouco de gel. Em seguida arrancou gritos do taurino ao fazer sua monocelha a transformando em duas sobrancelhas grossas e másculas. Mascara da morte aconselhou-o a trocar as calças largas que usava por algo que torneasse mais seus músculos bem avantajados em dois metros e dez de homem. Afrodite deu um toque bem especial ao perfume do amigo taurino o presenteando com o perfume DIAVOLO - de Antonio Banderas que era amadeiradamente cítrico e delicioso.
Ao final da transformação, o rosto másculo de Aldebarã reluzia com os traços másculos ressaltados, o rosto quadrado se iluminou, a boca demasiado carnuda tornou-se tentadora, e quase que o próprio pisciano ataca sua criação. Todos diziam que o leonino ao ver o touro daquele jeito se desconcertou tanto que pediu um tempo a Marin para tentar se ajeitar com Deba, ou esquece-lo de vez, mas pelo beijo eles queriam todo o tempo do mundo. Só que o leonino tinha esquecido que o tempo pedido à amazona acabava hoje.
- Como assim poverella? – Shun que estava sendo envolvido por Shura em um abraço, perguntou a Carlo que olhava triste para Deba e Aiolia.
- Ah sabe como é ragazzo, Sheena San e Marin San chegam a Itália esta noche para viajarem conosco até Paris amanhã... – Mascara da morte falou tristonho.
Shun sentiu um enorme arrepio lhe percorrer a coluna ao ouvir isso, e Shura apertou-o mais contra o peito. Shura e Sheena. Eles eram amantes.
- Então chegam a amanhã... e? – Afrodite falou dando de ombros – Até agora não sei o que querem fazer aqui, o passeio é nosso... Foi a idéia do idiota do Leonino de dar o endereço do hotel... só vai acabar com a diversão ! – bufou o sueco.
- Não é para tanto. Sheena san é divertida, com certeza ira deixar a todos mais animados! – Shun falou a meia voz. Sua cabeça processando rapidamente como deveria reagir.
Não, ele e Shura não haviam ido pra cama ainda, tinham ficado naquela tarde e naquela noite. Não, não podia sentir ciúmes. Não deveria, não ele não estava sentindo isso. Shura não lhe pertencia, não queria entrar novamente em uma batalha por um homem e justamente contra uma mulher, e dessa vez uma amiga.
- Divertida? – Carlo ironizou – Poderia falar qualquer coisa de Sheena menos que ela seja divertida! Aquela ali faz jus ao sangue italiano que corre em nossas veias! – sorriu.
Shura permanecia mudo. Seus olhos correndo de um lado para o outro de maneira nervosa, se pudesse sair correndo sairia, só para não encarar o rosto do jovem Andrômeda. Como pudera deixar que aquilo acontecesse? Shun ficaria magoado e era tudo que ele não queria que ocorresse. Ele era amante de Sheena há pelo menos três anos, não poderia deixar também que a italiana os pegasse naquela situação, mas o que poderia fazer, estava dividido.
- Bem, então as vemos amanhã em Paris, até lá vamos aproveitar o resto de nossa noite sem intrusas! – Dido latiu puxando Máscara da morte pela gola da camisa, e ainda soltou um: Ai de você se resolver consolar qualquer uma das duas... – para o namorado. E ao sumirem na entrada do hotel rumo a alcova dos dois o que se ouviu foi uma sonora e debochada risada de Carlo di Angeli.
Os outros dois casais permaneciam do lado de fora do hotel. Deba e Aioria vieram animados rumo aos dois cavaleiros, e logo a voz potente do brasileiro se dirigiu a Shun de maneira desajeitada, quase constrangida:
- Shun... er... sabe ... eu queria... sabe Shura... –ele gaguejava com a face toda rubra. Andrômeda e Capricórnio seguraram o riso, mas Shun terminou logo com aquele constrangimento.
- Sei Deba, tudo bem, vocês podem ficar no nosso quarto, eu divido esta noite com o Shura.- Shun falou amorosamente. Tudo bem que sua noite seria um fiasco, que tudo que ele queria era que Shura fosse para as terras de Asgard também, e em seguida aquela terra amaldiçoada fosse tragada pela terra como aconteceu com o continente de Atlântida.
- Ah Shun. Obrigado! – Aldebarã falou puxando Aiolia para junto deles. O leonino estava rubro só de pensar que todos saberiam o que ele iria fazer naquele quarto junto com o brasileiro. Já estava quase desistindo, mas ao mirar os olhos verdes do brasileiro o grego derreteu e ficou muito feliz quando Shun lhe passou a chave do quarto e deu um sorrisinho maroto.
Assim que o leonino e o taurino passaram pela recepção do hotel Shura se virou automaticamente para Shun.
- Shun...
- Acho melhor você não falar nada Santiago.- Andrômeda disse tapando os lábios de Shura com um beijo leve. Capricórnio o encarou aturdido, os olhos azuis se fechando lentamente e seus braços procurando envolver o rapaz de maneira possessiva. Shun se sentiu amolecer.
Por quê Deusa... era tão difícil? Porque tinha aquela maldita atração capaz de enlouquece-lo quando Capricórnio o envolvia? Ele se sentia protegido, se sentia feliz e nem durara 24 horas aquela pequena felicidade?
- Desculpe Shun... – Santiago falava enquanto seus dedos grandes acariciavam a face lisa de Andrômeda. O rapaz tentava lutar contra as lágrimas de qualquer forma e isso feria Shura.
- Eu, sei que você sente muito... eu sei, mas lhe entendo. Pelo menos você não me enganou, não prometeu nada, talvez porque não teve tempo, talvez porque não fosse pra ser...
- Era pra ser, é pra ser se você quiser!- Shura falou o segurando pelo braço.
- Nay! Santiago! Eu sei muito bem o que é esperar algo de alguém e não ter nada no final. Sheena espera algo de você nestes 3 anos e mesmo que ela espere nada, não é justo eu me meter no meio de vocês dois! – Shun falou agitando a cabeça. Aquilo que ele sentia era sofrimento? Mas porque? Aquela conversa poderia ser facilmente esquecida. Eles só tinham passado bons momentos juntos e agora eles se findavam. – E se Sheena chegou não é pra ser! – Shun falou tentando sorrir, mas por dentro ruía.
- Cariño... cariño... – Shura falou o abraçando muito fortemente junto ao peito malhado.O beijo que se seguiu foi algo quiçá violento e desesperado – Yo soy um hombre livre, y cuando deseo estar com alguién por certo en mi vida, tudo se revira... – Santiago falou trêmulo – Pero yo cajo que usted no desea se por entre mi y Sheena San, no después do que el pato hiciste com usted!
- É, é isso, eu estou me preservando... – Shun falou triste.- E não estou pronto para relacionamentos ainda... Ainda mais tirando você de alguém. Acredite Sam, eu estou feliz por este dia. Por hoje, mas apesar de nossos planos, vamos deixar esse dia ficar marcado na nossa memória como um hoje lindo e não como um amanhã triste. Nada é mais precioso para alguém que está só ter boas lembranças...- Shun falou acariciando o rosto de Shura que o olhava triste.
- É guardarei este dia... o nosso hoje.- Shura repetiu tristonho, mas compreendeu a doçura do cavaleiro de Andrômeda. Nunca imaginara que ele poderia ser tão compreensivo, tão doce, um ser tão maduro para idade. Ele que queria gritar agora, o desejo crescia dentro dele, e talvez um pouco de amor, mas sim, se fosse só desejo poderia ele voltar atrás? – Shura agarrou-se a Andrômeda como se o jovem de cabelos verdes fosse sua tábua de salvação em meio ao mar revolto.
-Sim, guarde em um lugar especial no seu coração. E se um dia mais propício que este se apresentar no futuro, para que fiquemos juntos ou revivamos esse momento, acredite, podemos retomar esses momentos pequenos e fazê-los se tornar uma pequena eternidade... – Shun falou encostando sua testa na de Shura.
- Assim você me comove Andrômeda.
- Era para comover mesmo... – Shun repetiu. Os soluços de tristeza tomando sua garganta. Santiago o abraçando e também deixando que lágrimas banhassem sua face.
Santiago era um homem livre, nem ele, nem Sheena, nem qualquer ser poderiam arrancar a excalibur daquela rocha. Mas sem saber Shun estava removendo milímetro a milímetro a espada daquela pedra.
--------------------------oOo-----------------------------
Quando acordou Shun não se lembrava ao certo do que tinha acontecido. Só se lembrara que caminhou como um louco por Veneza após ter deixado Shura no hotel. Não seria sensato dormir no mesmo quarto que o espanhol.
E enquanto caminhava pensou no tudo e no nada, pensou em sua infância lutando, os sofrimentos, a dor de ser rejeitado, o carinho que sentia por Shura. O beijo do espanhol, a raiva que sentia de Hyouga e Fleyr e de todos que o fizeram sofrer.
Deve ter chorado, não se recordada direito. Ficou mais entretido ao passear pelas ruelas de Veneza e contemplar um mundo ainda ancorado no século XV quando a cidade era um dos principais elos entre o Ocidente e o Oriente, e poderosa o suficiente para incorporar o que havia de melhor nas duas metades do planeta.
Shun ficou triste porque naqueles quatro dias que passara por ali, não teve tempo hábil para visitar todas as 118 ilhotas eternamente ameaçadas de ser engolidas pelo mar, que compunham o Vêneto; mas estava morbidamente feliz por saber que tinha caminhado em uma cidade tão improvável como nenhuma outra, e tão encantadora.
Iria com certeza escrever a Ikki contando tudo aquilo e muito mais, inclusive que ele e os demais cavaleiros de Ouro nem precisaram alugar carro, pois a única entrada na cidade é através de Trem.
E que ele tinha vindo para Veneza e agora iria para Paris naquela tarde, dentro do famoso Oriente Express um dos mais famosos trens Europeus.
Sabia que nos rolos de filme que ele e Dido guardaram havia pencas de fotos para registrar que tinha andado a pé e de barco, inclusive que o táxi naqueles canais é uma lancha, e que sim, existem charmosos transportes coletivos, onde Mascara da Morte e Dite podiam se empoleirar amorosamente sem serem incomodados e Aldebarã e Aiolia puderam desfrutar do vento veneziano sob os cabelos dourados.
Mas na memória de Andrômeda o que mais o deliciara foi ter andado de gôndola naquele fim de noite junto com Shura, antes de voltarem ao hotel. As gôndolas só existem em Veneza e são fabricadas as mãos da mesma maneira como a 405 anos! Foi romântico, apesar de acabar como acabou. E ainda tinha um adendo especial, uma suave melodia de violino que pareceu tocar por todo o percurso do canal. A musica embalava sua noite com Shura e sim, foi o toque especial. A suave melodia do violino que entoava de todos os cantos e ao mesmo de canto nenhum. Shura brincou que os anjos tocavam cordas para eles. E sim deveria ser um anjo que tocava o violino. Talvez eles tivessem se cansado de harpas.
Anjos agora tocavam violinos...
Lembrar dos 4 dias que se passaram era dolorosamente feliz. Recordava-se de ter dito ao primeiro dia que tudo era demasiado caro, mas Dite pagava com prazer por estar cercado de luxo.
Ao fim, ele mesmo aceitava o sobrepreço com prazer. Pois o dinheiro o possibilitou conhecer a magnífica Basílica de San Marco e o Luxuoso palácio Ducal, e permitindo o prazer de se perder, sem hora para voltar, com os amigos entre as ruelas de Vêneto que pareciam o transportar ao tempo dos Casanova. E ao fim de tudo deleitar-se com um Cappuccino, ou um bom copo de vinho num elegante Café da Piazza de San Marco, junto com um Carlo - que definitivamente, era uma graça - falando em italiano que era uma delícia, e Dido sentia prazer extremo ao ver o amante tão feliz em sua terra.Todos estavam muito felizes, então pra que foi feito o dinheiro então senão para pagar por pequenos e eternos momentos como aqueles?
Pensando em isso tudo, Shun percebeu que passar o ultimo dia com Shura surgira em sua vida para fechar sua estadia naquela parte especial da Itália de forma mágica.
Shun já estava fazendo planos de voltar ao relembrar tudo aquilo nem que para isso tivesse que pedir dinheiro da Fundação Kido. Porque não, após se sacrificar durante anos por Saori, não ser um pouco egoísta?
Se bem que seria um prazer trazer as crianças da fundação para conhecer um pouco do velho mundo.
Estava apaixonado pela Cidade. Tão apaixonado que nem se recordava de ter adormecido sentado em um banquinho da praça de San Marco. O único fato que o intrigava foi que enquanto adormecia, o som da melodia do violino que ouvira na gôndola quando estava com Shura, tinha se impregnado em sua mente, ou parecia que o violinista a tocava novamente só para ele. A praça estava vazia, o som ecoava suave, o embalando.
Shun enfiou o gorro de lã até a altura da boca, deixando os cachos verdes escapando pelas laterais. Foi se recostando no banco à medida que o dia amanhecia, e a musica do violino alcançava seu ápice.
Musica vinda do céu
Musica dos anjos
Um anjo tocava para ele e curava suas feridas.
Um anjo.
Andrômeda acabou caindo no mundo de Morfeu em frente ao hotel. Andara, andara, andara e dormira sentado num banquinho da praça de San Marco.
--------------------------oOo-----------------------------
- Ainda não creio no que estou vendo! – Gritou Afrodite se dirigindo ao banco e sacudindo Shun pelos braços - Pago o hotel mais caro de Veneza e você dorme no banco? – O outro balançava a cabeça deixando os cachos azulados taparem-lhe a fronte. – Enlouqueceu Shun?
- Hã... Dido... eu andei por aí e acabei aqui... foi divertido. Queria passar mais tempo aproveitando a cidade, observei a tudo, pensei na vida...
- Esqueceu o Shura no quarto... – Carlo comentou se aproximando com um capuccino nas mãos. – Mas eu te entendo Shun... Entendo que não queria travar mais batalhas pelo coração de ninguém... pelo menos neste momento... - Mascara da Morte falou acariciando o rosto rapaz e se sentando ao lado dele no banco – Quer um pouco de Capuccino?- ofereceu
- Hã... Não Carlo, obrigado. – agradeceu. – Sim você tem razão...
Afrodite sentou do lado de Carlo e acariciou as mãos do namorado como que surpreso e grato pela compreensão que ele demonstrara com Shun. Em pouco tempo ele já sentia que o cavaleiro de Andrômeda se tornara como parte de sua família. E Carlo o adotara como um irmão mais novo, ou filho. Gostava de ver o carinho que nutriam um pelo outro, e ver que o fogoso Máscara da Morte não olhava para Shun com pretensões sexuais.
- E Deba e Oria? – Shun perguntou.
- Ih esses daí ainda estão arrumando as malas, mas pelos gemidos do Aioria ontem à noite, a coisa foi boa demais! Bem pelo menos depois que TODO O GRANDE CHIFRE tomou as entranhas dele! – Carlo falou de forma sacana. Os outros dois riram e Afrodite revirou os olhos mesmo assim, como se condenando por apreciar comentário tão infame. Depois Carlo levantou-se falando:
- Vou comprar um pouco de limoncello para levar a Paris, lá é mais caro, e pegar uns dois cappuccinos para mim, mais um pro Dido! Tem certeza que não quer um cappuccino Shun?
- Aceito. Mas você paga. – Shun falou sorrindo. Carlo mostrou o dedo do meio para o garoto, mas foi comprar sorrindo. E meu Deus! Que sorriso perfeito!
Afrodite fixou o olhar nas nádegas do namorado. Ele estava completamente sexy com aquele jeans desbotado e devidamente justo deixando suas curvas e pernas bem torneadas a mostra. A t-shirt curta e branca o deixava com um estilo casual irresistível que deixa qualquer uma, ou homossexual babando, ainda mais quando se tem um corpo da-que-les! Como conteúdo.
- Ai ele é lindo não é? Quase um madonno italiano.- Ao perceber o que falara, Dite consertou – Ta isso não existe... um David de Michelangelo ..só que mais definido e com o "brinquedinho" beeemmm maior!- sorriu.
Shun não sabia se concordava ou negava, qualquer uma das respostas poderia causar confusão ou mal entendidos, então ficou mudo e em seguida rubro. E Dido ao perceber mudou o rumo da conversa para um tema necessário:
- Como você está querido?
- Ótimo... falo sério... esse tempo andando me deixou mais sóbrio sobre tudo que ocorreu. Shura é um ótimo amigo. Sheena também é minha amiga, então...
- Deixe como está não é Shun? - Shura falou chegando por trás do garoto e beijando a testa dele. Shun sorriu. O beijo foi paternal, amoroso, mas amigo.
Sobretudo amigo. Pelo visto o outro também não pregara os olhos a noite toda. Provavelmente atravessara a noite pensando sobre tudo, tanto quanto ele. Shura usava óculos escuros enormes no rosto a fim de disfarçar as olheiras. Uma camiseta cor de musgo e calças bag jeans cor de terracota; nos pés uma sandália de tiras de couro.
Estava radiante. Shun sentiu-se tremer, mas controlou-se. Sobretudo quando ouviu o sotaque carregado do espanhol ao começar a falar em japonês.
- Sim, deixe como está. - Shun concordou se erguendo e dando um selinho em Shura.- Bom dia Santiago! – O virginiano disse animado.
Afrodite ficou olhando pra ver se eles se comeriam ali mesmo, mas o espanhol só deu um selinho. Dite riu.
Eles afinal tinham se entendido, não tinham?
Shun se levantou, afinal Carlo parecia muito atrapalhado tentando trazer 4 cappuccinos ao mesmo tempo. E enquanto caminhava Shun sentia os olhos de Santiago em seu corpo. Desejou por um momento poder voltar atrás 24 horas e ter aquele beijo para sempre.
--------------------------oOo-----------------------------
Normandia – Terras Geladas de Asgard.
1 ano. Dez meses e 4 dias que ele não via nem ouvia falar de Shun. Sentado na estufa do palácio, observando Stan e Stu brincarem com Mime, Hyouga se perdia em pensamentos. Como estaria o cavaleiro mais doce que conhecera?
Meneou a cabeça de fios loiros.
Não era inteligente viver do passado. Se remoer por nada. Se arrepender por nada. Não poderia permanecer pensando no passado. Era um homem casado agora, um príncipe, tinha obrigações para com um povo que aprendera a respeita-lo graças a Hilda.
Está ultima parecia uma tirana, mas Hyoga percebeu que a moça mantinha pulso firme apenas para que Asgard não sucumbisse. Os guerreiros Deuses pouco se importavam com aquela terra. Gostavam mesmo do status que tinham e somente isso.
E Fleyr. Fleyr era uma mulher apaixonada. Insossa, mas apaixonada. Provavelmente sabia que ele tinha seu caso com Mime, mas queria a todo custo evitar um escândalo maior com seu nome.
Hyouga observou Stu e Stan. Eram tão bonitos tão puros. E o amavam tanto. Ele amava tanto aos filhos. Tanto que cogitou ser absurdo não desejar vê-los crescer.
Mas se sentia preso, se sentia infeliz dentro daquele castelo. Queria ver seus amigos, queria mergulhar na Sibéria e visitar o tumulo de sua mãe. Desejava implicar com Seiya, Discutir com Ikki, sorrir das piadas mal contadas de Shyriu. Ver a mansão Kido... tantos anseios que chegavam a doer.
- Preciso sair daqui, Oh minha Deusa... preciso... – Hyouga rogou com os olhos fechados.
- Odeias essa terra não é? – Cisne ouviu perto de seu ouvido. Reconheceu de pronto a voz de Hagen. Ficon en guarde.
- Por que não vai embora enquanto ainda pode andar, caro príncipe. – Hagen falou saindo das sombras da estufa e se aproximando de Stan, Stu e Mime. E com farpas de gelo em sua voz disparou: Antes que perca algo mais do que apenas as pernas... – falou olhando para as crianças.
- Não ouse. – A voz de Mime irrompeu na mente de Hagen. – Não ouse tocar nos herdeiros de Asgard por sentimentos mesquinhos e egoístas Hagen! – O ruivo falou se erguendo e pegando os dois pequenos príncipes no colo.
- Nós somos os herdeiros de Asgard e não esses mestiços! – Hagen cuspiu com fúria.
- Dobre sua língua maldita antes de falar de meus filhos! – Hyouga falou se virando para o cavaleiro da constelação de Merak
- Ora Cisne! Você nem queria se casar com a Senhorita Fleyr, agora tem orgulho de sua prole? – Hagen sorriu sarcástico, mas logo parou de rir ao sentir a mão de Mime que estava atrás dele o segurar pela nuca.
- Pare agora. – Mime ordenou.
- Mime? – vai defender esse estranho?
- E porque não Hagen? Ao contrário do que sinto por você, estimo o Cisne. E você sabe muito bem que o senhor também deve muito a esse Santo de Athena. – Mime falou com a voz tão fria quanto um iceberg, nos olhos cor de cereja, um brilho misteriosamente estranho. Sim, Mime sabia algum segredo de Hagen. Mime sabia de algo que deixou o outro apavorado de medo.
- Não ouse me ameaçar ou conto que você e Hyouga são consortes! – Hagen falou a meia voz girando sobre os calcanhares.
- Acredite Hagen, meu pecado é bem menor do que o seu, e você sabe de quem... - Mime falou sorrindo sarcasticamente. - O meu custaria a minha vida. O seu uma eternidade.
Hyouga olhava os dois discutirem e se sentia perdido. O rosto de Hagen transformou-se de pura cólera para indignação completa. Mime continuava impassível.
- Não ouse me ameaçar Mime de Benetach!
- Não tente me intimidar Hagen de Merak!
- Eu tenho todos os guerreiros Deuses do meu lado, prontos para derrubar esse Santo de Athena. Somos Deuses, eles são Santos Mime, me envergonha ver você enlamear nosso titulo com um reles ser de uma das muitas Deusas gregas... Ela é apenas mais uma... Como você é apenas mais um na vida dele Mime... Lembra do Andrômeda... – Hagen sorriu, mas seu sorriso foi interrompido por um pó de diamante no meio de sua mandíbula.
- Não... OUSE... falar de Shun! – Hyouga gritou com lágrimas nos olhos.
- O por Odin... Você é um bebe chorão Hyouga... Acho que enfiei o dedo em sua ferida, não?- Hagen ria debochado. – Eu poderia devolver o golpe, mas se você não se lembra, estamos no meio da estufa de Asgard, o que garante a nossa subsistência no meio desse maldito país gelado. Qualquer trauma no ambiente perdemos nossa alimentação, caro príncipe... – Hagen sorriu - Hilda adoraria saber que pela simples menção do nome de seu amante... – olhou para Mime e frisou – ex-amante... – você me atacou dentro de um dos locais mais importantes do nosso reino!
- Hagen! – Mime gritou colocando as crianças no chão e indicando a porta. Os gêmeos saíram correndo de lá. Mime se virou novamente ao Guerreiro Deus.
- Não suplique Mime, não combina nem um pouco com você suplicar por um amante que chora por outra pessoa que não é nem a esposa! – Hagen sorriu com as mãos no regaço - Esse pato realmente deve ser muito bom na cama para deixar você tão cego...
- Cale-se Hagen, você está ofendendo Mime! – Cisne falou se pondo na frente do guerreiro ruivo. Mime continuava impassível como se as palavras de Hagen não o ferissem.
- Acalme-se Hyouga. Diferente de você, eu não me importo com o que ele diz. O que eu sinto ou deixo de sentir somente apetece a mim, e não a vocês dois.- Mime falou com um sorriso tranqüilo que desarmou Hagen. – Agora quanto às ameaças Hagen... Espero que entenda como algo que pode se concretizar e não somente uma ameaça. – Mime falou girando sobre os calcanhares e puxando Hyouga pelo braço para fora da estufa.
Por dentro Hagen tremeu ao presenciar os dois cavaleiros desaparecerem de suas vistas.
--------------------------oOo-----------------------------
Hyouga balançava a cabeça repetidamente enquanto via Mime andar de um lado para o outro dentro do aposento. Após saírem da estufa onde ocorrera o infeliz incidente com Hagen, Siegfried veio falar com ele que sua situação no condado estava piorando. Tinha ainda mais guerreiros Deuses contra ele. Ainda mais porque sem medo de represálias nem de suas ameaças Hagen, dotado de pouca inteligência e muita virulência contou a todos de sua relação com Hyouga. Pelo que Mime tinha entendido, Fleyr se metera no meio intercedendo pelos dois dizendo que nada poderia ser provado e nem desconfiava do marido. E que quanto a Mime, esse não lhe fazia mal, pelo menos disse que os dois eram amigos e que os demais estavam com inveja.
- Foi uma defesa infantil! – Hyouga comentou ao ver Mime passar a mão repetidamente pelos longos cabelos ruivos.
- Infantil Hyouga? Pelo amor de Odin, essa mulher tem tudo, menos infantilidade. ELA SABE...
- Não sejas tolo Mime, se soubesse teria pedido sua cabeça a Hilda... Ela me ama! – Hyouga falou com as mãos espalmadas para o teto em expressão de apelo.
- É o que você pensa! – Mime falou a meia voz olhando para Hyouga. – Ela tinha uma vida antes de você aqui em Asgard. Antes das batalhas ela tinha uma vida muito feliz! Ela não tinha porque ir atrás de você, nem lhe seduzir...
- Ela me queria para ela...
- Isso é o que ela diz! – Mime cuspiu as palavras com ira – Isso é o que ela quer que você, Hilda e os guerreiros acreditem. Mas não é bem assim que essa ópera se conduz, meu caro... E nem vai ser assim que essa ária vai terminar!
- Ora Mime pare de rodeios e fale logo o que é? Até parece que você está com medo dela...
- Pela Lira de Orfeu Hyouga... Quando será que você vai enxergar algo além dos seus problemas, da sua amargura e do seu sexo? Use a cabeça! Você é o peão de Fleyr e Hagen!
- Peão?
- Sim.
De repente tudo pareceu anuviar na frente de Hyouga. E ele maneou a cabeça. Parou e fixou o olhar em Mime que esboçava um sorriso satisfeito. Aquela era a semente que deveria plantar na mente de Hyouga. Astúcia, inteligência. Daria os meios, Hyouga mesmo se libertaria.
E quando Hyouga fez menção de abrir a boca, Mime já dera a resposta:
Sim Cisne, é chegada a hora de você saber de tudo.
Conte-me tudo Mime. Bem devagar...Quero me afogar em suas palavras...e submergir em glória.
E Mime contou.
--------------------------oOo-----------------------------
O Oriente Express para Paris estaria saindo dentro de uma hora. Shun não poderia estar mais excitado com aquilo tudo. Sentia os pelos da sua nuca se arrepiarem só de pensar que estaria embarcando rumo a cidade luz. Iria ver pela primeira vez na vida a beleza completa da cidade, prometeu a si mesmo que aproveitaria toda sua estadia, iria aos museus, a torre Eifel, comeria croassants franceses toda manhã. E gastaria uma boa quantia em roupas. Mas não sem antes enviar um e-mail para Ikki.
- Rapazes, estarei indo pra Lan House aqui da estação mesmo. Tenho que mandar um e-mail para meu irmão. – Shun falou animado.
- Tudo bem, mas não demora, já estou de saco cheio de esperar hoje! – Carlo falou com cara de poucos amigos – A Sheena e a Marin demoraram uma penca para chegar ao hotel e encontrar com a gente! – reclamou.
- Pára de graça Carlo... nem foi tanto assim, é que a gente se enrolou na alfândega com um bando de malas – Sheena se defendeu - Além do mais, a culpa foi sua em inventar na ultima hora de que tínhamos que nos encontrar em Veneza, por mim eu iria direto para Paris e lhe esperaria lá mesmo!- A amazona de cobra falava, já enrodilhada na cintura de Shura, que não conseguia levantar os olhos para Shun.
- Tudo bem, não demorarei mais que o necessário! – Andrômeda falou se retirando. Realmente ele pensava que seria mais difícil encarar Shura e Sheena, mas estava tão feliz que sua mente abstraiu a toda aquela situação.
Já Aiolia não conseguia convencer Aldebarã a fingir para Marin que nada se passava entre eles. Na hora agá o leonino ficou em desespero. Até onde Shun sabia, Aldebarã ainda estava nu quando a amazona de Águia bateu na porta do quarto do leonino. Aiolia abriu a porta como se nada tivesse acontecido, jogando um balde de água fria na cabeça do taurino que se retirou furioso e até o presente momento parecia um esquife de gelo ao lado dos demais. O brasileiro não sorriria por nada no mundo naquele dia, e pelo visto por toda a estadia de Marin e Sheena junto a aquele grupo de amigos.
Shun entrou na lan house com pressa. Só tinha uma hora para responder os e-mails e enviar um para Ikki. Andrômeda praticamente saiu correndo, e foi nessa corrida que ele trombou com algo.
Shun ainda consegui dar dois passos à frente antes de ouvir um barulho de algo caindo no chão logo atrás de si. Ao virar para olhar o que seu jeito estabanado tinha derrubado contemplou um violino caído no chão e uma massa de cachos cor de café que faziam parte da cabeça do rapaz que tinha se agachado para pegá-lo. Extremamente envergonhado, o oriental de cabelos verdes se dirigiu até o outro rapaz, não sabendo em que língua falar. Mas quando Shun ia tocar o ombro do moreno o mesmo voltou os olhos para ele e em seus lábios o estranho exibia um perfeito sorriso.
Shun foi rápido em se desculpar:
- I'm sorry...
- Tudo bem rapaz, nem arranhou a madeira, pode ficar tranqüilo, paguei uma baba nesse violino para que ele não se partisse com facilidade. O único inconveniente foi que deve ter desafinado, mas isso eu ajeito!
- Oh meu Deus! – Shun falou levando a mão aos lábios - Eu não tinha a intenção... Eu não vi, quer dizer... eu devo ter visto, mas não percebido... Ah meu Deus, desculpe! – Andrômeda falava mais desconcertado ainda.
- Tudo bem, não é todo dia que encontro um turista tão simpático até se desculpando, qualquer outro sairia andando e me deixaria lá catando o Violino. Ah, a propósito meu nome é Joseph, friends call me Joey! – o moreno falou exibindo aquela fileira de dentes que mais pareciam pérolas. Os olhos cor de café contratando absurdamente com a pele branca e os lábios carnudos e róseos. Os cabelos ondulados caiam sobre a fronte. Por Deus, ele era absurdamente lindo, quase diáfano. Até a Deusa Afrodite morreria de inveja daquele mortal, imagina o Cavaleiro de Peixes em carne e osso!
- Ah, meu nome é Shun – Andrômeda falou quase num sussurro - Mas me desculpe eu estou com pressa, tenho que ver uns e-mails e só tenho uma hora para isso!
- Uma hora é bastante tempo não é... Shun?
- Não sei quantos e-mails posso ter... se duvidar quase nenhum... se é que alguém lembrou de mim...
- Te garanto que quem coloca os olhos em uma beleza tão peculiar quanto a sua não esquece. – Joseph falou encarando Shun.
Andrômeda deixou o queixo pender de leve. Será que o homem do violino estava cantando ele mesmo, ou era um sonho? Não era castigo, ser cantado por um veneziano no momento do embarque para outra cidade! Sim, só poderia ser castigo. Fora substituído por Sheena no melhor da festa, e agora ia sair em péssimo estilo, trocando telefone com o violinista e só.
- Perdoe-me? – Shun se fez de desentendido, 'assim é melhor' ele pensava.
- Isso foi uma cantada rapaz... – Joey falou rindo e com o rosto rubro de embaraço – Foi tão péssima assim? – perguntou com um meio sorriso que fizeram brotar covinhas lindas nos extremos de suas bochechas rosadas. Shun sorriu.
- Não. Não foi. – Shun respondeu encabulado - é que...
- A já sei, você já tem namorado... Eu te vi com ele ontem nas gôndolas à noite... - Joey cortou.
Shun só conseguiu manear a cabeça dizendo que não.
Não podia ser, seria ele o anjo do violino?
O anjo que parecia curar sua angústia com suas musicas?
Mas se caso o fosse, porque ele fazia aquilo? Como entrava na mente dele, como sabia tocar sua alma daquela forma?
Andrômeda ficou atônito. Não conseguia formular uma frase sequer, estava completamente hipnotizado pelo moreno que mantinha o violino embaixo do braço.
- Pelo visto você não vai me responder... – Joey falou recolhendo o violino.
- Foi você.- Shun conseguiu falar. – Foi você e o seu violino, não foram...Ontem à noite, foi você que tocou para mim! – Shun falou o segurando pelo braço. Joey sorriu.
- Vai precisar me torturar para que eu confesse. – O moreno brincou e Shun sorriu.
- Como fez aquilo? Como tocou sem que ninguém lhe visse, porque tocou, porque para mim? – Shun perguntou aturdido.
- Ah porque... Porque... não tem exatamente um porquê, meu caro estrangeiro. Acho que achei que você merecia ter um pedaço do céu para onde fugir. Todos merecemos. Não que eu seja um violinista supremo, mas percebi que minha musica te conforta. Assim como olhar para você me deixa feliz. – Joey falou sinceramente. Shun não soube o que responder e o rapaz continuou – Eu queria muito jovem rapaz, tocar todas as noites para você...
- Ai meu Deus... – Shun falou ao perceber que Joey se aproximava demais de seu rosto. Para ser mais exato, já o tocava com delicadeza.
- Acredita em apreço a primeira vista? – Joey falou aproximando os lábios.
- Para ser mais exato. Não! – Shun falou de afastando em um sorriso. Seria mais sensato. Por mais que quisesse era demais acabar se jogando nos braços de um completo estranho, por mais que o fato de ter passado a noite ouvindo a musica dele e o imaginando como um anjo, não transformasse Joey em um estranho completamente. E ainda mais aqueles olhos, aquele sorriso. Zeus!
- Pois eu também não... – Joey falou rindo.
- Como assim? – Shun desconcertou-se.
- Só acredito após o primeiro beijo – Joey falou se projetando para frente e quase beijando Shun que já fechava os lábios.
Era inusitado. Era estranho beijar um homem só pelo fato de ser ele. Era estranho porque algo dentro de Shun não conseguia resistir a aquele jovem. Algo o tomava por dentro. A recordação da melodia que ele tocara, o desejo de beijar aqueles lábios. Tudo. Nada.
Sentiu os lábios roçarem de leve os seus e arrepiou-se. Foi diferente de Shura. Ele sentia medo. Medo de que aquele momento acabasse e ele nunca mais visse aquele lindo estranho. Desejou poder parar. Que o beijo não acontecesse, para não ficar só na memória. Foi quando Andrômeda ouviu a voz de Máscara da Morte ecoar dentro do aposento.
- Hey, Shun... anda logo... o trem chegou mais cedo!
Joey soltou Shun e o outro abriu os olhos.
- É pelo jeito vou ficar sem seu beijo antes de voltar para casa, doce oriental...- Joey se afastou. Cabisbaixo.
- E eu sem sua música... Infelizmente – Andrômeda concordou. - Mas obrigado pela melodia... Tenho que ir... – Shun sorriu tomando o caminho da porta.
Era estranho. Ia beija-lo, não o beijou, não tinha motivo para fazê-lo, no entanto ele não queria sair de perto do moreno estranho.
- So... godbye Shun... Boa volta para o oriente!
- Eu não vou para o oriente... Eu vou para Paris! – Shun falou se virando para Joey antes de sair da Lan house. – Boa viagem de volta para casa anjo do violino!
Andrômeda falou batendo a porta da Lan house atrás de si, seguindo Máscara da Morte, sem dar tempo de ouvir a resposta de Joey, que com certeza o surpreenderia.
- Paris, Shun... Paris e minha casa! – O moço de cabelos cor de café sussurrou antes de gargalhar de felicidade. – Paris Shun, vai ser onde você ira ouvir a canção de um anjo!
--------------------------oOo-----------------------------
Continua...
Ufa... O capitulo acabou ficando enorme... Mas espero que vocês tenham curtido, de verdade. E espero por mais reviews.
Litha Youko/ moomy – Obrigado pelo apoio sempre. E muito, muito obrigado pelo sobrenome do Mime e do Hagen, que eu realmente não fazia a menor idéia.
Antes que me perguntem quem é esse Joey, e porque ele entrou na história... Aviso, ele é um personagem original meu que está em desenvolvimento. Sim ele é bem cara de pau, mas lhe garanto, vai fazer muito bem ao Shunzinho.
Carla Gilheta/ Karura – Adoro seus reviews... Espero que tenha gostado do capitulo dedicado a ti.
Evil Kitsune – Sinto muito, mas o Pato se ferrou dessa vez. Nada pessoal contra o Hyouga, mas essa fic é mais sobre o Shun! Adoro ele.
Kitsune/ Becca – ai ai ai ... Espero que tu goste e continue acompanhando.
Do mais meninas aguardem a atualização! Lembrem-se... Quanto mais reviews, mais rápido a fic é atualizada... Inspirem-me que não se arrependerão!
Kitsune Lina – Noto que você está bem perdida nesta história, por isto, solicito que leia a pequena (grande) nota que coloquei no capítulo 1, sobre esta fic. Ela foi re-editada, então, desconsidere a "menina" que esbarrou no Shun na versão anterior, desconsidere aquele capítulo em si, e peço que releia o capítulo 1 e os demais para um melhor entendimento. Ok?
Oiasumi.
A.Kinney. – 24.08.2005 – as 23:35.
